Esse é um mundo cruel.
Onde sangue e metal se misturam.
Os “Filhos da Piedade” dispõe de dons concedidos através da
essência do piedoso Artesão concentrada em seus estômagos.
Através da ingestão e queima de metais tais habilidades se
manifestam.
Embora capazes de feitos extraordinários os quem tem tais dons não
detém o real poder. O poder reside no controle – das minas, das rotas
de comércio, das vidas humanas. Foi essa a verdade que o imperador
estabeleceu quando forjou esse mundo. Quando desceu até nós como
um messias, sabia que nenhum sociedade se sustentaria por um
único pilar. Por isso, ergueu oito famílias ao topo, os mais poderosos
do mundo, e os colocou sobre torres altas o suficiente para que
jamais sentissem o odor pútrido da pilha de cadáveres crescendo a
cada dia.
O Imperador veio como um salvador, prometendo unificação, um
continente sem fronteiras, um Mundo Esperanto.
Chamaram a violência de apaziguamento.
A escravidão, de servidão.
Os genocídios, de recolhida.
Mas e se a colossal pilha de corpos se erguesse tanto que, de suas
torres douradas, eles finalmente nos enxergassem?
Este é um mundo de contradições, um império de vidro — frágil
demais para ser governado por mãos de aço. E aqueles que sempre
souberam que o vidro um dia se partiria... já começavam a ver as
primeiras rachaduras.
E oque a jovem **Lyanna** não sabia, enquanto era forçadamente
abandonada pela própria mãe, aos 5 anos de idade, é que ela
indiretamente se tornaria uma rachadura, grande o suficiente pra
chamar atenção do Imperador.
Esse era um mundo cruel e impiedoso, nascido da misericórdia, e
destruído por seus próprios...
– É realmente necessário?
ele suspira, os olhos já haviam cansado de espetáculos, e vê-la
dançando naquele galpão velho e úmido, era um espetáculo.
– Não compreendo a natureza dessa pergunta. E nem necessito
compreender.
ela responde, sapateando pelo salão sujo, um velho galpão, ao som
de musica clássica.
Alguns cientistas se aproximam dela – seus subordinados, uma vez
que instituiu a si mesma o cargo de diretoria de operações e
coordenadora do laboratório.
um deles pergunta:
– Quanto tempo ele vai sobreviver com a barriga aberta, senhora?
Ela, com um grande avental sujo de sangue, luvas com pedaços de
tripas grudadas e completamente banhada em sangue, responde,
encarando no centro do galpão escuro um homem desacordado
amarrado à uma grande cadeira de metal, com o estômago aberto,
responde:
– 4 minutos e 57 segundos aproximadamente, com uma margem de
erro de 14 milessegundos. – ela responde, olhos fechados enquanto
cambaleava pelo salão pegando ferramentas cirúrgicas pontiagudas
com o dedos enluvados cheios de sangue. Com uma expressão de
deleite no rosto, prazer.
– e quanto tempo até ele acordar? – o cientista pergunta tomando
nota
e ela se vira sofisticadamente, dançando no ritmo da melodia tocada
na vitrola:
– 5... 4... – ela sapateia dançando até uma mesa com frascos – 3... 2...
– AAAAAAAAAAAAGHHHHHHRR!!!!!!!!
o homem acorda de forma tão abrupta que se não fossem as ligas de
metal prendendo os membros, teria saltado. Ele URRA de agonia ao
ver o estomago aberto de forma grotesca – grito esse abafado pela
música suave tocando no salão.
à qual ela dança delicadamente – como em um baile – enquanto se
aproxima do sujeito.
o homem de pé – oque questionou a razão desse espetáculo – era um
capanga de confiança, o mais leal deles. Ele observava com os braços
cruzados enquanto nesse galpão permeado de aparelhos científicos a
doutora se divertia em seu tempo de lazer – dissecando corpos ainda
vivos ao som de música clássica.
música abafada pelos gritos de agonia excruciantes do pobre homem
reagindo ao próprio estomago aberto enquanto suas mãos e pés
estão presos.
– Não é recomendável gritar. – ele diz se aproximando do homem
com uma cerra metálica e muita naturalidade.
e continua:
tá vendo isso? – ela aponta pro buraco no estomago dele – essa coisa
aí, essa carne vermelha e molhada, é o seu intestino grosso.
o homem treme de forma perturbadora, rosto vermelho quase roxo,
olhos e veias saltando, lábios tentando produzir som, e MUITO suor
– se continuar a gritar, vai acabar empurrando-o pra fora e tendo um
prolapso de órgãos. – ela conclui casualmente.
o homem grita AINDA MAIS ALTO.
