RESUMOS
2.4. o poder régio, fator estruturante da coesão interna do reino
● em 1211, D. Afonso II implementou as leis gerais com o objetivo de assemelhar o reino a
um todo nacional (combater os privilégios senhoriais e recuperar património e poderes da
coroa)
● D. Afonso III consolidou o poder régio ao conquistar o algarve, convocou as primeiras
Cortes em 1254 com burgueses e confiscou terras da nobreza e do clero.
● D. Dinis impulsionou a economia, oficializou o português, fundou a Universidade de
Coimbra e definiu as fronteiras com Castela pelo Tratado de Alcanises.
● apenas o rei tinha o poder de cunhagem da moeda e aplicar a pena de morte aos
habitantes do povo
● o rei tinha papéis de chefe do exército, juiz supremo e legislador
● clero era regido por leis a parte
CÚRIA RÉGIA
● era um conjunto de pessoas próximas ao rei e aconselhavam-no em questões militares,
económicas e judiciais
● rainha, iramos, tios, ricos-homens, prelados e altos funcionários
● as cúrias extraordinárias eram convocadas quando se tratavam de assuntos nacionais
(bispos, abades, alcaides, membros da alta nobreza e mestres)
● primeira cúria régia extraordinária aconteceu em coimbra em 1211 onde se elaborou as
primeiras leis gerais
● no reinado de D. Afonso III as cúrias evoluíram para um conselho régio e as cortes. criou-
se os tribunais superiores (funções judiciais)
CONSELHO RÉGIO E AS CORTES
● os membros do conselho régio precisavam de um amplo conhecimento jurídico com os
legistas
● As Cortes, cuja primeira reunião ocorreu em Leiria em 1254, eram mais representativas
que as Cúrias Régias, incluindo clero, nobreza e povo.
● Nessas assembleias, o rei ouvia queixas e conselhos sobre impostos, abusos senhoriais e
privilégios do clero, influenciando suas decisões.
LEIS DE DESAMORTIZAÇÃO
● proibiram mosteiros e igrejas (clero) de comprarem bens, de os herdar ou aceitar doações
particulares
● se eles possuíssem esses bens eram considerados "mortos" para os cofres régios
CONFIRMAÇÕES GERAIS
● reconhecimento do rei dos títulos de posse de terras e direitos doados da nobreza e do
alto clero
● esses bens podiam regressar a coroa
INQUIRIÇÕES
● verificavam a natureza das propriedades (imunes ou direitos e rendas devidos ao rei)
● impediam abusos sobre o povo e o território
● de D. Afonso II a D. Dinis os reis tiveram conflitos com a igreja por violar os seus privilégios
(isenção de julgamento em tribunais civis e do serviço militar)
● os prelados denunciavam essas ações ao papa, o que resultou em excomunhões e
interditos sobre o reino
● D. Afonso II e D. Afonso III reconciliaram-se antes de morrer, mas D. Sancho II foi deposto
pelo Papa Inocêncio IV em 1245.
3.1 a experiência urbana
ESTILO GÓTICO
● era usado para demonstrar o poder das cidades por causa da sua rivalidade
● usado em edifícios religiosos mas também podia ser usado em edifícios civis (muralhas,
portas monumentais, palácios e igrejas)
CATEDRAIS
● o que distingue as catedrais góticas é a sua elevação e verticalidade. exterior imponente e
muito decorado, interior amplo, elevado e luminoso.
ELEMENTOS CONSTRUTIVOS
● Arco quebrado (arco gótico)
– substitui o arco de volta inteira
– pode ser estirado em altura (verticalidade e elevação)
● Abóbada de cruzamento de ogivas (abóbada de aresta)
– função decorativa
– identificado pelos arcos diagonais de suporte (ogivas)
– compostas por secções independentes (tramos)
– os arcos de cada tramo tem um papel de armação e suporta o peso da abóbada. com esta
concentração de peso permite fragilizar as paredes com grandes aberturas preenchidas
por vitrais
● Arcobotantes
– duas partes: massa sólida (estribo) e um ou mais arcos que partem do estribo para apoiar
as paredes da nave central
– para reforçar o estribo, é encimado por um pináculo
CONFRARIAS E CORPORAÇÕES
● as confrarias eram associações de entreajuda de caráter religioso e organizadas sob
proteção de um santo.
● reuniam indivíduos ligados por ofício, vizinhança ou devoção (ajuda mútua e caridade)
● muitas das confrarias estão associadas as corporações de ofício (regula a profissão e
garante apoio a membros com dificuldade)
● os seus estatutos definiam a assistência prestada e ações de caridade (esmolas e
manutenção de hospitais)
● financiavam-se por contribuições dos membros e doações e usavam os fundos para
eventos religiosos e festas do padroeiro
● as reuniões aconteceriam na casa da confraria onde discutiam obrigações e conviviam
UNIVERSIDADES
● Até o século XI, a leitura e a escrita eram privilégio do clero, ensinadas em escolas
monásticas rurais.
