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Fontes de Radiação Ionizante

A radiação ionizante é uma forma de radiação com energia suficiente para ionizar átomos e moléculas, podendo ser corpuscular ou eletromagnética. Seus efeitos incluem impactos nucleares, químicos, elétricos e biológicos, sendo amplamente utilizada na medicina, especialmente na radioterapia para o tratamento do câncer. As aplicações da radiação ionizante também se estendem à indústria, como na esterilização de materiais e controle de processos.

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Fontes de Radiação Ionizante

A radiação ionizante é uma forma de radiação com energia suficiente para ionizar átomos e moléculas, podendo ser corpuscular ou eletromagnética. Seus efeitos incluem impactos nucleares, químicos, elétricos e biológicos, sendo amplamente utilizada na medicina, especialmente na radioterapia para o tratamento do câncer. As aplicações da radiação ionizante também se estendem à indústria, como na esterilização de materiais e controle de processos.

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[Fonte: Mundo educação Uol]:

Radiação ionizante
Radiação ionizante é uma forma de radiação que carrega energia suficiente para ionizar os átomos,
arrancando os elétrons mais próximos dos núcleos atômicos.

O que é radiação ionizante?


Radiação ionizante é uma forma de radiação que carrega consigo energia suficiente para
arrancar elétrons que se encontram ligados a átomos e moléculas. Essa radiação pode ser de
natureza corpuscular, como as radiações alfa e beta, ou de natureza eletromagnética, como a
radiação gama, os raios X e algumas frequências de ultravioleta.
Para que uma forma de radiação consiga ionizar átomos e moléculas, é necessário que ela
carregue consigo uma grande quantidade de energia. No caso das ondas eletromagnéticas, somente
aquelas que se encontram no final do espectro eletromagnético são capazes de ionizar. Já no
caso da radiação corpuscular, é necessário que as partículas irradiadas movam-se em altíssimas
velocidades, iguais ou superiores a 1% da velocidade da luz.
De acordo com o FCC, órgão responsável pela área de telecomunicações e radiodifusão dos
Estados Unidos, considera-se ionizante qualquer radiação eletromagnética que transporte energia
maior que 10 eV (elétron-volts), cerca de 1,6.10 -18 J. Essa energia é equivalente àquela transportada
pelo ultravioleta longínquo, uma das faixas mais energéticas do ultravioleta, que se estende entre
122 nm e 200 nm de comprimento de onda.
A classificação que indica a capacidade de ionização para as radiações corpusculares considera
o valor mínimo de 33 eV de energia, aproximadamente 5,28.10 -18 J. Quaisquer formas de radiação
que apresentem níveis de energia inferiores a 10 eV são considerados radiações não ionizantes.
Ainda em relação às radiações ionizantes, podemos destacar duas formas de ionização: a direta e
a indireta. A ionização direta ocorre quando há interação entre cargas elétricas, como no caso das
radiações alfa e beta. A ionização indireta, por sua vez, ocorre sem interação entre cargas
elétricas, como na radiação ultravioleta, nos raios X, raios gama e na emissão de nêutrons, os quais
não apresentam carga elétrica.

Efeitos da radiação ionizante


Os efeitos da radiação ionizante na matéria podem ser divididos em nucleares, químicos,
elétricos e biológicos:
●Efeitos nucleares: Radiações como emissão de nêutrons, radiação alfa e radiação gama de alta
energia podem induzir transmutações nucleares, tornando os núcleos atômicos instáveis e,
consequentemente, radioativos.
●Efeitos químicos: Entre os efeitos químicos da radiação ionizante, destaca-se a quebra de
ligações químicas que resulta na formação de radicais livres altamente reativos.
●Efeitos elétricos: A ionização de alguns compostos expostos a radiações ionizantes pode
causar mudanças repentinas em sua condutividade, fazendo surgir picos de corrente elétrica, que
podem danificar equipamentos sensíveis.
●Efeitos biológicos: Os efeitos biológicos da radiação ionizante são bastante diversos.
Atualmente, existem, por exemplo, terapias baseadas na exposição à radiação para o tratamento do
câncer. Os efeitos biológicos desse tipo de radiação são divididos em duas categorias:
determinísticos e estocásticos. Os efeitos determinísticos são imediatos, tais como queimaduras
por radiação ou morte de tecidos. Já os efeitos estocásticos são relacionados à mutação do código
genético das células e ao surgimento de câncer ou doenças hereditárias.

