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Diferenças entre Direitos Humanos e Fundamentais

O documento aborda a distinção entre Direitos Humanos e Direitos Fundamentais, destacando suas semelhanças e diferenças, como a vinculação e a justicialidade. Também discute a tipologia, hierarquia e natureza jurídica desses direitos, enfatizando a importância da dignidade da pessoa humana como fundamento. Além disso, menciona figuras que não se enquadram como Direitos Humanos ou Fundamentais e analisa a recepção do Direito Internacional na ordem jurídica portuguesa.
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Diferenças entre Direitos Humanos e Fundamentais

O documento aborda a distinção entre Direitos Humanos e Direitos Fundamentais, destacando suas semelhanças e diferenças, como a vinculação e a justicialidade. Também discute a tipologia, hierarquia e natureza jurídica desses direitos, enfatizando a importância da dignidade da pessoa humana como fundamento. Além disso, menciona figuras que não se enquadram como Direitos Humanos ou Fundamentais e analisa a recepção do Direito Internacional na ordem jurídica portuguesa.
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Ponto de partida – Direitos Fundamentais e Direitos Humanos

Direitos Humanos: direitos da pessoa humana reconhecidos pelas normas


de Direito Internacional em vigor (por normas de costume, de tratados, ou
por princípios de Direito Internacional)

Direitos Fundamentais: direitos da pessoa humana reconhecidos por cada


Estado nas suas Constituições

Semelhanças

- Génese  Direito Natural

- Positivação e tipificação  Acordos Internacionais, Constituição

- Fundamento jurídico  Dignidade da pessoa humana

- Natureza  Posições jurídicas ativas face a terceiros

- Sujeitos ativos e passivos  Individuo VS Estado, Organizações


Internacionais e outros indivíduos

- Catalogação (embora varie de Estado para Estado e haja Direitos


reconhecidos a nível internacional que certos Estados não
reconheçam Ex.: Liberdade de Pensamento)

- Dicotomia Direitos de Liberdade VS Direitos Sociais

- Justicialidade aproximada (embora em medidas diferentes)

Diferenças

- Vinculação

- Justicialidade limitada no plano internacional (exceto no plano


regional europeu)

- Menor evolução técnico-jurídica dos Direitos Humanos

Noção de Direitos Humanos e de Direitos Fundamentais

Posições jurídicas ativas - ou situações jurídicas ativas - reconhecidas pela


ordem interna ou pela ordem internacional, visando a defesa da dignidade
da pessoa humana

1
Figuras próximas que não são Direitos Humanos e/ou Fundamentais

- Direitos dos indivíduos perante si próprios (violados por atividades


perigosas para o próprio pelo próprio)

- Direitos inominados (bioética, tecnologia, genética ou informática –


sujeito não é individualizado – vocacionados para a comunidade
futura)

- Direitos dos Povos (têm natureza jurídica e reconhecimento


normativo mas não são individualizados)

- Direitos das pessoas coletivas (só a indivíduo é suscetível de


dignidade humana)

- Direitos Fundamentais em sentido meramente formal (falta de


conexão com a dignidade da pessoa humana Ex.: direitos de antena,
de resposta e de réplica política dos partidos da oposição
parlamentar, direito de oposição democrática, direitos das comissões
de trabalhadores, direitos das associações sindicais)

- Direitos Fundamentais em sentido estritamente material (direitos


fundamentais não catalogados na Constituição mas apenas no direito
ordinário)

- Direitos a prestações resultantes de ato legislativo (não têm


previsão constitucional nem natureza pessoal Ex.: direito a subsídio
de desemprego, de reinserção, …)

- Interesses difusos (não são individualizáveis)

- Garantias institucionais (deveres objetivos do Estado Ex.: 27 DL


164/2019 – Regime de Execução do Acolhimento Residencial)

- Direitos/Situações funcionais (respeitam as funções desempenhadas


por titulares de cargos públicos)

- Deveres Fundamentais e os Deveres Humanos (têm caracter passivo


e não ativo)

2
Tipologia de Direitos Humanos e de Direitos Fundamentais

Direitos de liberdade

- Direitos pessoais e civis

- Direitos políticos (análogos aos pessoais e civis)

Ex.: direito de sufrágio, direito de iniciativa popular, o direito de


petição o direito de participação na vida pública, o direito de
acesso a cargos públicos, ou, o direito a uma boa administração
(no plano europeu)