– pelo Artesão Garny! Essa droga nova é boa mesmo, o homem está
com o intestino aberto e ainda consegue gritar.
ela caminha e fica ao lado de Garny – aquele mesmo capanga – ao
lado do grande homem de pé, a diferença de altura é gigante, e
enquanto ela passa a mão no queixo fascinada pela cena horrenda do
homem sangrando até a morte, o capanga responde:
– foi a droga que pediu. – ele conclui rispidamente
– muito boa por sinal, assim consigo dissecá-los pelo dobro do tempo!
– tanto faz. Só tire a maldita música. – ele vira de costas e sai.
Esse era Garnilland. Homem caucasiano, 1,90 de altura, ombros
largos mas corpo esguio, já possuía certa idade embora isso não
afetasse em nada seu desempenho como braço direito de **uma das
maiores chefes do crime** do subterrâneo da capital.
– Lembra do meu café descafeinado e sem açúcar! - ela diz
casualmente enquanto ele vai embora
ela volta novamente a atenção à vitima, encara por algum tempo e
depois se dirige à um dos centistas:
– traga o recipiente DUSB-213.
– o com as larvas? – ele diz abraçando a prancheta
– e existe outro?
ele treme completamente ao ouvir a voz dela, séria, firme. Das
poucas vezes em que isso ocorria quem ouvia não sobrevivia pra
contar história.
ao entregar o pote cheio de larvas o cientista questiona:
– ele não vai morrer nos primeiros instantes? O estomago já está
aber-
– Essa cobaia já é praticamente moribunda, oque nos resta é
reaproveita-la ao máximo testando as larvas antes que morra e eu
precise de outra.
e foi oque fizeram, assistiram o homem agonizar até a morte,
enquanto larvas entraram pelos olhos e bom...
[Link]
[Link]
a cena foi tão perturbadora que vou poupar as descrições, tanto do
sofrimento do homem quanto do sorriso entusiasmado dela assistindo
o homem torturado morrer em cima de uma poça de sangue, tripas e
larvas.
Essa era Dra. Kremmer, só Kremmer, ninguém sabia o primeiro nome.
Uma mulher asiática, 1,55 de atura e mais ou menos 30 anos, aquele
era seu momento máximo de lazer. Ela não era cirurgiã geral muito
menos dissecadora de órgãos, mas tinha um intenso prazer nesse
passatempo conturbado. Ainfla quando se é um dos principais pilares
do crime, lidar com fluxo de drogas, prostituição e contrabando
cansa, e essa nunca foi a praia dela.
era uma cientista brilhante, premiada com mérito máximo em 5
universidades por onde passou dos 11 anos 21 anos. Bióloga,
bioquímica e geneticista, embora tivesse mais de 7 phD’s nessas
áreas, ainda era capaz de manter flertes prolongados com o ramo da
neurociência e outras propostas que feriam todo tipo de moral, ética
ou direitos humanos.
Ela assistia o homem agonizar até a morte, infelizmente, mais cedo
do que esperava.
Dk: que frustrante, e patético.
Dk: Quem era esse? É melhor avisar aos cães corruptos da Federação
Imperial, pra prevenir uma investigação de assassinato.
– aqui diz Marthy Masmur, era um comerciante, tivemos relatórios do
pessoal de campo quando sequestram-
Dk: não me interessa. Tem ficha suja? Precisamos de algo pra culpar.
– Não senhora, era um homem limpo, mas a filha de 8 anos tem um
delite, roubou pra comer-
Dk: também não me interessa. Joguem pro pessoal do jurídico e
mandem culpar a filha ou sei lá.
Ela da meia volta e, saindo do galpão, revela toda a estrutura imenso
do seu laboratório subterrâneo, por onde passa apressadamente
sendo seguida pelo assistente cientista
– A senhora não vai mesmo prosseguir com a analise do cadáver.
– não.
eles passam por uma grande porta
– eu tenho coisas mais importantes pra fazer.
e param de frente pra uma grande porta metálica de bunker, com um
grande símbolo
e quando a porta finalmente abre e ela vê o conteúdo da sala, os
olhos brilham.
Dk: Esse é o Mundo Esperanto.
