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Entenda a Tecnologia Blockchain e Bitcoin

A tecnologia Blockchain é um banco de dados distribuído que registra transações de bitcoin de forma descentralizada e transparente, eliminando a necessidade de confiança em uma entidade central. As transações são validadas por mineradores que utilizam poder computacional para resolver desafios criptográficos, e a posse de bitcoins é garantida por chaves criptográficas. A economia do bitcoin é caracterizada por sua aceitação crescente em serviços e bens, embora enfrente desafios como taxas de transação e preocupações com a fungibilidade.

Enviado por

Dilolo Nicolau
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Entenda a Tecnologia Blockchain e Bitcoin

A tecnologia Blockchain é um banco de dados distribuído que registra transações de bitcoin de forma descentralizada e transparente, eliminando a necessidade de confiança em uma entidade central. As transações são validadas por mineradores que utilizam poder computacional para resolver desafios criptográficos, e a posse de bitcoins é garantida por chaves criptográficas. A economia do bitcoin é caracterizada por sua aceitação crescente em serviços e bens, embora enfrente desafios como taxas de transação e preocupações com a fungibilidade.

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Blockchain

A tecnologia Blockchain ("Cadeia de Blocos" em inglês) é um tipo de banco de dados


distribuído, que tem a função de livro-razão de contabilidade pública (saldos e
transações de contas), onde são registradas as transações bitcoin. Esta tecnologia
permite que esses dados sejam transmitidos entre todos os participantes da rede (nós
P2P) de maneira descentralizada e transparente. Dessa maneira, não é necessária a
confiança em um terceiro ou entidade central para que os dados de contabilidade
estejam corretos e não sejam fraudados.[16][19] O blockchain é um livro público de
transações, apesar de ter algumas informações anônimas — o bitcoin está associado a
um número que somente seu proprietário conhece — basta uma conversão para um
câmbio não virtual que tudo fica às claras.[92]

Cada transação do tipo "pagador X enviou Y bitcoins para o recebedor Z" é transmitida
para a rede através de um software e, validada por mineradores, que verificam todas as
transações. Caso seja válida, adicionam a transação bitcoin no próximo bloco da cadeia
de blocos, a cada 10 minutos. A cadeia de blocos recebe o novo bloco contendo todas as
transações recentes,[19] incluindo a transação com a informação de que o recebedor Z
agora tem +Y bitcoins e o pagador X tem -Y bitcoins.

Mais especificamente, cada nó gerador da rede procura por transações ainda não
presentes na blockchain em um bloco candidato,[93] que possua o identificador hash
criptográfico de um bloco válido anterior conhecido por este nó. Então ele tenta
produzir um hash criptográfico em outro bloco com características únicas, sendo um
serviço que requer um enorme poder de processamento computacional e quantidade
previsível de repetidas tentativas e erros. Quando um nó encontra tal solução
criptográfica, ele informa o resultado para os outros nós da rede, validando a transação
e, recebe 25 novas moedas como forma de pagamento pelo “empréstimo” do poder
computacional.[19][94]

Eventualmente, a blockchain conterá a história de toda a transação e propriedade


criptográfica de todas as bitcoins desde o endereço criador até o último endereço atual.
As informações registradas na blockchain são imutáveis e seguras e,[16] para reduzir o
espaço de armazenagem e aumentar a segurança, são usadas Árvores de Merkle.[95]
Portanto, se um usuário tenta reusar moedas já gastas ("gasto duplo"), a rede irá rejeitar
a transação.

Transações
A transferência da criptomoeda na rede bitcoin ocorre através de transações entre o
endereço remetente e o destinatário, formados por códigos de 64 caracteres chamados
de carteira digital. A transação na rede ocorre através da internet, não sendo possível
cancelar ou reverter após ela ter sido enviada pela rede.[19]

Carteiras

Software da carteira Bitcoin Core sendo executado no Windows 7

Uma carteira física (de hardware) da marca Trezor

Uma carteira digital bitcoin armazena as informações que são necessárias para ocorrer
as transações das criptomoedas. Embora as carteiras frequentemente sejam descritas
como um lugar para armazenar ou carregar bitcoins,[96][97] uma descrição melhor para
uma carteira seria a de um meio para "armazenar as credenciais digitais que permitem o
usuário usar os seus fundos bitcoin".[97] As carteiras utilizam criptografia de chave
pública, na qual duas chaves criptográficas são geradas, uma pública e uma privada. A
chave privada é responsável pelo acesso dos fundos da carteira, enquanto que a chave
pública pode ser divulgada para o recebimento de fundos.[98]

Existem vários tipos de carteiras, que geralmente são dividas nos subgrupos:

Carteira física ou de hardware: Utiliza algum tipo de armazenamento físico, um


dispositivo eletrônico, das chaves privadas, como por exemplo um pendrive.

Software de carteira: Um aplicativo de computador, smartphone ou tablet que é usado


para fazer transações e armazenar as chaves.

Serviço de carteira: Um serviço online, disponibilizado em um site, que armazena as


chaves para o usuário (armazenamento em nuvem).

Carteira offline: Qualquer tipo de carteira que nunca se conecta à internet.

