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Desigualdade Social em Rousseau

O documento discute a obra de Jean-Jacques Rousseau sobre a origem da desigualdade entre os homens, enfatizando a distinção entre desigualdade natural e moral. Rousseau argumenta que a transição do homem natural para o homem social gera desigualdades, enquanto Michel Foucault analisa a evolução das punições e a disciplina nas prisões. O texto também menciona a importância da educação e a crítica ao autoritarismo, utilizando obras de autores como Paulo Freire e Ray Bradbury como referências.
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Desigualdade Social em Rousseau

O documento discute a obra de Jean-Jacques Rousseau sobre a origem da desigualdade entre os homens, enfatizando a distinção entre desigualdade natural e moral. Rousseau argumenta que a transição do homem natural para o homem social gera desigualdades, enquanto Michel Foucault analisa a evolução das punições e a disciplina nas prisões. O texto também menciona a importância da educação e a crítica ao autoritarismo, utilizando obras de autores como Paulo Freire e Ray Bradbury como referências.
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Disciplina: Produção Textual Ano: 2024.

Professora: Carolina Mesquita da Costa – carolinamesquita2707@[Link]


REPERTÓRIOS compaixão por outros de sua espécie, e
→EIXO DESIGUALDADE SOCIAL possuindo a razão apenas potencialmente. O
“A origem da desigualdade entre os homens”, sentimento de comiseração pode ser visto
livro por Jean-Jacques Rousseau, de 1755 também como instinto ou um mecanismo de
Rousseau nos apresenta o método que irá utilizar autopreservação da espécie.
para desenvolver o pensamento que servirá de Rousseau não vê na vida do homem natural,
resposta à pergunta da Academia: a priori tem-se motivos que o levem à vida em sociedade. O
que descobrir o que é o homem; "Como homem natural vive o presente, é robusto e bem
conhecer, pois, a origem da desigualdade entre organizado, apesar de não possuir habilidades
os homens, a não ser começando por conhecer o específicas, pode aprendê-las todas, é inocente
próprio homem?" (pág. 40). Para realizar tal não possuindo noções do bem e do mal e possui
empreitada é necessário se chegar ao homem duas características que o distingue dos outros
natural, e neste ponto surge um paradoxo, pois animais que são a liberdade e a perfectibilidade.
para se alcançar o homem natural é necessário Utilizando como exemplo o estudo sobre a origem
despir-se do conhecimento do homem civilizado, da linguagem, Rousseau tenta demonstrar a falta
ou seja, quanto mais utilizamos a razão para de ligação entre o homem natural e o homem
entender o homem natural mais distante nos social. Termina esta parte afirmando que a
colocamos dele. Para resolver este problema passagem do homem natural ao homem social,
Rousseau propõe uma meditação "...sobre as que é a origem das desigualdades, não pode
mais simples realizações da alma humana," (pág. ser obra do próprio homem, mas sim de algum
44). Através desta meditação Rousseau chega a fator externo.
conclusão de que mesmo antes da razão, dois O Discurso – 2a parte: Após descrever o homem
princípios básicos regem a alma humana: um é natural, Rousseau utiliza uma história hipotética
o sentimento de autopreservação e o outro é para descrever como se deu à passagem do
o sentimento de comiseração¹. estado natural para o estado social, mostrando
1. sentimento de piedade pela infelicidade desta forma como surgiu a desigualdade entre os
de outrem; compaixão, miseração. homens. A ideia de perfectibilidade está na base
O Discurso – 1a parte: Rousseau inicia o de todo esta transformação.
