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Características e Funções dos Seres Vivos

O documento aborda as características e funções dos seres vivos, destacando a importância do estudo da Biologia para compreender a vida e suas interações. Ele é dividido em capítulos que incluem introdução, revisão de literatura, metodologia e conclusões, com foco em aspectos como composição química, organização celular e metabolismo. O trabalho visa identificar as semelhanças e diferenças entre seres vivos e não vivos, bem como as funções vitais que compartilham.
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Características e Funções dos Seres Vivos

O documento aborda as características e funções dos seres vivos, destacando a importância do estudo da Biologia para compreender a vida e suas interações. Ele é dividido em capítulos que incluem introdução, revisão de literatura, metodologia e conclusões, com foco em aspectos como composição química, organização celular e metabolismo. O trabalho visa identificar as semelhanças e diferenças entre seres vivos e não vivos, bem como as funções vitais que compartilham.
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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Instituto de Ensino à Distância


Centro de Recursos de Nampula

Características e Funções dos seres vivos

Nome: Atia António Viola


Código: 708241019

Curso: Ensino de Biologia


Disciplina: MIC II
Ano de Frequência: 2o Ano Turma -F

Nampula, Maio, 2025


Atia António Viola

Características e Funções dos seres vivos

O presente trabalho de carácter avaliativo a ser


apresentado na Universidade Católica de
Moçambique, é inerente a cadeira de MIC II pelo:

O turor: Vania Abel Massora

Nampula, Maio, 2025

1
FOLHA DE FEEDBACK

Classificação
Categorias Indicadores Padrões Pontuação Nota /
Máxima tutor Subtotal
 Capa 0.5
 Índice 0.5
Estrutura Aspectos  Introdução 0.5
organizacionais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5

 Bibliografia 0.5
Contextualização (indicação
clara do problema) 1.0
Introdução Descrição dos objectivos 1.0
Metodologia adequada ao 2.0
objecto do trabalho
Conteúdo Articulação e domínio do
Análise discurso académico (expressão 2.0
discussão escrita cuidada, coerência/coesão
textual).
Revisão bibliográfica nacional e
internacional revelantes na área 2.0
de estudo.
Exploração dos dados 2.0
Conclusão Contributos teóricos práticos 2.0
Aspectos Formatação Paginação, tipo e tamanho de 1.0
gerais letra, paragrafo, espaçamento
entre linhas
Normas APA
6a ed. e citações Rigor e coerência das citações/ 4.0
e bibliografia referências bibliográficas

2
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchido pelo tutor
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Índice
[Link]ÇÃO ....................................................................................................................... 6
1.1. Contextualização ................................................................................................................. 6
1.2. Tema de Estudo ................................................................................................................... 7
[Link] de Pesquisa ........................................................................................................... 7
1.4. Justificativa .......................................................................................................................... 7
1.5. Objectivos ............................................................................................................................ 8
1.4.1 Objectivo Geral..................................................................................................... ……8
1.4.2 Objectivos Específicos ................................................................................................. 8
1.6. Questões de investigação ..................................................................................................... 9
1.7. Hipóteses ............................................................................................................................. 9
2. REVISÃO DE LITERATURA ............................................................................................ 10
2.1. Conceito de seres vivos ..................................................................................................... 10
2.2. Características dos seres vivos .......................................................................................... 10
2.2.1. Composição química ...................................................................................................... 10
2.2.2. Organização celular ........................................................................................................ 11
2.2.3. Metabolismo ................................................................................................................... 12
2.2.4. Nutrição .......................................................................................................................... 12
2.2.5. Reprodução ..................................................................................................................... 13
2.2.6. Capacidade de responder a estímulos ............................................................................. 13
2.2.7. Capacidade de adaptação ao meio e Evolução ............................................................... 14
2.2.8. Variabilidade genética .................................................................................................... 14
2.2.9. Ciclo vital ....................................................................................................................... 14
[Link]ções vitais dos seres vivos ............................................................................................ 15
[Link]ão ........................................................................................................................... 15
2.3.2.A respiração ..................................................................................................................... 15
[Link]ção e Osmorregulação ............................................................................................ 16
2.3.4.A reprodução ................................................................................................................... 17
3. METODOLOGIA................................................................................................................. 18
3.1. Tipo de pesquisa ................................................................................................................ 18
3.1.1. Quanto a abordagem ....................................................................................................... 18
3.1.2. Quanto aos objectivos..................................................................................................... 18
3.2. Métodos de Pesquisa ......................................................................................................... 18

