A Idade Moderna
"A Idade Moderna foi a fase de transição do feudalismo ao capitalismo que se
iniciou com o desenvolvimento do comércio por meio do mercantilismo, baseado
na abertura de rotas comerciais e no colonialismo, que possibilitou a exploração
dos recursos e de seres humanos por parte dos europeus.
Os novos recursos e a exploração oceânica contribuíram para a mundialização do
comércio, permitindo que essa burguesia mercantil pudesse acumular capitais e
utilizar esses recursos para investir no desenvolvimento tecnológico que daria
origem ao maquinário industrial, que daria origem à indústria e, por conseguinte,
ao capitalismo.
Esse também foi o período de consolidação do poder dos monarcas. O
fortalecimento do poder real fez com que os monarcas se tornassem figuras com
poder absoluto em seus reinos, dando origem ao absolutismo. Com o
absolutismo se consolidou o Estado nacional moderno e sua estrutura
administrativa (burocracia).
Nesse período também se estabeleceu uma sustentação ideológica que buscava
justificar a concentração de poder dos monarcas. Nomes como Jacques Bossuet
e Thomas Hobbes estiveram nesse grupo de intelectuais que justificavam o poder
real. O grande modelo de monarca absolutista foi o rei francês, Luís XIV, que
governou de 1643 a 1715.
Durante a Idade Moderna, a burguesia se estabeleceu enquanto o grupo social
predominante. Sua ascensão se deu economica e politicamente, pois o grupo
alcançou o poder em países como Inglaterra e França. A burguesia prosperou por
meio do mercantilismo e usou de sua riqueza para conquistar poder político.
As disputas da burguesia com os monarcas e a nobreza levaram a eventos
significativos, como a Revolução Inglesa e a Revolução Francesa. Esse grupo se
apoiou nos ideais iluministas, surgidos no século XVIII, como contraponto à
concentração do poder real e ao predomínio da fé na mentalidade europeia.
Era defensor da limitação do poder real e da razão como forma de garantir o
progresso da sociedade. Isso levou ao fim do Antigo Regime e,
consequentemente, do absolutismo no continente europeu. Além disso, esse foi o
período de um grande evento que abalou o predomínio da Igreja Católica. Trata-se
da Reforma Religiosa, responsável pelo surgimento do luteranismo, calvinismo e
anglicanismo."
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O que foi o Feudalismo?
Lembre-se que o feudalismo foi um modelo econômico, político, social e cultural
baseada na posse da terra (feudos) que vigorou na Europa Ocidental a partir do
século V. A sociedade feudal era estamental marcada pela imobilidade social.
Nesse período, a Igreja Católica era uma instituição muito poderosa que regia a
vida das pessoas. Com o passar do tempo, ela foi perdendo seus fiéis, sobretudo
pelas novas descobertas que foram ocorrendo no campo da ciência.
O que é Capitalismo?
O capitalismo é um sistema econômico baseado na posse de terra e de bens. Ele
surge no século XV, com a crise do feudalismo e segue até os dias atuais.
Claro que o capitalismo que surge nesse momento, é bem diferente do qual temos
hoje em dia. Para elucidar, veja abaixo as três fases que passou o capitalismo:
Capitalismo Comercial ou Mercantil (pré-capitalismo) – do século XV ao XVIII
Capitalismo Industrial ou Industrialismo – séculos XVIII e XIX
Capitalismo Financeiro ou Monopolista –século XX e XXI
Veja também: Fases do Capitalismo
Resumo
Diversas mudanças nos campos social, cultural, econômico, político foram
marcando uma nova fase na Europa. Elas resultaram na crise do sistema feudal
que esteve baseado numa economia agrária e de subsistência, dando início ao
pré-capitalismo ou “capitalismo comercial”.
Essa primeira fase do capitalismo vigorou do século XV ao XVIII e foi determinada
pelo sistema mercantilista, por isso, é também chamada de "Capitalismo
Mercantil". Ele visava o acúmulo de riquezas e de capital, e ainda, a
comercialização de bens com vistas a aumentar o lucro.
Muitos fatores contribuíram para essa transição, por exemplo, o surgimento de
uma nova classe social, a burguesia. Os burgueses foram contribuindo para o
aumento e aceleração da economia mercantil através do surgimento da moeda.
Sendo assim, o escambo que antes era praticado no sistema feudal, foi perdendo
lugar para um novo modelo econômico baseado no comércio.
Nessa fase, o Renascimento, movimento artístico e cultural que teve início na
Itália, foi inserindo uma nova visão do lugar do homem no mundo. Ele esteve
vinculado ao humanismo que, por sua vez, estava inspirado no antropocentrismo
(homem no centro do mundo).
Além disso, o cientificismo, a partir de diversas descobertas e invenções, foi
primordial para que a Igreja enfraquecesse seu poder, que no sistema feudal era
indiscutível, e que aos poucos, foi perdendo muitos fiéis.
Um exemplo significativo foi o sistema heliocêntrico (Sol no centro do universo),
proposto por Copérnico, em detrimento do sistema geocêntrico (Terra no centro
do Universo), disseminado pela Igreja.
Nessa fase, o crescimento das cidades fortaleceu ainda mais o comércio
(Renascimento comercial e urbano), donde as feiras livres se tornaram essenciais
para que terminasse definitivamente o sistema feudal do medievo.
As grandes navegações demostraram essa nova postura do homem moderno,
com a exploração de novas terras no continente americano, resultando ainda
mais na expansão do comércio.
O Renascimento foi um movimento cultural, artístico e político,
surgido na Itália no século XIV e se estendeu até o século XVII por toda a Europa.
Inspirado nos valores da Antiguidade Clássica e gerado pelas modificações
econômicas e sociais ocorridas na Baixa Idade Média, o Renascimento
reformulou a vida medieval e deu início à Idade Moderna.
Origem do Renascimento: conceito,
mudanças e cidades renascentistas
O termo Renascimento foi criado no século XVI para descrever o movimento
artístico que surgiu um século antes. Posteriormente, esse conceito acabou
incorporando também as mudanças sociais e políticas do período, embora sua
ideia apresente contestações hoje em dia.
O conceito "Renascimento" carrega a ideia de que esse período trouxe profundas
e drásticas mudanças para o contexto europeu. Porém, apesar de ter sido um
momento de alterações consideráveis para o velho continente, não houve uma
total ruptura com as características existentes na Idade Média.
Afinal, o surgimento do Renascimento ocorreu nas próprias cidades medievais,
desenvolvidas dentro do longo processo de retomada das rotas de comércio entre
a Europa e o Oriente. Destacam-se principalmente as cidades situadas na
Península Itálica, como Veneza, Gênova, Florença e Roma, centros de grande
importância para o Renascimento Cultural.
Estas regiões enriqueceram com o desenvolvimento do comércio no Mar
Mediterrâneo, dando origem a uma rica burguesia mercantil. A fim de se
afirmarem socialmente, estes comerciantes patrocinavam artistas e escritores -
uma prática chamada de mecenato - que inauguraram uma forma de fazer arte.
A Igreja e a nobreza também foram mecenas de artistas como Michelangelo,
Domenico Ghirlandaio, Pietro della Francesa, entre muitos outros.
Cultura renascentista
Destacamos cinco características marcantes da cultura renascentista:
Racionalismo - a razão era o único caminho para se chegar ao
conhecimento. Tudo poderia ser explicado pela razão e pela ciência.
Cientificismo - todo conhecimento deveria ser demonstrado
através da experiência científica.