- Direitos de personalidade

Direitos sociais

- Expectativas de futuros e eventuais Direitos Humanos ou


Fundamentais (com contraposição com os direitos subjetivos de
liberdade)

Direitos e Liberdades e Garantias

- Direitos como faculdades do indivíduo sobre bens determinados

- Liberdades como permissões de ação individual

- Garantias enquanto tutela dos direitos e das liberdades

Direitos Humanos e Direitos Fundamentais gerais e especiais

- Gerais os de toda a humanidade (Ex.: direito à vida)

- Especiais os de certos membros de uma comunidade (Ex.: direitos


das mulheres)

Direitos Humanos e Direitos Fundamentais individuais e coletivos

- Individuais só podem ser exercidos pelo seu titular

- Coletivos só exercidos em conjunto com outros titulares

3
Direitos Humanos e Direitos Fundamentais explícitos e implícitos

- Explícitos estão expressos em fontes jurídicas

- Implícitos resultam de inferências (há quem entenda que resulte de


interpretação extensiva de fontes constitucionais

Hierarquia dos Direitos Humanos e Direitos Fundamentais

1) Direitos Humanos VS Direitos Fundamentais

- Direitos Humanos integram a ordem jurídica portuguesa como tal e


não se convertem em direitos fundamentais (7, 8 e 16 CRP)

- Continuam a reger-se à luz do Direito Internacional (Convenção de


Viena de 1969, sobre o Direito dos Tratados entre Estados) e do
Direito da União Europeia (CDFUE)

- Face ao primado do Direito Internacional e do Direito da União


Europeia, Direitos Humanos prevalecem sobre Direitos Fundamentais

- Normas imperativas (ius cogens) – só podem ser modificadas


por outra norma de Direito Internacional (53 Convenção de
Viena de 1969, sobre o Direito dos Tratados entre Estados)

- Normas eurocomunitárias em geral (8/2 CRP)

NB! Direitos Fundamentais prevalecem sobre Dieitos


Humanos sociais (não são ius cogens)

2) Direitos Humanos e Direitos Fundamentais de liberdade VS


Direitos Humanos e Direitos Fundamentais sociais

- Direitos de liberdade prevalecem sobre direitos sociais

- Direitos de liberdade são direitos subjetivos podendo ser


exigidos

- Direitos sociais são expectativas

- Liberdade (direitos civis e pessoais) e Democracia (direitos políticos)


> Solidariedade (direitos sociais)

4
3) Direitos Humanos civis e políticos VS Direitos Humanos
económicos, sociais e culturais

- Prevalência dos Direitos Humanos civis e políticos

- Pacto de Direitos Civis e Políticos cria a obrigação estadual de


tomar as providências necessárias

- Pacto de Direitos Económicos, Sociais e Culturais prevê a


adoção de medidas que assegurem o exercício eventuais
direitos futuros

4) Direitos Humanos civis VS Direitos Humanos políticos

- Prevalência dos Direitos Humanos civis

- Direitos civis (Pacto Internacional sobre Direitos Civis e


Políticos)

- Inderrogáveis (4 Pacto Internacional sobre Direitos Civis


e Políticos – vd. 6, 7, 8, 11, 16, 15 e 18)

- Outros direitos nucleares (9, 10, 14, 17 e 24 Pacto


Internacional sobre Direitos Civis e Políticos)

- Coletivos (21 e 22 Pacto Internacional sobre Direitos


Civis e Políticos)

- Outros (12 Pacto Internacional sobre Direitos Civis e


Políticos)

- Direitos políticos (25 Pacto Internacional sobre Direitos Civis e


Políticos)

5) Direitos Fundamentais CRP – Direitos, Liberdades e Garantias ou


Direitos de Natureza Análoga VS Direitos Económicos, Sociais e
Culturais

- Prevalecem os Direitos, Liberdades e Garantias e Direitos de


Natureza Análoga

- Quadro principiológico diferente

- Direitos, Liberdades e Garantias  universalidade (12 e 15


CRP), igualdade (13 CRP), proporcionalidade (18 e 19 CRP),

5
confiança (18 CRP), responsabilidade (22 CRP) e proteção (20
CRP)

- Direitos Sociais, Económicos e Culturais  universalidade (12


e 15 CRP) e igualdade (13 CRP)

