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Distúrbios Plaquetários e Hemorragias

O documento aborda distúrbios plaquetários, incluindo trombocitemia essencial, púrpura trombocitopênica imunológica e disfunções plaquetárias. Também discute a coagulação intravascular disseminada (CID) e hemofilias, com ênfase em suas definições, sintomas, epidemiologia e tratamentos. Além disso, apresenta informações sobre a doença de von Willebrand e suas implicações clínicas.
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Distúrbios Plaquetários e Hemorragias

O documento aborda distúrbios plaquetários, incluindo trombocitemia essencial, púrpura trombocitopênica imunológica e disfunções plaquetárias. Também discute a coagulação intravascular disseminada (CID) e hemofilias, com ênfase em suas definições, sintomas, epidemiologia e tratamentos. Além disso, apresenta informações sobre a doença de von Willebrand e suas implicações clínicas.
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UNIVERSIDADE DE ARARAQUARA-UNIARA

DISCIPLINA DE HEMATOLOGIA CLÍNICA

Distúrbios plaquetários

MIRIANE DA COSTA GILENO


Distúrbios Plaquetários
• Aumento anormal nas plaquetas (trombocitemia ou trombocitose)
• Diminuição nas plaquetas (trombocitopenia)
• Disfunção plaquetária
TROMBOCITEMIA ESSENCIAL (PRIMÁRIA):

Definição: Damescheck, 1960 - Doença Clonal ("stem


cell"): proliferação anormal de megacariócitos na medula
óssea (ploidia aumentada; "clusters")
Sintomas:

-25-30% assintomáticos
-Sangramento (mucosas e gastro-intestinais)
- Trombose: arterial (mais comum)
- Eritromelalgia
Tratamento:

-Aspirina: fenômeno antitrombóticos


Tratamento citorredutor
- Anagrelide: interfere na agregação plaquetária
- Hidroxiuréia: agente mielossupressor
- Interferon: agente citorredutor sem ação mutagênica
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA
IMUNOLÓGICA OU AUTO-IMUNE
PÚRPURA TROMBOCITOPÊNICA IMUNE
(PTI)

Definição: É uma síndrome auto-imune envolvendo auto anticorpos


dirigidos contra proteínas da membrana plaquetária, também contra contra o
complexo IIb/IIIa, após são fagocitadas por macrófagos do sistema retículo
endotelial
TROMBOCITOPENIA
• Normalmente: plaquetas < 5.000/uL. Com prolongamento do TS.

• Classificação da Trombocitopenia

Classificação Nº de Plaquetas Quadro Clínico

Leve > 50.000 Assintomático

Moderada 20.000 a 50.000 Sangramento após


trauma leves

Grave < 20.000 Sangramento na


ausência de
traumatismos e risco de
sangramento para SNC
EPIDEMIOLOGIA

• Causa mais comum de plaquetopenia em crianças.

• Incidência anual de 3-8 casos por 100 mil crianças.

• Pico entre 2-5 anos, leve predomínio no sexo masculino.

• No Brasil não há dados oficiais sobre população adulta.

• Protocolo Clinico e Diritrizes Terapeuticas SAS/MS nº 715 de dez 2010


• American Society of Hematology
FISIOPATOLOGIA

Plaquetas

Anticorpos (auto) Monoclonais e


policlonais
IgG, IgM e IgA

Glicoproteínas
IIb-IIIa e Ib-IX-V

Medula Óssea Macrófagos


Sistema Reticulo Endotelial
Baço
CLASSIFICAÇÃO

Aguda: Remissão em até 6 meses

Crônica: Maior do que 6 meses

a) Crônica clássica: mais comum em pacientes da terceira


e quarta década, maior prevalência nas mulheres.
b) Aguda: mais prevalente em crianças, precedida por
infecção viral ou vacinação
c) Associada a outras doenças de natureza auto-imune ou
neoplásica, devido a um distúrbio do sistema
imunológico, o curso da doença é semelhante a PTI
crônica clássica.
APRESENTAÇÃO CLÍNICA
EXAME FÍSICO

manifestações hemorrágicas:púrpuras, petéquias,


equimoses, sangramento gastro-intestinal e
sistema nervoso
TRATAMENTO ESPECÍFICO

• 80% a 90% dos casos, dentro de 6 meses após diagnostico


de PTI.
• Corticosteróides
• Imunoglobulinas endovenosas
• Concentrado de Plaquetas
• Esplenectomia
Disfunção de plaquetas

hereditárias adquiridas
Disfunção de plaquetas

• Doença renal: Uremia


• Cirrose
• Mieloma múltiplo
• Lupus eritematoso sistêmico
• Ou fármacos: Ex: aspirina e outros fármacos anti-inflamatórios não
esteroides (AINEs), junto com fármacos antiplaquetários pra acidente
vascular cerebral e IAM
Coagulação intravascular disseminada (CID)

A coagulação intravascular disseminada (CID) envolve geração anormal e


excessiva de trombina e fibrina no sangue circulante. Durante o processo, ocorre
aumento da agregação plaquetária e consumo de fatores de coagulação.
Coagulação intravascular disseminada (CID)

• Desequilíbrio entre os sistemas fibrinolítico e da coagulação


Aumento da formação de trombina
Supressão dos mecanismos anticoagulantes fisiológicos
Atraso da remoção da fibrina
IL-1