Individualismo - o ser humano buscava afirmar a sua própria
personalidade, mostrar seus talentos, atingir a fama e satisfazer suas ambições,
através da concepção de que o direito individual estava acima do direito coletivo.
Antropocentrismo - o homem é visto como a suprema criação
de Deus e como centro do universo. O homem agora é o centro do pensamento do
próprio homem.
Classicismo - os artistas buscam sua inspiração na Antiguidade
Clássica greco-romana para fazer suas obras.
Renascimento artístico
Alguns dos principais artistas do Renascimento foram:
Leonardo da Vinci: matemático, físico, anatomista, inventor, arquiteto,
escultor e pintor, ele foi o exemplo máximo do homem renascentista que domina
várias ciências - a essa característica chamamos de universalismo. Por isso, é
considerado um gênio absoluto. A Mona Lisa e A Última Ceia são suas obras-
primas.
Retrato de uma senhora, com trajes escuros e véu transparente sobre a cabeça,
posando diante de uma paisagem montanhas
Mona Lisa
Rafael Sanzio: foi um mestre da pintura e famoso por saber transmitir sentimentos
delicados através de suas imagens de Nossa Senhora. Uma de suas obras
principais é a Madona do Prado.
Michelangelo: artista italiano cuja obra foi marcada pelo humanismo.
Além de pintor, foi um dos maiores escultores do Renascimento. Entre suas obras
destacam-se a Pietá, David, A Criação de Adão e O Juízo Final. Também foi o
responsável por pintar o teto da Capela Sistina.
Humanismo renascentista
O Humanismo foi um movimento de glorificação do homem e da natureza
humana, que surgiu nas cidades da Península Itálica, em meados do século XIV.
O homem, considerado a obra mais perfeita do Criador, seria capaz de
compreender, modificar e até dominar a natureza. Por isso, os humanistas
buscavam estudar as ações do homem e suas características fundamentais,
recorrendo a escritos de autores da Antiguidade, como os filósofos gregos Platão e
Aristóteles.
A religião não perdeu importância, mas também passou a ser questionada e a ser
alvo de reflexões. Esse movimento favoreceu o surgimento de novas correntes
cristãs, como o protestantismo.
O estudo dos textos antigos, igualmente, despertou o gosto pela pesquisa
histórica e pelo conhecimento das línguas clássicas, como o latim e o grego.
Desta forma, o humanismo se tornou referência para muitos pensadores nos
séculos seguintes, como os filósofos iluministas do século XVIII.
Renascimento literário
O Renascimento deu origem a grandes gênios da literatura, entre eles:
Maquiavel: autor de O Príncipe, obra precursora da ciência política, onde o
autor apresenta conselhos aos governadores da época.
Shakespeare: considerado um dos maiores dramaturgos de todos os
tempos. Abordou em sua obra os conflitos humanos nas mais diversas
dimensões: pessoais, sociais, políticas. Escreveu comédias e tragédias, como
Romeu e Julieta, Macbeth, A Megera Domada, Otelo e várias outras.
Luís de Camões: teve destaque na literatura renascentista em Portugal,
autor do grande poema épico Os Lusíadas.
Renascimento científico
O Renascimento foi marcado por importantes descobertas científicas,
notadamente nos campos da astronomia, da física, da medicina, da matemática e
da geografia.
Um dos destaques desse movimento foi o astrônomo e matemático polonês
Nicolau Copérnico, que contestou a teoria geocêntrica defendida pela Igreja ao
afirmar que "a Terra não é o centro do universo, mas simplesmente um planeta
que gira em torno do Sol".
Galileu Galilei descobriu os anéis de Saturno, as manchas solares, os satélites de
Júpiter. Perseguido e ameaçado pela Igreja, Galileu foi obrigado a negar
publicamente suas ideias e descobertas.
Na medicina, os conhecimentos avançaram com trabalhos e experiências sobre
circulação sanguínea, métodos de cauterização e princípios gerais de anatomia.
Renascimento comercial
Todas essas inovações só foram possíveis graças ao crescimento comercial que
houve na Baixa Idade Média.
Quando as colheitas eram boas e sobravam alimentos, estes eram vendidos nas
feiras itinerantes. Com o incremento comercial, os vendedores passaram a se fixar
em determinados locais que ficaram conhecidos como burgos. Assim, quem
morava no burgo foi chamado de burguês.
Nas feiras, era mais fácil usar moedas do que o sistema de trocas. No entanto,
como cada feudo tinha sua própria moeda, ficava difícil saber qual seria o valor
correto. Dessa forma, surgiram pessoas especializadas na troca monetária
(câmbio) e outras em fazer empréstimos e garantir pagamentos, dando origem aos
primeiros bancos.
Nessa época, o dinheiro inaugurou uma outra forma de pensar e de se relacionar
em sociedade, onde os produtos seriam medidos pela quantidade de dinheiro que
custavam.
Grandes Navegações
Chamam-se Grandes Navegações as expedições marítimas realizadas por
europeus entre os séculos XV e XVI.
Os pioneiros na expansão marítima europeia foram os portugueses e os
espanhóis, seguidos pelos ingleses, franceses e holandeses.
Diversos fatores possibilitaram a Grandes Navegações como o aprimoramento
das técnicas de navegação, a necessidade de metais preciosos e de se descobrir
um novo caminho marítimo para as Índias.
Por fim, não podemos esquecer os motivos religiosos, algo importantíssimo
naquela época. Deste modo, os europeus também queriam expandir a fé cristã às
novas terras.
Resumo da história das grandes navegações
Com a tomada de Constantinopla pelos turcos em 1453, o comércio entre a Ásia e
a Europa sofreu um abalo. Os produtos que ali chegavam aumentaram de preço
devido aos impostos que os turcos passaram a cobrar dos europeus.
Por isso, comerciantes de Veneza e Gênova, que monopolizavam o comércio
marítimo, buscaram alternativas para chegar às Índias. Isto vinha ao encontro do
projeto de expansão marítima de Portugal e do Reino de Castela. Desta forma, os
interesses de distintos grupos voltavam-se para patrocinar as navegações pelo
oceano Atlântico.
A aliança entre o rei e a burguesia também contribuiu de maneira decisiva para a
expansão comercial e marítima. Nesta época, os monarcas queriam centralizar o
poder, num movimento histórico conhecido como absolutismo.
O rei possuía prestígio, mas pouco poder e dinheiro. A burguesia tinha dinheiro,
mas não poder, nem prestígio. Desta forma, rei e burguesia apoiaram e
financiaram expedições para a África, Ásia e a América, e assim alcançar seus
objetivos.
Portugal foi o pioneiro na realização de grandes viagens marítimas. Voltado para o
Atlântico e sem possibilidade de expandir-se na Península Ibérica, os portugueses
preferiram aventurar-se no Mar Oceano.
No início do século XV, Portugal tornou-se o centro de estudos de navegação,
através do estímulo do infante D. Henrique, o Navegador.
Este príncipe reunia em sua residência, em Sagres, Algarve, navegadores,
cosmógrafos, cartógrafos, mercadores e aventureiros a fim de ensinarem e
aprenderem os segredos dos mares.
Além disso, D. Henrique patrocinou inúmeras viagens que possibilitaram a
exploração da costa da África.
As grandes navegações espanholas
O segundo país europeu a se aventurar nas Grandes Navegações foi a Espanha,
quase oitenta anos depois de Portugal. As expedições contaram com o apoio,
principalmente, de Isabel de Castela.