Me interessam mais as implicações fundamentais e ainda
desconhecidas que regem esse mundo de forma tão fascinante [ ... ]
e ela conclui tendo a visão da descoberta extraordinária encapsulada
em um aquário.
Dk: Magia.
As instalações LAXUS 12 eram uma divisão especial do Império.
Havia uma hierarquia entre os oficiais da lei: sentinelas, guardas,
guerreiros e aniquiladores. Essa hierarquia não se media por
experiência, mas por potencial – os sentinelas sendo os guardas
padrão do Império e os aniquiladores maquinas de combate e até
mesmo assassinos à mando do império.
As instalações LAXUS 12 eram como um campo de cultivo, arando a
terra e semeando possíveis talentos para o Império – que se
fortificava a cada dia governando com mão de aço. Esses talentos
eram mantidos sob um rigoroso e intensivo treinamento até o dia em
que poderiam sair em missões de campo à mando do Império e
usufruir da liberdade do título.
**Lyanna** nunca foi patriótica o bastante pra ver o Império como
um Deus acima de tudo e de todos – como praticamente todos ali
dentro viam.
mas era leal aos seus objetivos.
Pouco se sabia sobre ela, exceto duas coisas: foi abandonada pela
mãe aos 5 anos, misteriosamente, contra a vontade da própria mãe;
e sofreu um terrível acidente onde sobreviveu pelos misteriosos
desígnios do destino e por peças robóticas que substituíram os
membros perdidos do seu corpo.
Achou no império um meio de conquistar seus objetivos: achar
qualquer possível pista do desaparecimento da mãe, talvez pra
entender o porquê do abandono, ou então pra descobrir quem a
forçou àquilo. Não tinha muitas memórias, mas o rosto desgostoso
cheio de lagrimas da mãe sendo puxada por uma grande mão
enluvada e sendo arrastada pra fora de casa nunca conseguiu
permitir que ela vivesse totalmente longe desse objetivo.
A vida e ela Lyanna em si não se resumiam à esse único fato, mas era
certo que havia uma imensa lacuna dentro de si que tinha certeza
que só poderia ser preenchida com respostas.
Ela era uma Aniquiladora. Não tinha experiência em campo – na
verdade nunca tinha saído em missão à mando do Império – mas
tinha **muito potencial**, eximia em combate, muito versátil,
inteligente e habilidosa.
Algo que raramente acontecia entre os cadetes da instalação era a
ideal de serem chamados pela diretora de operações, Graniak,
quando acontecia, era sempre um sinal de um grande problema, uma
demissão eminente ou uma promoção. Mas a terceira opção era rara.
e questionando o porquê foi chamada na diretoria que Lyanna
caminhava pelos corredores frios e pálidos da LAXUS 12.
@Lyanna
oque passa pela sua cabeça enquanto você caminha até a diretoria?
qual tipo de problema você acha que arrumou dessa vez?
pode cenar
[ pensamentos da Lyanna ]
Você então entra no escritório da diretora Graniak: é o lugar mais
minimalista possível, tem uma grande mesa cinza, duas cadeiras, e
só. – é assustador.
e ela te encara à frente de uma enorme parede branca, em silêncio.
Postura ereta, mãos sobre a mesa e dedos cruzados e um olhar
maquiavélico.
cabelos brancos, pele tão branca que parecia papel, olhos cor de
âmbar e cabelo partido, branco. Não havia uma mancha na pele,
nenhum cisco na roupa, era como um retrato do perfeccionismo.
Dg: Lyanna. – ela te encara. – sente-se.
🔸 Oque você faz?
pode cenar também
Dg: Tem alguma por que eu te chamei? – ela fala igual a um robô
[.]
Dg: Serei breve.
Dg: Já ouviu falar em “Mutualismo”?
[.]
Dg: mutualismo é uma relação harmônica na natureza. – ela se inclina
pra mais perto
Dg: dois animais, de espécies completamente diferentes, se associam
e se beneficiam dessa interação por mais diferentes que sejam. Um
bom exemplo seria uma determinada espécie de pássaro que pousa
na boca de um crocodilo e tira comida dos dentes da fera, o pássaro
dispõe de comida sem muito esforço, e o crocodilo de presas mais
limpas e consequentemente mais afiadas.
Dg: entende oque eu quero dizer Lyanna? – ela te encara com frieza
[.]
Dg: então oque eu quero dizer? – ela ergue a sobrancelha, como se
isso fosse um teste
[.]
