História da Integração Europeia
História da Integração Europeia
Ideia de união e fraternidade europeias desde séc. XVII 2) Ato Único Europeu (1986) Revisão (não revogação) dos tratados anteriores
Necessidade de criação de espaço público e político 3) Acordos de Schengen (1986) * Modifica TUE (Tratado de Maastricht)
europeu após II Guerra
Abolição de controlos das fronteiras internas da CE Ex.: Consagração expressa da possibilidade de
Congresso de Haia (7 a 10 de maio de 1948) posições: saída voluntária de EM (50 TUE)
4) Tratado de Maastricht (1992) – Tratado da EU
(i) Unionistas (criação de org. intergovernamentais) (TUE) * Altera TCE (Tratado de Roma)
(ii) Federalistas (integração com vista ao federalismo Implementação das liberdades de circulação • Passa a TFUE
europeu)
Criação da UE (estrutura paralela às Comunidades) * Não cria uma Constituição Europeia
Surgimento de várias org. intergovernamentais assente em 3 pilares:
* Fusão da CE com UE (Euratom continua)
1) BNELUX (1947) 1.º) CE, CECA e Euratom (comunitário)
* Elevação da Carta dos Direitos Fundamentais da UE a
2) OECE (1948) 2.º) PESC (intergovernamental) fonte de Direito Originário ao nível do TUE e TFUE
* Resultado do plano Marshall 3.º) Justiça e Assuntos Internos (intergovernamental) * Criação da figura do Presidente do Conselho Europeu
* Sucedida pela OCDE (1961) 5) Tratado de Amesterdão (1997) * Alto Representante da União para os Negócios
Estrangeiros e a Política de Segurança (Vice-Presidente
3) União Ocidental (Tratado de Bruxelas 1948) Alteração do Tratado da UE e Comunidades da Comissão)
4) NATO (1949) * Reforço da cidadania europeia (ex.: direito de * Abolição dos 3 pilares (mantém PESC)
petição, proibição de discriminação em razão da
5) Conselho da Europa (1949) nacionalidade…) * Alargamento das competências da UE
* Promoção da cooperação política e respeito pelos * Aprofundamento dos 3 pilares * Criação da iniciativa de cidadania
direitos fundamentais
* Alterações na repartição de atribuições entre UE e EM * Reforço de competências legislativas, orçamentais,
6) CEDH (1950) controlo político, consultivas do Parlamento
* Alterações institucionais
7) TEDH * Parlamentos dos EM fiscalizam ação da UE
* Criação de mecanismo não judicial/político para
8) União Europeia de pagamentos (1950) sancionar EM * Reformulação do TJUE
* Substituída pelo acordo monetário europeu 6) Tratado de NICE (2000) • Tribunal de Justiça
(1958)
Reconhecimento da personalidade jurídica (implícita) da • Tribunal Geral
9) CECA (Tratado de Paris 1951-2002) EU
• Tribunais Especializados
10) Tratado de Roma (1957) Transferência das competências da CECA para CE
* BCE passa a instituição
* CEE e Comunidade da Energia Atómica (Euratom) 7) Tratado Constitucional Europeu (Roma 2004) –
Constituição Europeia (chumbado por França e Tratados em vigor: TUE, TFUE e Tratado que institui a
Comunidades: CECA + CEE + EURATOM (cada uma c/ Holanda) Comunidade Europeia da Energia Atómica (EURATOM)
Conselho e Comissão; Parlamento e Tribunal de Justiça da
CE)
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DUE
DIREITO EUROPEU, DIREITO DA UNIÃO EUROPEIA, Direito da União Europeia Direito da União Europeia VS Direito Interno dos
DIREITO INTERNACIONAL E DIREITO NACIONAL Estados
Direito Europeu em sentido amplo
União Europeia Características constitucionais do Direito da União
Direito da União Europeia + direito de outras org. Europeia
Organização Internacional regional internacionais europeias (Conselho da Europa, OCDE…)
Autonomia da UE
Sujeito de direito internacional Direito Europeu em sentido estrito (desde Tratado
de Lisboa) Separação de poderes
Personalidade jurídica própria
Direito da União Europeia Cidadania europeia
Prossegue objetivos comuns aos EM através de
estrutura institucionalizada TUE e TFUE com igual valor jurídico Eleição direta para o Parlamento
De diversa finalidade Apoia-se na autolimitação dos EM em certos domínios TJUE com jurisdição constitucional
* Aberta limitada (VS Aberta Ilimitada (ONU) ou Autonomia Prevalece sobre o direito interno dos EM (Primado do
Fechada) Direito UE)
Face ao direito interno dos EM
De integração ou estrutura supranacional * Limitado por cláusulas de salvaguarda (36 e 114
Fontes, instâncias e procedimentos de interpretação e TFUE) e cláusulas de necessidade (346 e 347 TFUE)
* Atribuições extensas aplicação próprios
* Caso de Portugal (8/4 CRP)
* Estrutura institucional complexa Conceitos têm sentido próprio
• Se observadas as competências na emanação de
* Normas vinculativas para os EM e particulares Uniformidade normas europeias
* Limitação de soberanias EM e EM não podem rejeitar aplicação das normas • Se respeitados princípios fundamentais do