Carteiras de software podem conter todas as transações gravadas na blockchain (125 GB


em Julho de 2017)[99] ou apenas um subconjunto.

Posse
Cadeia simplificada de posse. Na realidade, uma transação pode ter mais de um input e
mais de um output.

A posse de bitcoins implica que um usuário tem a habilidade de gastar as criptomoedas


associados a um endereço específico. Para fazer isso, o comprador deve assinar
digitalmente a transação usando a chave privada correspondente ao seu endereço.[19]
Não é possível assinar uma transação (e gastar bitcoins) sem que se conheça
anteriormente a chave privada do endereço. A rede verifica a assinatura usando uma
chave pública.

Se a chave privada for perdida, a rede bitcoin não irá reconhecer nenhuma outra
evidência de posse; e as bitcoins vinculadas ao endereço tornar-se-ão inutilizáveis, ou
seja, serão efetivamente perdidas.[100]

Implementação de referência

O primeiro software de carteira se chama Bitcoin Core e foi lançado em 2009 por
Satoshi Nakamoto, o possível inventor do Bitcoin. Ele é um software de código-aberto,
e originalmente se chamava bitcoind.[101] Às vezes chamado de "cliente Satoshi",
também é conhecido como o cliente de referência para implementações, pois serve para
definir o protocolo bitcoin atuando como padrão.[102] Na versão 0.5, o cliente deixou
de usar o toolkit de interface de usuário wxWidgets e passou a usar o software Qt, e o
novo pacote passou a ser conhecido como Bitcoin-Qt.[102] Após o lançamento da
versão 0.9, o Bitcoin-Qt mudou de nome e passou a ser chamado de Bitcoin Core.[103]

Oferta

Atualmente, o minerador que descobre um novo bloco recebe como recompensa


bitcoins novos (recém-criados) e as taxas das transações incluídas naquele bloco.[104]
Desde 28 de novembro de 2012,[105] a recompensa inclui 25 bitcoins novos (recém-
criados) a cada bloco adicionado à cadeia de blocos (blockchain). Para poder resgatar
sua recompensa, uma transação especial chamada de coinbase é incluída pelo minerador
junto com os pagamentos que ele processou. :ch. 8 Todos os bitcoins em circulação
podem ser rastreados retrogradamente até as suas respectivas transações coinbase. O
protocolo bitcoin especifica que a recompensa a cada bloco adicionado será diminuída
pela metade a cada quatro anos, em média. Em vista disso, estima-se que no ano de
2140, quando o limite arbitrário de 21 milhões de bitcoins produzidos será atingido, a
recompensa será removida completamente e, a partir de então, os mineradores receberão
apenas as taxas das transações do bloco como recompensa pelo seu trabalho.[106]
Mineração (geração de bitcoins)

Ver artigo principal: Mineração de Bitcoin

Um ASIC para mineração de bitcoins

A rede Bitcoin cria e distribui um novo lote de bitcoins aproximadamente 6 vezes por
hora aleatoriamente entre participantes que estão rodando o programa de mineração de
criptomoedas, onde qualquer participante minerador tem chance de ganhar um lote. O
ato de gerar bitcoins é comumente chamado de "minerar" (em referência a "mineração
do ouro"[107]). A probabilidade de um certo minerador ganhar um lote depende do
poder de processamento computacional com que ele contribui para a rede Bitcoin em
relação aos outros.[108] A quantia de bitcoins geradas por lote nunca passa de 50 BTC,
e esse valor está programado no protocolo bitcoin para diminuir com o passar do tempo,
de modo que o total de bitcoins criadas nunca ultrapasse 21 milhões de unidades BTC.
Com a redução desse prêmio, espera-se que a motivação para se rodar nó gerador
(computador executando um programa de mineração) mudará para o recebimento de
taxas de transação. No caso do Bitcoin, o algoritmo utilizado no emprego do sistema de
prova-de-trabalho é o SHA-256.[109]

Todos os nós mineradores da rede disputam para ser o primeiro a achar uma solução do
desafio criptográfico envolvendo seu bloco candidato na blockchain, um problema que
requer poder computacional e repetidas tentativas para ser resolvido. Quando um nó
encontra tal solução criptográfica, anuncia aos demais nós da rede e reivindica um
prêmio em bitcoins. Ao receber um bloco recém resolvido, validam-no e o adicionam na
cadeia de blocos do blockchain.

Os nós usam suas CPU com o cliente padrão, e clientes de terceiros são capazes também
de utilizar GPU.[110][111] Mineradores também podem se juntar em grupos de
mineração (conhecidos como "pools" em inglês) e minerar coletivamente.[112]

Existem empresas como por exemplo a HashCoinBrasil que oferece cotas de mineração.
Ou seja, o interessado adquire uma ou mais cotas por um valor especifico e possuindo
essa cota tem o direito do lucro obtido da mineração com o grupo todo, um exemplo de
mineração coletiva.[113]
Para que a rede gere um bloco novo a cada 10 minutos em média, cada nó
separadamente reajusta o nível de dificuldade do criptodesafio a cada duas semanas em
resposta a mudanças no poder de processamento coletivo da rede.[114]

