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Leasing na Importação: Conceitos e Vantagens

O documento aborda o leasing, uma modalidade de financiamento que permite a utilização de bens sem a aquisição imediata, destacando suas origens, conceitos, formas e implicações fiscais. O leasing é especialmente relevante no contexto moçambicano, onde facilita o acesso a ativos essenciais para o desenvolvimento empresarial. O texto também discute as vantagens e desvantagens do leasing, além de suas classificações contábeis e metodológicas.
Direitos autorais
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Leasing na Importação: Conceitos e Vantagens

O documento aborda o leasing, uma modalidade de financiamento que permite a utilização de bens sem a aquisição imediata, destacando suas origens, conceitos, formas e implicações fiscais. O leasing é especialmente relevante no contexto moçambicano, onde facilita o acesso a ativos essenciais para o desenvolvimento empresarial. O texto também discute as vantagens e desvantagens do leasing, além de suas classificações contábeis e metodológicas.
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Índice

1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................................... 1
1.1. Objectivos ..................................................................................................................................... 2
1.1.1. Objectivo Geral ..................................................................................................................... 2
1.1.2. Objectivos Específicos .......................................................................................................... 2
1.2. Metodologia .................................................................................................................................. 2
2. REFERENCIAL TEÓRICO ................................................................................................................. 3
2.1. Origens do Leasing ....................................................................................................................... 3
2.2. Conceitos de Leasing .................................................................................................................... 3
2.3. Caracterização do Leasing ............................................................................................................ 4
2.4. Formas de Leasing ........................................................................................................................ 5
2.4.1. Leasing financeiro ................................................................................................................. 5
2.4.2. Leasing operacional .............................................................................................................. 7
2.4.3. Leaseback .............................................................................................................................. 8
2.5. Tipos de contrato de Leasing ........................................................................................................ 8
2.6. Vantagens e Desvantagens do Leasing ......................................................................................... 9
2.7. Classificação contabilística do arrendamento mercantil ............................................................... 9
2.8. Finalidade do Leasing ................................................................................................................. 10
2.9. Leasing Internacional E Leasing Importação .............................................................................. 10
2.9.1. Leasing Internacional .......................................................................................................... 11
2.9.2. Leasing Importação ............................................................................................................. 11
3. CONCLUSÃO .................................................................................................................................... 13
4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................................ 14
1

1. INTRODUÇÃO

O leasing, também conhecido como arrendamento mercantil, é uma modalidade de financiamento


amplamente utilizada no mundo dos negócios para a aquisição de bens móveis e imóveis. Esse
instrumento financeiro proporciona flexibilidade e eficiência para empresas e indivíduos que
buscam usufruir de um bem sem a necessidade de adquirir a sua propriedade de forma imediata.
Através de contratos de leasing, o arrendatário obtém o direito de utilizar o bem por um período
específico, em troca de pagamentos periódicos, enquanto o arrendador permanece com a
titularidade do bem.

A popularidade do leasing deve-se, em grande parte, às suas vantagens em termos fiscais e de


gestão de capital. Em muitos casos, ele permite às empresas acessarem activos essenciais para as
suas operações sem comprometerem a liquidez, ao mesmo tempo em que mantêm a possibilidade
de adquirir o bem ao final do contrato. Esse mecanismo é particularmente atraente para pequenas
e médias empresas que precisam de equipamentos de alto custo, como máquinas e veículos, mas
que podem não dispor dos recursos para uma compra à vista.

No contexto moçambicano, o leasing tem ganhado relevância como uma alternativa viável para
fomentar o crescimento económico e a modernização do sector empresarial. Empresas de
diferentes segmentos encontram no arrendamento mercantil uma solução para ampliar suas
capacidades produtivas, modernizar suas infraestruturas e expandir suas operações, sem a pressão
de imobilizar capital substancial na compra direta de bens.