delegação/transferência de poderes para a org. eurocomunitárias e nem dar-lhes interpretação diferente Estado de Direito Democrático
internacional
Integração com ordens jurídicas dos EM Tribunais EM não podem fiscalizar constitucionalidade de
normas europeias
Para vinculação de todos às normas eurocomunitárias
Reconhecimento pleno da primazia do Direito da
Vinculação garantida pelos tribunais EM em cooperação União Europeia
com jurisdição da UE
Tensões quanto ao posicionamento das normas
constitucionais dos EM
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DUE
3) Respeito da Identidade Nacional (4/2 TUE) * Poderes implícitos (352 TUE) • Consultado pelo Alto Representante e PESC (36
TUE)
* Obrigação de ponderação das identidades nacionais • Forma de integração de lacunas dos tratados
nos processos de decisão das instituições quanto às competências da EU * Nível orçamental (314, 318 e 319 TFUE)
3
DUE
* Coordenação Competências
* Alteração dos tratados (48/2, 3 e 6 TUE) * Presidente (17/6 e 7 TUE e 248 TFUE) * Composição (19/2 TUE e 252, 253 e 255 TFUE)
3) Conselho da UE (16 TUE e 236 e 237 TFUE) * ARUNEPS (15/2, 17/4 e 7, 18/1 e 4 e 22/2 TUE) • 8 juízes + 8 Advogados Gerais
Organização, composição e funcionamento (16/6 e 9 e • Criado pelo Tratado de Lisboa • Interpretação e integração DUE
7 TUE e 48, 82/3, 238/1 e 4 e 240/1 TFUE)
* Colégio de Comissários (17/3, 6 e 7 TUE e 245 e • Instância de recurso das decisões do Tribunal
Mas! Decisões sobre PESC unanimidade (24 e 31 247 TFUE) Geral
TUE)
Funcionamento • Controlo das instituições
Exceções: 31/2 e 33 TUE
* 249 e 250 TFUE + 5 a 16 Reg. Interno CE • Controlo do cumprimento do DUE pelos EM
Competências
* Administração direta da UE pelas Direções Gerais, Tribunal Geral
* Legislativa Serviços e Organismos da CE
* Composição
• Com o Parlamento Europeu (16/1 TUE) • Gestão e execução das políticas, legislação e
programas de financiamento da UE • Pelo menos 1 juiz por EM
* Nível orçamental (16/1 TUE e 314/2 e 3 TFUE)
Ex.: cooperação e coordenação das várias * Jurisdição (256 TFUE)
• Com o Parlamento Europeu Direções Gerais (23 Reg. Interno CE)
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DUE
* 1.ª Instância para ações judiciais B) Órgãos Fontes do Direito da União Europeia
Exceção: 51 Estatuto TJUE 1) Comité das Regiões (13/4 TUE e 305 TFUE)
Direito Primário/Originário
• Ações intentadas por EM ou contra EM 2) Comité Económico e Social (13/4 TUE e 301 TFUE)
Direito Secundário/Derivado
• Reenvio prejudicial (267 TFUE) 3) Comité Político e de Segurança (38 TUE)
1) Direito Primário/Originário
° TJUE responde às questões dos tribunais 4) Comité da Proteção Social (160 TFUE)
nacionais – interpretação e validade do DUE – Criado pelos EM através de acordos internacionais
tem ser órgão jurisdicional Ac. Vaassen 5) Comité Económico e Financeiro (134/2 TFUE)
Goobels, Ac. Corte dei Conti; ANAS – Tribunal * TUE
de Contas não é órgão jurisdicional 6) Comité do Emprego (150 TFUE)
* TFUE
° Garante a uniformidade de aplicação do DUE 7) Provedor de Justiça da EU (228 TFUE)
* Protocolos e anexos (51 TUE)
° Processo judicial EM suspende-se 8) Banco Europeu de Investimento
* CDFUE (6 TUE)
° Modalidades
* Princípios gerais de direito (6/3 TUE)
(i) Reenvio facultativo (267/2 TFUE) C) Autoridades Administrativas Independentes
Não existe hierarquia entre eles
(ii) Reenvio obrigatório (267/3 TFUE) 1) Funcionamento do Mercado Interno
* Norma posterior prevalece sobre a anterior
» Violação: 258 e 259 TFUE Ex.: Agência Europeia de Medicamentos
* Normas específicas prevalecem sobre as gerais
» Exceção: Ac. CILFIT (questão não é 2) Cooperação Policial e Judiciária
pertinente + aplicação DUE óbvia + há 2) Direito Secundário/Derivado
jurisprudência) Ex.: Europol, Eurojust
Normas criadas pelas instituições nos termos do direito
° Efeitos da decisão 3) PESC primário/originário (princípio da tipicidade 288 TFUE)
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DUE
Atos Legislativos
(ii) Princípios Gerais de Direito Carácter de generalidade MAS! EM têm liberdade para definir meios de
implementação desde que objetivos sejam
(iii) Acordos Externos * Vinculam EM e todos os sujeitos em toda a UE alcançados
(iv) Direito Secundário/Derivado Destinatários não podem alterar o seu conteúdo (Ac. Não há efeito direto
Krohn)
(v) Direito Nacional * Têm de ser transpostas pelos EM (4/3 TFUE)
Aplicabilidade direta/Efeito direto (288 TFUE e 8/3
CRP) Exceção: Não é necessária transposição se objetivo
estiver cumprido (Ac. Comissão c. Alemanha 1985)
* Condições necessárias para que um particular possa
invocar uma norma eurocomunitária perante aos NB! Proibida transposição por remissão (Ac.