discurso fazendo uma distinção das duas O homem natural tinha como única preocupação
desigualdades existentes: a desigualdade sua subsistência, contudo à medida que as
natural ou física e a desigualdade moral ou dificuldades do meio se apresentavam ele era
política. A desigualdade natural (sexo, idade, obrigado a superá-las adquirindo, portanto novos
força, etc.) não é o objetivo dos estudos de conhecimentos. O homem natural aprendeu a
Rousseau, pois como o próprio nome já afirma, pescar, caçar e por vezes a associar-se a outros
esta desigualdade tem uma origem natural e não homens, tanto para defender-se como para
foi ela que submeteu um homem a outro. A caçar, mas estas associações eram sempre
origem da desigualdade moral ou política é o que aleatórias. Neste ponto é que surge a primeira
interessa para Rousseau. "revolução": a construção de abrigos. O
Jean-Jacques trata em toda a primeira parte surgimento das casas faz com que o homem
do Discurso sobre o homem natural rebatendo as natural permaneça mais tempo em um mesmo
teses de Hobbes, Buffon e outros que tratam do lugar e na companhia de seus companheiros,
mesmo assunto, mas que enxergavam o homem nascendo assim as famílias e com elas os
natural a partir da visão do homem social (o "...sentimentos mais ternos que são conhecidos
homem do homem). Partindo de sua teoria dos dos homens, o amor conjugal e o amor
dois princípios básicos que regem a alma paterno."(pág. 88)*. Ao passo que as pessoas
humana, Rousseau descreve o homem natural passam a viver por mais tempo juntas começa a
como um ser solitário, possuidor de um instinto de surgir formas de linguagem. Uma noção precária
autopreservação, dotado de sentimento de de propriedade passa a fazer parte deste novo
universo. Por motivos de segurança, hábitos da propriedade divide os homens entre ricos
alimentares e influência do clima, as famílias e pobres, o surgimento de governos divide
passam a conviver próximas surgindo as entre governantes (poderosos) e governados
primeiras comunidades. (fracos) e o surgimento de estados despóticos
Para Rousseau este era o estágio no qual o divide os homens entre senhores e escravos.
homem deveria ter parado. Vivendo em Intertextos:
sociedade, com poucas necessidades e com Pensamento Árcade x Barroco x Romântico
condições de atendê-las o homem teria tudo Aluísio de Azevedo, “O cortiço”, 1890.
para ser feliz. Mas a perfectibilidade não o O Cortiço é um romance naturalista do brasileiro
permitiu. A pequena comunidade sentada a volta Aluísio Azevedo publicado em 1890 que denuncia
da fogueira cantando e dançando começa a se a exploração e as péssimas condições de vida
enxergar. Os homens passam a se compararem: dos moradores das estalagens ou dos cortiços
o melhor caçador, o mais forte, o mais bonito, o cariocas do final do século XIX e posto a
mais hábil começa a se destacar, e o ser e o denunciar o capitalismo selvagem.
parecer tornam-se diferentes. Os homens Carolina Maria de Jesus, “Quarto de Despejo”,
agrupados ainda sem nenhuma lei ou líder têm 1960.
como único juiz a sua própria consciência. E cada Sobrevivência e resiliência
qual sendo juiz a sua maneira tem inicio o estado Quarto de despejo: Diário de uma favelada é
de guerra de todos contra todos. Paralelamente um livro autobiográfico de Carolina Maria de
surge a agricultura e a metalurgia, evento ao qual Jesus, que foi publicado em 1960. No livro,
Rousseau nomeia de "a grande Revolução". Com Carolina de Jesus relata sua vivência como mãe,
estes eventos surge a divisão do trabalho, a moradora da favela e catadora de papel.
noção de propriedade se enraíza e passa a existir →Eixo Educação e Sociedade
homens ricos e homens pobres, que dependeram Vigiar e Punir, Michel Foucault, de 1975
doravante uns dos outros. É dentro desta Em Vigiar e Punir, Foucault debruça-se sobre os
situação caótica que os homens resolveram processos disciplinares nas prisões, em especial
estabelecer leis para se protegerem; uns para na França. Reflete o motivo pelo qual as torturas
protegerem suas propriedades e outros para se deram lugar ao encarceramento das prisões,
protegerem das arbitrariedades dos mais pretendendo que essa fosse a forma mais
poderosos. adequada de correção. A obra se divide em
Rousseau passa a indagar que tipos de governos quatro partes e na primeira delas, “o suplício”, o
podem ter surgido. De antemão descarta a autor trata de penas corporais. Antes do século
possibilidade de um governo despótico ter sido o XVIII o poder era visto como um poder de suplício
iniciador do processo, pois o sentimento de (tortura) e a prova disso é que boa parte das
liberdade do homem não o permitiria. Jean- punições eram físicas, ligadas ao corpo. Com
Jacques diz que os governantes devem ter o surgimento da sociedade moderna e os
surgido de forma eletiva, isto é, se em uma princípios iluministas, surge uma nova
comunidade uma única pessoa era considerada modalidade de governo, tendo ela uma intenção
digna e capacitada para governá-la surgiria um mais disciplinadora, com a ideia de marcar a alma
estado monárquico; se várias pessoas gozavam e racionalidade do indivíduo.