Dg: **É CLARO QUE VOCÊ NÃO ENTENDE!** – ELA DA UM
TAPASSO NA MESA DO NADA
Dg: Não minta pra mim quando eu testar você. – e volta a ficar
robótica.
Dg: Oque quero dizer é: O império se construiu sob a mesma relação
de mutualismo.
Dg: Nós, nos envolvemos com uma espécie inferior pelo bem do
nosso próprio sistema.
Dg: E quando essa espécie inferior é ameaçada, nós somos obrigados
a agir.
Ela se levanta.
🔸 Oque você faz?
Dg: recebemos uma ligação cerca de 3 dias atrás, uma das facções
criminosas das Ilhas solitárias – “Presas de Dragão” da ilha de Sha’tra
mais precisamente.
Dg: o líder que responde por Aarav nos informou um ataque terrorista
na ultima madrugada que destruiu a facção de forma assertiva e
brutal em um ataque silencioso.
Dg: A federação Imperial se sustenta pelo lucro de todas as vias,
afinal, oque fazemos aqui é grande demais pra nos limitarmos à
taxação e impostos. Esse é o preço da utopia que o Imperador quer
construir – ela demonstra uma fagulha de emoção quando fala sobre
o Imperador
Dg: Essa mesma facção destruída recentemente, com o tributo
exigido por nós, custeava duas das várias bases marinha da
Federação no litoral do continente.
Dg: e não só isso, o ataque descrito como “assertivo” e “brutal” bate
com características que vemos há tempos com aqueles malditos
terroristas da Asa Prateada.
Dg: Quaisquer pistas ou vestígios da Asa Prateada são de suma
importância, não podemos permitir que destruam tudo debaixo dos
nossos olhos.
Dg: por isso, **você** vai investigar esse caso.
Dg: Um dos ex-membros da facção “Presas de Dragão” nos contatou
do **Subterrâneo da capital**, está disposto a falar por um bom
preço, que iremos dar à ele.
Dg: Aqui – ela puxa papeis de uma gaveta – está um retrato falado
dos suspeitos.
@Lyanna ela te mostra 3 papeis, você olha?
Você vê 3 figuras
- um cara enorme e musculoso de cabelo verde
- um sujeito maior ainda, mas esse com cabelo roxo espetado
e uma freira (?) com uma expressão estranhamente maligna
Dg: se forem membros da Asa Prateada quero interrogar os malditos
até o fim da semana usando todos os meios necessários.
Dg: Essa será sua primeira missão, alguma dúvida?
[.]
Dg: Como essa vai ser sua primeira missão, faremos o
acompanhamento preciso. Você receberá instruções claras e
assertivas sobre oque fazer e como proceder. O informante já nos
indicou o local do encontro, um bar no distrito Haruhishô na
metrópole subterrânea de **Letheown**, debaixo da capital do
Mundo.
@Lyanna não vou nem pedir um teste de inteligência pra te dar essa
informação, você sabe que **Letheown** – o subterrâneo da capital
– é o lugar mais miserável existente, é praticamente uma terra sem
lei onde a jurisdição do Império é mais turva do que o ar de lá, e pra
piorar o distrito de Haruhishô é um dos maiores ponto de atividade
criminal, drogas e prostituição.
É como se ela te mandasse ir fazer uma investigação em uma fusão
de cracolandia com favela da rocinha
Dg: alguma dúvida?
Dg: você já pode ir então, Não lhe desejarei sorte em sua primeira
missão pois isso implicaria em uma relação intima que não temos –
essa mulher é muito estranha.
ela faz um sinal pra você ir embora
🔸 Oque você faz?
Antes de você ir, ela fala como se tivesse se esquecido
completamente de algo importante:
Dg: Lyanna.
**🔸 Oque você faz?**
Dg: Não vá de uniforme. Isso pode causar problemas naquela terra
sem lei, se misture, vista algo casual.
[.]
e ela faz um sinal pra você ir embora.
Quando Lyanna finalmente sai, deixando a diretoria pra trás e
caminhando pelos corredores pálidos e gelados da instalação, não
podia deixar de pensar sobre a primeira missão que haviam
concedido. Era um passo adiante já que o conhecimento e os passes
livros de um Aniquilador do Império abririam muitas portas, incluindo
a investigação pessoal pela própria mãe.
Mas oque Lyanna com certeza não sabia, era que a vida noturna
naquele buraco da capital, alguns coquetéis, e um sujeito misterioso
e um tanto exótico, mudariam todo o rumo da sua vida.
