Instruções para Prova de Progress Testing FMUL
Instruções para Prova de Progress Testing FMUL
Parte I
A prova tem a duração de 240 minutos, sendo ministrada em duas partes de realização
obrigatória, I e II, com a duração de 120 minutos cada. Cada uma das partes terá 75
perguntas de escolha múltipla, com 5 opções para assinalar a resposta mais correta.
Nesta edição do Progress Testing FMUL realizada on-line, a prova será disponibilizada
na plataforma Fénix a todos os alunos inscritos. A Parte I estará disponível para
preenchimento on-line entre as 9:00 e as 11:00 do dia 21 de março de 2020. Existirá
um intervalo de 30 minutos entre a primeira e a segunda partes. A Parte II estará
disponível para preenchimento on-line entre as 11:30 e as 13:30.
Cada uma das partes da prova inicia-se exatamente à hora marcada (9:00 e 11:30).
Caso os alunos tenham o Fénix iniciado antes dessa hora, poderão não conseguir
visualizar o acesso automaticamente. É necessário que acedam ao Fénix pelo menos
alguns segundos após as 9:00 (Parte I) e após as 11:30 (Parte II). Eventualmente terão
de fechar a sessão e voltar a entrar.
O enunciado de cada uma das partes da prova está disponível no início do formulário
através de link (deve copiar o link e colar no browser).
Mediante as questões que estão no enunciado, deve registar a sua opção de resposta
no formulário. Por motivos de índole técnica, as perguntas da Parte I estão numeradas
de 2 a 76, não havendo pergunta 1.
Quando concluir cada parte da sua prova, pressione “Concluir” (poderá ter de
pressionar mais do que uma vez). Caso não pressione “Concluir”, a plataforma regista
à mesma as opções de resposta que colocou até ao prazo de encerramento (11:00 e
13:30 para as Partes I e II, respetivamente).
1
Enquanto o teste estiver ativo pode alterar o seu sentido de resposta em todas as
questões. Assim que a plataforma encerrar, já não será possível registar mais
respostas.
Recordamos que para ter acesso aos resultados tem de realizar a sua inscrição e
participar nas duas partes da prova.
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2. GG, 51 anos, sexo masculino, recorre ao Serviço de Urgência por eritema, calor,
rubor e dor da perna direita, com 8 h de evolução. Refere pico febril há 3 h, com
temperatura axilar de 38.5ºC. No exame objetivo, destaca-se placa eritemato-violácea
da perna direita, de limites bem definidos, com calor local, dolorosa ao toque e a
condicionar edema da região anatómica. Palpam-se adenopatias loco-regionais de
características elásticas. No estudo complementar, destaca-se leucocitose (16 000
leucócitos/uL), com neutrofilia (83%) e PCR 28 mg/dL. Sem outras alterações a
destacar. Admite o diagnóstico de erisipela da perna direita. Não se identificam
coleções locais. Nega alergias medicamentosas. Nega antibioterapia recente. É
proposto internamento e antibioterapia endovenosa.
a) Flucloxacilina ev.
b) Amoxicilina + ácido clavulânico ev.
c) Vancomicina ev.
d) Clindamicina ev.
e) Eritromicina ev.
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4. Homem de 53 anos, português, residente em Bissau desde há dois anos.
Aparentemente saudável até há cerca de dois meses, quando nota astenia e anorexia
não seletivas, emagrecimento e sudorese noturna. Cerca de uma semana antes de ter
regressado a Lisboa notou também disfagia intensa com agravamento progressivo. Ao
exame objectivo, para além do emagrecimento, havia poliadenopatias periféricas
palpáveis, indolores, móveis e < 1 cm, e extensas lesões de candidose oral.
a) Expetoração.
b) Suco gástrico.
c) Saliva.
d) Lavado bronco-alveolar.
e) Biopsia brônquica.
6. Qual dos elementos clínicos e laboratoriais é menos relevante para a decisão quanto
ao internamento de um doente com pneumonia aguda?
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7. Doente do género feminino, 50 anos, é referenciada à Consulta de Endocrinologia
com análises de função tiroideia, de que se destaca TSH frenada e FT4 normal. As
análises foram pedidas em contexto de emagrecimento discreto não quantificado e
queixas de “nervosismo”. Semiologicamente, identificava-se bócio multinodular com
retração palpebral, mas sem exoftalmos.
a) Doença de Graves.
b) Bócio multinodular tóxico com hipertiroidismo subclínico.
c) Adenoma tóxico.
d) Carcinoma diferenciado da tiroide.
e) Envolvimento secundário de tumor oculto desconhecido.