4
3.2.1. Quanto a abordagem ....................................................................................................... 18
3.2.2. Quanto aos procedimentos ............................................................................................. 18
3.3. Amostragem ...................................................................................................................... 18
3.4. População e amostra da pesquisa ...................................................................................... 19
3.4.1. População ....................................................................................................................... 19
3.4.2. Amostra .......................................................................................................................... 19
3.5. Técnicas e instrumentos de colecta de dados .................................................................... 19
Conclusão ................................................................................................................................. 20
Referências Bibliográficas ........................................................................................................ 21

5
[Link]ÇÃO
1.1. Contextualização
O ramo da Ciência que estuda todos os aspectos relacionados aos seres vivos é a Biologia (do
grego bios = vida + logos = estudo, ou seja, o estudo da vida). Engloba os estudos sobre a
vida desde o nível submolecular até o ecossistêmico, incluindo as análises populacionais e das
interações entre os indivíduos, de mesma espécie ou de espécies diferentes, e com o meio em
que vivem (Paiva, 2011).
Diante da extensa gama de conhecimento que deve ser objeto de estudo da Biologia, fez-se
necessária a criação de várias áreas acadêmicas, como: Zoologia, Botânica, Microbiologia,
Biologia Molecular, Genética, Fisiologia, Ecologia, Biotecnologia, entre outras

A necessidade de desenvolver conhecimentos relacionados à Biologia surgiu desde os


primórdios da civilização humana, com o objectivo de conhecer o mundo em seu redor e de
desenvolver técnicas que permitissem a sobrevivência. Os povos da antiguidade dominavam
técnicas de fertilização de plantas, os egípcios registraram em papiros seus conhecimentos
anatômicos do corpo humano e de alguns animais. Dentre os estudiosos da época, podemos
citar Aristóteles.

De acordo com Stiling (2008) o desenvolvimento da vida aconteceu ao longo de três estágios
importantes: a evolução química, onde biopolímeros constituídos de pequenas moléculas
presentes na atmosfera da Terra pré-biótica foram formados; a autoorganização desses novos
compostos em grupos e sua autorreplicação que conduziu à transição desses compostos a uma
entidade viva seguida por uma compartimentalização desse organismo; e por fim a evolução
biológica que ocasionou a formação dos organismos multicelulares.

Um dos primeiros a discutir a origem da vida sob uma óptica científica foi Charles Darwin,
um dos criadores da teoria da evolução. Os elementos C, H, O, N, P e S são os principais
constituintes da matéria viva, sendo assim considerados elementos químicos essenciais para
vida (Pinto, 2012).

6
1.2. Tema de Estudo
O presente trabalho tem como centro de sua abordagem o seguinte tema “Caracteristicas e
Funções dos seres vivos. O trabalho está divido em quatro capítulos, o primeiro capítulo é
constituído pela introdução, problemas, os objectivos, hipóteses justificativas, e delimitação
do tema e segundo capitulo: a revisão de literaturas, metodologia, e por último as conclusões,
e referencias bibliográficas.

[Link] de Pesquisa
Os seres vivos e seres não vivos são a composição, num geral, do que se conhece por
natureza. São eles que rodeiam um determinado meio, e, assim, são chamados de seres, sejam
eles um mamífero ou uma rocha.
Há uma imensa diferença a ser definida, no entanto, quando se separa esses dados “seres” de
um mesmo ecossistema em dois grandes grupos. Sendo decorrente das características
apresentadas, tais elementos poderão ser classificados como seres vivos e seres não vivos
É imprescindível destacar o ponto principal que descreve a diferença entre seres vivos e não
vivos: a vida. Diante disso temos como pergunta de partida para a presente: Que
características e funções vitais os seres vivos apresentam em comum?

1.4. Justificativa
A relevância do tema justifica se pelo facto todas as formas de vida compartilham algumas
características e processos semelhantes, embora seja relativamente comum encontrarmos
exceções para quase todas as regras.
É crucial estudar as características gerais dos seres vivos para compreendermos a vida em
todas as suas formas, a evolução das espécies, as interações entre organismos e o meio
ambiente, e para desenvolver soluções para problemas como doenças e mudanças climáticas.
Essas características nos permitem classificar e entender a diversidade da vida, desde a célula
até os ecossistemas.
É crucial discutir as funções vitais dos seres vivos para compreender a complexidade da vida
e como os organismos funcionam. Estudar as funções vitais, como relação, nutrição e
reprodução, permite-nos entender a interdependência entre os seres vivos e o seu ambiente,
bem como as estratégias de sobrevivência e adaptação.

