1
O presente documento consiste no Plano de
Recuperação de Área Degradada por disposição
inadequada de Resíduos Sólidos (PRADE-RS)do
Encerramento do Lixão para atender a Prefeitura
Municipal de Itaquiraí/MS.
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
SUMÁRIO
1 APRESENTAÇÃO ..................................................................................................... 1
2 IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES ENVOLVIDAS .......................................................... 2
2.1 Dados do Empreendedor ............................................................................... 3
2.2 Dados da Propriedade onde esta a área do PRADE.................................. 3
3 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DO PROJETO......................................................... 3
3.1 LOCALIZAÇÃO ................................................................................................. 4 2
3.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁREA .............................................................. 5
3.3 AVALIAÇÃO PRELIMINAR DO PASSIVO AMBIENTAL...................................... 8
3.3.1 Histórico ...................................................................................................... 8
3.3.2 Tipo de Disposição .................................................................................. 10
3.3.3 Área de Disposição dos Resíduos .......................................................... 10
3.3.4 Volume dos Resíduos .............................................................................. 11
3.3.5 Origem dos Resíduos ............................................................................... 11
3.3.6 Classificação dos Resíduos encontrados ............................................. 13
3.3.7 Coleta de Amostras para Identificação da Situação ........................ 14
3.3.8 Qualidade das águas subterrâneas ..................................................... 17
4 ÁREAS DE INFLUÊNCIA ......................................................................................... 19
4.1 Área Diretamente Afetada (ADA)............................................................... 20
4.2 Área de Influência Direta (AID). ................................................................... 21
5 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL .................................................................................. 21
5.1 Meio Físico ...................................................................................................... 22
5.1.1 Geologia .................................................................................................. 22
5.1.2 Pedologia ................................................................................................. 25
5.1.3 Hidrografia................................................................................................ 30
5.1.4 Clima ......................................................................................................... 33
5.2 Meio Biótico .................................................................................................... 36
5.2.1 Biomas ...................................................................................................... 36
5.2.2 Cobertura Vegetal .................................................................................. 37
5.2.3 Cobertura Vegetal .................................................................................. 38
6 AVALIAÇÃO DO IMPACTO AMBIENTAL ............................................................. 39
6.1 Identificação Qualitativa e Quantitativa dos Impactos ........................... 39
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
6.2 A identificação do procedimento para o encerramento ....................... 40
............................................................................................................................ 41
6.3 Matriz de impacto gerada da operação do empreendimento ............. 41
7 RESULTADO DAS AMOSTRAS DE SOLO ............................................................ 44
7.1 Atributos dos Pontos onde foram Coletados Amostras de Solo ............... 47
8 PROJETO EXECUTIVO ........................................................................................... 58
8.1 Vias internas (permanentes e transitórias) de acesso à frente de 3
operações ............................................................................................................ 58
8.2 sistema de drenagem e manejo de águas pluviais .................................. 58
8.3 Plantas (globais e parciais, fase a fase) do maciço. ................................ 60
8.3.1 Caracterização da situação atual ....................................................... 60
8.4 Urbanização, paisagismo / revegetação e sinalização da gleba. ......... 60
8.4,1 A urbanização ......................................................................................... 60
8.4.2 O Paisagismo ........................................................................................... 61
8.4.3 A revegetação ........................................................................................ 61
8.4.4 A sinalização ............................................................................................ 62
8.5 Memorial Descritivo Recuperação da Área .............................................. 63
8.6 A proposta para o uso futuro da área reabilitada .................................... 63
8.7 Recomposição da cobertura vegetal – Projeto Executivo Paisagístico. 64
8.8 Relação de Equipamentos (Quadro 4)necessários para a execução do
Projeto. .................................................................................................................. 66
8.9 Recomendação para a Implantação do Gramado................................ 68
8.10 Plantio de Grama ........................................................................................ 69
8.12 Sinalização ................................................................................................... 71
8.13 Relatórios ...................................................................................................... 71
9 CONSIDERAÇÕES FINAIS...................................................................................... 72
10 CRONOGRAMA DEIMPLANTAÇÃO ............................................................. 83
REFERÊNCIAS............................................................................................................ 84
Obras Citadas ......................................................................................................... 84
ANEXO 1 - MODELOS DE PLACA...................................................................... 89
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
LISTA DE TABELAS
Tabela 1 - Coordenadas geográficas da área do PRADE................................... 5
Tabela 2 - Coordenadas e a profundidade das amostras de solo coletadas
por ponto perfurado .............................................................................................. 14
Tabela 3 - Cronograma de implantação das atividades de recuperação da
área .......................................................................................................................... 83
4
LISTADE FIGURAS
Figura 1 - Área total do terreno onde se situa o PRAD ......................................... 4
Figura 2 - Área do PRADE ......................................................................................... 5
Figura 3 - Vista da lateral (Sul) ................................................................................. 5
Figura 4 - Vista da lateral (Leste) da área do PRADE............................................ 6
Figura 5 - Vista da lateral (Nordeste) da área do PRADE ..................................... 6
Figura 6 - Vista da lateral (Sudoeste) da área do PRADE .................................... 7
Figura 7 - - Vista da parte lateral (Norte) da área do PRADE .............................. 7
Figura 8- Vista Atual após remoção dos resíduos ................................................. 9
Figura 9 - Veiculo utilizado para coleta dos RSS pela empresa Atitude
Ambiental ................................................................................................................ 12
Figura 10 - Itens encontrados na Coleta de Amostra de Solo ........................... 13
Figura 11 - Equipamento utilizado para a coleta de amostras de solo ............ 16
Figura 12 - Coleta Amostra Solo ............................................................................ 17
Figura 13 - Poço a Montante do PRADE – Fonte o autor. . ................ 18
Figura 14 - Mapa de geodiversidade do estado de Mato Grosso do Sul
([Link]) ......................................................................................... 24
Figura 15 - Localização das Bacias Fanerozóicas no Brasil (LICCARDO, 2016) 24
Figura 16 - Mapa Geológico do Estado do Mato Grosso do Sul
([Link], 1980) ............................................................................................ 25
Figura 17 - Mapa de Solos do Brasil. (IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística, 2001) ...................................................................................................... 26
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Figura 18 - Detalhe Mapa de Solos do Brasil. (IBGE - Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística, 2001) ................................................................................ 27
Figura 19 - Distância até corpo d’água mais próximo (Google Earth) ............ 30
Figura 20 - Divisão Hidrográfica Nacional– Fonte (MINISTÉRIO DO MEIO
AMBIENTE, 2003). ..................................................................................................... 32
Figura 21quantidade de poços perfurados nos municípios da Região
Hidrográfica do Paraná (SOUSA, 2019 ). .............................................................. 32 5
Figura 22 - Unidades Hidrológicas de MS (GONDIN, 2011) ................................. 33
Figura 23 - Temperaturas e precipitações médias em Itaquiraí (CLIMATE-
[Link], 2019) .................................................................................................... 35
Figura 24 - Média Temperatura mensal em Itaquiraí ([Link],
2019) ......................................................................................................................... 35
Figura 25 - Os Biomas no Estado do mato grosso do Sul. (SILVEIRA, 2015) ....... 37
Figura 26 - Cobertura vegetal nativa no Mato Grosso do Sul em 2007 (SILVA,
2010) ......................................................................................................................... 38
Figura 27 - Relação do risco e do tamanho do sitio e indicação do
procedimento ......................................................................................................... 40
Figura 28 - Indicação e caracterização dos riscos ............................................. 41
Figura 29 - Classificação das águas quanto ao grau de dureza Fonte
(MINISTERIO DA SAÚDE, 2014). ............................................................................... 53
Figura 30 - Hidrologia do município de Itaquiraí em relação ao PRADE .......... 57
Figura 31 - A área atual do PRADE ....................................................................... 60
Figura 32 - Grama Batatais ou Mato Grosso ........................................................ 65
LISTA DE GRÁFICOS
Gráfico 1 - Atributos do P1 ..................................................................................... 49
Gráfico 2 - Atributos do P2 ..................................................................................... 49
Gráfico 3 Atributos do P3 ....................................................................................... 50
Gráfico 4 -Atributos do P4 (Testemunha) ............................................................ 50
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
LISTA DE MAPAS
Mapa 1 - Área do PRADE. - Fonte o Autor 10
Mapa 2 - Localização dos pontos de sondagem para identificação da
coluna de resíduos 15 6
Mapa 3 - Posição georreferenciadas dos poços onde foram coletadas
Amostras de Água 18
Mapa 4 - AID e Área Diretamente Afetada – ADA e Área de Influência Direta
– AID 21
Mapa 5 - Pontos de Coleta de Amostras de Água (poços) 47
Mapa 6 - Acesso à frente de operações 58
Mapa 7 - Recomendação das curvas em nível 59
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
1 APRESENTAÇÃO
O presente documento consiste no Plano de Recuperação de
Área Degradada por disposição inadequada de Resíduos
Sólido (PRADE-RS), O RAS – Relatório Ambiental
Simplificado,Projeto Executivo (PE) do Encerramento do Lixão 1
elaborada por meio da Consultoria SS AMBIENTAL – Consultoria
Projetos e Licenciamentos para atender a Prefeitura Municipal
de Itaquiraí, referente à área de passivo ambiental de 1.700
m²que outrora fora utilizada como "lixão", em conformidade
com o item 7.31.1 da Resolução SEMADE 009/2015 do Instituto
de Meio Ambiente doMato Grosso do Sul(IMASUL).
A seguir, identificamos as partes envolvidas no processo,
caracterizamos a área a ser recuperada; delimitamos a área
de influência, apontamos o diagnóstico ambiental;
descrevemos os impactos ambientais; apresentamos as
medidas de mitigação e estabelecemos o cronograma de
implantação e do monitoramento daárea.
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
O documento atende as exigências do Instituto de Meio
Ambiente do Mato Grosso do Sul (IMASUL), órgão responsável
pelo presente licenciamento ambiental, e a Secretaria
Municipal de Meio Ambiente de Itaquiraí/MS, órgão executor
das medidas e procedimentos propostos, sendo este estudo
elaborado por técnico especializado, seguindo as seguintes 2
referências normativas:
✓ Norma da ABNT - NBR 15515-1/2007 - Passivo-Ambiental-
Avaliação- Preliminar.
✓ Norma da ABNT - NBR 15515-2/2007 - Passivo-Ambiental-
Investigação- Confirmatória.
✓ Norma da ABNT - NBR 15789/2004 - Manejo florestal -
Princípios, critérios e indicadores para plantaçõesflorestais.
✓ Resoluções SEMAC 006/2011, e 027/2008 da Secretaria
Estadual de Meio Ambiente e Ciência e
Tecnologia(SEMAC)
✓ Resolução SEMADE 009/2015 da Secretaria Estadual de
Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico (SEMADE)
e do seu respectivo Termo de Referência (TR) para
elaboração do relatório técnico emquestão.
2 IDENTIFICAÇÃO DAS PARTES ENVOLVIDAS
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
2.1 Dados do Empreendedor
Pessoa jurídica: Município de Itaquiraí.
CNPJ: 18.520.587/0001-25.
Prefeito: Ricardo Fávaro Neto.
3
Endereço: Rua Campo Grande, 1585-Centro.
Município: Itaquiraí/MS
CEP: 79.965-000.
Tel.: (67) 3476 35 00
2.2 Dados da Propriedadeonde esta a área do PRADE.
Nome da propriedade: Sítio Maringá
Endereço: P.A Indaiá, 99 - Município de Itaquiraí.