9. Susana, de 24 anos de idade, solteira e desempregada. Vive sozinha com a sua filha,
a Joana, com 12 meses, que hoje na consulta apresenta desaceleração na progressão
ponderal, mantendo-se entre o P10 e o P25. Vivem com dificuldades e não têm família
próximo que possa prestar apoio.
Qual deverá ser a abordagem mais correta do Médico de Família para permitir que a
Joana possa ter condições para um desenvolvimento saudável?
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10. M.B., 38 anos, sexo feminino, recorre ao seu médico de família para avaliação do
seu estado geral. Sem queixas. Fumadora ocasional. Vive com o marido e 2 filhos
menores, saudáveis. Sem antecedentes familiares clinicamente relevantes. No exame
objetivo destaca-se um índice de massa corporal de 25 kg/m2.
11. Doente de 65 anos, sexo masculino, que vem ao Serviço de Urgência por quadro de
precordialgia com cerca de 30 minutos de evolução. No ECG identifica-se supra-
desnivelamento do segmento ST nas derivações V3-V6 e o diagnóstico de enfarte
agudo do miocárdio é efetuado e planeada coronariografia emergente. Nos minutos
subsequentes o doente fica com quadro clínico de sudorese profuda, TA: 90/55 mmHg,
FC: 120 bpm em ritmo sinusal.
12. RS, 40 anos, IMC = 32 kg.m-2, sexo masculino, com antecedentes de alcoolismo,
dependência de cocaína e pancreatite crónica, foi submetido a pancreatectomia
parcial com remoção de 2/3 do pâncreas. É habitual exalar um “cheiro a flores”,
segundo descrições dos seus amigos. Após a cirurgia as flutuações de glicémia são de
grande frequência e amplitude.
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13. Suspeita-se que, embriagada, JT, 35 anos, sexo feminino, se injetou com insulina e
entrou em coma.
Qual das seguintes alternativas é a mais adequada face ao coma e para averiguar uma
eventual causa relacionada com administração de insulina?
14. M.A.S., 76 anos, sexo feminino, recorre ao seu médico de família referindo queixas
de obstipação, aumento de peso e cansaço. Analiticamente apresenta TSH sérica
superior aos valores de referência e fração livre de tiroxina inferior aos valores de
referência.
a) Hipertiroidismo primário.
b) Hipertiroidismo secundário.
c) Hipotiroidismo primário.
d) Hipotiroidismo secundário.
e) Tirotoxicose.
15. RTV, 43 anos, sexo feminino, tem artrite reumatoide diagnosticada aos 40 anos e
encontra-se medicada de forma crónica com corticoide (prednisolona).
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16. AG, primeiro filho de pais não obesos, primos em primeiro grau. Parto eutócico, às
40 semanas, com peso normal à nascença (3,680 kg). Aos 2 anos e 6 meses pesava 33,7
kg (acima do percentil 99), com 93,5 cm de estatura, correspondendo a um IMC de
38,6 kg/m2 (acima do percentil 99). Os pais descrevem marcada hiperfagia desde as
primeiras semanas de vida. Da avaliação laboratorial destaca-se concentração sérica
elevada de leptina e baixa de LH e FSH. Após início de terapia com metreleptina
(análogo sintético da leptina), verificou-se uma diminuição progressiva do peso, IMC e
concentração sérica de leptina, e aumento das concentrações séricas de LH e FSH.
17. O João tem 14 anos e vem à consulta anual de vigilância de saúde. Está preocupado
porque é dos rapazes mais baixos da sua turma. Não tem nenhuma doença crónica
identificada e tem sido saudável.
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18. Observa no serviço de urgência uma criança de 2 anos que é admitida com
depressão súbita do estado de consciência. Ao observá-la constata que não emite sons
e à estimulação dolorosa não abre os olhos e faz extensão anormal dos membros.
19. Observa numa consulta de rotina uma criança de 4 anos que diz 3 palavras soltas,
pouco inteligíveis e não constrói frases. Cumpre ordens de forma inconstante,
identifica objetos e animais. Desenha rabiscos e círculos. Não consegue atirar e
receber uma bola. Brinca maioritariamente sozinha, evitando as outras crianças. Não
faz jogo simbólico. Os antecedentes pessoais são irrelevantes.