ao mesmo tempo de condições para tal surgiria De acordo com alguns relatos contemporâneos,
um estado aristocrático, porém se todos as a extinção do suplício tem a ver com uma “tomada
pessoas possuíam qualidades homogêneas e de consciência” de quem viveu naquela época da
resolvessem administrar conjuntamente surgiria história da sociedade, em prol de uma
uma democracia. O desvirtuamento dessas “humanização” das penas. É fato que essa
formas de governo pela ambição de alguns é que mudança talvez tenha se dado com mais força
deram origem a estados autoritários e despóticos. pelo fato de que o espetáculo do suplício gerava
Rousseau conclui mostrando como os revolta e motivava a violência social.
acontecimentos citados deram origem as A execução pública se tornou “uma fornalha
desigualdades entre os homens. O surgimento em que se acende a violência” (FOUCAULT,
1987 p. 13). Com isso, se fez necessário a mantinham sob visibilidade plena, constituíam
criação de dispositivos de punição pelos quais o sobre eles um saber que se acumulava e se
corpo do suplicado pudesse ser escondido, centralizava sobre os indivíduos. Dessa forma, a
excluindo-se do castigo o espetáculo da dor. A prisão surge como algo inevitável, por mais que
partir da segunda metade do século XIX, na existissem outros projetos de punição de
mudança do suplício para a prisão, embora o reformadores e que ela recebesse críticas sobre
corpo ainda estivesse presente nessa última (por sua ineficácia e seu perigo, desde seu
exemplo: redução alimentar, privação sexual, nascimento. Essa instituição penal surge para ser
expiação física, masmorra), é um outro objeto a coação de uma educação total, para possuir
principal a quem a punição se dirige, não mais ao uma disciplina onipresente a fim de transformar o
corpo, e sim à alma. “A expiação que tripudia indivíduo pervertido. Suas técnicas de poder
sobre o corpo deve suceder um castigo que passam principalmente pelo “isolamento”
atue, profundamente, sobre o coração, o (sobretudo nos modelos americanos que eram
intelecto, a vontade, as baseados nos monastérios), a “solidão”, a
disposições” (FOUCAULT, 1987 p. 18). tentativa de “autorregulação pela reflexão” e o
A segunda parte intitula-se “punição”. Nesse “trabalho” – sendo que este último gerou
fragmento, Foucault aborda a mudança da controvérsias entre os operários da época.
sentença. Na segunda metade do século XVIII, o Contudo, é preciso ressaltar que o mesmo não
suplício começa a ganhar, através dos visava lucro e sim o efeito sobre os corpos e as
reformadores, uma visão de perigo ao poder almas dos presos.
soberano, devido ao fato que a tirania leva à OBRAS:
revolta. Passa-se a entender a necessidade de Paulo Freire
respeitar o assassino em, no mínimo, sua Educação Como Prática da Liberdade (1967)
humanidade. Escrita quando o autor já se encontrava no exílio,
A terceira parte intitula-se como “a disciplina”. a obra reflete a maturação e a autocrítica, sendo
Neste capítulo, talvez um dos mais conhecidos da o primeiro texto a refletir sobre suas experiências
obra, Foucault descreve toda a maquinaria (ou pedagógicas. Paulo Freire não deixa dúvidas
microfísica) do poder, constituída por detalhes quanto à concepção de educação - defende
sutis e invisíveis, presente nos séculos XVII e ardorosamente a pedagogia conscientizadora
