“Olha, eu não queria ser um Meio-Sangue.
”
Frase curiosa não é?
Ah... não? Realmente não? Ok, eu posso explicar.
Hipoteticamente falando, acreditaria se eu lhe contasse que nosso
mundo esconde segredos? Se eu lhe contasse que a história humana
caminhou até aqui chafurdada em magia? E que os mitos e lendas
que ouviu não passaram de testemunhos reais do impossível?
Os segredos do impossível – a magia – foram encobertos por um véu
que dividiu a realidade em dois mundos distintos: Os Deuses, e os
Homens. Para que ambos funcionassem em harmonia, o véu impôs
um limite, uma segregação em prol da ordem: a névoa.
Mas, se um muro invisível foi posto para que houvesse ordem, os
indíviduos penosamente colocados em cima desse muro, na fissura
entre os dois mundos, seriam o principal e único alvo do caos e da
desordem?
Esses indivíduos receberam um nome: MEIO-SANGUE. A fusão viva
dos dois mundos, uma ofensa à ordem e um regozijo ao caos. Filhos
de Deuses e Homens.
Sendo penosamente amaldiçoados à serem perseguidos pelo caos, os
que tiveram coragem, bravura e espirito o suficiente para transformar
esse caos em força, receberam uma alcunha: Heróis.
Héracles, Perseu, Teseu, Aquiles. Eras diferentes mas todos sob a
mesma maldição e com o mesmo prodígio: cravaram seus nomes na
história do mundo e contornaram o caos em glória.
Mas de onde surgem indivíduos tão extraórdinários? Que tipo de
método o Destino usa pra tornar seus escolhidos “Heróis”? Oque faz
de alguém um Herói? Onde os Heróis NASCEM?
...
Acontece que a resposta está na história que eu estou prestes a
contar.
Até porque
Heróis, não nascem.
Eles são forjados.
E eu digo à vocês
... Bem vindos à forja.
A Magia rege a Profecia
A Profecia rege os Homens
Os Homens em sua fé, regem os Deuses
E os Deuses regem a Magia.
Quando o ciclo se rompe, tudo muda.
...
E enquanto tudo isso acontecia, outra cena também se desenrolava
ao mesmo tempo.
Anuncio felizmente que esse é o momento de passar a luz dos
holofotes pra um outro ponto de vista nessa história.
E o porquê do ‘’felizmente’’?
é que eles são peculiares, intrigantes e particularmente carismáticos.
Bom, essa é uma cidade de muitas histórias, e naquela manhã, uma
história seguia debaixo de muita fumaça, escombros, e gritaria
adolescente.
Naquela mesma manhã, três jovens ousados descobriram uma parte
da própria ascendência que desconheciam, e junto à isso, também a
verdade sobre o “mundo através da névoa” enfrentando monstros,
desafios e um incêndio gerado pelos mesmos, afinal, essa manhã nos
mostrou que esses quatro juntos são o sinônimo de Caos.
Leonardo Castello, Daisy Megan e Mia – três jovens que a pouco
começaram a se relacionar, mas tinha uma química que parecia vir
de anos – confrontaram a verdade em um dia de aula extremamente
surreal: monstros, magia e até deuses gregos, de quem por acaso
eram filhos. Naquela manhã os três haviam chegado ao ponto
absoluto de suas vidas com uma única descoberta que gerou tudo:
KLAUS: Meio Sangue.
KLAUS: Nem todo, mas sempre um. – o klaus cochichava discando um
número no telefone, ansioso, preocupado.
KLAUS: Atende Miguel... Atende... cadê você droga. – ele olha em
volta pras chamas, aflito.
Klaus não gostava de ser esse cara, o “responsável preocupado’’
mas considerando que ele de surpresa, havia se tornado responsável
por 3 Meio-Sangue caóticos em uma batalha em uma escola em
chamas quando os monstros surgiram de forma inesperada e tudo se
tornou sobre vida ou morte, ele precisava ser.
O grupo havia acabado de enfrentar “Os Tebanos Maquiavélicos” e ao
correr pro lado de fora, se viram no pátio do colégio, onde
surpreendentemente o incêndio já havia se alastrado, mas não o
suficiente pra impedir a passagem ou tornar o local uma prisão de
fogo gigante.
Havia como escapar, por isso o Klaus discava tão preocupado o
telefone pra um sujeito que parecia estar especialmente atrasado pra
sua aparição.
KLAUS: Vamo lá Miguel... cadê você, merda!
E enquanto isso acontecia, um pouco mais ao longe mas ainda no
pátio, segurando uma armas gregas de bronze, vestindo uma camisa
social e uma gravata azul agora meio sujas, e conversando sobre
algo, estavam de pé: Mia, Leonardo Castello e Daisy Megan.
Aguardando oque quer que Klaus estivesse fazendo pra tirá-los dali.
podem cenar
[ DIÁLOGO ENTRE OS TRÊS ]
KLAUS: Ei, pessoal –
Vocês veem o Klaus se aproximando, o rosto não parecia muito
“yeeeea galera vencemos e agora vai ficar tudo bem!!!’’ na verdade
parecia bem o oposto disso.
KLAUS: Aparentemente a nossa carona atrasou, ou, não apareceu, sei
lá.
KLAUS: O reforço devia ter chegado há mais ou menos uns 30
minutos, mas já são 11:10 e nada. – ele olha pro relógio de pulso
brevemente
KLAUS: é bom a gente sair logo daqui, a polícia ou os bombeiros
devem chegar em uns 5 minutos e nunca é bom pra um Meio-Sangue
responder perguntas pros mortais.
KLAUS: Alguém tem alguma sugestão?
[ ELES DECIDEM PEGAR UM UBER ]
Ok, vocês todos fogem do colégio e já a algumas esquinas de
distância decidem pedir um uber.
Todos vocês seguiram atentamente pelas ruas até entrarem no carro,
já que ao que parece, passar por tantas situações bizarras de
extrema adrenalina deixa as pessoas assim.
Mas o Klaus, diferentemente de vocês três, permaneceu com o olho
no celular à todo momento, com a mesma expressão aflita e discando
o mesmo número repetidas vezes:
KLAUS: Esses 3 andando por São Paulo são quase um sinalizador pra
monstros, cadê esse idiota...
o dedo do Klaus desliza sobre o telefone e clica outra vez no mesmo
contato
“MIGUEL”
e logo em seguida, ele move o celular pro ouvido enquanto caminha
Klaus: Atende... vamo lá... vamo lá.... aonde você se meteu?
E a gente CORTA essa cena no meio do desespero do Klaus
pra viajar alguns minutinhos no passado.
pra responder essa mesma pergunta do Klaus.
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Eram ou menos 10:00 da manhã. O sol brilhava intensamente sobre a
cidade envolvendo a maré de pessoas que ia de uma direção à outra
nas ruas de São Paulo. O ar era carregado de vozes, cheiros e energia
vibrante. Energia vibrante de um dos maiores centros comerciais da
cidade de São Paulo: a 25 de março.
Entre a imensa maré de pessoas, alguém se destacava.
Um jovem, quase 1,90 de altura, alto, robusto. A postura ereta e
confiante chamava atenção assim como sua boa aparência e o sorriso
fácil marcando as covinhas que ele distribuía pra quem cruzasse seu
caminho. Os cabelos castanhos e bem cuidados refletiam a luz do sol,
e as roupas eram um tanto incomuns praquele ambiente: um terno
preto refinado.
Claro, havia algo ainda mais incomum: uma katana amarela presa à
cintura, mas que magicamente não parecia ser notada por ninguém.
