CENTRO UNIVERSITÁRIO DO VALE DO ARAGUAIA - UNIVAR
DISCIPLINA: DENTÍSTICA RESTAURADORA
GRADUAÇÃO DE ODONTOLOGIA - 2025
ATENDIMENTO VOLTADO À PROMOÇÃO DE SAÚDE
a- Na primeira consulta, confirma-se o perfil do cliente:
sem focos de contaminação, necessitando de extração ou de
tratamento endodôntico;
sem dor espontânea
sem necessidade de tratamento periodontal;
sem sintomas de disfunção oclusal.
Se o cliente não atender aos critérios de inclusão, encaminhá-lo (a) à clínica
adequada. Se o perfil for compatível, os alunos fazem a anamnese.
Antes do exame clínico, o operador realiza controle profissional de placa (baixa
rotação e velocidade reduzida, com taça de borracha na vestibular e escova de
Sweeney na oclusal; fio dental na proximal) e supervisiona bochecho com
solução aquosa de Clorexidina a 0,12%.
O diagnóstico de lesões cariosas e não cariosas é feito pelos alunos e
confirmado pelo professor que orienta a dupla e, se necessário, solicita
radiografias periapical. É obrigatório a solicitação de radiografia panorâmica e
interproximal de todos os pacientes por normativa da instituição. Considerando
risco e atividade de cárie, discute-se as opções de tratamento, riscos e
benefícios.
Ao encerrar a consulta, os alunos combinam com o cliente que o máximo
permitido são duas faltas e até 15 minutos de atraso na consulta (a falta não
será considerada somente se avisada com 24 horas de antecedência). Ao
agendar a próxima consulta, pede-se por escrito que o cliente traga a escova
de dentes.
b- A partir da segunda consulta, o aluno deve fazer a adequação o cliente
para receber tratamento restaurador e após o recebimento dos exames
complementares (RX) trazer o plano de tratamento do paciente. Começa pelo
controle supervisionado de biofilme bacteriano (escovação e fio dental). Passa
noções de formação de placa, importância do controle de placa, da dieta e do
uso de flúor. Para cavidades abertas e sem envolvimento endodôntico estão
indicados Tratamentos Restaurador Atraumático (Técnica ART) ou Expectante
(capeamento pulpar indireto). O plano de tratamento restaurador, estético e
para controle da doença cárie, fica a critério dos alunos e professor orientador,
considerando as possibilidades de preservação de estrutura dental.
c- A partir da terceira sessão, antes de qualquer procedimento clínico,
recomenda-se controle supervisionado de biofilme bacteriano (escovação e fio
dental) e bochecho com solução aquosa de Clorexidina a 0,12%. Informações
sobre cuidado à saúde das pessoas devem ser enfatizadas. O aluno deve
trazer para todo atendimento o plano de tratamento do dente que será
realizado o procedimento.
Os alunos devem dar continuidade ao tratamento planejado e assinado pelo
professor responsável pela dupla e trazer o relatório do que foi realizado na
próxima aula.
Em todas as consultas, todas as pessoas devem ser atendidas com atenção e
respeito.
PROTOCOLO DE ATENDIMENTO CLÍNICO – DENTÍSTICA
(RESINA)
ATENDIMENTO INICIAL
Profilaxia
Avaliação da oclusão
Seleção da cor (resina composta)
Anestesia (TÉCNICA)
Escolha do acesso
Isolamento absoluto / relativo
Preparo cavitário (brocas 1011, 1012 ou 1013; 1033, 1034 ou 1035; 245
ou 556)
Remoção tecido cariado (brocas CA 04,06 e 08) ou colher de dentina.
Condicionamento ácido: 15 seg. na dentina e 30 seg. no esmalte (ácido
fosfórico a 37%)
Lavagem da cavidade por 20seg.
Secagem leve
Limpeza da cavidade (clorexidina 2%)
Secagem com papel absorvente
Tipos de matriz (casos de restaurações proximais)
Sistema adesivo – 1º camada
Leve jato de ar – polimerização 20 seg
Sistema adesivo – 2º camada – polimerização 20 seg.