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20. Um lactente de 9 meses é trazido ao serviço de urgência pelos pais, com história de
febre elevada com início 3 dias antes, com temperatura que oscilou entre os 39,5 e
40ºC, 6/6h. Os pais referem que nesse dia ainda não apresentou pico febril. Na
observação que faz na urgência verifica que a criança se encontra apirética, com boa
vitalidade e interação, e apresenta um exantema macular rosado, mais evidente no
tronco e membros superiores e que desaparece à pressão. Sem outras alterações ao
exame objetivo.
a) Eritema infecioso.
b) Escarlatina.
c) Exantema súbito.
d) Febre escaro-nodular.
e) Varicela.
a) Estádio de Tanner 2.
b) Estádio de Tanner 3.
c) Idade óssea atrasada em relação à idade cronológica em, pelo menos, 2 anos.
d) Menarca há mais de um ano.
e) Velocidade de crescimento no último ano de 4 cm.
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23. Recém-nascido (RN) com 3 semanas de vida que é levado ao médico assistente por
sua mãe o achar “amarelo” na última semana. História gestacional (gestação de termo)
sem intercorrências ou particularidades. Sob aleitamento materno exclusivo, com
adequada progressão ponderal. Ao exame objetivo é um RN com boa vitalidade,
evidenciando icterícia visível de face e tronco, sendo o restante exame objetivo
normal.
25. Lactente com 1,5 meses admitido na urgência de pediatria por quadro com 24 h de
evolução, caracterizado por vómitos (3 episódios) e dejeções diarreicas líquidas fétidas
em moderada quantidade (3 dejeções), com tolerância para leite materno no
domicílio. Contexto familiar positivo de gastrenterite aguda (irmão 3 anos).
Observação na urgência: sinais de desidratação ligeira, teve 1 vómito alimentar.
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26. A que ritmo prescreve o soro endovenoso a administrar a uma criança de 20 kg,
internada por desidratação em contexto de gastrenterite aguda, com um grau de
desidratação estimado em 8%? Admita um sódio sérico de 130 mmol/L.
a) 62,5 ml/h.
b) 80 ml/h.
c) 104 ml/h.
d) 129 ml/h.
e) 145 ml/h.
Qual dos antibióticos seria a melhor escolha para o tratamento deste doente?
Qual dos fármacos será efetivo nesta criança, sem a desvantagem de excessiva
sedação e desenvolvimento de tolerância?
a) Clonazepam.
b) Etossuximida.
c) Diazepam.
d) Fenobarbital.
e) Carbamazepina.
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29. Uma mulher de 70 anos vai à urgência por lipotímias, sem sinais de trauma. No
exame objetivo observa-se em decúbito uma TA 135/60 mmHg, que cai para 70/30
mmHg em pé. Na história clínica há uma hipertensão ligeira, medicada com
candesartan (4 mg/dia), ao qual foi recentemente adicionado um diurético (cujo nome
não se lembra), por causa de edemas dos MI. Em decúbito o exame neurológico e o
ECG não evidenciam alterações significativas.
Qual dos seguintes fármacos terá sido com maior probabilidade a causa das lipotímias?
a) Acetazolamida.
b) Amilorido.
c) Furosemido.
d) Hidroclorotiazida.
e) Espironolactona.
Qual dos seguintes fármacos poderá ser mais útil, corrigindo simultaneamente os seus
problemas cardiovasculares (HTA e angina) e atenuando as suas queixas urológicas?
a) Disopiramido.
b) Bisoprolol.
c) Carvedilol.
d) Amiodarona.
e) Salbutamol.
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31. A Sr.ª Felisberta, de 60 anos, queixa-se de diarreia crónica. Tem também FA
(fibrilhação auricular), pelo que a vai medicar com varfarina. O exame clínico revela
uma moderada hipersensibilidade abdominal (mais acentuada nos quadrantes
inferiores). A sigmoidoscopia revelou uma mucosa friável e inflamada. Nas análises
havia a destacar anemia e hipoalbuminémia.
32. Utente de 28 anos, G0, com ciclos menstruais regulares (28-30/3-4d). É saudável e
não faz medicações crónicas. Tem 1,68m de altura e pesa 68 kg (IMC = 24 kg/m2).