- Regime jurídico diferente

- Força jurídica (18 CRP)

- Diferentes restrições ao gozo de direitos (18 e 270 CRP)

- Diferente modelo de suspensão do exercício de direitos (19


CRP)

- Auto-tutela num caso existente e no outro inexistente (21


CRP)

- Reserva legislativa (165 CRP)

- Revisão constitucional (288 CRP)

6) Entre Direitos, Liberdades e Garantias ou Direitos de Natureza


Análoga

- Diferentes alcances quanto à dignidade da pessoa humana

- Hierarquização

1.º) Direitos, liberdades e garantias pessoais impassíveis de


suspensão (19/6 CRP)

- 24, 25, 26, 29, 32 e 41 CRP

2.º) Outros direitos, liberdades e garantias pessoais nucleares

- 27, 28, 29, 30, 31, 32 e 33 CRP

3.º) Direitos, liberdades e garantias pessoais e direitos de


natureza análoga de exercício individualizado

- 37, 42, 43, 61 e 62 CRP

4.º) Direitos, liberdades e garantias pessoais e direitos de


natureza análoga de exercício coletivo ou tendencialmente
coletivo

6
- 17, 20/5, 34, 38, 44, 45, 46, 47 CRP

5.º) Direitos, liberdades e garantias de participação política e


direitos de natureza análoga

- 48, 49, 50, 115 e 167 CRP

6.º) Outras garantias

- 20, 21, 23 e 52 CRP

7.º) Direitos, liberdades e garantias dos trabalhadores

- 53, 55 e 57 CRP

Direitos Fundamentais na CRP

1) Âmbito

- Direitos Humanos rececionados do Direito Internacional

- Vigoram na ordem jurídica portuguesa enquanto Direitos Humanos e


regem-se pelo Direito Internacional (não se convertem em Direitos
Fundamentais)

- Receção do Direito Internacional

- Em geral

- 8 CRP

- Receção automática do Direito Internacional


Geral (8/1 CRP)

- Receção plena do Direito Internacional


convencional (8/2 CRP)

7
- Receção do direito unilateral das OI de que
Portugal é parte - ONU e UE (8/3 e 4 CRP)

- 7 CRP (domínio das relações internacionais)

- Em especial (16/1 CRP)

- Direito Internacional dos Direitos Humanos

- Cláusula de abertura constitucional a Direitos


Humanos

- Posições

- Não são criados novos Direitos


Fundamentais (Barbosa Rodrigues)

- São rececionados na ordem jurídica


Direitos Fundamentais atípicos (Vieira
de Andrade e Bacelar Gouveia)

- DUDH (16/2 CRP)

- Instrumento de natureza não vinculativa (soft law)

MAS! Como 16/2 CRP prevê que normas relativas a


Direitos Fundamentais devem ser interpretados de
acordo com a DUDH ela ganha vinculatividade

- Posições

- Aplicação é simbólica e não passa de soft law


(Barbosa Rogdrigues)

- 29/2 DUDH contém cláusula de restrição de


Direitos Fundamentais (Bacelar Gouveia)

- Direitos Fundamentais tipificados na CRP

- 12 – 79 CRP

- Direitos Fundamentais materialmente constitucionais

- Direitos fundamentais materialmente constitucionais (Melo


Alexandrino)

8
Ex.: direito de recusa de exames e tratamentos hospitalares
(80 e 82 Estatuto Hospitalar); certos direitos dos reclusos
(direito a visita); certos direitos dos estrangeiros (direito ao
reagrupamento familiar), proibição da prisão por dívidas (1
Protocolo adicional 4 à CEDH); proibição de sujeição de
qualquer pessoa a uma experiência médica ou científica sem o
seu livre consentimento (7, 2.ª parte, Pacto Internacional de
direitos civis e Políticos de 1966)

- Leis ordinárias não consagram Direitos Fundamentais, ainda que


haja casos próximos (Bacelar Gouveia e Barbosa Rodrigues)

Ex.: direito ao nome (72 CC), direito ao pseudónimo (74 CC),


direito à indemnização por danos (483 CC), direito de audiência
prévia dos interessados em procedimento administrativo (121
CPA)

- Regime da CRP só é aplicável aos Direitos Fundamentais ali


previstos

2) Fundamento

- Dignidade da pessoa humana (na qual assenta o país 1 CRP)

