Akuzike Mataka
Delvio Guambe
Esperanca Saiba
Igor Adelino
Shenaz Mocumbi
Ideologia e Propaganda Politica
Academia Militar “Marechal Samora Machel”
Nampula, 2025
Akuzike Mataka
Delvio Guambe
Esperanca Saiba
Igor Adelino
Shenaz Mocumbi
Ideologia e Propaganda Politica
Trabalho de carácter avaliativo referente à cadeira
de Ciencias Politicas, na Especialidade de
Infantaria B, 2˚ ano, leccionada pelo docente: Tnt.
Antonio Chama
Academia Militar “Marechal Samora Machel”
Nampula, 2025
Índice
1. Introdução...............................................................................................................................4
1.1. Objetivos..............................................................................................................................4
1.1.1 Objetivo Geral................................................................................................................4
1.1.2 Objetivos Específicos.....................................................................................................4
2. . Ideologias Políticas: Conceito e Correntes Principais..........................................................5
2.1 Principais Correntes Ideológicas:.....................................................................................5
3. A propaganda política.............................................................................................................6
3.1 Características da Propaganda Política.............................................................................7
3.2 Instrumentos e Meios de Disseminação............................................................................7
3.3 As técnicas mais recorrentes da propaganda política:......................................................7
3.3 O Papel da Mídia e das Redes Sociais na Propaganda Contemporânea...........................9
3.4 Relação entre Ideologia e Propaganda..............................................................................9
4. Conclusão................................................................................................................................9
5. Referências Bibliográficas....................................................................................................10
1. Introdução
A política, enquanto fenômeno social, está intrinsecamente ligada à formação e disseminação
de ideias. As ideologias políticas e as propagandas políticas desempenham papéis centrais no
modo como os indivíduos percebem, interpretam e participam do espaço público. As
ideologias fornecem estruturas interpretativas amplas que orientam a ação política, enquanto a
propaganda atua como instrumento de mobilização, persuasão e consolidação do poder
político. A compreensão dessas duas dimensões permite aprofundar a análise sobre o
comportamento político das sociedades e o funcionamento dos sistemas democráticos e
autoritários.
Este trabalho propõe uma análise crítica e aprofundada dos conceitos de ideologia política e
propaganda política, examinando suas origens, evolução e impacto nos regimes políticos
contemporâneos. Para tanto, serão utilizados referenciais teóricos clássicos e contemporâneos,
buscando compreender como essas ferramentas moldam a opinião pública e influenciam os
processos eleitorais e a manutenção do poder.
1.1. Objetivos
1.1.1 Objetivo Geral
Analisar a relação entre as ideologias políticas e as propagandas políticas,
identificando seus efeitos sobre o comportamento político dos cidadãos e o
funcionamento das instituições democráticas.
1.1.2 Objetivos Específicos
Definir o conceito de ideologia política e explorar suas principais correntes históricas.
Compreender o papel da propaganda política como instrumento de comunicação e
manipulação.
Analisar como a propaganda é utilizada para promover ideologias políticas em
diferentes contextos históricos e sociais.
Refletir sobre os impactos da propaganda ideológica nos processos eleitorais e na
consolidação de regimes políticos.
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2. . Ideologias Políticas: Conceito e Correntes Principais
A palavra "ideologia" foi originalmente cunhada por Antoine Destutt de Tracy no final do
século XVIII, com o intuito de designar a “ciência das ideias”, ou seja, um campo de estudo
que investigasse a origem, a natureza e os efeitos das ideias humanas sobre o comportamento
e a organização social. Contudo, ao longo do tempo, o termo sofreu significativas
transformações em seu significado e uso.
Karl Marx e Friedrich Engels, no século XIX, conferiram à ideologia uma conotação crítica e
política, ao defini-la como uma “falsa consciência” — uma construção simbólica elaborada
pelas classes dominantes com o propósito de mascarar as contradições inerentes ao modo de
produção capitalista e perpetuar a exploração de classe (MARX; ENGELS, 1845). Para eles, a
ideologia integra a superestrutura da sociedade, funcionando como um instrumento de
legitimação da dominação da burguesia sobre o proletariado.
