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IVA em Moçambique: Características e Impactos

O documento analisa o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) em Moçambique, destacando suas características, objetivos e a legislação pertinente. Introduzido em 2019, o IVA é um imposto sobre o consumo que incide sobre bens e serviços, com alíquotas diferenciadas e isenções para produtos essenciais. A nova legislação, em vigor desde 2023, trouxe mudanças significativas, incluindo a redução da taxa de IVA de 17% para 16% e a inclusão de novos itens tributáveis.
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IVA em Moçambique: Características e Impactos

O documento analisa o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) em Moçambique, destacando suas características, objetivos e a legislação pertinente. Introduzido em 2019, o IVA é um imposto sobre o consumo que incide sobre bens e serviços, com alíquotas diferenciadas e isenções para produtos essenciais. A nova legislação, em vigor desde 2023, trouxe mudanças significativas, incluindo a redução da taxa de IVA de 17% para 16% e a inclusão de novos itens tributáveis.
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XXXXXXX

ii
Índice
OBJECTIVOS..................................................................................................................................3

Objectivo geral.................................................................................................................................3

Objectivos específicos......................................................................................................................3

Metodologia......................................................................................................................................3

Regimes de Tributação...................................................................................................................17

Regimes Específicos.......................................................................................................................17

Incidência.......................................................................................................................................18

Isenções..........................................................................................................................................18

Classificação das isenções..............................................................................................................18

Isenções simples (sem direito à dedução)......................................................................................19

Características do IVA em Moçambique.......................................................................................19

Pagamento do imposto...................................................................................................................20

Meios de pagamento.......................................................................................................................20

Autoliquidação efectuada por valor inferior ao devido..................................................................21

Atraso na liquidação ou no pagamento..........................................................................................21

Apuramento do imposto devido.....................................................................................................21

Âmbito de aplicação.......................................................................................................................22

Conclusão.......................................................................................................................................23

Bibliografia.....................................................................................................................................24

iii
INTRODUÇÃO

O presente trabalho versa sobre o Imposto sobre o Valor Acrescentado, mais conhecido como
IVA, sendo um importante imposto aplicado em diversos países ao redor do mundo, incluindo
Moçambique. Entretanto, o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) é um imposto indirecto
aplicado sobre o valor acrescentado a bens e serviços ao longo das diferentes fases de produção e
distribuição. Em resumo, o IVA é um imposto sobre o consumo, onde o valor é adicionado em
cada etapa do processo de produção e distribuição, e repassado para o consumidor final.

Outrossim, o IVA em Moçambique possui algumas características importantes a serem


consideradas:

 Alíquotas diferenciadas: O IVA pode ter alíquotas diferenciadas para diferentes


categorias de bens e serviços;
 Isenções: Existem algumas actividades e produtos que estão isentos do IVA;
 Registo para efeitos de IVA: Empresas que atingem um certo nível de facturação devem
registar-se para efeito de IVA;
 Deveres formais: As empresas estão sujeitas a cumprir com determinados deveres
formais estabelecidos na legislação do IVA.
Assim, o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) é um caso de sucesso a nível mundial,
depressa se tendo tornado um imposto em moda, contagiando os distintos sistemas fiscais.
Embora revestindo modelos diversos, o certo é que actualmente quase duzentos países a nível
mundial basearam o seu sistema de tributação das transacções neste imposto.

Ora, o IVA é importante para arrecadação de receitas publicas. Nesta contexto, Fazendo um
estudo comparativo, Países como o Vietname, a Zâmbia, o Vanuatu, o Uganda, o Uruguai, a
Tunísia, a Tailândia, a Tanzânia, o Senegal, a Rússia, a Palestina, o Panamá, as Filipinas, o
Paraguai, o Nepal, a Nicarágua, a Nigéria inspiraram o seu sistema de tributação das transacções
no modelo IVA. Nos países de expressão portuguesa, podemos encontrar este tributo em
Moçambique e em Cabo Verde, estando a respectiva introdução a ser equacionada em Angola e
no Brasil.

2
[Link]

Objectivo geral

 Analisar o impacto sobre o imposto sobre valor acrescentado em Moçambique.

Objectivos específicos

 Caracterizar o iva em Moçambique;


 Descrever o Guias do mês de Junho de 2014;
 Mostrar o atraso na liquidação ou no pagamento;
 Especificar Apuramento do imposto devido.

Metodologia

Para elaboração deste trabalho foi feito uma revisão bibliográfica. Onde foi usado o método
indutivo, que é um método responsável pela generalização, isto é, partimos de algo particular
para uma questão mais ampla, mais geral.

Para Lakatos e Marconi (2007:86), Indução é um processo mental por intermédio do qual,
partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se uma verdade geral ou
universal, não contida nas partes examinadas. Portanto, o objectivo dos argumentos indutivos é
levar a conclusões cujo conteúdo é muito mais amplo do que o das premissas nas quais me
baseio.

3
Fundamentação legal

Em Moçambique, o IVA foi introduzido em 2019 para substituir o Imposto sobre o Consumo
(ISC). Este imposto é aplicado a uma ampla gama de bens e serviços, com algumas isenções e
alíquotas diferenciadas para certos produtos e sectores específicos da economia.

