Auditoria
Materialidade
MATERIALIDADE (ISA 320 e ISA 450)
As demonstrações financeiras estão distorcidas de forma
materialmente relevante quando contêm omissões ou
distorções cujo efeito, individual ou agregado, é suficiente
para que não constituam uma apresentação adequada, em
todos os aspectos materialmente relevantes, em
conformidade com a estrutura de relato financeiro adoptada
e, consequentemente, influenciem as decisões
económicas dos seus utilizadores.
2
Materialidade
“Materialidade” é um conceito de significado e importância
relativos de um assunto:
•quer considerado individualmente,
•quer de forma agregada, no contexto das DF como um todo.
Os julgamentos acerca da materialidade são feitos à luz
das circunstâncias envolventes e são afetados pela
dimensão ou natureza de uma distorção ou pela
combinação de ambas; e
3
Materialidade
Determinantes da materialidade - A materialidade de
um item depende:
da dimensão (quantidade),
- Aspeto quantificável expresso em termos
financeiros. Ex: 5% do RLP
da natureza (qualidade)
- Tipo de negócios, volatilidade dos resultados,
nível de endividamento
das circunstâncias.
- Utilizadores? Necessidades dos utilizadores?
Uma questão que é materialmente relevante nas
demonstrações financeiras de uma entidade pode não
4
ser materialmente relevante nas DF´s de uma outra
entidade de diferente natureza e dimensão.
Materialidade – Julgamento Profissional
Auditor deve colocar-se na ótica dos utentes das DFs
A subjetividade que se coloque nesta questão não é a dos auditores
mas a dos utentes das DFs.
Os juízos da materialidade são feitos à luz das circunstâncias
circundantes e envolvem necessariamente considerações
quantitativas e qualitativas.
Considera-se que uma informação é materialmente relevante se a
sua omissão ou distorção puder influenciar as decisões dos
utilizadores das demonstrações financeiras.
5
Materialidade
Os níveis de materialidade não são estáticos
A auditoria é um processo cumulativo, durante o qual o
auditor vai aumentando os seus conhecimentos sobre a
entidade auditada.
Assim, é natural que o nível de materialidade definido na
fase de planeamento possa ser objeto de revisão, para
todos ou parte dos saldos ou transações, reavaliando os
procedimentos a executar.
6
Materialidade
A materialidade é determinada não apenas para estabelecer
os procedimentos de revisão/auditoria como também para
avaliar resultados desta.
À medida que os procedimentos vão sendo executados, as
diferenças de revisão/auditoria vão sendo acumuladas para
efeitos de apreciação final, mesmo que individualmente não
excedam o nível determinado para cada conta ou grupo de
contas
7 ou classe de transações.
Materialidade
8
Materialidade
9
Materialidade
A materialidade no contexto de uma auditoria
A materialidade nos referenciais de relato financeiro e como
quadro de referência para o auditor
Influência das distorções nas decisões económicas dos
utilizadores tomadas com base nas DF
Julgamentos acerca da materialidade efetuados à luz das
circunstâncias
10
Materialidade
11
Materialidade
A materialidade no contexto de uma auditoria
Existe uma relação inversa entre a materialidade e o
risco de auditoria, pelo que quanto maior o nível de
materialidade menor será o risco de auditoria. E vice
versa.
Alto
Materialidade
Baixo Alto
Risco de Auditoria
Ex: se o nível de materialidade for alto e confirmar todos os saldos de clientes
respectivo risco de auditoria é baixo, mas não inexistente. Se não confirmar
qualquer saldo o risco de auditoria é alto
12
Materialidade
13
Materialidade
Determinação da materialidade
No planeamento e definição da materialidade
atender a
Aspetos quantitativos
Aspetos qualitativos
Ponto de partida » % x Indicador de referência
Indicador de referência % a aplicar
Elementos das DF
Itens sujeitos a maior atenção dos utentes Função do
indicador de
Natureza e circunstâncias da entidade referência e
Fontes de financiamento da entidade outras
circunstâncias
Volatilidade relativa dos elementos das DF
14
Materialidade
Determinação da materialidade
Indicadores de referência têm em conta
Elementos das DF
Itens sujeitos a mais atenção dos utentes
Natureza e circunstâncias da entidade
Fontes de financiamento da entidade
Volatilidade relativa dos elementos das DF
15
Materialidade
Determinação da materialidade
Indicadores quantitativos de referência
Lucro antes de impostos
Rédito total
Lucro bruto
Gastos totais
Total do capital próprio
Ativo líquido
Períodos anteriores
Do período até à data ajustados
Orçamentos ou previsões do período corrente
16
Materialidade
Determinação da materialidade
Exemplo previsto na ISA 320.A7
Entidade com fins lucrativos numa indústria transformadora
5% x RAI de operações em continuação
Entidade não lucrativa
1% x rédito total (ou gastos totais)
«… No entanto, dependendo das circunstâncias, podem ser consideradas
apropriadas percentagens mais altas ou mais baixas.»