Atualmente, a mineração de bitcoins é uma área altamente competitiva, com hardware


especializado vendido no mercado. Com a crescente dificuldade dos desafios
criptográficos, tornou-se economicamente inviável utilizar CPUs para a mineração (pois
a energia elétrica consumida custa mais que a recompensa em bitcoins gerada), e
futuramente também as GPUs tornar-se-ão completamente obsoletas para esse
propósito. Por este motivo, vários mineradores passaram a utilizar também circuitos
integrados de aplicação específica (ASIC) para a mineração de bitcoins. Algumas
empresas comercializam sistemas ASIC prontos para a mineração, com preços entre 250
e 2500 dólares.[115]

Em 4 de Agosto de 2018, a taxa hash do Bitcoin atingiu o marco de 52 trilhões hashes


por segundo, um número nunca visto antes. O recorde anterior foi atingido em Junho de
2018, com 40 trilhões de hashes por segundo.[116]

Taxas de transação

Os usuários de bitcoins opcionalmente podem pagar uma pequena taxa em cada


transação. Isso fará com que a transação seja processada com maior prioridade pelos
mineradores, aumentando a probabilidade de ela ser incluída mais rapidamente na block
chain.[117] Os mineradores têm a capacidade de escolher quais transações eles irão
processar, e geralmente priorizam aquelas que pagam as maiores taxas. As taxas são
baseadas no tamanho de armazenamento da transação gerada, que por sua vez depende
do número de inputs usados para criar a transação, e não no valor que está sendo
transmitido. Além disso, transações com inputs não-gastos mais antigos também
recebem prioridade.[118]

As taxas de transação são um dos incentivos para que os mineradores executem "nós"
mineradores, especialmente quando a dificuldade de gerar moedas crescer ou o tamanho
da recompensa por resolver um bloco diminuir com o tempo. "Nós" mineradores
coletam as taxas de transação associadas a todas as transações incluídas em seu bloco
candidato.

Fungibilidade
A fungibilidade diz que um bem ou commodity pode ser substituídos por outros da
mesma espécie, de mesma qualidade ou de mesma quantidade sem perda de valor. As
carteiras e demais softwares administram os bitcoins de maneira equivalente,
estabelecendo um nível básico de fungibilidade.

Isto é, uma unidade de bitcoin é considerado igual a outro bitcoin quanto ao preço e
aceitação. O lingote de ouro tem fungibilidade de acordo com o grau de pureza. O papel
do governo tem fungibilidade desde que as não tenham sido marcadas ou não tenham os
números da série adicionados na lista negra.

No entanto pode gerar uma barreira, quando o usuário preocupa-se com a origem da
criptomoeda. Como o histórico de transações de cada bitcoin e disponível publicamente,
alguns usuários recusam-se a aceitar bitcoins oriundos de transações controversas ou
fraudulentas (por exemplo, pagamento de sequestro) o que poderia ser prejudicial para a
fungibilidade do bitcoin.[119] Projetos como: Zerocoin, CoinJoin, Dark Wallet e
SendShared, buscam resolver as questões de privacidade e fungibilidade.[120][121]

Economia

Uma placa em um café europeu indicando a aceitação de bitcoins como forma de


pagamento

Bitcoin é uma das primeiras implementações do conceito criptomoeda descentralizada,


descrito originalmente em 1998 por Wei Dai na lista de discussões Cypherpunk.[122]

Em 2010, a economia de Bitcoin ainda era pequena comparada ao sistema financeiro


tradicional e o software oficial ainda estava no estágio beta. Entretanto, em diversas
partes do mundo serviços e bens reais (como músicas, eletrônicos, veículos,
hospedagens, restaurantes e desenvolvimento de software) já vinham sendo negociadas
com essa moeda, sendo aceita tanto para serviços online quanto para bens
tangíveis[123] Em 2017, de acordo com um estudo da Universidade de Cambridge,
havia entre 2,9 e 5,8 milhões de detentores únicos de carteiras de criptomoedas, a
maioria detendo carteiras de bitcoin. O número mostra um aumento significativo desde
2013, quando haviam de 300 mil a 1,3 milhões de usuários.[124]

Algumas organizações e associações aceitam doações em bitcoins, dentre elas a


Electronic Frontier Foundation,[125] Free Software Foundation,[126] Wikimedia
Foundation,[127] Mozilla Foundation (somente durante algum tempo[128]), Internet
Archive,[129] Freenet,[130] The Pirate Bay,[131] WikiLeaks[132] e Singularity
Institute.[133] As multinacionais Microsoft,[134] e Dell[135] aceitam pagamentos em
bitcoin.

Muitos negociantes fazem câmbio entre dinheiro nacional/fiat (como Dólares, Euros,
Rublos, Yens, Real, entre outras) e bitcoins através de sites de câmbio.[136][137]
Qualquer usuário pode verificar diretamente o blockchain e observar as transações
quase em tempo real, com monitoramento de diversos websites.[138][139] Essa é a
forma em que ocorre a maioria das transações envolvendo bitcoins.[140]

Em 2018, 3 dos 500 maiores vendedores de varejo norte-americanos aceitavam bitcoins,


uma queda comparado aos 5 que aceitavam em 2013.[140] Razões para a queda incluem
altas latências e taxas de transação.[141]

Segungo a Bloomberg, os 17 maiores processadores de pagamento em criptomoedas


movimentaram 69 milhões de dólares em Julho de 2018, uma queda se comparado com
os 411 milhões em Setembro de 2017. Os custos de transação fazem com que a moeda
venha sendo utilizada mais para compras de maior volume.[142]

Compra e Venda

Caixa eletrônico de bitcoins troca dinheiro real pela moeda digital.

