Modelagem com Cálculo Diferencial II
Modelagem com Cálculo Diferencial II
CATÓLICA DO PARANÁ
Modelagem de Problemas usando
Cálculo Diferencial e Integral II
Material produzido pelos Professores Dra. Izabela Patrício Bastos, Dra. Mara Francieli Motin
e Me. Olimpio de Paula Xavier com a colaboração da Professora Dra. Karla Cristiane Arsie para
a disciplina de Modelagem de Problemas usando Cálculo Diferencial e Integral II, dos cursos de
direcional.
Integrais múltiplas.
Sumário
1.6 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
2.3 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 42
3 DERIVADAS PARCIAIS 44
3.1 Interpretação geométrica da derivada parcial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 44
3.3 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 51
6 FUNCÕES COMPOSTAS 64
6.1 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 68
7 DERIVADA DIRECIONAL 70
7.1 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 76
2
8 MÁXIMOS E MÍNIMOS 80
8.1 Máximos e mínimos relativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 80
8.3 Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91
9 INTEGRAIS DUPLAS 94
9.1 Integral Dupla . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 94
Referências 126
Capítulo 1
1.1 Introdução
As funções estão presentes em todas as atividades, mesmo que não se tenha consciência disso.
Por exemplo, o valor da conta de luz depende da quantidade de energia gasta, a dose de remédio
que é dada a uma criança depende do seu peso, o valor para fazer cópias de um material depende
A noção de função permite, enm, descrever e analisar relações de dependência entre variáveis.
Entretanto podem ocorrer situações diferentes, como por exemplo, funções de mais de uma
Considera-se, frequentemente, que a produção Q de uma fábrica seja função do capital investido
K e da força de trabalho L. A expressão que representa essa função é:
Q(K, L) = A K α L1−α
4
CAPÍTULO 1. FUNÇÕES DE VÁRIAS VARIÁVEIS
em que A é uma constante positiva e 0<α<1 são especialmente úteis em análise econômica.
Para iniciar o estudo de funções de várias variáveis, é importante formalizar alguns conceitos
no IRn .
1. Espaço IRn
Chama-se espaço IRn ou apenas IRn o conjunto de todos os pontos que podem ser representados
por uma n−upla de números reais:
2. Distância
Uma distância em IRn é uma função d : IRn ×IRn → IR que associa a cada par (P, Q) ∈ IRn ×IRn
um único número real d(P, Q) chamado de distância entre P e Q e tal que, para quaisquer P
e Q em IRn se tenha:
Distância Euclidiana:
q
d : IR2 → IR : d(P, Q) = (xQ − xP )2 + (yQ − yP )2 = ∥(xQ , yQ ) − (xP , yP )∥
q
d : IR3 → IR : d(P, Q) = (xQ − xP )2 + (yQ − yP )2 + (zQ − zP )2 = ∥(xQ , yQ , zQ ) − (xP , yP , zP )∥
3. Vizinhança de raio δ
Uma vizinhança de raio δ>0 do ponto P0 no IRn é o conjunto dos pontos P ∈ IRn tais que
obs.: Uma vizinhança de raio δ também é chamada de bola aberta de raio δ e denotado por
Bδ (P0 ).
4. Ponto Interior
Seja X ⊂ IRn . Diz-se que um ponto P0 é um ponto interior do conjunto X se existir uma
5. Ponto Exterior
Seja X ⊂ IRn . Diz-se que um ponto P0 é um ponto exterior do conjunto X se existir uma
6. Ponto de Fronteira
Seja X ⊂ IRn . Diz-se que um ponto P0 ∈ IRn é um ponto de fronteira do conjunto X se
n
qualquer vizinhança de raio δ > 0 do ponto P0 ∈ IR contém pontos do conjunto X e do
complementar de X.
obs.: Os pontos de fronteira formam a fronteira do conjunto X.
7. Ponto Isolado
Seja X ⊂ IRn . Diz-se que um ponto P0 é um ponto isolado do conjunto X se existe uma
8. Conjunto Discreto
É um conjunto que possui apenas pontos isolados.
9. Pontos de Acumulação
Seja X ⊂ IRn . Diz-se que um ponto P0 é um ponto de acumulação do conjunto X se existe
Seja A ⊂ IRn . A é aberto de todos os seus pontos são pontos interiores, ou seja,
IntA = A.
(b) Conjunto Fechado
aberto.
Exemplo 3. Identicar quais dos conjuntos seguintes são bolas abertas em IR2 ou IR3 , de-
terminando em caso positivo, o centro e o raio
(a) x2 + y 2 − 2y < 3
(b) x2 + y 2 + z 2 + 6z < 0
(c) x2 + y 2 < z 2
Denição 1. Uma função real de várias variáveis reais é uma função f que associa a cada ponto
P (x1 , x2 , ..., xn ) ∈ IRn um único real w através da relação w = f (P ).
Domínio
Denição 2. Chama-se domínio da função f de n variáveis, o conjunto D dos pontos
D = {P ϵ IRn /w = f (P )}
2. f (x, y) = xln(y 2 − x)
Imagem
Denição 3. Chama-se imagem da função f de n variáveis, o conjunto dos pontos possíveis de
f.
mente o domínio.
Grácos
Denição 4. Se f é uma função de duas variáveis com domínio Df , então o gráco de f é o
conjunto de todos os pontos (x, y, z) no IR3 tal que z = f (x, y) e (x, y) ∈ D.
Para construirmos o gráco da função z = f (x, y), podemos usar as seguintes técnicas:
Técnica 1. Se for possível reconhecer a superfície (ou parte dela) cuja equação é dada por
1. z = 9 − x2 − y 2
p
Considerando z ≥ 0, podemos escrever que representa uma superfície esférica de raio 3. Para
z ≥ 0, temos uma semi-esfera.
2. z = 2 − x − y
3. Determine a imagem de f .
Obs: Denomina-se traço de uma superfície a intersecção da superfície com um dos três planos
coordenados ou um plano paralelo a um deles. Um traço xOy consiste em todos os pontos comuns
z = x 2 + y 2 + 2
z = 0
x2 + y 2 = −2
Não existe tal interseção.
z = x 2 + y 2 + 2
y = 0
z = x2 + 2
parábola
z = x 2 + y 2 + 2
x = 0
z = y2 + 2
parábola
Gráco de z = x2 + y 2 + 2
2. z =
p
x2 + y 2
p
z = x 2 + y 2
z = 0
x2 + y 2 = 0
Ponto (0, 0)
p
z = x 2 + y 2
y = 0
√
z= x2 = |x|
p
z = x 2 + y 2
x = 0
p
z= y 2 = |y|
Gráco de z =
p
x2 + y 2
Uma curva de nível f (x, y) = k é o conjunto de todos os pontos do domínio da f nos quais o
Observação 2. No caso de funções de três (ou mais variáveis), o conjunto dos pontos (x, y, z) ∈ D
tais que f (x, y, z) = k , constante, é chamado de superície de nível de f
9 − x2 − y 2 = k → x2 + y 2 = 9 − k
√
9 − k = R2 → R = ± 9 − k → 9 − k ≥ 0 ∴ k ≤ 9
k = 9 → x2 + y 2 = 0 → (0, 0)
k = 8 → x2 + y 2 = 1 → R = 1
k = 5 → x2 + y 2 = 4 → R = 2
k = 0 → x2 + y 2 = 9 → R = 3
b) mapa topográco.
c) gráco
superfície terrestre, onde as curvas de nível representam a altura em relação ao nível do mar. Este
Denição 6. De modo análogo ao das curvas de nível k, podemos denir as superfícies de nível
k da função w = f (x, y, z) como sendo a superfície resultante da interseção w = k com a função w
projetada no espaço IR3 .
2. g(x, y) =
p
9 − x2 − y 2
3. h(x, y) = x2 + y 2
1.6 Exercícios
b) O volume de água necessário para encher uma piscina redonda de x metros de raio e y metros
de altura.
largura a e comprimento b.
d) A quantidade, em metros quadrados, de papel de parede necessária para revestir as paredes
quarto é z metros.