O navegante Cristóvão Colombo pensava ser possível atingir as Índias por outro
caminho a oeste. Para isso, as caravelas deveriam abandonar a rota segura que
margeava a costa africana e seguir pelo oceano aberto.
Colombo pediu ajuda aos reis portugueses, mas foi rechaçado. Partiu para o reino
de Castela, onde sua ideia foi considerada louca por alguns e, por outros,
fantástica. Conseguiu convencer especialmente a rainha de Castela, Isabel I,
interessada em expandir seus territórios por mais distantes que fossem.
Em sua primeira viagem, Cristóvão Colombo desembarcou nas Bahamas,
acreditando ter alcançado as Índias. Somente em 1504 desfez-se o engano,
quando o navegador Américo Vespúcio confirmou tratar-se de um novo
continente. Mesmo assim, até a morte, Colombo sustentava que ele havia
atingido o subcontinente indiano.
A seguir, as principais datas das navegações espanholas:
1492 – Cristóvão Colombo descobre a América.
1499 – Alonso Ojeda chega à Venezuela. Nesta expedição está o cartógrafo
Américo Vespúcio que explica que àquelas terras são um novo continente.
1500 – Vicente Pinzón navega Amazonas.
1511 – Diogo Velasquez atinge Cuba.
1512 – Ponce de León chega à Flórida.
1513 – Vasco Nunez alcança o Oceano Pacífico.
1516 - Juan Díaz de Solís explora o Rio da Prata.
1519 – Fernão de Magalhães e Sebastián Elcano partem para a primeira viagem
de circum-navegação. Magalhães morreria durante a travessia e somente Elcano
completaria o feito.
1519 – Fernão Cortez chega ao México.
1521 – Fernão de Magallães toma posse das Filipinas.
1531 – Francisco Pizarro conquista o Peru.
1537 – João Ayolas chega ao Paraguai.
1540 – Pedro de Valdívia descobre o Chile.
1541 – Francisco Orellana explora o rio Amazonas.
Grandes navegações europeias
Devido ao sucesso das expedições portuguesas e castelhanas, outros países
tentaram conquistar novos territórios como Inglaterra, França e Holanda.
Navegações inglesas
Depois de algumas expedições de reconhecimento geográfico ao longo do litoral
norte-americano, os ingleses só começaram a colonizar a América do Norte no
final do século XVI.
Igualmente, durante o reinado da rainha Isabel I, os navegantes ingleses eram
estimulados a assaltar os galeões espanhóis que voltavam cheio de metais para a
Espanha.
Navegações francesas
Por sua parte, os franceses, jamais aceitaram a divisão da América, pelo Tratado
de Tordesilhas, entre Espanha e Portugal. Por isso, disputaram territórios
dominados pelos espanhóis. As investidas pelo Caribe e pelas costas norte-
americanas resultaram na posse do Haiti, da Guiana Francesa, do Canadá e da
Louisiana.
No século XVI, um grupo de franceses tentaram se estabelecer no Rio de Janeiro,
no episódio conhecido como França Antártica. Trouxeram, inclusive, alguns
grupos de protestantes que eram perseguidos na França.
Navegações holandesas
Os holandeses chegaram à América no século XVII, e fundaram Nova Amsterdã
(atual Nova York), porém seriam expulsos pelos ingleses. Neste mesmo século,
invadiram e ocuparam Pernambuco e Bahia, conquistaram o atual Suriname e
Curaçao.
No Brasil, seriam rechaçados pelas tropas hispano-portuguesas, mas
conseguiriam se estabelecer no Caribe, constituindo as Antilhas Holandesas.
Na Ásia, os holandeses entraram em guerra com os portugueses para ocupar
vários territórios que estes possuíam, como Malaca e o Timor.
Consequências das Grandes Navegações
A expansão marítima europeia deixou marcas em todos os continentes.
A Europa percebeu que havia mais povos, línguas e costumes, do que os
conhecidos até então. Na maioria das vezes, o encontro de culturas foi repleto de
violência.
Nas Américas, a vida dos indígenas nunca mais seria a mesma. Os colonizadores
trouxeram consigo uma nova forma de organização econômica, política e social.
Desta mistura, sempre desigual, nasceu as sociedades híbridas da América
Latina.
A África foi o palco da deportação de milhares de pessoas que foram reduzidas à
escravidão. Nas Américas, os negros escravizados aprenderam a se reinventar e
misturaram suas crenças e costumes com os alimentos nativos e aqueles
oferecidos pelo colonizador.
Os reinos asiáticos permitiram que os europeus se estabelecessem em seu
território de maneira restrita. A circulação de europeus só era permitida nos portos
e mesmo assim, constantemente vigiados. Isto não impediu que os produtos
asiáticos chegassem à Europa e modificassem as modas e a arte daquele
momento.
Desta maneira, as consequências das grandes navegações são sentidas até hoje,
pois foi este movimento que permitiu a difusão da sociedade europeia nos quatro
continentes.
Reforma Protestante
Reforma Protestante é o nome dado ao período histórico quando surgiram, a partir
do rompimento com a Igreja Católica, várias igrejas cristãs como a luterana,
anglicana, calvinista, entre outras.
Por sua parte, a Contrarreforma é o conjunto de medidas que a Igreja Católica
tomou para conter o avanço do protestantismo. O termo, porém, está caindo em
desuso e atualmente se prefere a expressão “Reforma Católica”.
Resumo sobre a Reforma Protestante
A Reforma Protestante foi iniciada por Martinho Lutero (1483-1546), teólogo que
criticava certas práticas da Igreja como a venda de indulgências.
Revoltado, Lutero escreveu em documento que passaria à história com o nome de
“95 teses” para que seus alunos debaterem em aula. Ali, questionava o poder do
Papa e a eficácia das indulgências.
Inicialmente, a Igreja Católica tratou da questão como se fosse mais uma
discussão teológica entre universitários. No entanto, graças à difusão da
imprensa, as ideias de Lutero circularam rapidamente.
Por isso, em 1520, o papa Leão X exigiu a retratação de Lutero, que se negou a
fazê-lo. No ano seguinte, o imperador Carlos V convocou a "Dieta de Worms", uma
reunião de príncipes germânicos que considerou o monge como herege.
Embora perseguido por suas ideias, parte da nobreza alemã começou a simpatizar
com Lutero. Tratava-se de pessoas que também queriam a renovação da Igreja
Católica.
No entanto, o imperador Carlos V não admitia a dissidência em seus domínios e
começou a empreender guerras contra aqueles que apoiassem os luteranos. Os
conflitos só terminaram em 1555, pela "Paz de Augsburgo". Este acordo
determinava que cada governante dentro do Sacro Império poderia escolher sua
religião e a de seus súditos.
Expansão da Reforma Protestante
Da Alemanha, as ideias luteranas chegaram à França, Países Baixos, Inglaterra e
Países Escandinavos.
Nestes países foi decisiva a influência do francês Jean Calvino. Pertencente à
burguesia e influenciado pelo Humanismo e pelas teses luteranas, Calvino
converteu-se em ardente defensor das novas ideias.
Perseguido pela Igreja e pelo governo na França, Calvino se refugia em Genebra,
Suíça, onde suas ideias terão grande acolhida.
Já na Inglaterra, o rei Henrique VIII, precisava de um herdeiro masculino para
garantir o trono. Como a Igreja Católica não reconhece o divórcio, o soberano
inglês rompeu com Roma, para poder casar-se novamente.