Radioterapia
Radioterapia é uma forma de combate ao câncer que utiliza radiação ionizante para combater o
crescimento de células cancerosas. Apesar de existirem diferentes formas de radioterapia, todas
funcionam de forma similar: a radiação ionizante danifica as células cancerígenas, impedindo a
progressão da doença.
A radioterapia pode ser utilizada de forma terapêutica para a cura, tratamento ou alívio de
sintomas causados por alguns tipos câncer. Como todo tratamento, pode trazer consigo alguns
efeitos colaterais indesejados, como perda de peso e de cabelos, sensação de cansaço, etc.
A radioterapia pode ser administrada nos pacientes de forma externa ou interna. Na radioterapia
externa, um acelerador linear de partículas produz feixes altamente energéticos e concentrados
de raios X, que são cuidadosamente direcionados ao local do tumor maligno. Esses feixes são
produzidos, geralmente, pela desaceleração de elétrons no momento em que eles colidem com um
alvo metálico em velocidades próximas à velocidade da luz.
Veja também: LHC: o maior acelerador de partículas do mundo
Existem duas modalidades de radioterapia interna: a braquiterapia e a terapia com
radioisótopos. A braquiterapia consiste no implante de fontes de radiação junto ao tumor
cancerígeno, minimizando o efeito da radiação em tecidos saudáveis. Já a terapia com radioisótopos
consiste na ingestão de cápsulas ou soluções compostas por elementos radioativos, como o iodo-
131.
Como cada tipo de câncer responde de maneira distinta a determinadas radiações, às vezes é
necessário combinar diferentes formas de radioterapia para que se alcance o melhor resultado
possível, minimizando os efeitos colaterais do tratamento sem perder efetividade.

__________________________________________________________________________
[Fonte:Wikipedia]:
Aplicações da radiação[editar | editar código-fonte]
A radiação alfa é constituída por núcleos de hélio e pode
ser detida por uma folha de papel. A radiação beta é
constituída por elétrons e pode ser detida por uma folha de
alumínio. A radiação gama é constituída por ondas
eletromagnéticas e é parcialmente absorvida ao penetrar em
[1]
um material denso.

As aplicações da radiação ionizante são inúmeras, pode-se citar algumas:

Aplicações industriais[editar | editar código-fonte]


Algumas aplicações industriais que utilizam a radiação ionizante produzida por fontes radioativas ou aceleradores de
[8]
partículas são:

● Esterilização por irradiação: neste processo são usados raios X e gama de alta energia, produzidos por fontes como o
60 [9]
Co ou aceleradores lineares com o intuito de destruir micro-organismos nocivos. Isso pode ser feito para materiais
hospitalares (como seringas, algodão, sutura) mas também pode ser usado para irradiação de alimentos, diminuindo a
contaminação por micro-organismos ou inibindo o brotamento. Neste caso é importante notar que não há contato dos
[10]
alimentos com o material radioativo, inexistindo a possibilidade de contaminação.
● Modificação de materiais por irradiação: é possível alterar ou melhorar a coloração de gemas para uso em joias, como
[11][12]
água marinha, topázio, quartzo e turmalina. Plásticos também podem ser irradiados por elétrons tendo suas
propriedades melhoradas através de reações de reticulação, como por exemplo a isolação de cabos elétricos.
● Controle de processos usando fontes radioativas: fontes radioativas seladas (ou seja, seladas de forma rígida e
inviolável) podem ser usadas para monitorar a espessura de filmes e o nível de fluídos em envasamentos.
● Radiografia com fontes gama: quando é necessário verificar a integridade de materiais e equipamentos em campo de
forma não destrutiva, mas onde não seja possível o uso de um aparelho de raios X, pode-se utilizar fontes radioativas
192
seladas, emissoras de raios gama como o Ir.

Aplicações na medicina[editar | editar código-fonte]


No início do século XX, quando ainda havia falta de maiores estudos sobre as propriedades físico-químicas da radiação,
uma série de terapias com elementos radioativos (especialmente urânio, rádio e radônio) foram propostas e até mesmo
comercializadas. Nos Estados Unidos, apenas a partir da década de 1930 foram tomadas medidas para proibir o uso de
produtos com substâncias radioativas prejudiciais à saúde. Até a década de 1940, uma empresa americana comercializava
[13]
medicamentos na forma de pomadas, comprimidos e supositórios contendo elementos radioativos.
De uma maneira geral, as aplicações das radiações ionizantes na medicina compreendem um campo genericamente
[6]
denominado radiologia, que por sua vez compreende a radioterapia, a radiologia diagnóstica e a medicina nuclear.
Radiações podem ser usadas para pesquisa, diagnóstico e tratamento na medicina estando todos esses usos sujeitos às
[14]
regulações governamentais. Nos EUA, esses usos constituem a principal fonte de exposição humana a radiação. Na
pesquisa, normalmente usam-se pequenas doses de radiação, na busca de novas formas de diagnosticar e tratar doenças.
[15] [16]
Um dos usos mais comuns, para diagnóstico, são os raios-X; na Rússia 50% da população está sujeita a eles , e nos
[14]
EUA raios-X são utilizados em mais de metade dos diagnósticos de ferimentos físicos. Também se destacam a tomografia
[15]
computadorizada (em inglês CT scan) e o uso de radionuclídeos para formação de imagens na medicina nuclear.
Quando usada para tratamento, o principal destaque é o uso da radioterapia para combate ao câncer; neste caso, os
131 32 89 153 60 [15]
radionuclídeos mais usados são: I, P, Sr e Sm; Co é usado externamente, como um potente emissor gama.
Atualmente, aceleradores lineares de elétrons com energia entre 5 e 30 MeV são as principais máquinas para radioterapia
(em 2008 existiam aproximadamente 5000 destes no mundo). Nessas máquinas, os raios X são produzidos quando os
[17]
elétrons acelerados atingem um alvo de metal pesado.
Caso medidas adequadas de segurança sejam adotadas, a contaminação por radionuclídeos em hospitais deve ser
[18]
mínima. No entanto, Ho & Shearer , ao analisarem a contaminação em sanitários próximos aos laboratórios que utilizam
radiação, recomendaram que sejam designados sanitários especiais a pacientes realizando tratamento radioativo,
presumivelmente para evitar contaminação dos outros pacientes.
________________________________________________________________
[Fonte:[Link]]:

Radiação Ionizante
A radiação ionizante consiste em ondas eletromagnéticas com energia suficiente para fazer com que os elétrons se desprendem de átomos e

moléculas, alterando sua estrutura – num processo conhecido como ionização. Como resultado, eles tornam-se eletricamente carregados (Figura

1) 1.