2) Uma loja vende um certo produto P de duas marcas distintas, A e B. A demanda do produto
com marca A depende de seu preço e do preço da marca competitiva B. A demanda do produto
com marca A é:
Escrever uma função que expresse a receita total mensal da loja, obtida com a venda do produto
P.
a) z =3−x−y
b) f (x, y) = 1 + x2 + y 2
p
c) z = 9 − (x2 + y 2 )
2 +y 2 +z 2
d) w = ex
p
e) f (x, y, z) = x2 + y 2 + z 2
f) f (x, y) = 2x + 5y − 4
g) z = x2 + y 2 − 2
h) f (x, y) = 2x2 + 5y
i) w = 4 + x2 + y 2
j) f (x, y) = 4 − x2 − y 2
i) w=√ 1
9−x2 −y 2 −z 2
2
j) z =y−1−x
a) f (1, −1)
b) f (a, x)
f (x+h,y)−f (x,y)
c)
h
f (x,y+k)−f (x,y)
d)
k
p
8) Seja S a superfície denida por z =2+ x2 + y 2 .
a) Identique a interseção de S com o plano z = k, quando k < 2, k = 2 e k > 2.
b) Identique a interseção de S com os planos xOz e yOz .
c) Faça um esboço de S.
9) Desenhe as curvas de nível e esboce o gráco de cada uma das funções dadas abaixo.
a) f (x, y) = x2 + y 2
b) f (x, y) = 1 − x2 − y 2
c) z = x2 , −1 ≤ x ≤ 1 e y≥0
d) g(x, y) = x + 2y + 3
10) Se T (x, y) for a temperatura em um ponto (x, y) sobre uma placa delgada de metal no plano
xOy , então as curvas de nível de T são chamadas de curvas isotérmicas ou isotermas. Todos os
pontos de tal curva têm a mesma temperatura. Suponha que uma placa ocupa o primeiro quadrante
e T (x, y) = xy .
a) Esboce as curvas isotérmicas sobre as quais T =1 e T = 3.
b) Uma formiga especial, inicialmente em (1, 4), anda sobre a placa de modo que a temperatura
ao longo de sua trajetória permanece constante. Qual é a trajetória descrita pela formiga e qual é
P, o volume V e a temperatura T de um
11) De acordo com a lei dos gases ideais, a pressão
gás ideal connado estão relacionados pela fórmula P V = kT , para uma constante k. Expresse P
como função de V e T. Descreva as curvas de nível associadas a essa função. Qual o signicado
12) Em 1928, Charles Cobb e Paul Douglas publicaram um estudo no qual modelavam o cresci-
mento da economia norte-americana durante o período 1899 - 1922: Eles consideraram uma visão
capital investido. Apesar de existirem muitos outros fatores afetando o desempenho da economia,
tido. Verique que a produção dobrará se a quantidade de trabalho e a de capital investido forem
dobradas.
Respostas
√
1) a) x= H 2 + L2
b) V = πx2 y ; c) Q = 2a + 2b
d) Q = 2yz + 2xz
e) V = xyz
p
f) d = (u − x)2 + (v − y)2 + (w − z)2
p
g) T = (x − x0 )2 + (y − y0 )2 + (z − z0 )2
3) a) D = IR2 e Im = IR
b) D = IR2 e Im = {zϵIR/[1, ∞)}
c) D = {(x, y)ϵIR2 /x2 + y 2 ≤ 9} e Im = [0, 3]
3
d) D = IR e Im = [1, ∞)
3
e) D = IR e Im = [0, ∞)
f) D = IR2 e Im = IR
2
g) D = IR e Im = {zϵIR/[−2, ∞)}
2
h) D = IR e Im = IR
i) D = IR2 e Im = {zϵIR/[4, ∞)}
2
j) D = IR e Im = {zϵIR/[−∞, 4)}
4)
a) D = IR2
d) D = IR2
g) D = {(x, y)ϵIR2 /y ̸= 0}
h) D = {(x, y)ϵIR2 /y ̸= 0}
j) D = IR2
5)
a)
b)
c)
d)
e)
7) a) −1, b) a2 + 2x, c) 2x + h, d) 2
9)
a)
√
b) Curva de nível → circunferências de raio 1−k
c)
d)
10) a)
T = 1 → xy = 1 T = 3 → xy = 3
b) T (1, 4) = 4
kT
11) P = V
, isobáricas ou isóbaras
kT
V
= c → T = cV → retas que passam pela origem.
Neste capítulo trabalharemos com os conceitos de limite e continuidade para funções de duas
variáveis. A maioria dos conceitos e propriedades que serão abordados aqui foram estendidos dos
Denição 7. Seja f : IR2 → IR uma função de 2 variáveis. Diz-se que o limite da função f ,
quando (x, y) tende a P0 = (x0 , y0 ), é o número real L se, para todo número real ε > 0, existe em
correspondência um número real δ > 0, tal que se (x, y) ∈ B(P0 , δ) então sua imagem f (x, y) ∈
(L − ε, L + ε).
lim f (x, y) = L ⇔ ∀ε > 0, ∃δ > 0, tal que 0 < ∥(x, y) − (x0 , y0 )∥ < δ ⇒ |f (x, y) − L| < ε
(x,y)→(x0 ,y0 )
34
CAPÍTULO 2. LIMITES DE FUNÇÕES DE VÁRIAS VARIÁVEIS
f (x, y) L1
(d) lim = , L2 ̸= 0.
(x,y)→(x0 ,y0 ) g(x, y) L2
FUNÇÃO LIMITADA
Denição 8. Diz-se que f é limitada em A ⊂ D, se existir um M > 0 tal que, ∀ x em A
|f (x)| ≤ M , em que M = max(|a|, |b|) onde a Im ⊂ [a, b].
p p p
y 2 ≤ x2 + y 2 → |y| ≤ x2 + y 2
x2 + y 2 (dividindo por x2 + y 2 )
p p
0 ≤ |y| ≤
|y|
0≤ p ≤ 1 (mas |y| = y pois y ≥ 0)
x2 + y 2
Como 0 ≤ √ y
≤ 1 , f (x, y) é limitada.
x2 +y 2
Propriedade 2. As propriedades a seguir também nos ajudam na resolução de limite sem precisar
da denição:
2. Se lim f (x, y) = 0 e se |g(x, y)| ≤ M, para ∥(x, y) − (x0 , y0 )∥ < δ , onde M, δ > 0 são
(x,y)→(x0 ,y0 )
reais xados então
lim f (x, y)g(x, y) = 0.
(x,y)→(x0 ,y0 )
Testes dos caminhos para a não existência de um limite: Se uma função f tem limites
diferentes ao longo de dois caminhos distintos no domínio da f quando (x, y) se aproxima de (x0 , y0 )
então
Mas atenção: Se os limites de f sobre dois caminhos distintos contidos em D, passando por
Lembre-se de que em uma variável, lim f (x) = L se, e somente se, lim f (x) = lim+ f (x) = L.
x→x0 x→x−
0 x→x0
Há, neste caso, apenas duas formas de aproximação de x para x0 , pela esquerda e pela direita.
2xy
Exemplo 18. Calcule, caso exista, o limite lim
(x,y)→(0,0) x2 + y 2
Note que nesta situação temos vários caminhos ou direções para nos aproximarmos da origem
conforme gura:
2x.x
lim
(x,y)→(0,0) x2+ x2
2x2
lim =1
(x,y)→(0,0) 2x2
Para a reta y = 2x
2x.2x
lim
(x,y)→(0,0) x2+ 4x2
4x2 4
lim 2
=
(x,y)→(0,0) 5x 5
Como os limites são diferentes por dois caminhos distintos, o limite não existe.
ATENÇÃO: A análise de limites por caminhos permite provar que o limite não existe.
