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Avaliação de Leitura e Escrita em Português

O documento apresenta uma matriz de avaliação escrita para o Módulo 8, abordando as obras 'Sempre é uma companhia' de Manuel da Fonseca e poemas de Miguel Torga. A avaliação é dividida em três partes: interpretação de textos literários, análise gramatical e produção escrita, totalizando 200 pontos. Cada parte contém descritores, conteúdos e itens de cotação, visando avaliar a educação literária, leitura, gramática e escrita dos alunos.

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Matriz do teste de avaliação escrita – Módulo 8

«Sempre é uma companhia», de Manuel da Fonseca, e Miguel Torga

Domínios – Educação Literária │ Leitura │ Gramática │ Escrita


Descritores (AE) Conteúdos Estrutura Itens – cotação
Educação Literária/Leitura A – Texto de leitura
Interpretar obras literárias literária: excerto A
Parte A
portuguesas produzidas no do conto «Sempre 1. 16 pontos
2 itens de resposta
século XX. 2. 16 pontos
é uma companhia» restrita
Reconhecer valores 3. 12 pontos
1 item de seleção
culturais, éticos e estéticos
manifestados nos textos.
Analisar o valor de
recursos expressivos para a
Parte B B
construção do sentido B – Texto de leitura
2 itens de resposta 4. 16 pontos
do texto. literária: poema,
Grupo I restrita 5. 16 pontos
de Miguel Torga
1 item de seleção 6. 12 pontos
Leitura
Interpretar o texto, com
especificação do sentido
global e da
intencionalidade C – Exposição Parte C
comunicativa. sobre um tema do 1 item de resposta C
conto «Sempre é restrita: produção 7. 16 pontos
Escrita uma companhia» de uma exposição
Escrever uma exposição
sobre um tema.
Total – 104 pontos
1. 8 pontos
Leitura
Texto de leitura 4 itens de escolha 2. 8 pontos
Ler textos de diferentes
não literária múltipla 3. 8 pontos
géneros.
4. 8 pontos
Gramática
Sistematizar conhecimento
gramatical relacionado Grupo II 1 item de escolha
com a articulação entre Subordinação múltipla 5. 8 pontos
orações. Funções sintáticas 2 itens de resposta 6. 8 pontos
Realizar análise sintática. Aspeto curta 7. 8 pontos
Distinguir frases com
diferentes valores
aspetuais.
Total – 56 pontos
Escrita
Escrever textos de opinião.
1 item de resposta
Redigir com desenvoltura,
Texto de opinião Grupo III extensa (120 a 150 Item único
consistência, adequação e
palavras)
correção os textos
planificados.
Total – 40 pontos
Total – 200 pontos

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Teste de avaliação escrita – Módulo 8
«Sempre é uma companhia», de Manuel da Fonseca, e Miguel Torga
Nome N.o ANO Data / /