As consequências do seu gesto provocaram um terremoto político no país. De um
momento a outro, os católicos se viram privados das suas igrejas e os religiosos
de seus mosteiros, iniciando assim a perseguição religiosa.
Contrarreforma ou a Reforma Católica
A Contrarreforma ou a Reforma Católica é o conjunto de ações que a Igreja
Católica tomou para se renovar.
Com as mudanças provocadas na transição da Idade Média para a Idade
Moderna, os católicos desejavam uma espiritualidade mais interior e uma igreja
menos corrupta.
As ideias humanistas e cientificistas, criticavam modo de vida de parte do clero e
questionavam os dogmas cristãos. Isto exigia uma resposta da Igreja Católica.
Desta maneira, surgem pensadores como Erasmo de Roterdã, Juan de la Cruz,
Tereza d'Ávila, Inácio de Loyola, Vicente de Paulo, entre outros, que defendem uma
igreja voltada aos mais necessitados e não ao poder.
Como resultado haverá uma grande reforma nas ordens religiosas contemplativas
e a criação de congregações, como os jesuítas e vicentinos, voltados para a
educação e acolhimento dos pobres.
Concílio de Trento
O Concílio de Trento foi a resposta que o catolicismo deu à Reforma Protestante.
Realizado em 25 sessões plenárias, na cidade de Trento, a Igreja Católica
reafirmou sua doutrina, mas também adotou grandes mudanças que
influenciaram nos séculos seguintes.
Manteve-se a exclusividade da Igreja interpretar as Escrituras, se reafirmou a
doutrina da transubstanciação; dos sete sacramentos, a doutrina da graça e do
pecado original. Confirmou o celibato clerical e o culto dos santos, das relíquias e
das imagens.
Em relação ao clero, foram criados os seminários, se estabeleceu a obrigação dos
bispos de morarem nas suas dioceses, se proibiu a venda de cargos eclesiásticos
e se tomou medidas para evitar a comercialização de indulgências.
Consequências da Reforma Protestante
A Reforma Protestante modificou a religião cristã e a política europeia.
Importante ressaltar que a intolerância e a perseguição religiosa ocorreu tanto nos
países de maioria católica quanto nos países protestantes.
No campo político, onde a Reforma Protestante triunfou, o Estado passou a ter
uma influência na Igreja, podendo interferir no seu funcionamento. Em alguns
casos, como na Inglaterra ou na Suécia, os monarcas passaram a ser também os
chefes da Igreja nacional.
Por sua parte, a Igreja Católica passou por uma transformação. Deu-se mais
atenção à formação e à moralidade do clero, ao ensino da doutrina e valorização
da vida religiosa voltada para a educação e ao cuidado dos enfermos.
O Absolutismo
O Absolutismo foi o sistema político e administrativo dos países europeus nos
séculos XVI ao XVIII.
Nele, o soberano centralizava todos os poderes do Estado em suas mãos, sem
prestar contas à sociedade.
A fim de controlar as revoltas camponesas, parte da nobreza apoia que o rei seja
mais poderoso. Igualmente, o monarca recebe auxílio da burguesia, pois a
centralização significava a padronização das políticas fiscais e monetárias.
O clero também admira este movimento, pois era uma forma da Igreja continuar a
não pagar impostos e seguir cobrando várias taxas.
Para concentrar o poder em suas mãos, o rei precisou acabar com os exércitos
particulares, proibir a cunhagem de diferentes moedas e centralizar a
administração do reino.
Teóricos do absolutismo
Os teóricos absolutistas escreveram sobre o novo regime político que estava
nascendo. Destacamos os mais importantes:
Nicolau Maquiavel (1469-1527): defensor do Estado e dos soberanos fortes,
os quais deveriam lançar mãos de todos os meios para garantir o sucesso e a
continuidade no poder. Maquiavel se afasta da justificativa religiosa e descreve a
política como algo racional e sem interferência espiritual.
Thomas Hobbes (1588-1679): segundo Hobbes, para fugir da guerra e do
estado de barbárie, os homens uniram-se num contrato social e atribuíram
poderes a um líder para protegê-los. Este, por sua vez, deveria ser forte o
suficiente para não deixar os seres humanos se matarem entre si e garantir a paz e
a prosperidade.
Jean Bodin (1530-1596): associava o Estado à própria célula familiar, onde o
poder real seria ilimitado, tal qual o chefe de família. Assim, o absolutismo seria
uma espécie de família onde todos deviam obediência a um chefe. Este, por sua
vez, seria encarregado de protegê-los e provê-los.
Jacques-Bénigne Bossuet (1627-1704): defendeu o absolutismo a partir
do "direito divino dos reis". Para ele, o poder era entregue pelo próprio Deus ao
soberano e assim, a vontade do rei era a vontade de Deus. Bossuet foi o principal
teórico do absolutismo do rei Luís XIV.
Estado Absolutista
O Estado absolutista se caracteriza por centralizar o poder e fazer valer a mesma
lei em todo território do reino.
Desta maneira, o rei administrava apenas com a ajuda de alguns ministros. Em
alguns países, existiam assembleias, mas esta só se reuniam quando convocadas
pelo soberano.
O Absolutismo estabeleceu uma burocracia civil capaz de auxiliar o Estado. Isto
significava que somente o governo central estabeleceria padrões monetários e
fiscais iguais para todos. Assim, antigas medidas como "varas" e "onça" vão sendo
abandonados e substituídos por "metros" e "quilos".
Igualmente, somente o rei poderia cunhar moedas e garantir seu valor. A
conservação e a segurança das estradas também seriam atribuições reais, uma
medida que agradou os burgueses.
Da mesma forma, apenas um idioma foi escolhido para se tornar a língua falada
em todo reino. Um exemplo foi o francês, em detrimento das línguas regionais.
Vemos este fenômeno ocorrer na Espanha e até no Brasil, com a proibição de se
usar a “língua geral”.
Reis absolutistas
Os principais reinos absolutistas foram Espanha, França e Inglaterra.
Na Espanha, a unificação política começou em 1469 por meio do casamento do
rei Fernando de Aragão e a rainha Isabel de Castela. A centralização foi concluída
durante o reinado de seu neto, o rei Felipe II.
Na França, durante a dinastia Bourbon (séc. XVI), consolidou-se o poder
absolutista na pessoa do rei Luís XIV, o "Rei Sol" (1643-1715).
Já na Inglaterra, o absolutismo de Henrique VIII (1509-1547), também foi apoiado
pela burguesia, a qual consentiu no fortalecimento dos poderes monárquicos em
detrimento do poder parlamentar.
Todavia, com a difusão dos valores iluministas e da Revolução Francesa, os
valores que sustentavam o período conhecido como o “Antigo Regime” ruíram,
derrubando todo aquele sistema.
Mercantilismo
O Mercantilismo foi o conjunto de ideias e práticas econômicas desenvolvidas nos
Estados modernos europeus entre os séculos XV e XVIII.
Baseava-se na forte intervenção do Estado na economia, buscando acumular o
máximo de riquezas por meio do comércio com o mercado exterior e pelo
acúmulo de metais preciosos.
Características do Mercantilismo
O mercantilismo apresentou algumas características em comum nos diferentes
países em que se desenvolveu. São elas:
Controle estatal da economia
Balança comercial favorável
Monopólio
Protecionismo
Metalismo
Controle estatal da economia
Os reis absolutistas, com o apoio da burguesia mercantil, foram assumindo o
controle da economia nacional, visando fortalecer ainda mais o poder central e
obter os recursos necessários para expandir o comércio.