COORDENADAS POLARES (
x = r cos θ
Para avaliar alguns limites também podemos usar mudança polar, a saber, .
y = rsenθ
Vantagens:
x2 − y 2
2) lim
(x,y)→(1,1) x − y
2x2 y
3) lim
(x,y)→(0,0) x2 + y 2
xy
4) lim
(x,y)→(0,0) x2 + y2
Exemplo 20. Avalie criticamente a resolução do estudante. Diga se a resolução está correta ou
incorreta, apresentando um argumento que justique sua resposta.
Numa avaliação somativa, uma das questões propostas foi a seguinte:
é contínua em (0,0).
Exemplo 24. Avalie criticamente as duas resoluções, identicando os erros e acertos (caso exis-
tam), apresentando argumentos que justiquem sua resposta.
se (x, y) ̸= (0, 0)
(
x2
x2 +y 2
f (x, y) =
L se (x, y) = (0, 0)
Como (0, 0) pertence ao domínio de f , precisamos vericar se o limite de f quando (x, y) tende
a (0, 0) existe. Faremos isso por coordenadas polares
x2 r2 cos2 (θ)
Substituindo x = rcos(θ) e x = rsen(θ) no limite temos lim = lim =
(x,y)→(0,0) x2 + y 2 r→0 r2
lim cos2 (θ) = cos2 (θ). Desta forma, para f ser contínua L = cos2 (θ).
r→0
2.3 Exercícios
a) lim xy 2 sen(xy)
(x,y)→( 12 ,π)
2
b) lim e2x−y
(x,y)→(1,−3)
c) lim ln(1 + x2 y 3 )
(x,y)→(0,0)
x2 − 2
d) lim
(x,y)→(0,0) 3 + xy
y+1
e) lim
(x,y)→(0,0) 2 − cos(x)
x4 − y 4
f) lim
(x,y)→(0,0) x2 + y 2
xy − y
g) lim 2
(x,y)→(1,2) x − x + 2xy − 2y
x2 − 2xy + 5y 2
h) lim
(x,y)→(0,0) 3x2 + 4y 2
x2 − 4x + 4
i) lim
(x,y)→(2,1) xy − 2y − x + 2
1
j) lim xsen( 2 )
(x,y)→(0,0) x + y2
x
k) lim p
(x,y)→(0,0) x + y2
2
x2
l) lim p
(x,y)→(0,0) x2 + y 2
x−y
m) lim √ √
(x,y)→(1,1) x− y
ex sen(y) − sen(y)
n) lim
(x,y)→(0,0) xy
x2 y
o) lim
(x,y)→(0,0) x2 + y 2
x 1
p) lim (1 + )y
(x,y)→(0,∞) sen(x) y
2
3x y
q) lim
(x,y)→(0,0) x4 + y 2
x3 − y 3
r) lim
(x,y)→(0,0) x2 + y 2
xy
s) lim
(x,y)→(0,0) y − x2
(
10 − x − 2y se (x, y) ̸= (1, 2)
5) Dada a função f (x, y) = ,
k se (x, y) = (1, 2)
a) Determine o lim f (x, y).
(x,y)→(1,2)
b) Determine o valor de k para que f (x, y) seja contínua em (1, 2).
Respostas
π2
1) a)
2
, b) e−7 , c) 0, d) − 23 , e) 1, f) 0, g)
2
5
, h) ∄, i) ∄, j) 0, k) ∄, l) 0, m) 2, n) 1, o) 0, p) 0, q)
∄, r) 0, s) ∄
2) É contínua
x2 y2
3) Contínua em
3
+ 2
≤1
4) Contínua em y<x
5) a) 5, b) k=5
DERIVADAS PARCIAIS
Para denirmos as derivadas parciais de uma função de duas ou mais variáveis vamos recorrer a
g(x) = f (x, b). Note que g é uma função com apenas uma variável x. Se g tem derivada em a
então a derivada parcial de f em relação a x em (a, b) é:
∂f
g ′ (a) = (a, b) = fx (a, b),
∂x
em que
g(a + h) − g(a) f (a + h, b) − f (a, b)
g ′ (a) = lim = lim = fx (a, b).
h→0 h h→0 h
∂f
Outras notações:
∂x
, fx , Dx f
De maneira análoga, xando x = a, seja g(y) = f (a, y), então a derivada parcial de f em
relação a y em (a, b) é:
∂f
g ′ (b) = (a, b) = fy (a, b),
∂y
em que
g(b + h) − g(b) f (a, b + h) − f (a, b)
g ′ (b) = lim = lim = fy (a, b).
h→0 h h→0 h
∂f
Outras notações:
∂y
, fy , Dy f
C1 , essa curva é o gráco da função g(x) = f (x, y0 ), de modo que a inclinação da reta tangente t1
′
em P0 é g (x0 ) = fx (x0 , y0 ). Da mesma forma, a curva C2 é o gráco da função g(y) = f (x0 , y) em
44
CAPÍTULO 3. DERIVADAS PARCIAIS
que tem a inclinação da reta tangente t2 é g ′ (y0 ) = fy (x0 , y0 ). Sendo assim, as derivadas parciais
fx (x0 , y0 ) e fy (x0 , y0 ) são as inclinações das retas tangentes em (x0 , y0 , z0 ) aos cortes C1 e C2 de S
nos planos y = y0 e x = x0 , respectivamente.
y = constante
∂z
tg(α) = ∂x
x = constante
∂z
tg(β) = ∂y
Exemplo 27. A temperatura do ponto (x, y) de uma chapa plana é dada por T (x, y) = 30 +
50 − x2 − y 2 , com T em graus Celsius e x e y em centímetros.
p
Se f é uma função de duas variáveis, suas derivadas parciais fx e fy são funções de duas va-
riáveis, sendo assim, podemos considerar novamente suas derivadas parciais, que são chamadas de
Seja w = f (x, y)
∂f ∂ ∂f ∂2f
∂x
= fx ⇒ ( )
∂x ∂x
= ∂x2
= fxx
∂2f
∂x2
= fxx → derivada parcial de fx em relação a x. Derivada de 2 ª ordem.
∂f ∂ ∂f ∂2f
∂x
= fx ⇒ ( )
∂y ∂x
= ∂y∂x
= fxy
∂2f
∂y∂x
= fxy → derivada parcial de fx em relação a y. Derivada mista.
∂f ∂ ∂f ∂2f
∂y
= fy ⇒ ( )
∂x ∂y
= ∂x∂y
= fyx
∂2f
∂x∂y
= fyx → derivada parcial de fy em relação a x. Derivada mista.
∂f ∂ ∂f ∂2f
∂y
= fy ⇒ ( )
∂y ∂y
= ∂y 2
= fyy
∂2f
∂y 2
= fyy → derivada parcial de fy em relação a y. Derivada de 2 ª ordem.
Quando as derivadas de segunda ordem são parcialmente deriváveis, suas próprias derivadas são
Exemplo 30. Seja a função f (x, y) = x3 y2 + x5 + y7 , determine fxx , fxy , fyx , fyy .
Teorema 1. Teorema de Clairaut-Schwarz: Suponha que f seja denida numa bola aberta D que
contenha (a, b). Se as funções fxy e fyx forem ambas contínuas em D (f de classe C 2 em D), então
Este teorema também é válido para derivadas de ordens superiores. Por exemplo: fxxy = fxyx =
fyxx e fxyy = fyxy = fyyx .
Exemplo 31. Calcule as derivadas parciais até 3ª ordem da função f (x, y) = x3 +2y3 +5x+4y2 x+3
Exemplo 32. Encontre as derivadas parciais de segunda ordem da função u(x, y) = ln( x2 + y2 ).
p
3.3 Exercícios
p
2) Calcular as funções derivadas parciais de z= 9 − x2 − y 2 , em seguida calcular fx (2, 1) e
fy (2, 1).
capital investido em mercadorias y (em milhares de reais). Numa certa época tem-se L(x, y) =
400 − (12 − x)2 − (40 − y)2 .
a) Calcule o lucro diário se a empresa tem 7 vendedores e 30.000 reais investidos.
