O gênero dramático
O gênero dramático é um dos tipos de gêneros
literários, também chamado de teatral. A palavra
drama é originada do termo grego dráma, que
tem o significado de ação. O gênero é baseado
em ação e diálogo, sendo a narração uma
característica secundária nesse tipo de texto.
Os textos são produzidos em prosa ou em
verso e são usados para dar vida a
dramatizações no cinema, no teatro ou na
televisão. Mas, ainda que possa ser utilizado
em diferentes meios, é no universo teatral que
o gênero dramático tem sua maior utilização.
O surgimento do Gênero Dramático
O gênero é muito antigo e surgiu durante o período histórico
da Grécia Antiga. Por essa razão, os textos dramáticos
produzidos no período são popularmente conhecidos como
Tragédia Grega.
Naquela época, boa parte dos textos produzidos
representavam histórias dos deuses cultuados na Grécia.
Três nomes de dramaturgos gregos destacam-se na
história: Ésquilo (525 a.C - 456), Sófocles (497 a.C - 406) e
Eurípedes (480 a.C - 406 a.C).
Exemplos de textos dramáticos mais conhecidos desses
autores gregos:
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Prometeu Acorrentado (Ésquilo)
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Os persas (Ésquilo)
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Antígona (Sófocles)
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Édipo Rei (Sófocles)
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As Troianas (Eurípedes)
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Medeia (Eurípedes)
Édipo Rei, de
Sófocles (496-406
a.C.), é uma das mais
famosas Tragédias
Gregas.
O Gênero Dramático na Grécia Antiga
Na Grécia Antiga, o gênero dramático tratava de
paixões e de desordens sociais ou familiares,
provocando sentimentos catárticos no público.
A realidade da época e dos membros da
aristocracia era presença constante nos textos,
assim como as referências aos deuses gregos.
O espaço onde ocorriam as
encenações também era muito
importante. Normalmente as
representações ocorriam ao ar
livre, em teatros construídos em
formatos circulares ou
semicirculares.
Antigo Teatro Grego na cidade de
Atenas.
Características do Gênero Dramático
O gênero dramático possui algumas características que
estão presentes na maioria dos textos.
A catarse é uma das principais e representa a existência
de um processo de limpeza e purificação dentro da
história apresentada. A presença de assuntos que
provoquem emoções ou reflexões é a representação da
catarse nos textos.
O elemento principal do texto de gênero dramático é um
conflito, normalmente entre os personagens principais,
que permeia toda a história.
Outras características
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Na maioria dos casos, o texto dramático não tem narrador
(dispensável);
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O texto mais clássico é normalmente escrito em segunda pessoa do
singular ou do plural (tu ou vós);
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Forte presença de linguagem corporal e linguagem gestual.
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Ocorrem principalmente na forma de monólogos (uma pessoa) ou
diálogos (duas ou mais pessoas);
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Em geral, os textos são divididos em três partes fundamentais: início da
ação (apresentação), desenvolvimento do tema central (conflito) e
finalização do texto (desenlace/desfecho).
Tipos de Gênero Dramático
Tragédia: O texto encenado na tragédia em
geral trata de temáticas mais fortes e
contundentes ou de acontecimentos que
podem provocar reflexões, surpresa ou
discussões no público (catarse). Nas tragédias,
o final da história é quase sempre
surpreendente ou infeliz.
Comédia: na comédia, o conteúdo dá ao público a
oportunidade de divertir-se, ainda que o texto seja
a respeito de algum assunto sério. A comédia
pode, por exemplo, através do humor e da sátira,
tratar de problemas sociais. Os personagens são
pessoas comuns, muitas vezes apresentadas de
forma bastante estereotipada e cômica.
Tragicomédia: já na tragicomédia estão presentes
tanto elementos da tragédia, como elementos que
pertencem à comédia. (Shakespeare)
Farsa: o texto chamado de farsa costuma ser menor e
mais simples que os demais tipos. É comum que a
farsa aborde assuntos pouco complexos e mais
cotidianos, usando ferramentas cômicas nos diálogos
e na encenação. (Gil Vicente)
Autos: peça teatral de curta duração, de teor religioso
moralizantes, com elementos cômicos e cotidianos.
(Padre José de Anchieta).
Exemplos de gênero dramático
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O Auto da Compadecida (Ariano Suassuna)
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Navalha na carne (Plínio Marcos)
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Os ossos do Barão (Jorge de Andrade)
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Vestido de Noiva (Nelson Rodrigues)
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Romeu e Julieta (William Shakespeare)
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A Importância de Ser Earnest (Oscar Wilde)
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Esperando Godot (Samuel Beckett)