Dessa forma, o controle estatal da economia tornou-se a base do mercantilismo.
Balança comercial favorável
Consistia na ideia de que a riqueza de uma nação estava associada à sua
capacidade de exportar mais do que importar.
Para que as exportações superassem sempre as importações (superávit), era
necessário que o Estado se ocupasse com o aumento da produção e na busca de
mercados externos para a venda dos seus produtos.
Monopólio
Os governos, interessados numa rápida acumulação de capital, estabeleceram
monopólio sobre as atividades mercantis e manufatureiras, tanto na metrópole
como nas colônias.
Dono do monopólio, o Estado concedia à burguesia, através das Companhias de
Comércio, o direito de explorar, com exclusividade, o comércio de pessoas
escravizadas, a venda de produtos agrícolas das colônias, etc.
A burguesia, favorecida pela concessão exclusiva, comprava pelo preço mais
baixo o que os colonos produziam e vendiam pelo preço mais alto tudo o que os
colonos necessitavam. Dessa forma, a economia colonial funcionava como um
complemento da economia da metrópole, estabelecendo assim o chamado Pacto
Colonial.
Protecionismo
Protecionismo significa proteger o mercado interno de um país.
Através do aumento das tarifas alfandegárias, que elevavam os preços dos
produtos importados, os governos garantiam o mercado interno para os
produtores nacionais.
O protecionismo também ocorria através da proibição de se exportar matérias-
primas que favorecessem o crescimento industrial do país concorrente.
Metalismo
Os mercantilistas defendiam a ideia de que a riqueza de um país era medida pela
quantidade de ouro e prata que possuíssem.
Por isso, houve a busca por regiões na América onde fosse possível extrair estes
metais preciosos. Também evitava-se a saída de metais, restringindo as
importações.
Tipos de Mercantilismo
Ao longo de mais de três séculos, os pensadores, hoje chamados de
mercantilistas, foram mudando sua opinião a respeito do que faria a riqueza de
uma nação. Tais concepções também variavam conforme as características de
cada economia nacional.
Por isso, podemos identificar três principais tipos de práticas mercantilistas:
Mercantilismo metalista
Mercantilismo comercial
Mercantilismo industrial
Mercantilismo metalista
Predomínio da concepção metalista, devido ao impacto da exploração de grandes
reservas de metais preciosos nas Américas a partir do século XVI.
Exemplo: Espanha. Enriqueceu com o ouro e a prata explorados no continente
americano. Como não desenvolveu a agricultura e a indústria, passou a importar
produtos pagos com ouro e prata, colocando a economia em déficit (quando as
importações superam as importações). A partir do século XVII, a economia
espanhola entrou numa crise que durou um longo período.
Mercantilismo comercial
Baseava-se nas práticas comerciais de produtos monopolizados, graças à
exploração das colônias.
Exemplos: Portugal. No século XVI, com a descoberta do caminho marítimo para
as Índias, Portugal colocou em prática o mercantilismo comercial, comprando e
revendendo mercadorias do Oriente.
A partir da exploração das terras americanas, ampliou suas exportações por meio
da na produção de açúcar destinada ao mercado internacional.
Mercantilismo industrial
Práticas de incentivo às manufaturas nacionais, de modo a proteger a economia
interna, aumentar as exportações e reduzir a entrada de mercadorias estrangeiras.
Esse modelo também é chamado de Colbertismo, em referência a Jean-Baptiste
Colbert, economista francês influente na corte de Luís XIV.
Exemplo: França. Neste país, o mercantilismo estava voltado para o
desenvolvimento de manufaturas de luxo para atender a nobreza francesa e o
mercado espanhol. Da mesma forma, a França procurou expandir suas
companhias de comércio, bem como a construção naval.
Origens do Mercantilismo
O mercantilismo começou a surgir na Baixa Idade Média (XI a XV), época em que
teve início o processo de formação das monarquias nacionais.
Porém, foi somente na Idade Moderna (XV a XVIII) que ele se firmou como política
econômica nacional e atingiu o seu desenvolvimento.
Ao passo que as monarquias europeias foram se firmando como Estados
modernos, os reis recebiam o apoio da burguesia comercial, que buscava a
expansão do comércio para fora das fronteiras do país.
Além disso, o Estado lhe concedia o monopólio das atividades mercantis e
defendia o comércio nacional e colonial da interferência de grupos estrangeiros.
Vale lembrar que os pensadores hoje chamados de mercantilistas não usavam o
termo Mercantilismo, que passou a ser utilizado apenas a partir do final do século
XVIII para caracterizar as práticas econômicas desenvolvidas a partir do século XV.
A Revolução Científica
"A Revolução Científica foi um período de intensa transformação intelectual e
metodológica ocorrido entre os séculos XVI e XVIII, na Europa Ocidental. Suas
causas incluíam o desejo de entender a natureza de forma mais precisa, a
valorização do método científico e o questionamento das autoridades
tradicionais.
Seus objetivos eram promover o avanço do conhecimento, eliminar superstições e
dogmas, e explorar novas fronteiras do saber. Durante esse período, houve
descobertas fundamentais, como o heliocentrismo, as leis do movimento de
Newton, avanços na astronomia e na anatomia, entre outras.
Resumo sobre Revolução Científica
A Revolução Científica foi um período marcado por mudanças significativas na
compreensão e busca do conhecimento.
Essa transformação intelectual e metodológica se deu entre os séculos XVI e XVIII,
na Europa Ocidental.
Ocorreu no contexto de mudanças econômicas e políticas na Europa.
Foi motivada pelo renascimento e a valorização da razão; pela Reforma
Protestante e o questionamento das autoridades tradicionais; pelas navegações e
os descobrimentos, que estimularam o interesse pela ciência e pelo
desenvolvimento tecnológico.
Seus objetivos eram entender a natureza de forma mais precisa e sistemática;
desenvolver teorias baseadas em evidências empíricas; eliminar superstições e
dogmas; promover o uso do método científico; e explorar novas fronteiras do
conhecimento.
As principais descobertas da revolução foram: o heliocentrismo; as leis do
movimento, de Isaac Newton; as leis de Kepler; o método científico; a
microscopia; e os avanços na anatomia e fisiologia humana.
A Revolução Científica contribuiu para a ascensão da ciência moderna; o
desenvolvimento tecnológico; a transformação da visão de mundo; a
secularização do conhecimento; e o estímulo ao pensamento crítico e à
educação.
O que foi a Revolução Científica?
A Revolução Científica foi um período de transformação intelectual e
metodológica que ocorreu principalmente entre os séculos XVI e XVIII, na Europa
Ocidental. Esse período marcou uma mudança significativa na forma como as
pessoas entendiam o mundo e buscavam conhecimento, especialmente nas
áreas da física, astronomia, matemática, biologia e química.
Principais características da Revolução Científica
Durante a Revolução Científica, houve uma mudança gradual do pensamento
baseado na autoridade e na tradição para um método mais sistemático de
investigação, por meio observação, experimentação e formulação de hipóteses
testáveis. Esse método tornou-se fundamental para o progresso científico.
As ideias de Aristóteles, que haviam dominado o pensamento ocidental por
séculos, começaram a ser questionadas e substituídas por novas teorias e
conceitos. Por exemplo, a visão geocêntrica do Universo, defendida por Aristóteles
e Ptolomeu, foi gradualmente substituída pela teoria heliocêntrica, de Copérnico
e Galileu.