Inscrito no CAR/MS sob n° CARMS0041130
Município: Itaquiraí/MS
CEP: 79.965-000.
2.3Dados do Técnico Elaborador do Projeto
Nome: Sergio Luiz Salvadori CPF: 524.529.309-97
Qualificação Profissional: Biólogo, Gestor Ambiental
Mestrando em Desenvolvimento Rural Sustentável.
REGISTRO NO CRBio: 097050/07-01-RS
Endereço: Rua Mato Grosso 1523, Bairro São Jorge.
Município: Mundo Novo– MS
CEP: 79.980-000 Tel.: (67) 981-48 78 46
Currículo Lattes - [Link]
3 CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DO PROJETO
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
3.1 LOCALIZAÇÃO
A área onde houve a disposição inadequada de resíduos esta
contida em um lote rural de número 99 situado na Estrada
Municipal Gleba Indaiá – Zona Rural do Município de
Itaquiraí/MS.A figura 1 indica sua localização.
4
Figura 1 - Área total do terreno onde se situa o PRAD
A área afetada pela disposição inadequada de resíduos sólidos
ocupa uma fração deste lote rural.
A apresenta as coordenadas geográficas da localização da área
do PRADE.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Tabela 1 - Tabela 1 - Coordenadas geográficas da área do PRADE
PONTO Latitude (S)/XUTM Longitude (W)/YUTM
PP1 786268,27 7399286,64
PP2 786263,13 7399266,24
PP3 786199,21 7399265,69
PP4 786205,02 7399289,60
5
3.2 CARACTERÍSTICAS GERAIS DA ÁREA
A área de recuperação do projeto consiste num terreno de 0,17
Ha ou 1.700 m², cercado, sem construção, conforme ilustrado, a
seguir, pelas Figuras de 2a 7.
Figura 2 - Área do PRADE
Figura 3 - Vista da lateral (Sul)
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Figura 4 - Vista da lateral (Leste) da área do PRADE
Figura 5 - Vista da lateral (Nordeste) da área do PRADE
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Figura 6 - Vista da lateral (Sudoeste) da área do PRADE
Figura 7 - - Vista da parte lateral (Norte) da área do PRADE
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
3.3 AVALIAÇÃO PRELIMINAR DO PASSIVO AMBIENTAL 8
Na construção representada na figura 6 funciona a empresa
Marcelo da Silva Lopes ME, e trabalha com triagem de resíduos
sólidos.
Os dados a seguir foram descritos, em conformidade com as
orientações das normas técnicas da ABNT NBR-15.515-1-Passivo-
Ambiental-Avaliação-Preliminar, bem como NBR-15.515-2-Passivo-
Ambiental-Investigação-Confirmatória.
3.3.1 Histórico
A área afetada pela disposição inadequada dos Resíduos Sólidos
(RS) foi alocada numa região antropizada, já degradada pela
utilização de pastagem.
Este terreno de 1.700 m² foi projetado, inicialmente, para operar
com uma Unidade de Triagem e Processamento de Resíduos
Sólidos Urbanos (UPL).
Uma quantidade significativa de resíduos recicláveis foi triado
nesse local, por catadores informais e se manteve operando, de
certa forma, como unidade UPL e também com disposição de
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
rejeitos no período de Junho de 2013 a abril de 2016 quando se
encerraram totalmente as operações.
Em dezembro de 2018 a prefeitura Municipal removeu do local
com auxílio de pá carregadeira e caminhões, destinando para o
Aterro Sanitário licenciado em Dourados (OCA Ambiental) quase
9
a totalidade dos rejeitos.
Com as ações de remoção de boa parte dos resíduos superficiais
se observa uma mitigação significativa dos impactos gerados,
realizando o tratamento e a destinação ambientalmente
adequada dos resíduos sólidos gerados pelo município, de modo
a não gerar mais passivo na área, conforme ilustrado, a seguir,
pela Figura 8.
Figura 8- Vista Atual após remoção dos resíduos
As arvores da figura 8são o que restou de árvores exóticas
grevileas(Grevillea robusta)que estavam nesse local, que
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
precisaram ser tiradas para a operação de cobertura do resto
residual de RSU que não foi possível ser removido.
3.3.2 Tipo de Disposição
Os resíduos sólidos foram dispostos superficialmente e 10
subsuperficialmente no solo.
3.3.3 Área de Disposição dos Resíduos
Para a determinação da área objeto de PRADE foi feito uma
demarcação preliminar da área ouvindo pessoas que tinham
conhecimento da realidade da área em anos passados e
também das ações que se sucederam.
Após isso foram efetuadas perfurações com trado motorizado e
através de análise visual das amostras (isenção de resíduos) foi se
formado um polígono onde se limitou uma área contendo indícios
de detritos.
A área mais significativa de Resíduos Sólidos deste terreno de
8.530 m² da Figura 1 refere-se a um total de 1.700 m², conforme
ilustrado, no Mapa 1 .
Mapa 1 - Área do PRADE. - Fonte o Autor
Elevação 336 metros (Fonte Google Earth).
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
11
3.3.4 Volume dos Resíduos
Determinado a área do PRADE foi coletado amostras de solopara
determinar até que profundidade existe vestígios de resíduos e
suas propriedades. A Área do polígono foicalculada pelo Google
Earth, obtendo assimo valor de 1.700 m².
A profundidade de resíduos ou de contaminantes por ele gerados
foi estimada em aproximadamente 3 metros.
Com o valor da medida de área aplica-se a fórmula Volume =
Área x profundidade.
Volume = 1.700 (m²) x 3 m(profundidade)
Volume = 5.100 m³.
3.3.5 Origem dos Resíduos
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Apenas resíduos sólidos domiciliares e comerciais foram
destinados para área do PRADE em questão.
Conforme o Plano Intermunicipal de Gestão Integrada de
Resíduos Sólidos do Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento
da Região Sul de mato Grosso do Sul PIGIRS – CONISUL, os resíduos
de serviços de saúde eram coletados e tratados conforme 12
determinado pela legislação ambiental vigente (Conama 358)
por empresa contratada pela Prefeitura Municipal.
“A coleta e o transporte externo dos RSS nos estabelecimentos
de saúde públicos são de responsabilidade da empresa
Atitude Ambiental contratada pela Prefeitura Municipal de
Itaquiraí/MS. Frisa-se que a empresa Atitude Ambiental realiza
a coleta em todos os estabelecimentos de saúde públicos
com frequência quinzenal...”. (CONISUL - CONSÓRCIO
INTERMUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO SUL DE
MATO GROSSO DO SUL., 2014. ).
Figura 9 - Veiculo utilizado para coleta dos RSS pela empresa Atitude
Ambiental
Fonte: Deméter Engenharia Ltda.,2014.
[Link]
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Atualmente a coleta de RSS é feita mediante o contrato n.
27/2017, assinado em 17/04/2017, cujo objeto é Coleta de
resíduos de serviços de saúde.
Os resíduos de poda de árvores eram destinados para a zona
ruralem locais diversos, em sítios que aceitavam o seu descarte
13
visando obtenção de matéria orgânica visando adubação e se
decompuseram, visto que a maioria, das galhadas é depequena
densidade oriunda de pontas de árvores relativamente novas.
3.3.6 Classificação dos Resíduos encontrados
Foram identificados in loco Resíduos Sólidos não perigosos inertes
(Classe II B) e não inertes (Classe II A), em conformidade com os
critérios de classificação da NBR 10.004/2004. Não foram
verificadas características aparentes de Reatividade Toxicidade,
Inflamabilidade, Corrosividade, Patogenicidade. A figura 10
demonstra itens encontrados no local, principalmente tecidos e
plásticos (Itens encontrados no P 3 a aproximadamente 1,5
metros, descrito mais adiante).
Figura 10 - Itens encontrados na Coleta de Amostra de Solo
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
3.3.7 Coleta de Amostras para Identificação da Situação
A metodologia utilizada para a coleta de amostras de solo.
• [Link]ção de 01 poço fora da área do PRADE
(P4), com coleta em 0,2m, 1m, 2m e 3m de
profundidade.(Perfurado para servir de parâmetro,situado
14
nas imediações, conforme Tabela 2).
• Perfuração de 03 pontos estratégicos na área com
disposição pretérita de Resíduos, (P1, P2, e P3), onde foram
coletadasquatro amostras por ponto (P), sendo com 0,2m,
1m, 2m e 3m de profundidade.
A Tabela 2 apresenta, a seguir, as coordenadas e a profundidade
das amostrasde solo coletadas por ponto perfurado e oMapa
3ilustra a localização destes pontos.
Tabela 2 - Coordenadas e a profundidade das amostras de solo coletadas por ponto
perfurado
P1 P2 P3 P4
PONTO
XUTM 23°29’28,7’’ 23°29’28,9’’ 23°29’29,1’’ 23°29’30,3’’
YUTM 54°11’51.4’’ 54°11’50.7’’ 54°11’50.1’’ 54°11’50.8’’
A 0,20 A 0,20 A 0,20 A 0,20
PROFUNDIDADE B1 B1 B1 B1
(M) C2 C2 C2 C2
D3 D3 D3 D3
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Mapa 2 - Localização dos pontos de sondagem para identificação da coluna de resíduos
15
A coleta das amostras de solo se fez através equipamento
apropriado com trado motorizado e com broca de 100 mm,
conforme figuras 10 e 11.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Figura 11 - Equipamento utilizado para a coleta de amostras de solo
16
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Figura 12 - Coleta Amostra Solo
17
3.3.8 Qualidade das águas subterrâneas
Para a análise das águas subterrâneas foi localizado2 poços mais
próximos da área do PRADE. Um poço a Montante do
empreendimento (PRADE)que abastece quase a totalidade dos
Lotes do Assentamento Indaiá, cuja profundidade declarada
pelo responsável local é de 120 metros. Esse poço é comunitário e
abastece muitos sítios do Assentamento Indaiá, figura 13.
O outro poço está localizado a Jusante do PRADEe sua
profundidade é de 65 metros, situado em propriedade particular.
A Mapa 4 mostra a posição georreferenciadas dos poços.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Mapa 3 - Posição georreferenciadas dos poços onde foram coletadas Amostras de Água
18
Figura 13 - Poço a Montante do PRADE– Fonte o autor..
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
As amostras de Solo e de Água foram enviadas para análiseno
Laboratório ANAMBI – Análise Ambiental EIRELI EPP - Credenciado
junto ao IMASUL/MS, conforme relatório anexo.
É oportuno ressaltar que conforme se observada na hidrografia,
(5.1.3 pag.31) do diagnóstico ambiental, a profundidade dos
19
poços na região de estudo se situa em média a 54 metros de
profundidade, o que significa um custo dispendioso, perfurar um
poço no local do PRADE para coleta de água do subsolo para
análise.
Considerando a altura da coluna de resíduos e ainda a matriz de
baixo impacto ambiental item 6.1 ,distância de corpos d’água e
de população humana e, ainda, considerando a pró-atividade
da prefeitura em custear atividades prioritárias na recuperação
da área conforme descrito no item 3.3.1 através da remoção
parcial visível dos resíduos ali dispostos, locação de container
para destinação final correta em aterro sanitário dos resíduos
gerados a partir da limpeza da área e cobertura do local
impactado com camada de solo e curva de nível.