Mas o mais curioso da cena era o fato de que, parado de pé no meio
da multidão com um celular no ouvido, esse sujeito fazia muitas
caretas ao telefone.
MIGUEL: Como assim?! Por que de tanta pergunta?!
– Você não tá em missão?! De onde veem todos esses gritos?! –
alguém diz do outro lado da linha, parecia uma voz feminina.
Ele fica nervoso de imediato, arregala os olhos sabendo que vai ter
que mentir.
Também sabia que seu desleixo e forte senso turístico não seriam
bem vistos pelo conselho do acampamento, como era de costume.
MIGUEL: AH! É... – ele olha ao redor, afoito como uma criança
inventando uma mentira das mais descaradas – É uma batalha! Eu to
no meio de uma batalha sabe-
Um breve apontamento sobre esse sujeito é que ele tinha muitos
dons, mas saber mentir não era um deles.
MIGUEL: Tem... sangue, é... – ele olha pros comerciantes vendendo
camisetas do Flamengo e do São Paulo – tem sangue e corpos mortos
pra todo lado sabe?
poderia ser uma mentira convincente se não fosse por:
– OOOOOLHAAAAAA O SALGADO FREEEQUEEEZA! – um homem passa
gritando atrás dele.
no mesmo instante ele pressiona o celular contra o ouvido com força
e aperta os olhos torcendo em silêncio pro alguém do outro lado da
linha não ter escutado isso.
– Hmf... – a garota suspira do outro lado da linha, uma bufada de
decepção denotando algo que já esperava.
– Como você consegue matar uma Quimera com as mãos amarradas
nas costas e usando uma única faca na boca, mas mente TÃO MAL.
MIGUEL: AH! QUAL É! – ele diz revirando os olhos – Eu sou brasileiro
caramba, eu não venho pra cá faz 3 anos, tem noção do que significa
pra um brasileiro não poder comer uma PAÇOCA? Ou então um
PASTEL OLEOSO DE FEIRA?!
– Honestamente eu não sei oque são nenhum dessas cois-
MIGUEL: POR ISSO MESMO!
ele para, suspira.
MIGUEL: Eu me aposentei já faz 2 anos dessa vida de viajante, de
ficar indo de país em país, estado em estado – ele cansa a voz só de
falar – buscando criança problemática, bancando o babá, eu me
aposentei disso entende?
MIGUEL: Eu só aceitei essa missão por que se tratava do Brasil, meu
país, eu sou patriota tá entendendo? Quando eu falo de Brasil vocês
americanos só sabem falar de Futebol, Pelé e Samba. Eu preciso de
outros meio-sangue brasileiros, é uma necessida-
– Então oque diabos você tá fazendo numa feira seu estúpido?!
MIGUEL: OLHA QUER SABER!
Ele grita, já de saco cheio
MIGUEL: Você tá se preocupando atoa! Ainda são 10 horas da manhã,
eles devem estar no intervalo do colégio uma hora dessas, e olha, o
Klaus tá com eles. Eles tem um SÁTIRO PROTETOR, não se chama
SÁTIRO PROTETOR atoa tá Q-U-E-R-I-D-A-H. – por alguma razão ele
afemina o tom de voz no final.
...
– Você precisa crescer, cara.
MIGUEL: E você precisa superar aquele lance entre nós dois beijo
tchau!
ele desliga na cara dela em uma velocidade surpreendente.
ele guarda o telefone no bolso resmungando:
MIGUEL: Monitores de chalé e suas falsas ilusões de poder.
MIGUEL: Mal sabem eles que nunca vão poder me contro-
ele para.
À principio parecia sem razão
Mas algo dizia que havia sim um motivo pra parar, e esse algo eram
seus olhos, que olhavam atentamente pra uma única direção, como
se algo nessa direção especifica tivesse atraído a atenção dele.
Mas oque, no meio daquela multidão barulhenta e agitada poderia
atrair a atenção de um sujeito como aquele?
Ele seguiu se espremendo entre as pessoas como quem caminhava
com um proposito, mas a expressão no rosto era quase indecifrável
"Afinal de contas, o que ele queria?" Essa pergunta só foi respondida
quando finalmente parou, observando algo no meio da rua
movimentada:
uma garotinha choramingando na entrada de uma loja, em frente à
uma daquelas maquinas de prêmios, gritava pro pai pra que fizesse
algo, enquanto o mesmo argumentava que todo o dinheiro já havia
sido gasto e que precisavam ir.
Miguel sabia que aquilo claramente golpe pra tirar dinheiro de otário,
mas a menininha chorando pelas pelúcias dentro da maquina não
tinha o mesmo conhecimento.
Foi quando ele, observando na distância, protagonizou uma cena
curiosa: uniu os lábios, e assobiou.
Obviamente com aquela sinfonia de rua lotada, o assobio nunca seria
percebido, mas não foi pra ser notado que assobiou.
A maquina de prêmios é magicamente envolvida por uma aura
branca, uma espécie de borda reluzente que faz ela vibrar por alguns
pequenos instantes e então todos os prêmios da maquina
simplesmente caem na rampa e rolam em direção à criança, que
recua assustada.
assustada e surpresa, ela para de chorar e olha em volta, o choro
havia se transformado em curiosidade enquanto limpava o ranho
escorrendo do nariz e enchia os braços com os brinquedos da
maquina.
foi quando viu um sujeito alto e bonito de terno preto, parado no meio
da multidão, encarando ela de volta com uma leve sorriso no rosto e
finalizando com uma piscadinha sutil como quem gostaria de manter
isso em segredo, antes de se misturar com a multidão e desaparecer.
por que ele fez isso? Talvez a garotinha lembrasse alguém familiar,
ou então apenas gostasse de ser bom, essa era sua natureza. Mas o
mais curioso era como em meio ao som ensurdecedor de uma
multidão, ele ouviu esse único som à metros de distância.
e seguindo a pé por mais algum tempo, ele finalmente quebra o
silêncio com um suspiro lamentoso.
MIGUEL: Ok Miguel... chega de procrastinar. Vamos lá ‘’trabalhar’’. –
ele diz completamente desanimado, cheio de má vontade.
até sentir um cheiro familiar e avistar um boteco ao lado, onde nas
vitrines rodeadas por moscas repousavam os salgados mais
suculentos que ele já viu.
Ele olha pra uma coxinha...
A coxinha olha pra ele...
ele olha pra coxinha...
E o resto vocês já sabem.
Enquanto a odisseia de irresponsabilidade do LÍDER dessa missão
continua, vamos cortar a cena outra vez e voltar pro presente.
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Algum tempo se passou desde que os dois pontos de vista dessa
história – todos os protagonistas – acabaram pegando transito pra
resolver seus respectivos problemas. O Cenário dessa cena é um dos
logradouros mais importantes da cidade de São Paulo e que naquela
manhã parecia especialmente movimentada: a Avenida Paulista
A grande coincidência é que nessa metrópole colossal, Daisy, Leo, Mia
e Klaus e [HEAD] estavam à só alguns metros de distância, e eu sei
que isso pode parecer bobo ou inútil já que ambos sequer se
conhecem ou tem qualquer relação, mas pro que viria à seguir, pro
que estava prestes à nascer naquela manhã, esse seria um momento
contemplado futuro à frente com um ar de “que loucura, estávamos à
só alguns metros de distância?!”
Mas como nem tudo são flores é claro, e estamos falando de São
Paulo é claro que um ENGARRAFAMENTO tinha que surgir no meio da
história.
