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Discernimento e Espiritualidade na Vida

O documento aborda o discernimento espiritual, enfatizando a importância das ações e mensagens que emitimos para a comunidade. Destaca a necessidade de compaixão e compreensão em relação aos 'acidentados da alma' e a responsabilidade dos médiuns iniciantes em sua prática. Além disso, discorre sobre a dor como parte do aprendizado e a necessidade de discernimento nas interações espirituais.

Enviado por

Eduardo Silva
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Discernimento e Espiritualidade na Vida

O documento aborda o discernimento espiritual, enfatizando a importância das ações e mensagens que emitimos para a comunidade. Destaca a necessidade de compaixão e compreensão em relação aos 'acidentados da alma' e a responsabilidade dos médiuns iniciantes em sua prática. Além disso, discorre sobre a dor como parte do aprendizado e a necessidade de discernimento nas interações espirituais.

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DISCERNIMENTO

BIBLIOGRAFIA
01- Bíbilia - ireis 13V18 02 - Contos e Apólogos - pág. 65
04 - Estude e viva - pág. 29, 102,
03 - Deus na natureza - pág. 206
166,210
05 - Florações evangélicas - pág. 73,
06 - Fonte viva - pág. 151
115
07 - Mecanismos da mediunidade - 08 - Médiuns e mediunidades - pág.
pág. 95 55
09 - O Livro dos Espíritos - q 464, 661 10 - Otimismo - pág. 21
11 - Palingênese a grande lei - pág. 65 12 - Pureza doutrinária - toda a obra
13 - Relicário de luz - pág. 84 14 - Revista espírita - 1860 - pág. 134

15 - Seara dos médiuns - pág. 173


16 - Vozes do grande além - pág. 28

DISCERNIMENTO – COMPILAÇÃO

04 - ESTUDE E VIVA - EMMANUE E ANDRÉ LUIZ - PÁG. 29, 102, 166, 210

Tua mensagem
Tua mensagem não se constitui apenas do discurso ou do título de cerimônia
com que te apresentas no plano convencional; é a essência de tuas próprias
ações, a exteriorizar-se de ti, alcançando os outros. Sem que percebas,
quando te diriges aos companheiros para simples opiniões, em torno de
sucessos triviais do cotidiano, estás colocando o teu modo de ser no que
dizes; ao traçares ligeira frase, num bilhete aparentemente sem importância,
derramas o conteúdo moral de teu coração naquilo que escreves; articulando
referência determinada, posto que breve, apontas o rumo de tuas
inclinações; em adquirindo isso ou aquilo, entremostras o próprio senso de
escolha; elegendo distrações, patenteias por elas os interesses que te regem
a vida íntima...Reflete na mensagem que expedes, diariamente, na direção da
comunidade. As tuas idéias e comentários, atos e diretrizes voam de ti, ao
encontro do próximo, à feição das sementes que são transportadas para
longe das árvores que as produzem. Cultivemos amor e justiça, compreensão
e bondade, no campo do espírito. Guarda a certeza de que tudo quanto sintas
e penses, fales e realizes é substância real de tua mensagem às criaturas e é
claramente pelo que fazes às criaturas que a lei de causa e efeito, na Terra
ou noutros mundos, te responde, em zelando por ti.
Consciência e conveniência
As boas soluções nem sempre são as mais fáceis e as manifestações corretas
nem sempre as mais agradáveis. A trilha do acerto exige muito mais as
normas do esforço maior que as saídas circunstanciais ou os atalhos do
oportunismo. Nos mínimos atos, negócios, resoluções ou empreendimentos
que você faça, busque primeiro a substância «post-mortem» de que se
reveste, porquanto, sem ela, seu tentame será superficial e sem
consequências produtivas para o seu espírito. Hoje como ontem, a criatura
supõe-se em caminho tedioso tão-só quando lhe falta alimento espiritual aos
hábitos. Alegria que dependa das ocorrências do terra-a-terra não tem
duração. Alegria real dimana da intimidade do ser. Não há espetáculo
externo de floração sem base na seiva oculta.
Meditação elevada, culto à prece, leitura superior e conversação edificante
constituem adubo precioso nas raízes da vida. Ninguém respira sem os
recursos da alma. Todos carecemos de espiritualidade para transitar no
cotidiano, ainda que a espiritualidade surja para muitos, sob outros nomes,
nas ciências psicológicas de hoje que se colocam fora dos conceitos religiosos
para a construção de edifícios morais. À vista disso, criar costumes de
melhoria interior significa segurança, equilíbrio, saúde e estabilidade à
própria existência. Debaixo de semelhante orientação, realmente não mais
nos será possível manter ambiguidade nas atitudes. Em cada ambiente, a
cada hora, para cada um de nós, existe a conduta reta, a visão mais alta, o
esforço mais expressivo, a porta mais adequada. Atingido esse nível de
entendimento, não mais é lícita para nós a menor iniciativa que imponha
distinção indevida ou segregação lamentável, porque a noção de justiça nos
regerá o comportamento, apontando-nos o dever para com todos na
edificação da harmonia comum.