Avançando nesse debate, o filósofo marxista Louis Althusser, em sua obra publicada em
1970, propõe uma diferenciação entre ideologia e ciência, argumentando que a ideologia não
é simplesmente um erro ou ilusão, mas uma representação imaginária da relação dos
indivíduos com suas condições reais de existência.
Althusser enfatiza que a ideologia possui uma função material e estruturante nas sociedades,
operando através de práticas e instituições que ele denomina Aparelhos Ideológicos do Estado
(AIEs) — como a escola, a família, a igreja, os meios de comunicação e o sistema jurídico.
Esses aparelhos são responsáveis por inculcar e reproduzir, de forma naturalizada, os valores,
crenças e normas que sustentam a hegemonia das classes dominantes, garantindo, assim, a
continuidade da ordem social vigente.
2.1 Principais Correntes Ideológicas:
Liberalismo: Baseado na liberdade individual, propriedade privada e livre mercado.
Representado por pensadores como John Locke, Adam Smith e, mais recentemente, Friedrich
Hayek.
Conservadorismo: Fundamentado na preservação da ordem, da moral e das instituições
tradicionais. Edmund Burke é um dos principais representantes.
Socialismo e Comunismo: Defendem a igualdade social e a propriedade coletiva. Marx,
Engels e Lenin são os principais teóricos.
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Anarquismo: Propõe a abolição do Estado e da autoridade institucional. Pierre-Joseph
Proudhon e Mikhail Bakunin são referências.
Fascismo: Nacionalista, autoritário, anticomunista e antiparlamentar. Teóricos como
Giovanni Gentile influenciaram o regime de Mussolini.
Ecologismo, Feminismo, e Pós-modernismo: Correntes contemporâneas que desafiam a
política tradicional, trazendo novas pautas e discursos alternativos.
Cada ideologia possui uma visão de mundo, um diagnóstico da realidade e propostas de
transformação (ou manutenção) da ordem social.
3. A propaganda política
A propaganda política pode ser definida como uma atividade sistemática e deliberada de
disseminação de mensagens com o intuito de influenciar, moldar ou manipular crenças,
atitudes e comportamentos coletivos.
Ao contrário da comunicação política tradicional — que, idealmente, privilegia o diálogo
racional, a argumentação e o pluralismo — a propaganda tem como eixo central a persuasão
emocional e psicológica, frequentemente dissociada da verdade objetiva e da crítica racional.
O pensador francês Jacques Ellul, em sua obra clássica Propaganda: The Formation of Men's
Attitudes (1965), argumenta que a propaganda não é apenas um instrumento de dominação
política, mas uma função estruturante da sociedade moderna, sobretudo no contexto da
tecnocracia e da massificação cultural.
Para Ellul, a propaganda é um mecanismo de adaptação e integração, pois fornece às massas
um sistema de crenças que legitima o status que, gera conformidade e mobiliza os indivíduos
para objetivos previamente definidos pelo poder. Em regimes autoritários, ela se transforma
em ferramenta repressiva e ideológica; já nas democracias contemporâneas, atua como meio
de competição simbólica, servindo interesses eleitorais, corporativos e midiáticos.
A propaganda política é uma forma específica de comunicação estratégica que visa
influenciar a opinião pública e orientar o comportamento político dos indivíduos ou grupos
sociais. Seu objetivo principal é conquistar apoio, mobilizar massas, deslegitimar adversários
ou consolidar poder, utilizando para isso técnicas de persuasão emocional e simbólica, muitas
vezes em detrimento da informação crítica e racional.
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Diferentemente da comunicação política democrática, que pressupõe diálogo, debate e
confronto de ideias, a propaganda política tende a ser unilateral, buscando construir narrativas
convincentes e mobilizadoras, mesmo que baseadas em meias verdades ou desinformação.
3.1 Características da Propaganda Política
Intencionalidade estratégica: Toda propaganda política tem um objetivo claro — eleger,
mobilizar, dividir ou dominar. É sempre orientada por interesses políticos concretos.