@Jogadores eu quero que os 4 me descrevam oque tão fazendo pra
matar o tempo nesse transito infernal, podem descrever oque tão
pensando, oque tá conversando, tanto faz, só me digam aí
[ DESCRIÇÃO / DIÁLOGO ]
Todo mundo, teste de PERCEPÇÃO com PRESENÇA
[ TESTE ]
Bom, essa é uma manhã normal pra cidade de São Paulo.
Por mais que pra Daisy, Leo e Mia seja o dia mais insano das vidas
deles, pode-se dizer que, pro ambiente ao redor, a cidade
movimentada, barulhenta e debaixo de muito calor e sol, tudo estava
normal.
mas se tem algo que eu posso dizer sobre ESSA história aqui
é que é debaixo de perguntas que a normalidade se quebra.
e eu tenho uma pergunta pra fazer pra você [PERSONAGEM]
Você olha sutilmente pra janela, como quem não quer nada, como
uma ação feita no automático.
mas seus olhos [COR DOS OLHOS] fitam algo estranho, no céu.
um pontinho cinza no céu.
oque que você acha que é esse pontinho?
[ RESPOSTA ]
Acho que tem uma outra pergunta mais pertinente pra te fazer
por que que esse pontinho pra crescendo? E vindo na sua direção?
[ RESPOSTA ]
e que som é esse?
DE REPENTE, VOCÊS TODOS VEEM ALGO SURREAL.
Mia, Leo, Daisy, Klaus e até [HEAD] TODOS VOCÊS VEEM OLHAM DE
RELANCE ASSIM QUE ESCUTAM O BARULHO E VEEM, TEM UM
FUCKING AVIÃO DESPENCANDO DO CÉU.
Vocês olham perplexos por um instante, o som é áspero aos ouvidos
como um trovão crescente que vai ficando cada vez mais
ensurdecedor, a visão é de um grande vulto quase como uma estrela
cadente, mas pior, ele se move de forma seca e até meio fria, quase
como uma coisa viva.
uma coisa viva em chamas, vindo na direção de vocês.
eu permito cada um de vocês mandar UMA ação antes desse avião
cair
🔸 Oque vocês fazem?
[ AÇÕES ]
Vocês todos agem na adrenalina, visão turva, corpo quente e coração
acelerado, com o som se tornando mais estrondoso que o de uma
bomba, um rugido cortando o céu...
até que vocês todos percebem, o céu causou uma pequena ilusão de
ótica, o avião passa por vocês como que virando pra uma outra
direção – ainda que bem próxima
E vocês veem esse grande avião em chamas passar por cima de
vocês fazendo um grande rastro negro no céu azul
até que...
– BGHMRUUUUUUUUUUUUUUUUM!!!!! CRACKHT!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
PHGRRRRRRRRRRRR BGHRUUUUUM!!!
um trovejo quase indescritível, vocês nunca ouviram o som de uma
bomba nuclear mas podiam jurar que era similar
enquanto Leonardo, Mia, Klaus, Daisy e [HEAD] observavam
atentamente o avião se chocar com o chão, à mais ou menos 30
metros de distância deles.
caindo no meio do transito, e envolvendo todo o transito à frente em
uma mistura de poeira, fumaça e fogo.
Todos os carros pararam.
Mas nem de longe qualquer silêncio se fez presente. Pelo contrário
@jogadores esse é o ambiente mais caótico que vocês já viram na
vida. A escola pode ter sido assustadora pra alguns essa manhã, mas
de nem longe se compara à visão de carros batendo uns nos outros,
pessoas pulando dos carros, caindo no chão, fugindo e gritando.
e uma grande coluna de fogo se forçando à só alguns metros de
distância.
podem cenar.
[ CENA ]
[HEAD] faz um teste de PRESENÇA pra mim por favor, só você
A avenida tá um completo caos. Tem gente gritando, fumaça e fogo,
ainda que distante da zona atingida pelo choque do avião é tudo
muito assustador pra você.
mas...
isso não é tudo.
pra você [HEAD] isso não é tudo.
me responde uma coisa
Qual foi a experiência que mais te causou medo na vida? Qual foi a
experiência mais assustadora que você já teve?
[ ELE DESCREVE ]
De repente, de uma hora pra outra, você sente essa mesma aura de
medo vindo quase que de forma saudosista, nostálgica, quando em
um turbilhão de sirenes, gritos e fogo, você ouve um ÚNICO som.
um som se destacando.
– CHIZZZZZZ...
é um som metálico, um ruído áspero.
você olha pra ver de onde vem esse som...?
[ ELE OLHA ]
Você ve de onde veem o som ríspido, e percebe: tem um homem
passando por você nesse exato, momento.
um homem deslizando uma foice contra o chão.
Esse homem veste um terno preto elegante, e segura em mãos – de
cor estranha – uma espécie de foice com lamina de aço, que desliza
no asfalto.
você não é capaz de olhar pra cima pra ver o rosto dele enquanto
passa DO SEU LADO.
mas por que não?
você quer tentar ver o rosto dele? Fixar seus olhos nele?
[ ELE TENTA ]
E assim que você tenta deliberadamente fixar seu olhar nesse sujeito
bizarro andando, ele para. O som ríspido da foice contra o asfalto
também para.
e ele para, DO SEU LADO.
VIRADO DE COSTAS.
você NÃO CONSEGUE LEVANTAR O OLHAR.
– Que curioso. – ele diz.
a voz é extremamente grave, rouca e rasgada, mas é perfeitamente
audível.
– Você pode me ver? – ele sequer se vira, continua de costas olhando
pro acidente de avião à frente.
você responde algo?
🔸 Oque você faz?
[ ELE RESPONDE ]
Sua boca trava completamente, como se fosse fisicamente impossível
falar.
– Essa não deve ser uma boa idade pro seu tipo, garoto. – ele conclui.
e assim que diz isso, o homem de terno pendura a foice sobre os
ombros e segue andando de forma desleixada e fria, sem sequer
olhar pra trás.
Curiosamente indo na direção oposta às pessoas gritando, na direção
do acidente, do fogo, do enxofre, e da carcaça do avião pegando fogo
na rodovia, com calma, frieza e casualidade.
esse homem deixa um ar frio pra trás, gelado, assustador.
E quando finalmente chega na carcaça do avião, já como uma
silhueta ao longe se misturando com a fumaça e o fogo, você [HEAD]
vê
ele ergue a foice com ambas as mãos
como se fosse acertar alguém ali mesmo.
E então
ele desaparece completamente.
como se fosse fumaça se dissipando, se misturando ao ar carregado
de enxofre.
como um fantasma no meio da rodovia em chamas.
Oque passa pela sua cabeça quando isso acontece? [HEAD]
[ DESCRIÇÃO ]
Bom, se isso pareceu estranho ou incomum, saibam que foi só o
inicio.
Por que a queda desse avião, foi um marco. Um marco o qual
olharemos por muito tempo no futuro. A caminhada do homem de
foice, a queda do avião, nada disso permanecerá livre de
consequências.
Afinal de contas:
Nada aqui, acontece por acaso.
e oque parecia ser só um acidente impressionante no lugar errado na
hora errada, fez Klaus – encarando a rodovia bloqueada por fumaça,
sirenes e fogo – chegar à uma conclusão:
KLAUS: É pessoal.
KLAUS: Vamo ter que ir de metrô.
KLAUS: Alguém tem alguma objeção? – Ele olha pra vocês três
esperando uma resposta
e a gente corta essa cena.
pra ir, agora, até o metrô.
Mas curiosamente, nós não vamos acompanhar nenhum protagonista.
▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂
O cenário é uma Cafeteria
dentro da estação de metrô.