4 ÁREAS DE INFLUÊNCIA
Conforme a Resolução CONAMA n° 001 de 23 de janeiro de 1986
que dispõe sobre critérios básicos e diretrizes gerais para
avaliação de impacto ambiental, considerasse como diretriz no
artigo 5°, inciso III, definir os limites geográficos, podendo ser direta
ou indiretamente afetados pelos impactos oriundos do
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Empreendimento, considerando a bacia hidrográfica no qual se
localiza.
O limite geográfico no contexto deste estudo está dividido em
duas áreas:
• Área Diretamente Afetada – ADA 20
• Área de Influência Direta – AID
Para delimitação das áreas acima citadas, consideraram-se as
características do empreendimento, as condições naturais da
região, entre outras diversidades dos meios físicos, biótico e
socioeconômico sujeitos aos impactos ambientais decorrentes do
mesmo.
As delimitações de cada área são de ampla magnitude para
avaliação dos impactos ambientais, diagnóstico ambiental e
posteriormente para a proposição de medidas mitigadoras,
compatibilizando preservação do meio ambiente, equilíbrio
ecológico e social. Sua inadequação pode levar à definição de
uma área inferior ou superior àquela necessária,comprometendo
todo o processo de Avaliação de Impacto Ambiental (AIA).
4.1 Área Diretamente Afetada (ADA)
Considera-se Área Diretamente Afetada (ADA) a área do terreno
objeto deste PRADE. A ADA deste estudo corresponde ao espaço
físico modificado e/ou alterado em relação ao meio físico e ao
meio biótico, sendo a área mais impactada e modificada pela
ação da disposição dos resíduos. Neste caso a área do terreno
possui 1.700 m², conforme ilustrado no Mapa 5.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Mapa 4 - AID e Área Diretamente Afetada – ADA e Área de Influência Direta – AID
21
4.2Área de Influência Direta (AID).
Área de Influência Direta (AID) é a área corresponde ao espaço
territorial contíguo e ampliado da ADA, Figuras 2 a 6 e como esta,
deverá sofrer impactos tanto positivos quanto negativos. Na
delimitação da AID consideraram-se os meios: físico, biótico e
socioeconômico.
5 DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
O diagnóstico ambiental deste estudo permite uma
caracterização ambiental detalhada, visto que foi realizada uma
caracterização da situação ambiental da área onde existe o
passivo e seu entorno, no âmbito local e regional, retratando a
realidade nos meios físicos e bióticos.
22
5.1 Meio Físico
No diagnóstico do meio físico foi dado ênfase nas características
geotécnicas da área de influência da área impactada. Foram
considerados os aspectos Geológicos, Hidrogeológicos,
Geomorfológicos, Pedológicos, Hidrográficos eClima. O objetivo é
avaliar os aspectos mais relevantes da disposição de resíduos
sólidos no solo.
5.1.1 Geologia
O presente estudo se amparou parcialmente no relatório que
apresenta o resultado das atividades de geologia, deram origem
à elaboração do Mapa Geológico do Estado de Mato Grosso do
Sul e do respectivo Relatório Técnico contemplando a
caracterização geológica, a avaliação das potencialidades
minerais, os aspectos das águas subterrâneas do Estado, assim
como das feições geotécnicas que podem ser associadas às
respectivas unidades litoestratigráficas.
“... O arcabouço geológico do Mato Grosso do Sul é
formado por três unidades geotectônicas distintas: a
plataforma amazônica, o cinturão metamórfico
Paraguai-Araguaia e a bacia sedimentar do Paraná”.
Sobre essas unidades, visualizam-se dois conjuntos
estruturais.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
O primeiro, mais antigo, com dobras e falhas, está
localizado em terrenos pré-cambrianos, e o segundo,
em terrenos fanerozóicos, na bacia sedimentar do
Paraná. Não ocorrem grandes altitudes nas duas
principais formações montanhosas, as serras da
Bodoquena e de Maracaju, que formam os divisores
de águas das bacias do Paraguai e do Paraná.
As altitudes médias do estado ficam entre 200 e 600 23
metros. O planalto da bacia do Paraná ocupa toda a
porção leste do estado.
O planalto da bacia do Paraná ocupa toda a porção
leste do estado. Constitui uma projeção do planalto
Meridional, grande unidade de relevo que domina a
região sul do país. Apresenta extensas superfícies
planas, com 400 a mil metros de altitude(COTTA, 2014)".
A Área de Influência pertencente à bacia sedimentar do Paraná
sendo ela do Grupo Caiuá (Figura 14). Constituída
predominantemente por arenitos de coloração arroxeada, com
marcante estratificação cruzada de grande porte, tangencial na
base de granulação fina a média, bem selecionados ao longo da
mesma lâmina ou estrato, com grãos arredondados e
subarredondados. A composição dos arenitos apresenta quartzo,
feldspato, calcedônia e opacos, definindo-se tipos quartzosos
ocasionalmente com caráter subarcosiano. É muito comum
ocorrer pequena quantidade de matriz fina, enquanto só
ocasionalmente se apresenta cimento carbonático ou silicoso. A
Formação Caiuá aflora no extremo sudoeste do Estado de São
Paulo, na região do Pontal do Paranapanema, estendendo-se
para norte por uma estreita faixa na margem esquerda do Rio
Paraná, mapeável até a confluência com o Rio Peixe. Tem
continuidade pelos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul e a
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
sua espessura máxima conhecida é de 200 metros(MENDONÇA e
GUTIERRE, 2000).
Figura 14 - Mapa de geodiversidade do estado de Mato Grosso do Sul
([Link])
24
O Grupo Caiuá compõe-se por três formações: GoioErê, Rio
Paraná e Santo Anastácio. A Formação Rio Paraná apresenta
espessuras máximas da ordem de 250 metros (Figuras 14 e15).
No Mato Grosso do Sul verificam-se valores em torno de 150
metros(SOUZA JUNIOR., 1984).
Figura 15 - Localização das Bacias Fanerozóicas no Brasil (LICCARDO, 2016)
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
25
5.1.2 Pedologia
As principais classes de solos, e sua distribuição no Estado de
Mato Grosso do Sul, foram organizadas de acordo com o mapa
de Solos do Brasil, conforme figuras 16 a 18.
Figura 16 - Mapa Geológico do Estado do Mato Grosso do Sul ([Link], 1980)
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
26
Figura 17 - Mapa de Solos do Brasil. (IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2001)
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
27
Figura 18 - Detalhe Mapa de Solos do Brasil. (IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística, 2001)
A pedologia num contexto regional do empreendimento,
conforme pode ser observado na Figura 13, é caracterizada pelos
seguintes solos:
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Argissolo Vermelho Eutrófico (PVe), Latossolo Vermelho Eutrófico
(LVe), Organossolo HÁPLICOS Hêmicos (OXy),
NeossoloQuartzarenoÓrtico (RQo).
[Link] Neossolo Quartzareno Órtico (RQo).
28
Esta classe de solo ocorre em relevo plano ou suave ondulado,
apresenta textura arenosa ao longo do perfil e cor amarelada
uniforme abaixo do horizonte A, que é ligeiramente escuro.
Considerando-se o relevo de ocorrência, o processo erosivo não
é alto, porém, deve-se precaver com a erosão devido à textura
ser essencialmente arenosa. Por serem profundos, não existe
limitação física para o desenvolvimento radicular em
profundidade, mas a presença de caráter álico ou do caráter
distrófico limita o desenvolvimento radicular em profundidade,
agravado devido a reduzida quantidade de água disponível
(textura essencialmente arenosa). Os teores de matéria orgânica,
fósforo e micronutrientes são muito baixos. A lixiviação de nitrato é
intensa devido à textura essencialmente arenosa. (EMBRAPA -
Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária.)
[Link] Argissolo Vermelho Eutrófico (PVe).
Solos definidos pelo SiBCS (Embrapa, 2006) pela presença de
horizonte diagnóstico B textural, apresentando acúmulo de
argila em profundidade devido à mobilização e perda de argila
da parte mais superficial do solo. Apresentam frequentemente,
mas não exclusivamente, baixa atividade da argila (CTC),
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
podendo ser alíticos (altos teores de alumínio), distróficos (baixa
saturação de bases) ou eutróficos (alta saturação de bases),
sendo normalmente ácidos. (EMBRAPA - Empresa Brasileira de
Pesquisa Agropecuária.).
[Link] Latossolo Vermelho Eutrófico (LVe) 29
Os Latossolos são solos que apresentam grau avançado de
evolução e são caracterizados pela alteração intensa dos
minerais primários e secundários e concentração relativa de
minerais mais resistentes como hidróxidos de Fe e Al. Para ser
classificado como Latossolo, o solo deve possuir horizonte
diagnóstico B latossólico (Bw) com espessura superior a 50 cm.
Esse horizonte caracteriza-se, sobretudo, pelo seu grau de
desenvolvimento que lhe rende características de
homogeneidade, coloração intensa, a depender da drenagem
do perfil, e estruturação bem desenvolvida. (EMBRAPA - Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária.).
[Link] Organossolo HÁPLICOS Hêmicos (OXy)
Compreende solos provenientes de material originário de
natureza predominantemente orgânica. Definidos pelo SiBCS
(Embrapa, 2006) pela presença de horizontes de constituição
orgânica (H ou O) de coloração preta, cinzenta muito escura ou
brunada e, com grande proporção de resíduos vegetais em grau
variado de decomposição, que podem se sobrepor ou estarem
entremeados por horizontes ou camadas minerais de espessuras
variáveis. Usualmente são solos fortemente ácidos, apresentando
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
alta capacidade de troca de cátions e baixa saturação por
bases (distróficos), apresentando, por vezes, teor de alumínio
elevado. Verificam-se, no entanto, esporádicas ocorrências de
saturação média ou alta (eutróficos).(EMBRAPA - Empresa
Brasileira de Pesquisa Agropecuária.).
30
5.1.3 Hidrografia
No território do Mato Grosso do Sul configuram-se duas Regiões
Hidrográficas do Brasil, conforme definidas pela Resolução do
CNRH n° 32/2003 (SEMAC, 2010): a Região Hidrográfica do
Paraguai, formada pela bacia do Paraguai, a oeste, e a Região
Hidrográfica do Rio Paraná, formada pela bacia do Paraná, a
leste. A área de influência do empreendimento se localiza na sub-
bacia do Rio Amambai, bacia hidrográfica do Paraná.
O curso d'água mais próximo, córrego sem denominação,
localiza-se ha uma distância aproximada de 527metros, conforme
Figura 19.
Figura 19 - Distância até corpo d’água mais próximo (Google Earth)
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
31
A Figura 20 e Figura 21detalham, a seguir, a hidrografia para as
áreas de influência do projeto num contexto regional e local
respectivamente.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Figura 20 - Divisão Hidrográfica Nacional– Fonte (MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, 2003).
32
Figura 21quantidade de poços perfurados nos municípios da Região Hidrográfica do Paraná
(SOUSA, 2019 ).
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
O Aquífero Bauru (Figura 22) é de longe o mais explorado por
meio de poços tubulares com vazão média de 22m3/h, 54m de
profundidade média e rebaixamento médio de 24m. (VELÁSQUEZ
e AL, 2008).
Figura 22 - Unidades Hidrológicas de MS (GONDIN, 2011)
33
5.1.4Clima
A relação entre o clima, a vegetação e a vida animal sempre foi
observada, porém, devido à precariedade de informações, a
classificação climática não era estudada. No século XIX, os
cientistas desenvolveram alguns sistemas, mas não obtiveram
êxito, pois os dados meteorológicos eram muito escassos (SOARES,
BATISTA e TETTO, 2015,).