Exame objetivo sem alterações. Pretende engravidar.
Qual das seguintes informações lhe parece mais adequado fornecer à utente?
a) Estrogénios isolados.
b) Estrogénios + progestagénio.
c) Fitoestrogénios.
d) Progestagénios isolados.
e) Raloxifeno.
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34. Grávida de 26 anos, G1P0, atualmente com 15 semanas de gestação. Hábitos
tabágicos (10-15 cigarros/dia). Há 10 dias consultou um dentista devido a abcesso
dentário e encontra-se a terminar antibioterapia oral. Na consulta, queixa-se de
corrimento espesso, pruriginoso, iniciado há 2 dias. Ao exame com espéculo identifica-
se corrimento esbranquiçado e aderente às paredes da vagina.
Qual dos seguintes considera ter sido o contributo para esta situação?
a) Antibioterapia.
b) Hábitos tabágicos.
c) Idade jovem.
d) pH > 5, como é próprio da gravidez.
e) Relações sexuais não protegidas.
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36. Um casal visita o consultório. A mulher tem 33 anos, é G0 e tem ciclos menstruais
regulares (28/5). É saudável, não fumadora, e não toma qualquer medicação. Nega
história de cirurgia abdominal ou doença inflamatória pélvica. Tem 1,60 m de altura e
pesa 65 kg (IMC = 23 kg/m2). O homem, com 43 anos, é fumador (10 cigarros por dia) e
tem um filho com 10 anos de outra relação. Descrevem atividade sexual desprotegida
regular desde há 1 ano, sem gravidez. O exame objetivo de ambos foi normal.
Qual das seguintes considera ser a informação mais correta a transmitir à grávida?
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39. Primigesta de 27 anos, sem antecedentes de relevo, assintomática, recorre à
consulta hospitalar às 9 semanas de gravidez, enviada pelo médico assistente. A sua
mãe é diabética insulinodependente. As análises de rotina do primeiro trimestre são
todas normais à exceção da glicemia em jejum que é de 98 mg/dl.
Qual das seguintes considera ser a informação mais correta a transmitir à grávida?
40. Grávida de 25 anos, G2 P1 (parto eutócico, 2780 g, filho vivo e saudável), sem
antecedentes de relevo, gravidez vigiada sem intercorrências, análises e ecografias
sem alterações. Hoje com 32 semanas de gestação, polaquiúria e disúria desde há dois
dias.
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41. Primigesta de 33 anos, sem antecedentes de relevo, gravidez vigiada sem
intercorrências, análises e ecografias sem alterações. Hoje com 35 semanas de
gestação. Em consulta de rotina refere preferir ter um parto por cesariana.
Qual das seguintes considera ser a informação mais adequada a transmitir a esta
grávida?
42. Uma criança do sexo masculino, com 4 anos, tem uma história de úlceras orais
dolorosas, dor abdominal com mais de 7 semanas de duração, e diarreia persistente
nas últimas duas semanas. Há uma história de infeções repetidas entre as quais
pneumonia aos 7 meses, otites e infeções respiratórias frequentes. Tem três irmãs
saudáveis. A observação revela múltiplas ulceras orais, amígdalas hipertróficas,
corrimento nasal purulento, distensão abdominal e hepatomegália. Os exames
laboratoriais revelaram baixos níveis IgG e IgA, mas níveis elevados de IgM.
Dos seguintes genes, qual aquele que pode originar este quadro clínico se tiver
mutado?
a) Foxp3.
b) Aire.
c) CD40L.
d) Tbet.
e) IL-10.
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43. Uma criança com 10 anos de idade sente desconforto abdominal sempre que
consome produtos lácteos. A investigação clínica revelou que tem intolerância à
lactose.
Qual das seguintes afirmações melhor descreve a contribuição imunitária para esta
patologia?
44. Uma criança saudável foi ao centro de saúde para receber uma vacina que faz
parte do plano nacional de vacinação. Os pais estão preocupados com os efeitos
adversos que as vacinas podem causar, sobretudo porque leram na internet que as
vacinas contêm alumínio.
Qual a melhor afirmação para explicar aos pais a presença de sais de alumínio na
vacina?
