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Análise de Líquidos Corporais: Urina

O documento aborda a formação e características da urina, incluindo a coleta e manipulação de amostras, tipos de amostras e exames físicos e químicos. Destaca a importância da coleta adequada e os parâmetros de referência para análise, como cor, cheiro, aspecto e densidade. Também menciona diferentes tipos de amostras para testes específicos, como monitoramento de diabetes e cultura de bactérias.

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Análise de Líquidos Corporais: Urina

O documento aborda a formação e características da urina, incluindo a coleta e manipulação de amostras, tipos de amostras e exames físicos e químicos. Destaca a importância da coleta adequada e os parâmetros de referência para análise, como cor, cheiro, aspecto e densidade. Também menciona diferentes tipos de amostras para testes específicos, como monitoramento de diabetes e cultura de bactérias.

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LÍQUIDOS CORPORAIS

Prof. Me. Leonardo Izidório

E.A.S. – ELEMENTOS ANORMAIS DE SEDIMENTOSCOPIA

A urina é formada continuamente pelos rins. Trata-se, na


realidade, de um ultrafiltrado do plasma, do qual foram
reabsorvidos: glicose, aminoácidos, água e outras substâncias
essenciais ao metabolismo. Em geral, é composta de uréia e outras
substâncias químicas orgânicas e inorgânicas, dissolvidas em água.
O rim filtra em média 120 mL de plasma/min., 119mL é
reabsorvido e é formado 1 mL/min. Média 600 a 2.000 mL/24h

COLETA E MANIPULAÇÃO

• A amostra deve ser colhida em recipiente limpo e seco.


• Uso de recipientes descartáveis
• Etiquetado com nome, data e hora da coleta
• Entregue imediatamente ao laboratório em uma hora
• Se não, armazenar até 6h a 4°C ou com conservante

TIPOS DE AMOSTRA

• Primeiro jato: avaliação uretral (bacterioscopia, citologia,


EAS, cultura)
• Aleatória (ao acaso, urgência)
• Segundo jato: primeira da manhã – EAS, teste de gravidez,
glicosúria
• Em jejum (segunda da manhã – monitoramento da diabetes)
• Pós-prandial (2h após refeição – monitoramento da diabetes)
• Teste de tolerância à glicose – acompanha coleta de sangue
(curva glicêmica)
• 24 horas (tempo marcado) – testes bioquímicos quantitativos –
uréia, sódio, cloro
• 12 horas (tempo marcado) – contagem de Addis – avaliação do
sedimento
• Por cateter – cultura de bactérias

EXAME FÍSICO
Rotina – Valores de referência
Cheiro – “sui generis”
Cor – amarelo citrino
Aspecto – límpido
Depósito – ausente
Densidade – 1015 a 1025

COR

Provem do urocromo do enxofre e da urobilina da biliverdina.


• Citrino
• Claro
• Pálido
• Palha
• Ouro
• Dourado
• Âmbar
• Castanho (pigmentos biliares)
• Avermelhado (hemorrágico)
• Esbranquiçado (precipitações de cristais)
• Leitosa (contaminação com linfa)
• Negro (pigmento de hemoglobina)
A cor é proporcional ao volume – quanto maior volume, menor
intensidade de cor.

CHEIRO

Ácidos orgânicos – ácido oxalacético e pirúvico


• Sui generis
• Fétido – presença de piócitos
• Acetônico – alteração do metabolismo dos carboidratos –
diabéticos, dieta, gravidez
• Amoniacal – contaminação bacteriana ou cistite –
hidrólise da uréia, formando amônia e CO2

ASPECTO E DEPÓSITO

• ASPECTO: Estrutura em suspensão – límpido, ligeiramente


turvo e turvo
• DEPÓSITO: sedimentação das partículas em suspensão –
ausente, escasso ou moderado e presente

DENSIDADE
massa↑↓

↑↓Densidade 1015 a 1025 – 1020 (podendo
variar de 1001 a 1040)
volume ↓↑
EXAME QUÍMICO – Fita reagente

EXAME MICROSCÓPICO – Contagem de Addis

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