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
O Clima tropical de altitude, presente, principalmente, na porção
sul do Estado do Mato Grosso do Sul, apresenta como
características gerais o fato das temperaturas serem superiores a
22ºC no verão e com mais de 30 mm de chuva no mês mais seco
([Link] ). Esse clima apresenta temperaturas médias entre
18º C e 22º C e amplitude térmica anual entre 7º C e 9º C. 34
Podemos destacar que o comportamento pluviométrico é
idêntico ao do clima tropical. As chuvas de verão são mais
intensas devido à ação da massa tropical atlântica. No inverno,
as frentes frias originárias da massa polar atlântica podem
provocar geadas (GALVANI). Segundo a classificação de
Köppen, o estado de Mato Grosso apresenta dois tipos climáticos:
Am (clima tropical úmido ou subsumido) localizado no norte; e
Aw (clima tropical, com inverno seco), localizado na região
central do estado e no Pantanal Mato-Grossense (ALVARES,
STAPE, et al., 2014). A figura 23 e 24 apresentam as temperaturas e
precipitações médias anuais no município de Itaquiraí/MS.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Figura 23 - Temperaturas e precipitações médias em Itaquiraí ([Link], 2019)
35
Figura 24 - Média Temperatura mensal em Itaquiraí([Link], 2019)
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
5.2 Meio Biótico
Os estudos para o diagnóstico de recuperação da área em
questão estão relacionados aos aspectos biológicos e
compreenderam a avaliação da caracterização florística e
fisionômica da vegetação presentes, com o intuito de dar o
36
enfoque, para facilitar o diagnóstico para proposição das
medidas de mitigação.
5.2.1 Biomas
O estado de Mato Grosso do Sul é composto por três biomas
diferentes. A maior parte de sua área é coberta pelo
Cerrado, um tipo de savana tropical caracterizada pela sua
biodiversidade e estações climáticas bem definidas, solo
arenoso e vegetação baixa e arbustiva. Também é
considerado um dos biomas menos protegidos do Brasil. Só
nesse estado, o Cerrado perdeu ao menos 76% da sua
vegetação original. O Pantanal, por sua vez, é considerado
o mais protegido dos biomas no Mato Grosso do Sul, com
86% da sua vegetação original inalterada. Essa região
compreende a maior zona úmida tropical do mundo, com
áreas que abrigam uma grande variedade de espécies
vegetais e animais aquáticos. O terceiro bioma é o da Mata
Atlântica, que abrange aproximadamente 18% da área do
estado. Mato Grosso do Sul é considerado o estado com
menos degradação desse bioma desde 2008 (menos de 3%
da sua área no estado), mas apenas 11% da sua cobertura
original permanecem.(INPUTBRASIL, 2019).
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Figura 25 - Os Biomas no Estado do mato grosso do Sul. (SILVEIRA, 2015)
37
5.2.2 Cobertura Vegetal
As áreas de influência do empreendimento em análise são
formadas onde ocorre floresta estacional Semidecidual.
Contudo a partir da década de 40 iniciou-se um processo de
contínua modificação dessas paisagens naturais. As florestas
estacionais e semideciduais da Região Centro-Sul do estado
foram intensamente exploradas pela indústria madeireira, de
extração de erva mate, e sequencialmente substituídas por
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
extensas monoculturas e pecuária extensiva de baixa
produtividade.
Atualmente o Mato Grosso do Sul conta com menos de 30% da
sua cobertura vegetal nativa(SILVA, 2010), conforme pode ser
observado na Figura 26.
38
Figura 26 - Cobertura vegetal nativa no Mato Grosso do Sul em 2007 (SILVA, 2010)
5.2.3 Cobertura Vegetal
As florestas estacionais semideciduais, classificadas anteriormente
como florestas subcaducifólias, são formações de ambientes
menos úmidos do que aqueles onde se desenvolve a floresta
ombrófila densa. Em geral, ocupam ambientes que transitam
entre a zona úmida costeira e o ambiente semiárido. Daí porque
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
esta vegetação também é conhecida como “mata seca”.
Quase que totalmente substituída pela cana-de-açúcar e
culturas diversas, pode-se verificar, pelos poucos remanescentes,
que esta formação ocupa a parte sudoeste da Mata Sul, na
transição com o Agreste. Esta formação vegetal apresenta um
porte em torno de 20 metros (estrato mais alto) e apresenta, 39
como característica importante, uma razoável perda de folhas no
período seco, notadamente no estrato arbóreo. Na época
chuvosa, a sua fisionomia confunde-se com a da floresta
ombrófila densa, no entanto, no período seco, nota-se a
diferença entre elas. Nessa formação, podem ser citadas
sp. (freijó), PlathymeniafoliolosaBenth. (amarelo), Tabebuia
avellanedae Lorentz exGriseb (pau-d’arco-
roxo), PithecolobiumpolycephalumBenth. (camondongo)
e CaesalpiniaechinataLam. (pau-brasil)(FILHO, J. C. DE A., 2009).
6 AVALIAÇÃO DO IMPACTO AMBIENTAL
6.1 Identificação Qualitativa e Quantitativa dos Impactos
O levantamento de aspectos e avaliação dos impactos
ambientaisse destina a elaboração da matriz de [Link]
tanto se examinou os impactos gerados através da implantação
e a operação do empreendimento apresentado nos subitens
anteriores e verificou a influência dos mesmos nos aspectos
FÍSICOS, BIOLÓGICOS E SÓCIO ECONÔMICOS, considerando as
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
medidas mitigadoras, apresentada no item, a seguir, sendo
avaliados os seguintes itens decorrentes de cada impacto:
• EFEITO: Verificação do efeito produzido decorrente de
acordo com o item avalizado se positivo, negativo ouneutro.
• TEMPORALIDADE: Indicação da duração do impacto se
permanente ou transitório. Casa seja transitório qual a duração: 40
curto, médio oulongo.
• ESPACIALIDADE: Dimensão da abrangência do impacto:
local, regional, nacional.
• MAGNITUDE: Verificação da magnitude do impacto:
leve,médio ouforte.
6.2 A identificação do procedimento para o encerramento
A identificação do procedimento para o encerramento envolve
a comparação entre o tamanho e o risco existente. O quadro
seguinte demonstra procedimentos necessários que deverão ser
propostas para cada categoria(OLIVEIRA, 2016). Ainda segundo
esse autor outras características relacionadas ao risco estão
apresentadas na figura 27.
Figura 27 - Relação do risco e do tamanho do sitio e indicação do procedimento
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Com relação à classificação pelo volume estimado de resíduos
que fora depositado na área (>6000m³), o local se enquadra na
categoria de MédioRisco mas muito mais próxima do Pequeno
Risco. Também se enquadra nessa categoria se outros parâmetros
constantes na figura 28 forem avaliados
Figura 28 - Indicação e caracterização dos riscos 41
Com relação ao tipo de resíduos que lá fora depositado era RSU
domiciliares e também se enquadra na categoria de Baixo Risco.
6.3 Matriz de impacto gerada daoperação do empreendimento
O Quadro 1 apresenta, a seguir, a matriz de impacto gerada
daoperação do empreendimento.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Quadro 1 - Matriz de impacto ambiental
VARIÁVEIS DE
EFEITO TEMPORALIDADE ESPACIALIDADE MAGNITUDE
INCIDÊNCIA
PERMANENTE
NACIONAL
NEGATIVO
REGIONAL
POSITIVO
NEUTRO
LONGO
CURTO
LOCAL
MEDIO
MEDIO
FORTE
LEVE
QUANTIFICAÇÃO
42
MEIO BIOLÓGICO
REDUÇÃO DA
X
FAUNA
DESTRUIÇÃO DE
X
HABITATS
MEIO
SÓCIOECONÔMICO
GERAÇÃO DE
X X X X
EMPREGO E RENDA
MEIO FÍSICO
CONTAMINAÇÃO
DOS RECURSOS X X X X
HÍDRICOS
CONTAMINAÇÃO
X X X X
DO SOLO
EMISSÕES
X X X X
ATMOSFÉRICAS
RUIDOS X
A partir da Quadro 1pode-se observar que o empreendimento em
questão terá baixa influência em relação aos aspectos físicos e
biológicos da área de influência avaliada, considerando as
seguintes variáveis.
✓ Área superficial de disposição 1.700,00m²;
✓ Volume de disposição de resíduos 5.100,00m³;
✓ Ação dos catadores removendo parte significativa
dosresíduos;
✓ Ação proativa da prefeitura em não gerar mais passivo,
contratando empresa especializada no acondicionamento,
coleta e destinação final de resíduos, bem como limpeza de boa
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
parte dos resíduos dispostos superficialmente no solo;
✓ Relevo onduladado suave (2,78%);
✓ Altura do lençol freático variando entre 45 e 160metros;
✓ Argissolo Vermelho Eutrófico (PVe) - (presença de
horizonte diagnóstico B textural, apresentando acúmulo de argila
em profundidade devido à mobilização e perda de argila da 43
parte mais superficial do solo. (saturação por bases 50%) na maior
parte dos primeiros 100 cm do horizonteB.
✓ Curso d'água localizado cerca de 527,00 metros da
área doPRADEE;
Além disto, considera-se também que através das medidas
mitigadoras adotadas no capítulo seguinte atenuará ainda mais
os impactos físicos ebiológicos.
Quanto ao meio sócio econômico observa-se que mesmo
de forma inadequada a atividade promoveu renda a catadores
informais.
As ações previstas no Plano de Municipal de Saneamento
(PMS) em implantar um programa de coleta seletiva estão sendo
conduzida e parcialmente implantadas. A prefeitura Municipal de
Itaquiraí formalizou contrato com a Empresa Marcelo da Silva
Lopes ME, empresa devidamente Licenciadaque possui Unidade
de Triagem e Processamento de Resíduos Sólidos (UPL) e efetua a
coleta na região central da cidade e em negociações para
entender aos demais bairros, conscientizar a população quanto
aos impactos e retornos econômicos dos resíduos através da
reciclagem.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
7 RESULTADO DAS AMOSTRAS DE SOLO
Os resultados das amostras de solo estão dispostos no Quadro 2.
Quadro 2 - Resultado das análises de solo
PROFUNDID PROFUNDID PROFUNDID PROFUNDID
PONTO ADE ADE ADE ADE
COORDENADAS (M) (M) (M) (M) 44
P1
23°29’28,7’’ 0,20 1 2 3
54°11’51.4’’
PH 6,60 5,70 6,60 6,10
MATÉRIA ORGÂNICA 6,0 7,0 2,0 3,0
CONDUTIVIDADE ELÉTRICA 0,1 0,22 0,15 0,14
P2
23°29’28,9’’ 0,20 1 2 3
54°11’50.7’’
PH 5,20 6,60 6,10 5,40
MATÉRIA ORGÂNICA 4,0 14,0 12,0 5,0
CONDUTIVIDADE ELÉTRICA 0,03 0,17 0,24 0,05
P3
23°29’29,1’’ 0,20 1 2 3
54°11’50.1’’
PH 5,20 6,10 5,40 5,40
MATÉRIA ORGÂNICA 4,0 5,0 4,0 4,0
CONDUTIVIDADE ELÉTRICA 0,03 0,07 0,07 0,02
P4
23°29’30,3’’ 0,20 1 2 3
54°11’50.8’’
PH 5,20 5,0 4,40 4,90
MATÉRIA ORGÂNICA 18,0 5,0 7,0 9,0
CONDUTIVIDADE ELÉTRICA 0,02 0,01 0,01 0,01
Análises químicas em amostras de solo e de água subterrânea
são ferramentas tradicionalmente empregadas no estudo de
áreas impactadas por contaminações. Caracterizadas como
formas diretas de investigação, são necessárias para a
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
proposição e estabelecimento de técnicas de tratamento e
remediação(MOREIRA, BRAGA e FRIES, 2009.).