Avaliação E. de Educação Professor/a

Grupo I
PARTE A

Lê o texto e a nota.
A música, vibrante, enche a venda, ressoa pelos campos.
– Aqui é Londres, hem! – grita o homem. – O senhor sabe ler? Então leia aqui!
Mostra os papéis, gesticula e sorri, sorri sempre. Batola coça o queixo com os dedos grossos.
Olha as contas que o outro lhe mostra, olha de soslaio para a mulher. Volta a coçar-se. E tudo isto
5 se repete durante uma longa hora.
Batola, por fim, cabisbaixo, emudece, como que vencido. Rapidamente, o vendedor preenche,
sobre o balcão, um largo impresso e, depois, doze letras 1. São as prestações. Dá a caneta ao
Batola que se põe a assinar penosamente papelinho a papelinho. Está quase a acabar a difícil
tarefa quando a mulher o interrompe, numa voz lenta e carregada:
10 – António, tu não compras isso.
Então, inicia-se uma luta entre o vendedor e a mulher. Mas as frases e o sorriso do homem
bem vestido não surtem agora o mesmo efeito: vão-se sumindo sem remédio, diante daquele
rosto ossudo e decidido. Ali, só há uma palavra:
– Não!
15 A cara redonda do Batola começa a encher-se de fundas rugas. Num repente, pega na caneta e
assina o resto das letras:
– Pronto! Quem manda sou eu!
Os olhos da mulher trespassam-no. Volta o rosto pálido para o vendedor de telefonias, torna a
voltar-se para o marido. Por momentos, parece alheada de tudo quanto a cerca. Vagarosa, no
20 tom de quem acaba de tomar uma resolução inabalável, apruma-se, muito alta, dominadora,
e diz:
– António, se isso aqui ficar eu saio hoje mesmo de casa. Escolhe.
Toda a gente da aldeia que enche a venda sabe que ela fará o que acaba de dizer.
Até o vendedor pressente que assim será. Pensativo, olha para o Batola. De súbito, tira um
25 papel qualquer de dentro da pasta e adianta-se:
– Bem, a senhora não se exalte. Faz-se uma coisa: a telefonia fica à experiência, durante um
mês. Se não quiserem, devolvem-na; nós devolvemos as letras. Assine aqui, Sr. Barrasquinho.
Pronto. Agora já a senhora pode ficar descansada.
– Mas – pergunta ainda a mulher – quanto se paga de aluguer por esse mês?
30
– Nada! – responde o homem, de novo risonho. – Por isso não se paga nada!
E, ao meter os papéis dentro da pasta, repara que já é muito tarde. Apressado, conta que veio
por ali devido a um engano no caminho. Sai da venda, entra no carro, e diz ao Batola,

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aproveitando o ruído do motor:
– Você, agora, arrume a questão: tem um mês para a convencer. […]
De facto, era sol-posto, pelos atalhos, os ceifeiros recolhiam à aldeia.
Mas, nessa tarde, vieram todos à venda, onde entraram com um olhar admirado. Uma voz
35 forte, rápida, dava notícias da guerra.
Só de lá saíram depois de a voz se calar. Cearam à pressa, e voltaram. Era já alta noite quando
recolheram a casa, discutindo ainda, pelas portas, numa grande animação.

Manuel da Fonseca, «Sempre é uma companhia», in O fogo e as cinzas, 23ª ed., Lisboa,
Caminho, 2014, pp. 156-158 (com supressões).
__________________________________________________________

1
letras: notas de
crédito.

1. Explica as reações que as palavras do vendedor desencadeiam tanto em Batola como na sua
mulher.

2. Relaciona a caracterização da mulher de Batola com a sua reação inicial à telefonia.

3. Seleciona a opção de resposta adequada para completar a afirmação abaixo apresentada.

No conto «Sempre é uma companhia», de Manuel da Fonseca, o tempo e o espaço são


percecionados de forma subjetiva, tendo em conta as vivências e a realidade das personagens.
De facto, uma evidência da conceção pessoal do _________________ está presente no recurso
à expressão _________________.

A. tempo … «– Aqui é Londres» (l. 2).


B. espaço … «– Aqui é Londres» (l. 2).
C. espaço … «uma longa hora» (l. 5).
D. tempo … «uma longa hora» (l. 5).

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PARTE B
Lê o poema e a nota.

Ressurreição

Porque a forma das coisas lhe fugia,


O poeta deitou-se e teve sono.
Mais nenhuma ilusão apetecia,
Mais nenhum coração era seu dono.

Cada fruto maduro apodrecia;


5
Cada ninho morria de abandono;
Nada lutava e nada resistia,
Porque na cor de tudo havia outono.

Só a razão da vida via mais:


Terra, sementes, caules, animais,
10 Descansavam apenas um momento.

E o vencido poeta despertou


Vivo como a certeza dum rebento
Na seiva1 do poema que sonhou.