O heliocentrismo afirmava que a Terra e outros planetas orbitavam o Sol.
Avanços significativos foram feitos na matemática e na física, com nomes como
Galileu Galilei, Johannes Kepler e Isaac Newton contribuindo para a formulação
de leis e teorias que ainda são fundamentais para a compreensão do mundo
físico. Nesse período também a experimentação sistemática se tornou uma
ferramenta essencial para validar teorias e hipóteses.
Galileu, por exemplo, realizou experimentos controlados para estudar o
movimento dos corpos e lançou as bases para a física moderna. A invenção da
imprensa por Gutenberg e o subsequente aumento na produção de livros
permitiram uma disseminação mais ampla do conhecimento científico. Isso
ajudou a criar uma comunidade científica mais conectada, na qual os cientistas
podiam compartilhar ideias e descobertas mais facilmente.
Contexto histórico da Revolução Científica
A Revolução Científica ocorreu em um contexto histórico complexo, marcado por
uma série de mudanças sociais, políticas, religiosas e intelectuais que
prepararam o terreno para o surgimento de novas ideias e abordagens científicas.
Alguns eventos que marcaram esse período e contribuíram para a revolução
foram:
o renascimento (séculos XIV e XVI);
a Reforma Protestante, iniciada por Martinho Lutero no século XVI;
as navegações e descobrimentos que ocorreram nos séculos XV e XVI;
a invenção da imprensa, no século XV, por Johannes Gutenberg.
Causas da Revolução Científica
A Revolução Científica foi resultado de uma série de fatores que convergiram ao
longo do tempo, criando um ambiente propício para a emergência de novas ideias
e abordagens científicas:
Renascimento e humanismo: durante o renascimento, houve um ressurgimento
do interesse pelas obras clássicas da Grécia e Roma antigas, juntamente a um
foco na valorização do indivíduo, do conhecimento empírico e da razão. O
humanismo renascentista promoveu uma mentalidade crítica e uma abordagem
mais científica para entender o mundo e uma atmosfera intelectual mais aberta e
questionadora.
Inovações tecnológicas: avanços tecnológicos, como a invenção da imprensa,
facilitaram a disseminação do conhecimento e a troca de ideias. A disponibilidade
de livros e materiais impressos estimulou o debate intelectual e ajudou a difundir
novas descobertas científicas.
Exploração e descobrimentos geográficos: abriram novas rotas comerciais,
estabelecendo contatos entre diferentes culturas e civilizações. Isso resultou em
uma troca de conhecimentos, ideias e produtos, contribuindo para o
desenvolvimento da ciência.
Reforma Protestante: desafiou a autoridade da Igreja Católica Romana e
estimulou a livre interpretação das escrituras. Isso enfraqueceu o monopólio da
Igreja sobre o conhecimento e encorajou uma abordagem mais crítica e racional
para a compreensão do mundo. Saiba mais sobre essa reforma clicando aqui.
Julgamento de Galileu Galilei pelo Tribunal da Santa Inquisição. Mitos e tradições
foram questionados nesse período
Crise da autoridade tradicional: o período que antecedeu a Revolução Científica
foi marcado por uma crise na autoridade tradicional, tanto na religião quanto na
política. Ideias previamente aceitas foram questionadas, abrindo espaço para
novas interpretações e abordagens. O ceticismo em relação às autoridades
estabelecidas incentivou a busca por conhecimento baseado na observação e na
experimentação.
Desenvolvimento da matemática e da física: ocorreu especialmente durante o
renascimento e após, e proporcionou uma base sólida para o avanço científico.
Grandes matemáticos, como Descartes, Galileu, Kepler e Newton, contribuíram
com teorias e métodos que revolucionaram o entendimento do Universo.
objetivos da Revolução Científica
Os objetivos da Revolução Científica não eram tão precisos ou unificados como
os de um movimento político ou social, mas sim refletiam uma série de
aspirações intelectuais, práticas e filosóficas que impulsionaram os cientistas e
pensadores da época.
Um dos principais objetivos da Revolução Científica era entender e explicar os
fenômenos naturais de uma maneira mais precisa e sistemática. Os cientistas
buscavam compreender as leis que regem o Universo e as regularidades
observáveis nos eventos naturais.
Os cientistas procuravam desenvolver teorias explicativas robustas que
pudessem descrever e prever os fenômenos naturais de forma consistente. Isso
envolvia o desenvolvimento de modelos matemáticos, leis físicas e teorias que
pudessem ser testadas empiricamente.
A Revolução Científica promoveu o uso do método científico como uma
ferramenta fundamental para investigar e compreender o mundo natural. Isso
incluía a formulação de hipóteses testáveis, a realização de experimentos
controlados e a análise sistemática dos resultados.
Outro objetivo era eliminar superstições e dogmas. Muitos cientistas da época
estavam interessados em desafiar crenças supersticiosas e dogmas religiosos
que haviam dominado o pensamento medieval. Eles buscavam substituir
explicações baseadas em mitos e tradições por explicações fundamentadas em
observação e razão.
Alguns cientistas viam a busca pelo conhecimento científico como um meio de
promover o progresso humano e melhorar as condições de vida. Eles acreditavam
que avanços na ciência e na tecnologia poderiam levar a uma sociedade mais
próspera, saudável e justa. A Revolução Científica também foi impulsionada pelo
desejo de explorar novas fronteiras do conhecimento, expandindo os limites do
entendimento humano sobre o Universo e os seres vivos.
Principais descobertas da Revolução Científica
Heliocentrismo: uma das descobertas mais revolucionárias foi a teoria
heliocêntrica do Sistema Solar, que afirmava que a Terra e outros planetas
orbitavam o Sol. Essa ideia, proposta por Nicolau Copérnico no século XVI e
apoiada por evidências observacionais de Galileu Galilei, contradizia a visão
geocêntrica predominante, na qual a Terra era considerada o centro do Universo.
Leis do movimento e lei da gravitação universal: foram formuladas por Isaac
Newton no século XVII. Suas contribuições revolucionaram a física, fornecendo
um quadro matemático preciso para descrever o movimento dos corpos celestes
e os fenômenos terrestres.
Descobertas astronômicas: além do heliocentrismo, astrônomos como Johannes
Kepler fizeram importantes descobertas sobre o movimento dos planetas,
incluindo as leis dos movimentos planetários (as leis de Kepler), que descrevem
as órbitas elípticas dos planetas em torno do Sol.
Formulação do método científico: com ênfase na observação, experimentação,
formulação de hipóteses e em teste de teorias, trata-se de uma conquista crucial
da Revolução Científica. Francis Bacon e René Descartes foram importantes
defensores dessa abordagem.
René Descartes, um defensor do método científico.
Desenvolvimento do microscópio: permitiu aos cientistas observarem estruturas
microscópicas e realizar descobertas fundamentais na biologia e na medicina. Por
exemplo, Antony van Leeuwenhoek foi um pioneiro na observação de micro-
organismos.
Descobertas em química: a alquimia, precursora da química moderna,
experimentou avanços significativos durante a Revolução Científica. Descobertas
como a lei da conservação da massa (proposta por Antoine Lavoisier) e a Tabela
Periódica dos elementos (desenvolvida por Dmitri Mendeleev) contribuíram para a
compreensão da matéria e das reações químicas.