Os estudos realizados mostraram que a Condutividade Elétrica
(CE) responde às variações na textura do solo e nos seus teores
de umidade, indicando que ela tem potencial para ser utilizada
45
na obtenção de dados para a caracterização física dos solos
como uma solução de baixo custo(MOLIN, 2011.).
A salinização do solo pelo composto de lixo é também uma
preocupação ambiental, que pode ser estimada pela
condutividade elétrica, item que indica a quantidade de sais
solúveis presentes na solução do solo e que deve ser mantida
abaixo de 4,0 dS m-1 (ESTADOS UNIDOS. DEPARTMENT OF
AGRICULTURE. SALINITY LABORATORY., 1954);(ABREU JUNIOR,
MURAOKA, et al., 2000.);(COSTA, CASALI, et al., 1994).
Em zonas onde o acesso de ar é mais eficiente, a decomposição
de resíduos orgânicos é facilitada, cuja intensificação resulta na
queda dos níveis de oxigênio e aumento da acidez resultante da
geração de chorume.
O trabalho de (FARQUHAR, 1973.)apresenta quatro fases de
decomposição, determinados pelo acompanhamento da
variação de concentrações dos gases, ácidos voláteis e celulose,
complementado por (RESS, 1980.)pelo acréscimo da 5ª fase:
1. - Fase aeróbica: essencialmente caracteriza pelo curto
período de residência dos resíduos orgânicos, e elevada
disponibilidade de oxigênio. O carbono é convertido
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
em CO2 e o hidrogênio em H2O, num processo que
ocorrem durante poucas semanas. Início da geração
de chorume.
2. - Fase anaeróbica: ocorre devido à queda no teor de
O2 devido ao consumo na fase anterior, resulta em
condições redutoras. A quebra de cadeias orgânicas
produz compostos sucessivamente mais simples, como
46
ácidos orgânicos e compostos iônicos. Grande
produção de chorume, elevada acidez e alto teor de
sais e elementos metálicos em solução.
3. - Fase metanogênica instável: resulta da diminuição na
quantidade de água e O2 e combinação do hidrogênio
com o CO2 em detrimento a outras formas ácidas,
resulta na queda de produção de chorume e redução
da acidez. Por consequência, inicia-se a precipitação
de elementos anteriormente em solução.
4. - Fase metanogênica estável: caracterizada pela
combinação de carbono e hidrogênio geração de
grandes quantidades de CH4, conversão de ácidos em
compostos mais alcalinos e queda na saturação do
ambiente. Ocorre drástica redução no teor de
elementos em solução, via precipitação de sais e
complexação e precipitação de espécies metálicas.
5. - Fase regressiva: ocorre escassez de matéria orgânica,
com queda gradativa na produção de CH4 e CO2 e
estabilização geoquímica. Novas incursões de oxigênio
via fraturas de compactação ou infiltração de água de
chuva, provocam o retorno a fases de degradação
anteriores, até o completo consumo da matéria
orgânica.
O padrão com oxidação em áreas com predomínio de baixa
resistividade indica que a degradação de resíduos orgânicos está
em atividade, ou seja, elevado consumo de oxigênio e liberação
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
de íons por quebra de cadeias carbônicas ou dissolução de sais
pelo estabelecimento de ambiente ácido.
Aparentemente este processo está em curso, pois o
estabelecimento de condições relativamente redutoras e
aumento do pH, indica desaceleração no processo de
47
degradação, e a presença de intervalos bastante resistivos pode
indicar a precipitação de íons anteriormente em solução.
7.1 Atributos dos Pontos onde foram Coletados Amostras de Solo
O Mapa 6 mostra a localização dos pontos de coleta de amostras
de água.
Mapa 5 - Pontos de Coleta de Amostras de Água (poços)
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
O Quadro 3 apresenta o resultado das amostras enviadas para
análise laboratorial.
Quadro 3 - – Resultado das análises de água
A1 A2
DELIBERAÇÃO
CECA Nº 36 48
Coordenadas Poço Coordenadas Poço UNIDADE
PARÂMETROS DE
23°28’50,5’’ 23°29’30,1’’ 27/06/2012
54°12’38.8’’ 54°12’27.7’’
Profundidade 65 m. Profundidade 45 m.
1 - pH 6,3 6,6 0 a 14 6a9
2 – SÓLIDOS
TOTAIS 60 75 mg/L <500
DISSOLVIDOS
3 - DUREZA <2,0 <2,0 mg/L <500
4 – FLÚOR
(ETO)
<0,20 <0,20 mg/L <1,4
5 - NITRATO 0,83 0,72 mg/L <10,0
6 - CLORETO 7,0 7,0 mg/L <250
COND ELE 1,0 5,0 mg/L --
COR <1,0 <1,0 UH --
TURB TOT <0,1 <0,1 UNT ATÉ 40
Com base nos resultados foram elaborados gráficos com os
atributos de cada ponto com os referenciais de cada parâmetro
analisado e seguem, na sequência nos gráficos 1, 2, 3 e 4.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Gráfico 1 - Atributos do P1
7 7
6.6
6 6.1
5.7
5
pH
4 49
Matéria Orgânica
3 Condutividade Elétrica
0.1 0.22 0.15 0.14
0
0,20 cm 1m 2m 3m
Gráfico 2 - Atributos do P2
16
14 14
12 12
10
pH
8
Matéria Orgânica
6.6
6 6.1 Condutividade Elétrica
5.2 5.4
5
4 4
0 0.03 0.17 0.24 0.05
0,20 cm 1m 2m 3m
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Gráfico 3 Atributos do P3
4 pH
Matéria Orgânica
50
3
Condutividade Elétrica
0
0,20 cm 1m 2m 3m
Gráfico 4 -Atributos do P4 (Testemunha)
20
18 18
16
14
12
pH
10
9 Matéria Orgânica
8 Condutividade Elétrica
7
6
5.2 5 4.9
4 4.4
0 0.02 0.01 0.01 0.01
0,20 cm 1m 2m 3m
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
O potencial hidrogêniônico (pH) representa a intensidade das
condições ácidas ou alcalinas do meio líquido, por meio da
medição da presença de íons hidrogênio (H+). É calculado em
escala antilogarítmica, abrangendo a faixa de 0 a 14 (inferior a 7:
condições ácidas; superior a 7: condições alcalinas). O valor do
pH influi na distribuição das formas livre e ionizada de diversos 51
compostos químicos, além de contribuir para um maior ou menor
grau de solubilidade das substâncias e de definir o potencial de
toxicidade de vários elementos. As alterações de pH podem ter
origem natural (dissolução de rochas, fotossíntese) ou
antropogênica (despejos domésticos e industriais). Em águas de
abastecimento, baixos valores de pH podem contribuir para sua
corrosividade e agressividade, enquanto que valores elevados
aumentam a possibilidade de incrustações. Para a adequada
manutenção da vida aquática, o pH deve situar-se, geralmente,
na faixa de 6 a 9(MINISTERIO DA SAÚDE, 2014).No caso das
amostras dos dois pontos/poços (pH 6,3 e pH 6,6) se encontram
minimamente ácidas, muito próximas da neutralidade 7,0, e
dentro das normas (entre pH 6,0 e pH 9,0).
O padrão de potabilidade refere-se apenas aos sólidos totais
dissolvidos (limite: 500 mg/L), já que esta parcela reflete a
influência de lançamento de esgotos, além de afetar a
qualidade organoléptica da água(MINISTERIO DA SAÚDE, 2014).
No caso das amostras dos dois pontos/poços, os sólidos totais
dissolvidos marcaram 60 e 70 respectivamente muito abaixo do
máximo tolerável.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
A dureza indica a concentração de cátions multivalentes em
solução na água. Os cátions mais frequentemente associados à
dureza são os de cálcio e magnésio (Ca+2, Mg+2) e, em menor
escala, ferro (Fe+2), manganês (Mn+2), estrôncio (Sr+2) e alumínio
(Al+3). A dureza pode ser classificada como dureza carbonato ou
dureza não carbonato, dependendo do ânion com o qual ela 52
está associada. A dureza carbonato corresponde à alcalinidade,
estando, portanto em condições de indicar a capacidade de
tamponamento de uma amostra de água. A origem da dureza
das águas pode ser natural (por exemplo, dissolução de rochas
calcárias, ricas em cálcio e magnésio) ou antropogênica
(lançamento de efluentes industriais). A dureza da água é
expressa em mg/L de equivalente em carbonato de cálcio
(CaCO3 ) e pode ser classificadaem mole ou branda: < 50 mg/L
de CaCO3 ; dureza moderada: entre 50 mg/L e 150 mg/L de
CaCO3 ; dura: entre 150 mg/L e 300 mg/L de CaCO3 ; e muito
dura: >300 mg/L de CaCO3 . Existem evidências de que a
ingestão de águas duras contribui para uma menor incidência de
doenças cardiovasculares. A Figura 29 demonstra a classificação
das águas quanto ao grau de dureza.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Figura 29 - Classificação das águas quanto ao grau de dureza Fonte (MINISTERIO DA SAÚDE,
2014).
53
Em corpos d’água de reduzida dureza, a biota é mais sensível à
presença de substâncias tóxicas, já que a toxicidade é
inversamente proporcional ao grau de dureza da água. Para
águas de abastecimento, o padrão de potabilidade estabelece
o limite de 500 mg/L CaCO3. Valores desta magnitude
usualmente não são encontrados em águas superficiais no Brasil,
podendo ocorrer, em menor concentração, em aquíferos
subterrâneos(MINISTERIO DA SAÚDE, 2014).
A análise dos dois pontos/poços determinou > que 2,0 para
ambas as amostras, sendo, portanto classificadas como água
leve.
Os fluoretos são compostos químicos formados pela combinação
com outros elementos, encontrados em toda parte: solo, ar,
água, nas plantas e na vida animal. Isto explica porque muitos
alimentos contêm flúor. Ainda assim, a quantidade que ingerimos
não passa de, em média, 0,3mg de flúor por dia. O conteúdo de
flúor na superfície terrestre varia de 20-500 ppm, aumentando nas
camadas mais profundas, podendo chegar a 8.300 ppm,
conferindo uma maior concentração de flúor às águas
subterrâneas.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
A análise dos dois pontos/poços determinou > que 2,0 para
ambas as amostras, sendo, portanto dentro do padrão de
potabilidade.
Entre os compostos dissolvidos na água, merecem destaque:
nutrientes responsáveis pela eutrofização; compostos de
54
nitrogênio (amônia, nitrito, nitrato) e de fósforo (fosfato).
Série nitrogenada. No meio aquático, o elemento químico
nitrogênio pode ser encontrado sob diversas formas:
a) Nitrogênio molecular (N2): nesta forma, o nitrogênio
está, continuamente, sujeito a perdas para a atmosfera.