Estabelecidos por nós, em nós mesmos, os limites de consciência e


conveniência, aprendemos que felicidade, para ser verdadeira, há de guardar
essência eterna. Constrangidos a encontrar a repercussão de nossas obras,
além do plano físico, de que nos servirá qualquer euforia alicerçada na
ilusão? De que nos vale o compromisso com as exterioridades humanas,
quando essas exterioridades não se fundamentam em nossas obrigações
para com o bem dos outros, se a desencarnação não poupa a ninguém?
Cogitemos de felicidade, paz e vitória, mas escolhamos a estrada que nos
conduza a elas sob a luz das realidades que norteiam a vida do Espírito, de
vez que receberemos de retorno, na aduana da morte, todo o material que
despachamos com destino aos outros, durante a jornada terrestre. Não basta
para nenhum de nós o contentamento de apenas hoje. É preciso saber se
estamos pensando, sentindo, falando e agindo para que o nosso regozijo de
agora seja também regozijo depois.

Acidentados da alma
Compadeceste dos caídos em moléstia ou desastre, que apresentam no corpo
comovedoras mutilações. Inclina-te, porém, com igual compaixão para
aqueles outros que comparecem, diante de ti, por acidentados da alma, cujas
lesões dolorosas não aparecem. Além da posição de necessitados, pelas
chagas ocultas de que são portadores, quase sempre se mostram na feição
de companheiros menos atrativos e desejáveis. Surgem pessoalmente bem-
postos, estadeando exigências ou formulando complicações, no entanto
bastas vezes trazem o coração sob provas difíceis; espancam-te a
sensibilidade com palavras ferinas, contudo, em vários lances da experiência,
são feixes de nervos destrambelhados que a doença consome; revelam-se na
condição de amigos, supostos ingratos, que nos deixam em abandono, nas
horas de crise, mas, em muitos casos, são enfermos de espírito, que se
enviscam, inconscientes, nas tramas da obsessão; acolhem-te o carinho com
manifestações de aspereza, todavia, estarão provavelmente agitados pelo
fogo do desespero, lembrando árvores benfeitoras quando a praga as dizima;
são delinquentes e constrangem-te a profundo desgosto, pelo
comportamento incorreto; no entanto, em múltiplas circunstâncias, são
almas nobres tombadas em tentação, para as quais já existe bastante
angústia na cabeça atormentada que o remorso atenaza e a dor suplicia...

Não te digo que aproves o mal, sob a alegação de resguardar a bondade. A


retificação permanece na ordem e na segurança da vida, tanto quanto vige o
remédio na defesa e sustentação da saúde. Age, porém, diante dos
acidentados da alma, com a prudência e a piedade do enfermeiro que socorre
a contusão, sem alargar a ferida. Restaurar sem destruir. Emendar sem
proscrever. Não ignorar que os irmãos transviados se encontram
encarcerados em labirintos de sombra, sendo necessário garantir-lhes uma
saída adequada. Em qualquer processo de reajuste, recordemos Jesus que, a
ensinar servindo e a corrigir amando, declarou não ter vindo à Terra para
curar os sãos.

