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História da Integração Europeia

O documento aborda a história da integração europeia, desde as Comunidades até a União Europeia, destacando tratados importantes e a evolução institucional da UE. Discute também a relação entre o Direito da União Europeia e os direitos nacionais, enfatizando a autonomia da UE e a primazia do direito europeu. Além disso, apresenta a organização da UE e os princípios de competências entre a União e os Estados Membros.
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História da Integração Europeia

O documento aborda a história da integração europeia, desde as Comunidades até a União Europeia, destacando tratados importantes e a evolução institucional da UE. Discute também a relação entre o Direito da União Europeia e os direitos nacionais, enfatizando a autonomia da UE e a primazia do direito europeu. Além disso, apresenta a organização da UE e os princípios de competências entre a União e os Estados Membros.
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DUE

HISTÓRIA DA INTEGRAÇÃO EUROPEIA Das Comunidades à União Europeia


(aprofundamento)
Integração (processo unificador de Estados numa
comunidade dotada de instituições próprias)
Aprofundamento (evolução institucional e de sistema de
competências da UE) Alargamento (adesão de Estado à 1) Tratado de Fusão (Bruxelas 1965)
UE)
 Fusão dos órgãos executivos das comunidades
Do Séc. VII às Comunidades Europeias (Conselho + Comissão) 8) Tratado de Lisboa (2007)

 Ideia de união e fraternidade europeias desde séc. XVII 2) Ato Único Europeu (1986)  Revisão (não revogação) dos tratados anteriores

 Necessidade de criação de espaço público e político 3) Acordos de Schengen (1986) * Modifica TUE (Tratado de Maastricht)
europeu após II Guerra
 Abolição de controlos das fronteiras internas da CE Ex.: Consagração expressa da possibilidade de
 Congresso de Haia (7 a 10 de maio de 1948) posições: saída voluntária de EM (50 TUE)
4) Tratado de Maastricht (1992) – Tratado da EU
(i) Unionistas (criação de org. intergovernamentais) (TUE) * Altera TCE (Tratado de Roma)

(ii) Federalistas (integração com vista ao federalismo  Implementação das liberdades de circulação • Passa a TFUE
europeu)
 Criação da UE (estrutura paralela às Comunidades) * Não cria uma Constituição Europeia
 Surgimento de várias org. intergovernamentais assente em 3 pilares:
* Fusão da CE com UE (Euratom continua)
1) BNELUX (1947) 1.º) CE, CECA e Euratom (comunitário)
* Elevação da Carta dos Direitos Fundamentais da UE a
2) OECE (1948) 2.º) PESC (intergovernamental) fonte de Direito Originário ao nível do TUE e TFUE

* Resultado do plano Marshall 3.º) Justiça e Assuntos Internos (intergovernamental) * Criação da figura do Presidente do Conselho Europeu

* Sucedida pela OCDE (1961) 5) Tratado de Amesterdão (1997) * Alto Representante da União para os Negócios
Estrangeiros e a Política de Segurança (Vice-Presidente
3) União Ocidental (Tratado de Bruxelas 1948)  Alteração do Tratado da UE e Comunidades da Comissão)

4) NATO (1949) * Reforço da cidadania europeia (ex.: direito de * Abolição dos 3 pilares (mantém PESC)
petição, proibição de discriminação em razão da
5) Conselho da Europa (1949) nacionalidade…) * Alargamento das competências da UE

* Promoção da cooperação política e respeito pelos * Aprofundamento dos 3 pilares * Criação da iniciativa de cidadania
direitos fundamentais
* Alterações na repartição de atribuições entre UE e EM * Reforço de competências legislativas, orçamentais,
6) CEDH (1950) controlo político, consultivas do Parlamento
* Alterações institucionais
7) TEDH * Parlamentos dos EM fiscalizam ação da UE
* Criação de mecanismo não judicial/político para
8) União Europeia de pagamentos (1950) sancionar EM * Reformulação do TJUE