Algumas espécies de algas fixam o nitrogênio
atmosférico, o que permite o seu crescimento mesmo
quando as outras formas de nitrogênio não estão
disponíveis na massa líquida;
b) Nitrogênio orgânico: constituído por nitrogênio na
forma dissolvida (compostos nitrogenados orgânicos) ou
particulada (biomassa de organismos);
c) Íon amônio (NH4 +): forma reduzida do nitrogênio,
sendo encontrada em condições de anaerobiose; serve,
ainda, como indicador do lançamento de esgotos de
elevada carga orgânica;
d) Íon nitrito (NO2 -): forma intermediária do processo de
oxidação, apresentando uma forte instabilidade no meio
aquoso;
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
e) Íon nitrato (NO3 -): forma oxidada de nitrogênio,
encontrada em condições de aerobiose.
O ciclo do nitrogênio conta com a intensa participação de
bactérias, tanto no processo de nitrificação (oxidação bacteriana
do amônio a nitrito e deste a nitrato), quanto no de
55
desnitrificação (redução bacteriana do nitrato ao gás nitrogênio).
O nitrogênio é um dos mais importantes nutrientes para o
crescimento de algas e macrófitas (plantas aquáticas superiores),
sendo facilmente assimilável nas formas de amônio e nitrato. Em
condições fortemente alcalinas, ocorre o predomínio da amônia
livre (ou não ionizável), que é bastante tóxica a vários organismos
aquáticos. Já o nitrato, em concentrações elevadas, está
associado à doença da metahemoglobinemia, que dificulta o
transporte de oxigênio na corrente sanguínea de bebês. Em
adultos, a atividade metabólica interna impede a conversão do
nitrato em nitrito, que é o agente responsável por esta
enfermidade. Além de ser fortemente encontrado na natureza,
na forma de proteínas e outros compostos orgânicos, o nitrogênio
tem uma significativa origem antropogênica, principalmente em
decorrência do lançamento em corpos d’água de despejos
domésticos, industriais e de criatórios de animais, assim como de
fertilizantes.
A deliberação CECA/MS Nº 36, de 27 de junho de 2012
estabelece par o Nitratos o patamar de 10,0 mg/L e as amostras
resultaram em 0,83 e 0,72 respectivamente, portanto dentro das
normas.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Os cloretos, geralmente, provêm da dissolução de minerais ou da
intrusão de águas do mar, e ainda podem advir dos esgotos
domésticos ou industriais. Em altas concentrações, conferem
sabor salgado à água ou propriedades laxativas.
O resultado das amostras para o Cloreto foi de 7,0 e 7,0
56
respectivamente dentro de um padrão estabelecido de até 250
mg/L, dentro das normas portanto.
DELIBERAÇÃO CECA/MS Nº 36, de 27 de junho de 2012. Dispõe
sobre a classificação dos corpos de água superficiais e
estabelece diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem
como, estabelece as diretrizes, condições e padrões de
lançamento de efluentes no âmbito do Estado do Mato Grosso
do Sul, e dá outras providências. (MATO GROSSO DO SUL.
CONSELHO ESTADUAL DE CONTROLE AMBIENTAL (CECA).,
Publicado no DOE - MS em 6 fev 2013.).A hidrologia do município
de Itaquiraí em relação ao PRADE está representada na Figura 30.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Figura 30 - Hidrologia do município de Itaquiraí em relação ao PRADE
Fonte – Google Maps Adaptado pelo Autor
57
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
8PROJETO EXECUTIVO
8.1 Vias internas (permanentes e transitórias) de acesso à frente
de operações
A área objeto do PRADE não possui vias internas se constituindo
apenas de via de acesso conforme se observa no Mapa 7.
58
Mapa 6 - Acesso à frente de operações
Fonte – O Autor
8.2 sistema de drenagem e manejo de águas pluviais
É um sistema composto por estruturas destinadas a contençãodas
águas das chuvas. Esse sistema evita que possam ocorrer
erosõ[Link] também a função de evitar a entrada de água de
escoamento superficial na área em restauração que poderia
aumentar o volume de lixiviados pode causar instabilidade na
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
massa de remanescentes de resíduos pelas poro-pressões
induzidas. Para definição do local e dimensionamento do sistema
de drenagem superficial, parte-se dos dados obtidos nos
levantamentos topográficos e climatológicos.
No caso da área do PRADE são indicadas curvas em nível. Duas
59
curvas são suficientes para equacionar o problema que pode ser
causado por águas pluviais, conforme Mapa 8. Uma delas deve
ser a montante da área em questão, para impedir que a água
cause erosão ou que aumente a infiltração de percolados e outra
à jusante da área para impedir a dissipação de possíveis
elementos constantes na área onde outrora foramdispostos
resíduos os sólidos domiciliares.
Mapa 7 - Recomendação das curvas em nível
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
8.3 Plantas (globais e parciais, fase a fase) do maciço.
8.3.1 Caracterização da situação atual
A área atual esta sem resíduos, odores e poluição visual aparente.
As análises de solo não acusaram percentuais de nenhum
indicador acima da média requerida, porém dentro do
60
percentual aceitável de possibilidade de remediação, Figura 31.
Figura 31 - A área atual do PRADE
Fonte – O Autor
8.4 Urbanização, paisagismo / revegetação e sinalização da
gleba.
8.4,1 A urbanização
A urbanização está relacionada ao desenvolvimento da
civilização e da tecnologia. No contexto deste trabalho, o
objetivo é avaliar o presente projeto em relação ao processo de
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Urbanização em curso. O espaço rural transforma-se em espaço
[Link], regular, desenhar e planejar os processos de
urbanização, o planejamento da paisagem, o desenho urbano, a
geografia, entre outras questões é necessário para interpretação
de possíveis consequências futuras.
61
8.4.2O Paisagismo
O Paisagismo é uma Ciência porque é uma atividade
multidisciplinar e queenvolve conhecimentos de diversas áreas
como Agronomia (Fisiologia,Botânica, Solos, Irrigação, Plantas
Ornamentais, Nutrição de Plantas, dentreoutras) Arquitetura,
Engenharia Civil, Engenharia [Link] significa espaço
ou extensão territorial que é possível ser abrangida em um lance
de vista. Corresponde também a uma vista natural, agradável. A
palavra Paisagismo deriva de [Link] envolve Arte
porque as plantas, pela sua diversidade de formas e textura,
possuem grande riqueza plástica. A arte consiste em criar em um
determinado espaço, uma composição de valor estético,
harmonizando as características desse local.
8.4.3A revegetação
A revegetação é uma estratégia de conservação, ela é
fundamental para melhorar os atributos físicos e químicos dos
solos, além de fornecer através da cobertura vegetal, a proteção
necessária para diminuir a perda de sedimentos por erosão,
principalmente por erosão hídrica(PEREIRA, 2010).
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Tendo ciência da importância da cobertura vegetal para o
terreno é também necessário ter o conhecimento básico
pertinente ao manejo do solo e dos mecanismos de sucessão
ecológica relacionados à capacidade das espécies de se
estabelecerem em locais degradados.
62
Para a regeneração ou reflorestamento de áreas degradadas, as
espécies nativas são as mais indicadas, principalmente por tornar
o ecossistema mais próximo e equilibrado do originalmente
existente. (ANDRADE, PEREIRA e DORNELAS, 2002).
8.4.4A sinalização
A sinalização tem como objetivo primário a indicação rápida e
eficiente dos caminhos, das direções, da localização de
elementos espaciais que estão dispersos em um ambiente amplo.
A sinalização tem caráter de informar além do que se vê, propor
decisões em tempo hábil, alertar para a segurança do espaço e
ainda confere uma identidade ao lugar, a depender dos
grafismos e dos suportes instalados. É, portanto, um dispositivo de
interface da instituição, dona do espaço, com o usuário, que o
usufrui.
Os Sistemas de sinalização devem durar muitos anos, devido ao
alto investimento. Os materiais como polímeros, vinil e uma série
de possibilidades disponíveis no mercado. O material escolhido
influencia na percepção do usuário: ele não pode refletir demais,
ou ser escuro demais. É preciso ter durabilidade e legibilidade.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
Além disso, materiais recicláveis podem ser utilizados nos suportes,
trazendo uma nova qualidade para esse tipo de objeto.
8.5Memorial Descritivo Recuperação da Área
Para a recuperação da área, considerando o quantitativo de
resíduos existente, bem como a estabilidade geotécnica da área,
63
seria recomendado adotar os seguintes procedimentos técnicos.
A) Escavação do volume de resíduos ilustrado no Mapa 2.
B) Carregamento dosresíduos;
C) Transporte dos resíduos em veículoespecializado;
D) Envio para aterrolicenciado;
E) Conformação doterreno e Cobertura com camada de solo
descontaminado de no mínimo 0,50 cm;
F) Caracterização da situação atual.
G) Medidas mitigadoras.
H) Monitoramento daárea.
Ocorre que diante da necessidade de adequação do local as
seguintes ações (A, B, C, D e E) já foram realizadas pela Prefeitura
Municipal antes da contratação do PRADE.
Restaram, portanto, caracterização da situação atual, medidas
mitigadoras e monitoramento daárea.
8.6A proposta para o uso futuro da área reabilitada
A proposta para o uso futuro da área reabilitada considera que
no local onde os resíduos estão aterrados, continuará ocorrendo
processos de decomposição mesmo após o encerramento das
atividades, por período estimado de 10anos.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
A escolha do uso futuro da área foi definida com base nos
estudos realizados e na aptidão da área, levando-se em
consideração a proteção à saúde humana e ao meio ambiente,
dependendo ser aprovado pelo órgão ambiental competente.
Em função dos possíveis problemas relacionados à capacidade
64
de suporte do terreno e à possibilidade de infiltração de gases
(metano), a implantação de edificações é desaconselhável, a
menos que estudos geotécnicos e resultados de monitoramento
de gases demonstrem que a ocupação é possível, devendo
haver projetos especializados para contemplar a necessidade de
segurança, estrutural e ambiental, do novo empreendimento.
8.7 Recomposição da cobertura vegetal – Projeto Executivo
Paisagístico.
Para a recomposição da cobertura vegetal, indica-se a utilização
de espécies de leguminosas e gramíneas (ALVES, 2010).
A área encerrada pode ser utilizada para pastagens ou
plantações, observando-se, que em ambos os casos, a
recomendação de que a camada utilizada para o
plantio (acima da camada selante argilosa) seja
suficiente para garantir que as raízes não entrem em
contato com os resíduos dispostos, sugerindo-se que as
raízes cheguem, no máximo, até a camada de argila da
cobertura final. Em qualquer caso, a reabilitação da área
deve proporcionar uma integração à paisagem do
entorno e às necessidades da comunidade local, sendo
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
recomendável a participação de seus representantes na
definição do uso futuro da área (FUNDAÇÃO ESTADUAL
DO MEIO AMBIENTE – FEAM, 2010).
Recomenda-se para tal a grama Matogrosso (Paspalumnotatum)
que é nativa do sul e do centro da América.
A Figura 32 ilustra a Grama batatais ou Grama Mato grosso 65
indicada para a Recuperação e Paisagismo.
Figura 32 - Grama Batatais ou Mato Grosso
Fonte – Central da Grama (GRAMA, 2016)
Uma etapa importante a ser considerada nessa fase é a
existência de gramíneas exóticas (braquiária e capim colonião),
que são espécies indesejadas nas áreas de pastagens destinadas
à recuperação florestal, visto que podem causar a inibição do
crescimento das espécies nativas pelo processo de alopatia,
além de causarem o sombreamento que impede a germinação
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
do banco de sementes e das próprias mudas
plantadas.(COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA – COPEL,
2018).