Dessa forma, o leasing destaca-se como uma ferramenta estratégica que facilita o acesso a bens
essenciais para o desenvolvimento empresarial, contribuindo para a melhoria da competitividade
e eficiência no mercado. A sua utilização, no entanto, requer uma análise cuidadosa dos termos
contratuais, dos custos envolvidos e das implicações fiscais, para garantir que os benefícios
superem os encargos.
2

[Link]
1.1.1. Objectivo Geral
 Compreender o Leasing.

1.1.2. Objectivos Específicos


 Definir Conceitos do Leasing;
 Apresentar a origem do leasing e os diferentes tipos de leasing;
 Caracterizar de forma clara e objectiva os diferentes tipos de leasing;

[Link]
Para a realização de qualquer trabalho de índole científico, pressupõem a utilização de métodos
que possam de alguma forma orientar o pesquisador durante a colecta de dados.

Segundo Lundin (2016), “a Metodologia é uma exposição que o pesquisador faz sobre os passos
a serem seguidos no desenvolvimento do trabalho, com a identificação dos métodos e técnicas a
serem usados para tal” (p. 39).

Para a realização do seguinte trabalho usou-se o método bibliográfico. De acordo com (Feitas,
2013), a Pesquisa Bibliográfica é aquela elaborada a partir de material já publicado, constituído
principalmente de: Livros, Revistas, Monografias, Dissertações, Teses ou Internet com o objectivo
de colocar o pesquisador em contacto directo com todo material já escrito sobre o assunto da
pesquisa. Para a realização pesquisa aqui referida recorreu-se fundamentalmente a obras e
legislação existentes, como ponto de partida para a compreensão do fenómeno em estudo (p. 54).

Neste contexto a recolha de informação teórica foi feita com base em obras credíveis: Livros
baixados na internet, com o objectivo de entender os aspectos ligados ao tema em análise.
3

2. REFERENCIAL TEÓRICO
[Link] do Leasing
As origens do leasing remontam a tempos antigos, com indícios de práticas semelhantes
encontradas em civilizações como a Suméria e a Babilónia, onde arrendamentos de terras e bens
eram comuns. No entanto, o leasing moderno, como é conhecido actualmente, surgiu no século
XIX nos Estados Unidos, impulsionado pela revolução industrial e a necessidade crescente de
máquinas e equipamentos.

Acredita-se que a primeira aplicação formal do leasing tenha ocorrido em 1877, quando a Bell
Telephone Company começou a alugar equipamentos telefônicos para seus clientes. Esse modelo
permitia que os usuários utilizassem os equipamentos sem a necessidade de comprá-los, um
conceito inovador para a época.

O leasing continuou a evoluir ao longo do século XX, expandindo-se para diferentes tipos de bens,
como veículos, imóveis, e equipamentos industriais. Durante o pós-guerra, especialmente nas
décadas de 1950 e 1960, o leasing se consolidou como uma importante ferramenta financeira em
países como os Estados Unidos e o Reino Unido. Esse crescimento foi motivado pelo aumento da
demanda por equipamentos caros, como aeronaves e máquinas industriais, que eram essenciais
para o desenvolvimento de grandes empresas, mas representavam um investimento significativo
para muitas delas.

Segundo Sayed-Mouchaweh et al. (2019), o leasing proporciona uma vantagem significativa ao


permitir que as empresas mantenham seus fluxos de caixa enquanto utilizam bens essenciais para
suas operações, sem a necessidade de imobilizar capital significativo na compra desses activos.
Além disso, Bomfim (2003) ressalta que o leasing oferece benefícios fiscais e flexibilidade, fatores
que têm contribuído para sua ampla aceitação nos mercados financeiros globais.
[Link] de Leasing
Locação financeira ou arrendamento mercantil, também conhecido pelo termo em inglês leasing,
é um contrato através do qual a arrendadora ou locadora (a empresa que se dedica à exploração de
leasing) adquire um bem escolhido por seu cliente (o arrendatário, ou locatário) para, em seguida,
alugá-lo a este último, por um prazo determinado. Ao término do contrato o arrendatário pode
optar por renová-lo por mais um período, por devolver o bem arrendado à arrendadora (que pode
4

exigir do arrendatário, no contrato, a garantia de um valor residual) ou dela adquirir o bem, pelo
valor de mercado ou por um valor residual previamente definido no contrato.