∂L
b) Calcule
∂x
(7, 30) e ∂L
∂y
(7, 30).
mantendo o capital investido, ou, ii) investir mais 1.000 reais, mantendo o número de vendedores?
6) Seja f (x, y, z) = x
x2 +y 2 +z 2
. Mostre que x ∂f
∂x
+ y ∂f
∂y
+ z ∂f
∂z
= −f .
8) Mostre que a função produção de Cobb-Douglas P (L, K) = 1, 1L0,75 K 0,25 satisfaz a equação
∂P ∂P
L +K = P.
∂L ∂K
a) z = 5x2 + 3y 2 + 7xy
b) z = ax2 + by 2 + cxy
c) z = 7x3 + 4y 2 sen(x)
d) z = x2 e7y
10) Determinar a relação que deve existir entre a e b para que a função z = eax+by satisfaça a
∂2z ∂2z
equação
∂x2
= 9 ∂y2 .
11) Se f (x, y) admite derivadas parciais até 2 ª ordem, chama-se Laplaciano de f a função
∂2f ∂2f
∇2 f = ∂x2
+ ∂y 2
. Calcule o Laplaciano para as seguintes funções:
a) f (x, y) = x4 − y 4
2x
b) f (x, y) = x2 +y 2
12) Uma função f (x, y) é dita Harmônica se, e somente se, o Laplaciano de f (x, y) é sempre
x y
igual a zero. Mostre que a função z = e sen(y) + e cos(x) é Harmônica.
∂2z
13) Calcule
∂x∂y
para a função z = (x2 + y 2 )arctg xy .
∂2f ∂2f
14) Se f (x, y) = ln(x − y) + tg(x + y), mostre que
∂x2
= ∂y 2
.
Respostas
1)
∂f 2y ∂f −2x
a)
∂x
= (x+y)2
e
∂y
= (x+y)2
∂f ∂f y
b)
∂x
=√ x
e
∂y
=√
x2 +y 2 x2 +y 2
∂f ∂f
c)
∂x
= yxy−1 e
∂y
= xy lnx
∂f −y 2 xy x2
d)
∂x
= (x−y)2
cos( x−y ) e ∂f
∂y
= (x−y)2
xy
cos( x−y )
∂f ∂f
e)
∂x
= 3sec2 (3x)cotg(4y) e
∂y
= −4tg(3x)cossec2 (4y)
∂f ∂f
f)
∂x
= −e−x (cos xy + y1 sen xy ) e
∂y
= e−x yx2 sen xy
∂f 2xy y2 ∂f x2 2xy
g)
∂x
= 1+x4 y 2
+ 1+x2 y 4
e
∂y
= 1+x4 y 2
+ 1+x2 y 4
∂u ∂u ∂u
h)
∂x
= 3x2 + 3y 2 , ∂y
= 6xy + 3z 2 e
∂z
= 6yz + 4z 3
∂u ∂u ∂u
i)
∂x
= yz(xy)z−1 , ∂y
= xz(xy)z−1 e
∂z
= (xy)z ln(xy)
∂u 1 ∂u 2 ∂u 3
j)
∂x
= ,
x ∂y
= y
e
∂z
= z
∂f 2x+y ∂f x+2y
k)
∂x
= x2 +xy+y 2
e
∂y
= x2 +xy+y 2
∂f 2y 3 −2x2 y ∂f 2x3 −2xy 2
l)
∂x
= (x+ y 2 )2
e
∂y
= (x2 +y 2 )2
2) fx (2, 1) = −1 e fy (2, 1) = − 21
∂L ∂L
3) a) 275 mil reais, b)
∂x
(7, 30) = 10.000 reais/vendedor e
∂y
(7, 30) = 20.000 reais/vendedor,
4) a) 0, 08 atm/l, b) ∆p ∼
= 0, 16
5) Demonstração
6) Demonstração
13
7) a) √ volts/cm, b)
14 14
− 7√114 volts/cm, c) − 14√3 14 volts/cm
9) a) fxx = 10, fyy = 6 e fxy = 7, b) fxx = 2a, fyy = 2b e fxy = c, c) fxx = 42x − 4y 2 senx,
fyy = 8senx e fxy = 8ycosx, d) fxx = 2e7y , fyy = 49x2 e7y e fxy = 14xe7y
11) a) 12(x2 − y 2 ), b) 0
∂ ∂z x2 −y 2
13) ( )
∂x ∂y
= x2 +y 2
14) Demonstração
O objetivo deste capítulo é encontrar as equações do plano tangente e da reta normal ao gráco de
∂f ∂f
(x0 , y0 )(x − x0 ) + (x0 , y0 )(y − y0 ) − z − z0 = 0
∂x ∂y
Comparando com a equação do plano, temos que o vetor normal será:
∂f ∂f
⃗n = (x0 , y0 ), (x0 , y0 ), −1 .
∂x ∂y
55
CAPÍTULO 4. PLANO TANGENTE E RETA NORMAL
Sabendo o vetor normal do plano segue então a denição da reta normal ao gráco de f:
Denição 11. A reta que passa pelo ponto (x0 , y0 , f (x0 , y0 )) e é paralela ao vetor normal é deno-
minada reta normal ao gráco de f no ponto (x0 , y0 , f (x0 , y0 )) cuja a equação é dada por
∂f ∂f
(x, y, z) = (x0 , y0 , f (x0 , y0 )) + λ (x0 , y0 ), (x0 , y0 ), −1 , λ ∈ IR.
∂x ∂y
Exemplo 33. Seja f (x, y) = 3x2 y − x. Determine as equações do plano tangente e da reta normal
no ponto (1, 2, f (1, 2)).
Exemplo 34. Determine a equação do plano tangente e da reta normal ao gráco da função
z = 7 − x2 − y 2 + 2x + 2y no ponto A(2, 3, 4).
Exemplo 35. Determine o plano que seja paralelo ao plano z = 2x + y e tangente ao gráco de
f (x, y) = x2 + y 2 .
4.1 Exercícios
1) Determine as equações do plano tangente e da reta normal ao gráco da função dada no ponto
indicado
c) f (x, y) = xy em ( 12 , 12 , f ( 12 , 12 )).
2) Determine a equação do plano tangente que passa pelos pontos (1, 1, 2) e (−1, 1, 1) ao gráco
da função f (x, y) = xy .
Respostas
1)
x−1 y+1 z+2
a) 5x − 2y + z − 5 = 0 e
5
= −2
= 1
x−2 y−2 z−2
b) z = 9x − 8y e
9
= −8
= −1
4z−1
c) 2x + 2y − 4z − 1 = 0 e 2x − 1 = 2y − 1 = −4
x 3
2) z= 2
+ 3y − 2
3)
∂f ∂f
a)
∂x
(1, 1) = − 32 e
∂y
(1, 1) = − 31
x = 1 − 23 t
b) y = 1 − 31 t
z =1−t
APROXIMAÇÃO LINEAR E
DIFERENCIAL
f (x, y) = 3x2 y − x no ponto (1, 2, 5) que é z = 11x + 3y − 12. Portanto, a função linear de duas
variáveis
L(x, y) = 11x + 3y − 12
é uma boa aproximação de f (x, y) quando (x, y) está próximo de (1, 2).
A função L é chamada de linearização de f em (1, 2) e a aproximação
f (x, y) ≈ 11x + 3y − 12
∂f ∂f
L(x, y) = (x0 , y0 )(x − x0 ) + (x0 , y0 )(y − y0 ) + f (x0 , y0 )
∂x ∂y
59
CAPÍTULO 5. APROXIMAÇÃO LINEAR E DIFERENCIAL
Exemplo 36. Determine a aproximação linear da função f (x, y) = ln(x − 3y) em (7, 2) e use-a
para aproximar f (6.9, 2.06).