Bitcoins podem ser comprados e vendidos tanto online como offline. Os usuários de
serviços de câmbio online realizam lances de compra e venda. O uso de um serviço de
câmbio online implica certo risco, estando sujeitos à falência, ou ataques de hackers que
furtam os bitcoins de clientes que estiverem sob sua custódia. Mas existem registros da
ocorrência de ambas as situações.[143]

Existem terminais de auto-atendimento para saque de bitcoins (ATM), que permitem a


troca de dinheiro em espécie por bitcoins e vice-versa.[144]

Uma evolução é o advento do câmbio descentralizado trustless, ou seja, que não requer
confiança entre as partes transacionando.
Diferenças monetárias

Número total de bitcoins existentes ao longo do tempo.

Ao contrário das moedas normais/fiat, Bitcoin se destaca por suas propriedades


tecnológicas superiores e neutralidade da rede, nenhum administrador ou programador
pode controlar a emissão (causar inflação e deflação) de bitcoins devido a sua natureza
descentralizada,[20][21] suavizando possíveis instabilidades financeiras causadas por
políticas econômicas de bancos centrais como na crise econômica de Chipre.

Ao contrário dos bancos centrais, o sistema blockchain implementa um conjunto de


regras que governam a rede Bitcoin. As regras são determinadas pela governança de
código aberto. Estas regras são escritas pelos programadores em protocolos de código
aberto auditável por todos, mas eles não são auto-executáveis. Para que as regras
tenham validade é necessário criar um consenso social onde pelo menos 51% dos
usuários (carteiras bitcoin) devem aceitar as regras, mas estas regras podem ser
reescritas e alteradas a qualquer momento, se houver um consenso na comunidade de
que as regras devem ser alteradas. Existe uma inflação programada no protocolo Bitcoin
que ajusta a emissão de novas moedas, porém, por ser um código aberto totalmente
auditável, a inflação é previsível e de conhecimento público.[107] A emissão de novas
moedas bitcoins portanto não pode ser manipulada ou ofuscada para alterar o poder de
compra dos usuários. No entanto, grandes movimentos especulativos de oferta e
demanda podem fazer com que o seu valor sofra oscilação no mercado de câmbio.

As transações de bitcoin são processadas dentro da rede peer-to-peer sem a necessidade


de um processador financeiro como intermediário entre os participantes da rede. As
transações entre as criptomoedas não tem intermediário, portanto, estornos são
impossíveis. A carteira bitcoin transmite transações para os nós da rede que continuam a
propagação da informação sobre o pagamento pelo resto da rede. Transações
corrompidas ou inválidas são rejeitadas por nós da rede. Transações são praticamente
gratuitas, exceto pela pequena taxa opcional de transação que serve para dar prioridade
ao processamento.[107] A conversão de moedas fiduciárias para bitcoin e vice-versa é
feito em sites de câmbio bitcoin.

O número total de bitcoins gerados tende a 21 milhões com o passar do tempo. O


suprimento de bitcoins cresce como uma progressão geométrica de 4 em 4 anos; metade
do suprimento total vai ter sido minerada em 2013, e 3/4 terão sido mineradas em 2017.
Chegando perto desse ponto o valor de bitcoins provavelmente começará sofrer
deflação de preço (aumento no valor real) devido a escassez de moedas no mercado
(maior demanda e menor oferta) e redução de moedas mineradas. No entanto, Bitcoins
são divisíveis por pelo menos 8 casas decimais (disponibilizando um total de 2.1 x 1015
unidades), removendo limitações práticas em ajustes para baixo no preço bitcoin em um
ambiente inflacionário (redução do poder de compra). Ao invés de depender do
incentivo de mineração para criar novas bitcoins, espera-se que nós mineradores durante
esse período contarão com sua habilidade de coletar taxas de transação.[107]

Market cap

As criptomoedas não possuem um market cap/valor de mercado, da mesma maneira que


o ouro ou as moedas nacionais/fiat. Nomear o valor total de bitcoins muda a função
original da criptomoeda. Originalmente, foi planejado a ser uma rede de pagamentos
descentralizada que usa a unidade de conta bitcoin, talvez sem a intenção de interagir
com moedas emitidas por governos.[145]

O bitcoin, como uma unidade de conta, possui atributos semelhantes a uma moeda. Este
pode ser divisível, possui fungibilidade limitada e direitos de propriedade, que o fazem
teoricamente uma boa reserva de valor. Assim os desenvolvedores estão criando novos
protocolos com o objetivo de oferecer produtos financeiros mais complexos em
plataformas também confiáveis em paralelo com a blockchain.[145]