O cheiro do café fresco criava uma bolha de aconchego temporário
pra todos sentados ali, mas de todas as pessoas presentes naquele
local, conversando ou mexendo nos celulares, duas delas se
destacavam.
na mesa mais afastada no canto mais remoto, duas figuras peculiares
estavam sentadas. Pra qualquer observador casual, aquela era uma
mesa vazia, apenas mais um espaço desocupado no mar de clientes.
No entanto, pros capazes de ver além do véu que separava os dois
mundos: a nevoa
podia-se ver duas figuras de aparência monstruosa ocupando aquela
mesma mesa.
Eram elas: oque parecia ser uma mulher com dois enormes chifres
usando um capuz preto cobrindo todo o corpo de forma misteriosa; e
um cadáver vestido de forma nada convencional, era um esqueleto
vestindo um terno preto sofisticado e fino com uma bengala
descansando ao lado da cadeira e uma cartola negra repousando
sobre o crânio.
Ninguém ali parecia notar nenhum deles, eram como fantasmas
invisíveis à vida cotidiana.
e o barão cadáver e a mulher de manto negro voltavam a atenção à
uma televisão acoplada em uma das paredes da cafeteria, onde um
programa de vida selvagem passava como aqueles do Discovery
Channel.
???: Interessante, não? – a voz da mulher era doce, aveludada e
suave
ALLASTOR: Oque? Que porcaria você tá falando agora? – a dele por
outro lado era áspera, aguda e rouca, quase insuportável.
???: Como se pode aprender com caçadas selvagens como essa. – é
curioso como ela consegue falar sobre oque passa na TV, estando
completamente coberta dos pés à cabeça.
ALLASTOR: Não há nada a se aprender com caçadas, é estúpida se
acredita nisso. – ele diz enquanto também observava um guepardo
estilhaçar um antílope na TV
???: Não consegue ver? – ela aponta pra televisão, os dedos são cor
de rosa.
???: Ele só falha em caçar todos antílopes por que estão em bando, o
apetite fala mais alto que a lógica, e os instintos sobrepõe à
inteligência. Não acha curioso?
ALLASTOR: Está mesmo me perguntando oque eu acho? Eu não acho
NADA! E você também não deve achar, somos monstros, não filósofos
em Atenas.
ela suspira, frustrada.
???: é por gente como você que não prosperamos nessa era-
ele interrompe ela.
ALLASTOR: Não prosperamos nessa era por causa do maldito prodígio
dessa geração, que nos extermina como se não fossemos nada
enquanto ganha fama, glória, e os malditos deuses no Olimpo
enchem os cálices de vinho até pelo sair pelo rabo! Isso não tem nada
haver com suas filosofias estúpidas.
???: Os deuses sempre foram assim, e sempre serão, você bem mais
do que ninguém sabe que os deuses só pensam em sí mesmos, ou
será que – ela diz em tom de deboche, se inclina pra ficar mais
próximo dele – já esqueceu da própria história?
ele silencia, podia jurar que ouviu outra vez o som dos gritos, das
espadas, do passado.
e permaneceu em silêncio.
???: Não prosperamos por que somos como aquele guepardo. –
ambos fitam a TV enquanto os antílopes fogem em bando e deixam o
guepardo pra trás – tantos alvos, tantas possibilidades, e nada em
nossas mãos. fadados ao fracasso.
???: E os culpados por isso são estúpidos famintos como você, que
não conhecem a verdade.
O esqueleto perde a paciência
ALLASTOR: E qual é verdade?! Ahn?!
???: a verdade é que não caçamos meio-sangue sem razão, vivemos
debaixo de um proposito e uma promessa, que muito em breve vai se
concretizar profeticamente.
O Barão cadáver parece se sentir pessoalmente ofendido com aquela
afirmação, ele se levanta, muito irritado
ALLASTOR: EU NÃO DEVO NADA À VOCÊ PRA SER OBRIGADO A
ESCUTAR ASNEIRAS DE UMA VADIA CONDENADA A VIVER NO
SUBTERRANEO POR SER BURRA DEMAIS.
Ela também se levanta aumenta o tom de voz:
???: OS TEMPOS ESTÃO MUDANDO! ELE SABE QUE ESTÃO.
ALLASTOR: PRO INFERNO COM ELE E COM ESSA PROFECIA!
ALLASTOR: NO DIA EM QUE EU DER OUVIDOS A UM ORÁCULO OU
QUALQUER MALDITO VIDENTE, EU JÁ ESTAREI CAMINHANDO PRA
MINHA MORTE! – esbraveja se levantando
Puxando a bengala da parede ele começa a mancar pra fora,
infelizmente é atrapalhado por uma garçonete que esbarra
acidentalmente nele
– oh! Me desculpa Senhor! – ela diz educadamente, não parecia ver
que falava com um cadáver.
Assim que ela se vira, ele segura ela pelo pulso como que tentando se
equilibrar e toca propositalmente nela com a bengala, de forma
estranha, anormal.
ALLASTOR: Não tem problema. – ele afasta a bengala de novo
Ele segue com a postura ereta, mancando até sumir de vista.
a garçonete por sua vez, para.
põe as duas mãos na barriga e com o rosto pálido vai cambaleando
tonta até o banheiro mais próximo.
o rosto pálido se transforma em uma pele cheia de feridas, ulceras.
e ela cambaleia pra dentro do banheiro
Onde só são audíveis seus gritos, vomitando dezenas de larvas que
saem pela boca, pelo nariz, e pelos ouvidos, até que os gritos de
agonia e horror, e o som visceral de vomito acabe, tendo a pobre
garçonete morrido ou não.
como mais uma vitima dele.
▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂▂
A próxima cena acontece alguns minutos no futuro desde que Klaus,
Mia, Leo, Daisy e [HEAD] presenciaram o acidente e resolveram pegar
um metrô já que a rodovia foi completamente bloqueada pelo
acidente e a cidade permanecia um caos.
À caminho pro metrô por toda cidade só se falava no incidente bizarro
da queda do avião, e agora com [HEAD] já na estação aguardando o
trem, o quarteto do colégio se aproxima da entrada dessa mesma
estação
Na entrada vocês veem várias escadas rolantes descendo pro
subterrâneo com pessoas entrando à todo momento com a pressa de
sempre. Vocês quatro tão prestes à entrar, mas não sem antes algo
acontecer
eu quero que cada um me diga especificamente oque tá fazendo ou
oque fez no caminho pra cá
[ ELES DESCREVEM ]
O Klaus passou o caminho inteiro em silêncio, ocupado demais
entretido com uma papel dobrado em várias partes com um grande
atlas na capa, provavelmente um GUIA DE VIAGENS
Vocês até chegam a se perguntar o por quê em certo ponto, mas
quando se veem já tão de frente pra estação.
Mia
faz pra mim um teste de PRESENÇA
Só você
Leo e Daisy podem bater um papo enquanto isso, cenem à vontade
Mia, você tem a leve sensação, quase que instintiva, de que tem
alguém te observando atrás do Leonardo.
🔸 Oque você faz?
[ CENA ]
Você vê atrás do Leo um vulto preto.
te encarando.
E assim que você fixa seu olhar nele, ela ergue algo similar uma mão,
provavelmente a mão dela, e encosta levemente no que parece ser a
cabeça, na região onde ficariam os lábios
e você ouve o som, Mia
– shhhhh.
ele se move velozmente de forma quase fantasmagórica deixando
um rastro negro, pra dentro da estação.
você vai querer comunicar sobre isso ou você vai ficar quietinha Mia?