IL-6

TNF-α

Medicina, Ribeirão Preto, Simpósio: HEMOSTASIA E TROMBOSE


34: 282-291, jul./dez. 2001
Medicina, Ribeirão Preto, Simpósio: HEMOSTASIA E TROMBOSE
34: 282-291, jul./dez. 2001
Principais causas de CIVD

• Sepse
• Trauma
• Pancreatite grave
• Neoplasias
• Doenças obstétricas
• Insuficiência hepática avançada
• Reações imunológicas ou tóxicas
• Hemangioma gigante
Coagulação intravascular disseminada (CID)
Diagnóstico
A doença de von Willebrand (DvW)

A doença de von Willebrand (DVW) é uma deficiência hereditária do fator


de von Willebrand (FVW), que causa disfunção plaquetária.
A doença de von Willebrand (DvW)

• A DVW foi descrita inicialmente na Suécia em 1926, por Erik Von Willebrand.

• Ele relatou o caso de uma menina de 5 anos de idade com tendência sangramentos graves. O tipo
de sangramento mais frequente descrito nos 22 afetados da família foi epistaxe, seguido de
hemorragia em cavidade oral, equimoses a pequenos traumas e menstruação excessiva nas
mulheres.

• Sangramento intestinal também foi descrito como causa de morte em alguns membros dessa
família.

• A paciente-índice apresentava contagem de plaquetas normal, mas TS de Duke muito prolongado.


FASE PLAQUETÁRIA – Adesão e Agregação plaquetária
Exposição de colágeno pela Lesão vascular
Adesão plaquetária
. Colágeno + Fator de von Willebrand + Complexo glicoproteico = Adesão

Agregação plaquetária
. Complexo glicoproteico + Fibrinogênio = Agregação entre as plaquetas

PLAQUETA

PLAQUETA
Complexo glicoproteico
Fator de von Willebrand

• O FVW portanto é necessário para manter os níveis normais do fator VIII


plasmático.

• Os níveis do FVW podem aumentar temporariamente em resposta a estresse,


exercício, gestação, inflamação ou infecção.
Classificação
Sinais e sintomas
Diagnóstico

Teste de função do FvW Nível sérico do fator


Dosagem do FvW
VIII

TTPa Contagem de plaquetas


DOENÇA DA COAGULAÇÃO
Hemofilia B

Hemofilia A
As hemofilias são
herdadas como
condições recessivas
ligadas ao cromossomo
X, acometendo quase
que exclusivamente
indivíduos do sexo
masculino.
 A gravidade do quadro hemorrágico está diretamente
relacionada as concentrações plasmáticas do Fator deficiente.
História Clínica

Diagnóstico da
Hemofilia Exame Físico

Exames Laboratoriais
EXAMES LABORATORIAIS

• Hemograma em geral é normal no paciente hemofílico,


dependendo da frequência e intensidade do sangramento terá
ou não anemia e outras condições associadas.
DIAGNÓSTICO DEFINITIVO

Testes que avaliam


via intrínseca da
Coagulação

Dosagem dos TTPa


Fatores VIII e IX Contagem de plaquetas
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Hematomas Sangramento Cistos


gastrintestinal hemorrágicos ou
Pseudotumor
O sangramento pode ser hemofílico
imediato ou ocorrer
lentamente
Hematúria
Hemartroses
Artropatia hemofílica
crônica
MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS

Hemofilia A: hematoma subcutâneo e hemorragia extensa nos músculos


flexores e tecidos moles associados do antebraço direito
a e b:Hemofilia A edema importante Hemofila A: hemartrose aguda na articulação
de hemartroses nas articulações do do joelho esquerdo com edema da área
joelho suprapatelar. Os músculos quadríceps
encontram-se
edemaciados, particularmente na coxa direita do
paciente
Hemofilia A: extenso
hematoma pós trauma na
testa de uma criança
Hemorragia B: subcutânea sobre Hemofilia B: sangramento
Articulação de joelho de um bebe após extenso para os músculos tenares
venopunção e tecido subcutâneo adjacente
Hemofilia A: incapacitação importante. O joelho direito apresenta-se
Edemaciado com subluxação posterior de tíbia no fêmur
Hemofilia A: contratura de Volkmann. O edema e as deformidades de flexão são
Resultados de reparos extensos e formação de estreitamento nos músculos
Danificados por hematomas repetidos
PSEUDOTUMOR HEMOFÍLICO OU CISTOS
HEMORRÁGICOS

 Hematoma com característica de lesão cística


encapsulada.
Hemofilia A: pseudotumor do bíceps, Hemofilia A: úlcera grande sobre a entrada
na verdade um edema encapsulado de um pseudotumor cavernoso e multiloculado
residual rígido após resolução e reparo no osso ilíaco direito e tecido moles adjacentes
incompleto de hemorragia muscular anterior
COMPLICAÇÕES NEUROLÓGICAS

É o evento
hemorrágico
mais perigoso
para o paciente
hemofílico.

Hemofilia A: tomografia computadorizada


(TAC) monstrando um hematoma grande no
cerebelo
OUTROS SANGRAMENTOS

 Epistaxe

 Sangramento da mucosa oral


erupção e queda dos dentes
assoalho da boca
 Ferimentos superficiais

 Punções venosas

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