Miguel Torga, Libertação (Coimbra, 1944), in Poesia completa (vol. I),


Lisboa, Dom Quixote, 2007, p. 179.

1
seiva: substância (figurado).

4. Atenta nas duas quadras.


Refere dois dos motivos que levaram ao sono do «poeta» (v. 2).

5. Relaciona o sentido da comparação presente no verso 13 com o título do poema.

6. Seleciona a opção de resposta adequada para completar a afirmação abaixo apresentada.

O sujeito poético, para destacar as diferentes origens da sua sonolência, recorre, nas
primeira e segunda estrofes, à ________. Por outro lado, diferentes vocábulos do domínio
natural, tais como «Terra, sementes, caules, animais» (v. 10), evidenciam a estreita relação
entre _________.

A. hipérbole e à apóstrofe … a vida humana e a poesia


B. anáfora e à metáfora … a criação poética e a mudança das estações
C. anáfora e à metáfora … a vida humana e a poesia
D. hipérbole e à apóstrofe … a criação poética e a mudança das estações

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PARTE C

7. Manuel da Fonseca escolheu a telefonia para mitigar a solidão vivenciada no Alentejo da


primeira metade do século XX.

Escreve uma breve exposição na qual explicites o papel da telefonia no desenvolvimento


da ação do conto «Sempre é uma companhia», respeitando as orientações seguintes:
 uma introdução ao tema, referindo brevemente a função da telefonia no conto;
 um desenvolvimento no qual explicites dois aspetos que evidenciem o papel da telefonia
no desenvolvimento da ação do conto «Sempre é uma companhia»;
 uma conclusão adequada ao desenvolvimento do tema.

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Grupo II
Lê o texto.

A solidão crónica, uma fome de amor

Nunca como hoje houve tantas formas de comunicar. No entanto, a solidão profunda atinge
cada vez mais gente.
A solidão pode aumentar a concentração, melhorar a empatia, estimular a criatividade,
reparar forças e até promover a consciência do valor próprio, mas apenas enquanto estado
5 voluntário e passageiro. Quando se experimenta de forma profunda, deixa de haver
vantagens… apenas sacrifícios.
Quando há um desencontro entre a quantidade e a qualidade das relações que se têm e
aquelas que se desejam, é tempo de solidão.
O frio da solidão é um sinal de alerta para que se procure o que falta. O isolamento, no
10 começo, faz com que se tentem criar relações, apesar disso, com o tempo, todo esse esforço
pode acabar numa maior reclusão, pois, nesses momentos, parece ser uma alternativa melhor à
dor, à rejeição, à traição e à vergonha.
Quando a solidão se torna profunda, as pessoas tendem a desistir. Podem ter família,
amigos e seguidores nas redes sociais, mas, na verdade, não se sentem em sintonia com
15 ninguém.
Há dois tipos de solidão. A que resulta da falta de alguém concreto para desempenhar um
papel específico na nossa vida; e aquela que decorre da falta de uma rede mais alargada de
amigos e conhecidos que reconheçam o nosso valor. Ambas causam danos profundos.
Na infância, há brincadeiras que tentam preencher o vazio através da imaginação. Na
20 velhice, a solidão faz com que as pessoas se percam nos seus passados. Os adultos fazem um
pouco de tudo isso. Umas vezes sonham, outras fazem de conta, outras ainda pairam sobre os
dias que passaram. E é assim que se enganam a si mesmos e se fecham ainda mais…
Se alguém está triste e irritado, talvez seja a sua forma de pedir que alguém o ajude. Não
será fácil, tão pouco imediato, pois chega-se a esse estado depois de muitas ilusões e
25 desilusões. Mais do que esperança é preciso levar-lhe amor em forma de paciência.
A solidão é um problema dos cuidadores. Daqueles que, dedicando a maior parte da sua
vida a cuidar de outros, vivem relações com um único sentido… tantas vezes sem qualquer
retorno concreto, o que implica um cansaço emocional tremendo. Depois, há também poucos
que os queiram escutar, compreender o sofrimento de que se revestem os inúmeros detalhes
30 que fazem parte do seu trabalho…
Sermos sós faz parte de nós. A nossa vida é algo que só pode ser experimentado de forma
pessoal. Por mais que tentemos comunicar o que se passa à nossa volta e dentro de nós… fica
sempre muito por dizer.
Por vezes a partilha de um tempo em silêncio, a simples presença ali, sem pressas, é muito
35 mais forte do que qualquer discurso. Quando não há uma presença assim… há um nada do
tamanho de tudo.