- Manifestações constitucionais

- Expressas

- Procriação medicamente assistida (67/2-e) CRP)

- Criação, desenvolvimento e utilização das tecnologias e


experimentação científica (26/3 CRP)

- Obtenção e utilização de informações pessoais (26/2


CRP)

9
- Natureza não pública das audiências nos Tribunais (206
CRP)

- Implícitas

- Generalidade dos direitos, liberdades e garantias


(pessoais)

- Direito à vida (24/1 CRP), garantia da proibição


da pena de morte (24/2 CRP) ou à garantia de não
extradição (33/4)

- Direito à integridade (25/1 CRP), à garantia de


proibição da tortura e de tratos e penas cruéis,
degradantes ou desumanos (25/2 CRP)

- Liberdade de consciência (41 CRP),


desenvolvimento da personalidade, ao bom nome
e reputação, à imagem, à palavra, e à reserva da
intimidade da vida privada e familiar (26/1 CRP)

- Direito à liberdade física (27 CRP) e garantias de


proibição de penas e medidas de segurança
privativas ou restritivas de liberdade com carácter
perpétuo, ou assumindo duração ilimitada ou
indefinida (30/1 CRP),

3) Natureza Jurídica

Caracterização dos Direitos Fundamentais na CRP

- Direitos de liberdade e direitos sociais

- Tese do regime unicitário dos direitos de liberdade e dos


direitos sociais

10
- Direitos de liberdade e dos direitos sociais não têm
qualquer diferenciação

- Contradiz a estrutura da CRP (diferenciação clara entre


direitos de liberdade e direitos sociais)

- Tese dos dois tipos de direitos (direitos de liberdade e direitos


sociais)

- Posição dominante na doutrina

- Divergência apenas quanto aos critérios de


segmentação entre os direitos

- Naturalidade/ Artificialidade

- Direitos de liberdade são naturais


(inerentes ao Homem e à Razão)

- Direitos sociais são artificiais (criados pelo


Estado)

- Universalidade / Restritividade

- Direitos de liberdade são universais

- Direitos sociais são restritivos (só para


certos indivíduos)

- Negatividade / Positividade (critério mais comum)

- Direitos de liberdade são negativos (direito


a abstenção do Estado na sua lesão)

- Direitos sociais são positivos (direito a uma


prestação do Estado)

- Determinabilidade / Indeterminabilidade

- Direitos de liberdade são determinados


(conteúdo está determinado pela CRP)

11
- Direitos sociais são indeterminados
(conteúdo só é determinado pelo legislador
ordinário)

- Precetividade (aplicabilidade direta) /


Programaticidade (aplicabilidade indireta)

- Direitos de liberdade são aplicáveis


diretamente (não dependem de
concretização legislativa)

- Direitos sociais são programáticos


(dependem de concretização do legislador
ordinário)

- Vinculatividade / Invinculatividade

- Direitos de liberdade são vinculativos para


o Estado e acessoriamente para os sujeitos
privados

- Direitos sociais não são vinculativos


(porque indeterminados e programáticos)

- Incondicionalidade / Condicionalidade
- Direitos de liberdade não podem ser
condicionados

- Direitos sociais podem ser condicionados


(sendo expectativas, podem não
concretizar-se ou existindo na lei ordinária,
podem cessar)

- Justiciabilidade / Injusticiabilidade

- Direitos de liberdade são justiciáveis

- Direitos sociais são injusticiáveis

- S/ possibilidade de
inconstitucionalidade por omissão por
não serem determinados

12
- Não sendo vinculativos e
incondicionais, não podem ser
exigidos

- Tese da exclusiva existência de direitos subjetivos de


liberdade e da redução dos direitos sociais a expetativas
fácticas (Barbosa Rodrigues)

- Diferenciação absoluta entre direitos de liberdade


(verdadeiros Direitos Fundamentais) e direitos sociais
(expectativas fácticas)

- São direitos incompatíveis entre si

- Em especial direito de propriedade privada

- Direito de liberdade de natureza


análoga (sem mínimo de propriedade
não há liberdade) (tendência do TC)

- Mas catalogado como direito social


(62 CRP)?