Observação 4. T (h, k) informa a variação que f sofre quando passa do ponto (x0 , y0 ) para (x0 +
h, y0 + k).
Notação:
dx = h
dy = k
Exemplo 39. Suponha que uma lata em formato cilíndrico seja projetada para ter um raio de 5cm
e uma altura de 20cm, mas que o raio e a altura estejam com erros de dr = 0, 003 e dh = −0, 01.
Calcule a variação aproximada resultante no volume da lata.
5.1 Exercícios
p
1) Determine a aproximação linear da função f (x, y, z) = x2 + y 2 + z 2 em (3, 2, 6) e use-a para
p
aproximar (3, 02)2 + (1, 97)2 + (5, 99)2 . Verique se é uma boa aproximação comparando com o
a) z = x3 y 2
b) z = sen(xy)
2 −t2
c) u = es
d) T = ln(1 + p2 + v 2 )
1 1 1 1
= + + .
R R1 R2 R3
Se as resistências medem em ohms R1 = 25Ω, R2 = 40Ω e R3 = 50Ω, com precisão de 0, 5% em
Respostas
1) 6, 98
2)
3) dA = −0, 03
4) dR = 0, 059Ω
FUNCÕES COMPOSTAS
x = f1 (t) dz
diferenciáveis. Calcular .
dt
y = f2 (t)
∂f ∂f
dz = dx + dy (6.1)
∂x ∂y
∆z ∂f ∆x ∂f ∆y
lim = lim + lim
∆t→0 ∆t ∂x ∆t→0 ∆t ∂y ∆t→0 ∆t
ou seja,
dz ∂f dx ∂f dy
= +
dt ∂x dt ∂y dt
64
CAPÍTULO 6. FUNCÕES COMPOSTAS
(
x = f1 (t, v) ∂z ∂z
diferenciáveis. Calcular e .
∂t ∂v
y = f2 (t, v)
∆z ∂f ∆x ∂f ∆y
lim = lim + lim
∆t→0 ∆t ∂x ∆t→0 ∆t ∂y ∆t→0 ∆t
e
∆z ∂f ∆x ∂f ∆y
lim = lim + lim
∆v→0 ∆v ∂x ∆v→0 ∆v ∂y ∆v→0 ∆v
Temos respectivamente,
∂z ∂f ∂x ∂f ∂y
= +
∂t ∂x ∂t ∂y ∂t
∂z ∂f ∂x ∂f ∂y
= +
∂v ∂x ∂v ∂y ∂v
Exemplo 43. Um carro A esta viajando para o norte na rodovia 16, e um carro B está viajando
para oeste na rodovia 83. Os dois carros se aproximam da interseção dessas rodovias. Em um certo
momento, o carro A está a 5km da interseção viajando a 65km/h, ao passo que o carro B está
a 12km da interseção viajando a 78km/h. Qual a taxa de variação da distância entre os carros
nesse instante? Interprete o resultado encontrado.
p
z= 1 + (ln t)2 + cos2 t
e encontrou que:
dz ln t − t cos(t)sen(t)
= p
dt t 1 + (ln t)2 + cos2 t
Verique se a resposta do estudante para dz
dt
está correta, utilizando a regra da cadeia.
6.1 Exercícios
(
dz x = et
1) Calcule
dt
para z = ln xy + x2 y 3 , sendo .
y = cos t2
(
dz π 2 x = t cos t
2) Calcule
dt
para t= 2
da função z = exy , sendo .
y = tsent
dz
3) Calcule
dt
para z = 4x2 + 5y 2 + 3 se x = 4sen(t) e y = 2et .
(
∂z ∂z x = ρ2 + sen(θ)
4) Achar
∂ρ
e
∂θ
para z = x + y2, sendo .
y = ln(ρ + θ)
∂z ∂z
5) Se z = x2 y + xey com x = uv e y = u2 sen(v), calcule
∂u
e
∂v
.
p ∂f ∂f
6) Dada a função f (x, y) = ln x2 + y 2 , em que x = re−s e y = re−s , determine
∂r
e
∂s
.
dz
7) Dada a função z = x2 + 2xy + y 2 em que x = t cos(t) e y = tsen(t), calcular
dt
.
8) Calcular
∂z
∂x
e
dz
dx
se z = arctg( xy ) e y = x2 .
10) A tensão num circuito elétrico simples está decrescendo devagar à medida que a bateria se
descarrega. A resistência R está aumentando devagar com o aumento do calor do resistor. Use a
lei de Ohm, U = Ri, para determinar como a corrente elétrica i está variando no momento em que
R = 400 W, i = 0, 08 A, dU
dt
= −0, 01 V/s e
dR
dt
= 0, 03 W/s.
Respostas
dz
1)
dt
= 1 + 2 cos3 (t2 )e2t + 2ttg(t2 ) − 6e2t t cos2 (t2 )sen(t2 )
3
2) − π8
dz
3)
dt
= 64sen(2t) + 40e2t
∂z 2 ln(ρ+θ) ∂z 2 ln(ρ+θ)
4)
∂ρ
= 2ρ + ρ+θ
e
∂θ
= cos(θ) + ρ+θ
∂z 2 sen(v) 2 sen(v)
5)
∂u
= (2u3 vsen(v) + eu )v + (u2 v 2 + uveu )2usen(v) e
∂z u2 sen(v) u2 sen(v)
∂v
= (2u3 vsen(v) + e )u + (u2 v 2 + uve )u2 cos(v)
∂z x −s y −s ∂z x −s y −s
6)
∂r
= ( x2 +y 2 )e + ( x2 +y 2 )e e
∂s
= ( x2 +y 2 )(−re ) + ( x2 +y 2 )(−re )
dz
7)
dt
= 2t + 2tsen(2t) + 2t2 cos(2t)
∂z −y dz 1
8)
∂x
= x2 +y 2
e
dx
= 1+x2
dz
9)
du
(1) = 12
10)
di
dt
= −31.10−6 A/s
DERIVADA DIRECIONAL
Observe na superfície a seguir que existem innitos vetores tangentes, o que nos leva à necessidade
70
CAPÍTULO 7. DERIVADA DIRECIONAL
Vetor Gradiente
Denição 14. Seja z = f (x, y) uma função que admite derivadas parciais de 1ª ordem em (x0 , y0 ).
O gradiente de f no ponto (x0 , y0 ), denotado por gradf (x0 , y0 ) ou ∇f (x0 , y0 ) é um vetor dado por:
∂f ∂f
∇f (x0 , y0 ) = (x0 , y0 ), (x0 , y0 )
∂x ∂y
O símbolo ∇ chama-se operador Nabla ou Hamiltoniano.
Observação 5. Devido ao fato de o vetor gradiente ser realmente um vetor, podemos utilizar a
seguinte notação
∂f ∂f
∇f (x0 , y0 ) = (x0 , y0 )⃗i + (x0 , y0 )⃗j.
∂x ∂y
Observação 6. ∇f (x0 , y0 ) é um vetor ortogonal à curva de nível que passa por P0 = (x0 , y0 ).
Teorema 2. Sejam f : D ⊂ IR2 → IR, D aberto, (x0 , y0 ) ∈ D e ⃗u = (a, b) um vetor unitário. Se
f (x, y) for diferenciável em (x0 , y0 ), então f admitirá derivada direcional em (x0 , y0 ), na direção ⃗u
e
∂f
(x0 , y0 ) = ∇f (x0 , y0 ) · ⃗u.
∂⃗u
Exemplo 46. Calcular a derivada direcional de f (x, y) = x3 − 2x2 y + xy2 + 15 no ponto P0 (1, 2)
e na direção:
a) do vetor ⃗v = 2⃗i − ⃗j
b) do ponto P0 ao ponto (3, −1)
, se (x, y) ̸= (0, 0)
(
x3
Observação 7. Note que para a função f (x, y) = x2 +y 2
e ⃗v = (1, 1), o
0 , se (x, y) = (0, 0)
valor de ∂f
∂⃗
u
(0, 0), em que ⃗u é o versor de ⃗v , é diferente do valor de ∇f (0, 0) · ⃗u. Isto pode ocorrer
pois f não é diferenciável.