Como parte do nosso ambiente, tanto das fontes naturais presentes na terra (terrestres) quanto do espaço (cósmico), estamos

permanentemente expostos às radiações ionizantes. Além disso, fontes artificiais também contribuem para nossa exposição.
Fig. 1: Ionização é o processo onde um elétron é ejetado do átomo, que em seguida, torna-se eletricamente carregado.

Existem vários tipos de radiação ionizante e cada um tem um poder diferente de penetração e causa diferentes graus de ionização na matéria.

Os tipos de radiações ionizantes mais conhecidos são os raios X, usados em equipamento radiológico para fins médicos, como por exemplo,

no diagnóstico e tratamento. A radiação alfa (α), beta (β) e gama (γ) produzidas por núcleos de átomos instáveis são outros tipos de radiações

ionizantes.

A radiação ionizante penetra de acordo com seu tipo e energia. Enquanto partículas alfa podem ser bloqueadas por uma folha de papel,

partículas beta requerem alguns milímetros de, por exemplo, alumínio, para bloqueá-las, enquanto a radiação gama de alta energia requer

materiais densos para bloqueá-la, como por exemplo, chumbo ou concreto.

A radiação ionizante ocorre naturalmente, por exemplo, pela decomposição de substâncias radioativas naturais como o gás radônio. A taxa na

qual um radionuclídeo se decompõe (torna-se menos radioativo) é definida por sua “meia vida”, ou seja, pelo tempo que leva para um material

radioativo reduzir sua atividade em 50%. Dependendo do radionuclídeo, isso pode variar de frações de segundo a milhões de anos.

É possível medir a radiação em materiais, mesmo em níveis muito baixos, devido à ionização resultante. A quantidade de material radioativo

encontrado no ar, água, solo, grama, alimentos, etc, podem ser detectados, e a quantidade de radioatividade medida é expressa como uma

concentração.

Nos Estados Unidos, a dose de radiação geralmente é medida em unidades denominadas rem e milirem. No Sistema Internacional de

Unidades, a dose é medida em unidades chamadas sieverts (Sv) e milisieverts (mSv). Um sievert equivale a 100 rem.

1. Modificado de acordo com a: [Link] (Última visita 12 de Agosto de


2011)

Benefícios e Riscos da Radiação


Ser exposto à radiação em excesso pode ser prejudicial e até letal. Por outro lado, sem radiação, não nos beneficiaríamos do calor do sol e a

vida não existiria da forma que conhecemos.


Benefícios e Riscos da Radiação Ionizante


O efeito da radiação ionizante em nossos corpos difere de acordo com seu tipo e energia. Os cientistas sabem, há mais de 80 anos, que grandes

doses de radiação ionizante podem danificar os tecidos humanos.

Benefícios e Riscos da Radiação Não Ionizante


As fontes e os usos da radiação não ionizante incluem a luz solar, micro-ondas, ondas de rádio, laser, radar e sonar.

Radiação na Medicina
Existem inúmeras áreas onde o poder de radiação e técnicas nucleares têm sido aproveitadas em benefício da humanidade, não apenas na

medicina, mas também na indústria, agricultura e outros campos da ciência e da tecnologia.

Radiação na Medicina
Existem inúmeras áreas onde o poder de radiação e técnicas nucleares têm sido aproveitadas em benefício da humanidade, não apenas na

medicina, mas também na indústria, agricultura e outros campos da ciência e da tecnologia. Os benefícios para os pacientes em termos de vidas

poupadas através de técnicas de tratamento e diagnóstico médico aprimorado são inúmeros e o uso adestrado e controlado da radiação tornou-

se parte essencial do tratamento médico moderno, especialmente para certas formas de câncer.
Hoje, a imagiologia médica ajuda a detectar e diagnosticar a doença em seus estágios

iniciais. Ela permite que os médicos determinem os cuidados mais apropriados e eficazes, onde, anteriormente, era necessário a cirurgia

exploratória para descobrir a causa dos sintomas ou a natureza de uma doença.

A partir da substituição da colonoscopia por uma Tomografia Computadorizada para descobrir um pólipo antes que se torne canceroso ou

receber radioterapia que permite o paciente levar uma vida relativamente normal sem cirurgia. Pesquisas mostram que estas técnicas médicas

não apenas melhoram a saúde e poupam vidas, como também podem ajudar a reduzir os custos de assistência médica e diminuir as despesas.

Embora a radiação implique em riscos, assim como proporciona efeitos benéficos, sua contribuição generalizada é positiva, e de um ponto de

vista médico, menos prejudicial que a cirurgia exploratória.