BOEMIA.
Não há palavra melhor pra definir as noites em Letheown.
Por mais fascinante que o lugar pareça á primeira vista, tudo não
passava de ilusão. Os primeiros projetos de construção no
subterrâneo da capital do Mundo Esperanto tinham um único
propósito: indústria. Fábricas e mais fábricas erguiam-se no subsolo
impulsionando a economia mas esquecendo que a sustentava. Os
operários, sem condições de viver na superfície, improvisaram
barracos à margem das fábricas, transformando durante séculos a
região na periferia esquecida pelos de cima, sem qualquer regimento
do governador Evergreen.
A falta de estrutura desenhou um cenário impregnado pela fumaça
das indústria, a agua contaminada dos resíduos químicos e a
superlotação de cada viela. O caos abriu caminho para um submundo
de excessos onde o crime floresceu sem resistências: entorpecentes,
prostituição, glutonaria – tudo era tão normal quanto ir ao mercado
fazer compras.
Letheown não dormia. Se embrigava em sua própria decadência
É aí que entra a boemia: a busca incansável dos habitantes por
prazeres fugazes e breves lampejos de uma liberdade que, no fim,
não passa de ilusão.
Isso resultou exatamente no que a Federação Imperial desejava, uma
população à margem da sociedade, tão absorvida por prazeres fúteis
que mal percebia a miséria do mundo aqui embaixo, por isso,
investiram com toda força em tecnologias de todos os tipos,
transformando Letheown – não só em um campo experimental, mas
um mecanismo eficaz e silencioso de repressão.
Era sobre essas ruas que você @John caminhava naquela noite.
sobre a sua missão há algo que valha a pena explicar.
As Oito Grandes famílias sempre possuíram territórios próprios –
Silvergrove dos Hammell, Cardalus dos antigos Valator –, mas o
imperador era uma exceção. Sua morada não era uma terra fixa, e
sim um símbolo sagrado e ancestral erguido há cerca de cinco mil
anos com a função do regime: A Pirâmide de Ummala. Uma espécie
de **nave**, colossal como uma ilha movendo-se conforme os
desígnios do grande Imperador.
Apesar de ser a autoridade suprema do planeta, o Imperador era a
figura mais enigmática da história humana. Sua identidade era um
segredo absoluto, por isso o **Trono do Cosmos** (como era
chamado) permanecia oculto atrás de uma colossal cortina dourada
feita de obsidiana maciça e revestida em ouro puro chamada de
**Primeiro Firmamento** – a barreira final, entre Deus (O
Imperador) e os homens.
O Imperador não tinha forma, ou rosto, e poucos sabiam sobre sua
voz, esses poucos – os que detinham do conhecimento da identidade
do Imperador – eram uma ordem santa e sagrada: os Samordukai,
que eram um mistério tão grande quanto o próprio imperador. Eles,
que orquestravam toda a política do mundo por debaixo dos panos,
escolhiam à cada 100 anos quem seria o próximo sucesso do Trono
do Cosmos.
O imperador tinha um grupo seleto de amigos, e por isso, era tão
importante pra Johnatan investigar os interesses de um desses
amigos – Caladan Valator – incluindo seus interesses recentes nos
Jogos Meridionais e como isso poderia se relacionar com o Imperador.
A missão dele se inscrever nos Jogos e investigar os participantes pra
tentar entender oque o Valator queria com eles.
@Johnatan era exatamente sobre isso que você pensava enquanto de
forma solitária e individual caminhava pelas ruas lotadas de
Letheown, no distrito de Harurishô. Você tava à caminho de se
inscrever pros Jogos Meridionais à mando do seu capitão, um dos
capitães da Asa Prateada – a resistência contra o Império.
Mas algo estranho aconteceu Johnatan.
esse mesmo capitão – o **Sombra da Morte**, seu superior na Asa
Prateada – pediu que você fosse até um **bar** em especifico **no
subterrâneo da capital**, investigar alguém “uma **mulher**,
**cabelos brancos**, cerca de **20 anos**” – foi tudo oque ele
disse. Como você acabou de chegar na capital e ainda nem se
inscreveu pros Jogos Meridionais, você seguiu as ordens do seu
capitão, mas claro que também pra beber um pouco no bar, afinal,
você também é gente.