* Substituída pelo acordo monetário europeu 6) Tratado de NICE (2000) • Tribunal de Justiça
(1958)
 Reconhecimento da personalidade jurídica (implícita) da • Tribunal Geral
9) CECA (Tratado de Paris 1951-2002) EU
• Tribunais Especializados
10) Tratado de Roma (1957)  Transferência das competências da CECA para CE
* BCE passa a instituição
* CEE e Comunidade da Energia Atómica (Euratom) 7) Tratado Constitucional Europeu (Roma 2004) –
Constituição Europeia (chumbado por França e Tratados em vigor: TUE, TFUE e Tratado que institui a
Comunidades: CECA + CEE + EURATOM (cada uma c/ Holanda) Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM)
Conselho e Comissão; Parlamento e Tribunal de Justiça da
CE)

1
DUE

DIREITO EUROPEU, DIREITO DA UNIÃO EUROPEIA, Direito da União Europeia Direito da União Europeia VS Direito Interno dos
DIREITO INTERNACIONAL E DIREITO NACIONAL Estados
Direito Europeu em sentido amplo
União Europeia Características constitucionais do Direito da União
Direito da União Europeia + direito de outras org. Europeia
Organização Internacional regional internacionais europeias (Conselho da Europa, OCDE…)
 Autonomia da UE
 Sujeito de direito internacional Direito Europeu em sentido estrito (desde Tratado
de Lisboa)  Separação de poderes
 Personalidade jurídica própria
 Direito da União Europeia  Cidadania europeia
 Prossegue objetivos comuns aos EM através de
estrutura institucionalizada  TUE e TFUE com igual valor jurídico Eleição direta para o Parlamento

 Carácter permanente Ordem jurídica atípica  Tratados como lei suprema

 De diversa finalidade  Apoia-se na autolimitação dos EM em certos domínios  TJUE com jurisdição constitucional

* Aberta limitada (VS Aberta Ilimitada (ONU) ou Autonomia  Prevalece sobre o direito interno dos EM (Primado do
Fechada) Direito UE)
 Face ao direito interno dos EM
 De integração ou estrutura supranacional * Limitado por cláusulas de salvaguarda (36 e 114
 Fontes, instâncias e procedimentos de interpretação e TFUE) e cláusulas de necessidade (346 e 347 TFUE)
* Atribuições extensas aplicação próprios
* Caso de Portugal (8/4 CRP)
* Estrutura institucional complexa  Conceitos têm sentido próprio
• Se observadas as competências na emanação de
* Normas vinculativas para os EM e particulares Uniformidade normas europeias

* Limitação de soberanias EM e  EM não podem rejeitar aplicação das normas • Se respeitados princípios fundamentais do
delegação/transferência de poderes para a org. eurocomunitárias e nem dar-lhes interpretação diferente Estado de Direito Democrático
internacional
Integração com ordens jurídicas dos EM  Tribunais EM não podem fiscalizar constitucionalidade de
normas europeias
 Para vinculação de todos às normas eurocomunitárias
Reconhecimento pleno da primazia do Direito da
 Vinculação garantida pelos tribunais EM em cooperação União Europeia
com jurisdição da UE
Tensões quanto ao posicionamento das normas
constitucionais dos EM

 Prevalência do direito constitucional da UE


Direito Internacional
* TJUE, TC Espanha e TC Itália
Instrumento de integração de lacunas do Direito da
União Europeia
 Tendencial paridade
Prevalece sobre direito derivado da UE (216/2 TFUE)
* TC Portugal
Regula relações entre UE e Estados terceiros
• TC não avança logo para juízo de
inconstitucionalidade de normas europeias sem
 Jus Tractum: poder de celebrar acordos internacionais
antes proceder a reenvio prejudicial ao TJUE
(1, 37 e 47 TUE)
 Prevalência do direito constitucional EM
 Jus Legacionis: direito de representação (32 e 35 TUE)