História da radiação médica

Fig. 1: O nome de Röntgen está principalmente associado com a descoberta dos raios que ele chamou de raios-X.

Em 8 de Novembro de 1895, o físico alemão Wilhelm Röntgen (Figura 1) 1, descobriu a radiação atualmente conhecida como raios-X ou raios

Röntgen, ao investigar os efeitos externos da radiação de vários tipos de tubos a vácuo. Usando uma “janela” fina de alumínio que permitiu a luz

sair do tubo, mantendo o vácuo necessário, ele observou a fluorescência em uma tela fluorescente fora do tubo, mesmo quando a janela foi

coberta com papelão. Enquanto ele estava investigando a capacidade de vários materiais para bloquear os raios, Röntgen viu a primeira imagem
radiográfica do mundo, seu próprio esqueleto de forma cintilante em uma tela fluorescente especial. Em Dezembro de 1895, ele publicou seu

documento2, “Sobre um Novo Tipo de Raios”, com a primeira radiografia publicada (Figura 2). 3

Fig. 2: O primeiro raio-X foi publicado por W. Röntgen, uma imagem radiográfica da mão de sua esposa.

Em 1896, o físico francês Henri Becquerel descobriu que os sais de urânio emitiam raios que se assemelhavam aos raios-X na sua

capacidade de penetração em objetos sólidos. Ele demonstrou que esta radiação não dependia de uma fonte de energia externa, mas parecia ser

emitido espontaneamente pelo próprio urânio. A física polonesa Marie Curie descobriu outros elementos radioativos (polônio e rádio). Ela

postulou a teoria da radioatividade 4, o que explica porque alguns elementos perdem energia sob a forma de radiação, transformando-se

espontaneamente e “decompondo-se” ao longo dos anos. Ela também conduziu os primeiros estudos sobre o tratamento do câncer usando

substâncias radioativas.

1. [Link] (Última visita: 12 de Agosto de 2011)

2. Röntgen W. Ueber eine neue Art von Strahlen. Sitzungsberichte der Wuerzburger Physik.-medic. Gesellschaft, Wuerzburg,
1895.

3. [Link] /[Link] (Última visita: 12 de Agosto de 2011)

4. Robert R., Curie M. Nova Biblioteca Americana, New York, 1974, p. 184.

[Fonte:[Link]]:
Radiações são ondas eletromagnéticas ou partículas que se propagam com uma determinada velocidade. Contêm energia, carga eléctrica e
magnética. Podem ser geradas por fontes naturais ou por dispositivos construídos pelo homem. Possuem energia variável desde valores pequenos até
muito elevados.

As radiações electromagnéticas mais conhecidas são: luz, microondas, ondas de rádio, radar, laser, raios X e radiação gama. As radiações sob a
forma de partículas, com massa, carga eléctrica, carga magnética mais comuns são os feixes de elétrons, os feixes de prótrons, radiação beta, radiação
alfa.

Tipos de Radiação

Dependendo da quantidade de energia, uma radiação pode ser descrita como não ionizante ou ionizante.

Radiações não ionizante possuem relativamente baixa energia. De fato, radiações não ionizantes estão sempre a nossa volta. Ondas eletromagnéticas
como a luz, calor e ondas de rádio são formas comuns de radiações não ionizantes. Sem radiações não ionizantes, nós não poderíamos apreciar um
programa de TV em nossos lares ou cozinhar em nosso forno de microondas.

Altos níveis de energia, radiações ionizantes, são originadas do núcleo de átomos, podem alterar o estado físico de um átomo e causar a perda de
elétrons, tornando-os eletricamente carregados. Este processo chama-se "ionização".

Um átomo pode se tornar ionizado quando a radiação colide com um de seus elétrons. Se essa colisão ocorrer com muita violência, o elétron pode ser
arrancado do átomo. Após a perda do elétron, o átomo deixa de ser neutro, pois com um elétron a menos, o número de prótons é maior. O átomo torna-se
um "íon positivo".

Estabilidade do Núcleo Atômico

A tendência dos isótopos dos núcleos atômicos é atingir a estabilidade. Se um isótopo estiver numa configuração instável, com muita energia ou com
muitos nêutrons, por exemplo, ele emitirá radiação para atingir um estado estável. Um átomo pode liberar energia e se estabilizar por meio de uma das
seguintes formas:

* emissão de partículas do seu núcleo;

* emissão de fótons de alta freqüência.

* O processo no qual um átomo espontaneamente libera energia de seu núcleo é chamado de "decaimento radioativo".

* Quando algo decai na natureza, como a morte de uma planta, ocorrem trocas de um estado complexo (a planta) para um estado simples (o solo). A
idéia é a mesma para um átomo instável. Por emissão de partículas ou de energia do núcleo, um átomo instável troca, ou decai, para uma forma mais
simples. Por exemplo, um isótopo radioativo de urânio, o 238, decai até se tornar chumbo 206. Chumbo 206 é um isótopo estável, com um núcleo estável.
Urânio instável pode, eventualmente, se tornar um isótopo estável de chumbo.