É importante ressaltar que a implementação e o funcionamento do IVA em Moçambique seguem


a legislação específica do país, com regras e padrões próprios

Portanto, o IVA em Moçambique é um tema de grande relevância para as empresas e


consumidores, impactando directamente a dinâmica do mercado e as relações comerciais. É
essencial compreender as suas regras e implicações para operar de forma eficiente e em
conformidade com a legislação vigente.

Descrição do quadro legal que regulamenta o IVA

O quadro legal que regulamenta o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) em Moçambique
foi actualizado recentemente. A nova legislação, a Lei nº 22/2022, entrou em vigor em 1 de
Janeiro de 2023. Esta lei substitui a anterior Lei nº 16/2020 e introduz várias mudanças
importantes, incluindo a redução da taxa de IVA de 17% para 16%1.

Entre as principais alterações, destacam-se:

Isenções de IVA: Certos produtos e serviços estão isentos do pagamento de IVA, como a
transmissão e comercialização de alimentos básicos (milho, arroz, pão, etc.), serviços de locação
de imóveis para habitação, operações bancárias e financeiras, e seguros.

Inclusão de novos itens: A transmissão de viaturas pick-up de cabine dupla agora está sujeita ao
pagamento de IVA.

Simplificação de procedimentos: O regulamento do Código do IVA estabelece formas e


procedimentos de tributação, visando simplificar a cobrança do imposto

4
Quanto a referencia do Condigo de IVA e suas fontes jurídicas e principais leis e regulamentos
associados, temos a esclarecer o seguinte, o Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado
(IVA) em Moçambique é regulamentado por várias leis e decretos que estabelecem as directrizes
para a aplicação e cobrança deste imposto. Aqui estão algumas das principais fontes jurídicas e
regulamentos associados ao IVA em Moçambique:

Lei do IVA: A Lei n.º 32/2007, de 31 de Dezembro, é a principal legislação que regula o IVA em
Moçambique. Esta lei estabelece as bases para a aplicação do imposto, incluindo as taxas
aplicáveis, as isenções e os procedimentos de declaração e pagamento.

Regulamento do IVA: O Decreto n.º 7/2008, de 16 de Abril, aprova o Regulamento do IVA, que
detalha os procedimentos administrativos e operacionais para a implementação da Lei do IVA.

Código Tributário: O Código Tributário de Moçambique também contém disposições relevantes


para a aplicação do IVA, incluindo normas gerais sobre a administração tributária e os direitos e
deveres dos contribuintes.

Instruções da Autoridade Tributária: A Autoridade Tributária de Moçambique emite


regularmente instruções e circulares que fornecem orientações adicionais sobre a aplicação
prática do IVA.

Essas fontes jurídicas são essenciais para garantir a correta aplicação e administração do IVA em
Moçambique, promovendo a transparência e a eficiência no sistema tributário do país.

Objectivos do IVA

Objectivos fiscais: arrecadação de receitas para o estado

Os objectivos fiscais referem-se às metas que o governo estabelece para gerenciar suas finanças
públicas, equilibrando receitas e despesas. Aqui estão alguns dos principais objetivos fiscais:

Equilíbrio Orçamentário: Garantir que as despesas do governo não excedam suas receitas,
evitando déficits orçamentários excessivos1.

Redução da Dívida Pública: Controlar e reduzir a dívida pública para manter a estabilidade
económica a longo prazo.
5
Crescimento Económico: Promover o crescimento económico através de investimentos em infra-
estrutura, educação e saúde.

Pleno Emprego: Criar condições para o pleno emprego, incentivando a criação de empregos e
reduzindo o desemprego.

Estabilidade de Preços: Manter a inflação sob controlo para garantir a estabilidade dos preços e o
poder de compra da população.

Esses objectivos são alcançados através de políticas fiscais, que podem ser expansionistas
(aumentando os gastos públicos) ou contorcionistas (reduzindo os gastos públicos) dependendo
da situação económica do país.

Objectivos económicos: impacto na economia e nas empresas

Os objectivos económicos são metas que os governos e as organizações estabelecem para


orientar o desenvolvimento económico e social. Estes objectivos podem ter um impacto
significativo tanto na economia em geral quanto nas empresas. Aqui estão alguns dos principais
objectivos económicos e seus impactos:

Principais Objectivos Económicos

Crescimento Económico: Visa aumentar a produção de bens e serviços ao longo do tempo. Um


crescimento económico sustentável pode levar a um aumento do emprego e dos rendimentos,
melhorando o padrão de vida da população.

Estabilidade dos Preços: Manter a inflação sob controlo é crucial para evitar a perda de poder de
compra. A estabilidade dos preços ajuda as empresas a planear melhor os seus investimentos e
operações.

Pleno Emprego: O objectivo é garantir que todos os que desejam trabalhar possam encontrar
emprego. O pleno emprego reduz a pobreza e aumenta a capacidade de consumo da população,
beneficiando as empresas através de uma maior procura por bens e serviços.

6
Equidade Económica: Visa reduzir as desigualdades de rendimento e riqueza. Políticas que
promovem a equidade económica podem incluir impostos progressivos e programas de
assistência social.

