Universidade Católica de Moçambique
Instituto de Educação à Distância
Centro de recurso de Maputo
O pensamento económico na Idade Moderna
Nome: Milton André Nhantumbo (708243225)
Docente: Dr. José Luis Barbosa Pereira
Curso: Ensino de História
Disciplina: Historia Económica I
Ano de Frequência: 1o ano
Maputo, Setembro de 2024
Categorias Classificação
Nota
Indicadores Padrões Pontuação
do Subtotal
máxima
tutor
Capa 0.5
Índice 0.5
Aspectos Introdução 0.5
Estrutura
organizacionais Discussão 0.5
Conclusão 0.5
Bibliografia 0.5
Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
Metodologia
adequada ao 2.0
objecto do trabalho
Articulação e
domínio do
discurso académico
(expressão escrita 2.0
Conteúdo cuidada,
coerência / coesão
textual)
Análise e
Revisão
discussão
bibliográfica
nacional e
2.
internacionais
relevantes na área
de estudo
Exploração dos
2.0
dados
Contributos
Conclusão 2.0
teóricos práticos
Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas
Normas APA Rigor e coerência
Referências
6ª edição em das
Bibliográfica 4.0
citações e citações/referências
s
bibliografia bibliográficas
Folha para recomendações de melhoria:
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Índice
Introdução..........................................................................................................................1
Objectivos..........................................................................................................................2
O pensamento económico na Idade Moderna...................................................................3
Características do contexto histórico do surgimento do pensamento económico.............3
Principais correntes do pensamento económico e seus representantes.............................5
Importância do pensamento económico para o período contemporâneo..........................6
Conclusão..........................................................................................................................7
Referências Bibliográficas.................................................................................................8
Introdução
A Idade Moderna( XV e XVIII), foi marcada por profundas transformações
econômicas, políticas e sociais. Surgiram novos modelos de pensamento econômico,
moldados pelas mudanças no comércio internacional, na expansão colonial e no
desenvolvimento dos estados-nação. Nesse contexto, o mercantilismo, a fisiocracia e o
liberalismo econômico emergiram como as principais escolas de pensamento
econômico, cada uma oferecendo respostas distintas sobre o papel do Estado, a natureza
da riqueza e as melhores formas de promover o crescimento econômico. Este trabalho
de campo tem como objetivo analisar o pensamento econômico deste período, focando
nas principais teorias, autores e suas contribuições para a economia moderna
1
Objectivos
Objectivo geral
Conhecer o pensamento económico na Idade Moderna
Objectivos específicos
i) Caracterizar o contexto histórico do surgimento do pensamento económico i
ii) Explorar as principais correntes do pensamento económico e seus
representantes
iii) Analisar a importância a importância deste pensamento para o período
contemporâneo
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O pensamento económico na Idade Moderna
O pensamento econômico na Idade Moderna foi marcado por diversas
transformações, com o surgimento do mercantilismo e do capitalismo emergente, além
de mudanças na concepção do papel do Estado e da economia. Algumas das principais
correntes de pensamento incluem o mercantilismo, o fisiocratismo e o liberalismo
econômico, que prepararam o terreno para o capitalismo industrial.
O mercantilismo, que dominou o pensamento econômico entre os séculos XVI e
XVIII, focava no fortalecimento do Estado-nacional por meio do acúmulo de metais
preciosos, como ouro e prata, e da manutenção de uma balança comercial favorável. De
acordo com a visão mercantilista, o governo deveria intervir ativamente na economia
para garantir o crescimento e o poder nacional.
Conforme descrito por Mun (1664), um dos principais expoentes do
mercantilismo inglês, "o tesouro e as riquezas de uma nação dependem da superávit de
suas exportações sobre as importações" (Mun, 1664, p. 15).
No final do século XVIII, a fisiocracia surgiu como uma crítica ao
mercantilismo. Os fisiocratas, como François Quesnay, defendiam que a riqueza
derivava exclusivamente da agricultura e que a intervenção estatal deveria ser mínima.
Para Quesnay (1758), "somente a terra é verdadeiramente produtiva, e apenas as
atividades agrícolas geram excedentes econômicos" (Quesnay, 1758, p. 42).