Inserção da resina composta – técnica incremental
Polimerização e regularização
Checagem da oclusão – carbono
Checagem das proximais com fio e lixa de acabamento
Acabamento e polimento: no mínimo em 24h
Acabamento
Inicia-se com uma lâmina de bisturi, sentido Restauração-Dente
Broca multilaminada 30 ou 40 lâminas
Pontas diamantadas finas ou ultra-finas
Polimento
Tiras de lixa
Discos de lixa
Disco de feltro
Sistema Enhance: são pontas siliconadas que podem ser utilizadas em
diferentes faces
Pastas de polimentos: mistura de abrasivos de baixa de baixa
granulosidade
Rodas de feltro: utilizadas com pastas abrasivas (POLIMENTO FINAL)
Isolamento Absoluto
Checar contatos proximais
Seleção do grampo: testar o grampo
Marcação dos orifícios no lençol de borracha
Perfuração dos orifícios no lençol de borracha
Lubrificação da borracha
Colocação do grampo no dente
Passagem da borracha pelos espaços proximais
Invaginação da borracha
Confecção de amarrias
Remoção do dique de borrracha
Grampos
Grampos 200 – 205: molares
Grampos 206 – 209: pré – molares
Grampos 210 – 211: dentes anteriores (obs. abaixo 212)
Grampos especiais:
5º´P45426 => Molares
W8A => Posteriores
14A => Posteriores
14 => Molares
26 à 28, W8, W8A, 12A, 13A, 14 E 14A: utilizados em molares com
pouca retenção.
OBS -212: utilizado para pré-molares, caninos e incisivos.
Modificação do 212
Garra lingual incisalmente
Garra vestibular apicalmente
Aprofundamento dos 4 sulcos adjacentes à garra
PROTOCOLO DE ATENDIMENTO CLÍNICO –
DENTÍSTICA (AMÁLGAMA)
Atendimento inicial
Profilaxia
Avaliação da oclusão
Anestesia (se necessário)
Escolha do acesso
Isolamento absoluto / relativo
Grampos 200 – 205: molares
Grampos 206 – 209: pré – molares
Grampos 210 – 212: dentes anteriores
Preparo cavitário (brocas 1011, 1012 ou 1013; 1033, 1034 ou 1035; 245
ou 556)
Remoção tecido cariado (brocas CA 04,06 e 08) ou colher de dentina.
Limpeza da cavidade (clorexidina 2%)
Secagem leve
Uso do verniz: 1º camada
Leve jato de ar
Uso do verniz: 2º camada
Trituração do amálgama
Inserção do amálgama na cavidade
Evitar descobrir as margens cavitárias
Sulcos muito profundos podem enfraquecer a restauração
Condensação (compressão) amálgama: a 1º porção deve ser
condensada em direção à parede pulpar
Brunidura pré-escultura: do centro para as margens
Escultura
Brunidura pós-escultura: do centro para as margens
Checagem da oclusão - carbono
Acabamento e polimento: no mínimo em 48h
Verniz Cavitário
Vedam embocaduras de túbulos dentinários
Película protetora fina
Diminuem a penetração de íons metálicos
Convencional: composto com copal (resina modificada)
Modificado: resina sintética mais CaOH2e óxido de zinco
Descrição: líquido claro ou ligeiramente amarelado, volátil.
Acabamento
Inicia-se com broca de 12 lâminas com formatos que se adaptem as
cúspides, fóssulas e sulcos
Pedras montadas de granulações finas: maior refinamento
Remover os possíveis riscos deixados pelas brocas de acabamento
Com a extremidade de uma sonda exploradora nº 5 verificar o excesso
de material
Na face proximal: uso de lixas de granulação fina e fio dental
Polimento Inicial
Taça de borracha ou escova de Robson com pasta abrasiva para
polimento a base de pedra-pomes (devido à oleosidade da pasta
abrasiva para resina é melhor a pedra-pomes)
Polimento com borrachas abrasivas
Marrom: granulação mais grossa para o pré-polimento
Verde: granulação média, polimento intermediário
Azul: granulação fina, polimento e brilho final
Faz-se uso da sonda exploradora
Pasta abrasiva para polimento
Polimento Final
Óxido de zinco e álcool 96º Gl
Amalgloss e álcool
Aplicado com escova de Robson ou taça de borracha
PROTOCOLO DE ATENDIMENTO CLÍNICO -
SELANTE/SELANTE INVASIVO
Profilaxia
Se for selante invasivo: pequeno desgaste do sulco principal com as
brocas 1011 ou 1012
Isolamento relativo
Condicionamento ácido: 15 seg. na dentina e 30 seg. no esmalte (ácido
fosfórico a 37%)
Lavagem da cavidade por 20seg.
Secagem leve
Aplicação do selante com a sonda de aplicação ou sonda exploradora
Remoção dos excessos de selante (regularização)
Polimerização por 20 seg.
Checagem de oclusão com carbono
Se necessário aplicação do verniz
BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
BARATIERI L.N. et al. Odontologia Restauradora: fundamentos e possibilidades.
2ª ed., São Paulo, Ed. Santos, 2015.
KRIGER, L. Promoção de Saúde Bucal. São Paulo, Artes Médicas, 1999. 475p.
RESPONSÁVEL PELA DISCIPLINA: Profª. Ms. Silvia Raquel Pinheiro de Melo.