Resultados

Hipóteses de falha para bitcoin incluem: vulnerabilidades ainda não descobertas no


protocolo, desvalorização da moeda devido a queda da demanda, repressão por uma
autoridade financeira global. Os sites de câmbio bitcoin podem sofrer repressão por um
governo local. No entanto, provavelmente seria impossível "banir todas as criptomoedas
em todo o mundo".[146] A descentralização, a internacionalização e o pseudo-
anonimato[147] incorporadas em bitcoin parece ser uma reação aos processos contra
companhias de moedas digitais centralizadas como E-gold e Liberty Dollar.[148] Num
artigo investigativo o Times irlandês, Danny O'Brien relatou "Quando eu mostro essa
economia bitcoin pras pessoas, elas perguntam: 'Isso é legal?' Perguntam: 'É um golpe?'
Eu imagino que tem vários advogados e economistas por aí se esforçando pra tentar
responder essas perguntas. Eu suspeito que a gente poderá incluir legisladores nessa
lista em breve."[146] Em fevereiro de 2011, a cobertura por Slashdot e o subsequente
efeito Slashdot afetaram o valor de bitcoin e a disponibilidade de alguns dos sites
relacionados.[149][150]
Contratos e títulos de propriedade

Criptomoedas como o bitcoin têm implementado casos especiais de registros/regulação,


nos quais a propriedade é o dinheiro. Possuindo mecanismos que possibilitam a
execução de contratos e títulos de propriedade mais gerais.[151] O Código que suporta
esse tipo de aplicação, é uma parte não muito à vista do protocolo bitcoin, baseado no
proof-of-work (replicação bizantina probabilística e anônima). Uma proposta para
utilizar bitcoin para execução de contratos e registros de ativos replicados é chamada de
"moedas coloridas".[152]

Desde 2016 tem uma tecnologia em desenvolvimento é a rede Lightning, que busca
solucionar a barreira da escalabilidade das redes das criptmoedas,[153] modelada após o
trabalho do ex-desenvolvedor de bitcoin, Mike Hearn,[154] e os canais de pagamento
do co-fundador da Blockstream, Matt Corallo. O conceito básico da Lightning Network
é que, ao usar o contrato Hashed Timelock (HTLC) para transações multipartidárias,
permitidindo que os receptores pré-determinem o valor da negociação antes de finalizá-
la. A camada de pagamento, proposta por Joseph Poon e Thaddeus Dryja, promete
suportar uma quantidade de transações financeiras similares a quantidade suportada por
um rede de cartão de crédito.

Em setembro de 2017, nos Estados Unidos a CME Group, maior empresa de


negociações de derivativos financeiros e dona da bolsa de Chicago, informou que
lançará contrato futuro de bitcoin. Fornecerá uma plataforma de negociação
regulamentada para o mercado futuro de criptomoedas, que serão liquidados em
dinheiro, acrescentou o grupo.[155]

Críticas

Críticas ao Bitcoin são uma constante desde o início de sua adoção, e o embasamento
para as mesmas varia entre episódios reais, projeções de mercado e falhas de design.
Entre os críticos de Bitcoin encontram-se ex-usuários, tecnólogos, economistas e
políticos.

Tecnologia

Segurança

Embora muitos considerem o Bitcoin uma moeda segura por causa de sua encriptação
ponta-a-ponta, os riscos aos quais os usuários estão expostos fora da rede são o foco do
problema. Uma vez que o acesso aos fundos de uma conta dependem unicamente da
posse de uma chave secreta, os fundos de carteiras online podem ser hackeados,[156]
[157] e os fundos de carteiras offline compartilham as mesmas inseguranças de dinheiro
em espécie e obrigações ao portador (títulos de crédito).[157]

Além da possibilidade de roubo, os fundos podem simplesmente ser perdidos e se


tornarem órfãos na ocasião em que o detentor da chave secreta perca sua posse
(corrupção de memória, destruição ou extravio de chave física).[158]

Irreversibilidade

A natureza irreversível das transações em Bitcoin geram desconfiança e aumentam o


seu fator de insegurança. Embora a velocidade da confirmação de uma transação sem
taxação seja um ponto positivo, uma vez que os fundos transferidos para uma chave
pública serão posse confirmada do detentor de sua chave secreta equivalente na próxima
atualização da blockchain, no caso onde o pagador não recebe o bem pelo qual ele
pagou, a transação não pode ser desfeita e o pagador é prejudicado.[158]

Escalabilidade

O funcionamento da rede Bitcoin depende da ocorrência de um número bastante


limitado de ações que diz respeito à criação de novos nós, fabricação de transações,
mineração de moedas, prova de trabalho e estabelecimento de consenso. Porém, é uma
visão crescente a de que a rede Bitcoin como originalmente implementada não é
escalável.