Avanços na anatomia e na fisiologia: feitos por cientistas como Andreas Vesalius e
William Harvey desafiaram concepções antigas e medievais sobre a estrutura e o
funcionamento do corpo humano.
consequências da Revolução Científica
A Revolução Científica estabeleceu as bases para a ciência moderna,
promovendo a observação, experimentação e formulação de teorias baseadas em
evidências empíricas. Isso levou ao desenvolvimento de disciplinas científicas
distintas e ao avanço do conhecimento em uma ampla gama de áreas, incluindo
física, química, biologia, astronomia e medicina.
Os avanços científicos resultantes da Revolução Científica forneceram a base
para o desenvolvimento de novas tecnologias que revolucionaram a vida humana.
A aplicação do conhecimento científico levou ao surgimento de invenções e
inovações, como o telescópio, o microscópio, a máquina a vapor, a eletricidade e
muitas outras tecnologias que moldaram o mundo moderno.
A Revolução Científica transformou radicalmente a visão de mundo predominante
na Europa, substituindo explicações baseadas na autoridade religiosa e na
tradição por explicações baseadas na razão e na observação. Isso resultou em
uma mudança significativa na forma como as pessoas entendiam e interagiam
com o Universo ao seu redor.
A crescente ênfase na investigação científica e na razão contribuiu para a
secularização do conhecimento, separando-o cada vez mais das explicações
religiosas. Isso levou a uma divisão crescente entre o conhecimento científico e a
religião, antes intrinsecamente ligados.
A Revolução Científica teve implicações sociais e políticas significativas,
desafiando as estruturas de poder estabelecidas e contribuindo para mudanças
na organização social e política. Por exemplo, o avanço científico ajudou a
fortalecer o papel do Estado na promoção da educação e na regulação das
atividades científicas.
A ênfase na observação, na experimentação e no raciocínio lógico durante a
Revolução Científica estimulou o desenvolvimento do pensamento crítico e da
educação científica. Isso contribuiu para uma maior alfabetização e para o
surgimento de uma classe intelectual mais instruída e engajada.
Colonização da américa
A história da América é marcada por eventos fundamentais que moldaram o
destino do continente.
Ela envolve as culturas originárias, as conquistas europeias, os movimentos de
colonização e independência e a formação dos Estados nacionais.
Cristóvão Colombo liderou a jornada que resultou na descoberta da América em
1492, abrindo caminho para o grande intercâmbio colombiano e transformando o
curso da história mundial.
A Era Pré-Colombiana, que antecedeu à chegada de Colombo, testemunhou o
florescimento de civilizações avançadas, como os maias, astecas e incas.
A colonização da América abrangeu diversas regiões e épocas, desde as Treze
Colônias inglesas, na América do Norte, até as explorações e conquistas lideradas
pelos espanhóis, na América Central e do Sul.
Ao longo dos séculos, as Américas testemunharam processos de descolonização
em diferentes regiões, marcados por movimentos independentistas, guerras e
busca por autonomia política, moldando o mapa geopolítico e cultural do
continente.
A independência da América ocorreu em diferentes épocas e regiões,
destacando-se a Guerra da Independência dos Estados Unidos, no século XVIII; os
movimentos liderados por Simón Bolívar, na América do Sul; e as lutas pela
autonomia na América Central e Caribe.
Descoberta da América
A descoberta da América ocorreu no final do século XV e representou um marco
fundamental na história mundial. Foi um episódio que não apenas alterou o curso
da exploração geográfica como também teve implicações profundas nas culturas,
economias e relações internacionais. Cristóvão Colombo, um navegador genovês
a serviço dos Reis Católicos da Espanha, foi o protagonista dessa viagem que
abriu as portas para a interação entre o Velho e o Novo Mundo.
No contexto do final do século XV, as rotas comerciais tradicionais, que ligavam a
Europa ao Oriente através da Ásia, estavam sob o controle de intermediários
árabes e venezianos, tornando-se cada vez mais onerosas e inseguras. Em busca
de uma rota marítima mais direta para as riquezas do Oriente, o navegador
Cristóvão Colombo propôs uma expedição que envolvesse navegar para o oeste,
contornando a Terra. Essa ideia desafiadora encontrou resistência inicial, mas,
eventualmente, recebeu o apoio dos monarcas espanhóis Isabel I de Castela e
Fernando II de Aragão.
Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão apoiaram a ideia de Cristóvão
Colombo.
Em 1492, Colombo partiu com três embarcações — a Santa Maria, a Pinta e a Niña
— em uma jornada que mudaria o curso da história e que levou à descoberta da
América. Em 12 de outubro de 1492, chegou à ilha que ele chamou de San
Salvador, marcando o primeiro contato registrado entre europeus e as populações
nativas do continente americano. Esse encontro inicial não apenas inaugurou uma
nova era de exploração e expansão como também estabeleceu as bases para uma
troca cultural, econômica e biológica que ficaria conhecida como o grande
intercâmbio colombiano.
O grande intercâmbio colombiano foi um processo de intercâmbio de plantas,
animais, tecnologias e culturas entre o Velho e o Novo Mundo. Se, por um lado, as
Américas foram introduzidas a produtos como trigo, uvas e cavalos; por outro, a
Europa recebeu alimentos como batatas, tomates e milho. Essa troca teve
implicações profundas na dieta e na agricultura de ambos os hemisférios,
contribuindo para mudanças demográficas e econômicas significativas.
Cristóvão Colombo foi o navegante genovês que liderou a expedição que levou à
chegada dos europeus à América, em 1492.
No entanto, a chegada dos europeus às Américas não foi apenas marcada pela
troca de mercadorias. Foi também o início de um processo complexo de interação
entre diferentes culturas. Infelizmente, essa interação muitas vezes resultou em
conflitos e desequilíbrios de poder, com as populações nativas frequentemente
enfrentando a colonização europeia de maneiras adversas. A exploração e a
conquista trouxeram consigo questões éticas e morais que ecoam ao longo dos
séculos, sendo objeto de debates e reflexões sobre os impactos no longo prazo na
sociedade global.
Além disso, a descoberta da América desencadeou um intenso período de
colonização e expansão territorial. As potências europeias competiram pela posse
e controle das vastas terras recém-descobertas, levando a conflitos que
moldariam as fronteiras e as relações geopolíticas nas Américas. O
estabelecimento de colônias e o início do comércio atlântico de escravizados
também fazem parte dessa narrativa complexa, deixando um legado histórico que
ressoa nos desafios sociais contemporâneos.
Era Pré-Colombiana
A Era Pré-Colombiana foi o período na história das Américas que antecedeu à
chegada de Cristóvão Colombo em 1492. Esse período abrangeu milênios e foi
caracterizado pelas diversidades cultural, social e econômica das civilizações
indígenas que habitavam as Américas antes do contato com os europeus. As
principais regiões envolvidas incluíram a América do Norte, América Central,
América do Sul e as várias ilhas do Caribe.
Paleoíndio (até 8000 a.C.): marcado pelos primeiros habitantes das Américas,
que migraram da Ásia através do estreito de Bering durante a última era glacial.
Arcaico (8000 a.C.-2000 a.C.): desenvolvimento de práticas agrícolas,
domesticação de animais, e formação de sociedades mais complexas.
Formativo (2000 a.C.-200 d.C.): crescimento de comunidades agrícolas,
surgimento de aldeias e início do desenvolvimento de civilizações mais
avançadas.
Clássico (200 d.C.-900 d.C.): apogeu das grandes civilizações, como os
maias, teotihuacanos e mochicas, com avanços em arquitetura, ciência e arte.
Pós-Clássico (900 d.C.-1492): declínio de algumas civilizações clássicas e
ascensão de outras, como os astecas e incas.