O pensamento de Adam Smith, muitas vezes considerado o pai da economia
moderna, desafiou tanto o mercantilismo quanto a fisiocracia. Em A Riqueza das
Nações (1776), Smith argumenta que o livre mercado, guiado pela "mão invisível",
poderia promover o crescimento econômico e a eficiência sem a necessidade de
intervenção governamental direta. Como ele descreve: "Não é da benevolência do
padeiro, do cervejeiro ou do açougueiro que esperamos nosso jantar, mas da
consideração que eles têm pelo próprio interesse" (Smith, 1776, p. 26).
Características do contexto histórico do surgimento do pensamento
económico
O surgimento do pensamento econômico moderno está diretamente relacionado
ao contexto histórico dos séculos XV a XVIII, período marcado por profundas
3
transformações na Europa. Esse momento foi caracterizado pela transição do
feudalismo para o capitalismo mercantil, pela ascensão das monarquias absolutistas e
pela expansão ultramarina.
Segundo Lopes (2010), "o colapso da economia feudal e o crescimento do
comércio criaram as condições para o surgimento de uma nova classe mercantil e de
estados centralizados, os quais desempenhariam um papel fundamental no
desenvolvimento do pensamento econômico" (p. 45).
A expansão marítima europeia foi um dos elementos centrais para a criação de
novas teorias econômicas, já que a descoberta de novas terras e a intensificação do
comércio internacional demandavam novas abordagens sobre a riqueza e a balança
comercial.
Como destaca Martins (2012), "o acesso a novas fontes de metais preciosos e a
criação de rotas comerciais com outros continentes fomentaram o pensamento
mercantilista, que via na balança comercial favorável e na intervenção estatal os pilares
do fortalecimento econômico dos Estados" (p. 72).
Para Pereira (2015), "os iluministas, como Adam Smith, defenderam que a
economia deveria ser guiada por princípios naturais e pelo livre mercado, sendo mínima
a intervenção estatal" (p. 89). Isso marcou o início do liberalismo econômico, que teve
grande impacto na evolução posterior do capitalismo.
Karl Marx e Friedrich Engels(1988), apresentaram uma análise crítica do
capitalismo em O Capital, propondo que as contradições internas do sistema levariam à
sua destruição e à ascensão de uma sociedade sem classes, onde os meios de produção
seriam de propriedade coletiva.
Esse debate entre o liberalismo econômico e o socialismo marcou
profundamente o pensamento econômico a partir do século XIX, influenciando políticas
e ideologias ao longo dos séculos seguintes.
Assim, o pensamento econômico moderno surgiu em um contexto de transição
histórica e foi fortemente influenciado pela expansão comercial, pela consolidação dos
estados-nação e pelas ideias iluministas que propunham uma nova visão sobre a
economia e o papel do Estado.
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Principais correntes do pensamento económico e seus representantes
As principais correntes do pensamento econômico surgidas na Idade Moderna
refletiram os desafios e as transformações sociais e políticas desse período. As três mais
importantes correntes que marcaram essa fase foram o mercantilismo, o fisiocratismo e
o liberalismo econômico.
O mercantilismo foi a primeira grande corrente econômica, dominante entre os
séculos XVI e XVIII. Representado por autores como Thomas Mun, o mercantilismo
defendia a ideia de que a riqueza de uma nação dependia da acumulação de metais
preciosos, como ouro e prata, e de uma balança comercial favorável, em que as
exportações superassem as importações.
Segundo Mun (1664), "o tesouro e as riquezas de uma nação dependem da
superávit de suas exportações sobre as importações" (p. 15). Os mercantilistas também
acreditavam na forte intervenção do Estado na economia para proteger a indústria local
e incentivar o comércio internacional, estabelecendo monopólios e políticas
protecionistas.
A fisiocracia surgiu no século XVIII como uma reação ao mercantilismo. Esta
escola de pensamento, liderada por François Quesnay, defendia que a riqueza de uma
nação era gerada exclusivamente pela agricultura, visto que somente a terra produzia
um excedente econômico real. Os fisiocratas acreditavam que o comércio e a indústria
não criavam riqueza, mas apenas transformavam o valor gerado pela produção agrícola.
Para Quesnay (1758), "somente a terra é verdadeiramente produtiva, e apenas as
atividades agrícolas geram excedentes econômicos" (p. 42). Eles também defendiam a
ideia de que o governo deveria intervir o mínimo possível na economia, advogando por
um sistema natural de ordem econômica.
