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Diálise: Hemodiálise e Peritoneal Explicadas

O documento aborda os métodos de diálise, incluindo Hemodiálise (HD) e Diálise Peritoneal (DP), explicando seus processos, indicações e complicações. A HD é o método mais comum, realizado em um dialisador, enquanto a DP utiliza o peritônio como membrana semipermeável. Ambas as modalidades têm suas vantagens e desvantagens, além de complicações específicas que devem ser monitoradas.
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Diálise: Hemodiálise e Peritoneal Explicadas

O documento aborda os métodos de diálise, incluindo Hemodiálise (HD) e Diálise Peritoneal (DP), explicando seus processos, indicações e complicações. A HD é o método mais comum, realizado em um dialisador, enquanto a DP utiliza o peritônio como membrana semipermeável. Ambas as modalidades têm suas vantagens e desvantagens, além de complicações específicas que devem ser monitoradas.
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Universidade de Pernambuco campus Petrolina, Curso: Bacharelado em Enfermagem

Disciplina: Enfermagem na Saúde do Adulto e Idoso na Atenção Hospitalar


Métodos dialíticos – Profª Rachel Mola

DIÁLISE
Quando a função renal se torna debilitada, o organismo necessita de um outro processo que consiga
suprir as suas necessidades de filtração, depuração e “purificação” do sangue, removendo toxinas, sais e
outros minerais e produtos do metabolismo celular, além do excesso de água do organismo; é uma difusão
passiva através de uma membrana semi-permeável, onde ocorre a filtração.
Indicada para tratar IRA e IRC.

Tipos de diálise: Peritoneal (DP), e Hemodiálise (HD)


• Pacientes sem função renal podem ser mantidos por diálise durante anos;
• Processo que impõe limitações da capacidade de trabalho do paciente e mudanças no estilo de vida.

HEMODIÁLISE (HD)
É o método de diálise mais comumente utilizado; e pode ser feita por um período de tempo curto ou
longo. Em geral, é realizada 3 vezes por semana, com duração de 3 a 4 horas de tratamento;.
O sangue, carregado de toxinas e resíduos metabólicos e com excesso de água é desviado do paciente
para um aparelho (dialisador), onde é limpo e em seguida devolvido para o paciente.
Por meio de um acesso vascular, o sangue do paciente oriundo de uma artéria é bombeado para dentro de um
dialisador, que funciona como uma membrana semipermeável, contendo solução dialisadora, com mesma
composição química do sangue (com exceção de ureia e produtos residuais);
Os produtos residuais do sangue se difundem através da membrana semipermeável para dentro da
solução dialisadora.
Deste modo, durante a HD, o sangue do paciente e a solução dialisadora movimentam-se em sentidos
opostos ao longo da membrana dialisadora, possibilitando a “depuração” sanguínea. Em seguida, o sangue
“purificado” retorna ao paciente. A membrana semipermeável impede a difusão de grandes moléculas
(eritrócitos e proteínas).

Princípios da HD
▪ Difusão: remoção de toxinas e resíduos que movimentam-se de uma área de maior concentração -
sangue - para área de menor concentração – solução dialisadora;
▪ Osmose: remoção do excesso de água – se deslocando da área de maior concentração – sangue, para
área de menor concentração – sol. Dialisadora (dialisato);
▪ Ultrafiltração: movimentação da água sob alta pressão para área de menor pressão;
▪ Heparina: administrada no circuito para evitar coagulação do sangue (1ml no início, 1 ml ao final da
sessão).
Universidade de Pernambuco campus Petrolina, Curso: Bacharelado em Enfermagem
Disciplina: Enfermagem na Saúde do Adulto e Idoso na Atenção Hospitalar
Métodos dialíticos – Profª Rachel Mola

É preciso acesso calibroso, tipos:


- Temporário: usado em pacientes renais agudos que necessitam hemodializar e não possuem via de acesso
permanente disponível, nestes casos são utilizados:
• Cateter duplo lúmen, instalado nas veia subclávia, jugular interna ou femoral.

- Permanente: utilizado em pacientes renais crônicos. Nesse caso são confeccionadas.


• Fístula Arteriovenosa (FAV)
Anastomose de uma artéria a uma veia cirurgicamente, produzida geralmente no antebraço; o segmento
arterial é usado para o fluxo arterial; e o venoso para a reinfusão do sangue dialisado (retorno);
O amadurecimento leva 4 a 6 semanas antes de estar pronta para o uso, tempo necessário para cicatrização e
dilatação do segmento venoso para acomodar duas agulhas de grosso calibre. Importante: não aferir PA no
membro da FAV.
• Enxertos de politetrafluoretileno (P.T.F.E. de teflon)
Colocação de um tubo de teflon, com diâmetro interno de aprox. 5-6 mm entre uma artéria e uma veia,
quando os vasos do paciente não são apropriados para uma fístula (pacientes com sistemas vasculares
comprometidos).