Aspectos da dor
Os soluços de dor são compreensíveis até o ponto em que não atingem a
fermentação da revolta, porque, depois disso, se convertem todos eles em
censura infeliz aos planos do Céu.
A enfermidade jamais erra o endereço para as suas visitas.
As lágrimas, em verdade, são iguais às palavras. Nenhuma existe destituída
de significação.
Somente chega a entender a vida quem compreende a dor.
A evolução regula também o sofrimento das criaturas e nelas se evidencia
mais superficial ou mais profunda, conforme o aprimoramento de cada uma.
Se você pretende vencer, não menospreze a possibilidade de amargar,
algumas vezes, a aflição da derrota como lição no caminho para o triunfo.
Aprende melhor quem aceita a escola da provação, porquanto, sem ela, os
valores da experiência permaneceriam ignorados.
A dor não provém de Deus, de vez que, segundo a Lei, ela é uma criação de
quem a sofre.

Emergência
Perfeitamente discerníveis as situações em que resvalamos,
imprevidentemente, para o domínio da perturbação e da sombra.
Enumeremos algumas delas com as quais renteamos claramente, com o
perigo da obsessão: cabeça desocupada; mãos improdutivas; palavra
irreverente; conversa inútil; queixa constante; opinião desrespeitosa; tempo
indisciplinado; atitude insincera; observação pessimista; gesto impaciente;
conduta agressiva; comportamento descaridoso; apego demasiado; decisão
facciosa; comodismo exagerado. Sempre que nós, os lidadores encarnados e
desencarnados com serviço na renovação espiritual, nos reconhecermos em
semelhantes fronteiras do processo obsessivo, proclamemos o estado de
emergência no mundo íntimo e defendamo-nos contra o desequilíbrio,
recorrendo à profilaxia da prece.
Imagens
Egoísmo, gás mortífero, tende sempre a ocupar todo o espaço que se lhe
oferece. Intoxica e faz sofrer.
Lisonja, beberagem da invigilância, adapta-se ao recipiente da intenção que
a conserva. Embriaga e cria a frustração.
Sinceridade, aço moral, demonstra forma determinada e resistência própria,
útil às construções duradouras.
Construções materiais — tatuagens efêmeras na crosta ciclópica do Planeta.
Construções espirituais — duradouros aperfeiçoamentos na estrutura íntima
do Espírito.
Da semente brota a haste da planta.
Do ovo nasce o corpo do animal.
Da consciência desabrocha a diretriz do destino.
Bem, calor da Vida. Há bons e maus condutores de calor. A condutibilidade
do bem, entre os homens, demonstra o valor de cada um. Virtudes aparentes
— metais comuns no homem, que se alteram ante a ventania das ilusões
terrenas.
Virtudes reais — metais preciosos no Espírito, que não se corrompem ante as
lufadas das tentações humanas, sustentando a vida eterna.

Médiuns iniciantes
No intercâmbio espiritual, encontramos vasto grupo de companheiros,
carecedores de especial atenção — os médiuns iniciantes. Muitas vezes,
fascinados pelo entusiasmo excessivo, diante do impacto das revelações
espirituais que os visitam de jato, solicitam o entendimento e o apoio dos
irmãos experimentados, para que não se percam, através de engodos
brilhantes. Induzamo-los a reconhecer que estamos todos à frente dos
Espíritos generosos e sábios, à feição de cooperadores, perante autoridades
de serviço, que nos esperam o concurso eficiente e espontâneo. Não nos
compete avançar sem a devida preparação, conquanto supervisionados por
mentores respeitáveis e competentes. Tanto quanto para nós outros, para
cada médium urge o dever de estudar para discernir, e trabalhar para
merecer. Tão-só porque os seareiros da mediunidade revelem facilidades
para a transmissão de observações e mensagens, isso não os exime da
responsabilidade na apresentação, condução e aplicação dos assuntos de que
se tornam intérpretes. Indispensável se capacitem de que a morte não altera
a personalidade humana, de modo fundamental. Acesso à esfera dos seres
desencarnados, ainda jungidos ao plano físico, é semelhante ao ingresso em
praça pública da própria Terra, onde enxameiam Inteligências de todos os
tipos.

