Especificação de Cabos de Aço Revestidos
Especificação de Cabos de Aço Revestidos
NTC-83
ÍNDICE
1. OBJETIVO 1
2. NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES 2
3. TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES 4
4. CONDIÇÕES GERAIS 5
4.1 Generalidades 5
4.2 Emendas 5
4.3 Acabamento 5
4.4 Garantia 5
4.5 Acondicionamento 5
4.6 Identificação 7
4.7 Extensão do Fornecimento 7
4.8 Documentos Técnicos a Serem Apresentados Juntamente com a Proposta 7
4.9 Meio Ambiente 8
5. CARACTERÍSTICAS ESPECÍFICAS 9
5.1 Material 9
5.2 Fios Componentes 9
5.3 Designação dos Cabos e Fios de Aço Revestidos de Cobre 9
5.4 Encordoamento 9
5.5 Resistência Elétrica Máxima em Corrente Contínua 9
5.6 Massa Nominal 10
5.7 Resistência Mecânica Calculada (RMC) 10
6. INSPEÇÃO E ENSAIOS 11
6.1 Generalidades 11
6.2 Ensaios de Rotina/Recebimento 13
6.3 Ensaios de Tipo 13
6.4 Descrição dos Ensaios 14
6.5 Relatórios dos Ensaios 17
7. PLANOS DE AMOSTRAGEM 18
ANEXO A TABELAS 19
CARACTERÍSTICAS DOS CABOS DE FIOS DE AÇO REVESTIDOS
TABELA 1 19
DE COBRE A 20ºC
TABELA 2 CARGA MÍNIMA À RUPTURA 19
PROPRIEDADES MECÂNICAS DOS FIOS DE AÇO REVESTIDOS
TABELA 3 19
DE COBRE – LCA
TABELA 4 TOLERÂNCIA NOS DIÂMETROS DOS FIOS 20
ASTM B152/B152M Standard Specification for Copper Sheet, Strip, Plate, and
Rolled Bar.
Notas:
1) Poderão ser utilizadas normas de outras organizações normalizadoras
desde que sejam oficialmente reconhecidas pelos governos dos países de
origem, assegurem qualidade igual ou superior às mencionadas neste item,
não contrariem esta norma e sejam submetidas a uma avaliação prévia por
parte da CELG D.
2) Caso haja opção por outras normas, que não as anteriormente descritas,
essas devem figurar, obrigatoriamente, na documentação de licitação.
Neste caso, o proponente deverá citar em sua proposta a norma aplicada,
e submeter à CELG D cópias da alternativa proposta, indicando
claramente os pontos onde as normas propostas desviam das
correspondentes da ABNT.
3) O fornecedor deve disponibilizar, para o inspetor da CELG D, no local da
inspeção, todas as normas acima mencionadas, em suas últimas revisões.
4) Todos os materiais que não são especificamente citados nesta norma, mas
que são usuais ou necessários para a operação eficiente dos condutores,
ABNT NBR 8120 – Fios de aço revestido de cobre, nus, para fins elétricos
– Especificação.
ABNT NBR 8121 – Cabos de fios de aço revestidos de cobre, nus, para fins
elétricos – Especificação.
Para os efeitos deste documento aplicam-se os termos e definições das normas ABNT
NBR 5456 e ABNT NBR 5471, assim como os apresentados na sequência:
Cordoalha
Espula
Lance
Quantidade Efetiva
Relação entre o comprimento axial de uma volta completa da hélice, formada por um
fio individual do condutor encordoado, e o diâmetro externo da hélice.
Sentido de Encordoamento
Unidade de Expedição
Quantidade nominal
4.1 Generalidades
O fornecimento deve atender às prescrições desta norma e, nos pontos em que esta for
omissa, prevalecem as normas ABNT NBR 8120 e ABNT NBR 8121.
4.2 Emendas
São permitidas, durante a fabricação do fio, emendas por solda elétrica, desde que:
d) o limite de resistência à tração do fio acabado, contendo a seção soldada, deve ser
no mínimo 80% do valor especificado na Tabela 3.
Nota:
Não são permitidas emendas no fio de aço revestido de cobre tipos LC, HS e
EHS acabado.
4.3 Acabamento
4.4 Garantia
O período de garantia dos fios e cabos, obedecido ainda o disposto no CFM, será de
dezoito meses a partir da data de instalação ou vinte e quatro, a partir da entrega,
prevalecendo o prazo referente ao que ocorrer primeiro, contra qualquer defeito de
fabricação, material e acondicionamento dos fios e cabos.
Nota:
O prazo decorrido entre as datas de fabricação e de entrega deve ser inferior a
três meses.
4.5 Acondicionamento
4.5.1 Geral
a) reter umidade;
b) aderir a ele;
c) causar contaminação;
d) provocar corrosão quando armazenado.
O acondicionamento deverá prever proteção plástica com espessura mínima 0,2 mm,
apenas sobre o núcleo e os discos laterais do carretel, não devendo ser utilizada entre
qualquer camada ou sobre a última camada do cabo.