Radiação Ionizante
Energia e partículas emitidas de núcleos instáveis são capazes de causar ionização. Quando um núcleo instável emite partículas, as partículas são,
tipicamente, na forma de partículas alfa, partículas beta ou nêutrons. No caso da emissão de energia, a emissão se faz por uma forma de onda
eletromagnética muito semelhante aos raios-x : os raios gama.

Radiações Ionizantes Alfa (a), Beta (ß) e Gama (?)

Radiação Alfa (a)

As partículas Alfa são constituídas por 2 prótons e 2 nêutrons, isto é, o núcleo de átomo de hélio (He). Quando o núcleo as emite, perde 2 prótons e 2
nêutrons.

Sobre as emissões alfa, foi enunciada por Soddy, em 1911, a chamada primeira lei da Radioatividade:

Quando um radionuclídeo emite uma partícula Alfa, seu número de massa diminui 4 unidades e, seu número atômico, diminui 2 unidades.

X -----> alfa(2p e 2n) + Y(sem 2p e 2n)

Ao perder 2 prótons o radionuclídeo X se transforma no radionuclídeo Y com número atômico igual a (Y = X - 2)

As partículas Alfa, por terem massa e carga elétrica relativamente maior, podem ser facilmente detidas, até mesmo por uma folha de papel (veja a
figura a seguir); elas em geral não conseguem ultrapassar as camadas externas de células mortas da pele de uma pessoa, sendo assim praticamente
inofensivas. Entretanto podem ocasionalmente, penetrar no organismo através de um ferimento ou por aspiração, provocando, nesse caso lesões graves.
Têm baixa velocidade comparada a velocidade da luz (20 000 km/s).

Radiação Beta (ß)

As partículas Beta são elétrons emitidos pelo núcleo de um átomo instável. Em núcleos instáveis betaemissores, um nêutron pode se decompor em um
próton, um elétron e um antineutrino permanece no núcleo, um elétron (partícula Beta) e um antineutrino são emitidos.

Assim, ao emitir uma partícula Beta, o núcleo tem a diminuição de um nêutron e o aumento de um próton. Desse modo, o número de massa
permanece constante.

A segunda lei da radioatividade, enunciada por Soddy, Fajjans e Russel, em 1913, diz:

Quando um radionuclídeo emite uma partícula beta, seu número de massa permanece constante e seu número atômico aumenta 1 unidade X ----->
beta(1e) + antineutrino + Y(com 1p a mais)

Ao ganhar 1 próton o radionuclídeo X se transforma no radionuclídeo Y com número atômico igual a (Y = X + 1)

As partículas Beta são capazes de penetrar cerca de um centímetro nos tecidos(veja a figura a seguir), ocasionando danos à pele, mas não aos
órgãos internos, a não ser que sejam ingeridas ou aspiradas. Têm alta velocidade, aproximadamente 270 000 km/s.

Radiação Gama (?)


Ao contrário das radiações Alfa e Beta, que são constituídas por partículas, a radiação gama é formada por ondas eletromagnéticas emitidas por
núcleos instáveis logo em seguida à emissão de uma partícula Alfa ou Beta.

O Césio-137 ao emitir uma partícula Beta, seus núcleos se transformam em Bário-137. No entanto, pode acontecer de, mesmo com a emissão, o
núcleo resultante não eliminar toda a energia de que precisaria para se estabilizar. A emissão de uma onda eletromagnética (radiação gama) ajuda um
núcleo instável a se estabilizar.

É importante dizer que, das várias ondas eletromagnéticas (radiação gama, raios-X, microondas, luz visível, etc), apenas os raios gama são emitidos
pelos núcleos atômicos.

As radiações Alfa, Beta e Gama possuem diferentes poderes de penetração, isto é, diferentes capacidades para atravessar os materiais.

Assim como os raios-X os raios gama são extremamente penetrantes, sendo detido somente por uma parede de concreto ou metal (veja a figura a
seguir). Têm altíssima velocidade que se igual à velocidade da luz (300 000 km/s).

Raios-X

Os raios-X que não vêm do centro dos átomos, como os raios Gama. Para obter-se raios-X, uma máquina acelera elétrons e os faz colidir contra uma
placa de chumbo, ou outro material. Na colisão, os elétrons perdem a energia cinética, ocorrendo uma transformação em calor (quase a totalidade) e um
pouco de raios-X.

Estes raios interessantes atravessam corpos que, para a luz habitual, são opacos. O expoente de absorção deles é proporcional à densidade da
substância. Por isso, com o auxílio dos raios X é possível obter uma fotografia dos órgãos internos do homem. Nestas fotografias, distinguem-se bem os
ossos do esqueleto e detectam-se diferentes deformações dos tecidos brandos.

A grande capacidade de penetração dos raios X e as suas outras particularidades estão ligadas ao fato de eles terem um comprimento de onda muito
pequeno.