E tendo todo esse contexto, você para diante desse mesmo bar, onde
casualmente, você deve esperar por essa suposta aparição, da
mulher de cabelos brancos.
**“A Filha do Capitão”** – esse é o nome do bar em questão, tem
esse nome graças à uma expressão pejorativa da cultura popular, se
refere à uma mulher inalcançável demais pra se obter mas atraente
demais pra não ser desejada, um perfeito paradoxo pra qualquer
homem – a filha do capitão.
o lugar era imundo mas johnatan já havia se acostumado.
@Johnatan você entra no bar e se senta no balcão de bebidas, mas
oque você percebe instantes depois de se sentar e pedir uma bebida,
é uma mulher sentada bem ao seu lado por coincidência, também
aguardando alguém casualmente.
e é nesse ambiente caloroso, na vida noturna do subterrâneo da
capital, em que nossos dois protagonistas – uma soldado do império
disfarçada, e um espião da rebelião disfarçado – se conhecem, no
balcão do bar “Filha do Capitão”.
@Lyanna descreva a Lyanna pra gente, oque ela ta fazendo enquanto
tá esperando o informante dela chegar.
e você dois podem cenar
Bom, em bares é inevitável que as pessoas procurem alguma
aventura romântica, e mesmo que vocês não estejam à procura disso
no momento, esse é um ambiente que propicia pensamentos assim,
mesmo que contra a vontade.
então façam pra mim um teste de CHARME, os dois
[ talvez eles achem um ao outro atraentes ou sei lá ]
[ eles conversam, Lyanna sente vontade de ir no banheiro ]
@Lyanna no meio dessa conversa, algo acontece.
Você é uma aniquiladora do Império disfarçada, mesmo não estando
de uniforme todos os seus equipamentos tão guardados no bolso com
você, isso inclui sua identidade de identificação da Federação
Imperial – um pequeno cartão metálico com todos os seus dados
como funcionaria a serviço do Império – e um comunicador, uma
espécie de rádio holográfico que serve de canal entre os sentinelas,
guardas, guerreiros e aniquiladores.
Acontece que esse comunicador no seu bolso começou a vibrar
MUITO
o ideal pra não comprometer seu disfarce seria ir pra um lugar
reservado e ver do que se trata, tipo um banheiro
pode cenar
[ ELA VAI PRO BANHEIRO ]
Assim que você entra no banheiro do bar, sujo e beirando a podridão
com um intenso cheiro de xixi, você tira seu aparelho comunicador do
bolso
você liga ele pra ver qual a mensagem no canal de comunicação do
Império?
[ ELA VE ]
Você ouve a voz robótica do porta voz do canal:
```diff
- ATENÇÃO! Todos os sentinelas de prontidão devem aumentar o nivel
de fiscalização nas vielas e rodovias dos distritos e portos de garven
da capital do Mundo Esperanto
- Acabamos de receber uma denúncia anonima no canal de
comunicação pública, um criminoso responsável por atividades
torroristas em nome da principal organização criminosa contra a
Federação Imperial: A Asa Prateada.
```
e é quando você @Lyanna vê algo que te deixa boquiaberta.
Um holograma no comunicador tremeluzindo em um tom azulado e
rabiscado revelando a aparência do criminoso denunciado e recém
descoberto como membro da Asa Prateada.
```diff
- Um homem na faixa dos 20 anos de idade, pele negra, cabelos
brancos trançados, e porte médio. O individuo foi exposto pelo nosso
delator anonimo como um criminoso com uma extensa ficha criminal
envolvendo roubo; perturbação da paz; atividade rebelde; resistência
à prsão; resistência à interrogatório, incitação de à crimes contra a
federação Imperial e o assassinato de oficiais da Federação Imperial.
```
a imagem turva que o holograma forma é do homem que você
acabou de conhecer no bar.
Um membro da organização criminosa mais perigosa do planeta, o
qual foi oferecida uma recompensa de mais de 10.000 mil unidades
por informações e 100.000 por captura, a pedra no sapato da
Federação Imperial nos últimos 10 anos, e o seu passe pra uma
promoção gorda na Federação.
À alguns passos, sentado no balcão, te esperando.