7
1.5. Objectivos
1.5.1 Objectivo Geral
 Conhecer as características e funções vitais dos seres vivos

1.5.2 Objectivos Específicos


 Mencionar as as características e funções vitais dos seres vivos
 Descrever as características e funções vitais dos seres vivos

8
1.6. Questões de investigação
 Quais são as características e funções vitais dos seres vivos?
 Como as tais características e funções dos seres vivos se manifestam?

1.7. Hipóteses
H1: Os seres vivos apresentam características e funções comuns
H2: Os seres vivos apresentam características e funções diferenciadas

9
2. REVISÃO DE LITERATURA
2.1. Conceito de seres vivos
Os seres vivos são organismos que possuem um conjunto de elementos existentes em sua
composição, que não existem na matéria bruta, sem vida (Pinto, 2012). Para serem
considerados seres vivos estes organismos compartilham importantes características em
comum, que se desdobram em outras, de acordo com sua complexabilidade.

2.2. Características dos seres vivos


Apesar da grande quantidade de seres vivos existente, é possível elencar um conjunto de
características que diferem estes seres daqueles que não têm vida ou da matéria bruta:
composição química mais complexa, organização celular, respostas a estímulos do
ambiente, capacidade e necessidade de nutrição, presença de metabolismo, crescimento,
manutenção da homeostase, reprodução, capacidade de adaptação ao meio e evolução.

2.2.1. Composição química


Os seres vivos são formados basicamente por uma junção de elementos químicos, chamados
de bioelementos ou elementos biogênicos, que constituem a matéria viva. Os bioelementos
primários que são carbono (C), oxigênio (O), hidrogênio (H) e nitrogênio (N), mais fósforo
(P) e enxofre (S) constituem aproximadamente 98% da massa corporal de um ser vivo.
Esses elementos formam as substâncias orgânicas e inorgânicas (Townsend, Begon e
Harper, 2006). A matéria orgânica, que é proveniente dos seres vivos, é composta
principalmente pelos átomos de carbono (C), hidrogênio (H), oxigênio (O), nitrogênio (N),
fósforo (P) e enxofre (S), (Pinto, 2012) que se combinam em diferentes arranjos e
proporções para formar moléculas complexas como proteínas, lipídios, carboidratos e
ácidos nucléicos. São essas moléculas, associadas a alguns componentes inorgânicos, que
formam a base para constituição dos seres vivos.

 Substâncias inorgânicas: água e sais minerais.


 Substâncias orgânicas (possuem o carbono como elemento principal):
carboidratos, lipídios, proteínas, ácidos nucléicos e vitaminas. Aproximada da matéria
viva é de 75 a 85% de água; 1% de sais minerais; 1% de carboidratos; 2 a 3% de
lipídios; 10 a 15% de proteínas e 1% de ácidos nucléicos.

10
Figura 1: Proporção da constituição da composição química dos seres vivos (Adaptado pela
autora)

2.2.2. Organização celular


Sengundo Townsed et al (2006) todos os seres vivos são constituídos de células. As células
são as unidades estruturais e funcionais de todos os seres vivos. Existem, basicamente, dois
tipos de células, a procarionte e a eucarionte.

A célula procarionte apresenta uma organização mais simples, sendo composta de parede
celular (podendo ser envolta por uma cápsula), membrana plasmática e citoplasma, onde estão
dispersos todos os componentes que fazem parte do metabolismo celular, inclusive
ribossomos e o material genético, RNA e DNA. Bactérias e cianobactérias são os seres
procariontes formados por uma única célula, classificados como unicelulares (Piava, 2011).
A célula eucarionte apresenta uma organização bastante complexa, sendo dotada de
membrana plasmática (podendo ser envolta por parede celular), citoplasma, citoesqueleto,
ribossomos e uma série de organelas membranosas, como o núcleo, retículos
endoplasmáticos, complexo de Golgi, mitocôndria e cloroplasto. Existem seres eucariontes
unicelulares, como protozoários e alguns fungos (leveduras), porém, a maioria é pluricelular,
distribuindo-se nos reinos Protista, Fungi, Plantae e Animalia (Paiva, 2011).