XVIII. Tal microfísica serve à produção de como força de mudança e libertação.
individualidades, ou melhor, de indivíduos que Pedagogia do Oprimido (1968)
possam cumprir funções úteis, ajustando-se a um Pedagogia do Oprimido é um dos mais
determinado tipo de sociedade emergente. Por conhecidos trabalhos do educador e filósofo
exemplo, antes desse período, os soldados eram brasileiro Paulo Freire. O livro propõe uma
aqueles que já possuíam de antemão um corpo pedagogia com uma nova forma de
adequadamente predisposto para exercer seu relacionamento entre professor, estudante, e
ofício (isto é, conforme uma certa exigência sociedade, o diálogo e o questionamento são as
física), agora não necessariamente. A partir de bases fortes da sociedade.
então o corpo torna-se o local de investimento de A Importância do Ato de Ler em Três Artigos
várias técnicas e mecanismos que pretendem que se Completam (1981)
localizá-lo, tornando, assim, as pessoas tão mais Este livro trata da questão da leitura e da escrita
úteis quanto mais obedientes. encaradas sob o ângulo da luta política com a
A quarta parte é definida como “a prisão”. O compreensão científica do tema.
autor resume a tese principal de seu livro ao →FAHRENHEIT 451: UMA REFLEXÃO SOBRE
mostrar que antes da prisão ser inaugurada como O AUTORITARISMO
peça das punições, ela já havia sido criada na FAHRENHEIT 451, de Ray Bradbury, em 1953.
sociedade a partir do momento em que os Em um mundo distópico em que bombeiros
mecanismos de poder repartiam, fixavam, incendeiam livros em vez de apagar
classificavam e extraíam forças, treinavam os incêndios, Fahrenheit 451 nos faz refletir sobre o
corpos, codificavam os comportamentos, individualismo, a violência e a alienação de
sociedades autoritárias. Num mundo em que as A depressão econômica
pessoas são dependentes de uma tela e a provocou desemprego, fome, pobreza,
literatura é transgressão, livros são objetos consequências presente ainda em 2023. Além
proibidos e quem os porta é criminoso. A obra, disso, muitos americanos ficaram com sua saúde
lançada em 1953, não nos deixa esquecer de um mental prejudicada, o que provocou uma onda
tempo em que nazistas usavam a queima pública de suicídios.
de livros como espetáculo para o povo. →Vinda da corte real para o Brasil
Repertórios Históricos: Após a Revolução Francesa, Napoleão
→Era Vargas Bonaparte avançava pela Europa, dominando
O período em que Getúlio Vargas permaneceu no territórios. Além disso, pressionava o rei de
poder, entre 1930 e 1945, foi marcado por muitas Portugal para que ele parasse de ter relações
transformações sociais, culturais e comerciais com a Inglaterra.
principalmente políticas. Como tentativa de fuga, toda a corte partiu para o
Direito feminino: Ao mesmo tempo que ele Brasil, colônia de Portugal. Com isso, o território
permitiu que mulheres brasileiras votassem em brasileiro passou por muitas mudanças em sua
1932, foi responsável pela ditadura do Estado infraestrutura, como a criação do Banco do Brasil
Novo de 1937 à 1945 e a criação do e dos Correios, além de alterações culturais e
Departamento de Imprensa e Propaganda, que educacionais, como a criação da primeira
serviu como instrumento de censura e Universidade do Brasil.
propaganda do governo durante o regime. Com isso é possível realizar um paralelo entre
A Era Vargas pode se relacionar com assuntos os limites da educação à distância, além
sobre direitos dos trabalhadores - que foram da corrupção provocada pelos roubos nos
garantidos - e o desenvolvimento cofres públicos.
industrial, com a criação da Petrobrás, por →EIXO TECNOLOGIA
exemplo. Ainda é possível relacionar a censura →O novo iluminismo, Steven pinker (trad. Laura
e violação da liberdade de expressão. teixeira motta e pedro maia soares, companhias
Obras: das letras, 2018)
1984, George Orwell, 1949. As obras de Orwell A obra apresenta contribuições importantíssimas
estão associadas a um caráter ideológico, para as ciências cognitivas e como a tecnologia e
baseado na reflexão sobre liberdade e igualdade o futuro poderiam contribuir também para um
social. Desse modo, o autor lançou o seu olhar mundo melhor.