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45. Num estudo sobre cirurgia precoce para estenose aórtica severa, mas
assintomática, 150 doentes foram randomizados para substituição cirúrgica da válvula
ou tratamento conservativo (“standard-of-care”). O objetivo primário foi comparar a
mortalidade pós-operativa ou de causas cardiovasculares durante os 6 anos de
seguimento.
Óbitos Sucesso
Cirurgia precoce 1 74
Tratamento 10 65
conservativo
Um paciente seu tem receio da cirurgia e prefere o tratamento conservativo. Com base
neste estudo, qual a melhor maneira de explicar (em parte) os riscos envolvidos nas
duas opções terapêuticas?
46. Um editorial recente do New England Journal of Medicine dizia “Estes benefícios
começaram cedo e persistiram durante 8 anos, e – impressionantemente – o número
necessário tratar para prevenir uma morte por causas cardiovasculares foi 20
doentes.”
a) O risco relativo.
b) O risco absoluto.
c) A redução do risco relativo.
d) A redução do risco absoluto.
e) O odds ratio.
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47. Doente de 42 anos, sexo masculino, com doença renal crónica em hemodiálise. Os
resultados da sua gasometria arterial são:
Po2 = 87 mmHg (normal = 80 – 100 mmHg);
Pco2 = 28 mmHg (normal = 35-35 mmHg);
[HCO3]= 15 mEq/L (normal = 22-28 mEq/L)
pH = 7,35 (normal 7,35-7,45)
Anion gap = 20 mEq/L
pH = 7,08 (normal 7,35-7,45)
a) Acidose metabólica.
b) Acidose metabólica com compensação respiratória.
c) Alcalose metálica.
d) Acidose respiratória.
e) Acidose respiratória com compensação metabólica.
48. Os diagnósticos mais comuns entre pacientes idosos que recorrem ao serviço de
urgência com dispneia aguda, manifestando sinais de desconforto respiratório (por
exemplo, frequência respiratória > 25, SpO2 < 93%) são:
49. Doente do sexo feminino, 23 anos, que recorre ao Serviço de Urgência (SU) por
perda transitória da consciência, caracterizada por início em ortostatismo, com
pródromos breves de palpitações, diaforese e enevoamento visual, de duração de
cerca de dois minutos e associada a recuperação apenas com astenia.
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50. Um homem de 46 anos recorre à consulta de prevenção cardiovascular. Nega
hábitos tabágicos e sem história familiar de doença coronária. Na observação tem um
perímetro abdominal de 93 cm, um IMC de 31 kg/m2 e pulsos periféricos palpáveis.
Nas análises efetuadas apresentou uma hemoglobina glicosilada de 7,5% e uma taxa
de filtração glomerular renal calculada em 50 ml/mn/1,73m2. Está só medicado com
metformina e gliclazida.
Com que valores de colesterol das LDL se deve considerar tratamento medicamentoso
com estatinas para prevenção cardiovascular?
a) ≥ 190 mg/dL.
b) ≥ 155 mg/dL.
c) ≥ 120 mg/dL.
d) ≥ 100 mg/dL.
e) ≥ 70 mg/dL.
51. Doente do sexo feminino, com 50 anos de idade, readmitida no serviço de urgência
dez dias após artroplastia total da anca por dispneia de instalação súbita. Apresenta-se
taquipneica, com SatO2 80%, TA 100/60 mmHg, FC 120 bpm, sem outras alterações de
relevo ao exame objectivo. A gasimetria revela pH 7,49, pO2 55 mmHg e pCO2 28
mmHg. A radiografia torácica é normal.
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52. Homem de 32 anos de idade, com diabetes mellitus tipo 1 diagnosticada aos 14
anos de idade, insulino-tratada, admitido no serviço de urgência por quadro de
poliúria, polidipsia, náusea, vómitos, dor abdominal difusa e prostração com um dia de
evolução e agravamento progressivo. Ao exame objectivo apresenta-se estuporoso,
com hálito cetónico, polipneia, taquicardia e sinais de desidratação.
54. Homem com 78 anos de idade, admitido por quadro de febre (38,5ºC), tosse
produtiva (expetoração purulenta) e dispneia. À observação, pressão arterial 85/40
mmHg (após fluidoterapia), frequência cardíaca 125 bpm e diurese de 200cc/24h.