Pesquisas mostram que os seres humanos possuem aproximadamente 100 trilhões de células;
um tamanho de célula típico é o de 10 µm (1 µm = 0,000001m); uma massa típica da célula é
1 nanograma (1ng = 0,000000001g). A maior célula conhecida é a gema do ovo de avestruz.

11
Figura 2: Representação das células procariótica e eucariótica (Paiva, 2011).

2.2.3. Metabolismo
Segundo Pinto (2012) metabolismo é o conjunto de todas as reações que ocorrem no
organismo, controlando os recursos materiais e energéticos, de forma a suprir as suas
necessidades estruturais e energéticas. As reações do metabolismo estão reunidas em duas
vias metabólicas, o catabolismo e o anabolismo.

Anabolismo: é a parte do metabolismo que conduz à síntese de moléculas complexas a


partir de moléculas mais simples. Ex: a síntese de proteínas a partir de aminoácidos.
Catabolismo: é a parte do metabolismo que degradação substâncias complexas em outras
mais simples. Ex: a quebra da molécula da glicose e sua transformação em energia

2.2.4. Nutrição
Os organismos vivos necessitam de energia para a realização de suas atividades, e essa
energia é conseguida pela nutrição (Townsed et al, 2008). De acordo com a nutrição, os seres
vivos são classificados em autotróficos e heterotróficos.
Seres Autotróficos: são capazes de utilizar material inorgânico para sintetizar material
orgânico. Ex: os vegetais.
Seres Heterotróficos: não são capazes de produzir seu próprio alimento, dependendo do
consumo de material orgânico previamente formado. Ex: os animais.

12
2.2.5. Reprodução
A reprodução é uma das características que diferem os seres inanimados dos seres vivos.
Ela consiste no processo em que um ou mais organismos produzem descendentes, passando
a eles uma cópia de todos ou de alguns de seus genes (Townsed et al, 2008). Assim, a
reprodução é imprescindível para a manutenção das espécies. Ela costuma ser dividida em
duas categorias: reprodução assexuada e reprodução sexuada.

Na reprodução assexuada, um único indivíduo dá origem a um ou mais descendentes. Por


tal motivo é que eles são geneticamente idênticos aos seus genitores, embora possam
ocorrer mutações e variações fenotípicas (Stilling, 2008). Conforme Pinto (2012) esse tipo
de reprodução geralmente se dá por brotamento, quando determinada região do corpo do
indivíduo cresce e depois se desprende, tornando-se um novo indivíduo; ou por fissão, caso
em que o corpo do animal se parte e cada um dos pedaços se regenera independentemente,
dando origem a novos indivíduos.

Quanto à reprodução sexuada, esta ocorre a partir da união de gametas. Geralmente,


metade das características dos descendentes é oriunda do gameta masculino, e outra metade,
do feminino. Ela tem como uma de suas vantagens a variabilidade genética, visto que os
gametas de um mesmo indivíduo apresentam-se distintos entre si. Nesse tipo reprodutivo, a
fecundação pode ser tanto externa quanto interna e, nesse primeiro caso, a quantidade de
gametas produzidos pela geração parental tende a ser bem maior (Stilling, 2008).

Existem organismos que podem reproduzir-se tanto assexuadamente quanto sexuadamente,


como plantas e certos cnidários (Pinto, 2012). Há também casos especiais de reprodução,
como a partenogênese, em que acontece o desenvolvimento de embriões a partir de óvulos
não fecundados.

2.2.6. Capacidade de responder a estímulos


De acordo com Paiva (2011) os seres vivos são capazes detectar e responder a estímulos do
meio ambiente, uma propriedade conhecida como reação ou irritabilidade.
Todos os seres vivos são capazes de reagir a estímulos ou modificações do ambiente, ou seja,
todos possuem irritabilidade (Paiva, 2011). Nos vegetais, as reações aos estímulos costumam
ser mais lentas do que nos animais, por exemplo, pelo crescimento do caule em direção à luz
ou pelo crescimento das raízes em direção ao solo. Esse fenômeno vegetal de irritabilidade é
chamado tropismo. Em algumas plantas, como a sensitiva ou dormideira, a reação pode ser
13
mais rápida: um simples contato externo provoca o fechamento das folhas em segundos. Esse
fechamento se deve à diminuição na pressão da água existente numa dilatação na base das
folhas. Mecanismos semelhantes ocorrem com plantas carnívoras, que capturam pequenos
animais (Townsed et al, 2008).