satírico sobre a realidade de seu tempo, quando A tese central pauta-se em um reforço da
a liberdade e a igualdade eram uma utopia para racionalidade como o caminho para vivermos
muitos intelectuais e artistas. cada vez melhor. Por outro lado essa pauta não
→Crise de 29 (processos inflacionários) é consensual. Por exemplo, Adorno (personagem
O fim da Primeira Guerra Mundial tornou os principal) e seus colegas diriam que ela é
Estados Unidos a principal economia do mundo, ingênua, pois a história mostra que o ponto de
visto que os países europeus estavam chegada da racionalidade é a barbárie, enquanto
devastados pela guerra. muitos psicanalistas apontam que a atual
Grande era a expectativa dos americanos com epidemia de depressão e ansiedade é
relação à compra e venda: surgia a propaganda consequência direta da incorporação de
do American way of life, sonho de vida princípios tecnocráticos, em dinâmicas tácitas
americano, baseado no bem-estar e incentivando que levam ao que chamo de algoritmização do
o consumo no país. pensamento. Será que conseguimos aliar o
Entretanto, ainda que o consumo estivesse alto, racionalismo com experiências de conexão
ele não era capaz de absorver todas as profunda e baixos níveis de repressão? Eis a
mercadorias produzidas. Além disso, um pergunta que fica.
crescente processo de mecanização da produção →O futuro da humanidade, Michio Kaku
ocasionou a quebra da bolsa de Nova York em Renomado cientista mostra o que pode ser
1929. realidade e o que deve ficar na ficção científica
Michio Kaku é um dos cientistas mais populares Experimenta
dos Estados Unidos e um dos poucos Coloniza
investigadores da atualidade capazes de se Civiliza
expressar numa linguagem científica Humaniza marte com engenho e arte.
compreensível para todo mundo. Em O futuro da Marte humanizado, que lugar quadrado.
humanidade, ele vislumbra um futuro em que a Vamos a outra parte?
ciência e as novas tecnologias vão proporcionar Claro - diz o engenho
tamanhos poderes que o homem será obrigado a Sofisticado e dócil.
reavaliar o seu lugar no Universo. Neste futuro de Vamos a vênus.
Kaku, colônias humanas viverão em Marte, o O homem põe o pé em vênus,
homem não será a única forma de vida inteligente Vê o visto - é isto?
e a imortalidade deixará de ser uma fantasia Idem
inatingível. É uma visão convincente de como a Idem
humanidade pode desenvolver uma civilização Idem.
sustentável no universo sideral. Ele revela os O homem funde a cuca se não for a júpiter
desenvolvimentos em astrofísica, inteligência Proclamar justiça junto com injustiça
artificial, robótica, nanotecnologia e biotecnologia Repetir a fossa
que podem permitir a construção de cidades Repetir o inquieto
habitáveis mundo afora. O livro de Kaku chega no Repetitório.
momento em que o mundo vive uma nova era de Outros planetas restam para outras colônias.
ouro da exploração espacial com o lançamento O espaço todo vira terra-a-terra.
do carro elétrico Tesla no espaço e o primeiro O homem chega ao sol ou dá uma volta
turista lunar a bordo do Big Falcon Rocket . Em O Só para tever?
futuro da humanidade, o autor não tem Não-vê que ele inventa
preconceitos e cita ícones da ficção científica Roupa insiderável de viver no sol.
como Isaac Asimov e H.G. Wells. A diferença é Põe o pé e:
que ele não fica só na fantasia. Ele parte de todo Mas que chato é o sol, falso touro
o seu conhecimento para mostrar que viagens Espanhol domado.
interestelares são uma possibilidade real e não Restam outros sistemas fora
muito distante. Do solar a col-
Contra ponto com o texto de Michio Kaku Onizar.
Carlos Drummond de Andrade Ao acabarem todos
O Homem; As Viagens Só resta ao homem
O homem, bicho da terra tão pequeno (estará equipado?)
