A ciência política emprega diversos tipos de metodologia.
As abordagens
da disciplina incluem a filosofia política clássica, interpretacionismo,
estruturalismo, behaviorismo, racionalismo, realismo, pluralismo,
institucionalismo e igualitarismo. Na qualidade de uma das ciências
sociais, a ciência política usa métodos e técnicas que podem envolver
tanto fontes primárias (documentos históricos, registros oficiais) quanto
secundárias (artigos acadêmicos, pesquisas, análise estatística, estudos
de caso e construção de modelos). Ainda que o estudo de política tenha
sido constatado na tradição ocidental desde a Grécia antiga, a ciência
política propriamente dita constituiu-se tardiamente. Esta ciência, no
entanto, tem uma nítida matriz disciplinar que a antecede como a filosofia
moral, filosofia política, política econômica e história, entre outros campos
do conhecimento cujo objeto seriam as determinações normativas do que
deveria ser o estado, além da dedução de suas características e funções.
Muitos pesquisadores colocam que a ciência política difere da filosofia
política e seu surgimento ocorreria, de forma embrionária, no século XIX,
época do surgimento das ciências humanas, tais como a sociologia, a
antropologia, a historiografia, a arqueologia, a demografia, entre outras.