Eficiência Económica: Refere-se à utilização optimizada dos recursos disponíveis para


maximizar a produção e o bem-estar. A eficiência económica pode aumentar a competitividade
das empresas e melhorar a qualidade dos produtos e serviços.

Impacto nas Empresas

Comportamento do Consumidor: Mudanças nos objectivos económicos, como políticas de


estímulo ao consumo, podem alterar os hábitos de compra dos consumidores, afectando a
procura por produtos e serviços.

Condições de Mercado: Objectivos como a estabilidade dos preços e o crescimento económico


influenciam as condições de mercado, incluindo a oferta e a procura, os preços e a concorrência.
As empresas precisam adaptar-se a estas mudanças para permanecerem competitivas.

Custos de Produção: Políticas que visam o pleno emprego e a equidade económica podem levar a
aumentos nos salários e nos custos de produção. As empresas devem encontrar formas de gerir
estes custos sem comprometer a sua rentabilidade.

Investimentos e Expansão: Objectivos económicos que promovem a estabilidade e o crescimento


podem criar um ambiente favorável para investimentos e expansão empresarial. Empresas que
monitorizam indicadores económicos podem tomar decisões mais informadas sobre quando e
onde investir.

Manter-se actualizado sobre as tendências económicas e os objectivos governamentais é crucial


para que as empresas possam adaptar suas estratégias e operações de forma eficaz.

Objectivos sociais :como o IVA pode ser usado para promover equidade social.

O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) pode ser uma ferramenta poderosa para promover
a equidade social de várias maneiras:

7
Isenções e Reduções: Produtos e serviços essenciais, como alimentos básicos, medicamentos e
educação, podem ser isentos de IVA ou sujeitos a uma taxa reduzida. Isso ajuda a aliviar a carga
fiscal sobre as famílias de baixa renda, tornando esses itens mais acessíveis.

Progressividade: Embora o IVA seja geralmente considerado um imposto regressivo (afecta mais
os pobres do que os ricos), ele pode ser ajustado para ser mais progressivo. Por exemplo, itens de
luxo podem ser taxados a uma taxa mais alta, enquanto itens essenciais têm uma taxa mais baixa.

Redistribuição de Receita: A receita gerada pelo IVA pode ser usada para financiar programas
sociais, como saúde, educação e habitação. Isso pode ajudar a reduzir as desigualdades sociais e
promover uma distribuição mais justa da riqueza.

Incentivos Fiscais: O governo pode oferecer incentivos fiscais para empresas que investem em
áreas desfavorecidas ou que empregam pessoas de grupos marginalizados. Isso pode ajudar a
criar empregos e oportunidades em comunidades carentes.

Essas medidas podem ajudar a transformar o IVA em uma ferramenta eficaz para promover a
justiça social e reduzir as desigualdades.

Incidência do IVA

Em Moçambique, o sujeito passivo do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) é a pessoa ou


entidade responsável pelo pagamento do imposto. De acordo com a legislação tributária, o
sujeito passivo pode ser:

Contribuinte: Aquele que realiza o fato gerador do imposto, como a venda de bens ou a prestação
de serviços.

Responsável: Um terceiro designado por lei para recolher o imposto, mesmo que não tenha
realizado o fato gerador directamente.

Por exemplo, em uma transacção comercial, o vendedor (contribuinte) é geralmente o sujeito


passivo, pois é ele quem deve recolher o IVA sobre as vendas realizadas. No entanto, a lei pode
designar um terceiro como responsável pelo pagamento do imposto em determinadas situações.

8
Incidência objectiva

Em Moçambique, a incidência objectiva do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) abrange:

Transmissões de bens e prestações de serviços: Realizadas no território nacional, a título


oneroso, por um sujeito passivo agindo nessa qualidade. Vide do art. 2 da Lei 23/2007 de 31 de
Dezembro.

Importações de bens: Qualquer bem importado para o território nacional está sujeito ao IVA.

O território nacional inclui toda a superfície terrestre, a zona marítima e o espaço aéreo
delimitados pelas fronteiras nacionais

Incidência territorial

A incidência territorial no sistema fiscal de Moçambique refere-se às áreas geográficas


específicas onde os impostos são aplicáveis e recolhidos. Moçambique está dividido em várias
circunscrições territoriais para fins de administração fiscal, cada uma com uma Direcção de Área
Fiscal responsável pela cobrança de impostos e cadastro dos contribuintes.

Essas áreas fiscais garantem que a administração tributária seja eficiente e que os impostos sejam
recolhidos de acordo com as leis e regulamentos vigentes. A estrutura fiscal inclui impostos
sobre rendimentos, propriedade, consumo, entre outros, e é regida por princípios constitucionais
e legais que asseguram a equidade e a justiça na tributação. Vide do n o 2 do art. 1 da Lei 23/2007
de 31 de Dezembro.

Casos de isenção e regimes especiais de tributação

Em Moçambique, existem vários casos de isenção e regimes especiais de tributação que podem
beneficiar diferentes sectores e actividades. Aqui estão alguns exemplos:

Isenções Fiscais:

Medicamentos e Equipamentos Médicos: Importação de medicamentos e equipamentos médicos


essenciais pode ser isenta de impostos.