**🔸 Oque você faz?**
[ COMUNICA ]
Assim que você vai abrir a boca pra falar
você esquece.
como se a memória simplesmente desaparecesse, e você não tivesse
visto absolutamente nada.
tudo oque você sente, é uma sensação estranha, mas comum, de
dejavu.
podem cenar
[ ELES CENAM ]
Ok vocês vão descer pela escada rolante então?
[ ELES DESCEM ]
Vocês três, de pé em frente à entrada nesse dia quente e ensolarado,
resolvem finalmente entrar dentro da estação.
Vocês todos passam pelo pequeno aro da entrada, e de pé, se
colocam em fila nas escadas rolantes, lado a lado, enquanto sentem o
leve tranco dos graus em movimento enquanto – junto à um fluxo de
pessoas – vocês descem lentamente...
Pra então, indo da luz do sol pro escuro temporário do teto úmido do
metrô, o metrô paulistano se revelar em toda sua grandiosidade:
gente demais, barulho demais, calor demais, pouco espaço e muita
agitação.
hoje o metrô parece especialmente movimentado, vocês conseguem
ver nos 3 andares visíveis, gente de todo tipo indo pra lá e pra cá com
bastante pressa, uma barulheira ensurdecedora e uma falta de
espaço que faz vocês se espremerem no processo
enquanto vocês tão indo até o trem, vocês podem cenar
[curiosidade: é a primeira vez que a Daisy pega o metrô]
[ DIÁLOGO ]
Vou interromper essa conversa pra dizer que o plano do Klaus – que
continua com a cara enfiada em um guia de viagens como se fosse a
coisa mais interessante do mundo – era que vocês pegassem
determinadas linha do metrô pra pegar um trem pra um lugar um
pouco mais afastado da cidade grande, na zona metropolitana, onde
segundo ele, vocês três teriam respostas sobre tudo oque aconteceu
hoje e detalhes sobre essa coisa de Meio-Sangue que viriam de
alguém “Quiron”.
mas a questão é que esse trem que vocês vão pegar JÁ TÁ PRA SAIR
Eu quero que os três façam um teste de FORTITUDE pra ver se
conseguem chegar correndo no trem, por que tem MUITA gente na
frente
[ Teste de FORTITUDE ]
Vocês todos vão se espremendo descendo escadas e escadas,
passando por muita gente, e finalmente conseguem ver o trem vocês
vão direto pra ele
Daisy entra, Mia entra, Klaus entra
mas quando o Leo vai entrar, ele esbarra em alguém que entra pela
porta no MESMO instante, e é impossível que duas pessoas passem
pela porta ao mesmo tempo.
@Leo você esbarra alguém, e quando olha pro lado você vê um
sujeito abusado tentando entrar ao mesmo tempo que você,
totalmente sem educação
[ DESCRIÇÃO DO HEAD ]
e você @HEAD tentou entrar mas esbarrou num sujeito abusado sem
nenhuma educação que tá tentando entrar no mesmo tempo que
você
os dois podem cenar.
[ CENA ]
Ok, vocês todos finalmente entram no trem, se apertando e
procurando lugares
Até que...
@Mia
Você sente a mesma sensação de antes.
tem alguém te observando, nas suas costas, e você sente que dessa
vez, tem mais.
**🔸 Oque você faz?**
Você se vira rapidamente e bate DE CARA com o KLAUS, que tava
distraído demais lendo algo sobre “ILHAS GALÁPAGOS’’ no guia de
viagens dele, e você no susto DA UMA CABEÇADA nele
que cai pra frente, cambaleando
KLAUS: MERDA MIA! – ele se vira – OQUE QUE FOI ISSO?!
[ CENA ]
Mas algo mais acontece.
Assim que ele cambaleia pra frente de forma bruta, no impacto, algo
voa no bolso dele
E vocês todos ouvem um som metálico, de um objeto se chocando
com o chão.
cai do bolso do Klaus um objeto metálico, pequeno, uma moeda.
que rola até o meio de vocês, e tamborila pelo chão... até finalmente,
parar.
e um símbolo ser visível
vocês todos veem isso, uma moeda grande e aparentemente antiga,
ela tem adornos estranhos em espiral como se fossem raízes ou
espinhos que vão se ligando e entrelaçando até o símbolo no centro e
nas bordas, vetores gregos.
O Klaus para por um momento enquanto a moeda desliza, e quando
ela para, ele ergue o olhar e fixa ele em vocês todos, exceto no HEAD
que tá no canto dele
Olhos arregalados, extremamente assustado.
encarando, Leo, Mia e Daisy, MUITO ASSUSTADO.
Ele não diz nada, só rapidamente pega a moeda do chão e guarda no
bolso com as mãos tremendo, murmurando algo bem baixinho, algo
como “nunca mais tomo um susto desses, quase sai um enfarto aqui”
é estranho por que ele não ficou assim nem quando vocês viram os
monstros na escola.
vocês ficam em silêncio ao alguém diz algo?
[ DIÁLOGO ]
eu quero que todo mundo, INCLUSIVE o [HEAD] faça pra mim um
teste de INTELIGENCIA
[ TESTE ]
O trem já fechou as portas, todo mundo que deveria estar dentro, já
tá dentro.
Mas já se passaram uns 4 minutos e nada, é muito estranho, por que
normalmente ele parte de imediato, e se não parte, não demora tanto
tempo assim.
@jogadores, seguinte.
Quando vocês se espremeram pelo metrô pra entrar nesse trem, ao
entrar, existiam alguns lugares disponíveis pra vocês ficarem, eram 8
possibilidades, então eu vou pedir pra vocês escolherem um numero
de 1 a 8 pra me dizer onde vocês sentaram, por que pra essa cena a
seguir, algo acontece com alguém que tá sentado em alguns desses
números
os números nn tem relação com a distancia entre os lugares, ent vcs
nn precisam escolher números aproximados pra me dizer q sentaram
perto, eu vou presumir q Daisy, Leo, Mia e Klaus ficaram juntos e
[HEAD] um pouco mais afastado
escolham de 1 a 8 e boa sorte
[ ESCOLHAS ]
Ok.
Vocês todos entraram aqui, sentaram e por mais que o lance entre o
Klaus assustado e essa moeda estranha caindo no chão tenha
entretido vocês por alguns instantes, obviamente a maioria percebeu
que o trem já devia ter andado, mas não andou.
até que @Daisy
Sentada em um cantinho perto da janela, espremida pelo
superlotação desse metrô, vira os olhos cinzentos dela até a janela
meio suja e esfumaçada dando vista pro lado de fora
@Daisy à principio você olha casualmente, até seus olhos começaram
a se arregalar.
seus lábios tremem involuntariamente e sua expressão se torna
assustada.
assustada, atenta, e confusa.
Daisy, as pessoas lá foram tão correndo.
correndo o mais rápido possível pra fora da estação.
**🔸 Oque você faz Daisy?**
[ ELA COMUNICA OU NÃO ]
De repente vocês todos ouvem
– PIIIIIIIIIIII....................
UM ZUMBIDO ENSUDECEDOR.
Por instinto, todos vocês assim como todo os outros passageiros
tapam os ouvidos com força, apertando os olhos.
podem cenar
– PIIIIIIIIIIIII........ – o som vem das caixas de som do metrô, onde
normalmente se ouve instruções de segunraça ou chamados. Esse
som permanece incomodando os ouvidos de vocês até que ele é
substituído por um som BEM PIOR.
O som à seguir é similar ao de uma batida de trem – um guinado
metálico trovejante, similar à uma batida violenta, e embora o trem
esteja imóvel, no instante em que vocês ouvem esse som em
especifico, vocês todos sentem um ENORME IMPACTO, COMO SE O
TREM FOSSE EMPURRADO PRA FRENTE COM TUDO!