Segundo Silva (2010), o leasing é um contrato e as partes desse contrato são denominadas
“arrendador” e “arrendatário”, conforme sejam, de um lado, um banco ou sociedade, de outro, o
cliente. O objecto do contrato é a aquisição por parte do arrendador, de bem escolhido pelo
arrendatário para sua utilização. O arrendador é, portanto, o proprietário do bem, sendo que a posse
e o usufruto, durante a vigência do contrato, são do arrendatário. O contrato de arrendamento
mercantil pode prever ou não a opção de compra, pelo arrendatário, do bem de propriedade do
arrendador.

De acordo com o artigo 1022˚ do CC, Locação é o contrato pelo qual uma das partes se obriga a
proporcionar à outra o gozo temporário de uma coisa, mediante retribuição.

Na teoria, o leasing é um instituto jurídico que foi criado por uma evolução contratualista
americana após a guerra, na qual admite-se que uma pessoa física ou jurídica use certo
equipamento comercial ou industrial (inclusive, imóveis) por intermédio de um arrendador por
prazo determinado.

Na prática, funciona assim: imagine que você quer comprar um carro. Daí, o banco compra o carro
e financia para você. O carro será seu apenas quando você pagar tudo que deve ao banco. O
Leasing, portanto, funciona de forma muito parecida à um empréstimo bancário.

Esta operação se assemelha, no sentido financeiro, a um financiamento que utilize o bem como
garantia e que pode ser amortizado num determinado número de "aluguéis" (prestações)
periódicos, acrescidos do valor residual garantido e do valor devido pela opção de compra.

[Link]ção do Leasing
De acordo com Niyama e Silva (2008), as operações de leasing podem ser definidas como
transações celebradas entre o proprietário de um determinado bem, denominado de arrendador,
que concede o uso desse a um terceiro, conhecido como arrendatário, por um determinado período
de tempo, estipulado num contrato. Ao final deste prazo, o arrendatário tem a opção de adquirir o
bem, devolvê-lo ou prorrogar o contrato.
5

Do ponto de vista contábil, as transações de leasing fizeram surgir a difícil tarefa de determinar o
ponto no qual uma simples “locação” se transformava na compra de um determinado ativo, assim
manifestando as primeiras discussões de quem deveria capitalizar o ativo como bem objeto de
leasing. Essa discussão diz respeito à prevalência da essência econômica sobre a forma jurídica
dos contratos de leasing.

Martins, Vasconcelos e Souza (2008) afirmam que, ao considerar a parte legalista do contrato, o
bem não pode ser contabilizado no patrimônio da arrendatária, pois esta não possui a sua
propriedade legal, dessa forma, o ativo continuaria fazendo parte dos ativos da arrendadora. Por
outro lado, ainda de acordo com os autores, se observarmos a essência da operação, a visão
econômica dos ativos, a arrendatária é quem deveria registrar o ativo em seu patrimônio, pois é
esta quem usufruirá dos benefícios econômicos futuros desses ativos objetos de leasing (Martins;
Vasconcelos; Souza, 2008).

Em meio a tal discussão, Hendriksen e Van Breda (1999) afirmam que o Accounting Principles
Board - APB, principal órgão americano responsável pela emissão de pronunciamentos e
princípios contábeis entre 1959 e 1973, tendo como objetivo melhorar o entendimento sobre a
determinação de como os contratos de leasing deveriam ser capitalizados nos balanços dos
arrendatários e arrendadores, publicou o APB 5, em 1964, onde introduziu a classificação dos
contratos em: leasing operacional e leasing financeiro. Sendo esta classificação disseminada até
então.