9
Produtos Agrícolas: Certos produtos agrícolas podem ser isentos de impostos para incentivar a
produção local.

Regimes Especiais de Tributação:

Regime Simplificado para Pequenas Empresas: Pequenas e microempresas podem optar por um
regime simplificado de tributação, que reduz a carga tributária e simplifica o processo de
pagamento de impostos.

Zonas Francas: Empresas localizadas em zonas francas podem beneficiar de isenções fiscais e
outros incentivos para promover o desenvolvimento económico nessas áreas.

Incentivos para Investimentos Estrangeiros:

Código de Investimentos: Oferece incentivos fiscais para investidores estrangeiros, incluindo


isenções de impostos sobre importação de equipamentos e materiais necessários para o projecto.

Esses regimes e isenções são projectados para estimular o crescimento económico, atrair
investimentos e apoiar sectores estratégicos no país.

Em Moçambique, o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) incide sobre:

Transmissões de bens e prestações de serviços realizadas no território nacional, a título oneroso,


por um sujeito passivo agindo nessa qualidade.

Importações de bens.

A taxa do IVA em Moçambique é de 16%1.

Apuramento do IVA

Cálculo do IVA devido: base de calculo, alíquotas e créditos fiscais

A base de cálculo do IVA em Moçambique é o valor total da transacção, incluindo o valor do


produto ou serviço e quaisquer outros encargos incidentes sobre a operação. Para calcular o IVA,
utilize a fórmula:

Valor do IVA = Valor Total x Taxa de IVA


10
Diferentes taxas aplicáveis: normal , reduzida e excepções

Taxa de IVA

Actualmente, a taxa padrão do IVA em Moçambique é de 16%, no entanto, existem algumas


transacções que podem estar sujeitas a uma taxa reduzida de 10%. É importante verificar a
classificação de cada produto ou serviço para determinar a taxa correta a ser aplicada

Em Moçambique, as obrigações acessórias fiscais são essenciais para garantir que as empresas
estejam em conformidade com a legislação tributária. Aqui estão alguns dos principais
mecanismos de apuramento e pagamento, bem como a periodicidade e os prazos:

Prazos e Penalidades

Cumprir esses prazos é crucial para evitar multas e outras penalidades. As empresas devem
manter registros detalhados e actualizados de todas as suas transacções e declarações fiscais para
facilitar a fiscalização e garantir a conformidade com a legislação.

Obrigações declarativas e pagamentos

Em Moçambique, as obrigações declarativas e os pagamentos de impostos são realizados


principalmente através do Portal do Contribuinte. Este portal foi implementado pela Autoridade
Tributária de Moçambique como parte da modernização e automação dos serviços fiscais.

Aqui estão algumas das principais obrigações declarativas e pagamentos:

Declaração Periódica do IVA (Modelo A): Submissão mensal ou trimestral, dependendo do


regime do contribuinte.

Guia de Pagamento para IRPS (Modelo 19): Relacionada ao Imposto sobre o Rendimento das
Pessoas Singulares.

Guia de Pagamento para IRPC (Modelo 39): Relacionada ao Imposto sobre o Rendimento das
Pessoas Colectivas.

Desde maio de 2022, o Portal do Contribuinte é o único meio para a submissão dessas
declarações e pagamentos
11
Obrigações dos sujeito passivos em termos de declaração e pagamento do IVA

Em Moçambique, os sujeitos passivos do IVA (Imposto sobre o Valor Acrescentado) têm várias
obrigações importantes a cumprir:

Declaração do IVA:

Os sujeitos passivos devem apresentar uma declaração periódica do IVA, geralmente mensal ou
trimestral, dependendo do volume de negócios. Esta declaração deve incluir todas as operações
sujeitas a IVA realizadas no período de referência1.

Pagamento do IVA:

O IVA devido deve ser pago dentro do prazo estabelecido pela legislação. Normalmente, o
pagamento é feito até ao último dia do mês seguinte ao período de referência1.

Emissão de Facturas:

É obrigatório emitir facturas para todas as transacções comerciais. As facturas devem conter
informações específicas, como o número de identificação fiscal do vendedor e do comprador, a
descrição dos bens ou serviços, e o valor do IVA cobrado.

Registo e Contabilidade:

Os sujeitos passivos devem manter registos contábeis precisos e actualizados de todas as


transacções sujeitas a IVA. Estes registos devem estar disponíveis para inspecção pelas
autoridades fiscais.

Retenção e Arquivo de Documentos:

É necessário conservar todas as facturas, recibos e outros documentos relacionados com o IVA
por um período mínimo de cinco anos.

Cumprir estas obrigações é crucial para evitar penalidades e garantir a conformidade com a
legislação fiscal de Moçambique.

Prazos para apresentação de declarações e liquidação do imposto

12
Em Moçambique, os prazos para a apresentação de declarações e liquidação do imposto variam
conforme o tipo de imposto. Aqui estão alguns dos principais prazos:

Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA):

Declaração Mensal: Deve ser apresentada até o último dia do mês seguinte ao mês de referência.

Pagamento: O pagamento deve ser efectuado até o último dia do mês seguinte ao mês de
referência.

Esses prazos são importantes para evitar multas e juros por atraso. Se precisar de mais detalhes
ou tiver dúvidas específicas, posso ajudar a encontrar informações adicionais!