Todos os seres vivos têm irritabilidade, mas só os animais possuem sensibilidade.


Sensibilidade é a capacidade de reagir de diferentes formas aos estímulos ambientais (Paiva,
2011). As formas que os seres vivos têm de reagir ao ambiente são adaptativas, isto é, são
formas que contribuem para a sobrevivência ou a reprodução da espécie.

2.2.7. Capacidade de adaptação ao meio e Evolução


Todos os seres vivos estão sujeitos aos processos evolutivos, ou seja, sofrem modificações ao
longo do tempo. A evolução biológica faz parte da adaptação dos seres vivos. Um ser vivo
pode passar por um processo de modificação para ajudá-lo a sobreviver no ambiente e dar
continuidade à espécie. A evolução está relacionada com a diversidade dos seres vivos, em
um processo de desenvolvimento a partir de um ancestral comum ou de seleção natural
(Stilling, 2008).

2.2.8. Variabilidade genética


De acordo com Pinto (2012) todos os seres vivos apresentam material genético, o qual é
responsável por transmitir as características de um ser vivo para a próxima geração
(hereditariedade) e controlar as atividades que serão realizadas pela célula. O material
genético é formado por um ou dois tipos de ácidos nucleicos (DNA e RNA). O DNA e o
RNA têm funções diferentes. O DNA contém a informação genética de um ser vivo, produz o
RNA e faz o controle da atividade celular. Já o RNA faz a síntese das proteínas no organismo
e envia a informação genética para que a síntese das proteínas aconteça nas células.

2.2.9. Ciclo vital


Todos os seres vivos possuem um ciclo de vida ou ciclo vital. Ciclo vital é o conjunto de
transformações e processos pelos quais podem passar os seres vivos para garantirem a
continuidade de sua espécie. Cada espécie tem um ciclo vital diferente, dependendo da sua
organização comportamental e também do seu tipo de reprodução (Pinto, 2012).

14
Funções vitais dos seres vivos
As funções vitais dos seres vivos são aquelas imprescindíveis à manutenção da vida. A
assimilação de alimentos, as trocas gasosas com o meio externo, a circulação sanguínea, a
excreção, a osmorregulação, a reprodução e as interações ambientais com os fatores bióticos
e abióticos, são essenciais à vida.
As funções vitais são realizadas pela digestão, respiração, circulação, excreção e
Osmorregulação e reprodução (Tonswnsed et al, 2008). Estas funções são representadas e
classificadas nos parágrafos a seguirem.

2.3.1. Digestão
Os nutrientes são substâncias que estão disponíveis para os animais como parte integrante
dos alimentos. Sua assimilação pelo organismo é feita por difusão ou outra forma de
transporte através de membranas celulares (Tonwsed et al, 2008).
A alimentação por ingestão é característica geral dos animais. Essa forma de nutrição difere
da que é verificada nas plantas, nos fungos e nos procariontes, sendo encontrada apenas em
certos protistas heterótrofos (que se alimentam por endocitose).Deste modo, a digestão é o
conjunto de transformações físicas e químicas sofridas pelos alimentos para serem absorvidos
pelo organismo. Esse processo inicia-se na boca e termina no ânus.

2.3.2. A respiração
A respiração é fundamental para vida humana sendo responsável pelas trocas gasosas que
envolvem difusão dos gases através de alguma superfície fina, semipermeável, úmida ou
imersa em água. Em todos os animais, incluindo os terrestres, há necessidade de um meio
aquoso para que a difusão de gases ocorra (Paiva, 2011).
Os gases importantes para as trocas gasosas são: o gás carbônico e o oxigênio (gases
respiratórios). As principais estruturas especializadas para as trocas gasosas são: Brânquia:
presente em animais aquáticos, pulmão: típico dos animais de respiração aérea, ocorrendo
também nos peixes pulmonados, anfíbios adultos, nos répteis, nas aves e nos mamíferos,
traqueias: presente em insetos e miriápodes e pulmões foliáceos: presentes em aranhas e
escorpiões.

No caso dos mamíferos, os pulmões são formados por inúmeros alvéolos e a área de trocas
gasosas é grande, o que é importante, pois são animais endotérmicos (que conseguem manter
as temperaturas corpóreas altas e constantes).

