Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Analise da crise económica em um País: causas, consequências e medidas adoptadas pelo
governo para reverter a situação
Curso: Licenciatura em Administração Pública
Disciplina: Intro. A Economia
Ano de frequência: 1º.
Tutor(a):
Nampula, Setembro de 2024
Classificação
Categorias
Indicadores Padrões Nota Subtotal
Pontuação
do
máxima
tutor
Capa 0.5
Índice 0.5
Aspectos Introdução 0.5
Estrutura organizaciona
is Discussão 0.5
Conclusão 0.5
Bibliografia 0.5
Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
Introdução Descrição dos
objectivos 1.0
Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
Articulação e domínio
Conteúdo do discurso académico
2.0
(expressão escrita
cuidada, coerência
Análise e Revisão bibliográfica
discussão nacional e
2.0
internacionais
relevantes
Exploração dos dados 2.0
Conclusão Contributos teóricos
2.0
práticos
Aspectos Paginação, tipo e
Formatação tamanho de letra,
gerais 1.0
paragrafo, espaçamento
entre linhas
Referência Normas APA
Rigor e coerência das
s 6ª edição em
citações/referências 4.0
Bibliográfi citações e
bibliográficas
cas bibliografia
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Folha para recomendações de melhoria:
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Índice
Introdução...................................................................................................................................4
Analise da crise económica em um País: causas, consequências e medidas adoptadas pelo
governo para reverter a situação.................................................................................................5
Causas da crise económica em um País......................................................................................6
Consequências da crise económica em um País.........................................................................7
As medidas adoptadas pelo governo para reverter a crise económica........................................8
Conclusão..................................................................................................................................10
Referências bibliográficas.........................................................................................................11
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Introdução
O presente trabalho é da disciplina de Introdução a Economia, cujo tema é Analise da crise
económica em um País: causas, consequências e medidas adoptadas pelo governo para
reverter a situação. O trabalho tem por objectivo investigar as causas e consequências de uma
crise econômica específica, bem como analisar as medidas adotadas pelo governo para
reverter a situação. Pretende-se identificar os principais fatores que contribuíram para a crise,
avaliar o impacto econômico e social, e discutir a eficácia das políticas implementadas para a
recuperação econômica.
Portanto, a análise da crise econômica em um país é um tema de grande relevância,
especialmente em tempos de instabilidade global. As crises econômicas podem ser
desencadeadas por diversos fatores, como políticas econômicas inadequadas, choques
externos, desastres naturais ou pandemias. Compreender as causas, consequências e as
medidas adotadas pelo governo para mitigar os efeitos de uma crise é essencial para formular
estratégias eficazes de recuperação e prevenção.
A metodologia adoptada para a elaboração deste trabalho incluiu a revisão literária de varias
obras que abordam acerca desta temática e que as obras utilizadas encontram-se listadas na
pagina de referências bibliográficas. O trabalho esta estruturado por uma parte introdutória
contendo os objectivos e métodos utilizados, um desenvolvimento sobre o tema em questão,
uma conclusão contendo o resumo do que foi abordado e uma bibliografia contendo os
trabalhos consultados.
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Analise da crise económica em um País: causas, consequências e medidas adoptadas pelo
governo para reverter a situação
Segundo Castel-Branco (2017), nos últimos 60 anos, a economia de Moçambique registou
uma série de crises (definidas como ruptura ou interrupção do processo de reprodução e
acumulação, com registo de contracção, não apenas desaceleração, do crescimento
económico, do investimento e do emprego, com impacto no défice fiscal e da balança de
pagamentos). Crises ao longo da história – tensões no sistema de acumulação relacionadas
com sustentabilidade dos grandes impulsos. O que sustenta o grande impulso? Como é que o
grande impulso gera novas capacidades ou apenas consome (extrai)? O problema pode
emergir quando a economia tem um carácter quase dualista (uma parte sustenta toda a
economia e a outra mal se sustenta a si) e desarticulada (sem ligações a montante e a jusante),
depende da exportação de produtos primários e é dependente da importação tanto de
capacidade produtiva (bens de capital) como dos bens necessários para operar essa capacidade
produtiva (combustíveis, matérias-primas, materiais auxiliares, etc.).
De acordo com Soros (2008, cit. em Almas, 2020, p. 4), a crise subprime começou nos
Estados Unidos em 2007, sendo conhecido por muitos a “bolha imobiliária americana”, pois
eram concedidos empréstimos de forma irresponsável a clientes com poucas possibilidades
financeiras para poder pagar as prestações, culminando numa crise de crédito. Esta crise
atingiu rapidamente a economia global, com consequências desastrosas, tendo também
prejudicado as finanças públicas, com os cortes no investimento e na despesa, essencialmente
nos sectores sociais que por consequência vieram aumentar o número de desempregados.
Para Bezerra (s.d.), a crise econômica é atribuída a uma série de fatores, pois seria impossível
apontar apenas um motivo para explicá-la. Podemos entendê-la a partir das próprias condições
históricas do Brasil como o fato do país ter sido um tradicional fornecedor de matérias-
primas. Igualmente, por conta das desigualdades estruturais, quando há crescimento
econômico no Brasil, nem todos os segmentos da sociedade são beneficiados.