Laboratorialmente, hipoxémia (pO2: 61 mmHg) e lactato 37 (normal < 16).
a) Choque hipovolémico.
b) Choque séptico.
c) Hiperlactacidémia iatrogénica.
d) Pneumonia viral.
e) Tromboembolismo pulmonar.
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55. Doente do sexo feminino de 65 anos recorre ao médico de família devido a queixas
de astenia com 1 mês de evolução. O médico de família solicita análises de rotina, que
revelaram: hemoglobina de 8,4 g/dL (IR: 12 – 15,3); VGM de 82 fL (IR: 80 – 97); CHCM
de 33,5 g/dL (IR: 31,5 – 35,5); ureia de 89 mg/dL (IR: 16 – 49 mg/dL) e creatinina de
0,85 mg/dL (IR: 0,50 – 0,90).
56. Doente do sexo feminino, 37 anos de idade, foi referenciada para uma consulta de
Endocrinologia por obesidade central, hirsutismo e uma elevação do cortisol na urina
de 24 horas. Após a administração de uma baixa dose de dexametasona à meia-noite,
manteve um valor aumentado de cortisol na manhã seguinte. Foi-lhe então prescrita
uma prova com altas doses de dexametasona, na qual também não houve supressão
do cortisol matinal. A ACTH plasmática era de 150 pg/mL (V.R.: < 46 pg/mL).
a) Doença de Cushing.
b) Síndrome do ovário poliquístico.
c) Adenoma virilizante da suprarrenal.
d) Tumor do córtex da suprarrenal.
e) Produção ectópica de ACTH.
57. A litíase urinária tem habitualmente origem nos rins e pode progredir pelos
ureteros
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58. Na sequência de uma infeção viral, Mafalda, de 23 anos surgiu com parésia facial
esquerda, cujo mecanismo mais provável foi:
59. Um trabalhador da construção civil queixa-se de dor ciática direita irradiada até ao
1.º dedo do pé condicionada por hérnia discal lombar.
a) L3.
b) L4.
c) L5.
d) S1.
e) S2.
60. Num desportista, cavaleiro, ocorreu uma distensão de um músculo medial da coxa.
a) Sartório.
b) Adutor longo.
c) Quadriceps (quadricípete) femoral.
d) Reto femoral.
e) Vasto intermédio.
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61. Um condutor de motociclo sofre uma queda com traumatismo direto no membro
superior direito, tendo sofrido uma fratura na transição entre o 1/3 distal da diáfise e a
metáfise distal do úmero homolateral (do mesmo lado). No serviço de urgência, após
uma avaliação clínica sumária, constatou-se que o doente era incapaz de realizar
extensão dos dedos e punho direitos.
Perante este cenário, é mais provável que o doente tenha sofrido uma lesão
envolvendo:
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63. Uma mulher de 50 anos, asmática, recorre ao Serviço de Urgência por crise de
dispneia e pieira. Apresentou a seguinte gasometria arterial realizada à chegada, a
respirar ar ambiente (FiO2: 21%):
pH 7,47
PaCO2 33 mmHg
Sat. O2 89,1 %
64. Uma doente de 50 anos com cifoescoliose grave consulta o seu médico de família
por fadiga, dispneia de esforço de agravamento progressivo (atualmente para a sua
higiene) e cefaleias matinais. Este pediu-lhe uma espirometria que revelou: FVC: 35%
(% do valor previsto), FEV1: 35% (% do valor previsto), FEV1/FVC: 80%.
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65. Uma doente de 61 anos, ex-fumadora de 79 UMA, com queixas de tosse com
expetoração mucosa, sensação de aperto torácico, tem dispneia de esforço de
agravamento progressivo, sendo atualmente mesmo na sua higiene, como por
exemplo: a vestir-se, a tomar banho, a pentear-se e a secar o cabelo. O seu médico de
família tinha-lhe pedido e realizado no último ano uma espirometria, em período
estável e com terapêutica broncodilatadora otimizada. Apresentava uma relação
FEV1/FVC pós broncodilatador de 55%. Realiza agora, em fase estável, gasometria
arterial a respirar ar ambiente, que é a seguinte: pH 7,39, PaO2 de 51 mmHg, PaCO2 36
mmHg, HCO3- 23 mEq/L.
a) Artrite reumatoide.
b) Doença de Behçet.
c) Lupus eritematoso sistémico.
d) Dermatomiosite.
e) Artrite associada a colite ulcerosa.