- Não faz dele direito


universal…

- Não é um direito frente ao


poder mas na disponibilidade
do poder (justifica a requisição,
expropriação ou confisco)…

- Direitos de natureza análoga

- Não estão catalogados como direitos, liberdades e garantias,


mas têm natureza análoga

- Tipologia (vd. n/ CRP)

- Direitos de natureza análoga aos direitos, liberdades e


garantias pessoais

- Direitos de natureza análoga aos direitos, liberdades e


garantias políticas

13
- Direitos de natureza análoga aos direitos, liberdades e
garantias dos trabalhadores

4) Princípios

Princípio da universalidade (12 CRP)

- Direitos fundamentais como direitos universais dos portugueses


residentes

- Portugueses originários VS portugueses naturalizados

- Só portugueses originários podem candidatar-se a PR


(122 CRP)

- Portugueses residentes VS Portugueses não residentes (14


CRP)

- Universalidade reconhecida aos portugueses residentes

- Determinação dos Direitos Fundamentais da CRP dos


portugueses não residentes é casuística

- Limitações nos 121/2, 115/1 e 2 e 167/1 CRP?

- Cidadãos estrangeiros e apátridas (15 CRP)

- Universalidade dos Direitos Fundamentais reservada aos


cidadãos portugueses com exclusões/limitações para
estrangeiros

- Direitos Fundamentais de liberdade de natureza política


(15/2 CRP)

- Exigência de tutela iguala à da CRP para extradição de


estrangeiros e apátridas (33/3 CRP)

- Limitações para investimentos por estrangeiros (87


CRP)

14
- Possibilidade de o legislador ordinário criar outras
exclusões/limitações (15/2 CRP)

- “Cidadãos europeus” (15 CRP)?

- Mais correto dizer cidadãos de EM da UE

- Direitos do 15/5 CRP

- Norma ultrapassa com os 39 e 40 da CDFUE

- Cidadãos estrangeiros PALOP (15/3 CRP)

- Apátridas mais desprotegidos (por ser impossível verificação


de reciprocidade de direitos)

- Excluídas as pessoas as pessoas coletivas

- Universalidade não estende o Direitos Fundamentais às


pessoas coletivas

- Pessoas coletivas não têm, pressupostos subjacentes


aos Direitos Fundamentais (natureza humana e
dignidade humana)

Princípio da igualdade

- Dimensão positiva

- Todos os cidadãos são iguais perante a lei (13/1 e 15/1 CRP)

- Dimensão negativa

- Proibição de discriminação entre cidadãos (13/2 CRP)

- Direitos de igualdade

- Direitos de liberdade

- Pessoais (26/1, 36/1, 3 e 4 CRP)

- Políticos (10/1, 47/2, 50/1 e 109 CRP)

- Direitos sociais (59/1-a), 73/2, 74/1 e 76/1 CRP)

Princípio da proporcionalidade

- Âmbito

15
- Presente nos condicionamentos aos Direitos, Liberdades e
Garantias e direitos de natureza análoga (18/2, 2 parte, 19/4 e
8, 279 e 272/2 CRP)

- Não está presente nos Direitos Económicos, Sociais e


Culturais

- Por serem programáticos, podem ser suprimidos em


revisão constitucional sem atender ao princípio da
proporcionalidade

- Pressupostos

- Necessidade  Recurso ao instrumento menos


gravoso/lesivo/invasivo possível

- Adequação  Medidas devem ser idóneas para realização da


finalidade

- Proibição do excesso  Análise de custo-benefício da medida


(há mais vantagens que desvantagens?)

Princípio da confiança

- Enquanto dimensão da segurança jurídica

- Sem previsão expressa na CRP, mas decorre do Princípio do Estado


de Direito

- Manifestações

Ex.: Proibição de retroatividade de restrições aos Direitos,


Liberdades e Garantias e direitos de natureza análoga (17 e
18/3 CRP)

Princípio da responsabilidade

- Responsabilidade civil do Estado (22 CRP)

- Extensível às outras entidades públicas (Administração


Indireta, Independente e Autónoma)

- Concretizada no RCEE

- Responsabilidade criminal

16
- Responsabilidade criminal dos titulares de cargos políticos (Lei
34/87)

Princípio do desenvolvimento da personalidade (26/1 CRP –


introduzido em ‘97)?