Conceito de crise econômica
Segundo o Conceitos do Mundo (S.d), por crise econômica entendemos uma determinada fase
de um ciclo econômico que se caracteriza por ter efeitos negativos, como recessão econômica,
contração ou depressão, o que faz com que o fluxo de dinheiro comece a ser escasso.
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As crises econômicas são um fenômeno frequente nas sociedades contemporâneas,
especialmente nas pertencentes ao chamado Terceiro Mundo, cujas bases industriais e
econômicas nem sempre são muito sólidas ou dependem do preço de mercado da matéria-
prima para exportação, por exemplo (Conceitos do Mundo, S.d).
Tipos de crise econômica
Segundo o Conceitos do Mundo (S.d), pela sua natureza desencadeadora, pode-se falar em
vários tipos de crise econômica, tais como:
Crise agrária. Causados por flutuações climáticas e outros fenômenos que afetam o
desempenho da produção agrícola, reduzindo a quantidade de alimentos produzidos
para atender à demanda constante.
Crise de abastecimento. Aquelas que são consequências de imprevistos que cortam a
cadeia de distribuição, como desastres naturais, greves prolongadas ou fechamento de
fronteiras.
Crise de abastecimento. Aquelas em que a oferta de um bem ou serviço é insuficiente
para atender à demanda atual, ocasionando um aumento excessivo de seu preço, que
afeta de imediato a capacidade econômica do consumidor, que deve sacrificar outras
coisas para continuar consumindo. As crises de energia geralmente são desse tipo.
Crise de demanda. Provocado pelo excesso de oferta ou queda da demanda, que
desequilibra o ciclo econômico e provoca queda nos custos de reposição para
vendedores e produtores.
Causas da crise económica em um País
Segundo o Conceitos do Mundo (S.d), entre as causas mais comuns de crises econômicas
estão:
Políticas econômicas ruins. A aplicação falha ou errônea de políticas econômicas por
parte dos governos pode acender o estopim de uma crise econômica local.
Catástrofes naturais, sociais ou políticas. Como terremotos, revoluções ou guerras, que
interrompem o desempenho econômico normal e alteram o tipo de demanda existente.
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Flutuações no preço das matérias-primas. Como é o caso do petróleo, cujas oscilações
têm impacto direto nos países consumidores e também nos produtores, às vezes
alternando bruscamente períodos de bonança com períodos de recessão.
Consequências da crise económica em um País
Segundo o Conceitos do Mundo (S.d), as consequências das crises econômicas são sempre
negativas e tendem a ser as seguintes:
Desaceleração econômica, contração ou depressão. Dependendo da gravidade da crise,
a economia pode desacelerar, recuar ou afundar profundamente, levando anos para
recuperar a estabilidade.
Impacto social. A crise, muitas vezes, compromete os planos sociais e culturais,
acarretando ajustes e reduzindo a qualidade de vida da população.
Impacto político. A crise confronta-o com cortes e aumentos de taxas altamente
impopulares, levando a protestos e greves que podem desestabilizar politicamente
países inteiros.
Pobreza. As crises afetam principalmente os mais fracos do ponto de vista
socioeconômico, aumentando a pobreza e, em alguns casos, levando à miséria.
Segundo Almas (2020, p. 5), o ciclo vicioso com que as economias se deparam resultantes da
crise financeira internacional: a perda de confiança, os problemas das empresas e a
desvalorização cambial. Durante as crises financeiras é comum notarmos o aumento do
desemprego junto com a queda do PIB e esta crise pode ser vista como o ciclo vicioso, pois a
perda de confiança e o aumento do desemprego leva às famílias obterem um rendimento
inferior ao que é normal possuírem quando estão a trabalhar. Com isto, existe também uma
queda no investimento dos empresários, sendo que as pessoas deixam de consumir ou
consomem menos com receio de perder o emprego.
De onde vem a crise?
Segundo Castel-Branco (2017), primeiro, não é só da dívida (externa e/ou interna) – aliás, a
dívida é uma consequência e não a causa primária da crise mais geral. A crise da dívida
tornou-se também numa causa de outros problemas, como já vimos e veremos. Se a causa
primária da crise não é a dívida, também não pode ser a dívida ilícita (que é parte da dívida).
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Estes dois problemas são muito importantes e enfrentá-los é parte da solução, mas não são a
causa primária da crise. A crise não foi causada apenas por má gestão ou factores externos.
Segundo, o problema primário é a forma como: recursos e força de trabalho são expropriados,
reorganizados e utilizados; as capacidades produtivas são expandidas e aumentadas em
algumas áreas e contraídas e eliminadas em outras, ao mesmo tempo que grupos sociais e
comunidades são excluídas do acesso a essas capacidades em expansão; a expansão da forma
capitalista de organização a todas as esferas da sociedade, incluindo os recursos e serviços
públicos, a segurança social e as finanças.