Persuasão emocional: Prioriza apelos afetivos em vez de argumentos racionais. Utiliza
sentimentos como medo, orgulho, ódio ou esperança para moldar comportamentos.
Simplicidade e repetição: Frases curtas, fáceis de lembrar, repetidas exaustivamente, ajudam
a sedimentar ideias e slogans no imaginário coletivo.
Construção de inimigos e heróis: Utiliza dicotomias (“nós” vs. “eles”) para polarizar e
mobilizar. Demoniza o adversário e glorifica o próprio líder ou grupo político.3
3.2 Instrumentos e Meios de Disseminação
Campanhas eleitorais: Spots televisivos, jingles, comícios, debates encenados e outdoors
são formas clássicas de propaganda política explícita.
Redes sociais e marketing digital: Plataformas como Facebook, Twitter e TikTok são hoje
ferramentas centrais de propaganda, especialmente pelo uso de algoritmos, fake news, bots e
microsegmentação.
Meios de comunicação tradicionais: Jornais, rádios e canais de televisão, muitas vezes
controlados ou alinhados a interesses políticos, veiculam conteúdos com forte carga
propagandística.
Eventos cívico-políticos: Comemorações patrióticas, feriados nacionais, campanhas públicas
e até desfiles podem ser usados como meios de propaganda, promovendo símbolos e
narrativas ideológicas.
3.3 As técnicas mais recorrentes da propaganda política:
As técnicas mais recorrentes da propaganda política incluem
Repetição de slogans, jingles e imagens simbólicas, que reforçam ideias-chave e reduzem a
complexidade dos problemas a fórmulas simplistas;
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Apelos emocionais e nacionalistas, mobilizando sentimentos como medo, orgulho,
ressentimento ou esperança;
Demonização do inimigo político, criando narrativas maniqueístas em que adversários são
associados ao caos, à decadência moral ou a ameaças externas;
Culto à personalidade, no qual líderes são apresentados como figuras messiânicas,
carismáticas e infalíveis;
Uso instrumental de pseudociência, estatísticas manipuladas e teorias conspiratórias, que
criam a aparência de racionalidade e neutralidade técnica.
Exemplos Históricos Ilustrativos
Alemanha Nazista: Sob a liderança de Joseph Goebbels, o aparato de propaganda do
Terceiro Reich converteu a ideologia nacional-socialista em uma cultura de massas, através de
filmes, jornais, rádios e símbolos que exaltavam o Führer, o militarismo e o antissemitismo. A
propaganda nazista operava como um sistema total de comunicação ideológica e afetiva, que
visava homogeneizar a consciência nacional.
União Soviética: O Estado soviético, especialmente sob Stalin, utilizou o realismo socialista
como forma oficial de expressão artística e ideológica, projetando o “homem novo
comunista” — disciplinado, produtivo, fiel ao partido. Os meios de comunicação eram
completamente estatalizados e voltados à glorificação do progresso socialista e à
deslegitimação do capitalismo.
Guerra Fria: O conflito entre EUA e URSS extrapolou o campo militar e econômico,
estendendo-se à guerra cultural e informacional. De um lado, os EUA difundiam os valores do
"mundo livre" por meio de filmes de Hollywood, rádios como a Voice of America e
campanhas anticomunistas; do outro, a URSS promovia a visão marxista-leninista como
modelo de libertação dos povos oprimidos, utilizando o rádio, a literatura, a arte e,
posteriormente, a internet como veículos de sua narrativa ideológica.
Esses exemplos mostram que a propaganda política, longe de ser um fenômeno periférico, é
um componente central das disputas de poder, seja em contextos autoritários ou democráticos.
Seu impacto vai além da manipulação eleitoral: ela contribui para a construção de identidades
coletivas, legitimações políticas e visões de mundo, muitas vezes naturalizadas e incorporadas
pelo senso comum.
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3.3 O Papel da Mídia e das Redes Sociais na Propaganda Contemporânea
Com o advento das mídias digitais e das redes sociais, a propaganda política passou por uma
profunda transformação, tanto em suas formas quanto em seus efeitos. Se, no passado, os
meios tradicionais como rádio, televisão e jornais já exerciam forte influência na construção e
disseminação de ideologias, hoje, plataformas digitais como Facebook, Instagram, X
(Twitter), TikTok e YouTube assumem um papel central na configuração do espaço público e
da consciência política.