2
DUE

* TC Alemanha 3) Repartição de competências

 Princípio da Competência Orgânica Limitada (13/2 TUE)

* Tipicidade orgânica, de procedimentos e das formas


dos atos
Princípios em matéria de competências
 Princípio do Equilíbrio ou da Paridade Institucional
ORGANIZAÇÃO DA UNIÃO EUROPEIA 1) Princípio da atribuição
Quadro institucional da UE
Princípios gerais de relacionamento entre UE e EM  UE só tem as competências que os EM lhes tenham
transferido por via de normas de direito originário
1) Cooperação Leal, Solidariedade ou Lealdade (4/3 TUE)
 Não se presumem outras competências (5/1 e 2 TUE) A) Instituições (13 TUE)
* Conteúdo positivo
 Tudo o resto é competência exclusiva dos EM 1) Parlamento Europeu
Ex.: Transposição de diretivas (nacionalidade – fiscalidade direta – defesa e segurança
nacional) (4/1 TUE)  Máximo de 750 membros + Presidente (14/2 TUE)
* Conteúdo negativo
MAS! Reserva de competência da UE em certas (Vd. Ato relativo à eleição dos deputados ao PE por
Ex.: Abstenção de atos que periguem aplicação matérias (3 TFUE) + UE pode ter poderes sufrágio universal direto (Portugal vd. Lei n.º 14/87, de 29
dos tratados implícitos de abril)

2) Acervo da UE * UE pode atuar em domínios próximos das suas  Competências


atribuições mesmo que não previstas
* Resulta do 1, para. 3 TUE expressamente, sempre que certa ação seja * Legislativa (com o Conselho (14/1 TUE))
necessária
• EM devem respeitar disposições de direito • Iniciativa da Comissão (225 TFUE)
originário e direito derivado Ex.: Se Conselho pode impor sanções aos EM,
também pode impor sanções aos * Consultiva
• EM ficam vinculados às decisões e acordos indivíduos e pessoas coletivas desses
adotados pelas instituições EM (Ac. Kadi v. Conselho, 2008) • Certas questões Ex.: fiscalidade

3) Respeito da Identidade Nacional (4/2 TUE) * Poderes implícitos (352 TUE) • Consultado pelo Alto Representante e PESC (36
TUE)
* Obrigação de ponderação das identidades nacionais • Forma de integração de lacunas dos tratados
nos processos de decisão das instituições quanto às competências da EU * Nível orçamental (314, 318 e 319 TFUE)

• Outra forma: integração pela unidade de * Eletiva e de Nomeação


sentido dos tratados (TUE e TFUE podem
integrar lacunas tratado CEEA) • Presidente e Mesa (14/4 TUE)

2) Exercício de competências • Presidente da Comissão

 Princípio da subsidiariedade (5/3 TUE) • Provedor de Justiça (228/2 TFUE)

* Competência concorrente/partilhada (4/2 TUE) * Controlo e Fiscalização

* Competência paralela (4/3 e 4 TUE) • Dever de informação por parte de demais


instituições
* Competência de coordenação/complementação (7
TFUE) • Recebe petições de cidadãos (20/2-d) e 227
TFUE)
(Tem protocolo próprio)
• Publicidade (232, 233 e 234 TFUE)
 Princípio da proporcionalidade (5/4 TUE)
• Realizar inquéritos (226 TFUE)
(Tem protocolo próprio)
• Aprovar moções de censura à Comissão (234
 Princípio da cooperação diferenciada (20 TUE, 326, TFUE)
327 e 329 TFUE)

3
DUE

* Coordenação  Competências

• Definição de políticas de coordenação em * Iniciativa


matéria económica ou competências paralelas
(4/3, 5, 6 e 16/1 TUE) • Programação anual e plurianual da UE (17/1
TUE)
• Pode autorizar cooperações reforçadas (20 TUE
e 329 TFUE) • Legislativa (225 TFUE)