**🔸 Oque você faz?**
@Lyanna pela visão de soldado da Lyanna sobre oque é a rebelião
imagina que ela acabou de descobrir que o cara do lado no bar é um
estuprador e um assassino, e ela é uma oficial da lei autorizada a
descer o cacete nele
tendo isso em mente, pode cenar
[ CENA ]
[ LYANA PROVAVELMENTE ATACA ELE OU COISA ASSIM ]
[ JOHNATAN DESCOBRE QUE LYANNA É DO IMPÉRIO ]
@John você percebe que essa garota não só compactua com a
Federação Imperial mas é uma deles. Um dos muitos genocidas,
assassinas e criminosos que impuseram a escravidão e tornaram esse
mundo uma distopia infernal, pra você, nesse momento, é ISSO que
ela é.
[ ELES LUTAM ]
De repente
- BUL!
a portinhola do bar é aberta com muita força e vocês veem surgir
cerca de 6 sentinelas da Federação Imperial, homens usando
capacetes brancos, coletes prateados, braçadeiras com o símbolo
triangular do Império e armas enormes.
E todos eles apontam essas armas pra vocês dois
G1: NO CHÃO! – ele diz enquanto caminha apontando a arma pra
cabeça da Lyanna
G2: NO CHÃO AGORA! – o outro fala apontando o canhão pro Johnatan
G1: Todos os sentinelas num raio de 10 km ouviram a mensagem no
rádio, você é um dos vermes da resistência! – eles todos cercam
vocês dois
G2: e quem é essa outra do lado dele?!
[ LYANNA VAI SE IDENTIFICAR ]
Lyanna, você pega o cartão pra se identificar?
ok
então, uma pergunta pra você @Lyanna
posso?
você já passou por uma situação tão inexplicavel que te fez pensar
que aquilo era algo quase sobrenatural?
[ resposta ]
bom.
Oque acontece agora, é o ponto de virada da noite.
Até agora as coisas pareciam bem lucidas. Uma noite normal e a
sorte de encontrar um criminoso, realizar uma prisão, nada de tão
extraordinário
Certo @Lyanna?
[ resposta ]
Errado.
Você saca o seu cartão de acesso
E @John faz pra mim um teste de percepção
[ teste ]
cercado por soldados, você vê atrás do balcão, uma luz laranja.
uma luz laranja tremeluzindo e piscando como se fosse uma espécie
de lâmpada.
de repente, você sente algo estranho.
você vê faíscas laranjas surgindo sutilmente no chão ao lado do
balcão.
tem alguma coisa errado Johnatan, e só você percebeu.
você pode tentar fazer alguma coisa
**🔸 Oque você faz?**
[ ele tenta, mas não da tempo ]
de repente:
– BIIIIZZ! BIZZZ! – as luzes começam a piscar brevemente.
e nesse ponto Lyanna já puxou o cartão de identificação, na certeza
de mostrar aos colegas imperais que é um deles.
mas Lyanna, você vê diante dos seus olhos, encarando o cartão
enquanto as luzes do bar piscam
Os cartões de identificação do império são barras finas de cobre e
estanho revestidas com uma película de aço inoxidável, praticamente
documentos inalteráveis e ciberneticamente protegidos contra todo
tipo de tecnologia de cópia. Mas nesse momento, algo acontece
diante dos seus olhos @Lyanna
@Lyanna o seu nome cravado no cobre, na parte superior do cartão,
desaparece.
@Johnatan a luz laranja fica mais forte
@Lyanna seu rosto cravado no cartão, desaparece.
@Johnatan a gota de suor escorrendo no seu queixo desliza pra cair,
mas começa a subir, a pequena gota de suor começa a voar pra cima
diante dos seus olhos.
@Lyanna seu numero de identificação e números de série,
desaparecem.
@Johnatan o rasgo na sua roupa começa a se auto costurar fechando
a fenda como se o tecido tivesse vida própria.
@Lyanna sua digital desaparece.
@Lyanna @Johnatan vocês dois sentem um enjoo súbito, um
embrulho no estômago.
e então, as luzes piscando levemente finalmente se estabilizam
e quando se estabilizam e a tensão tem fim:
@Lyanna o seu cartão de identificação se transforma em uma pedra
de cobre.
@Johnatan e a luz alaranjada atrás do balcão, as faíscas laranjas
brilhantes no ar, também desaparece.
podem cenar.
G1: CADÊ O TAL CARTÃO DE IDENITIFCAÇÃO?! SE IDENTIFIQUE?!
ele grita apontando a arma pra você @Lyanna
@Johnatan você vê essa mulher do seu lado ficar confusa, sem querer
puxar o próprio cartão de identificação.