Complicações da HD:
Não ajuda na evolução da doença renal de base;
Não substitui por completo a função renal.

As complicações envolvem:
• Hipotensão: náuseas, êmese, sudorese, taquicardia, síncope – devido remoção dos líquidos;
• Cãibras musculares – perda rápida de eletrólitos;
• Disritmias – alterações nos eletrólitos, ph ou remoção de medicações durante a diálise;
• Embolia gasosa – ar no sistema (raro);

DIÁLISE PERITONEAL (DP)

O processo dialítico é realizado dentro do próprio corpo, utilizando-se o peritônio como a membrana
semipermeável. O peritônio é a membrana serosa que recobre os órgãos abdominais e reveste a parede
abdominal, que possui grande quantidade vasos muito permeáveis.
Instala-se um cateter no peritônio do paciente com técnica cirúrgica, e aguardar entre 10-14 dias para
cicatrização do estoma;
A solução de diálise (dialisato) é introduzida por gravidade na cavidade peritoneal e as substâncias a
serem depuradas difundem-se do sangue para a cavidade, através do peritônio.
Esta solução no peritônio, retira do sangue as excretas do organismo, e o peritônio atua como se fosse as
membranas renais; No fim do processo, a solução é retirada através do mesmo cateter também por
gravidade.

Composição do dialisato: glicose, lactato de sódio, cloreto de sódio, cloreto de cálcio e cloreto de magnésio.
Também contém excipientes como ácido cítrico monoidratado, metabissulfito de sódio, hidróxido de sódio e
AD.
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Disciplina: Enfermagem na Saúde do Adulto e Idoso na Atenção Hospitalar
Métodos dialíticos – Profª Rachel Mola

• É o tratamento de escolha para pacientes com I.R que não desejam ou não tem indicações de se
submeter à hemodiálise;
• Pacientes susceptíveis às alterações hídricas, eletrolíticas e metabólicas rápidas;
• Pacientes idosos;
• Pacientes com riscos adversos ao efeito da heparina sistêmica, entre outros.

Considerações importantes:
✔ Menos eficiente que a HD;
✔ Possibilita alteração gradual no estado hídrico do paciente e na remoção de produtos residuais;
✔ É preciso de 36-48h para alcançar com a DP o que a hemodiálise efetua em 6-8 horas;
✔ Envolve uma série de trocas ou ciclos de INFUSÃO, RETENÇÃO e DRENAGEM do dialisato; e o
número de ciclos ou trocas e sua frequência são prescritos pelo médico com base no estado físico do
paciente.

O Ciclo:
✔ Infusão: o dialisado é infundido por gravidade dentro da cavidade abdominal (geralmente 5 a 10 min
para infundir 2 litros da solução);
✔ Retenção: permite a difusão e osmose, e varia de acordo com a prescrição médica;
✔ Drenagem: tudo é desclampeado e a solução drena da cavidade abdominal por gravidade (10 a 30
minutos);

✔ A troca total geralmente é de 1 a 4 horas, dependendo do tempo de retenção prescrito.
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Disciplina: Enfermagem na Saúde do Adulto e Idoso na Atenção Hospitalar
Métodos dialíticos – Profª Rachel Mola

Tipos de DP (Modalidades):
• Ambulatorial Contínua (DPAC): realizada geralmente em domicílio (havendo condições e
treinamento prévio), seções diárias de em média 4 a 5 ciclos, exceto à noite.
Vantagens: flexibilidade nos horários das trocas; pode ser adaptada a horários de trabalho e atividades
diárias; não requer equipamento automatizado.
Desvantagens: exige várias trocas ao dia, o que pode ser um desafio para pessoas com agendas ocupadas;
pode ser mais suscetível a variações na eficácia das trocas devido à intervenção manual.
• Automatizada (DPA): uma máquina cicladora infunde e drena o dialisato automaticamente à noite,
enquanto o paciente dorme.
conectado à cicladora que faz pouco barulho e tem equipo longo, ocorre 3 a 5 ciclos (tempo total de 8 a 10
horas).
Vantagens: mais liberdade durante o dia; menos intervenção manual (ideal para pacientes com mobilidade
limitada).
Desvantagens: requer uso de equipamento; sem flexibilidade noturna; maior custo.

Complicações da DP:
 Peritonite: complicação mais comum e mais grave, os sinais são líquido drenado turvo, dor
abdominal difusa;
 Extravasamento do líquido dialisado;
 Sangramento;
 Hérnias abdominais, hérnia de hiato, hemorróidas devido à pressão intra-abdominal continuamente
aumentada;
 Infecção do local de inserção do cateter (estoma peritoneal).

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