* Decisão de matérias de grande relevo político * Normativas


2) Conselho Europeu (15 TUE)
• Aplicação de sanções a EM por violação de • Próprias (através dos EM)
 Composição: Presidente (desde Tratado de Lisboa), direitos humanos (7 TUE)
chefes de Estado/Governo EM, Presidente da Comissão, • Delegadas (290 TFUE)
Conselho da UE (Governos dos EM) • Retirada de EM (50 TUE)
* Orçamental (314 TFUE)
 Organização e funcionamento (15/3 e 4, 16 TUE e • Adesão de novos Estados (49 TUE)
235, 236 e 237 TFUE) • Executiva (17/1 TUE)
* Vinculação internacional da UE
 Competências • Vinculação Internacional (218/3 TFUE)
• Celebração de tratados (216 e 218 TFUE)
* Direção política (15/1 e 3 e 26 TUE) • Representação Externa da UE (17/1 TUE)
* Alteração de tratados (48/2 TUE)
* Decisão e emissão de orientações políticas gerais • Representação nos EM (335 TFUE)
* Iniciativa (vd. 241 TFUE – não apresentação de
Ex.: Emissão de decisões vinculativas (31/2 TUE) proposta por parte da Comissão quando solicitada pelo • Supervisão Económica e Orçamental
Conselho)
* Nomeação • Controlo (“Guardiã dos Tratados)
* Controlo das demais instituições (263 e 265 TFUE)
• ARUNEPS (18/1) Ex.: intentar ações de incumprimento de DUE
* Gestão de Recursos Humanos (243 e 336 TFUE) contra EM (258 a 260 TFUE)
• Presidente, Vice-Presidente e Vogais da Comissão
Executiva BCE (238 TFUE) 3) Comissão Europeia (17 TUE) 4) Tribunal de Justiça da EU

• Propõe Presidente e nomeia Comissão Europeia  Membros  Tribunal de Justiça

* Alteração dos tratados (48/2, 3 e 6 TUE) * Presidente (17/6 e 7 TUE e 248 TFUE) * Composição (19/2 TUE e 252, 253 e 255 TFUE)

3) Conselho da UE (16 TUE e 236 e 237 TFUE) * ARUNEPS (15/2, 17/4 e 7, 18/1 e 4 e 22/2 TUE) • 8 juízes + 8 Advogados Gerais

 Representante de cada Governo de EM (16/2 TUE) • Vice-Presidente da Comissão Europeia * Funções

 Organização, composição e funcionamento (16/6 e 9 e • Criado pelo Tratado de Lisboa • Interpretação e integração DUE
7 TUE e 48, 82/3, 238/1 e 4 e 240/1 TFUE)
* Colégio de Comissários (17/3, 6 e 7 TUE e 245 e • Instância de recurso das decisões do Tribunal
Mas! Decisões sobre PESC  unanimidade (24 e 31 247 TFUE) Geral
TUE)
 Funcionamento • Controlo das instituições
Exceções: 31/2 e 33 TUE
* 249 e 250 TFUE + 5 a 16 Reg. Interno CE • Controlo do cumprimento do DUE pelos EM
 Competências
* Administração direta da UE pelas Direções Gerais,  Tribunal Geral
* Legislativa Serviços e Organismos da CE
* Composição
• Com o Parlamento Europeu (16/1 TUE) • Gestão e execução das políticas, legislação e
programas de financiamento da UE • Pelo menos 1 juiz por EM
* Nível orçamental (16/1 TUE e 314/2 e 3 TFUE)
Ex.: cooperação e coordenação das várias * Jurisdição (256 TFUE)
• Com o Parlamento Europeu Direções Gerais (23 Reg. Interno CE)