Regime de auto liquidação e liquidação por terceiros

Em Moçambique, o regime de autoliquidação e liquidação por terceiros está relacionado


principalmente com o Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA). Aqui estão alguns pontos
importantes:

Auto-liquidação: Este regime é aplicado em situações específicas, como nos serviços de


construção civil. A auto-liquidação significa que o destinatário dos serviços é responsável por
calcular e pagar o IVA devido, em vez do prestador de serviços1.

Liquidação por terceiros: Este regime ocorre quando uma entidade diferente do contribuinte
original é responsável pelo cálculo e pagamento do imposto. Isso pode ser necessário em casos
onde a legislação específica determina que um terceiro deve assumir essa responsabilidade.
Esses regimes são parte das medidas para simplificar e garantir a eficiência na arrecadação de
impostos, evitando a evasão fiscal e assegurando que o IVA seja correctamente recolhido e pago
ao Estado.

Controle e fiscalização

Em Moçambique, o cumprimento das obrigações fiscais relacionadas com o IVA (Imposto sobre
o Valor Acrescentado) é monitorado por vários mecanismos de controlo implementados pela
Autoridade Tributária de Moçambique (AT). Aqui estão alguns dos principais mecanismos:

13
Declaração Periódica de IVA: As empresas devem submeter declarações periódicas de IVA,
geralmente de forma mensal ou trimestral, dependendo do regime em que se encontram. Estas
declarações são enviadas electronicamente através do portal da AT1.

Facturas e Recibos: A emissão de facturas e recibos é obrigatória para todas as transacções


comerciais. Estas facturas devem conter informações detalhadas sobre a transacção, incluindo o
valor do IVA cobrado.

Auditorias e Inspecções: A AT realiza auditorias e inspecções regulares para garantir que as


empresas estão a cumprir com as suas obrigações fiscais. Estas inspecções podem ser aleatórias
ou baseadas em suspeitas de irregularidades.

Cruzamento de Dados: A AT utiliza sistemas de cruzamento de dados para verificar a


consistência das informações fornecidas pelas empresas. Isto ajuda a identificar discrepâncias e
possíveis tentativas de evasão fiscal.

Penalidades e Multas: O não cumprimento das obrigações fiscais pode resultar em penalidades e
multas significativas. Estas sanções são aplicadas para incentivar o cumprimento e punir a
evasão fiscal.

Esses mecanismos são essenciais para garantir a arrecadação adequada de receitas fiscais e para
combater a fraude e a evasão fiscal no país.

Penalidades e sanções por incumprimento

Em Moçambique, as penalidades e sanções por incumprimento de contractos administrativos


podem variar dependendo da gravidade da infracção. Aqui estão algumas das principais sanções
que podem ser aplicadas:

Advertência: Uma notificação formal sobre a infracção cometida.

Multa: Pode variar de 0,1% a 10% do valor do contrato, dependendo da gravidade da infração1.

Impedimento de licitar e contratar: Proibição de participar de licitações ou contratar com a


administração pública por um período que pode variar de um a cinco anos2.

14
Declaração de inidoneidade: Proibição de licitar ou contratar com a administração pública por
um período mínimo de três anos e máximo de seis anos2.

Essas sanções têm como objectivo garantir o cumprimento das obrigações contratuais e coibir
práticas ilícitas ou inidóneas.

Acção das autoridades fiscais e impacto da invasão fiscal

A evasão fiscal é um problema significativo em Moçambique, afectando negativamente a


arrecadação de receitas e a economia do país. As autoridades fiscais têm implementado várias
medidas para combater este problema, incluindo:

Fiscalização e Auditorias: A Autoridade Tributária de Moçambique (AT) intensificou as


auditorias fiscais para identificar e punir práticas de evasão. Campanhas de Sensibilização:
Realização de campanhas para educar os contribuintes sobre a importância do cumprimento das
obrigações fiscais.

Tecnologia e Inovação: Implementação de sistemas tecnológicos para melhorar a eficiência na


colecta de impostos e monitoramento das transacções financeiras. O impacto da evasão fiscal é
vasto, incluindo:

Perda de Receita: Redução significativa na arrecadação de impostos, afectando o orçamento do


governo e a capacidade de financiar serviços públicos essenciais.

Desigualdade Social: A evasão fiscal pode aumentar a desigualdade, pois os recursos que
poderiam ser usados para programas sociais são desviados.

Ambiente de Negócios: Cria um ambiente de negócios injusto, onde empresas que cumprem suas
obrigações fiscais competem deslealmente com aquelas que evadem impostos. Essas acções são
cruciais para melhorar a arrecadação fiscal e promover um ambiente económico mais justo e
sustentável em Moçambique.

Impactos do IVA na economia

15
O IVA (Imposto sobre Valor Agregado) é um tipo de imposto que incide sobre o valor agregado
em cada etapa da produção e comercialização de bens e serviços. A implementação do IVA pode
ter vários impactos na economia:

Simplificação Tributária: O IVA unifica diversos impostos, simplificando o sistema tributário e


facilitando a fiscalização e arrecadação.

Redução da Evasão Fiscal: Com um sistema mais transparente e simplificado, a evasão fiscal
tende a diminuir, aumentando a eficiência na arrecadação.