José Luís Nunes Martins, «A solidão crónica, uma fome de amor»,

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(texto consultado em [Link], em julho de 2023).

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1. De acordo com José Luís Martins, atualmente, a dimensão da solidão e da proliferação de
meios de comunicação evidenciam uma relação de

A. contraste.
B. semelhança.
C. ambivalência.
D. conflito.

2. Ao longo do texto, o cronista define a solidão como algo

A. difuso e difícil de concretizar.


B. aleatório e sem origem concreta.
C. plural e repleto de diversidade.
D. simples e facilmente identificável.

3. No sétimo parágrafo, o cronista defende que, ao longo da vida, o ser humano

A. cria situações fantasiosas que permitem vencer a solidão.


B. vivencia momentos que o levam a sentir-se cada vez mais só.
C. desenvolve diferentes estratégias para mitigar a solidão que sente.
D. concebe um mundo imaginário que o leva a abstrair-se do real.

4. Para o cronista, a partilha deve ser marcada

A. pelas palavras que são realmente sentidas.


B. pelo impacto que causa em cada um de nós.
C. pelo silêncio que deve dominar o encontro.
D. pela relevância dos resultados que daí advêm.

5. Tal como em «que se têm» (l. 7), está presente uma oração subordinada adjetiva relativa
restritiva em

A. «que reconheçam o nosso valor» (l. 17).


B. «que as pessoas se percam nos seus passados» (l. 19).
C. «que tentemos comunicar» (l. 31).
D. «que qualquer discurso» (l. 34).

6. Identifica a função sintática desempenhada pelas expressões

a) «o que falta» (l. 9);


b) «de nós» (l. 30).

7. Indica o valor aspetual veiculado por cada uma das expressões seguintes:

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a) «Nunca como hoje houve tantas formas de comunicar» (l. 1);
b) «A solidão é um problema dos cuidadores» (l. 25).

Grupo III

«Quando se experimenta [a solidão] de forma profunda, deixa de haver vantagens… apenas


sacrifícios.»
José Luís Nunes Martins

Num texto de opinião bem estruturado, com um mínimo de cento e vinte e um máximo de
cento e cinquenta palavras, defende uma perspetiva pessoal sobre a afirmação apresentada.

No teu texto:
 explicita, de forma clara e pertinente, o teu ponto de vista, fundamentando-o em dois
argumentos, cada um deles ilustrado com um exemplo significativo;
 formula uma conclusão adequada à argumentação desenvolvida;
 utiliza um discurso valorativo (juízo de valor explícito ou implícito).

Observações:

1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta
integre elementos ligados por hífen (ex.: /dir-se-ia/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente do
número de algarismos que o constituam (ex.: /2023/).
2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados – entre 120 e 150 palavras –, há que atender ao seguinte:
− um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até 5 pontos) do texto produzido;
− um texto com extensão inferior a 70 palavras é classificado com 0 pontos.