Chateia-se na terra A dificílima dangerosíssima viagem
Lugar de muita miséria e pouca diversão, De si a si mesmo:
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo Pôr o pé no chão
Toca para a lua Do seu coração
Desce cauteloso na lua Experimentar
Pisa na lua Colonizar
Planta bandeirola na lua Civilizar
Experimenta a lua Humanizar
Coloniza a lua O homem
Civiliza a lua Descobrindo em suas próprias inexploradas
Humaniza a lua. entranhas
Lua humanizada: tão igual à terra. A perene, insuspeitada alegria
O homem chateia-se na lua. De con-viver.
Vamos para marte - ordena a suas máquinas. Sociólogos e Filósofos
Elas obedecem, o homem desce em marte Richard Sennett
Pisa em marte As tecnologias inteligentes e o emburrecimento social
→Yuval Harari: Historiador e filósofo israelense, deve ser concebida como um violento assalto
autor de livros de sucesso global, como "Sapiens- contra as forças desconhecidas, para obrigá-las
Uma breve história da Humanidade" e "21 lições a prostar-se diante do homem.
para o século 21". Se tornou consultor de vários “19. Em verdade eu lhes declaro que a frequência
líderes políticos e empresários interessados em diária aos museus, às bibliotecas e às academias
sua capacidade de interpretar padrões que (cemitérios de esforços vãos, calvários de sonhos
conectam a aquisição de conhecimentos crucificados, registro de arremessos
(ciências exatas, biológicas e humanas), a truncados!...) é
economia e a produção cultural. para os artistas tão prejudicial, quanto a tutela
Citação: prolongada dos pais para certos jovens ébrios de
“Graças ao big data, à inteligência artificial e ao engenho e de vontade ambiciosa. Para os
aprendizado por máquinas, pela primeira vez na moribundos, para os enfermos, para os
história começa a ser possível conhecer uma prisioneiros, vá lá:- o
pessoa melhor do que ela mesma, hackear seres admirável passado é, quiçá, um bálsamo para
humanos, decidir por eles”. seus males, visto que para eles o porvir está
→Pierre Lévy é filósofo, sociólogo e um dos trancado...
pesquisadores mais reconhecidos e premiados Mas nós não queremos nada com o passado,
por seus trabalhos que discutem questões que nós, jovens e fortes futuristas!”
envolvem impacto de tecnologias digitais na
sociedade. Citação:
Levy se dedica a atualizar a compreensão sobre PROPOSTAS
os efeitos da incorporação de novas ferramentas ✓ A importância do censo demográfico para
tecnológicas, como a Inteligência Artificial, ao o progresso do Brasil;
✓ Caminhos para combater a automedicação
nosso cotidiano e os efeitos delas na forma como
e seus riscos na era da desinformação
interpretamos a realidade, nos comunicamos, ✓ A crise à autoridade docente é uma questão
geramos conhecimento e produzimos cultura. de ausência de limite da escola ou da
Entre seus livros publicados no Brasil estão: “O família?
que é o virtual”, “A Inteligência Coletiva” e ✓ Desafios para o uso das novas tecnologias
“Ciberdemocracia”. de forma significativa para o
→Manifesto do Futurismo ( Filippo Tommaso desenvolvimento da inteligência humana
Marinetti, 1909) um louvor à tecnologia e a coletiva
velocidade
Fragmentos do Manifesto
4. Nós afirmamos que a magnificência do mundo
enriqueceu-se de uma beleza nova: a beleza da
velocidade. Um automóvel de corrida com seu
cofre enfeitado com tubos grossos, semelhantes
a serpentes de hálito explosivo... um automóvel
rugidor, que correr sobre a metralha, é mais
bonito que a Vitória de Samotrácia.
5. Nós queremos entoar hinos ao homem que
segura o volante, cuja haste ideal atravessa a
Terra, lançada também numa corrida sobre o
circuito da sua órbita.
6. É preciso que o poeta prodigalize com ardor,
fausto e munificiência, para aumentar o
entusiástico fervor dos elementos primordiais.
7. Não há mais beleza, a não ser na luta.
Nenhuma obra que não tenha um caráter
agressivo pode ser uma obra-prima. A poesia

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