Texto - Reflexões e Sentimentos
Eu finalmente entendi que o seu olhar nunca foi o meu. Havia algo ali, uma distância silenciosa,
como se suas pupilas sempre buscassem um horizonte que não incluía o meu reflexo. Perceber
isso foi como encarar o vazio de um espelho quebrado: doloroso, mas inevitável.
No meu amor, sempre existiu uma entrega tão profunda que eu me perdi em você. Mas agora,
olhando para trás, vejo que me entreguei a um abismo, esperando que o eco do meu coração fosse
respondido. E no silêncio, eu percebi: amar sozinho é como tentar abraçar o vento.
Amor, você foi o meu maior pecado. Um desejo proibido que queimou minha alma, mesmo quando
eu sabia que jamais seria redimido. Eu me joguei em você como quem busca redenção, mas
encontrei apenas a condenação dos meus próprios sentimentos.
Minha alma se viu perdida, vagando em meio à nevodência da escuridão nesse vasto mar de
sentimentos confusos inibidos. Era como se o silêncio, tão denso, tivesse se tornado a única
companhia, e a dor, uma sombra que se estendia a cada movimento que eu fazia. Eu buscava a
luz, mas ela parecia sempre distante, fora do alcance, como se a própria esperança fosse uma
ilusão que me mantinha à deriva.
Amar você me trouxe felicidade, tristeza e, ao mesmo tempo, um rebuliço de emoções, tanto boas
quanto ruins. Era como se cada momento ao seu lado fosse uma montanha-russa emocional, onde
eu me sentia no topo, mas também caía, de repente, nos abismos mais profundos. E, mesmo
assim, não conseguia deixar de querer mais, como se a dor fosse parte do amor, um preço que eu
estava disposta a pagar.
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O que é a angústia que meu peito arde ter? Uma dor que não se vê, mas se sente em cada
respiração, como se o ar que entra fosse carregado de peso, e cada batida do coração fosse um
lembrete cruel de que algo se partiu dentro de mim. A sensação é como um fogo invisível, que
queima sem cessar, deixando apenas o vazio onde antes havia algo puro.
Te vi amar outra pessoa. Te vi entregar pra outra pessoa o que um dia pensei ser só meu. E
naquele momento, o mundo pareceu parar. Foi como se meu coração tivesse se despedaçado em
mil pedaços, tentando entender como eu poderia ter sido substituída tão facilmente. A dor não
vinha só da perda, mas da humilhação silenciosa de saber que, para você, eu nunca fui a escolha.
Me dói que, por perdê-la, você me escolheu. Se não fosse por isso, você ainda estaria com ela,
vivendo a história que eu nunca fui capaz de viver ao seu lado. E agora, a minha presença ao seu
lado parece ser apenas o reflexo de uma segunda opção, de algo que aconteceu por acidente, e
não por vontade. Eu não sou a escolha que você fez por amor, mas por falta dele.
Isso parece me corroer por dentro, e parece que você gosta disso, de me destruir. Cada palavra
sua, cada gesto calculado, é como uma lâmina invisível que me corta lentamente. E o pior de tudo
é que, mesmo sabendo disso, eu ainda fico, ainda espero por algo que nunca virá. Talvez, no
fundo, você goste do poder que tem sobre mim, e eu, sem forças, me deixo consumir.
Você não se lembra mais de como nos conhecemos? Eu te contei o quanto eu estava quebrada, o
quanto eu estava machucada por tantos outros relacionamentos que me deixaram em pedaços.
Mas você olhou nos meus olhos e disse: 'Fica tranquila, eu não sou igual a eles. Eu não vou te
machucar.' Essas palavras, tão vazias e frágeis, me acalmaram por um tempo. Era o que eu
precisava ouvir, mesmo sabendo, lá no fundo, que elas eram apenas promessas feitas para se
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quebrar. E ainda assim, me agarrei nelas, como quem se agarra à última esperança antes do
abismo.
Mas o tempo foi cruel. Ele revelou o que eu já sabia, mas fingia não enxergar. Cada gesto seu,
cada silêncio prolongado, era como se você estivesse desfazendo cada palavra que me disse
naquele dia. E o pior de tudo é que, mesmo quando percebi a verdade, continuei me agarrando à
ilusão, na esperança de que você, de alguma forma, se lembrasse do que prometeu.
Mas promessas vazias têm um peso, e esse peso foi caindo sobre mim, me esmagando aos
poucos. Eu percebi que não era o amor que me mantinha ali, era o medo de admitir que você era
exatamente como eles. E, no fim, talvez até pior, porque você sabia exatamente o quanto eu já
tinha sofrido, e ainda assim escolheu me fazer sofrer de novo.
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