– BGHRUUUUUUUUMMM!!!!! – TUDO TREME!
E VOCÊS TODOS SEM UM IMPULSO ABSURDO
todo mundo, teste de EQUILIBRIO com DESTREZA pra ver se alguém
se machuca feio com esse impacto
[ TESTE DE EQUILIBRIO ]
[ provavelmente leo cai em cima da mia ou a mia cai em cima do leo ]
O Klaus é EMPURRADO pra frente com tudo, mas não cair, consegue
se equilibrar e parar em pé
o problema é que ele fez isso no campo de visão do [HEAD] que tava
tendo um dia particularmente estranho vendo algumas coisas
peculiares.
[HEAD] E oque você vê agora supera TUDO DE MAIS BIZARRO E
ASSUSTADOR que você já viu antes.
Você vê esse garoto parado na sua frente, branco, cabelo castanho
encaracolado usando uma camisa social branca e uma gravata azul,
mas tem um porém, você que as pernas dele SÃO FUCKING PERNAS
DE BODE. O CARA É UM BODE DA CINTURA PRA BAIXO.
ESSA É A VISÃO MAIS ABSURDAMENTE BIZARRA E SURREAL QUE
VOCÊ JÁ TEVE
faz pra mim um teste de SANIDADE [HEAD]
E enquanto o [HEAD] encara perplexo UM FUCKING MENINO BODE
SURGIR NA FRENTE DELE
o olhar do Klaus, casualmente se recuperando do impacto acaba
encontrando o olhar do [HEAD] assusta
Vocês todos passam pelo pequeno aro da entrada e, de pé, se põe em
fila nas escadas, lado a lado, enquanto sentem o leve tranco dos
degraus em movimento sob seus pés. Agora, junto a essa corrente
que carrega um fluxo contínuo de pessoas, vocês descem
lentamente...
O sol é lentamente coberto e por alguns instantes tudo é escurecido
na visão de vocês, até que, abaixo:
a estação se revela em toda sua grandiosidade. A vastidão do espaço
subterrâneo é impressionante, com tetos altos e iluminados por luzes
artificiais que refletiam nas superfícies polidas. As plataformas
abarrotadas de passageiros, marés e mais marés de pessoas desciam
junto com vocês em várias fileiras de escadas rolantes. O ruído era
quase ensurdecedor: o som dos trens chegando e partindo, anúncios
em alto-falantes, e o murmúrio constante das multidões. É um
cenário urbana no ápice.
[ FOTO ]
e vocês quatro juntos adentram esse ambiente lentamente
@Leo @Dai @Mia podem cenar enquanto vcs tão na escada, cês tem
uns 3 minutinhos de cena
[ CENA DO GRUPO NA ESCADA ROLANTE ]
Quase esqueci, um detalhe sobre essa cena
Enquanto vocês tão descendo lentamente a escada, o Klaus não para
de resmungar sobre o quanto isso tem chances de dar errado e sobre
o quanto ele vai se encrencar com alguém chamado ‘’Quíron’’
no meio dessa ansiedade ele fala algo baixinho sobre precisar
‘’esquecer um pouco os problemas e aliviar a ansiedade’’ e ele puxa
do bolso um negócio do bolso parecido com uma revistinha, mas
vocês não sabem do que
era só isso msm podem voltar a cenar
-------------------------
você/s repara/m na revista, é uma revistinha de papel barato e meio
duvidoso com o título – ‘’GUIA DE VIAGENS’’ – você/s não tem ideia
do por que alguém gostaria de ler isso numa situação dessas, mas
aparentemente pro Klaus isso é equivalente a um maço de cigarro
por que agora ele parece muito mais atento na página ‘’AS ILHAS
GALÁPAGOS’’ do que nos problemas atuais de vocês.
e ele continua em silencio lendo a revista, passando de página em
página muito e entretido
--------------------------
Bom, vocês todos enfim chegam ao fim da escada e no primeiro
andar da estação, e veem mais a frente à esquerda vários caixas
azuis com placas mais escuras em cima onde tem escrito
‘’BILHETEERIA BLINDADA’’ em cima de cada alojamento. Vocês sabem
que seria mais fácil ter o aplicativo no celular pra passar da catraca
com um QR CODE, sem precisar esperar pra pegar bilhete, mas como
a Daisy é burguesa e só sai de casa de motorista e o conselho tutelar
nunca confiaria deixar o Leonardo andar sozinho de metrô EM
QUALQUER SITUAÇÃO, só quem tem isso é a Mia, então infelizmente
vocês vão ter que esperar na fila, que por sorte, não é muito grande.
cês vão até a fila??
Vocês seguem andando, passam por algumas pessoas e chegam à
fila.
pra @Daisy é a primeira vez que ela pega metrô aqui em São Paulo.
Se isso aqui fosse a estação de metrô de Manhattan em NOVA YORK a
Daisy seria como um mapa humano, mas pro azar dela, não é bem
assim. As únicas coisas que a Daisy sabe são curiosidades inúteis
tipo: em 2010 as estações daqui foram consideradas as melhores da
américa latina, ou que cerca de 5 milhões de pessoas circulam aqui
todo dia (essas coisa que filha de Atena faz involuntariamente)
pro @Leonardo estar nessa estação é como se sentar sozinho em
uma mesa cheia dos seus pratos de infância preferidos e não pode
comer nenhum, já que pro Leo é uma explosão de nostalgia estar em
uma estação de metrô tão movimentada e não poder bater carteira
nem dar golpe em ninguém.
pra @Mia esse é só o cenário de uma segunda-feira normal.
não vou nem falar nada sobre o Klaus por que ele tá entretido demais
lendo informações inúteis sobre as ‘’CATARATAS DO NIÁGARA’’
Bom, podem cenar enquanto vocês tão na fila
de repente alguma coisa atrapalha a conversa
um garoto esbarra na @Mia sem querer
é uma criança de mais ou menos 10/11 anos, ele esbarra na mia por
acidente, que tava de pé na fila
ele olha pra Mia assustado
– desculpa moça, foi sem querer, eu tô com pressa, desculpa!
@Mia @Daisy vocês respondem alguma coisa pro mlk??
enquanto isso @Leo faz um teste de inteligência aí, com +5 de
vantagem dps explico pq
ok Leo, você percebe
você viu CLARAMENTE esse mlk pegar a carteira da mia no bolso
dela, mas assim, você viu MUITO claramente, esse truque você
conhece a mais tempo que ele
pode cenar Leo
[ CENA ENTRE O LEO E O MLK, OU ELE COBRA O MLK QUE PEDE
DESCULPA E VAZA, OU ELE ROUBA O MLK TBM ]
Bom, enquanto vocês aguardam na fila a gente vai cortar essa cena
pra outro pessoa
outra pessoa que tá a só ALGUNS POUCOS METROS de distancia de
Leo, Daisy, Mia e Klaus
@Roberto
Agora já com outra roupa e de mochila nas costas, você tá sentado
em um dos bancos da plataforma central – o centro da estação –
junto a centenas de pessoas esperando o trem que deve chegar em
uns 5 minutos, você tá sentado rodeado de pessoas, nos telões acima
de você vários anúncios nos telões sobrepõe o barulho da multidão,
uns anúncios tipo
‘’KWAI, SEU APP DE VÍDEOS CURTOS!!!’’
Essas coisas
@Roberto oque você tá fazendo enquanto espera?
[ AND DESCREVE UM POUCO SOBRE O ROBERTO ]
ok, enquanto o Roberto espera a gente volta pro quarteto problema:
Leo, Daisy, Mia e Klaus.