17
Materialidade
Adetermina
materialidade deve ser considerada pelo auditor quando:
• dos procedimentos
a natureza, extensão, profundidade e oportunidade
de auditoria;
• avalia o efeito das distorções.
A materialidade de um item depende:
• da
da dimensão (quantidade),
• dasnatureza (qualidade) e
• circunstâncias.
O planeamento de uma efetiva metodologia de auditoria requer
uma cuidadosa estimativa da probabilidade de distorções
materialmente relevantes poderem ocorrer na informação
financeira, o que implica a identificação de contas, grupos de
contas, ou classes de transações que sejam de importância
18 significativa.
Materialidade
Determinação da materialidade
No planeamento:
Demonstrações Financeiras como um todo
Classes particulares de transações, saldos de contas ou
divulgações
19
Materialidade
A) Um nível global para as demonstrações financeiras tomadas como um todo.
•Usada para a determinação do âmbito dos procedimentos de auditoria.
•Reapreciada na avaliação final do efeito global das diferenças de auditoria.
•financeira
A estimativa da materialidade pode ser baseada nos resultados ou na posição
(Capital Próprio ou Ativo)
B) Outro nível por cada conta ou grupo(s) de contas ou classe(s) de transações.
•Usada para determinar o modo e extensão (nível da amostra) dos testes a realizar.
•determinada
A materialidade a nível de conta, grupo de contas, ou classe de transações é
para que seja remota a probabilidade de o total das omissões e
distorções identificadas (ou que fiquem por identificar) exceder a materialidade
estimada
20
Materialidade
A - A nível global das demonstrações financeiras
A1) Materialidade baseada nos resultados das operações
- Resultados antes de impostos: 5% a 10%
- Margem bruta: 1% a 2%
- Volume de negócios: 1 a 2%
A2) Materialidade baseada na posição financeira
- Capital próprio: 2%
- Ativo líquido: 2%
21
Materialidade
B – A nível de conta ou grupo(s) de contas ou classe(s) de
transações
(materialidade de execução) - é inferior à materialidade
estabelecida para as DF’s como um todo (50% a 80%), e é
determinada para que seja remota a probabilidade do total das
omissões e distorções identificadas, ou que fiquem por identificar,
exceder a materialidade estimada.
A consideração do nível de materialidade acompanha a
identificação de contas ou grupos de contas ou classes de
transações de importância significativa, a estimativa da
probabilidade de erros de revisão/auditoria importantes e o
planeamento da natureza, extensão, profundidade e oportunidade
dos procedimentos de revisão/auditoria.
22
Materialidade
Determinação da materialidade
Materialidade de execução
Quantia ou quantias estabelecida(s) pelo auditor, inferiores à materialidade
estabelecida para as DF como um todo, com vista a reduzir para um
nível apropriadamente baixo a probabilidade de as distorções não
corrigidas e não detetadas agregadas excederem a materialidade para
as DF como um todo.
23
Materialidade
Revisão da materialidade à medida que a auditoria progride
A materialidade poderá ter de ser revista em consequência de uma alteração nas
circunstâncias ocorridas durante a auditoria (ex: alienação de uma parte do
negócio), de novas informações ou de uma alteração do conhecimento da empresa
e do negócio.
Quantias e fatores considerados na determinação de:
- Materialidade para as DF como um todo
- Nível(is) de materialidade para classes particulares de transações,
saldos de contas ou divulgações
- Materialidade de execução
Revisão de qualquer desses aspetos
24
Materialidade
objetivo da auditoria das DF é o de habilitar o auditor a expressar
a sua opinião profissional sobre se as DF estão, ou não, preparadas,
em todos os aspetos materialmente relevantes, em conformidade
com a estrutura de relato financeiro adotada.
A estimativa do que é materialmente relevante é uma questão de
juízo profissional.
No plano de auditoria é estabelecido um nível de materialidade
aceitável, de forma a detetar quantitativamente as distorções
materialmente relevantes.
25
Materialidade
Documentação
Quantias e fatores considerados na determinação de:
Materialidade para as DF como um todo
Materialidade para classes particulares de transações, saldos de
contas ou divulgações
Materialidade de execução
Revisão de qualquer desses aspetos
Devem ser incluidos na documentação de auditoria
preparada pelo audior
26
Materialidade
27
Materialidade
Distorções mais comuns
28