Na criação de novos nós, a cópia da blockchain, base de dados sempre crescente, é a


principal etapa. Porém o crescimento da mesma tem superado o crescimento das taxas
de transferência de dados e capacidade de armazenamento. Para frear esse crescimento,
os blocos da mesma tiveram seu tamanho máximo limitado, o que também limita o
número de transações por período (10 minutos).[157]

O debate entre o aumento ou manutenção do tamanho máximo do bloco de transações


por período tem dividido a comunidade envolvida no projeto e gerado controvérsia.
[159] Aqueles que defendem o aumento, alegam que a manutenção está prejudicando a
confiabilidade das transações feitas na rede, e os que defendem a manutenção, alegam
que o aumento diminuiria o número de mineradores, gerando centralização da rede,
além de não resolver o problema de escalabilidade do tamanho da blockchain. Os
grupos que defendem cada um dos lados criaram versões concorrentes conhecidas como
Bitcoin Core e Bitcoin Classic.

Em março de 2013, um servidor bitcoin (também chamado de "minerador") rodando a


versão mais recente do protocolo criou um registro grande demais no log de transação
(também chamado "blockchain"), incompatível com versões anteriores do protocolo
devido ao seu tamanho. Isso criou uma divisão no log de transações. Alguns usuários
utilizavam a versão mais recente do protocolo, compatível com registros mais longos,
enquanto outros usuários ainda utilizavam versões mais antigas do protocolo, não
utilizando o log novo, grande demais. Essa bifurcação resultou na formação de dois logs
diferentes sem um consenso de qual o log definitivo, o que permitiu que um mesmo
valor de bitcoins, representado em dois logs distintos, fosse utilizado duas vezes. O site
[Link] temporariamente deixou de aceitar novos depósitos de bitcoins.[160] A cotação
do bitcoin caiu 23% para US$ 37 no [Link], retornando à cotação anterior de US$ 48
após algum tempo.[50][51]

Desenvolvedores do [Link] tentaram solucionar a divisão recomendando aos


usuários que voltassem a usar uma versão anterior do protocolo, que utilizava a versão
mais antiga do tronco comum de logs. Os fundos dos usuários, em grande parte,
mantiveram-se inalterados e um consenso foi estabelecido em torno desta decisão.[161]

Centralização

Um das principais diretivas do projeto Bitcoin é a descentralização. Porém críticas sobre


determinados aspectos do Bitcoin dizem respeito a elementos de centralização no
mesmo. Ainda que a arquitetura da rede maximize a descentralização nos nós, a
necessidade de prova de trabalho garante uma influência maior aos nós com maior
poder de processamento específico na etapa de mineração. Aliado ao uso em larga
escala de ASICs pela nova geração de mineradores, apenas um seleto grupo de
indivíduos controla a criação de novos blocos da Blockchain. Com o possível aumento
do tamanho máximo do bloco proposto pela versão Bitcoin Core, essa centralização se
tornaria ainda maior.[159]

Outra forma de centralização que é alvo de críticas ao projeto Bitcoin é o processo de


tomada de decisões de design. Embora o processo para sugerir novas modificações a
serem feitas no código seja aberto a qualquer um que queira contribuir, a escolha das
medidas a serem adotadas é feito por um pequeno grupo de programadores,[159] os
quais não foram eleitos para tal função, nem são o(s) criador
Divisões (forks)

Ver artigo principal: Bifurcação

Uma bifurcação ou ramificação (do inglês: fork) é uma divisão da rede Bitcoin,
chamado de hardfork, que gera duas redes simultâneas (nova e antiga), devido algumas
mudanças efetuadas na cadeia de blocos do banco blockchain.[162]

Existem dois tipos de forks: softfork e hardfork.[162]

Diferenças softfork e hardfork

Os termos softfork e hardfork, são usados de acordo a escolha da comunidade em


aceitar determinadas mudanças na cadeia de blocos ou no protocolo Bitcoin.[162] Se a
comunidade estiver dividida sobre tais mudanças, a versão antiga e a nova versão do
Bitcoin podem virar projetos diferentes após debate.[162]

Softforks são implementações compatíveis com versões anteriores da rede Bitcoin e são
apoiadas por consenso de toda a comunidade. Isto é, os nodos antigos do Bitcoin
aceitarão receber blocos criados por nodos novos que estão seguindo o novo parâmetro
aceito pela comunidade, pequenas mudanças no código original.[162] Assim, todos os
novos blocos são considerados válidos na nova versão além de também serem validados
com os blocos da versão antiga.[162]

Hardforks ocorre quando existem metas divergentes dentro da comunidade do projeto


inicial, onde dividem-se apoiando diferentes metas.[162] Assim a comunidade menor
copia a rede inicial e realiza modificações de alguns parâmetros ou adiciona funções,
mudanças na regras do protocolo como um todo, que não são suportadas pela rede
Bitcoin (como, novos recursos de segurança e diferentes esquemas de mineração) que
posteriormente segue caminho independente usando uma cadeia de blocos paralela e
duradoura (duas blockchain distintas),[162] criando as criptomoedas alternativas do
bitcoin, chamadas altcoins. Atualmente, existem quase 700 moedas digitais diferentes,
[163] as mais famosas são: Namecoin (NMC primeira bifurcação), Litecoin (?),
Dogecoin (Ð), Bitcoin Cash (BCH) e, a mais atual Bitcoin Gold (BCG).M
Economia