[Link] de Leasing
Existem 3 formas de leasing :

 Leasing Financeiro
 Leasing Operacional
 Leasing Leaseback
2.4.1. Leasing financeiro
O leasing financeiro é aquele em que há transferência substancial dos riscos e benefícios inerentes
à propriedade de um ativo, por um período de tempo, geralmente equivalente à vida útil do bem.
O título de propriedade pode ou não vir a ser transferido, no entanto, esse contrato prevê a possível
transferência da propriedade do bem ao fim do período acordado, ou seja, essa operação em sua
6

essência é similar a um financiamento. Com isso, a empresa arrendatária registar o bem em seu
património como activo e a obrigação dos pagamentos das parcelas acordadas correspondentes no
passivo.

O leasing financeiro, uma das modalidades mais comuns, caracteriza-se pelo fato de o bem
arrendado ser registrado como ativo no balanço do arrendatário, o qual assume a responsabilidade
pelos custos de manutenção e risco do uso do bem. Nesse tipo de arrendamento, o valor dos
pagamentos efetuados pode ser deduzido como despesa, proporcionando vantagens fiscais para o
arrendatário (Oliveira, 2012).

O leasing financeiro se diferencia do operacional por inexistência de cláusula de prestação de


serviços. É uma espécie de locação com a opção de devolução ou compra do bem, bem como de
renovação do contrato ao fim dele. Caso a arrendatária resolva comprar o bem, pagará um valor
residual preestabelecido no contrato.

A operação não pode, a princípio, ser cancelada por nenhuma das partes, e o risco de obsolescência
do bem é assumido pelo arrendatário, pois este garante o preço mínimo de revenda (VRG - Valor
Residual Garantido), independente do valor de mercado.

Podem ser objecto de arrendamento bens móveis, de produção nacional ou estrangeira e bens
imóveis adquiridos pela entidade arrendadora para fins de uso próprio da arrendatária, segundo as
especificações desta.

para que o arrendamento seja classificado como financeiro, além da característica supracitada
anteriormente, é necessário que não seja cancelável, e atenda no mínimo um dos seguintes
critérios:

i) O direito de propriedade será transferido ao arrendatário ao final do prazo do


arrendamento, ou quando for exercida uma opção vantajosa de compra;
ii) O prazo do arrendamento corresponde pelo menos 75% da vida útil do ativo, a menos
que o prazo comece dentro dos últimos 25% dessa vida útil; e
iii) No início do contrato, o valor presente dos pagamentos mínimos de arrendamento, seja
igual ou superior a 90% do valor justo da propriedade arrendada para o arrendador
(reduzido por qualquer crédito fiscal por investimento a ser utilizado pelo arrendador). Tal
7

como ocorre com o segundo critério, esse critério não é relevante caso o prazo do
arrendamento comece dentro dos últimos 25% da vida útil do ativo.

O Leasing financeiro se divide em:

a) leasing mobiliário

Neste tipo de leasing, os bens a serem arrendados são automóveis, computadores, aeronaves,
máquinas, enfim, bens em geral (leasing de bens em geral que tenham movimentação própria ou
possam ser removíveis por forças alheias sem causar danos às suas características).

Participam deste processo o arrendatário que indica o fornecedor, no qual o arrendador


(arrendadora) compra o bem que será pago à vista e o arrenda para uso do próprio arrendatário.

b) leasing imobiliário

Este tipo de arrendamento é caracterizado por uma operação imobiliária onde o futuro arrendatário
deseja arrendar, por exemplo, o imóvel já construído e pronto para o uso, ou até mesmo o terreno
(leasing de bens que não podem ser removidos por forças alheias sem causarem danos às suas
características).

2.4.2. Leasing operacional


É uma modalidade mais rápida que a citada no tópico anterior – ele tem um tempo mínimo de
contrato de apenas 90 dias. Depois, quando o período vence, é possível realizar a compra do bem
pelo valor de mercado actual.