4
DUE

• Recursos do 263, 265, 268, 270 e 272 TFUE

ESTRUTURAS NORMATIVAS DA UNIÃO EUROPEIA

* 1.ª Instância para ações judiciais B) Órgãos Fontes do Direito da União Europeia
Exceção: 51 Estatuto TJUE 1) Comité das Regiões (13/4 TUE e 305 TFUE)
 Direito Primário/Originário
• Ações intentadas por EM ou contra EM 2) Comité Económico e Social (13/4 TUE e 301 TFUE)
 Direito Secundário/Derivado
• Reenvio prejudicial (267 TFUE) 3) Comité Político e de Segurança (38 TUE)
1) Direito Primário/Originário
° TJUE responde às questões dos tribunais 4) Comité da Proteção Social (160 TFUE)
nacionais – interpretação e validade do DUE –  Criado pelos EM através de acordos internacionais
tem ser órgão jurisdicional Ac. Vaassen 5) Comité Económico e Financeiro (134/2 TFUE)
Goobels, Ac. Corte dei Conti; ANAS – Tribunal * TUE
de Contas não é órgão jurisdicional 6) Comité do Emprego (150 TFUE)
* TFUE
° Garante a uniformidade de aplicação do DUE 7) Provedor de Justiça da EU (228 TFUE)
* Protocolos e anexos (51 TUE)
° Processo judicial EM suspende-se 8) Banco Europeu de Investimento
* CDFUE (6 TUE)
° Modalidades
* Princípios gerais de direito (6/3 TUE)
(i) Reenvio facultativo (267/2 TFUE) C) Autoridades Administrativas Independentes
 Não existe hierarquia entre eles
(ii) Reenvio obrigatório (267/3 TFUE) 1) Funcionamento do Mercado Interno
* Norma posterior prevalece sobre a anterior
» Violação: 258 e 259 TFUE Ex.: Agência Europeia de Medicamentos
* Normas específicas prevalecem sobre as gerais
» Exceção: Ac. CILFIT (questão não é 2) Cooperação Policial e Judiciária
pertinente + aplicação DUE óbvia + há 2) Direito Secundário/Derivado
jurisprudência) Ex.: Europol, Eurojust
 Normas criadas pelas instituições nos termos do direito
° Efeitos da decisão 3) PESC primário/originário (princípio da tipicidade 288 TFUE)

» EM onde corre causa Ex.: Agência Europeia de Defesa * Vinculativas

» Validade DUE: vincula tribunais e • Regulamentos


instituições (dever de eliminar/alterar o
ato) • Diretivas

 Tribunais Especializados (257 TFUE) • Decisões

 Tribunais dos EM * Não vinculativas

5) Banco Central Europeu (282 TFUE) • Recomendações

6) Tribunal de Contas • Pareceres

 Atos Legislativos vs. Atos Não Legislativos

* Atos legislativos (regulamentos, diretivas e decisões)


prevalecem sobre não legislativos (recomendações,
pareceres, atos delegados e atos de execução)

5
DUE

* Atos legislativos gozam de reserva de lei

* Atos não legislativos são residuais (289/3 TFUE a


contrário) e heterogéneos (podem ter alcance geral ou
individual)

Atos Legislativos

Hierarquia entre fontes de DUE Diretivas

(i) Direito Primário/Originário Regulamentos  Vinculam EM

(ii) Princípios Gerais de Direito  Carácter de generalidade MAS! EM têm liberdade para definir meios de
implementação desde que objetivos sejam
(iii) Acordos Externos * Vinculam EM e todos os sujeitos em toda a UE alcançados

(iv) Direito Secundário/Derivado  Destinatários não podem alterar o seu conteúdo (Ac.  Não há efeito direto
Krohn)
(v) Direito Nacional * Têm de ser transpostas pelos EM (4/3 TFUE)
 Aplicabilidade direta/Efeito direto (288 TFUE e 8/3
CRP) Exceção: Não é necessária transposição se objetivo
estiver cumprido (Ac. Comissão c. Alemanha 1985)
* Condições necessárias para que um particular possa
invocar uma norma eurocomunitária perante aos NB! Proibida transposição por remissão (Ac.
tribunais ou AP, Comissão c. Bélgica 1986)