Admitido a construções de ordem superior, o médium é convidado ao


discernimento e à disciplina, para que se lhe aclarem e aprimorem as
faculdades, cabendo-lhe afastar-se do «tudo querer» e do «tudo fazer» a que
somos impelidos, nos todos, quando imaturos na vida, pelos que se afazem à
rebeldia e à perturbação. Ajudemos os médiuns iniciantes a perceber que na
mediunidade, como em qualquer outra atividade terrestre, não há
conhecimento real onde o tempo não consagrou a aprendizagem, e que todos
os encargos são nobres onde a luz da caridade preside as realizações. Para
esse fim, conduzamo-los a se esclarecerem nos princípios salutares e
libertadores da Doutrina Espírita. Médiuns para fenômenos surgem de toda
parte e de todas as posições. Médiuns para a edificação do aprimoramento e
da felicidade, entre as criaturas, são apenas aqueles que se fazem autênticos
servidores da Humanidade.

Algumas atitudes que o orador espírita deve evitar:


Falar sem antes buscar a inspiração dos Bons Espíritos pelos recursos da
prece.
Desprezar as necessidades dos circunstantes.
Empregar conceitos pejorativos, denotando desrespeito ante a condição dos
ouvintes.
Introduzir azedume e reclamações pessoais nas exposições doutrinárias.
Atacar as crenças alheias, conquanto se veja na obrigação de cultivar a fé
raciocinada, sem endosso a ritos e preconceitos.
Esquecer as carências e as condições da comunidade a que se dirige.
Censurar levianamente as faltas do povo e desconhecer o impositivo de a
elas se referir, quando necessário, a fim de corrigi-las com bondade e
entendimento .
Situar-se em plano superior como quem se dirige do alto para baixo.
Adotar teatralidade ou sensacionalismo.
Veicular consolo em bases de mentira ou injúria, em nome da verdade.
Ignorar que os incrédulos ou os adventícios do auditório são irmãos
igualmente necessitados de compreensão quais nós mesmos.
Fugir da simplicidade.
Colocar frases brilhantes e inúteis acima da sinceridade e da lógica.
Nunca encontrar tempo para estudar de modo a renovar-se com o objetivo de
melhor ajudar aos que ouvem.
Ensinar querendo aplausos e vantagens para si, esquecendo-se do
esclarecimento e da caridade que deve aos companheiros.
«Ide e pregai o Reino de Deus», conclamou-nos o Cristo. E o Espiritismo, que
revive o Evangelho do Senhor, nos ensina como pregar a fim de que a palavra
não se faça vazia e a f é não seja vã.

07 - MECANISMOS DA MEDIUNIDADE -ANDRÉ LUIZ - PÁG. 95

Onda Mental- Onda hertziana - Examinando sumariamente as forças


corpusculares de que se constituem todas as correntes atômicas do Plano
Físico, podemos compreender, sem dificuldade, no pensamento ou radiação
mental, a substância de todos os fenômenos do espírito, a expressar-se por
ondas de múltiplas frequências. Valendo-nos de idéia imperfeita, podemos
compará-lo, de início, à onda hertziana, tomando o cérebro como sendo um
aparelho emissor e receptor ao mesmo tempo.
Pensamento e televisão - Recorrendo ainda a recursos igualmente
incompletos, recordemos a televisão, cujos serviços se verificam à base de
poderosos feixes eletrônicos devidamente controlados. Nos transmissores
dessa espécie, é imperioso conjugar a aparelhagem necessária à captação,
transformação, irradiação e recepção dos sons e das imagens de modo
simultâneo. De igual maneira, até certo ponto, o pensamento, a formular-se
em ondas, age de cérebro a cérebro, quanto a corrente de elétrons, de
transmissor a receptor, em televisão. Não desconhecemos que todo Espírito é
fulcro gerador de vida onde se encontre. E toda espécie de vida começa no
impulso mental.