A propaganda contemporânea, apoiada por algoritmos de recomendação, inteligência
artificial, bots automatizados e técnicas de microtargeting, tornou-se mais segmentada e
personalizada. Em vez de mensagens generalistas, campanhas políticas agora podem adaptar
seu discurso a perfis específicos de usuários, de acordo com seus interesses, emoções e
padrões de comportamento. Essa personalização das mensagens permite uma difusão
ideológica mais eficaz, mas também mais opaca, dificultando o debate público e o confronto
entre diferentes visões de mundo.
O escândalo da Cambridge Analytica, revelado em 2018, exemplifica de forma paradigmática
essa nova fase da propaganda política. A empresa britânica utilizou dados pessoais extraídos
de milhões de usuários do Facebook — sem o devido consentimento — para criar perfis
psicográficos e influenciar resultados eleitorais, como no referendo do Brexit e na eleição
presidencial dos Estados Unidos em 2016. Esse caso evidenciou como as ideologias podem
ser manipuladas, moldadas ou amplificadas por ferramentas digitais que operam nos
bastidores das interações online.
A teórica Shoshana Zuboff, em sua obra A Era do Capitalismo de Vigilância (2019), descreve
esse fenômeno como uma nova lógica de poder, em que a coleta e análise de dados se tornam
mecanismos de controle comportamental. Segundo ela, as grandes corporações tecnológicas,
ao monitorarem as ações dos indivíduos, não apenas preveem comportamentos, mas passam a
moldá-los ativamente, tornando o ser humano um "produto" que pode ser vendido aos
anunciantes, inclusive políticos.
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Nesse contexto, as ideologias políticas — liberais, conservadoras, socialistas, nacionalistas,
entre outras — não são apenas difundidas; elas são reconfiguradas conforme a lógica
algorítmica. Plataformas digitais incentivam discursos mais radicais e emocionalmente
carregados, pois estes tendem a gerar mais engajamento. Como resultado, observa-se um
aumento da polarização ideológica e da criação de "zonas de eco", nas quais os indivíduos
consomem apenas informações que reforçam suas crenças prévias, sem exposição a
perspectivas divergentes.
Além disso, as fake news e campanhas de desinformação tornaram-se armas ideológicas
poderosas. Muitos conteúdos falsos são deliberadamente produzidos para fortalecer
determinadas posições ideológicas, demonizar adversários políticos ou semear confusão e
desconfiança na sociedade. Essas estratégias comprometem a integridade dos processos
democráticos e criam um ambiente propício à erosão da esfera pública, minando o debate
racional e o pensamento crítico.
Dessa forma, a propaganda digital, aliada ao poder da mídia e das redes sociais, não apenas
transmite ideologias — ela as adapta, distorce e reinventa. A fronteira entre informação e
manipulação torna-se cada vez mais tênue, e o papel dos cidadãos, dos meios de comunicação
tradicionais e das instituições democráticas é constantemente desafiado. Torna-se urgente
repensar mecanismos de regulação, alfabetização midiática e transparência algorítmica para
que a propaganda política, ainda que inevitável, não comprometa os princípios da democracia
e da liberdade de pensamento.
3.4 Relação entre Ideologia e Propaganda
A propaganda desempenha um papel fundamental na difusão e consolidação das ideologias
políticas. Ela atua como um meio de comunicação estratégica por meio do qual as ideias,
valores e crenças de um grupo político são disseminados e legitimados perante a sociedade. A
propaganda não é apenas uma ferramenta de persuasão, mas também um mecanismo de
construção da realidade social e política, influenciando a forma como as pessoas percebem o
mundo, os problemas sociais e as possíveis soluções.
