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Desenvolvimento de Produtos e Agricultura

O desenvolvimento de produtos é crucial para agregar valor e determinar custos finais, abrangendo três fases: pré-desenvolvimento, desenvolvimento e pós-desenvolvimento. A modernização da agricultura, iniciada no Brasil na década de 1950, trouxe avanços tecnológicos e mecanização, mas também gerou problemas ambientais devido ao uso excessivo de insumos químicos. O acompanhamento pós-venda e a retroalimentação do mercado são essenciais para o sucesso contínuo do produto.

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O desenvolvimento de produtos é crucial para agregar valor e determinar custos finais, abrangendo três fases: pré-desenvolvimento, desenvolvimento e pós-desenvolvimento. A modernização da agricultura, iniciada no Brasil na década de 1950, trouxe avanços tecnológicos e mecanização, mas também gerou problemas ambientais devido ao uso excessivo de insumos químicos. O acompanhamento pós-venda e a retroalimentação do mercado são essenciais para o sucesso contínuo do produto.

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Além da vantagem na criação de produtos que atendam às necessidades do

mercado consumidor, o desenvolvimento de produto é considerado uma etapa de

agregação de valor ao produto e nela consegue-se estabelecer de 70 à 90% dos

custos finais, ao passo que se pode estimar também o desempenho, continuação e

descontinuação do produto no mercado (TAKAHASHI; TAKAHASHI, 2007).

2.3.1 Requisitos de Produto

Todo o projeto de produto vem atender uma série de requisitos e

necessidades do mercado consumidor, e no geral abrange 3 (três) macrofases: pré-

desenvolvimento, desenvolvimento e pós-desenvolvimento (ROZENFELD et al.,

2012).

A fase de pré-desenvolvimento tem como objetivo definir o que e quando será

desenvolvido, produzindo as informações necessárias para a realização de cada

projeto do ponto de vista tecnológico, comercial e financeiro. A fase de


desenvolvimento é constituída por profissionais das diversas áreas ou setores da

empresa, eles dentro das suas especialidades e em conjunto farão o levantamento

de das atividades, recursos, riscos e análises importantes para a concepção do

projeto, então são identificados todos os clientes dentro do ciclo de vida do produto.

Ainda na macro-fase desenvolvimento, são determinados os requisitos e as

especificações-metas do produto ou projeto, definidos como micro fase projeto

informacional. Esta fase só termina com a homologação e liberação do produto

para a produção. Já na fase pós-desenvolvimento, a mais longa por ser finalizada

apenas quando o produto é retirado do mercado, é dado ênfase ao tratamento pós-

venda e se inicia quando o produto começa a ser comercializado. Ela trata do

acompanhamento sistemático do produto e do mecanismo de retroalimentação do

mercado consumidor (ROZENFELD et al., 2012).


A micro fase projeto informacional pode ser dividido em quatro etapas: a)

identificação dos clientes, b) definição dos requisitos dos clientes, c) tradução dos

requisitos dos clientes em requisitos de produto, e d) obtenção das especificações-

meta, sendo esta última mensurável numericamente (NICKEL et al., 2010).

Em resumo, os requisitos refletem as expectativas e necessidades dos

clientes, de todos os interessados no projeto, ou, stakeholders. E, se estes requisitos

Este capítulo é dedicado à pesquisa bibliográfica em livros, artigos, revistas e

teses acadêmicas, abrangendo os principais assuntos relevantes ao

desenvolvimento do projeto, tais como: modernização da agricultura, indicadores da

qualidade do solo e, por fim, desenvolvimento de produtos.

2.1 MODERNIZAÇÃO DA AGRICULTURA E SUA IMPORTÂNCIA

Em geral, o processo de modernização da agricultura, pelo qual passaram

diversos países no início da década de 1970, foi motivado pela expansão econômica
e pelo grande avanço tecnológico ocorrido no período pós-guerra, em nações

desenvolvidas e subdesenvolvidas, a partir do emprego de novas tecnologias em

processos produtivos. No Brasil, o processo de modernização da agricultura teve

início na década de 1950, com as primeiras importações de meios de produção mais

desenvolvidos (HESPANHOL, 2008).

Contudo, foi a partir da década de 1960 que assistiu-se o processo se

intensificar, com a criação de um setor industrial voltado para a produção de

máquinas, equipamentos e insumos agrícolas, contribuindo para mecanização da

agricultura, mas principalmente com a utilização de adubos químicos, fertilizantes

artificiais e agrotóxicos para a prevenção de pragas e ervas daninhas, sobretudo

entre 1965 e 1975, o aumento no uso de sementes híbridas e selecionadas, para

obter uma produção com maior qualidade e sustentabilidade (BERTOLINI; PAULA


FILHO; MENDONÇA, 2020).

Já na década de 1980, todo esse processo de modernização da agricultura

reduziu o seu ritmo significativamente, em virtude, principalmente, da crise

econômica que atingiu o mundo e também o Brasil. No decorrer das décadas de

1990 e 2000, houve novamente o crescimento em investimentos no setor rural e a

criação de políticas de incentivo, principalmente, ao pequeno e médio produtor

(HESPANHOL, 2008).

Com a modernização dos processos e, consequentemente, o aumento

substancial na produção agrícola, cresceram também os problemas ambientais

relacionados ao uso de fertilizantes químicos e do manejo incorreto do solo, sendo

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