FIM

Itens / Cotação (em pontos)


Grupo

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.
I 16 16 12 16 16 12 16 104

1. 2. 3. 4. 5. 6. 7.
II
8 8 8 8 8 8 8 56

III Item único 40

Teste de avaliação escrita


Total – Módulo 8 200
«Sempre é uma companhia», de Manuel da Fonseca, e Miguel Torga
Proposta de correção
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GRUPO I

Parte A
1. O vendedor, experiente, entusiasma o Batola com o seu discurso, mostrando-lhe as vantagens da
telefonia («- Aqui é Londres, hem!»). Este, por sua vez, deixa-se convencer e decide assinar as «letras» e
enfrentar a mulher. Contudo, as palavras do vendedor não têm o mesmo efeito na personagem feminina,
que não se deixa seduzir pelas «maravilhas» do aparelho. Assim, a mulher de Batola trava uma longa luta
com o vendedor e acaba por confrontar o marido com a impossibilidade de adquirir a telefonia.
2. A mulher de Batola mostra-se dominadora e autoritária. Por isso, quando o marido está decidido a
comprar a telefonia, que ela considera inútil, manifesta, de forma determinada e impositiva, a sua oposição
em relação à compra, obrigando Batola a escolher entre ela e o aparelho («− António, se isso aqui ficar eu
saio hoje mesmo de casa. Escolhe.»).
3 D.

Parte B
4. De acordo com as duas quadras, o poeta sentiu sono, uma vez que já nada o inspirava. Assim, um dos
motivos surge concretizado no verso 1, pois «a forma das coisas lhe fugia», não possuía inspiração. Além
disso, já não tinha um amor a preencher o seu coração, como se evidencia no verso 4. Por fim, na natureza,
já nada tinha vida, pois «Cada fruto maduro apodrecia/Cada ninho morria de abandono».
5. A comparação presente no verso 13 destaca a forma como o poeta despertou. Este acordar foi associado
ao surgimento de um rebento, pronto para a vida, o que se concretiza também no título do poema, que
revela o ressurgimento do poeta, após um longo período de descanso. A forma como o poeta voltou à vida
é sintetizada na palavra «Ressurreição».
6. B.

Parte C
7. Tópicos de resposta
− A telefonia surge como o elemento desencadeador da ação do conto «Sempre é uma companhia», já que
impulsiona e representa a mudança ocorrida na aldeia de Alcaria.
− Com este aparelho radiofónico, os habitantes da aldeia passaram a desfrutar de tempo de convívio e de
encontro na venda de Batola, comunicando com efusividade e despertando para a curiosidade do que se
passava fora dali. Além disso, o protagonista do conto passou a ser uma figura muito mais dinâmica e com
objetivos de vida.
−…

GRUPO II
1. B; 2. C; 3. C; 4. B; 5. A.
6. a) complemento direto; b) complemento do nome.
7. a) (valor) perfetivo; b) (valor) genérico.

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GRUPO III
Tópicos de resposta:
− É inegável que a solidão, quando vivenciada de maneira profunda e persistente, pode ser um desafio
emocionalmente exigente. Sentir-se totalmente afastado dos outros, experimentar a falta de pertença e
enfrentar a ausência de companhia podem levar a um sentimento de isolamento doloroso. Neste sentido, a
solidão pode ser percebida como um sacrifício emocional, pois obriga a uma resiliência profunda para lidar
com as suas consequências psicológicas.
− De facto, a solidão pode impor sacrifícios sociais e físicos. As nossas relações com os outros são
fundamentais para o nosso bem-estar, e a ausência delas pode diminuir a nossa qualidade de vida. A falta
de apoio social pode levar ao desenvolvimento de problemas de saúde mental, aumentando a ansiedade e
a depressão.
− No entanto, há momentos em que a solidão pode ser uma escolha consciente, uma oportunidade para
reflexão, autoconhecimento e crescimento pessoal. Nestes momentos, a solidão pode oferecer vantagens
significativas. Em períodos solitários, muitas pessoas têm a oportunidade de entender as suas emoções,
pensamentos e desejos mais profundos. A solidão pode ser um espaço para o desenvolvimento criativo,
permitindo que se explorem ideias e projetos de forma autónoma e mais livre.
−…

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