No leasing operacional, portanto, não há a transferência de riscos e benefícios entre arrendador e


arrendatário, referente à propriedade do ativo, isso porque nessa modalidade, a empresa
arrendadora transfere apenas o direito de uso do bem arrendado, por determinado período, onde
geralmente, no fim do contrato, a arrendatária devolve o bem à arrendadora.

Esse tipo de contrato é semelhante ao de um aluguel. Assim, o bem objeto de leasing continua
registrado no patrimônio da arrendadora e a empresa arrendatária apenas faz a contabilização das
despesas dos pagamentos das parcelas contratadas, ou seja, não há nenhum registro em seu balanço
referente ao bem.
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No Leasing Operacional, ou, Operational Lease como conhecido no exterior, não há nenhum
residual. Muitos contratos de Operational Lease são intermediados por instituições financeiras que
através de parcerias com produtores de maquinas ou equipamentos, negociam um leasing
operacional entre o banco e seu cliente. No final, o banco vende o bem novamente ao produtor da
maquina, através de negociação previa.

Considera-se arrendamento mercantil operacional a modalidade em que:

 As contraprestações a serem pagas pela arrendatária (usuário do bem) contemplem o custo


de arrendamento do bem e os serviços inerentes a sua colocação à disposição da
arrendatária, não podendo o valor presente dos pagamentos ultrapassar 90% (noventa por
cento) do custo do bem;
 O prazo contratual seja inferior a 75% do prazo de vida útil económica do bem;
 O preço para o exercício da opção de compra seja o valor de mercado do bem arrendado;
 Não haja previsão de pagamento de Valor Residual Garantido (VRG) e
 As despesas de manutenção, assistência técnica e serviços correlatos à operacionalidade do
bem arrendado podem ser de responsabilidade da arrendadora ou da arrendatária.

2.4.3. Leaseback
O leaseback, ou leasing de retorno, é a modalidade na qual a arrendatária, sendo proprietária de
um bem, vende-o à arrendadora e esta o aluga àquela. Geralmente ocorre quando uma empresa
necessita de capital de giro. Ela vende seus bens a uma empresa que aluga de volta os mesmos.
Essa modalidade está disponível apenas para arrendatários pessoas jurídicas .

[Link] de contrato de Leasing


De acordo com Furtuna (2005), existem dois tipos de contratos de Leasing:

 Rendas Constantes antecipadas

 Rendas Constantes postecipadas

As rendas constantes antecipadas são contratos de leasing em que os valores são pagos no início
de cada período(por exemplo: inicio do mês ou do trimestre). No caso das rendas constantes
postecipadas o s valores são pagos no final de cada período e não no ínicio. A fórmula de cálculo
do valor a pagar difere consoante o tipo de renda.
9

[Link] e Desvantagens do Leasing


Vantagens para os locatários:

 É possível financiar até 100% do bem considerando todos os encargos legais;

 Possibilidade de escolher o equipamento ou imóvel, bem como o fornecedor do mesmo,


negociando descontos de pronto pagamento;

 Rapidez de resposta e processo administrativo simples;

 Facilita a renovação tecnológica, evitando a obsolescência, nos casos de celebração de


contratos por prazos inferiores à vida útil fiscal dos bens;

 Existência de opção de aquisição do equipamento ou imóvel no final do contrato, mediante


o pagamento do valor residual acordado inicialmente;

 Na transacção há a isenção do imposto selo na comissão de abertura e juros do leasing.


Levando em conta que normalmente são mais baratos do que os financiamentos comuns.

Desvantagens para os locatários:

 Não fornece o direito de propriedade, enquanto decorre o contrato. Tal facto poderá
assumir uma situação vantajosa, caso o locatário tenha a intenção de não adquirir o bem,
optando por sua renovação por tecnologia mais recente;

 Penalizações significativas por incumprimentos contratuais, ou por exemplo, por resolução


antecipada do contrato.