tribunais ou AP, Comissão c. Bélgica 1986)
* Disposição invocável tem de ser clara, precisa e MAS! (i) Diretiva produz efeitos pré-jurídicos
incondicional antes da transposição + (ii) EM não podem
aprovar normas contrárias até transposição
* Disposição não pode conter reserva conferida ao EM (stand still)
nem necessitar de transposição
* No prazo de 2 anos (por norma)
* Modalidades (Ac. Politi)
• Se ultrapassado
• Efeito direto vertical: entre cidadãos e s/ Estado
° Sujeitos podem invocar direitos/obrigações
• Efeito direto horizontal: entre cidadãos da diretiva contra o EM (efeito direto
vertical/efeito direto material)
Pressupostos
» Se normas incondicionais + claras +
* Competência regulamentar (288 TFUE) precisas (Ac. Van Gend & Loos)
* Vacatio Legis, se aplicável (297 TFUE) (iii) Precisas: sem ato de concretização
Hierarquicamente superiores ao direito nacional * Transposição por lei (em sentido material vd. 112/8
CRP)
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DUE
Processo Legislativo
Atos Legislativos
Podem não ter destinatários (288 TFUE) Delegação de competências normativas na Comissão ou
(290 TFUE)
» Parlamento Europeu não aceita a posição
* Por ato legislativo (VS autorização legislativa) do Conselho
+ Conselho aceita
alterações/emendas Ato
aprovado
ou
# Ato aprovado
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DUE
ou
Desvios à regra
Certos parâmetros materiais exigidos pelos tratados Especialidade (poderes atribuídos) • Juiz nacional deve desaplicar norma nacional
(Ex.: sistema europeu comum de asilo 78/2 TFUE, contrária ao DUE, mesmo que posterior
cooperação judicial em matéria civil 81/2 TFUE, transportes Comunidade de direito
91/1 TFUE…) MAS! Limites: UE respeitar as competências
Subsidiariedade que lhe foram atribuídas + respeito dos
“Cláusulas de travagem de emergência” (suspensão do princípios fundamentais do Estado de Direito
processo legislativo 48, 82/3 e 83/3 TFUE) Proporcionalidade democrático (8/4 CRP)
° Legislação em matéria de luta contra ° Se impõe aos EM obrigações de abstenção Incorporação do DUE em Portugal (8 CRP)
discriminação (30 e 34 TFUE)
Cláusula de receção automática (8/1 CRP)
° Adoção de acordos internacionais pela UE ° Se impõe aos EM obrigações de facere (110
(ex.: 207/3 TFUE, 218/6-a) TFUE) TFUE) * Costumes e ato unilaterais internacionais e Ius
Cogens (normas imperativas Ex.: proibição do uso da
° Adesão de novos Estados • No direito derivado força, princípios fundamentais dos Direitos Humanos,
proibição de atos que infrinjam o direito de soberania e
° Violações graves de direitos fundamentais ° Regulamentos igualdade dos Estados…)
° Pretensão de saída da EU (50 TUE) » Há sempre efeito direto (288 TFUE) Cláusula de receção condicionada (8/2 CRP)
* Processos de consulta (Ex.: 103 TFUE, 113 TFUE…) ° Diretivas * Acordos internacionais vigoram na ordem jurídica
portuguesa após ratificação ou aprovação regulares,
» Efeito direto (vertical) sem transposição publicação em DR, e apenas enquanto vincularem o
se normas incondicionais + claras + Estado Português
precisas
Ex.: Tratados da EU
° Decisões
• Não basta ratificação ou aprovação
» Para EM: não há efeito direto
° Só vigoram na ordem jurídica portuguesa
» Para particulares: há efeito direto após o depósito dos instrumentos de
ratificação por todos os EM (54/2 TUE e 8/4
° Pareceres e Recomendações CRP)
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DUE
Responsabilidade dos EM