Aplicações

A radiação ionizante tornou-se há muitos anos parte integrante da vida do homem. Sua aplicação se dá na área da medicina até às armas bélicas,
contudo, sua utilidade é indiscutível. Atualmente, por exemplo a sua utilização em alguns exames de diagnóstico médico, através da aplicação controlada
da radiação ionizante (a radiografia é mais comum), é uma metodologia de extremo auxílio. Porém os efeitos da radiação não podem ser considerados
inócuos, a sua interação com os seres vivos pode levar a teratogenias e até a morte. Os riscos e os benefícios devem ser ponderados. A radiação é um
risco e deve ser usada de acordo com os seus benefícios.

a)Saúde
Radioterapia

Consiste na utilização da radiação gama, raios X ou feixes de elétrons para o tratamento de tumores, eliminando células cancerígenas e impedindo o
seu crescimento. O tratamento consiste na aplicação programada de doses elevadas de radiação, com a finalidade de atingir as células cancerígenas,
causando o menor dano possível aos tecidos sãos intermediários ou adjacentes.

Braquiterapia

Trata-se de radioterapia localizada para tipos específicos de tumores e em locais específicos do corpo humano. Para isso são utilizadas fontes
radioativas emissoras de radiação gama de baixa e média energia, encapsuladas em aço inox ou em platina, com atividade da ordem das dezenas de
Curies. A principal vantagem é devido à proximidade da fonte radioativa afeta mais precisamente as células cancerígenas e danifica menos os tecidos e
órgãos próximos.

Aplicadores

São fontes radioativas de emissão beta distribuídas numa superfície , cuja geometria depende do objetivo do aplicador. Muito usado em aplicadores
dermatológicos e oftalmológicos. O princípio de operação é a aceleração do processo de cicatrização de tecidos submetidos a cirurgias, evitando
sangramentos e quelóides, de modo semelhante a uma cauterização superficial. A atividade das fontes radioativas é baixa e não oferece risco de acidente
significativo sob o ponto de vista radiológico. O importante é o controle do tempo de aplicação no tratamento, a manutenção da sua integridade física e
armazenamento adequado dos aplicadores.

Radioisótopos

Existem terapias medicamentosas que contém radioisótopos que são administrados ao paciente por meio de ingestão ou injeção, com a garantia da
sua deposição preferencial em determinado órgão ou tecido do corpo humano. Por exemplo, isótopos de iodo para o tratamento do cancro na tiróide.

b)Diagnóstico:

Radiografia

A radiografia é uma imagem obtida, por um feixe de raios X ou raios gama que atravessa a região de estudo e interage com uma emulsão fotográfica
ou tela fluorescente. Existe uma grande variedade de tipos, tamanhos e técnicas radiográficas. As doses absorvidas de radiação dependem do tipo de
radiografia. Como existe a acumulação da radiação ionizante não se devem tirar radiografias sem necessidade e, principalmente, com equipamentos fora
dos padrões de operação. O risco de dano é maior para o operador, que executa rotineiramente muitas radiografias por dia. Para evitar exposição
desnecessária, deve-se ficar o mais distante possível, no momento do disparo do feixe ou protegido por um biombo com blindagem de chumbo.

Tomografia

O princípio da tomografia consiste em ligar um tubo de raios X a um filme radiográfico por um braço rígido que gira ao redor de um determinado ponto,
situado num plano paralelo à película. Assim, durante a rotação do braço, produz-se a translação simultânea do foco (alvo) e do filme. Obtém-se imagens
de planos de cortes sucessivos, como se observássemos fatias seccionadas, por exemplo, do cérebro. Não apresenta riscos de acidente pois é operada
por electricidade, e o nível de exposição à radiação é similar. Não se devem realizar exames tomográficos sem necessidade, devido à acumulação de
dose de radiação.

Mamografia

Atualmente a mamografia é um instrumento que auxilia na prevenção e na redução de mortes por câncer de mama. Como o tecido da mama é difícil
de ser examinado com o uso de radiação penetrante, devido às pequenas diferenças de densidade e textura de seus componentes como o tecido adiposo
e fibroglandular, a mamografia possibilita somente suspeitar e não diagnosticar um tumor maligno. O diagnóstico é complementado pelo uso da biópsia e
ultrasonografia. Com estas técnicas, permite-se a detecção precoce em pacientes assintomáticas e imagens de melhor definição em pacientes
sintomáticas. A imagem é obtida com o uso de um feixe de raios X de baixa energia, produzidos em tubos especiais, após a mama ser comprimida entre
duas placas. O risco associado à exposição à radiação é mínimo, principalmente quando comparado com o benefício obtido.

Mapeamento com radiofármacos


O uso de marcadores é comum. O marcador radioactivo tem o objetivo de, como o nome mesmo diz, marcar moléculas de substâncias que se
incorporam ou são metabolizadas pelo organismo do homem, de uma planta ou animal. Por exemplo, o iodo-131 é usado para seguir o comportamento do
iodo -127, estável, no percurso de uma reacção química in vitro ou no organismo. Nestes exames, a irradiação da pessoa é inevitável, mas deve-se ter em
atenção para que esta seja a menor possível.

Como minimizar os efeitos da radiação ionizante

A minimização dos efeitos da radiação nos trabalhadores inicia pela avaliação de risco, o correto planejamento das atividades a serem
desenvolvidas, utilização de instalações e de práticas corretas, de tal forma a diminuir a magnitude das doses individuais, o número de pessoas expostas
e a probabilidade de exposições acidentais.