No final do século XVIII, o liberalismo econômico ganhou força, sendo
representado principalmente por Adam Smith. Em A Riqueza das Nações (1776), Smith
criticou tanto o mercantilismo quanto a fisiocracia, propondo que a riqueza de uma
nação não se limitava à agricultura ou ao acúmulo de metais preciosos, mas sim à
capacidade de um país de produzir bens e serviços de maneira eficiente. Ele introduziu
o conceito de "mão invisível", que defendia que os indivíduos, ao perseguirem seus
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próprios interesses, promoviam o bem-estar econômico geral sem a necessidade de
intervenção estatal.
Smith (1776) argumenta: "Não é da benevolência do padeiro, do cervejeiro ou
do açougueiro que esperamos nosso jantar, mas da consideração que eles têm pelo
próprio interesse" (p. 26). Esse pensamento marcou o início da economia clássica e
serviu como base para o desenvolvimento do capitalismo industrial.
Importância do pensamento económico para o período contemporâneo
O pensamento econômico continua a ser um pilar para o entendimento e a gestão
das economias contemporâneas. As ideias desenvolvidas ao longo da história, desde o
liberalismo clássico até o keynesianismo e a economia comportamental, influenciam as
políticas econômicas e os debates sobre o papel do Estado, do mercado e das
instituições. À medida que novas questões surgem, como as crises ambientais, o
impacto da globalização e as mudanças tecnológicas, o pensamento econômico evolui,
adaptando-se aos desafios do século XXI. A interação entre as diversas correntes e suas
adaptações às condições contemporâneas mostra que a economia é uma ciência
dinâmica, sempre buscando respostas para novos problemas.
Karl Marx e Friedrich Engels (1867) oferecem uma crítica perspicaz ao
capitalismo, analisando a exploração do trabalho e a concentração de riqueza. Suas
ideias continuam a ser relevantes no debate sobre desigualdade econômica e justiça
social. As críticas marxistas são frequentemente citadas em discussões sobre a crescente
disparidade de renda e riqueza, evidenciando a importância dessas análises na avaliação
das falhas do sistema capitalista contemporâneo.
John Maynard Keynes (1936), defende a intervenção estatal para estimular a
demanda agregada e o emprego, foi amplamente aplicada durante a Grande Depressão,
a crise financeira de 2008 e a pandemia de COVID-19. As políticas de estímulo fiscal e
auxílio emergencial refletem a persistente relevância das ideias de Keynes, que ajudam
a mitigar os efeitos econômicos negativos de recessões e crises.
As diferentes correntes do pensamento econômico oferecem ferramentas
valiosas para entender e enfrentar os desafios do período contemporâneo. Cada uma
contribui para a formulação de políticas e a análise dos problemas econômicos atuais,
refletindo a evolução contínua da ciência econômica.
6
Conclusão
Em conclusão, a evolução do pensamento econômico na Idade Moderna reflete
as profundas transformações sociais, políticas e tecnológicas que moldaram a Europa
entre os séculos XVI e XVIII. O mercantilismo, com sua ênfase no acúmulo de riqueza
por meio do comércio exterior e da intervenção estatal, foi uma resposta direta às
necessidades emergentes dos estados-nação em formação. A fisiocracia, ao criticar o
mercantilismo e valorizar a agricultura como a principal fonte de riqueza, ofereceu uma
visão alternativa que, embora mais limitada, trouxe importantes contribuições sobre a
produção econômica.
Por fim, o liberalismo econômico de Adam Smith abriu caminho para o
capitalismo moderno, ao introduzir a ideia de que o mercado poderia funcionar
eficientemente com mínima intervenção estatal, permitindo que o interesse individual
gerasse benefícios coletivos.
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Referências Bibliográficas
Mun, T. (1984). A riqueza da Inglaterra pelo comércio exterior (M. A. Haddad, Trad.).
Abril Cultural. (Trabalho original publicado em 1664)
Quesnay, F. (1977). Quadro econômico dos fisiocratas (R. Monteiro, Trad.). Abril
Cultural. (Trabalho original publicado em 1758)
Smith, A. (1983). A riqueza das nações: Investigação sobre sua natureza e suas causas
(L. F. Monteiro, Trad.). Abril Cultural. (Trabalho original publicado em 1776)
Lopes, J. (2010). A transição do feudalismo ao capitalismo. Editora Horizonte.
Martins, A. (2012). A expansão marítima e o mercantilismo. Nova Fronteira.
Pereira, M. (2015). Iluminismo e economia política: as bases do liberalismo econômico.
Editora Atlas.