O controle das gramíneas pode se dar pela roçada mecanizada
ou biológica. A princípio, descarta-se o controle químico por se
66
tratar de área já impactada e pelo reduzido tamanho da área,
contudo, a opção poderá ser considerada caso autorizado pelo
órgão ambiental, em situações excepcionais, sendo
responsabilidade da Prefeitura Municipal de Itaquiraí requerer a
autorização mencionada.
8.8 Relação de Equipamentos (Quadro 4)necessários para a
execução do Projeto.
Quadro 4 - Grama Batatais ou Mato Grosso
RELAÇÃO DE EQUIPAMENTOS
Equipamento Finalidade
É um tipo de máquina que exerce tração, possibilitando a execução
Trator Agrícola de trabalho produtivo com conforto ao operador, multiplicando a
força humana.
É um implemento agrícola geralmente acoplado a
tratores, utilizado na descompactação do solo no
Grade
controle de plantas daninhas e na incorporação de
insumos agrícolas.
Abafador Cobre o ouvido, protegendo-o de ruídos mais fortes.
Utilizado para limpeza de folhas caídas, escarificação e,
também, para espalhar a terra dando acabamento
final ao plantio.
Ancinho Aparadores de gramas – estes podem ser encontrados
nos mais diferentes modelos e formatos, sendo
utilizados, como o próprio nome já diz, para aparar
gramados.
É uma peça fundamental no trabalho de jardinagem,
Carrinho de mão sendo utilizado para o transporte de quase todo o tipo
de materiais, desde mudas até terra e restos.
1) de boca: composta por duas partes articuladas,
Cavadeiras
serve para, na abertura de buracos, simultaneamente
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
retirar a terra; e
2) comum: composta por uma só lâmina de corte,
presa a um cabo que pode ser de madeira ou metal,
usada para abrir buracos, fazer transplante, recortar
bordo de gramado etc.
É utilizada na capina do mato baixo e, também, para
escavar e revolver a terra, para espalhar e misturar
Enxada adubos, terra ou matéria orgânica. Podem variar em
peso e em forma, sendo que a mais utilizada é a de 67
duas libras e meia de peso.
É uma variação da enxada, sendo que esta apresenta
uma lâmina mais espessa e mais estreita, além do cabo
ser menor e seu encaixe formar um ângulo quase reto
Enxadão
com a lâmina. É utilizada para escavar terrenos
compactos e muito resistentes, além de servir na
abertura de covas e transplante de mudas.
São aquelas ferramentas (garfos e sachos de diferentes
formatos) utilizadas para capina, para o arranquio de
Escarificadores
plantas daninhas e para afofar o terreno em locais
recém-plantados, onde não se pode utilizar a enxada.
Facão Para corte de materiais lenhosos.
Também chamado de despraguejador, tem a função
Firmino de, literalmente, retirar o mal pela raiz, pois elimina as
ervas daninhas cortando-as pela raiz.
É utilizada para desbravar o terreno, promovendo o
Foice
corte baixo do mato, preparando-o para a capina.
Mangueira
Equipamento utilizado para efetuar a rega das plantas.
para regar
Usada como proteção do sistema respiratório (cobrindo
o nariz e a boca), quando da aplicação de defensivos,
Máscara de carvão
por exemplo. (Caso o Órgão Licenciador permita em
casos excepcionais a aplicação de defensivos.
usados para proteger os olhos de pós, partículas sólidas
Óculos de proteção ou líquidas e durante pulverizações ou o trabalho com
roçadeiras.
As pás podem ser encontradas em diferentes e variados
modelos. São utilizadas com vários objetivos, dentre eles
Pá
transportarem por pequenas distâncias pequenos
volumes de terra, restos e lixo.
Esse tipo de pá se diferencia das demais por sua lâmina
que é mais plana, estreita e densa, e é usada para
Pá direita
revolver e escavar a terra. Substitui com vantagens o
enxadão.
Feita de material resistente com reforço de aço oferece
Perneira
proteção às pernas durante operações com
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
roçadeiras, pontas de galhos, ataque de cobras ou
aranhas.
Usado para proteção contra o barulho produzido por
Protetor auricular alguns equipamentos no trabalho, como motosserras e
outros.
Pulverizador (costais É utilizado para aplicar defensivos, ou adubos líquidos,
ou manuais) quando necessário.
São utilizados para a rega de pequenas jardineiras,
Regadores
vasos ou canteiros.
68
8.9 Recomendação para a Implantação do Gramado
A recomendação para a implantação do gramado consiste em
duas operações com grade de arrasto, sendo com espaçamento
de 15 a 20 dias entre as duas, com a finalidade de erradicação
parcial das gramíneas exóticas, principalmente as braquiárias.
O equipamento de grade não deverá ser totalmente aberto para
não aprofundar muito o revolvimento do solo e ultrapassar a
camada de recobrimento dos resíduos ainda existentes trazendo-
os a tona.
Após a segunda gradagem fazer a semeadura das sementes de
grama e fazer a cobertura manual das sementes com auxílio de
rastelo ou equipamento equivalente que evite o excesso de terra
sobre as sementes o que dificulta ou impossibilita sua germinação.
A possibilidade de Regeneração Natural (RN) da área foi
avaliada como muito baixa, e a adoção da metodologia de
recobrimento natural baseado no abandono da área após
isolamento seria de pouca eficácia.O diagnóstico situacional
propõe a necessidade de melhorias no Cercamento da área,
erradicação de espécies exóticas.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
As gramíneas deverão ser plantadas nas áreas de solo
descoberto do terreno objeto do PRADE, com o intuito de
proteção do solo e contra processos erosivos.
8.10 Plantio de Grama
Na área interna do terreno objeto do PRADE será plantado grama
69
para a recomposição e proteção contra erosão.
A reabilitação e a necessidade ou não de restauração de um
ecossistema degradado para um ecossistema de referência
dependem dos objetivos a serem alcançados com o projeto; do
tipo e intensidade da degradação; da necessidade de
intervenção antrópica e do fator tempo(MARTINS, 2016.). O
mesmo autor considera que outros fatores também devem ser
considerados, como o uso do solo; os custos e recursos disponíveis
e a resiliência.
O mesmo autor entende que o Uso do Solo depende de fatores
como: se se a área a ser recuperada foi de agricultura de baixo
impacto em pequenas propriedades; de agropecuária intensiva
de longa duração; uma área florestal plantada de ciclo de
rotação de longo prazo ou uma área de mineração, com seus
impactos característicos. Os Objetivos norteiam-se para a
recuperação da biodiversidade e processos ecológicos a
existência de Serviços Ambientais com água e carbono como
fontes de recursos ambientais, passando por objetivos sociais,
como a provisão de renda ao pequeno produtor1 e, por último, a
necessidade do controle rápido da erosão. Os custos e recursos
variam em função do porte da empresa ou de pequenos
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
proprietários rurais, passando pela disponibilidade de fontes de
recursos e incentivos. Nesta especificação técnica visa-se a
economicidade da coisa pública, com a adoção da melhor
solução dentro de padrões razoáveis de dispêndios financeiros
que não comprometam a qualidade esperada, refletida no êxito
a longo prazo da recuperação da biodiversidade pretendida. 70
Quanto à Resiliência, MARTINS (2016) cita que o enfoque se dá
sob três aspectos: da Paisagem, do Local e do Ecossistema.
Deverão ser realizados plantios de grama Mato Grosso, ou outra
nativa brasileira. A área plantada deverá estar completamente
livre de espécies invasoras e capinada. Após o plantio a área
deverá receber irrigação necessária até a formação do gramado
assim como eliminação de espécies concorrentes.
8.11 Controle de Formigas e Cupinzeiros.
O controle de formigas cortadeiras dos gêneros Atta (saúvas) e
Acromyrmex (quenquéns) deverá ser realizado periodicamente
com o uso de iscas, conforme as especificações técnicas e o
grau de infestação, devendo ser aumentada a frequência de
aplicações sempre que necessário, com o monitoramento
semanal no primeiro mês de plantio. A atividade deve ocorrer
desde a limpeza da área até o pleno desenvolvimento das
mudas, o que ocorre quando a planta suplanta em altura e
condições sanitárias o mato competidor. Os produtos utilizados
deverão ter registro no Ministério da Agricultura e recomendados
por profissional habilitado, com emissão de receituário
agronômico e ART. Os produtos indicados para esta operação
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
são as iscas granuladas à base de sulfluramida ou fipronil. A
operação deverá ser repetida até o pleno desenvolvimento das
mudas.
8.12 Sinalização
Consiste na instalação de placaorientativa na área em
71
recuperação, preferencialmente em locais de maior visibilidade.
Na eventualidade da instalação de colchetes ou quebra-corpos,
os mesmos também deverão estar devidamente sinalizados. As
placas confeccionadas serão de chapas de aço galvanizado
normalmente com aproximadamente 1 m², mediante afixação
firme em dois suportes compatíveis ao tamanho da placa para
sua fixação. Antes da confecção, o layout das placas deverá ser
encaminhado para aprovação da Secretaria de meio Ambiente,
podendo sofrer alterações até a aprovação. Um modelo de
placa é apresentado no Anexo 1.
8.13 Relatórios
Considerando que os documentos de acompanhamento e
execução deste Projeto poderão ser solicitados pelo órgão
ambiental encarregado do acompanhamento, as pessoas
envolvidas naexecução deste devem estarcientes da
necessidade de manter arquivados os relatórios, anotações,
fotografias, de todas as fases da execução do Projeto com
anexação de notas fiscais de aquisição de Produtos utilizados,
ART ou Recomendações técnicas se couberem.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
9CONSIDERAÇÕES FINAIS
Apresenta-se, com este trabalho, o Plano de Recuperação de
Área Degradada pela atividade de deposição de resíduos sólidos
urbanos (RSU) a céu aberto (lixão) no município sul-mato-
72
grossense de Itaquiraí.
Em decorrência dessa ação, surgirão vários benefícios sociais,
econômicos e políticos. Nas condições observadas nesta áreaà
implementação do PRADE será de elevado valor para resolução
dos problemas ambientais.
No âmbito social e econômico, os benefícios podem ser
caracterizados por redução de problemas de saúde pública
causados por vetores de doenças encontrados junto aos resíduos,
bem como pela contaminação decorrente do contato direto
com esses vetores; valorização dos imóveis circunvizinhas pela
extinção de odores, causados pelos RSU espalhados, e melhorias
estético-visuais o que harmoniza a convivência entre os
moradores; e preservação das características requeridas ao
ambiente para criação de animais ou plantação de culturas
agrícolas.
Nos aspectos ambientais os benefícios podem ser resumidos em
preservação da qualidade do solo, da água e do ar. Sendo o uso
do solo um fator importante no âmbito sanitário do ambiente
haverá preservação da qualidade da água na bacia
hidrográfica pelo não arraste de RSU em seus córregos;
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
preservação da qualidade do ar pela redução das emissões
difusas; e preservação da fauna e da flora das áreas mais
próximas. Contudo, os benefícios já previstos trarão retorno
também aos gestores, na forma de benefícios políticos, pois,
quando consumadas as ideias do plano e sendo o mesmo
implementado, a cidade passará a ser vista como um lugar que 73
tem responsabilidade ambiental e social A execução do plano
deverá seguir o que o documento propõe.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
10 CRONOGRAMA DEIMPLANTAÇÃO
A Tabela 3apresenta, a seguir, o cronograma de implantação das medidas mitigadoras para
recuperação da área degradada.