Teorema 3. Seja f : D ⊂ IR2 → IR, D aberto, diferenciável em (x0 , y0 ) e tal que ∇f (x0 , y0 ) ̸= 0.
Então, o valor máximo de ∂f ∂⃗
u
(x0 , y0 ) ocorre quando ⃗u for o versor de ∇f (x0 , y0 ), isto é, ⃗u =
∇f (x0 ,y0 )
∥∇f (x0 ,y0 )∥
e o valor máximo de ∂f
∂⃗
u
(x0 , y0 ) é ∥∇f (x0 , y0 )∥.
Exemplo 48. Admita que T (x, y) = x2 + 3y2 represente uma distribuição de temperatura no plano
xy : T (x, y) é a temperatura no ponto (x, y) (supondo T em C e x,y em cm).
a) Estando em (2, 12 ) qual a direção e sentido de maior crescimento de temperatura? Qual a
taxa de crescimento nesta direção?
b) Estando em (2, 12 ) qual a direção e sentido de maior decrescimento de temperatura? Qual a
taxa de decrescimento nesta direção?
c) Estando em (2, 21 ) qual a direção segundo qual a temperatura permanece constante?
7.1 Exercícios
1) Determine o gradiente de f em P.
p
a) f (x, y) = x2 + y 2 , P (−4, 3)
b) f (x, y, z) = yz 3 − 2x2 ; P (2, −3, 1)
√
2 2 2⃗ ⃗
f (x, y) = x − 5xy + 3y ; P (3, −1) e ⃗u = (i + j)
2
P2 (1, 1, 2).
√
4) Determine a equação da reta perpendicular à curva x2 + y 2 = 4, no ponto P (1, 3).
a) do eixo Ox;
b) do vetor ⃗v = 2⃗i + ⃗j ;
c) em que ela é máxima.
7) Em cada item a seguir, determine o gradiente da função no ponto dado. Depois, esboce o
vetor gradiente junto com a curva de nível que passa pelo ponto, usando um segmento localizado
nesse ponto. Determine as equações das retas tangente e normal à curva de nível nesse ponto.
a) f (x, y) = y − x, P (2, 1)
b) f (x, y) − ln(x2 + y 2 ), P (1, 1)
c) g(x, y) = y − x2 , P (−1, 0)
x2 y2
√
d) g(x, y) =
2
− 2
, P ( 2, 1)
9) Determine a derivada direcional no ponto P0 na direção do vetor ⃗u, nos seguintes casos:
x2 −y 2
a) f (x, y) = e ; P0 (1, 1); ⃗u = (1, 3)
x−y
b) f (x, y) = x+y
; P0 (2, −1); ⃗u = (3, 4)
c) f (x, y, z) = xy 2 z 2 ; P0 (1, 2, −3); ⃗u = (1, 2, −3)
12) A temperatura em um ponto (x, y) de uma placa de metal no plano xOy é dada por
xy
T (x, y) = 1+x2 +y 2
.
13) Nas proximidades de uma boia, a profundidade de um lago em um ponto com coordenadas
(x, y) é z = 200 + 0, 02x2 − 0, 001y 3 , onde x, y e z são medidos em metros. Um pescador que
está em um pequeno barco parte do ponto (80, 60) em direção à boia, que está localizada no ponto
(0, 0). A água sob o barco está cando mais profunda ou mais rasa quando ela começa a se mover?
Explique.
14) O potencial elétrico do ponto (x, y) é dado por V (x, y) = ln(x2 + y 2 ) (V em volts, x e y em
15) Um morro possui forma denida pelo gráco de z = f (x, y) = 100 − 4x2 − 5y 2 . Verique
que se o alpinista está no ponto A = (3, 2, 44) e se mover na direção do vetor v = (1, −2), ele estará
subindo o morro.
16) A temperatura do ar em cada ponto (x, y, z) de uma sala é dada por T (x, y, z) = x2 + y 2 − z 2
graus Celsius e a distância é dada em metros. Um mosquito está no ponto Q = (3, 1, 2). Pede-se:
a) Se ele voar na direção do vetor v = (1, 1, 1), ele estará aquecendo ou esfriando? Com qual
b) Em qual direção e sentido ele deve voar para que a temperatura decresça mais rapidamente?
c) Verique que se o mosquito voar na direção do vetor (1, −1, 1) a sua temperatura permanece
a mesma.
Respostas
3) Em P1 → z = 0; em P2 → 2x + 2y − z = 2
√
4) y= 3x
√
4 5
5) a) 2, b)
5
, c) 2
6)
7)
√
d) ( 2, −1); curva de nível: x2 − y 2 = 1
√
Reta tangente: y= 2x − 1
√
√ 2
x− y−1
Reta normal:
2
= −1
8) x + 4y + 6z − 21 = 0 e x + 4y + 6z + 21 = 0
√
9) a) − 2 510 , b) − 22
5
,
180
c) √ , d)
14
2
3
10)
√
∂f 2
a)
∂⃗
u
(0, 0) = 4 √
b) ⃗ (0, 0). ⃗u =
∇f 2
∥⃗u∥ 2
c) A função dada não é diferenciável em (0, 0)
√ √
11) a) ⃗u = ( 3 1313 , − 2 1313 ), b) ⃗u = (1, 0)
√ √ √
5 2 2
12) a)
45
, b) ⃗v = −( 2
, 2
)
∂f
15)
∂⃗
u
(3, 2) >0
16)
4
a) Aquecendo com taxa de √
3 √
b) Na direção e sentido do vetor (−6, −2, 4) com taxa −2 14.
MÁXIMOS E MÍNIMOS
Como vimos em Modelagem de Problemas usando Cálculo Diferencial e Integral I, um dos principais
usos da derivada é a determinação de máximos e mínimos (valores extremos). Agora veremos como
usar as derivadas parciais para localizar os pontos de máximo e mínimo de uma função com duas
variáveis.
80
CAPÍTULO 8. MÁXIMOS E MÍNIMOS
Teorema 5. Seja P0 = (x0 , y0 ) um ponto crítico da função f : D ⊂ IR2 → IR, diferenciável até a
2ª ordem e
fxx fxy
H= = fxx fyy − fxy fyx .
fyx fyy
1
o seu Hessiano . Então:
(iii)Se H(P0 ) = 0, nada se pode armar. Isto é, pode ou não admitir extremo. Exige um estudo
mais aprofundado.
Condição de ponto extremo: fxx .fyy − fxy .fxy > 0, para que isso aconteça fxx .fyy > 0, assim
fxx e fyy devem ter o mesmo sinal.
Exemplo 52. Determine e classique os pontos críticos, caso existam, das seguintes funções:
1) z = 4 − x2 − y 2
1 Hessiaono é o determinando da matriz hessiana, a qual foi desenvolvida no século XIX pelo alemão Ludwig Otto
Hesse, razão porque mais tarde James Joseph Sylvester lhe deu este nome.
2) z = 4 − x2
3) z = x2 − y 2
Exemplo 54. Dada a função f (xy) = 8x3 + 2xy − 3x2 + y2 + 1, verique que os pontos (0, 0) e
( 13 , − 13 ) são pontos críticos da função e, se possível, classique em máximo, mínimo ou sela cada
um deles.
Exemplo 55. Considere uma caixa retangular sem tampa, com volume de 1m3 . Se o material das
laterais custa o triplo do material utilizado no fundo, quais devem ser as dimensões da caixa para
minimizar o custo?
Exemplo 56. Uma caixa retangular sem tampa deve ser feita com 12m2 de papelão. Determine o
volume máximo dessa caixa.
outras palavras, queremos encontrar os valores extremos de f quando o ponto (x, y) está na curva
de nível g(x, y) = k .
A gura mostra a curva de nível g(x, y) = k junto de diversas curvas de nível de f , f (x, y) = c.