* Disposição invocável tem de ser clara, precisa e MAS! (i) Diretiva produz efeitos pré-jurídicos
incondicional antes da transposição + (ii) EM não podem
aprovar normas contrárias até transposição
* Disposição não pode conter reserva conferida ao EM (stand still)
nem necessitar de transposição
* No prazo de 2 anos (por norma)
* Modalidades (Ac. Politi)
• Se ultrapassado
• Efeito direto vertical: entre cidadãos e s/ Estado
° Sujeitos podem invocar direitos/obrigações
• Efeito direto horizontal: entre cidadãos da diretiva contra o EM (efeito direto
vertical/efeito direto material)
 Pressupostos
» Se normas incondicionais + claras +
* Competência regulamentar (288 TFUE) precisas (Ac. Van Gend & Loos)

* Processo adequado (296 TFUE) (i) Incondicionais: não admitem


exceções ou desvios
* Fundamentação (296 TFUE)
(ii) Claras: não suscitam dúvidas
* Publicidade (297 TFUE) quanto ao seu sentido

* Vacatio Legis, se aplicável (297 TFUE) (iii) Precisas: sem ato de concretização

 Princípio da inderrogabilidade singular » EM não pode invocar diretiva contra


cidadãos
* Regulamento só pode ser alterado por regulamento
» Processo de infração contra EM pela
 Obrigatoriedade dos EM executarem regulamentos e Comissão (258 e ss TFUE)
não os contrariarem
» Possível ação de responsabilidade contra
* Princípio da lealdade europeia e cooperação leal EM nos tribunais nacionais

 Hierarquicamente superiores ao direito nacional * Transposição por lei (em sentido material vd. 112/8
CRP)

6
DUE

Processo Legislativo

Atos Legislativos

Decisões Processo Ordinário (294 TFUE) (ex-processo de


codecisão até ao Tratado de Lisboa)
 Vinculativas em todos os seus elementos Soft Law
 Para elaboração de regulamento, diretiva ou decisão
* Têm qualidade de ato legislativos quando adotadas pelo Parlamento Europeu e Conselho sob proposta da
por Comissão (289 e 294 TFUE)
Recomendações
• Parlamento Europeu e Conselho EU (processo * Proposta da Comissão ao PE e Conselho (294/2
legislativo ordinário)  Maioria oriundas da Comissão mas emanadas por outras TFUE)
instituições e órgãos (Conselho, BCE… 292 TFUE)
• Parlamento Europeu com participação do * 1.ª Leitura (COREPER 240 TFUE)
Conselho (processo legislativo especial) Ex.: 97/3 TFUE, Recomendações à atenção dos órgãos
jurisdicionais nacionais, relativas à apresentação de • Acordo? Ato aprovado
• Conselho com participação do Parlamento processos prejudiciais (2019/C 380/01)
Europeu (processo legislativo especial) ° Assinatura (Presidentes Parlamento Europeu
 Tribunais dos EM devem tê-las em consideração para e Conselho)
* Não têm qualidade de ato legislativos (31 TUE) interpretação do DUE (Ac. Altair Chimica)
° Publicação
• Se não forem adotados por processo legislativo Pareceres
° Entrada em vigor
NB! Atos jurídicos de base da PESC
• Sem acordo?
 Podem ter destinatário específico Recomendações
° 2.ª leitura
* EM ou cidadãos
» Parlamento Europeu aceita a posição do
• Com efeito direto Atos delegados Conselho  Ato provado

 Podem não ter destinatários (288 TFUE)  Delegação de competências normativas na Comissão ou
(290 TFUE)
» Parlamento Europeu não aceita a posição
* Por ato legislativo (VS autorização legislativa) do Conselho

Atos de execução (i) Ato não é aprovado tout court

 Medidas necessárias para implementação dos atos ou


vinculativos DUE (291/1 e 2 TFUE)
(ii) Parlamento Europeu propõe
Vd. Regulamento (UE) 182/2011 alterações/emendas