83
Tabela 3 - Cronograma de implantação das atividades de recuperação da área
ANO 1 / MESES ANO 2 / MESES
Atividades
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Coleta de solo e
envio para
laboratório
especializado
Conformação do
terreno
Preparação do Solo
para plantio das
gramíneas
Plantio de gramíneas
nas áreas de solo
descoberto
Irrigação das
gramíneas
Controle e doenças
e pragas
Capina e
erradicação de
invasoras
83
REFERÊNCIAS
Obras Citadas
ABREU JUNIOR, C. H. et al. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 24, p. 635-
647. Condutividade elétrica, reação do solo e acidez potencial em solos
adubados com composto de lixo., 2000. Disponivel em:
<[Link]
06832000000300016&script=sci_abstract&tlng=pt>. Acesso em: 15 jun. 2019. 84
ALVARES, C. A. et al. Meteorologische Zeitschrift. Köppen’s climate
classification map for Brazil., Janeiro 2014. Disponivel em:
<[Link] Acesso
em: 07 jun. 2019.
ALVES, A. K. Dissertação de Mestrado. Universidade Federal de Uberlândia.
Proposta de manual técnico de medidas preventivas e corretivas para
aterros sanitários encerrados., 2010. Disponivel em:
<[Link] Acesso em: 07 jul. 2019.
ANDRADE, L. A.; PEREIRA, I. M.; DORNELAS, G. V. Análise da vegetação
arbóreoarbustiva, espontânea, ocorrente em taludes íngremes no município
de Areia – Estado da Paraíba. 2. ed. Viçosa-MG: Revista Árvore, v. 26, 2002.
165-172 p.
[Link]. [Link], 2019. Disponivel em:
<[Link]
sul/itaquirai-31818/>. Acesso em: 25 maio 2019.
COMPANHIA PARANAENSE DE ENERGIA – COPEL. SMA/DMMC/VVGA nº 001/
2018. ESPECIFICAÇÃO TÉCNICA - Serviços de implantação (plantio) e
manutenção (tratos culturais) com espécies florestais nativas para
cumprimento da legislação e condicionantes das licenças ambientais dos
empreendimentos da Copel GeT (PR e SP)., 2018. Disponivel em: <[Link]
[Link]/copias/20181016142750_ANEXOS%20e%[Link]>. Acesso
em: 02 jul. 2019.
CONISUL - CONSÓRCIO INTERMUNICIPAL DE DESENVOLVIMENTO DA REGIÃO
SUL DE MATO GROSSO DO SUL. PIGIRS – CONISUL. Plano Intermunicipal de
Gestão Integrada de Resíduos Sólidos do Consórcio Intermunicipal de
Desenvolvimento da Região Sul de Mato Grosso do Sul., 2014.. Disponivel em:
<[Link] Acesso em: 10 jun.
2019.
84
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
COSTA, C. A. et al. Revista Ceres, v. 41, p. 629- 640. Teor de metais pesados
em alface (Lactuca saliva L.) adubada com composto orgânico de lixo
urbano., 1994. Disponivel em:
<[Link] Acesso em:
17 jun. 2019.
COTTA, I. SlidePlayer. Estrutura geológica do Mato Grosso do Sul, 16 fev. 2014.
Disponivel em: <[Link] Acesso em: 16
maio 2019. 85
[Link]. Mapa Geológico do Estado do Mato Grosso do Sul., 1980.
Disponivel em:
<[Link]
onal/mapa_mato_grosso_sul.pdf>. Acesso em: 17 maio 2019.
EMBRAPA - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária. ÁRVORE DO
CONHECIMENTO - Solos Tropicais. Disponivel em:
<[Link]
[Link]>. Acesso em: 17 maio 2019.
[Link]. EMBRAPA. Climas. S.d. Disponivel em:
<[Link] Acesso em: 07 jun.
2019.
ESTADOS UNIDOS. DEPARTMENT OF AGRICULTURE. SALINITY LABORATORY.
Riverside, CA: USDA. Diagnosis and improvement - saline and alkali soils.,
1954. Disponivel em:
<[Link]
df>. Acesso em: 13 jun. 2019.
FARQUHAR, G. J. &. R. F. A. Water, Air and Soil Pollution. Gas production during
refuse decomposition, 1973. Disponivel em:
<[Link] Acesso em: 12 jun.
2019.
FILHO, J. C. DE A. AGEITEC – Agencia Embrapa de Informação Tecnológica.
Floresta Estacional Semidecidua, 2009. Disponivel em:
<[Link]
bucana/arvore/[Link]>. Acesso em:
07 jun. 2019.
FUNDAÇÃO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – FEAM. Fundação Israel Pinheiro. –
Belo Horizonte: FEAM, 36 p. il. Caderno técnico de reabilitação de áreas
degradadas por resíduos sólidos urbanos, 2010. Disponivel em:
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
<[Link] Acesso
em: 23 jun. 2019.
GALVANI, E. [Link]. Unidades Climáticas Brasileiras. Disponivel
em:
<[Link]
/Unidades_Climaticas_Brasileiras.pdf>. Acesso em: 07 jun. 2019.
GONDIN, M. A. [Link]. Mato Grosso do Sul - Hidrologia, 2011.
Disponivel em: <[Link] 86
grosso-do-sul-hidrografia-blog-do-prof-marco-aurlio-gondim-
wwwmgondimblogspotcom>. Acesso em: 2019 maio 25.
GRAMA, C. D. centraldagrama. Grama Batatais, 2016. Disponivel em:
<[Link] Acesso em: 08 ago. 2019.
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. [Link], 2001.
Disponivel em: <[Link] Acesso em: 17
maio 2019.
INPUTBRASIL. [Link], 2019. Disponivel em:
<[Link] Acesso em: 25
maio 2019.
LICCARDO, A. [Link]. Geologia da Bacia do Paraná, 2016.
Disponivel em: <[Link]
%20Geologia%20Bacia%20do%20Paran%C3%[Link]>. Acesso em: 17 maio
2019.
MARTINS, S. V. . CBRA- IV Congresso Brasileiro de Reflorestamento Ambiental.
Laboratório de Restauração Florestal/UFV. Técnicas para condução da
regeneração natural e nucleação para restauração florestal., 2016.
Disponivel em:
<[Link]
O_VENAN [Link]>. Acesso em: 07 jul. 2019.
MATO GROSSO DO SUL. CONSELHO ESTADUAL DE CONTROLE AMBIENTAL
(CECA). [Link]. Deliberação CECA Nº 36 DE 27/06/2012.,
Publicado no DOE - MS em 6 fev 2013. Disponivel em:
<[Link] Acesso em: 21 jun.
2019.
MENDONÇA, J. L. G. D.; GUTIERRE, T. M. C. O potencial hidrogeológico do
grupo bauru no estado de São Paulo, 2000. Disponivel em:
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
<[Link]
6342>. Acesso em: 16 maio 2019.
MINISTERIO DA SAÚDE. FUNASA - Fundação Nacional de Saúde. Manual de
Controle da Qualidade da Água para Técnicos que Trabalham em ETAS,
2014. Disponivel em: <[Link]
content/files_mf/manualcont_quali_agua_tecnicos_trab_emetas.pdf>.
Acesso em: 22 jun. 2019.
MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE. [Link]. RESOLUÇÃO No 32, de 15 de 87
outubro de 2003, 2003. Disponivel em:
<[Link]
CNRH%[Link]>. Acesso em: 25 maio 2019.
MOLIN, J. P. . R. . L. M. Eng. Agríc., Jaboticabal, v.31, n.1, p.90-101, jan./fev..
Estudos sobre a Mensuração da Condutividade Elétrica do Solo., 2011.
Disponivel em: <[Link] >.
Acesso em: 20 jun. 2019.
MOREIRA, C. A.; BRAGA, A. C. D. O.; FRIES, M. [Link]. Degradação de
resíduos e alterações na resistividade elétrica, pH e Eh., 2009. Disponivel em:
<[Link]
261X2009000200010>. Acesso em: 11 jun. 2019.
OLIVEIRA, F. R. C. D. SISEMA – Sistema Estadual de Meio ambiente e Recursos
Hídricos. Gestão e Encerramento de Áreas de Passivos de Resíduos Sólidos
Urbanos – RSU, 2016. Acesso em:
07[Link]
odutos_termos_cooperacao/Bolsista_-_Fabiano_Carrusca_de_Oliveira__-
_DGER_-_GERAC_-
_Projeto_gest%C3%A3o_e_encerramento_de_%C3%A1reas_de_passivos_de_R
SU_Final.pdf jun. 2019.
PEREIRA, J. S. B. D. F. R. S. C. [Link] O Processo de Revegetação
como Alternativa para Recuperação de Paisagens Características de Áreas
Degradadas Inseridas no Domínio dos Cerrados., 2010. Disponivel em:
<Disponível em [Link] >. Acesso em: 08
ago. 2019.
RESS, J. F. Journal of Chemical Technology and Biotechnology. The fate of
carbon compounds in the landfill disposal of organic matter., 1980. Disponivel
em:
<[Link]
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
compounds_in_the_landfill_disposal_of_organic_matter>. Acesso em: 03 maio
2019.
SILVA, A. M. D. E. A. [Link] Vegetação natural
e área antrópica em Mato Grosso do Sul até o ano de 2002, 2010. Disponivel
em:
<[Link]
df>. Acesso em: 08 ago. 2019.
SILVEIRA, S. [Link]. Os biomas no estado do Mato Grosso do Sul, 88
2015. Disponivel em: <[Link]
Grosso-do-Sul-Historia-Geografia-30>. Acesso em: 25 maio 2019.
SOARES, R. V.; BATISTA, A. C.; TETTO, A. F. Meteorologia e climatologia
florestal. 215 p. Curitiba, : UFPRE, 2015.
SOUSA, J. A. D. [Link]. Avaliação Quantitativa das Águas
Subterrâneas na Bacia., 2019. Disponivel em:
<[Link]
Acesso em: 25 maio 2019.
SOUZA JUNIOR., J. J. D. O Grupo Bauru na porção setentrional. Rio de Janeiro.
1984.
[Link]. [Link]. Disponivel em:
<[Link]
[Link]>. Acesso em: 17 maio
2019.
TRES, A. . T. A. F. . S. R. V. . W. W. T. . M. A. P. R. [Link]. Classificação
do Estado de Mato Grosso segundo Sistema de Zonas de Vida de Holdridge.,
20 jun. 2016. Disponivel em:
<[Link]
[Link]>. Acesso em: 07 jun. 2019.
VELÁSQUEZ, L. N. M.; AL, E. [Link]. Caracterização
Hidrogeológia dos Aqüíferos Bauru e Serra Geral e Avaliação das Reservas
do Aqüífero Bauru no Município de Araguari, Minas Gerais., 2008. Disponivel
em:
<[Link]
5504>. Acesso em: 25 maio 2019.
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
89
ANEXO 1 - MODELOS DE PLACA
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]
SS AMBIENTAL – CONSULTORIA,
PROJETOS E LICENCIAMENTOS.
90
Rua Mato Grosso, 1523 Mundo Novo/MS.
CPF 524.529.309-97 TEL. 67 981 48 78 46
E-mail sergiosalvadorimn12@[Link]