Instabilidade

Taxa de câmbio em dólar dos EUA em 2013

Economistas conservadores desaconselham a aplicação de fundos em Bitcoin como


forma de investimento por causa de sua instabilidade. Embora crescimento instável
possa ser regulado pela geração de interesse no investimento em bitcoins, um episódio
de rápida desvalorização (estouro da bolha) poderia significar a total ou parcial perda de
valor da criptomoeda causada por um episódio de panic selling. As consequências disso
seriam milhares de investidores da criptomoeda perderem seus investimentos da noite
para o dia, mesmo mantendo a posse de seus bitcoins.[164]

Entre aqueles que levantaram essa questão está o ex-presidente da Reserva Federal dos
Estados Unidos, Ben Bernake, que acusou a criptomoeda de ser altamente volátil.[165]

Em 2013, foi registrado um crescimento de 80 vezes no valor em libras de 1 bitcoin


entre o início do ano e seu mês de novembro. Porém em abril de 2014 o seu valor foi
registrado abaixo da metade do máximo registrado 5 meses antes.[156]

Apenas em 10 meses a cotação em dólar de um bitcoin cresceu uma ordem de grandeza,


passando de cerca de US$ 13/BTC para US$ 1000/BTC de janeiro à novembro.
Especula-se que eventos globais como a crise financeira europeia - em particular a crise
financeira do Chipre, além de declarações positivas do FinCEN dando maior respaldo
legal à moeda, tenham motivado o recrudescimento da cotação.[166][167][168][169]

O valor de mercado do bitcoin - ou seja, a somatória de todas as moedas em circulação -


atingiu a marca de 1 bilhão de dólares. Comentaristas do mercado financeiros suspeitam
que os preços do bitcoin estejam passando por uma bolha econômica.[170][171][172]
No dia 10 de abril de 2013, a moeda bitcoin caiu, em seis horas, de um preço de U$
266,00 para U$ 105,00, retornando ao valor de U$ 160,00 dentro de seis horas.[173]

Embora seu valor flutue mais do que outras moedas, esse movimento não é mais tão
grande, ganhou certa estabilidade ao longo de seis meses, onde a volatilidade do preço
do dólar de um bitcoin é de 4,23% e, em um ano foi de apenas 3,58%.[92]
Modelo Econômico

Embora o modelo de soma total fixa tenha sido um dos principais motivos para muitos
terem elogiado e adotado o Bitcoin, vendo nele o exemplo oposto do que é feito por
alguns governos (com a impressão de moeda e consequente inflação), essa decisão de
design resultou na diminuição da circulação da moeda, devido muitos que a adotaram,
tinham a esperança de lucrar com o aumento de seu valor.[156]

De acordo com as normas do Banco Central Europeu, bitcoin não é considerado moeda
eletrônica por não preencher alguns requisitos da diretiva que orienta as transações com
e-money, a Electronic Money Directive.[174]

Em outubro de 2017 o Banco Central do Brasil alertou sobre risco de pirâmide


utilizando bitcoin.[175]

Toda a rede é garantida e regulada através de criptografia.[176]

Utilização

As diferentes maneiras nas quais você pode utilizar bitcoins ainda são limitadas, se
comparadas ao dólar ou real.[157]

Uma vez que o número de clientes adeptos da moeda é pequeno para as grandes
empresas, as mesmas tem mantido sua desconfiança com a aceitação da criptomoeda
como forma de pagamento. Por falta de consolidação, Bitcoin tem encontrado
dificuldades em ser amplamente utilizado no pagamento de serviços ou bens.[158]

Especulação

A escolha de um teto para o número total de bitcoins também é criticada pelo incentivo
à especulação. Aqueles que adotaram a moeda precocemente fizeram parte de histórias
de enriquecimento e serviram de exemplo para aqueles interessados em obter bitcoins à
espera de valorização.[156]
Por outro lado, a existência desse mercado especulativo forte representa um risco
indesejado àqueles dispostos a adotar a moeda como meio de pagamento, uma vez que
ela se tornou extremamente instável e pode sofrer grandes variações de valor entre uma
transação e outra.[158]

Político

O surgimento do Bitcoin iniciou um debate sobre a necessidade e a possibilidade de


regulação de valores e transações. Embora algumas figuras políticas tenham
demonstrado entusiasmo com a criptomoeda, outros defendem a necessidade de
legislação regulatória, que pode focar nas transações a ocorrerem na rede, ou na criação
de fundos de garantias de crédito para investidores da criptomoeda.

Regulação

A anonimidade proposital das transações que ocorrem na rede Bitcoin possibilita que a
moeda seja utilizada como forma de pagamento em transações ilegais, como apostas e
tráfico de drogas.[157]

A necessidade de regulação não é defendida somente por legisladores, porém, mas


também por aqueles que vêem na falta de regulação um motivo para não adotarem
Bitcoin como uma moeda, uma vez que não existe nenhum órgão que ofereça garantia
de valor mínimo àqueles dispostos a investir na moeda. Diferentemente do ouro, que
tem como valor mínimo o de matéria-bruta para a produção de jóias, e do dólar, que tem
o valor mínimo garantido pelo governo americano, o Bitcoin não possui garantias de
valor.[158][164]