- Direito de agir livremente segundo opções próprias

- Não é um princípio mas Direito Fundamental como todos os outros


elencados no 26 CRP

5) Regime

Direitos, Liberdades e Garantias

CRP prevê regime próprio aplicável aos direitos de natureza análoga (17, 18
e 19 CRP)

1) Percetividade

- Direitos, Liberdades e Garantias são diretamente aplicáveis


(18/1, 1 parte CRP)

2) Vinculação

- Direitos, Liberdades e Garantias vinculam entidades públicas


e privadas (18/1 in fine CRP)

(i) Entidades públicas

- Em toda a sua atuação pública e/privada

(ii) Entidades privadas

- Para todos os Direitos, Liberdades e Garantias?

- Qual a medida da vinculação?

17
a) Tese dos deveres de proteção

- Entes públicos estão vinculados a


respeitar Direitos, Liberdades e
Garantias e a proteger os seus
titulares de violações de outros
sujeitos

MAS! Tese faz dos sujeitos, agentes


do Estado, limitando a sua liberdade
plena

- Basta que Estado garanta tutela


jurisdicional efetiva ao invés de ser
tutor das pessoas (20/5 CRP)

b) Tese da eficácia direta

- Direitos, Liberdades e Garantias são


exercidos de forma igual face ao
poder e face a outros privados

c) Tese da eficácia indireta

- Direitos, Liberdades e Garantias são


exercidos só face ao Estado

- Refletem-se de forma indireta na


esfera jurídica dos sujeitos privados 
Mediante medida legislativa
concretizada pelo legislador ordinário

3) Condicionamentos

(i) Normativos

(a) Limite

- Resultantes das próprias normas da CRP

Ex.: 27/3-d) MAS! Viola tutela jurisdicional efetiva e


46/4 CRP MAS! Viola princípio da igualdade face à
existência de organizações comunistas

18
(b) Restrição (18 CRP)

- Ação ou omissão do Estado que afeta o conteúdo


de um Direito Fundamental  Impossibilidade de
gozo de direitos

- Natureza jurídica (teorias)

- Teoria externa dos limites

- Restrição tem carácter excecional e


deve obedecer a procedimentos pré-
estabelecidos

- Teoria interna dos limites

- Restrição integra o Direito,


Liberdade e Garantia

MAS! Não é de aceitar  Teoria nega


a possibilidade de restrição por parte
do legislador ordinário e esvazia o 18
CRP

- Tipos de restrição

- Restrição Ordinária (18/2 e 3 CRP)

- Só por lei da AR ou DL
autorizado (reserva de lei
formal) (168/1-b) CRP)

- Exigência de elevado grau de


determinação

- Devem ficar salvaguardados


outros Direitos, Liberdades e
Garantias de igual natureza
(18/2 CRP)

- Restrição deve ser


proporcional

19
- Indispensável e opção
escolhida deve ser a
menos lesiva

- Solução deve ser apta


ao fim a prosseguir

- Vantagem deve ser


superior à afetação

- Ato legislativo restritivo não


pode ser retroativo (18/3 CRP)

NB! Mas pode dispor para o


futuro!

- Preservação do núcleo
essencial do Direito restringido
(18/3 in fine CRP)

- CRP tem de prever a


possibilidade de restrição (18/2,
1.ª parte CRP)

MAS! São raros os casos em


que a CRP o faz  Como
contornar a dificuldade? 
Interpretação ab-rogante do
18/2, 1.ª parte CRP

- Restrição Agravada

- Decorrente de especiais
relações de poder ou relações
de estatuto especial

Ex.: restrições de certos direitos


a militares (270 CRP)

(c) Suspensão (19 CRP)

20
- Impossibilidade de exercício de direitos (salvo
direitos do 19/6 CRP)

- Em estado de sítio (mais gravoso –


condicionamento total) ou estado de emergência
(menos gravoso – condicionamento parcial) (19/3
CRP)

- Pressupostos (19/2 CRP)

- Declaração (decreto do PR 119/1-d) CRP,


após audição do Governo 138/1 CRP e
autorização da AR 138/1 CRP)  Obedece a
critérios de proporcionalidade (19/4 e 8 CRP)

(ii) Não normativos 431

(a) Intervenção restritiva

(b) Colisão

(c) Renúncia

4) Reserva de ato legislativo parlamentar ou governamental

5) Reserva parlamentar de tratado ou de acordo internacionais

6) Limites materiais de revisão constitucional

Direitos de Natureza Análoga

Direitos Económicos, Sociais e Culturais

21
6) Tutela

22

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