15
No processo da circulação, o gás oxigênio deve ser transportado dos locais de trocas
gasosas com o meio externo até as células e o alimento digerido também deve ser
transportado dos locais de digestão até as células (Stilling, 2008).

Os resíduos do metabolismo celular devem ser levados das células até os locais onde serão
eliminados do corpo. O sistema que realiza essas funções é o circulatório. Nem todos os
animais apresentam sistema circulatório. É o caso de esponjas, cnidários e platelmintos, em
que as trocas gasosas são realizadas por difusão direta com o meio (Paiva, 2011).

Segundo Piava (2011) os sistemas circulatórios ocorrem na generalidade dos animais


celomados e pode ser de dois tipos: aberto e fechado.

 Sistema aberto: ocorre nos moluscos, exceto cefalópodes e nos artrópodes.


 Sistema fechado: ocorre nos cefalópodes, anelídeos e vertebrados.
Nos seres humanos a circulação é fechada, dupla e completa, apresentando um coração
formado por quatro cavidades: dois átrios e dois ventrículos.

2.3.3. Excreção e Osmorregulação


Excreção e Osmorregulação são as liberações de gás carbônico. Realizadas pelas superfícies
respiratórias é muito importante a relação da excreção dos produtos nitrogenados e a
osmorregulação (regulação da água e do balanço hídrico nos fluidos corpóreos) (Townsed et
al, 2008). Os animais necessitam de nitrogênio para a síntese de aminoácidos e ácidos
nucleicos e obtêm o nitrogênio pela ingestão de alimentos proteicos. Os aminoácidos
resultantes da digestão de proteínas são usados diretamente para a síntese de outras proteínas
do corpo ou podem ser desaminados e os resíduos empregados para formar outros compostos
(Paiva, 2011).
A amina resultante da desanimação é transformada em amônia, uma substância altamente
solúvel e tóxica. Para ser eliminada do corpo, a amônia é transformada em outros produtos
menos solúveis e menos tóxicos, como a ureia e o ácido úrico. A amônia é excretada em
ambientes aquáticos, por ser altamente tóxica, necessita de um volume considerável de água
para ser eliminada.

A ureia é menos tóxica, sendo eliminada por alguns animais aquáticos e muitos animais
terrestres. O ácido úrico é atóxico e insolúvel em água, sendo produzido por animais
adaptados à economia de água, como o homem. Pode-se observar que, além de sua
relação com a excreção, a osmorregulação também está associada às condições ambientais.
16
2.3.4. A reprodução
Conforme Pinto (2012) a reprodução é extremamente necessária para a perpetuação das
espécies. Em nível molecular, a reprodução está relacionada à capacidade ímpar do DNA de
se duplicar de forma semiconservativa, propiciando que as células resultantes tenham cópias
das moléculas originais de DNA.
Os seres vivos apresentam vários tipos de reprodução, que podem ser agrupados em duas
grandes categorias: reprodução sexuada e assexuada. Em populações que se reproduzem
sexuadamente, a variabilidade genética entre os indivíduos é maior, sendo uma condição
vantajosa e favorável.

17
3. METODOLOGIA
3.1. Tipo de pesquisa
3.1.1. Quanto a abordagem
O łpresente łestudo łportou łuma łdimensão łde łabordagem łquantitativa e qualitativa.

3.1.2. Quanto aos objectivos


Quanto łaos łobjectivos ła łpesquisa łé łdescritiva. łConforme łGil ł(2008) ła łpesquisa łdescritiva é
aquela łque łexpõe łas łcaracterísticas łde łdeterminada łpopulação łou łfenómeno, estabelece
correlações łentre łvariáveis łe łdefine łsua łnatureza.

3.2. Métodos de Pesquisa


3.2.1. Quanto a abordagem
O łmétodo łda łpresente łpesquisa łquanto łabordagem łé łindutivo, łvisto łque łpartiu łde algo
particular łpara łuma łquestão łmais łampla, łmais łgeral. łTal łcomo łrefere łGil ł(2008) ło método
indutivo łparte łdo łparticular łe łcoloca ła łgeneralização łcomo łum łproduto łposterior łdo trabalho
de łcolecta łde łdados łparticulares. Para łLakatos łe Marconi ł(2007), łindução łé łum łprocesso
mental łpor łintermédio łdo łqual, partindo łde łdados particulares, łsuficientemente łconstatados,
ł

infere-se łuma łverdade łgeral łou łuniversal, łnão contida łnas łpartes łexaminadas. łPortanto, ło
ł

objectivo łdos łargumentos łindutivos łé łlevar ła conclusões łcujo łconteúdo łé łmuito łmais łamplo
ł

do łque ło łdas łpremissas łnas łquais łse basearam.