São permitidos até dois lances por carretel, sem qualquer tipo de emenda ou
amarração entre si.
Os carretéis devem estar de acordo com a ABNT NBR 11137 e atender às seguintes
exigências:
Nota:
A madeira utilizada na confecção dos carretéis não deve conter substâncias ou
produtos que possam agredir o meio ambiente quando do descarte ou
reaproveitamento dos carretéis.
a) O cabo deve ser bobinado sob tensão mecânica e ter as pontas presas na parte
interna ou externa dos carretéis através de grampos de fixação.
b) Deve haver um espaçamento mínimo de 50 mm entre a camada externa do cabo e
as tábuas de cobertura do carretel.
NTC-83 / DT - SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 6
c) As bordas devem ser marcadas com uma seta a fim de indicar a direção de
desenrolamento do cabo.
d) O fornecedor deverá numerar todas as bobinas e anexar às faturas uma lista
descritiva dos conteúdos individuais de cada uma delas.
e) O fornecedor estrangeiro deve enviar, simultaneamente ao transportador e à
CELG D, cópia da lista mencionada na alínea d.
4.6 Identificação
Cada carretel deve ser identificado, de forma legível e indelével, com placas de
alumínio marcadas em alto relevo ou em sulco, admitindo-se como opção etiquetas de
material polimérico, resistente às intempéries.
4.8.1 Geral
Notas:
1) No caso de licitações nas modalidades de pregão, os documentos técnicos
relacionados neste item, são dispensados de apresentação juntamente com a
proposta, mas, deverão ser entregues pelo primeiro colocado imediatamente
NTC-83 / DT - SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 7
após a licitação, para análise técnica por parte da CELG D. Caso haja
desclassificação técnica deste, os demais participantes deverão apresentar a
referida documentação de acordo com a solicitação da CELG D.
2) Os ensaios de tipo devem ter seus resultados devidamente comprovados
através de cópias autenticadas dos certificados de ensaios emitidos por
órgão oficial ou instituição internacionalmente reconhecida, reservando-se
a CELG D, o direito de desconsiderar documentos que não cumprirem este
requisito.
5.1 Material
O diâmetro dos fios de aço revestido de cobre devem atender ao especificado no item
6.4.1.
Os cabos devem ser designados pela seção nominal, número de fios, diâmetro
nominal do fio (em milímetros com duas casas decimais) e condutividade mínima do
fio (% IACS).
Os fios de aço revestidos de cobre devem ser designados por seu diâmetro nominal,
expresso em milímetros, com duas casas decimais, e pela condutividade em % IACS.
5.4 Encordoamento
Para os cabos com 7 fios, a relação de encordoamento deve ser entre 10 e 16 vezes o
diâmetro externo nominal do cabo. O sentido de encordoamento da coroa externa
deve ser para a esquerda, salvo exigência em contrário da CELG D.
A carga mínima à ruptura calculada do cabo completo deve ser definida como a soma
de todas as contribuições dos fios componentes.
O ensaio de ruptura no cabo completo deve ser realizado de acordo com o item 6.4.8.
6.1 Generalidades
d) Antes de serem fornecidos os cabos, um protótipo de cada tipo deve ser aprovado,
através da realização dos ensaios previstos nos itens 6.2 e 6.3.
Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, o lote pode ser inspecionado e
submetido a ensaios, com prévia notificação ao fabricante e, eventualmente, em
sua presença. Em caso de qualquer discrepância em relação às exigências desta
norma, o lote pode ser rejeitado e sua reposição será por conta do fabricante.
j) Após a inspeção nos cabos, o fabricante deverá encaminhar à CELG D, por lote
ensaiado, um relatório completo dos testes efetuados, em uma via, devidamente
assinada por ele e pelo inspetor credenciado pela CELG D. O relatório deverá
conter todas as informações necessárias para o seu completo entendimento, tais
como: métodos, instrumentos, constantes e valores utilizados nos testes e os
resultados obtidos.
Antes da execução dos demais ensaios, o inspetor da CELG D deverá realizar uma
inspeção visual geral dos carretéis amostrados a fim de verificar:
Nota:
A não conformidade do carretel e/ou dos condutores com qualquer um dos
requisitos de inspeção visual determinará sua rejeição.
a) visual;
b) características de encordoamento;
c) seção transversal.
Os ensaios de tipo aplicáveis devem ser realizados após os ensaios de rotina e são os
que seguem abaixo:
A verificação do diâmetro dos fios deve ser feita de acordo com a ABNT NBR 15443
considerando que:
- o diâmetro deve ser a média dos valores medidos a uma distância de 100 mm
de uma extremidade do cabo no carretel e distanciados entre si de 500 mm;
- o diâmetro em cada ponto deve ser a média dos valores medidos em uma
mesma seção, segundo duas direções perpendiculares entre si;
- os resultados obtidos devem estar de acordo com a Tabela 1 obedecendo às
tolerâncias apresentadas na Tabela 4.