Sempre que pensamos, expressando o campo íntimo na ideação e na palavra,


na atitude e no exemplo, criamos formas-pensamentos ou imagens-moldes
que arrojamos para fora de nós, pela atmosfera psíquica que nos caracteriza
a presença. Sobre todos os que nos aceitem o modo de sentir e de ser,
consciente ou inconscientemente, atuamos à maneira do hipnotizador sobre
o hipnotizado, verificando-se o inverso, toda vez que aderimos ao modo de
ser e de sentir dos outros. O campo espiritual de quem sugestiona gera no
âmbito da própria imaginação os esboços ou planos que se propõe
exteriorizar, assemelhando-se, então, à câmara de imagens do transmissor
vulgar, em que o iconoscópio, com o jogo de lentes adequadas, focaliza a
cena sobre a face sensível do mosaico que existe numa das extremidades
dele mesmo, iconoscópio, ao passo que um dispositivo explorador, situado na
outra extremidade, fornece um feixe tênue de elétrons ou raio explorador
que percorre toda a superfície do mosaico. Quando o raio explorador alcança
a superfície do mosaico, desprende-se deste uma corrente elétrica de
potência proporcional à luminosidade da região que está atravessando e,
compreendendo-se que a maior ou menor luminosidade dos pontos diversos
do mosaico equivale à imagem sobre ele mesmo refletida, perceberemos com
facilidade que as variações de intensidade da corrente fornecida pelo
mosaico equivalem à metamorfose das cenas em eletricidade, variações que
respondem pelas modificações das cores e respectivos semitons.

As imagens arremessadas através do dispositivo de focalização da câmara,


atingindo o mosaico, se fazem invisíveis ao olhar comum.
Nessa fase da transmissão, os vários pontos do mosaico acumulam maior ou
menor corrente elétrica, segundo a porção de luz a incidir sobre eles.
Somente depois dessa operação, que prossegue em variadas minudências
técnicas, é que a cena passa ao transmissor da imagem, a reconstituir-se,
através do cinescópio ou válvula da imagem, no aparelho receptor, válvula
essa cujo funcionamento é quase análogo ao do iconoscópio, na transmissão,
embora fisicamente não se pareçam.

Células e peças - Com muito mais primor de organização, o cérebro ou cabine


de manifestação do Espírito, tanto quanto possamos conhecer-nos, do ponto
de vista da estrutura mental, em nossa presente condição evolutiva, possui
nas células e implementos que o servem aparelhagens correspondentes às
peças empregadas em televisão para a emissão e recepção das correntes
eletrônicas, exteriorizando as ondas que lhe são características, a
transportarem consigo estímulos, imagens, vozes, cores, palavras e sinais
múltiplos, através de vias aferentes e eferentes, nas faixas de sintonia
natural. As válvulas, câmaras, antenas e tubos destinados à emissão dos
elétrons, ao controle dos elétrons emitidos, à formação dos feixes
corpusculares e respectiva deflexão vertical e horizontal e a operações
outras para que o mosaico ou espelho elétrico forneça os sinais de vídeo,
equivalentes à metamorfose da cena em corrente elétrica, e para que a tela
fluorescente converta de novo os sinais de vídeo na própria cena óptica, a
exprimir-se nos quadros televisionados, - configuram-se, admiravelmente,
nos recursos sensíveis do cérebro, sistema nervoso, plexos e glândulas
endócrinas, enriquecidos de outros elementos sensoriais no veículo físico e
psicossomático, cabendo-nos, ainda, acentuar que a nossa comparação peca
demasiado pela pobreza conceptual, porquanto, em televisão, na atualidade,
há conjuntos distintos para emissão e recepção, quando o Espírito, na
engrenagem individual do cérebro, conta com recursos avançados para
serviços de emissão e recepção simultâneos.