Para maximizar f (x, y) sujeito a g(x, y) = k é preciso determinar o maior valor de c, tal que a
curva de nível f (x, y) = c intercepta g(x, y) = k . Isso acontece quando essas curvas se tocam, ou
seja, quando essas curvas têm uma reta tangente comum (caso contrário, poderíamos aumentar o
valor de c). Isso signica que o vetores gradientes são paralelos, isto é, ∇f (x0 , y0 ) = λ∇g(x0 , y0 ),
para algum escalar λ.
Esse mesmo argumento também se aplica ao problema de encontrar os valores extremos de
(
∇f (x, y, z) = λ∇g(x, y, z)
g(x, y, z) = k
(ii) Calcule f em todos os pontos (x, y, z) obtidos em (i). O maior valor será o valor de máximo
Exemplo 57. Uma caixa retangular sem tampa é feito com 12m2 de papelão. Determine o volume
máximo dessa caixa utilizando o método dos multiplicadores de Lagrange.
Exemplo 58. De todos os paralelepípedos retângulos de volume k dado, qual o de área total mínima?
Exemplo 59. Utilize o método dos multiplicadores de Lagrange para encontrar os extremos de
f (x, y) = xy sujeito à restrição x2 + y 2 = 1. Esboce algumas curvas de nível de f e a restrição.
8.3 Exercícios
∂f
1) Dizemos que (x0 , y0 ) é um ponto crítico ou estacionário de z = f (x, y) se
∂x
(x0 .y0 ) = 0 e
∂f
∂y
(x0 .y0 ) = 0. Determine (caso existam) os pontos críticos das funções dadas:
a) z = x + y2
3
b) z = 2x + y 2
c) z = x2 − 2xy + 3y 2 + x˘y
d) z = x3 + y 3 − 3x − 3y
4) Dividir o número 120 em três partes de modo que a soma dos produtos das partes tomadas
6) Uma companhia manufatureira produz dois produtos que são vendidos em mercados separa-
equações:
Assim, se o preço para qualquer dos dois índices cresce, a demanda por ele decresce. O custo
total de produção da companhia é dado por C = 16+1, 2q1 +1, 5q2 +0, 2q1 q2 . Se a companhia quiser
maximizar seus lucros totais, quanto deveria produzir de cada produto? Qual o lucro máximo?
7) A função de produção para uma companhia é dada por P = 24K 0,6 L0,4 , onde P é a quantidade
produzida pela companhia, L a quantia gasta com trabalho e K o valor do equipamento, ou capital.
A quantia total gasta com L e K juntos, não pode superar R$ 1000,00. Se o objetivo for o de
maximizar a produção, quanto deveria ser gasto com trabalho e quanto com capital?
x2 y 2 z2
+ + =1
9 16 36
conjunto B delimitado pelo triângulo formado pelos pontos (−1, −1), (7, −1) e (7, 7).
os pontos sobre a elipse que estão mais próximos e mais afastados da origem.
Respostas
1) a) (0, 0), b) Não existe, c) (− 21 , 0), d) (1, 1); (−1, −1); (1, −1) e (−1, 1)
√ √
5 5
3) (− 12 , 2
) → ponto de máximo; (− 12 , − 2
) → ponto de mínimo; (−1, −1) → ponto de sela;
( 21 , 12 ) → ponto de sela
4) x = y = z = 40
5) ( 21 , 0, 12 ) → ponto de mínimo
6) q1 ∼
= 699; q2 ∼
= 897 e L = R$432797
7) a) ∇(24k 0,6 L0,4 ) = λ∇(L + K − 1000), b)K = 600 e L = 400, c) P ≡ 12244 unidades, d)
λ∼
= 12, 24 unidades/R$
√
8) V =8 3
9) D=5
10) −8 → valor mínimo na fronteira; 224 → valor máximo na fronteira; 0 no interior do triângulo
11) Pontos mais próximos da origem: (1, 0, 0) e (0, 1, 0). Ponto mais afastado da origem:
√ √ √
(− 22 , − 22 , 1 + 2)
12)
INTEGRAIS DUPLAS
A tentativa de resolvermos o problema de determinar áreas nos levou à denição de integral denida.
Aplicaremos um procedimento semelhante para calcular o volume de um sólido, e este processo nos
De maneira análoga ao que já estudamos sobre Integrais Simples, considere uma função f de duas
e vamos supor que f (x, y) ≥ 0. Considere o sólido S que está acima da região R e abaixo do gráco
de f. Nosso objetivo é determinar o volume de S.
94
CAPÍTULO 9. INTEGRAIS DUPLAS
x∗ij , yij∗
Se escolhermos um ponto arbitrário em cada retângulo Rij , podemos aproximar a parte
x∗ij , yij∗ . O volume dessa caixa é dado por:
de S que está acima de cada Rij por f
Se seguirmos com esse procedimento para todos os retângulos e somarmos os volumes das caixas
Nossa intuição diz que a aproximação dada por (9.1) melhora quando aumentamos os valores
ZZ
A= dxdy
R
Se f (x, y) ≥ 0, então o volume V do sólido que está acima do retângulo R e abaixo da superfície
z = f (x, y) é
ZZ
V = f (x, y)dA.
R
(ii) Duas curvas cuja variável dependente é a do eixo paralelo às duas retas paralelas.
Região tipo I
Z Z Zb gZ2 (x)
f (x, y)dA = f (x, y)dydx
D a g1 (x)
Região tipo II
Z Z Zd hZ2 (y)
f (x, y)dA = f (x, y)dxdy
D c h1 (y)
Cuidado, quando a região de integração não é um retângulo deve-se car atento à inversão do
intervalo.
√
ZZ
Exemplo 64. Calcular xydA, em que D é a região delimitada pelas curvas y = x, y = 0 e
D
x + y = 2. Esboce a região de integração.
Exemplo
ZZ 65. Seja D a região do plano xy delimitada pelos grácos de y = x2 e y = 2x. Calcule
(x3 + 4y)dA, aplicando o teorema de Fubini e mostre que o resultado é o mesmo.
D
Exemplo 66. Dena as integrais iteradas para ambas as ordens de integração, representando a
região. Indique qual seria a melhor escolha e resolva esta integral.
Z1 Z1
2
ex dxdy
0 y
Exemplo 67. Esboce a região R delimitada pelos grácos das equações dadas. Se f é uma função
contínua arbitrária, expresse como uma integral iterada e inverta as integrais.
√
a) y = x, x = 4 e y = 0
b) y = x3 , x = 0 e y = 8
Existem algumas integrais duplas, onde a região de integração diculta a resolução. É possível atra-
vés de mudança de coordenadas obter uma região de integração mais simples e para isso utilizamos
jacobianos.
Note que esse exemplo ca muito trabalhoso. Para facilitar podemos trabalhar com as coorde-
nadas polares.
x = r cos θ
Lembrando que as coordenadas polares são dadas por: y = rsenθ
x2 + y 2 = r 2
Fazendo um raciocínio análogo ao que foi feito na seção anterior, considere um setor circular ou
Considerando uma divisão innitesimal com dθ e dr, isto é, considerando os retângulos polares
innitesimais como retângulos convencionais com dimensões rdθ (comprimento do setor) e dr, temos
que a área é dA = rdrdθ.
O fator r que aparece no novo cálculo do dA é chamado de Jacobiano e pode ser calculado
usando as relações entre coordenadas cartesianas e polares. Esse cálculo será mostrado após a
De forma
Z Z genérica, considere agora uma mudança de variável qualquer para uma integral dupla
do tipo f (x, y)dA, em que f (x, y) é contínua em D:
D
x = x(u, v)
y = y(u, v)
∂(x,y)
com o jacobiano J= ∂(u,v)
̸= 0.