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68. Sexo masculino, 30 anos, apresenta desde há 10 meses lombalgias inflamatórias,
com rigidez matinal superior a 1 hora.
a) Espondilite anquilosante.
b) Hérnia discal.
c) Fratura vertebral metastática.
d) Fratura vertebral osteoporótica.
e) Espondilodiscartrose.
69. Está sozinho com uma vítima de 6 anos de idade e não tem ninguém próximo.
a) Verificar a resposta; gritar por ajuda; permeabilizar a via aérea com inclinação
da cabeça e elevação do queixo; ver, ouvir e sentir durante 10 segundos; ligar
para o 112, explicando que está junto de uma vítima que não responde e não
respira; e, finalmente, iniciar as compressões torácicas.
b) Verificar a resposta; permeabilizar a via aérea com inclinação da cabeça e
elevação do queixo; ver, ouvir e sentir durante 15 segundos; ligar para o 112,
explicando que está junto de uma vítima que não responde e não respira; e,
finalmente, iniciar as compressões torácicas.
c) Verificar a resposta; permeabilizar a via aérea com inclinação da cabeça e
elevação do queixo; ver, ouvir e sentir no máximo 15 segundos; gritar por
ajuda; e se ninguém estiver nas proximidades, iniciar as compressões torácicas
durante 1 minuto e depois ligar para o 112.
d) Verificar a resposta; permeabilizar a via aérea com inclinação da cabeça e
elevação do queixo e pesquisa digital da cavidade oral; ver, ouvir e sentir no
máximo 10 segundos; ligar para o 112 e colocar em função de altifalante;
começar as compressões torácicas enquanto explica que está junto de uma
vítima que não responde e não respira.
e) Verificar a resposta; permeabilizar a via aérea com inclinação da cabeça e
elevação do queixo; ver, ouvir e sentir no máximo 10 segundos; iniciar 5
insuflações seguidas de 1 minuto de suporte básico de vida; e, finalmente, ligar
para o 112.
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70. Homem de 35 anos que iniciou quadro clínico de alteração da marcha há 2 meses.
Refere que tem sentido desequilíbrio ao andar e um episódio em que caiu na rua.
Refere ainda que a mulher descreve que a voz dele está diferente e nota alguma
dificuldade a utilizar os talheres. Um amigo comentou que quando andava parecia que
estava bêbado! Durante este período não refere febre ou outras alterações relevantes
na sua saúde. Foi observado numa consulta de medicina geral e familiar em que lhe foi
solicitado realizar análises de rotina e uma TAC crânio-encefálica (CE). As análises
realizadas não apresentaram alterações valorizáveis, mas a TAC CE documentou uma
atrofia do cerebelo. Na história clínica não referiu conhecer alguém na família que
apresentasse alterações da marcha importantes.
a) Ataxia espinocerebelosa.
b) Encefalite.
c) Labirintite.
d) Síndroma vertiginoso.
e) Síndrome paraneoplásico.
a) Linfoma.
b) Neuroblastoma.
c) Osteossarcoma.
d) Tumor do ovário.
e) Tumor do pulmão.
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72. Um doente de 66 anos recorre ao seu médico por edemas distais nos membros
inferiores, com pouca variabilidade ao longo do dia, mas com agravamento gradual. O
seu médico suspeita de edema linfático
a) Hidratos de carbono.
b) Lípidos.
c) Proteínas.
d) Vitaminas.
e) Plaquetas.
73. Um doente de 66 anos recorre ao seu médico por edemas distais nos membros
inferiores, com pouca variabilidade ao longo do dia, mas com agravamento gradual. O
seu médico suspeita de insuficiência renal
74. Um doente de 66 anos com diabetes tipo II com 20 anos de evolução queixa-se de
parestesias nos membros inferiores. O seu médico suspeita de neuropatia periférica.
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75. Um doente de 66 anos tem sido acompanhado pelo seu médico devido à
hipertensão. A medicação escolhida para o tratamento foi um antagonista do recetor
da angiotensina II.
a) Angiotensinogénio.
b) Aldosterona.
c) Renina.
d) Enzima conversora da angiotensina.
e) Angiotensina II.
76. Uma jovem recorre ao serviço de urgência por uma ferida causada pelo
traumatismo do membro superior na retirada deste quando contactou com a mão
numa superfície muito quente.
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