Alavanca da vontade - Reconhecemos que toda criatura dispõe de oscilações


mentais próprias, pelas quais entra em combinação espontânea com a onda
de outras criaturas desencarnadas ou encarnadas que se lhe afinem com as
inclinações e desejos, atitudes e obras, no quimismo inelutável do
pensamento. Compreendendo-se que toda partícula de matéria em
movimentação se caracteriza por impulso inconfundível, fácil ser-nos-á
observar que cada Espírito, pelo poder vibratório de que seja dotado,
imprimirá aos seus recursos mentais o tipo de onda ou fluxo energético que
lhe define a personalidade, a evidenciar-se nas faixas superiores da vida, na
proporção das grandezas morais, do ponto de vista de amor e sabedoria, que
já tenha acumulado em si mesmo. E para manejar as correntes mentais, em
serviço de projeção das próprias energias e de assimilação das energias
alheias, dispõe a alma, em si, da alavanca da vontade, por ela
vagarosamente construída em milênios e milênios de trabalho
automatizante. A princípio, adstrita aos círculos angustos do primitivismo, a
vontade, agarrada ao instinto de preservação, faz do Espírito um inveterado
monomaníaco do prazer inferior. Avançando pelo terreno inicial da
experiência, aparece o homem qual molusco inteligente, sempre disposto a
fechar o circuito das próprias oscilações mentais sobre si mesmo, em
monoideísmo intermitente.

Vontade e aperfeiçoamento - A memória e a imaginação, ainda curtas,


limitam a volição do homem a simples tendência que, no fundo, é aspecto
primário da faculdade de decidir. Ele mesmo opera a retração da onda mental
que o personaliza, repelindo as vibrações que o inclinem ao burilamento
sempre difícil e à expansão sempre laboriosa, para deter-se no reino afetivo
das vibrações que o atraem, onde encontra os mesmos tipos de onda dos que
se lhe assemelham, capazes de entreter-lhe a egolatria, no gregarismo das
longas simbioses em repetidas reencarnações de aprendizagem. A
civilização, porém, chega sempre. O progresso impõe novos métodos e a dor
estilhaça envoltórios. As modificações da escolha acompanham a ascensão do
conhecimento. A vontade de prazer e a vontade de domínio, no curso de
largos séculos, convertem-se em prazer de aperfeiçoar e servir,
acompanhados de autodomínio.

Ciclotron da vontade - Arremessa a criatura, naturalmente, a própria onda


mental na direção dos Espíritos que penetraram mais amplos horizontes da
evolução. Alcançando semelhante estágio de consciência, a vontade, no
campo do Espírito, desempenha o papel do cíclotron no mundo da Química,
bombardeando automaticamente os princípios mentais que se lhe
contraponham aos impulsos. E é, ainda, com essa faculdade determinante
que ela preside as junções de onda, junto àquelas que se proponha assimilar,
no plano das sintonias, de vez que, quanto mais elevado o discernimento,
mais livre se lhe fará a criação mental originária para libertar e aprisionar,
enriquecer e sublimar, agravar os males ou acrescentar os próprios bens na
esfera do destino.