Em contextos democráticos, essa relação entre ideologia e propaganda se manifesta por meio
da disputa simbólica entre partidos, candidatos e movimentos sociais, que buscam conquistar
a adesão popular através da construção de narrativas, símbolos e discursos. A propaganda,
nesses cenários, tende a ser mais plural e aberta, refletindo a diversidade ideológica existente
na sociedade. Entretanto, mesmo nesses regimes, há o risco de manipulação da opinião
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pública, especialmente quando os meios de comunicação estão concentrados nas mãos de
poucos grupos econômicos.
Já em regimes autoritários, a propaganda adquire um caráter mais impositivo e centralizador,
sendo utilizada pelo Estado como instrumento de dominação ideológica e controle social.
Nesse contexto, a pluralidade de ideias é suprimida, e a propaganda passa a reforçar a
ideologia oficial do regime, censurando discursos dissonantes e moldando o pensamento
coletivo conforme os interesses do poder dominante.
O pensador marxista Antonio Gramsci (1971) foi um dos que mais profundamente analisou
essa dinâmica. Através do conceito de hegemonia cultural, Gramsci explicou como as classes
dominantes não se mantêm no poder apenas pelo uso da força, mas principalmente por meio
da construção de um consenso ideológico que naturaliza a sua liderança. Essa hegemonia é
produzida e reproduzida por meio das instituições sociais — como a escola, a igreja, os meios
de comunicação — e, sobretudo, por meio da propaganda, que funciona como veículo da
ideologia dominante.
Na contemporaneidade, com o avanço das tecnologias digitais e das redes sociais, a relação
entre ideologia e propaganda se tornou ainda mais complexa e sofisticada. Os algoritmos de
recomendação, a segmentação de públicos, o uso de big data, bem como as fake news e
campanhas de desinformação, têm potencializado o impacto da propaganda política.
Plataformas digitais como o Facebook, YouTube, Twitter (X) e TikTok passaram a ser
espaços decisivos para a disputa ideológica, com a capacidade de viralizar conteúdos e moldar
a percepção pública em escala global. Esse novo cenário tem provocado debates intensos
sobre ética, liberdade de expressão, regulação das plataformas digitais e os limites da
propaganda política.
Além disso, o fenômeno da polarização ideológica e o surgimento de "bolhas informacionais"
— nas quais os indivíduos são expostos apenas a conteúdos que reforçam suas crenças pré-
existentes — têm acentuado a dificuldade de diálogo democrático e contribuído para a
radicalização política. A propaganda, nesse sentido, torna-se não apenas um instrumento de
persuasão, mas um elemento de divisão social, alimentando conflitos e fortalecendo
identidades ideológicas extremas.
Portanto, compreender a relação entre ideologia e propaganda é essencial para analisar os
processos políticos contemporâneos, tanto em democracias quanto em regimes autoritários.
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Trata-se de uma relação dinâmica, que acompanha as transformações tecnológicas e sociais, e
que continua sendo central para a luta pelo poder simbólico na sociedade.
4. Conclusão
As ideologias políticas e as propagandas políticas são elementos centrais da vida política
contemporânea. Elas moldam percepções, direcionam comportamentos e influenciam
decisões políticas. Compreender sua dinâmica é essencial para fortalecer a cidadania crítica e
consciente. Enquanto a ideologia oferece uma visão de mundo, a propaganda é o meio pelo
qual essa visão é disseminada e popularizada.
Em tempos de crescente polarização e manipulação da informação, torna-se urgente refletir
sobre os mecanismos ideológicos e propagandísticos em jogo, especialmente no que se refere
à defesa dos valores democráticos, da liberdade de expressão e da pluralidade política.
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5. Referências Bibliográficas
Eagleton, T. (1991). Ideology: An Introduction. London: Verso.
Ellul, J. (1965). Propaganda: The Formation of Men's Attitudes. New York: Vintage Books.
Gramsci, A. (1971). Selections from the Prison Notebooks. New York: International
Publishers.
Bobbio, N. (1995). Direita e Esquerda: razões e significados de uma distinção política. São
Paulo: Unesp.
Althusser, L. (1970). Ideologia e aparelhos ideológicos do Estado. Lisboa: Presença.
Lippmann, W. (1922). Public Opinion. New York: Harcourt, Brace and Company.
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