● Com o crescimento das cidades, surgiram as escolas catedrais, agora urbanas, que
passaram a atender também leigos, formando juristas, notários e mercadores.
● No século XII, algumas dessas escolas ganharam prestígio internacional, especializando-
se em Direito, Teologia e Medicina, o que levou à criação das primeiras universidades,
como Paris e Bolonha.
● O ensino universitário era organizado em faculdades e seguia um currículo rigoroso. Em
Portugal, a primeira universidade foi o Estudo Geral de Lisboa, fundado por D. Dinis em
1290.
● Em 1308, foi transferida para Coimbra, onde se fixou definitivamente em 1537, tornando-
se um centro cultural e acadêmico do país.
IDEAL DE CAVALARIA
● Perfeito cavaleiro modelo ideal em que se fundia um conjunto alargado de virtudes:
– Bom nascimento: para aspirar a cavalaria é necessário ser nobre;
– Virtudes herdadas: honra, a coragem, a lealdade para com o senhor a estas juntam se a
virtude e o amor a Deus.
● Artur Lendário Rei Da Bertanha e os seus cavaleiros foram objeto de narrativas
romanceadas.
● As novelas arturianas foram as mais difundidas de todas as sagas cavaleirescas.
– Na Península Ibérica destacou-se, no sé[Link], o romance Amadis De Gaula.
– Tão altos ideais exigiam a educação rigorosa. Todas estas obras literárias tinham como fim
integrar a ideia do "perfeito cavaleiro" por exemplo, em Amadis De Gaula, narra a história
de um jovem virtuoso, destemido e profundamente apaixonado, tornou-se no modelo do
"cavaleiro andante" que percorre o mundo em defesa das causas nobres e, no fim, é
compensado com o amor da sua dama.
AMOR CORTES
● Amar segundo regras determinas e servir a sua dama com honra e valentia tornou-se uma
das virtudes do perfeito cavaleiro.
● O amor cortês é essencialmente espiritual, um campo aberto a todas as perfeições morais.
Ele (o cavaleiro) torna-se um exemplo de educação e refinamento.
● Quanto à dama, esperava-se que correspondesse ao tipo idealizado de mulher:
– Bela
– Serena
– Recatada
– Bem-falante
● Propagação do amor cortês na literatura :
– Conhecida como Poesia trovadoresca, nascida no sul de França, Provença, um tipo de
poesia amorosa escrita por trovadores ou jograis, poemas cantados com
acompanhamento musical.
– Romance da Rosa
– O amor foi uma componente essencial da sociedade, e para muitos um ideal de vida.
CULTO DA MEMÓRIA AOS ANTEPASSADOS
● O culto da memóría aos antepassados é característica das famílias nobres.
– Gencalogias: são "rituais" realizados no salão do castelo que se relembra quem é filho de
quem, e que honras foram atribuídas à linhagem.
● O Nobilário do Conde [Link] é uma História Universal, pois começa nos filhos de Adão
passando pelos Reis de Tróia, de Roma, dos Godos, entre outros e chega às nobres
linhagens da reconquista penínsular. Esta obra foi fortemente influenciada pelo espírito de
cavalaria.
ROMARIAS E PEREGRINAÇÕES
● Na Idade Média, a prática religiosa era essencial e incluía orações, jejuns, confissão e
peregrinações.
● Igrejas e santuários atraíam fiéis em busca de milagres, cura ou penitência.
● As romarias, de curta duração, eram festividades populares que combinavam devoção e
lazer.
● Já as grandes peregrinações, mais longas e desafiadoras, reuniam pessoas de todas as
condições sociais em trajetos espirituais.
● Os três principais destinos de peregrinação da Cristandade ocidental eram Jerusalém,
Roma e Santiago de Compostela.
● Jerusalém, a mais redentora e perigosa, inspirou a Primeira Cruzada em 1095. Santiago
tornou-se o destino mais frequentado na Europa Ocidental, graças às crenças nas curas
milagrosas do apóstolo.
● Pelo caminho, multiplicaram-se mosteiros, hospitais e santuários que ofereciam abrigo,
comida e relíquias para alimentar a fé dos viajantes.
● Ao chegarem ao destino, os peregrinos recebiam bênçãos, assistiam à missa e passavam
tempo junto às relíquias sagradas.
● Após cumprir suas promessas e penitências, regressavam espiritualmente renovados e
gratos pela experiência.