09 - O LIVRO DOS ESPÍRITOS - ALLAN KARDEC - QUESTÕES: 464, 661

PENETRAÇÃO DO NOSSO PENSAMENTO PELOS ESPÍRITOS


Perg. 456. - Os Espíritos vêem tudo o que fazemos?— Podem vê-lo, pois
estais incessantemente rodeados por eles. Mas cada um só vê aquelas coisas
a que dirige a sua atenção, porque eles não se ocupam das que não lhes
interessam.
Perg. 457. - Os Espíritos podem conhecer os nossos pensamentos mais
secretos?— Conhecem, muitas vezes, aquilo que desejaríeis ocultar a vós
mesmos; nem atos, nem pensamentos podem ser dissimulados para eles.
Perg. 457-a. -Assim sendo, pareceria mais fácil ocultar-se uma coisa a uma
pessoa viva, pois não o podemos fazer a essa mesma pessoa depois de
morta?— Certamente, pois quando vos julgais bem escondidos, tendes muitas
vezes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos vêem.
Perg. 458. - Que pensam de nós os Espíritos que estão ao nosso redor e nos
observam?— Isso depende. Os Espíritos levianos riem das pequenas
traquinices que vos fazem e zombam das vossas impaciências. Os Espíritos
sérios lamentam as vossas trapalhadas e tratam de vos ajudar.
INFLUENCIA OCULTA DOS ESPÍRITOS SOBRE OS NOSSOS PENSAMENTOS E AS
NOSSAS AÇÒES.
Perg. 459. - Os Espíritos influem sobre os nossos pensamentos e as nossas
ações?— Nesse sentido, a sua influência é maior do que supondes, porque
muito frequentemente são eles que vos dirigem.
Perg. 460. - Temos pensamentos próprios e outros que nos são sugeridos?—
Vossa alma é um Espírito que pensa; não ignorais que muitos pensamentos
vos ocorrem, a um só tempo, sobre o mesmo assunto e frequentemente
bastante contraditórios. Pois bem: nesse conjunto há sempre os vossos e os
nossos, e é isso o que vos deixa na incerteza, porque tendes em vós duas
idéias que se combatem.
Perg. 461. - Como distinguir os nossos próprios pensamentos dos que nos são
sugeridos ?— Quando um pensamento vos é sugerido, é como uma voz que
vos fala. Os pensamentos próprios são, em geral, os que vos ocorrem no
primeiro impulso. De resto, não há grande interesse para vós nessa
distinção, e é frequentemente útil não o saberdes: o homem age mais
livremente; se decidir pelo bem, o fará de melhor vontade; se tomar o mau
caminho, sua responsabilidade será maior.
Perg. 462. - Os homens de inteligência e de gênio tiram sempre suas idéias
de si mesmos?— Algumas vezes as idéias surgem de seu próprio Espírito, mas
frequentemente lhes são sugeridas por outros Espíritos, que os julgam
capazes de as compreender e dignos de as transmitir. Quando eles não as
encontram em si mesmos, apelam para a inspiração; é uma evocação que
fazem, sem o suspeitar.
Se fosse útil que pudéssemos distinguir claramente os nossos próprios
pensamentos daqueles que nos são sugeridos, Deus nos teria dado o meio de
fazê-lo, como nos deu o de distinguir o dia e a noite. Quando uma coisa
permanece vaga é que assim deve ser para o nosso bem.
Perg. 463. - Diz-se algumas vezes que o primeiro impulso é sempre bom; isto
é exato?— Pode ser bom ou mau, segundo a natureza do Espírito encarnado.
E sempre bom para aquele que ouve as boas inspirações.
Perg. 464. - Como distinguir se um pensamento sugerido vem de um bom ou
de um mau Espírito?— Examinai-o: os bons Espíritos não aconselham senão o
bem; cabe a vós distinguir.
Perg. 465. - Com que fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal?— Para
vos fazer sofrer como eles.
Perg. 465a. - Isso lhes diminui os sofrimentos?— Não, mas eles o fazem por
inveja dos seres mais felizes.
Perg. 661 - Pode-se pedir eficazmente a Deus o perdão das faltas? - Deus
sabe discernir o bem e o mal: a prece não oculta as faltas. Aquele que pede a
Deus o perdão de suas faltas não o obtêm se não mudar de conduta. As boas
ações são a melhor prece, porque os atos valem mais do que as palavras.

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