Teorema 7. Se f (x, y) é uma função contínua sobre a região D e existem as funções diferenciáveis
da forma
x = x(u, v)
y = y(u, v)
∂x ∂x
com o jacobiano J = ∂(x,y)
∂(u,v)
= ∂u
∂y
∂v
∂y
, ou ainda, ∂(x,y)
∂(u,v)
= 1
∂(u,v)
∂(x,y)
∂u ∂v
então, vale a igualdade:
ZZ ZZ
∂(x, y)
f (x, y)dxdy = f (x(u, v), y(u, v)) dudv.
∂(u, v)
D Du,v
Observe que o jacobiano está no módulo dentro da integral isso porque a área é dxdy = ∂(x,y)
∂(u,v)
dudv .
Observação
13. Para coordenadas polares temos
x = r cos θ
, então,
y = rsenθ
∂x
∂r
= cos θ, ∂x
∂θ
= −rsenθ, ∂y
∂r
= senθ, ∂y
∂θ
= r cos θ.
Note que é a mesma expressão encontrada na dedução no cálculo de área feito anteriormente.
Exemplo
ZZ 69. Seja D a região limitada pelas retas y = −x, y = x, y = x + 2 e x + y = 2, calcule
(x + y)dxdy .
D
∂x 1 ∂y 1 ∂y
∂u
= − 12 ; ∂x
∂v
= ;
2 ∂u
= ;
2 ∂v
= 1
2
∂(x,y) − 12 1
J= ∂(u,v)
= 1
2
1
= − 21 ̸= 0
2 1
Região Duv
y=x→u=0
y = −x → v = 0
y =x+2→u=2
x+y =2→v =2
0 ≤ u ≤ 2
Portando, Duv que corresponde ao gráco
0 ≤ v ≤ 2
Cálculo da integral
ZZ ZZ
∂(x, y)
f (x, y)dA = f (x(u, v), y(u, v)) dudv
∂(u, v)
Dxy Du,v
ZZ
v−u u+v
ZZ
1
(x + y)dA = + − dudv
2 2 2
Dxy Du,v
ZZ Z2 Z2 Z2
1 1
(x + y)dxdy = vdudv = v[u]20 dv =
2 2
D 0 0 0
2 2
ZZ
v
(x + y)dxdy = =2
2 0
D
ZZ
Exemplo 70. Calcule sen(x2 + y 2 )dA, onde D é o semicírculo x2 + y 2 ≤ 1 e y ≥ 0.
D
ZZ p
Exemplo 71. Calcular x2 + y 2 dA em que D = {(x, y)/1 ≤ x2 + y 2 ≤ 4}.
D
ZZ
Exemplo 72. Calcule x2 dA, onde D = (x, y) ∈ IR2 ; x2 + 4y 2 ≤ 1, x ≥ 0 .
Exemplo 73. Determine o volume do sólido que está sob o parabolóide z = x2 +y2 , acima do plano
xy e dentro do cilindro x2 + y 2 = 2x. Verique se o volume encontrado é coerente comparando com
um sólido conhecido.
9.5 Exercícios
1) Calcule as integrais.
Z4 Z1
a) (x2 + y 2 )dydx
2 −1
ZZ 1 ≤ x ≤ 2
b) xy 3 dA onde R
0 ≤ y ≤ 4
R
ZZ 0 ≤ y ≤ 1
c) xy 2 dA onde R
y ≤ x ≤ √y
R
Z2 Z1
2
d) ex dA
0 y
2
d) ydydx
1 0
Zπ Z
senx
e) ydydx
0 0
3) Nos exercícios seguintes, esboce a região de integração, escreva uma integral dupla equivalente
a)
b)
Z1 Z1
5) Calcule a integral iterada sen(y 2 )dydx.
0 x
6) Calcular o volume do sólido limitado acima pelo plano z = 4−x−y e abaixo pelo retângulo
9) Calcular o volume do sólido (sorvetão) formado pela intersecção da parte positiva das
superfícies x2 + y 2 + z 2 = 18 e z 2 = x2 + y 2 .
12) Calcular o volume do sólido acima do plano xOy delimitado por z = 4 − 2x2 − 2y 2 .
13) Uma piscina circular tem diâmetro de 10 metros. A profundidade é constante ao longo
das retas de leste a oeste e cresce linearmente de 1 metro na extremidade sul para dois metros na
Respostas
116 1
1) a)
3
, b) 96, c)
40
, d) e−1
2)
9
a)
20
9
b)
8
4 32 32
c)
9
e − 45
1
d)
2
(e − 2)
π
e)
4
1
3) a) 1, b)
6
4)
R 5 R 4x−x2
a) A= 0 −x
dydx
R 3 R 9−y
b) A = −3 √ 2
dxdy
− 9−y 2
1
5)
2
(1 − cos 1)
6) 5
3
7)
7
8) 16π
√
9) V = 36π( 2 − 1) u.v.
224
10) u.v.
15
5
11) u.v.
12
12) 4π u.v.
13) 37, 5π m3
INTEGRAIS TRIPLAS
Analogamente ao que foi feito na integral dupla, denimos a integral tripla da seguinte forma:
ZZZ n X
X m X
l
f (x, y, z)dxdydz = lim f (xi , yj , zk ) ∆x∆y∆z.
l,m,n→∞
B k=1 j=1 i=1
ZZZ Zs Zd Zb
f (x, y, z)dxdydz = f (x, y, z)dxdydz.
B r c a
ZZZ ZZ u2Z(x,y)
Além disso, o volume do sólido E pode ser dado pela integral tripla da função f (x, y, z) = 1,
ZZZ
V (E) = dxdydz.
E
118
CAPÍTULO 10. INTEGRAIS TRIPLAS
Propriedades
De forma análoga a integrais duplas temos:
ZZZ ZZZ
kf (x, y, z)dV = k f (x, y, z)dV
E E
ZZZ ZZZ ZZZ
(f (x, y, z) ± g(x, y, z))dV = f (x, y, z)dV ± g(x, y, z)dV
E E E
ZZZ ZZZ ZZZ
f (x, y, z)dV = f (x, y, z)dV + f (x, y, z)dV , onde E = E1 ∪ E2
E E1 E2
Caso 1: Domínio D
a≤x≤b
E ϕ1 (x) ≤ y ≤ ϕ2 (x)
λ (x, y) ≤ z ≤ λ (x, y)
1 2
Caso 2: Domínio D′
a≤x≤b
E λ1 (x) ≤ z ≤ λ2 (x)
ϕ (x, z) ≤ y ≤ ϕ (x, z)
1 2
e≤z≤f
E ϕ1 (z) ≤ y ≤ ϕ2 (z)
ψ (y, z) ≤ x ≤ ψ (y, z)
1 2
Z1 Z1 Z2
Exemplo 74. Calcule x3 yz 2 dzdydx
0 0 0
π
Z2 Zπ Z
cos θ
ZZZ
Exemplo 76. Calcule xdV , onde E é o sólido delimitado pelo cilindro x2 + y 2 = 25, pelo
E
plano x + y + z = 8 e pelo plano xOy .
Exemplo 77. Estruture a integral que calcula o volume do sólido limitado pelo cilindro z = 4 − x2
e pelo parabolóide elíptico z = 3x2 + y 2 .
10.2 Exercícios
Z2 Zz2 Zy−z
(a) (2x − y)dxdydz
0 0 0
Z2 Z2z Zln x
(b) xe−y dydxdz
1 0 0
π
Z Zy Zx
2
4. Calcule o volume do sólido contido no primeiro octante, compreendido entre o cilindro circular
x2 + y 2 = 9 e o cilindro parabólico x2 + 2z = 9.
7. Utilize coordenadas esféricas para calcular o volume do sólido (sorvetão) formado pela in-
Respostas
16
1. (a)
15
5
(b)
3
(c) − 13
(d) 4
9π
(e)
8
65
(f )
28
1
(g)
60
16π
(h)
3
2
2.
3
128
3. u.v
5
243
4.
32
π u.v.
√
5. 2 2π u.v.
81π
6. u.v.
2
√
7. 36π( 2 − 1) u.v.
126