Eliminação da Comutatividade: O IVA evita o efeito cascata, onde impostos são cobrados sobre
impostos, reduzindo o custo final dos produtos e serviços.

Competitividade: A redução de custos e a simplificação tributária podem tornar as empresas


mais competitivas, tanto no mercado interno quanto no externo.

Equidade Fiscal: O IVA é considerado um imposto mais justo, pois é cobrado com base no
consumo, o que significa que quem consome mais, paga mais.

Esses impactos podem variar dependendo de como o IVA é implementado e das especificidades
de cada economia.

‟O Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) foi introduzido no sistema fiscal moçambicano
pelo Decreto-Lei n.º 394-B/84, de 26 de Dezembro, constituindo uma importante reforma do
sistema da tributação indirecta e uma substancial alteração ao modelo da tributação geral do
consumo.

Este imposto incide sobre o valor acrescentado e visa tributar todo o consumo de bens e serviços.
De acordo com o art.º 1.º do CIVA estão sujeitas ao IVA “as transmissões de bens e as
prestações de serviços efectuadas em território nacional, a título oneroso, por um sujeito passivo
agindo como tal, as importações e as operações intracomunitárias efectuadas no território
nacional, tal como são definidas e reguladas no RITI”.

O IVA abrange todas as fases do circuito económico, da produção ao retalho, sendo a base
tributável limitada ao valor acrescentado em cada fase e a dívida tributária de cada operador,

16
calculada pelo método do crédito de imposto. Assim, em determinado período, ao imposto
determinado pela aplicação da taxa ao valor global das transacções da empresa, deduz-se o
imposto suportado pela empresa nas compras desse período, declarado nas respectivas facturas
de aquisição.

Podemos, assim caracterizar o IVA como sendo um imposto indirecto de matriz comunitária,
plurifásico, que atinge tendencialmente todo o acto de consumo através do método do crédito do
imposto.

É ainda caracterizado por ser um imposto não cumulativo, na medida em que os operadores
económicos liquidam o IVA a jusante, podendo deduzir o montante do respectivo imposto
suportado, sendo entregue ao Estado por cada operador, apenas a parte relativa ao “valor
acrescentado” em cada fase, como já referimos anteriormente. Podemos considerar que o IVA é
um imposto proporcional, porque o imposto a pagar varia proporcionalmente, consoante a base
tributável, por aplicação de uma taxa única.

O conceito base do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) é de que se trata de um imposto
indirecto sobre a despesa. Este imposto recai sobre as transmissões de bens ou prestações de
serviços realizados no território nacional (incluindo as importações), em todas as fases do
circuito económico, desde a produção/importação ou aquisição até à venda pelo retalhista sem
efeitos cumulativos, como o próprio nome indica, através do seu mecanismo particular de
apuramento.

Regimes de Tributação

 Regime Normal
 Regimes Especiais:
 Regime de Isenção
 Regime de Tributação Simplificada

Regimes Específicos

Estes regimes aplicam-se a actividades que têm características particulares:

17
 Regime Aplicável às Agências de Viagem e Organizadores de Circuitos Turísticos;
 Regime Aplicável aos Bens em Segunda Mão;
 Regime Aplicável aos Organizadores de Vendas em Sistema de Leilão;
 Regime aplicável às Empreitadas e Subempreitadas de Obras Públicas.

Incidência

 Âmbito de aplicação
 As transmissões de bens e prestações de serviços efectuadas no território nacional a título
oneroso, por um sujeito passivo agindo como tal;
As importações de bens. Vide do no 1 do art. 1 da Lei 23/2007 de 31 de Dezembro.

Sujeito passivo em sede de IVA

São sujeitos passivos de imposto todas as pessoas singulares ou colectivas que:

 De modo independente e com carácter de habitualidade exerçam uma actividade


económica com ou sem fim lucrativo e sejam residentes;
 De modo independente, residentes ou não, realizem qualquer operação tributável em
 IRPC ou IRPS;
 Se enquadram nas alíneas anteriores e adquirem os seguintes serviços a prestadores não
residentes:

Isenções

Qualquer situação de isenção constitui uma excepção às regras de incidência, o que em sede de
IVA, se consubstancia na não liquidação e consequente não entrega de imposto por parte dos
sujeitos passivos. Vide do art. 25 e seguintes da Lei 23/2007 de 31 de Dezembro.

Classificação das isenções

As isenções podem ser classificadas por:

Tipo de operações:

 Operações Internas;
18
 Importações;
 Exportações.
1. Efeito das isenções:
 Isenções simples – significa que não se liquida o imposto nas operações activas (vendas)
e não se deduz o imposto nas aquisições;
Quanto ao objectivo:
 Isenções objectivas – independentemente do sujeito passivo, aplicam-se sobre
determinados produtos finais – nacionais ou importados;
 Isenções não objectivas – aplicam-se ao sujeito passivo, independentemente dos seus
produtos finais.

Isenções simples (sem direito à dedução)

Nesta secção, resumem-se as principais isenções simples, classificando-as por:

 Tipo de operações (operações internas, importações, exportações);


 Por área de actividade (sempre que possível e adequado);
 Por vigência, quando a isenção é temporária;
Quanto ao objectivo (Objectivas e Não Objectivas). Cifra do art. 12 e seguintes da Lei 23/2007
de 31 de Dezembro.