Vocês já pegaram os bilhetes e agora tão passando pela catraca.
Vocês todos passam por ela e se veem um laaaaargo corredor com 4
entradas dividas por cores e números, vocês passam pela entrada
com a plaquinha indicando a direção da linha AZUL
e depois de 1 minutinho andando entre pessoas entrando e saindo da
estação vocês chegam na plataforma central. O centro dessa estação
aparentemente, já que a quantidade de pessoas aqui é ABSURDA, a
mia sabe que esse horário próximo de meio dia é horário de pico
aqui, e se juntarmos isso com o fato de que é segunda-feira, justifica
bastante.
o Cenário é amplo e muito movimentado, vocês todos veem pessoas
de todo tipo, e acima dessa maré colossal de pessoas, veem vários
telões luminosos onde várias propagandas de marcas famosas
passam. No momento, esse painel de telões reflete a luz roxa forte de
um pôster
‘’QUEEN, CONCERTO REVISITANDO SUCESSOS 28/06 ’’
e a clássica capa do álbum com a silhueta do Freddie Mercury atrás
de cores uma mistura de cores que no fim leva a um lilás bem
chamativo
O Klaus tira o olho do GUIA DE VIAGENS pra finalmente dizer algo:
KLAUS: é melhor a gente sair daqui e descer as escadas pra ficar mais
próximo do trem, tem centenas de milhares de pessoas aqui, eu me
cago só de pensar na quantidade de possíveis monstros
e ele toma a frente e começa a andar se esgueirando entre as
pessoas, em direção a uma grande escadaria que leva pra baixo
🔸 Oque vocês fazem?? Você seguem??
Vocês seguem ele passando por esse turbilhão humano, e por sorte
no momento em que vocês começam a descer as escadas e avistam
mais a frente o trem que vocês precisam pegar, ele abre as portas e
vocês ouvem a chamada pro EMBARQUE
vocês vão até o trem??
@Jogadores
e pela primeira vez vocês todos estão juntos na mesma cena.
Leo, Mia, Daisy e Klaus se espremem entre o turbilhão humano
avançando até a porta, e quando chegam próximos a ela, Leonardo
sente algo acerta seu ombro com força, uma mochila, a mochila de
Roberto por acidente bate contra o ombro dele. E por um instante
Leonardo e Roberto assustados com o encontrão trocam olhares. No
meio do turbilhão de corpos, os olhos de todos vocês se encontram.
Naquele instante algo acontece.
...
ok, eu disse que nada realmente importante aconteceria a esse ponto
da história, mas eu me enganei.
Os gregos acreditavam fielmente que as Parcas ou Moiras – as
Senhoras do Destino, desciam fios que representavam a vida de todo
ser vivo que respirasse, e que mantivesse dentro de seu âmago, uma
alma.
Os fios do destino eram o limiar entre a vida e a morte, eram o
principio e o fim. a maior representação das histórias que cada ser
carregava.
Naquele encontro súbito e inesperado, quando os corpos de Leonardo
e Roberto se chocaram na multidão, por mais banal que a troca de
olhares entre o grupo e Roberto tenha sido, algo mais profundo
ocorreu.
Sem que soubessem, suas vidas, suas histórias, até então separadas
por circunstâncias distintas, se entrelaçaram como fios de uma teia
tecida pelos próprios deuses.
Os fios do destino, do quarteto e do garoto solitário se entrelaçaram.
Roberto não fazia ideia, que entrar naquele trem, naquela hora,
naquele instante, mudaria sua vida pra sempre. E nem Daisy,
Leonardo e muito menos Mia e Klaus, sabiam que graças a Roberto
algo muito maior os aguardava, sem esse encontro, nenhum dos
eventos que aconteceu no suceder das crônicas desse grupo teria
acontecido sem esse específico momento
Mas o Tear do Destino sabe oque faz.
e naquele instante, sentados, enquanto os cinco olhavam as portas
do trem se fecharem cheios de banalidade no olhar, nenhum deles
tinha noção alguma de que com o fechar daquela porta, o destino
deles estaria selado
pra sempre.
[ CONTINUA ]
[ ... ]
O crepitar das chamas ecoava pelo pátio da escola, onde o caos
reinava.
O fogo consumia as paredes, a fumaça espessa subia em colunas
escuras, obscurecendo o céu e enchendo o ar com um cheiro de
madeira e plástico queimados, transformando o ambiente outrora
cheio de vida e risos em um inferno de escombros e destruição
Por sorte, o indivíduo em questão, nunca gostou da presença de vida
ou de risos.
No centro desse cenário apocalíptico, uma figura se destaca, um
homem de pele negra e presença imponente, permanecia ereto entre
as ruínas. Seu terno marrom estava impecável, em contraste gritante
com o caos ao seu redor. Os olhos dele examinavam o cenário de
devastação com uma serenidade quase anormal.
Ele puxa um celular do bolso interno de seu paletó, o aparelho refletia
brevemente o reflexo da destruição. Com um movimento, pressiona
alguns botões e leva o telefone ao ouvido. O som do toque foi
abafado pelo rugido do fogo, mas ele esperou pacientemente, frio.
Quando a ligação é atendida, sua voz, grave e autoritária, sobrepõe a
cacofonia ao redor.
– Alô?
– Sim, estão indo pra aí.
– Três. E um sátiro.
– Sim, ponham a postos, e acionem o protocolo padrão.
– Tenho uma atenção especial por esses, não deixem que escapem
com vida.
ele desliga, e guarda o celular com a mesma calma meticulosa.
Dando uma ultima olhada nas chamas, que refletiam seus olhos
negros e vazios, ele se mantém de pé em silencio, até começar a
caminhar em direção a saída.
E enquanto se distanciava do caos que tomou proporções absurdas,
que pôs muito a perder pra ele, o caos orquestrado por 3
adolescentes e um sátiro, ele tem a certeza tão clara quanta as
chamas que cercavam sua silhueta, que isso não passaria impune.
[ CONTINUA ]
Anteriormente no RPG MEIO SANGUE
Pudemos nos situar na cidade de São Paulo onde diferentes histórias
se desenrolavam separadas: Mia, Leonardo, Daisy que após fugirem
do colégio que colocaram à baixo após serem atacados por monstros
que coincidiram com a descoberta sobre sua ascendência divina;
[ PARTE DO DINIZ ]; um sujeito chamado Miguel cuja
irresponsabilidade e a saudade do Brasil o fizeram acabar se
atrasando sem ter qualquer conhecimento que sua missão – os três
outros adolescentes – tinha passado pelo contratempo de um ataque
de monstros em massa.
E por ultimo, mas não menos importante, o ponto de vista desses
determinados monstros, um esqueleto vestido com roupas finas:
Allastor, uma mulher de chifres encapuzada e o principal: o misterioso
diretor do antes colégio e agora uma pilha de cinzas, que ao que tudo
indica, comando algo por debaixo dos panos.
Essa história começou muito antes, com Mia, Leo e Daisy deixando
suas casas e enfrentando monstros durante a manhã, com o herói
misterioso – Miguel voltando ao país de origem e com um monstro
particularmente peculiar – Allastor – tendo uma conversa
desagradável
bem desagradável na verdade
Não nascemos pra ter fé.
Era isso que Allastor pensava, enquanto de pé, imóvel, aguardava
silenciosamente.
O ruído incessante dos passos, vozes, anúncios, ecoavam todos pela
estação movimentada. Multidões passavam pra lá e pra cá imersas
em suas rotinas diárias, mas nenhuma sequer sonhava em nota-lo,
afinal, monstros eram invisíveis – ainda que de formas diferentes –
aos dois tipos mais dominantes no mundo: mortais, e deuses.