O ensaio das características mecânicas dos fios de aço revestidos de cobre deve ser
realizado conforme ABNT NBR 6810.
O fio de aço revestido de cobre deve ser enrolado, no mínimo, com oito voltas ao
redor de um mandril cilíndrico de diâmetro igual a duas vezes o diâmetro do fio de
aço revestido de cobre submetido ao ensaio, com tolerância de ± 5%. A velocidade de
enrolamento não pode ser superior da 15voltas/minuto.
- prender o fio pelas extremidades a duas morsas, sendo uma das quais livre
para deslizar longitudinalmente durante o ensaio;
- aplicar uma tração de 70 N aproximadamente na amostra durante a operação;
NTC-83 / DT - SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 14
- torcer a amostra pela rotação de uma das morsas à velocidade de
aproximadamente 15 voltas/minuto, no mesmo sentido até a ruptura ocorrer.
O fio é considerado aprovado se, após a ocorrência da ruptura, não mostrar separação
entre o cobre e o aço.
A resistência elétrica do fio de aço revestido de cobre deve ser medida a uma
temperatura não inferior a 10°C, nem superior a 30°C e corrigida para a temperatura
de 20ºC, com a utilização da fórmula abaixo indicada:
1
R20 Rt
1 t 20
Onde:
a) Encordoamento
O perfil do cabo deve ser determinado colocando uma folha de papel sobre o
condutor e sobre esta uma folha de papel carbono. Na sequência, passar um lápis
sobre o carbono e, dessa forma, imprimir no papel uma série de seguimentos. O passo
do encordoamento permitirá calcular a relação de encordoamento.
b) Seção Transversal
A seção transversal efetiva do cabo deve ser calculada em função dos diâmetros
medidos dos fios componentes. O diâmetro dos fios e o cálculo da seção transversal
devem ser determinados conforme ABNT NBR 15443 e pela fórmula:
S 0,7854d 2 n
Sendo:
Nota:
O diâmetro (d) deve ser medido utilizando micrômetro centesimal ou
instrumento equivalente, a uma distância mínima de 300 mm da extremidade do
cabo e ser a média dos valores segundo duas direções perpendiculares entre si.
a) Carga de Ruptura
A carga de ruptura não deve ser inferior à RMC, desde que a ruptura se verifique a
mais de 25 mm dos terminais de fixação.
Nota:
Considera-se o cabo rompido quando qualquer de seus fios romper.
b) Características Dimensionais
Este ensaio deve ser realizado segundo a ABNT NBR 7302 e os resultados mostrados
em um gráfico conforme estabelecido na referida norma.
A quantidade total de carretéis defeituosos deve ser levada à Tabela 6, a qual definirá
a aceitação ou a rejeição do lote.
TABELA 1
TABELA 2
Carga à Ruptura
Seção
Número (daN)
Nominal
de Fios 40% 53%
(mm)
IACS IACS
16 400 390
25 590 570
35 930 910
50 7 1180 1150
70 1870 1830
95 2360 2300
120 2970 2900
TABELA 3
TABELA 5
TABELA 6
Notas:
Especificação do plano de amostragem conforme ABNT NBR 5426.
CARACTERÍSTICAS
ITEM DESCRIÇÃO
UNIDADES
1 Descrição do condutor
2 Material
3 Número de fios do condutor
4 Diâmetro do fio mm
5 Seção nominal do fio mm²
6 Diâmetro do condutor mm
7 Seção do condutor mm²
8 Massa da camada de cobre g/m²
9 Número de lances X comprimento em m, no carretel
10 Resistência do fio a 20°C Ω/m
11 Coeficiente de dilatação linear °C-1
12 Módulo de elasticidade GPa
13 Condutividade %IACS
14 Limite de resistência à tração daN
15 Massa específica a 20°C g/cm³
16 Carga de ruptura do cabo daN
17 Relação do passo do encordoamento
18 Proteção adicional contra corrosão
19 Sentido do encordoamento
Notas:
1) O fabricante deve fornecer em sua proposta todas as informações requeridas no
Quadro de Dados Técnicos e Características Garantidas.
2) Se o fabricante submeter propostas alternativas, cada uma delas deve ser
submetida com o Quadro de Dados Técnicos e Características Garantidas
específico e claramente preenchido; sendo que, cada quadro deve ser
devidamente marcado para indicar a qual proposta pertence.
3) Erro no preenchimento do quadro poderá ser motivo para desclassificação.
4) Todas as informações requeridas no Quadro de Dados Técnicos e
Características Garantidas devem ser compatíveis com as informações descritas
em outras partes da proposta de fornecimento. Em caso de dúvidas as
informações prestadas no referido quadro prevalecerão sobre as descritas em
outras partes da proposta.
5) O fabricante deve garantir que a performance e as características dos materiais
a serem fornecidos estarão em conformidade com as informações aqui
apresentadas.
A documentação técnica de licitação será integralmente aceita, à exceção dos seguintes itens.