ł

3.2.2. Quanto aos procedimentos


Quanto łaos łprocedimentos, łé łuma łpesquisa łde łcampo. łConforme łLakatos łe Marconi (2007),
a łpesquisa łde łcampo łé łaquela łutilizada łcom ło łobjectivo łde łconseguir informações e/ou
ł

conhecimentos łacerca łde łum łproblema, łpara ło łqual łse łprocura łuma resposta, łou łdeuma
ł

hipótese, łque łse łqueira łcomprovar, łou, łainda, łdescobrir łnovos fenómenos łou łas relações
ł

entre łeles.
ł

3.3. Amostragem
A łpresente łpesquisa łrecorreu łao łmétodo łde łamostragem łnão-probabilística łintencional łou
por łjulgamento łque, łde łacordo łcom łNascimento ł(2016), łenquadra-se łnos łdiversos łcasos em
que ło łpesquisador łdeliberadamente łescolhe łcertos łelementos łpara łpertencer łà łamostra, por
julgar łtais łelementos łrepresentativos łda łpopulação. łEsta łtécnica łserá łaplicada łao grupo alvo
da łpesquisa łpara łfornecerem łinformação łreferente łao tema.ł
18
3.4. População e amostra da pesquisa
3.4.1. População
“População łé ło łconjunto łde łseres łanimados łou łinanimados łque łapresentam łpelo łmenos łuma
característica łem łcomum” ł(Lakatos łe łMarconi, ł2007 łp. ł223). łNa łperspectiva łde łGil (2008,
p. ł89), ł“população łé łum łconjunto łdefinido łde łelementos łque łpossuem determinadas
características łcomuns”. łComummente łrefere-se łao łtotal łde łhabitantes łde determinado łlugar.
Para łDe łAndrade ł(2011, łp. ł86), łpopulação łé ł"todo ło łconjunto łde indivíduos łou łobjectos łque
possuam łao łmenos łuma łcaracterística łcomum observável”. Assim, ła łpopulação łdeste
estudo é łcomposta łpor seres vivos..

3.4.2. Amostra
A amostra sera composta por: ł
 10 plantas nativas da comunidade.
 10 animais domesticos da comunidade

3.5. Técnicas e instrumentos de colecta de dados


Para ła łrecolha łde łdados aaaplicar-se-á aas técnicas de observação, monitoramento e medições.
Para tal usaremos instrumentos tais como: sacos de coleta, tesouras, GPS, gaiolas, câmaras de
vídeo.

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Conclusão
Os seres vivos e a matéria bruta possuem propriedades diferentes. Os seres vivos são dotados
de um conjunto de características que não existem na matéria bruta: Composição química
mais complexa; Organização celular; Capacidade de nutrição; Reações a estímulos do
ambiente; Capacidade de manter seu meio interno em condições adequadas, independente dos
fatores externos, como calor e frio; Crescimento e reprodução; Capacidade de modificar-se ao
longo do tempo, através do processo de evolução

Nos seres vivos as funções vitais são realizadas pela digestão, respiração, circulação, excreção
e osmorregulação e reprodução.

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Referências Bibliográficas

ANDRADE ł(2011) łMetodologia łCientífica: łUm łManual łpara ła łRealização łde łPesquisas
em Administração. łCatalão: łUFG
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GIL, łA. łC. ł(2008). łMétodos łe łtécnicas łde łpesquisa łsocial. ł6ª łed. łSão łPaulo: łatlas

MARCONI, ŁM.A., Ł& ŁLAKATOS, ŁE.M. ł(2007). łMetodologia łCientífica. łSão łPaulo: łAtlas
ODUM, E. P.(2018). Biologia: Características gerais dos seres vivos. Rio de Janeiro: Editora
Guanabara.

PAIVA, W. P. (2011).Física: Sistemas Biológicos. v.8, n°2, p.85 – 96.

PINTO, R. (2012). Fundamentos em Ecologia. Porto Alegre: Artmed.

STILING P. D.(2008). Ecology, theories and applications. New Jersey: Prentice Hall.

TOWNSEND, C. R.; BEGON, M; HARPER, J.(20068Fundamentos em Ecologia. Porto


Alegre: Artmed.

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