+ Conselho aceita
alterações/emendas  Ato
aprovado

ou

+ Conselho não aceita emendas 


Conciliação (294/7, 8, 9 e 14
TFUE)  3.ª leitura

# Ato aprovado

7
DUE

ou

# Ato não é aprovado

Desvios à regra

 Exigências complementares ocasionais (Ex.: consulta do Atos Legislativos (2) Primado


Comité Económico e Social, Comité das Regiões, BCE,
Comissão, etc.)  Autonomia • Afirmado no Ac. Costa c. ENEL 1964

 Certos parâmetros materiais exigidos pelos tratados  Especialidade (poderes atribuídos) • Juiz nacional deve desaplicar norma nacional
(Ex.: sistema europeu comum de asilo 78/2 TFUE, contrária ao DUE, mesmo que posterior
cooperação judicial em matéria civil 81/2 TFUE, transportes  Comunidade de direito
91/1 TFUE…) MAS! Limites: UE respeitar as competências
 Subsidiariedade que lhe foram atribuídas + respeito dos
 “Cláusulas de travagem de emergência” (suspensão do princípios fundamentais do Estado de Direito
processo legislativo 48, 82/3 e 83/3 TFUE)  Proporcionalidade democrático (8/4 CRP)

 Alternativas ao processo legislativo ordinário v.g. na  Efetividade (3) Uniformidade na aplicação


alteração dos estatutos do BCE (129/3 TFUE)
(1) Efeito direto • Afirmado através do reenvio prejudicial (267
TFUE)
• Vertical / Horizontal
Processos especiais NB! Manifestação de colaboração entre os
• Material / Formal (resulta da norma) órgãos jurisdicionais o e o TJUE
 Tramitados pelo Conselho
• No direito originário (4) Interpretação conforme
* Processos de aprovação
° Se aplicável direta e imediatamente aos • A interpretação do direito nacional deve ser feita
• Casos particulares (101 e 102 TFUE) conforme as normas de DUE

° Legislação em matéria de luta contra ° Se impõe aos EM obrigações de abstenção Incorporação do DUE em Portugal (8 CRP)
discriminação (30 e 34 TFUE)
 Cláusula de receção automática (8/1 CRP)
° Adoção de acordos internacionais pela UE ° Se impõe aos EM obrigações de facere (110
(ex.: 207/3 TFUE, 218/6-a) TFUE) TFUE) * Costumes e ato unilaterais internacionais e Ius
Cogens (normas imperativas Ex.: proibição do uso da
° Adesão de novos Estados • No direito derivado força, princípios fundamentais dos Direitos Humanos,
proibição de atos que infrinjam o direito de soberania e
° Violações graves de direitos fundamentais ° Regulamentos igualdade dos Estados…)

° Pretensão de saída da EU (50 TUE) » Há sempre efeito direto (288 TFUE)  Cláusula de receção condicionada (8/2 CRP)

* Processos de consulta (Ex.: 103 TFUE, 113 TFUE…) ° Diretivas * Acordos internacionais vigoram na ordem jurídica
portuguesa após ratificação ou aprovação regulares,
» Efeito direto (vertical) sem transposição publicação em DR, e apenas enquanto vincularem o
se normas incondicionais + claras + Estado Português
precisas
Ex.: Tratados da EU
° Decisões
• Não basta ratificação ou aprovação
» Para EM: não há efeito direto
° Só vigoram na ordem jurídica portuguesa
» Para particulares: há efeito direto após o depósito dos instrumentos de
ratificação por todos os EM (54/2 TUE e 8/4
° Pareceres e Recomendações CRP)

» Não há efeito direto por não terem força


vinculativa

8
DUE

° Efeito direto? Se contiverem normas


incondicionais + claras + precisas (Ac. Van
Gend & Loos)

Responsabilidade dos EM

 Afirmado no Ac. Francovich (reconhecimento de direito


subjetivo dos particulares à reparação de danos por
violação do DUE)

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