Os equipamentos de proteção (EPC e EPI) devem ser utilizados por todos os trabalhadores, além de ser observado a otimização desta proteção pelo
elaboração e execução correta de projeto de instalações laboratoriais, na escolha adequada dos equipamentos e na execução correta dos procedimentos
de trabalho.

Por outro lado o controle das doses nos trabalhadores deve considerar três fatores:

1. Tempo:

A dose recebida é proporcional ao tempo de exposição e à velocidade da dose D = t x velocidade da dose

[Link]ância:

A intensidade da radiação decresce com o quadrado da distância D1/D2 = (d1/d2)2

[Link]:

A espessura da blindagem depende do tipo de radiação, da atividade da fonte e da velocidade de dose aceitável após a blindagem. Para a protecção
do trabalhador os comandos do equipamentos devem ter blindagem, assegurando que o técnico possa ver e manter o contacto com o paciente no
decorrer do exame. As próprias salas devem ter blindagem, por forma a assegurar e garantir a segurança radiológica tanto do técnico como do pessoal
circunvizinho à sala. Estas protecções devem ter espessura suficiente para garantir a proteção contra a radiação primária e a radiação difundida que pode
atingir as paredes da sala.

No cálculo das blindagens leva-se em conta:

* a energia da radiação produzida;

* a quantidade de radiação produzida por determinado período (carga de trabalho);

* grau de ocupação ou frequência do ponto de interesse;

* material a ser usado como blindagem.

* Para a blindagem de raios X e Gama usa-se geralmente o chumbo. Contudo outros materiais podem ser utilizados embora a espessura necessária
para se obter a mesma atenuação que com o chumbo seja muito maior.

A garantia de que as condições de trabalho é adequada do ponto de vista da proteção pode ser obtida através do levantamento radiométrico da
instalação. Esta medida tem por objetivo verificar se durante a operação, a instalação apresenta níveis de segurança adequados aos trabalhadores.

Controle à Exposição

Monitorização

Este processo tem como objetivo garantir a menor exposição possível aos trabalhadores e garantir que os limites de dose não são superados.

Tipos de Monitorização:

* Pessoal - procura estimar a dose recebida pelo trabalhador durante as suas atividades envolvendo radiação ionizante. As doses equivalentes são
determinadas pela utilização de um ou vários dosímetros que devem ser usados na posição que forneça uma medida representativa da exposição nas
partes do corpo expostos à radiação. No caso do trabalhador usar diferentes tipos de radiação então diferentes tipos de dosímetros devem ser utilizados:

* Monitorização da radiação externa;


* Monitorização da contaminação interna

* De área - Tem por objetivo a avaliação das condições de trabalho e verificar se há presença radioativa. Os resultados das medidas efetuadas com
os monitores da área devem ser comparados com os limites primários ou derivados, a fim de se tomar ações para garantir a proteção necessária.

Tipos de Dosímetros
Diversos métodos ou sistemas foram desenvolvidos a fim de
possibilitar a determinação da dose de radiação. O objetivo é o de
quantificar a energia absorvida, a fim de proporcionar um
conhecimento mais profundo dos efeitos da radiação ionizante sobre a
matéria.

Figura - Exemplos de dosímetros

Os requisitos são:

* a resposta do dosímetro deve ser linear com a dose absorvida;

* o aparelho deve ser de alta sensibilidade, por forma a medir doses baixas;

* deve apresentar amplo intervalo de resposta;

* a resposta deve ser independente da velocidade da dose;

*deve possuir estabilidade da resposta ao longo do tempo;

*De uma forma geral podemos classificar os dosímetros em: de leitura direta e de leitura indireta, os primeiros fornecem ao utilizador a dose ou
velocidade da dose em qual quer instante, os segundos necessitam de um procedimento para a sua leitura.

Para finalizar devemos lembrar de alguns requisitos que compõem os procedimentos de segurança:

* delimitação de zonas e áreas (controladas e de vigilância),

* selagem

* limitar o acesso

* utilizar equipamentos de proteção individual

* proibir a comida e a bebida, o fumar, mascar chicletes, manusear lentes de contato, a aplicação de cosméticos e ou produtos de higiene pessoal ou
armazenar alimentos para consumo nos locais de uso de radiação e áreas adjacentes.

* lavar as mãos:

- antes e após a manuseio de materiais radioativos, após a remoção das luvas e antes de saírem do laboratório.

- antes e após o uso de luvas.

- antes e depois do contato físico com pacientes.

- antes de comer, beber, manusear alimentos e fumar.

- depois de usar o toalete, coçar o nariz, cobrir a boca para espirrar, pentear os cabelos.

- mãos e antebraços devem ser lavados cuidadosamente (o uso de escovas deverá ser feito com atenção).
-manter líquidos anti-sépticos para uso, caso não exista lavatório no local.

- evitar o uso de calçados que deixem os artelhos à vista.

- não usar anéis, pulseiras, relógios e cordões longos, durante as atividades laboratoriais.

- não colocar objetos na boca.

- não utilizar a pia do laboratório como lavatório.

- usar roupa de proteção durante o trabalho. Essas peças de vestuário não devem ser usadas em outros espaços que não sejam do laboratório
(escritório, biblioteca, salas de estar e refeitório).