[Link]ção contabilística do arrendamento mercantil


Para um arrendamento mercantil ser considerado financeiro ou operacional, vai depender da
essência da transacção, e não da forma do contrato. Existem situações que nos levam a classificar
normalmente um arrendamento mercantil como financeiro. São elas:

a) O arrendamento mercantil transfere a propriedade do activo para o arrendatário no fim do


seu prazo;
b) O arrendatário tem a opção de comprar o activo por um preço que se espera seja
suficientemente mais baixo do que o valor justo à data em que a opção se torne exercível,
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de forma que, no início do arrendamento mercantil, seja razoavelmente certo o exercício


da opção;
c) O prazo do arrendamento mercantil refere-se à maior parte da vida económica do activo
mesmo que a propriedade não seja transferida;
d) No início do arrendamento mercantil, o valor presente dos pagamentos mínimos deste
totaliza, pelo menos substancialmente, todo o valor justo do activo arrendado;
e) Os activos arrendados são de natureza especializada de tal forma que apenas o arrendatário
pode usá-los sem grandes modificações;
f) Se o arrendatário puder cancelar o arrendamento mercantil, as perdas do arrendador
associadas ao cancelamento são suportadas pelo arrendatário;
g) Os ganhos ou as perdas da flutuação no valor justo do valor residual são atribuídos ao
arrendatário; e
h) O arrendatário tem a capacidade de continuar o arrendamento mercantil por um período
adicional com pagamentos que sejam substancialmente inferiores ao valor de mercado.

[Link] do Leasing
O leasing permite duas opções no final do contrato

 Devolver a viatura à empresa de locação financeira;


 Exercer o direito de opção de compra, adquirindo a viatura mediante o pagamento do
respectivo valor residual pré-estabelecido no acordo de locação financeira.

Actualmente, já é possível efectuar leasing por prazos bastantes superiores aos prazos legalmente
definidos de vida útil do bem a adquirir. No exemplo de um leasing automóvel é possível contrair
financiamento por prazos até 96 meses com alguma facilidade.

Mesmo no que concerne ao valor do financiamento é possível financiar o bem adquirir até 100%
(semelhante aos contratos de crédito pessoal) e ainda, com alguma regularidade e com o objectivo
de amenizar o peso da renda é possível contratar um leasing com valor residual até 30% do capital
financiado.

[Link] Internacional E Leasing Importação


O Leasing internacional e o Leasing importação são instrumentos financeiros que estão
interligados, por isso, muitas vezes são utilizados como expressões sinônimas por alguns autores.
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2.9.1. Leasing Internacional


Em termos financeiros a operação de Leasing internacional é igual as de Leasing nacional, a
diferença está na origem dos recursos financeiros. No Leasing nacional a arrendadora está em
Moçambique e no Leasing internacional a arrendadora está no exterior, sendo que esta é a
proprietária do bem.

No Leasing internacional as partes efetivam um contrato que envolve uma empresa em


Moçambique e outra localizada no exterior, sendo que o bem fica em propriedade da empresa do
Leasing. (Azevedo, 1995).

As operações de Leasing são regulamentadas basicamente pela Lei 28/91 de 31 de Dezembro, pelo
Decreto n.° 45/94 de 12 de Outubro, aprovado pelo conselho de ministros e publicado no Boletim
da República de Moçambique aos 12 de Outubro de 1994.

As operações de Leasing internacional são basicamente regidas pelas normas do Leasing


financeiro, onde se têm como característica o fato que ocorrido o prazo mínimo da operação, o
arrendatário tem a opção de compra do bem por um valor residual ou ainda pelo valor de mercado
do bem arrendado, o que diz Fortuna (2005, p. 288): “o prazo mínimo da operação é de dois anos,
e o valor a ser considerado no contrato é FOB (sem as despesas de transporte e importação), sobre
o qual incidem as taxas internacionais”.