 Taxas
A taxa de imposto é única de 16%.

Características do IVA em Moçambique

Em suma, poderemos resumir as seguintes características do IVA em Moçambique:

 Similar ao IVA da UE (CIVA de Moçambique muito semelhante ao CIVA de


Portugal), mas adaptado à realidade moçambicana;
 Relativamente simples;
 Modelo IVA tipo consumo;
 Imposto geral sobre bens e serviços;
 Incide em todas as fases do circuito económico;
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 Limitação do universo de contribuintes do regime normal e criação de regimes
especiais para pequenas e médias empresas.

Pagamento do imposto

 O pagamento do imposto liquidado pelo contribuinte, ou por iniciativa dos serviços deve
observar o disposto nos artigos 23 e 24 do Código do IVA.
 O pagamento do Imposto sobre o Valor Acrescentado deve ser efectuado na Recebedoria
de Fazenda competente ou em instituições de crédito autorizadas para o efeito.
 Considera-se Recebedoria de Fazenda competente, a da Direcção de Área Fiscal onde o
sujeito passivo tiver a sua sede, estabelecimento principal ou na falta deste a do
domicílio.
 O pagamento do imposto devido na importação é liquidado e cobrado no acto do
desembaraço alfandegário, nos termos da legislação aduaneira aplicável.
 As pessoas singulares ou colectivas que não possuam, no território nacional, sede,
estabelecimento estável, domicílio ou representação, efectuam o pagamento do imposto,
nos termos dos artigos 26 do Código do IVA e 56 deste Regulamento.

Meios de pagamento

O pagamento do Imposto sobre o Valor Acrescentado pode ser efectuado através dos seguintes
meios de pagamento:

a) Moeda com curso legal no país;

b) Cheques emitidos à ordem do Recebedor de Fazenda ou do Tesoureiro da Alfândega no caso


do imposto devido na importação;

c) Vales de correio; e

d) Transferência bancária.

2. Cada meio de pagamento deve respeitar a uma única declaração.

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3. Devem ser recusados os meios de pagamento de quantitativo diferente ao imposto que se
destina a pagar.

4. São considerados nulos todos os pagamentos que não permitam a arrecadação da receita
relativa ao imposto.

Autoliquidação efectuada por valor inferior ao devido

Quando o valor da autoliquidação for inferior ao que resultar da liquidação efectuada pelos
serviços, face aos elementos inscritos na declaração, procede-se à rectificação da mesma,
liquidando-se, adicionalmente, a diferença e notificando-se, em conformidade o sujeito passivo,
nos termos do artigo 32 deste Regulamento.

Atraso na liquidação ou no pagamento

Sempre que, por facto imputável ao contribuinte, for retardada a liquidação ou a entrega de parte
ou totalidade do imposto devido, acresce ao montante do imposto o juro a que se refere o artigo
25 do Regulamento do Código do IRPC, sem prejuízo da multa cominada ao infractor. O juro é
contado dia a dia, a partir do dia imediato ao do termo do prazo em que o imposto deve ser
entregue nos cofres do Estado e até à data em que vier a ser suprida ou corrigida a falta.

2. A contagem referida no número anterior tem como limite a data da emissão da certidão de
relaxe, após a qual se contam juros de mora previstos no aritgo 4 do Diploma Legislativo n.º
57/72, de 8 de Junho, com a redacção introduzida pelo Decreto n.º 1/96, de 10 de Janeiro.

3. O disposto no n.º 1 deste artigo não se aplica aos sujeitos passivos do regime de tributação
simplificada, previstos nos artigos 42 e seguintes do Código do IVA , sem prejuízo da multa que
ao caso couber.

Apuramento do imposto devido

Para apuramento do imposto devido relativamente às operações abrangidas pela disciplina do


presente diploma, procede-se do seguinte modo:

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a) Ao montante das contraprestações, com IVA incluído, respeitante às operações tributáveis
registadas no período, deduz-se o montante, igualmente com inclusão do IVA, dos custos
registados no mesmo período relativos às transmissões de bens e prestações de serviços
efectuadas por terceiros para realização da viagem e que resultem em benefício directo do
cliente.

No caso de haver excesso negativo reportado do período anterior, deve o mesmo ser acrescido
aos custos deste período;

b)A diferença obtida nos termos da alínea anterior: (i) Se positiva, é dividida pela soma da
unidade e a taxa do IVA em vigor, arredondado o resultado por defeito ou por excesso para a
unidade mais próxima;

(ii) Se negativa é reportada para o exercício seguinte.

c) Ao valor positivo encontrado na alínea b) aplica-se a taxa do IVA em vigor;

d) Ao montante do imposto obtido nos termos da alínea anterior deduz-se o imposto suportado
em outros bens e serviços que, adquiridos ou importados pela agência de viagens ou pelo
organizador de circuitos turísticos no exercício da sua actividade comercial, não tenham sido
suportados para benefício directo do cliente.

Âmbito de aplicação

A disciplina da presente secção regulamenta as transmissões de bens em segunda mão efectuadas


por sujeitos passivos revendedores, de acordo com a alínea g) do n.º 3 do artigo 3 do Código do
IVA, quando não optem pela aplicação de regime geral do referido Código.