Por outro lado, a arquitetura descentralizada do Bitcoin é uma escolha de design


proposital com o objetivo de impossibilitar a regulação interna de seus mecanismos por
um indivíduo ou instituição específica. Essa consequência foi atrativa para aqueles que
viam com antipatia os episódios em que o governo de um país emitia cédulas e cedia
crédito a grandes empresas com o propósito de evitar que as mesmas falissem, em
detrimento do valor das reservas e salários da classe trabalhadora. Porém, a pressão feita
pelas instituições governamentais pela existência de fiscalização e taxação podem
diminuir o valor atrelado às bitcoins existentes.[157]

Moral
Em entrevista concedida ao portal online The Verge, Bill Gates desconsidera Bitcoin
como uma opção para a população mais pobre, atualmente, devido a sua volatilidade, e
ao custo para a contratação de serviços de garantia que preservem os fundos do pagador,
caso o mesmo cometa um erro ao fazer um pagamento.[177]

Criminal

Desafios à investigação criminal

Além dos problemas e críticas em relação a sua capacidade como uma moeda funcional,
o projeto também encontra dificuldade de aceitação por causa das possibilidades
negativas. Onde todas as transações na rede são registradas com a identificação de nós
pelos seus pseudônimos e, um usuário mal-intencionado pode utilizar da inexistência de
registros de sua identidade na rede para fins ilícitos. O uso de bitcoins para o pagamento
de transações no mercado negro (como a compra de drogas ilícitas, armas, etc) tem sido
praxe.[165] O bitcoin pode se tornar um atrativo às atividades criminosas na medida em
que é valorizado ante moedas oficiais e é aceito como forma de pagamento em diversas
transações onlines para compra de bens (roupas, jogos, músicas) e serviços (hotéis,
restaurantes), em diversas partes do mundo.[178]

Em junho de 2011, o malware [Link][179] foi considerado o primeiro


destinado a furtar Bitcoins de carteiras individuais;em outubro do mesmo ano um
cibercriminoso ofereceu a venda do ZeuS botnet Trojan, aceitando pagamento em
Bitcoins, Liberty Reserve ou WebMoney.[180]

Outra prática ilícita levantada pela Interpol é a utilização da Blockchain para espalhar
conteúdo ilegal (como pornografia infantil) ou danoso (como malwares).[181]

Os relatórios emitidos pelo Banco Central Europeu,[182] pelo Financial Crimes


Enforcement Network do Departamento do Tesouro Nacional norte-americano[183] e
pelo FBI[184] apresentam aspectos críticos associados à natureza conceitual e às
transações envolvendo o Bitcoin.

Nos Estados Unidos, qualquer instituição que ofereça serviço de câmbio ou de remessa
de valores ao exterior deve estar registrada como Money Services Business junto ao
Financial Crimes Enforcement Network e implementar o programa de prevenção à
lavagem de capitais. No caso do bitcoin, o usuário final não é considerado MSB, não
estando sujeito às regras do FinCEN. Porém, o administrador (o que adiciona e retira
bitcoins de circulação) e o exchanger (o que realiza a conversão e troca entre a moeda
virtual e a oficial) devem, no âmbito das fronteiras norte-americanas, submeter-se às
normas da referida instituição, comprometendo-se, inclusive, a implementar o programa
antilavagem de capitais.[185]

O fato de não haver uma autoridade ou base de dados central, pois se trata de uma rede
descentralizada e baseada em P2P, faz com que seja um grande desafio aos agentes da
lei detectar atividades suspeitas, identificar usuários, obter registros das transações e,
consequentemente, iniciar uma ação penal.

[178]
Em Tecnologia da Informação o termo servidor é conhecido como sendo, um hardware
com grande capacidade de processamento de dados e armazenamento, e possui a
capacidade de armazenar e processar várias aplicações e vários servidores virtuais ao
mesmo tempo, o seu principal objetivo é o fornecimento de recursos e serviços em uma
rede de computadores corporativa. Os computadores da rede que se comunicam com o
servidor são chamados de clientes, por isso esse tipo de comunicação é comumente
conhecida como cliente-servidor.

Chá Seca Barriga

Existem vários tipos de servidores, mas os mais conhecidos e utilizados pelas empresas
são:

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Servidor de arquivos: Este servidor é utilizado para armazenar, e compartilhar arquivos


com diversos usuários e setores em uma rede.

Servidor web: Este tipo de servidor é responsável pelo armazenamento das aplicações e
paginas do site da empresa ou até mesmo de uma intranet, que são requisitados pelos
clientes através do browser.

Servidor de e-mail: Este servidor é utilizado pelas empresas para armazenar contas de e-
mails dos usuários, que tem por objetivo o envio e recebimento de mensagens de correio
eletrônico, por intermédio de software, o mais utilizado hoje é do Microsoft chamado
Exchange e o Lotus Notes da IBM.

Servidor de impressão: Este servidor é utilizado para conter a instalação de todas as


impressoras de um parque e compartilhar as mesma com os usuários da rede e por
controlar pedidos de impressão de arquivos dos diversos clientes.

Servidor DNS: Este servidor é utilizado para a conversão de endereços de sites em


endereços IP e vice-versa.

Servidor proxy: Este servidor é usado para armazenar páginas da internet, controlar e
bloquear o acesso de paginas por parte dos usuários.

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