2.9.2. Leasing Importação


O Leasing importação é a operação pela qual o cliente localizado Moçambique adquiri máquinas
ou equipamentos cujo fornecedor se encontra no exterior. O cliente escolhe o bem, negocia o preço
diretamente com o próprio fornecedor. O banco paga o bem no exterior, providencia a importação
através de um despachante aduaneiro, nacionaliza e o arrenda para o cliente.

Nesta ordem, pode-se notar que não há restrições aos bens que serão importados, não se colocou
qualquer condição, para o arrendamento dos bens produzidos no exterior. A intenção é de abrir
fronteiras para o processo universal da globalização da economia, arredondando as barreiras que
antes serviam como pretexto de proteger a produção e o desenvolvimento interno, que na verdade
só serviam para atravancar o desenvolvimento social e burocratizar a economia, o estado vem se
retirando em todos os setores que envolvem a economia, paralelamente e em maior extensão os
desempenhados pela iniciativa privada. (Rizzardo, 2000, p. 147).
12

O Leasing importação é a operação realizada entre uma empresa do país, que necessita de bens do
exterior e uma empresa de Leasing também sediada no país, que importa sob sua responsabilidade
os bens, passando a ser proprietária. (Azevedo, 1995).

O Leasing de importação pode ser realizado por bancos estrangeiros ou Nacionais que utilizam
um contrato de Leasing internacional, cujo foro deverá ser o do país exportador do bem, salvo
acordo em contrário entre as partes (Murta, 2005). É o que diz Sosa (1996, p.81) “Fica o contrato
vinculado a um foro internacional que adotará, para dirimir dúvidas e pendências, o sistema
jurídico do país ao qual se vincule, por deliberação das partes, o respectivo contrato”.
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3. CONCLUSÃO
Em conclusão, o leasing surge como uma alternativa financeira estratégica, proporcionando
flexibilidade e eficiência tanto para empresas quanto para indivíduos que desejam utilizar bens
móveis e imóveis sem a necessidade de adquirir sua propriedade imediatamente. No contexto
moçambicano, essa modalidade de arrendamento mercantil tem mostrado seu valor, permitindo
que empresas acessem bens essenciais para o seu crescimento e modernização sem comprometer
a liquidez.

As vantagens do leasing, como os benefícios fiscais e a preservação do fluxo de caixa, tornam-no


especialmente atrativo para pequenas e médias empresas que buscam expandir suas operações.
Contudo, para maximizar esses benefícios, é fundamental uma análise criteriosa dos contratos,
levando em consideração os custos envolvidos e as implicações fiscais, para evitar que os encargos
superem os ganhos. Além disso, compreender as diferentes modalidades de leasing, como o
financeiro, operacional e leaseback, é crucial para que as empresas possam escolher a opção que
melhor se adequa às suas necessidades.

O leasing, com suas diversas formas e modalidades, continua sendo uma ferramenta relevante no
cenário financeiro global, adaptando-se às demandas do mercado e às necessidades das empresas.
Ao fim, sua utilização, quando bem planejada e executada, contribui não apenas para o crescimento
empresarial, mas também para a dinamização da economia como um todo, especialmente em
países em desenvolvimento como Moçambique.
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4. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Bomfim, M. O. (2003). Understanding Credit Derivatives and Related Instruments. Academic
Press.
Fortuna, E. (2005). Mercado financeiro: produtos e serviços. 16. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark.

Niyama, J. K.; Silva, C. A. T. (2008). Teoria da Contabilidade. São Paulo: Ed. Atlas.

Rizzardo, A. (2000). Arrendamento mercantil no Direito Brasileiro. 4. ed. São Paulo: Revista dos
tribunais.

Rosenberg, B. (1989). Lease Financing and Market Development. Harvard Business Review,
67(1), 122-130.

Sayed-Mouchaweh, M., et al. (2019). Lease Financing and Economic Growth: A Conceptual
Framework. Journal of Finance and Economics, 7(3), 45-58.
Silva, M. A. (2010). Noções Básicas de Leasing: Aspectos Jurídicos e Contábeis. Lisboa: Editora
Jurídica.

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