Terceiro, a forma particular como esse processo de reorganização e expansão do capitalismo
acontece em Moçambique é determinada pelo foco do processo político e económico nas
últimas duas décadas – formar uma classe de capitalistas. Revistas especializadas, como a
Forbes, mostram que Moçambique é o País africano com uma taxa mais rápida de
crescimento do grupo de milionários. Entre 2002 e 2014, o número de milionários
moçambicanos duplicou, aumentando em um milhar, e o número de pobres aumentou em
cerca de 2,1 milhões. Isto é, cada novo milionário custou um pouco mais de 2.000 pobres.
Em quarto lugar, a crise moçambicana foi, também, exacerbada pelo contexto global: a
financeirização do capitalismo global (isto é, o domínio das formas especulativas financeiras
sobre o processo global de reprodução da economia), as formas de integração da economia
moçambicana no capitalismo global e as várias crises nos mercados de produtos primários.
As medidas adoptadas pelo governo para reverter a crise económica
Castel-Branco (2017) apresenta duas abordagens: reformista – salvar o capitalismo de si
próprio, revolucionária - substituir o capitalismo - socialismo??? As duas abordagens têm
enfoques diferentes e ambas enfrentam dificuldades particulares. A dificuldade mais
importante é que nenhuma delas está provada na prática histórica. Apesar de diferentes, estas
abordagens não têm sempre de estar em conflito entre si nem têm de ser sempre mutuamente
exclusivas. Há uma forte tensão entre elas, mas nem sempre existe antagonismo e repulsa.
Segundo o PAE - Ministério da Economia e Finanças (2022), o governo de Moçambique
adoptou algumas medidas para reverter a crise económica do País, nomeadamente:
Reduzir a taxa do IVA de 17% para 16%.
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Isenção do IVA na importação de factores de produção para a agricultura e a
electrificação.
Baixar a taxa do IRPC de 32% para 10% na agricultura, na aquacultura e nos
transportes urbanos.
Estabelecer incentivos fiscais para novos investimentos em sectores chave realizados
nos próximos 3 anos.
Simplificar os procedimentos para repatriamento de capitais.
Fortalecimento da supervisão das operações de exportação dos recursos naturais.
O fomento de habitação e a dinamização da indústria nacional de materiais de
construção.
Alocar 10% das receitas fiscais de recursos naturais ao desenvolvimento das
províncias onde a extracção ocorre.
Criação de um Fundo de Garantia Mutuaria.
Introduzir a obrigatoriedade de mistura de combustíveis importados com
biocombustíveis.
Melhorar a competitividade dos aeroportos e corredores logísticos nacionais.
Estimular a produção local de bens adquiridos em escala pelo Estado.
Rever o regime geral de vistos de entrada no País, para promover maior fluxo de
turistas e homens de negócios.
Ajustar as Leis do Trabalho e de Investimento de modo a torná-las mais atractivas ao
investimento estrangeiro.
Simplificação de processos administrativos na relação entre o estado, as empresas e as
pessoas.
Reforma de alguns elementos do sistema da administração da justiça.
Fortalecer a supervisão dos fundos da previdência social e fundos complementares.
Maior simplificação na arquitectura da administração pública.
Criação e implementação do Fundo Soberano de Moçambique.
Reforma do subsistema de auditoria interna do estado.
Pavimentar a estrada para o desenvolvimento económico sustentável e inclusivo de
Moçambique
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Conclusão
Em jeito de conclusão, a análise da crise econômica em um país revela a complexidade e a
interconexão dos fatores que podem levar a uma recessão. As causas podem variar desde
políticas econômicas inadequadas até choques externos imprevistos. As consequências são
amplas, afetando não apenas a economia, mas também o bem-estar social e político. As
medidas adotadas pelo governo, como estímulos fiscais, políticas monetárias e reformas
estruturais, são cruciais para a recuperação, mas sua eficácia depende de uma implementação
adequada e de um contexto favorável. Este estudo destaca a importância de uma abordagem
multifacetada e adaptativa para enfrentar crises econômicas e promover uma recuperação
sustentável.
Todavia, o enfrentamento da crise econômica exige do governo a adopção de uma série de
medidas e políticas para minimizar os impactos e buscar a recuperação econômica. O
estímulo à industrialização, a valorização do café, o controle do mercado de câmbio e as
acções de políticas sociais foram algumas das estratégias utilizadas. Essas acções demonstram
a importância do papel do governo na busca pela estabilidade econômica e bem-estar da
população.
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Referências bibliográficas
Almas, Ana. (2020). Alguns efeitos da crise económica e financeira. Aspectos da evolução
das empresas entre 2010 e 2017. (Dissertação de Mestrado). Instituto Superior de
Contabilidade e Administração de Lisboa. Recuperado de
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Bezerra, Juliana. Crise Econômica no Brasil. Toda Matéria, [s.d.]. Recuperado de
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Castel-Branco, Carlos Nuno. (2017). Crises Económicas e a sua Lógica Histórica na
Economia Moçambicana. Comunicação apresentada na V Conferência Internacional do
Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE) “Desafios da Investigação Social e
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Ministério da Economia e Finanças. Moçambique. (2022). Pacote de Medidas de Aceleração
Económica – PAE. Aprovado no dia 9 de Agosto de 2022. Recuperado de
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