2. Para efeitos deste regime específico, são também considerados bens em segunda mão os
objectos da arte, de decoração e as antiguidades, tal como são definidos nas alíneas a) a f) do n.º
6 do artigo 3 do Código do IVA.

3. Esta disciplina é, porém, obrigatória nas transmissões dos mesmos bens, efectuadas por
organizadores de vendas em leilão que actuem em nome próprio mas por conta de um comitente,
no âmbito de um contrato de comissão de venda.
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Conclusão

Chegando aos trâmites finais do trabalho, conclui-se que, a nova Lei do Código do IVA altera
oito artigos da anterior Lei, nomeadamente, os artigos 9, 10, 12, 15, 17, 19, 20 e 21. Entretanto,
com a nova Lei, estão isentas do pagamento do IVA as operações de transmissão e/ou
comercialização de milho, farinha de milho, arroz, pão, sal iodado, leite em pó para lactente até
um ano, trigo, farinha de trigo, tomate fresco ou refrigerado, batata, cebola, carapau congelado,
petróleo de iluminação, gás doméstico, preservativos, bicicletas comuns e de ferro até quatro
velocidades e insecticidas. Ora, os serviços isentos do pagamento do IVA, constam as operações
de locação de imóveis para fins de habitação; as operações bancárias e financeiras, sujeitas ao
imposto de selo; e as operações de seguro e resseguro, bem com as prestações de serviços
conexas, efectuadas pelos correctores e outros mediadores de seguro, sujeitas a imposto de selo.
Também passam a ficar isentos de pagamento do IVA, no acto da sua importação, os bens cuja
transmissão, no território nacional, beneficie de isenção no pagamento deste imposto; os bens
que gozem de isenção no pagamento de direitos aduaneiros.

Em contrapartida, a transmissão de viaturas pick up de cabine dupla, vulgarmente conhecidas


como viaturas ligeiras de transporte de mercadoria, passa a ser sujeita ao pagamento do IVA,
medida contestada pela Associação de Importação e Distribuição Automóvel de Moçambique
(AIDAM), alegando que a mesma se encontra “desajustada” e que coloca em causa o sector e
penaliza a actividade económica.
A este propósito nota-se que se encontram abrangidos por regimes especiais de isenção ou de
tributação simplificada pequenos contribuintes e que uma grande parte dos produtos essenciais se
encontra isenta deste imposto. Ainda assim, consubstancia a principal receita fiscal do Estado. É
certo que há aspectos que, ainda assim, se nos afiguram demasiado complexos face à realidade

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moçambicana e que a experiência veio a demonstrar que implicam dificuldades práticas, pelo
que o sistema carece de algumas revisões.

Bibliografia

FERNANDES, Filipe João Saraiva (2012). A Decisão Fiscal Planificadora: uma abordagem à
sua dimensão teórica e prática. Dissertação de Mestrado. Braga: Universidade do Minho.

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Reforma Tributária em Moçambique: O Caso e-Tributação CB 58

GIL, António Carlos (2010). Como Elaborar Sistemas de Pesquisa. 5ª ed. São Paulo: Atlas.

GOMES, Edilmarina Rosário Bárbara Andrade Vieira da Silva (2015). O Crédito Tributário no
Processo de Insolvência Comercial. Dissertação de Mestrado. Lisboa: Instituto Universitário de
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Científica. São Paulo: editora Atlas S.A.

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7ª Ed. São Paulo: Atlas.

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edição. São Paulo: Atlas.

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Científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projecto e relatório, publicações e
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Petrópolis: Vozes.

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Confederação das Associações Económicas de Moçambique.

Legislação Consultada

1. Lei nº 15/2002, de 26 de Junho - Lei de Bases do Sistema Tributário;

2. Lei nº 2/2006, de 22 de Março - Lei Geral Tributária;

3. Lei nº 34/2007 de 31 de Dezembro - Aprova o Código do Imposto Sobre o Rendimento de

Pessoas Colectivas;

4. Lei nº 33/2007 de 31 de Dezembro - Aprova o Código do Imposto Sobre o Rendimento de

Pessoas Singulares;

5. Lei nº 32/2007 de 31 de Dezembro - Aprova o Código do Imposto Sobre o Valor


Acrescentado;

6. Lei nº 1/2008, de 16 de Janeiro, que define o regime financeiro, orçamental e patrimonial das

autarquias locais e o sistema tributário, revogando a Lei nº 11/97, de 31 de Maio;

7. Lei nº 4/2009 de 12 de Janeiro - Aprova o Código dos Benefícios Fiscais;

8. Lei nº 05/2009 de 10 de Setembro - Cria o ISPC- Imposto Simplificado para Pequenos

Contribuintes.

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9. Lei nº. 1/2006, de 22 de Março - Cria a Autoridade Tributária de Moçambique
Lei nº 19/2009, de 10 de Setembro - Altera os artigos 4, 6, 8, 11 e 16 da Lei nº 1/2006, de 22

de Março que cria a Autoridade Tributária de Moçambique.

Lei nº 22/2022, de 28 de Dezembro, que aprova o novo Código do Imposto sobre o Valor
Acrescentado (IVA).

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