Isso significava que nenhuma pessoa passando próximo aos trilhos
via um esqueleto de terno e cartola se apoiando em uma bengala.
Naquele instante, as cavidades vazias dele se fixavam nos trens,
chegando e partindo, quase como um passatempo.
E em meio à essas multidões apressadas transitava uma figura
encapuzada, caminhando com naturalidade no meio delas como se
não tivesse dois enormes chifres se curvando por debaixo do capuz.
Caminhava em meio a maré tão invisível quanto um espirito.
Era ela quem Allastor esperava.
Ambos se encontraram.
Ela tinha um tom esperançoso na voz, e ele se pudesse ter um olhar,
o julgaria como indiferente.
???: Também recebeu a ligação?
ALLASTOR: É. O chefe já me avisou de uns Meio Sangue vindo pra cá.
???: Não, não qualquer Meio Sangue.
???: Ele disse que esses deram trabalho, colocaram fogo na escola
dele.
???: Ele usou as palavras “tenho uma atenção especial por esses”.
Talvez sejam esses.
???: E se realmente forem ELES, é provável que esse seja nosso
ultimo trabalho, e eu finalmente terei minhas férias.
ALLASTOR: Sua fé me deprime.
???: E a sua falta de fé me comove.
???: Por que mesmo com todos os sinais de que não falta muito, você
ainda permanece agarrado à ideais estúpidos e céticos. – ela faz uma
pausa, tenta se passar por indiferente – mas não discutiremos isso
outra vez.
ALLASTOR: Não há nada próximo. Matamos Meio-Sangue nesses
malditos Cativeiros Organizados há quase uma década, já me cansei
de seguir ordens de fanáticos que creem nessa maldita profecia.
Um trem passa, o metal das rodas ruge nos trilhos, ambos se põe em
silêncio enquanto acontece.
ALLASTOR: Não sou como você, não vale mais a pena continuar
seguindo ordens como cãozinho de caça. Esquartejar e degolar esses
mestiços vai ser minha ultima diversão, depois disso, eu vou fazer
oque me agrada em outro lugar longe daqui.
???: Ah é mesmo? E se esses matarem você? E se forem ELES?
Outro trem passar, no rugindo da maquina ambos se cala e quando
cessa Allastor continua calado, as cavidades vazias encarando ela.
???: Foi só uma piada, aproveite que estou de bom humor pelas
minhas férias! – ela tenta parecer casual.
ALLASTOR: Percebo seu apresso por piadas, acreditar que monstros
tem chance de achar os escolhidos dessa profeciazinha qualquer é
uma grande piada.
???: Não se trata de uma profeciazinha qualquer.
???: Caso contrário nós, monstros, que caçamos e matamos Meio
Sangue [ ... ]
???: não passaríamos nossa vida procurando os Meio Sangue certos.
@Jogadores
A situação de vocês quatro é a seguinte: vocês tiveram um embate
no trem com alguns mortos vivos que vieram de surpresa, foi quando
vocês conheceram o Diniz que por coincidência tava no mesmo vagão
e por uma coincidência maior ainda, também conseguia ver os
monstros oque significava – segundo o Klaus – que era um de vocês
@Diniz você passou pelo maior trauma/momento de insanidade da
sua vida, e ele ainda não acabou já que aparentemente o garoto
metade bode que te faz questionar sua sanidade e lucidez disse que
pode te explicar ainda mais quando as coisas se acalmarem.
Assim que a porta do trem abriu vocês perceberam a estação
completamente vazia exceto por uma pessoa encarando vocês na
distância, oque parecia ser uma mulher vestida com um manto preto,
só que assustadoramente a mulher parece ter dois chifres por baixo
do pano
e agora, vocês 5, uma espécie de equipe improvisada, seguram suas
armas numa estação fantasma, se preparando pro pior, juntos.
e é com esse quinteto encarando a próxima ameaça à frente do
objetivo de buscar respostas, que o silêncio é quebrado por ela:
???: Peço perdão pelo meu amigo ali dentro, vocês sabem como são
os mortos, parece que toda a paciência deles fica na cova, são
sujeitos sem a menor classe. – a voz é bem feminina, é doce e bem
aveludada, quase aconchegante.
???: Por favor, perdoem-me também pela pergunta óbvia, mas eu sou
uma mulher criteriosa quando se trata de trabalho, vocês sabem
como o ambiente de trabalho pode ser opressor pras mulheres né
meninas? – ela olha pra Mia e pra Daisy – então eu preciso ser o mais
profissional possível aqui.
???: Vocês quatro, adolescentes segurando armas acompanhados por
um sátiro, são Meio-Sangue?
[ ELES RESPONDEM ]
???: Bom... – vocês ouvem empolgação surgir na voz – sendo assim...
E assim que ela diz isso, vocês todos levam um SUSTO
– FUULPH!
O capuz é arrancado BRUTALMENTE do corpo dela e o manto negro
paira pelo ar enquanto abruptamente a única coisa que vocês veem
transpassando esse enorme pano flutuante são DUAS GRANDES
ASAS, ESCAMOSAS E PONTUDAS COMO ASSAS DE DRAGÃO!
que de repente começam a bater
– FULPH! FULPH!
Nesse momento, o momento em que essa mulher encapuzada revela
assas de dragão
Talvez alguns de vocês observando aquilo estivessem mais próximos
de compreender uma nova regra de um possível manual sobre ser um
Meio-Sangue: Sempre há algo pior pra ver.
E esse é o pior que vocês veem agora:
A mulher encapuzada de chifres se revela, e planando como um
pássaro diante de vocês, todos veem perplexos:
A pele é cor de rosa e escamosa como couro de crocodilo, tem duas
grandes orelhas pontiagudas como as dos elfos de livros de fantasia
mas repletas de piercings e brincos com dois grandes e assustadores
chifres repousando sobre a cabeça, ela usa roupas negras e
extremamente curtas revelando um corpo extremamente escultural
com curvas sinuosas, seios fartos e quadris largos. Os olhos dela
brilham em um âmbar dourado sob um olhar aterrorizante e louco, e
os cabelos negros e sedosos esvoaçam enquanto ela é mantida no ar
por duas aterrorizantes asas de dragão.
mas o mais curioso de tudo, é que ela segura em mãos um copo de
chá gelado – ok é um monstro bizarro, macabro etc etc MAS POR QUE
CHÁ GELADO?
e vocês todos ouvem ela concluir em um tom de voz louco, quase
psicótico, mas com um tom extremamente feminino e doce
EMPOUSA: SENDO ASSIM VOCÊS SÃO A MINHA PASSAGEM, A MINHA
PASSAGEM DE FÉRIAS PRAS BAHAMAS!
ela dá um grande sorriso
KLAUS: Estamos mortos.
EMPOUSA: Ela se diz arrogantemente convencida que vocês já estar
mal Eu ouviria o sátiro se fosse vo-
KLAUS: NINGUÉM SE MEXE! – o Klaus dá um grito colocando os braços
na frente de quem tá do lado dele – É UMA EMPOUSA, SE VOCÊS SE
MEXEREM VAI SER PIOR!
A Empousa arregala os olhos assim que ele diz isso
EMPOUSA: EI PERAI PERAI! NÃO OUÇAM NÃO!
**🔸 Oque vocês fazem??**
E vocês todos veem essa criatura de chifres usando manto negro
começar a SIMPLESMENTE VOAR.
NA FRENTE DE VOCÊS.
É dia, mais ou menos 6:00 horas da manhã. O sol ainda é febril e a
brisa ainda tem um ar molhado de maresia,