- afixar o símbolo internacional de "Radioatividade" na entrada do laboratório. Neste alerta deve constar o nome e número do telefone do pesquisador
responsável.

- presença de kits de primeiros socorros, na área de apoio ao laboratório.

- o responsável pelo laboratório precisa assegurar a capacitação da equipe em relação às medidas de segurança e emergência

-providenciar o exame médico periódicos;

-adoção de cuidados após a exposição à radiação.

Referências Bibliográficas

Ramos, J. [Link] em 16.12.03. Disponível em: [Link]

Portela, F.; Lichtenthäler Filho, R. Energia Nuclear. Acessado em 10.12.03. Disponível em: http//[Link]

Alvarenga, A. V. C. R. Radioatividade. Acessado em 10.12.03. Disponível em: [Link]

Cardoso, Eliezer de Moura, Aplicações da Energia Nuclear- Apostila educativa, Comissão Nacional de Energia Nuclear, 1999

Cardoso, Eliezer de Moura, Radioatividade - Apostila educativa, Comissão Nacional de Energia Nuclear, 1999

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[Fonte: Livro Okuno]:

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Aplicadores
São fontes radioativas beta emissoras distribuidas sobre uma superfície , cuja geometria depende
do objetivo do aplicador. O Sr-90 é um radionuclídeo muito usado em aplicadores dermatológicos e
oftamológicos. O princípio de operação é a aceleração do processo de cicatrização de tecidos
submetidos a cirurgias, evitando sangramentos (operação de pterígio) e quelóides (cirurgia plástica),
de modo semelhante a uma cauterização superficial.
Radioisótopos
Alguns tratamentos utilizam medicamentos contendo radiosiótopos, inoculados no paciente por
meio de ingestão ou injeção, com a garantia de sua deposição preferencial em determinado órgão ou
tecido do corpo humano. Por exemplo, isótopos do iodo para o tratamento de câncer na tireóide. Um
paciente submetido a este tratamento torna-se uma fonte radioativa, pois as radiações gama, além
de acertar os tecidos alvo, podem sair com intensidade significativa da região de deposição e atingir
pessoas nas proximidades. Neste caso, deve-se utilizar radioisótopos de meia-vida curta, para
facilitar o breve retorno do paciente à sua casa, sem causar irradiação significativa a seus familiares
ou pessoas próximas. Outra garantia, é a atividade do radioisótopo aplicado não ultrapassar os
valores estabelecidos nos procedimentos médicos ou nas recomendações de radioproteção.
[Link]
Radia%C3%A7%C3%[Link]

A braquiterapia é um tipo de radioterapia interna na qual um material radioativo é inserido dentro ou


próxima ao órgão a ser tratado. Para isso são utilizados fontes radioativas específicas, pequenas e de
diferentes formas por meio de guias denominadas cateteres ou sondas.

Atualmente, com o desenvolvimento dos sistemas computadorizados, as fontes radioativas entram nesses
cateteres, após sua colocação no paciente, controlados por um programa de computador no qual o físico
calcula a dose de tratamento prescrita pelo radioterapeuta.

Existem dois tipos de braquiterapia:

● Alta Taxa de Dose - A braquiterapia de alta taxa de dose (HDR) envolve a colocação de uma única
fonte radioativa de alta dose ao lado ou no interior do tumor durante um curto período de tempo,
normalmente por alguns minutos. Tipicamente , os radioterapeutas utilizam cateteres ou agulhas,
usualmente denominados de aplicadores para direcionar a posição da fonte radioativa para o tumor ,
embora dependa da região do corpo a ser tratada, em alguns casos, pode ser necessária a utilização
de cateteres. A braquiterapia HDR é frequentemente utilizada para tratar cânceres ginecológicos, de
pulmão, mama, próstata e câncer de cabeça e pescoço. É geralmente realizada em regime
ambulatorial, ou seja, normalmente são realizadas apenas algumas sessões de tratamento.

● Baixa Taxa de Dose - A braquiterapia de baixa taxa de dose (LDR) requer que as fontes radioativas
sejam inseridas no interior do tumor de forma permanente. Este tipo de braquiterapia é utilizada
principalmente no tratamento do câncer de próstata, quando são inseridas pequenas sementes
radioativas. O nível de radiação emitida pelas sementes diminui gradativamente ao longo do tempo,
de modo que a maior parte da radiação é liberada ao longo dos 3 primeiros meses, e aos 9 meses, as
sementes estão praticamente inativas.
Além disso, na braquiterapia LDR e HDR, a radiação também pode ser liberada com curtos períodos de
irradiação, por exemplo, a cada 1h, durante um período total de até 24 h. Essa modalidade é denominada
taxa de dose pulsada ou braquiterapia PDR. A braquiterapia PDR é frequentemente utilizada para tratar
tumores ginecológicos e de cabeça e pescoço.

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prostatectomy#:~:text=A%20prostatectomy%20is%20a%20surgical,(or%20part%20of%20it).

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intraoperatoria/

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%2030%20e%2069%20anos.

[Link]

[Link]
[Link]
tecnologias-empregadas/o-que-e-radiacao-nocoes-basicas-de-protecao-radiologica/

[Link]
%20produzidos%20pela%20radia%C3%A7%C3%A3o%20absorvida.

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