Civilizações avançadas:
Maias: localizados na região que é hoje o sul do México, Guatemala, Belize e
partes de Honduras e El Salvador, os maias desenvolveram uma civilização
avançada com realizações notáveis na matemática, astronomia, escrita
hieroglífica e arquitetura monumental.
Astecas: estabeleceram-se no México Central, com a cidade de Tenochtitlán
como sua capital. Desenvolveram uma sociedade complexa, com práticas
religiosas, sistema agrícola eficiente e notável engenharia.
Incas: dominaram a região dos Andes, no que é hoje o Peru, Equador, Bolívia e
partes da Colômbia, Chile e Argentina. Conhecidos por suas habilidades agrícolas
em terraços, construíram um vasto império, conectado por uma elaborada rede de
estradas.
→ Colonização da América do Norte
Mapa da colônia de Jamestown, a primeira colônia permanente estabelecida
pelos ingleses na América do Norte.
A colonização da América do Norte teve início com as tentativas de
estabelecimento de colônias por parte de diferentes potências europeias.
Ingleses: estabeleceram colônias ao longo da costa leste, com destaque para
Jamestown (1607), a primeira colônia permanente. Ao longo do século XVII,
surgiram as Treze Colônias inglesas, que se desenvolveram economicamente com
base na agricultura, no comércio e na pesca.
Franceses: exploraram áreas ao norte, como o Quebec, e estabeleceram relações
comerciais com as populações indígenas. A Nova França (New France) focou-se
principalmente no comércio de peles.
Holandeses: embora não tenham estabelecido uma presença tão duradoura,
tiveram colônias na região de Nova Amsterdã (atual Nova Iorque).
→ Colonização da América Central e do Caribe
A colonização na América Central e no Caribe foi marcada pela chegada dos
europeus em busca de riquezas e rotas comerciais.
Espanhóis: lideraram a conquista das civilizações indígenas nas áreas que hoje
compreendem México, América Central e Caribe. Hernán Cortés conquistou o
Império Asteca, e Francisco Pizarro fez o mesmo com o Império Inca. Ao Caribe,
Cristóvão Colombo chegou em sua primeira viagem em 1492.
→ Colonização da América do Sul
Embarcação utilizada pelo português Pedro Álvares Cabral, no contexto da
colonização do Brasil.
A colonização na América do Sul também foi dominada pelos espanhóis e
portugueses.
Espanhóis: assim como na América Central, os espanhóis lideraram expedições
para explorar e conquistar terras na América do Sul. A região que hoje é o Peru,
Bolívia, Equador e partes da Colômbia e Chile foi incorporada ao vasto Império
Inca.
Portugueses: no Brasil, os portugueses começaram a colonização a partir de
1500, com Pedro Álvares Cabral. Inicialmente, o Brasil foi explorado
principalmente para a extração de pau-brasil, mas, posteriormente, tornou-se
uma importante colônia de produção de açúcar.
→ Impactos e consequências da colonização da América
Intercâmbio colombiano: a chegada dos europeus às Américas desencadeou o
grande intercâmbio colombiano, um processo de troca de plantas, animais,
culturas e tecnologias entre o Velho e o Novo Mundo.
Consequências para populações nativas: a colonização teve impactos
significativos nas populações indígenas, incluindo disseminação de doenças,
conflitos violentos e imposição de sistemas sociais e econômicos estrangeiros.
Formação de sociedades coloniais: ao longo do tempo, as colônias na América
desenvolveram sociedades distintas com base nas influências culturais,
econômicas e políticas das potências colonizadoras.
Descolonização da América
A descolonização da América refere-se ao processo pelo qual as nações
americanas buscaram e alcançaram a independência política em relação às
potências colonizadoras europeias. Esse movimento abrangeu diferentes regiões
e ocorreu em várias épocas ao longo dos séculos. Pode-se organizar os
movimentos da seguinte forma:
→ Descolonização da América do Norte
O processo de descolonização na América do Norte começou no século XVIII,
com as Treze Colônias britânicas buscando autonomia política e econômica.
A Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783) foi o marco decisivo,
resultando na independência das Treze Colônias em 1783.
→ Descolonização da América Central e do Caribe
No início do século XIX, várias nações na América Central e no Caribe buscaram
independência das potências colonizadoras, principalmente da Espanha.
A independência da América Central ocorreu no século XIX, principalmente entre
1821 e 1823, culminando com a formação da Federação Centro-Americana, que
posteriormente se desintegrou em nações independentes.
O processo de descolonização no Caribe também ocorreu no século XIX, com
nações como Haiti (1804) e República Dominicana (1844) conquistando a
autonomia.
→ Descolonização da América do Sul
O movimento de descolonização na América do Sul começou a ganhar força no
início do século XIX, inspirado pelas ideias iluministas e pelos eventos ocorridos
na Europa.
Simón Bolívar, conhecido como o Libertador, liderou movimentos de
independência na região no século XIX, contribuindo para a formação de várias
nações sul-americanas.
O processo de descolonização na América do Sul resultou na independência de
países como Venezuela (1811), Colômbia (1819), Equador (1830), Bolívia (1825) e
Peru (1821).
→ Consequências e legados da descolonização da América
A descolonização da América teve um impacto duradouro na configuração
geopolítica da região, dando origem a uma miríade de nações independentes.
No entanto, o processo nem sempre foi pacífico, com conflitos e instabilidades
marcando muitos episódios de descolonização.
Independência da América
O venezuelano Simon Bolívar ficou conhecido como um dos libertadores da
América.
A independência da América, um capítulo crucial na história do continente, foi um
processo complexo que ocorreu ao longo de diferentes épocas e em várias
regiões. Pode-se explicar esse processo da seguinte maneira:
→ Independência da América do Norte
No século XVIII, as Treze Colônias britânicas na América do Norte começaram a
buscar maior autonomia e resistir às políticas opressivas impostas pela Coroa
britânica.
A Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-1783) foi o ápice desse
movimento. Lideradas por figuras como George Washington, as colônias
declararam independência em 1776.
O Tratado de Paris (1783) reconheceu a independência dos Estados Unidos,
estabelecendo os limites territoriais e marcando o nascimento de uma nação
soberana.
→ Independência da América Central e do Caribe
No início do século XIX, os movimentos de independência na América Central e no
Caribe ganharam impulso, inspirados pelas ideias iluministas e pelos
acontecimentos em outras partes do continente.
As nações da América Central, incluindo Guatemala, Honduras, El Salvador,
Nicarágua e Costa Rica, proclamaram sua independência em 1821.
O Caribe também testemunhou movimentos de independência, com o Haiti
declarando-se independente da França em 1804.
→ Independência da América do Sul
No início do século XIX, a América do Sul experimentou um fervor patriótico,
impulsionado por líderes visionários como Simón Bolívar e José de San Martín.
Simón Bolívar liderou as lutas pela independência em várias regiões sul-
americanas, contribuindo para a formação de países como Venezuela (1811),
Colômbia (1819), Equador (1830), Bolívia (1825) e Peru (1821).
José de San Martín desempenhou um papel crucial na independência da Argentina
(1816) e do Chile (1818).
→ Consequências e legados da independência da América
A independência da América teve um impacto duradouro na configuração
geopolítica da região, levando à criação de uma miríade de nações
independentes.
O processo de independência não foi uniforme e, em muitos casos, envolveu
conflitos prolongados, resultando em diversas formas de governo e instituições
políticas.
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