[ Lyanna nn acha o cartão ]
bom Lyanna.
nesse ponto, você fica completamente sem chão, oque acabou de
acontecer é inacreditável e parece ter sido uma grande alucinação.
Você se sente louca por um momento mas sua mente em
funcionamento: você conhece muito bem a abordagem da Federação
Imperial, eles não vão te ouvir sem provas, não vão parar te escutar.
Se você não fizer nada agora, se não lutar ou fugir, você vai presa,
ate porque, a Federação não julga ninguém.
Nesse momento Johnatan e Lyanna tão com as mãos pra cima, no
centro do bar, parados de frente pra 6 sentinelas da Federação,
mesas e cadeiras já vazias entre ambos. O irônico cenário de um
espião da Rebelião e uma soldado da alta patente da Federação
Imperial, embora completos opostos, estavam na mesma situação:
fuga, prisão, ou morte.
e agora eu quero que vocês me digam
**🔸 Oque você faz?**
[ um combate se inicia ]
[ teste pra achar rotas de Fuga ]
Vocês veem outros dois sentinelas da federação entrarem
rapidamente pela porta do bar, e eles vão tentar atirar em vocês à
queima roupa, 1 na Lyanna e 1 no Johnatan
[ teste de esquiva ]
@Lyanna faz também um teste de INTELIGENCIA
você conhecendo a metodologia da Federação Imperial sabe que tem
o triplo de sentinelas chegando pra pegar vocês, e com os sons de
luta, esse numero aumentou o triplo.
e no momento em que você pensa isso, mais 2 soldados chegam
se vcs quiserem analisar rotas de fuga, é teste de TÁTICA
[ Teste de tática ]
Ok vocês veem 3 opções
:one: sair pela porta da frente: com mais e mais soldados chegando
:two: quebrar a janela de vidro e sair pela lateral
:three: sair pelos fundos do bar
das 3 a terceira parece mais eficaz
[ eles saem ]
Johnatan e Lyanna vocês vão correndo até a saída, os tiros, faíscas,
luzes piscando e a destruição levando o bar à baixo fazem vocês
ignorarem por um breve segundo que se repudiam completamente.
mas assim que vocês saem na rua a coisa fica ainda mais feia
tem mais uma dúzia de soldados armados cercando o perímetro.
Vocês recuam por reflexo vendo que tão cercados e antes que
tenham tempo de pensar em alguma rota de fuga, algo acontece:
@John @Lyanna vocês veem surgir da direita um som repentino, um
guinado elétrico lufando uma correte de ar na direção de vocês
e é quando o vento fica forte o suficiente que vocês veem no mesmo
instante um dos carros voadores – os taxis dessa cidade – aparecer
nessa rua escura e atropelar QUATRO SENTINELAS SEGUIDOS, UM
ATRÁS DO OUTRO
o taxi voador para na frente de vocês e quebrando totalmente as
expectativas no instante em que o vidro se abaixa, vocês dois veem
uma garotinha, 10 anos de idade – até meio banguela, sequer perdeu
todos os dentes de lente ainda – olha pra vocês com um sorriso e os
olhos arregalados
Pr: VOCÊS SÃO DA REBELIÃO?!
Oque vocês fazem? Falam? Podem cenar
[.]
Pr: SUBAM LOGO ENTÃO!
[.]
Vocês sobem no carro se vendo sem alternativas, é óbvio que vocês
gostariam de perguntar algo como “Você não é jovem demais pra
dirigir um taxi?” mas conhecendo a natureza desse lugar ou esse é o
trabalho dessa criança ou ela roubou isso
oque importa é que ela ACELERA COM TUDO e o taxi voador começa
a planar indo pra cima enquanto vocês recebem tiros e ricocheteiam
nos bancos de trás rasgados desse taxi
Pr: EU NUNCA CONHECI NINGUÉM DA REBELIÃO! – ela grita tentando
abafar a lufada de vento, o guinado do motor e os tiros
Pr: É VERDADE QUE VOCÊS TODOS TEM IMPLANTES DE ASINHAS
FEITAS DE PRATA NAS COSTAS, TIPO PASSARINHOS METÁLICOS?!
enquanto o barco alça voo dois sentinelas vão subir e tentar
esfaquear o melhor alvo
teste de SORTE os dois pra ver quem vai levar duas facadas
[ teste ]
garotinha alça voo no carro voador, tudo acontece muito rápido, as
luzes neon coloridas dos letreiros, o som de fogo vindo do motor, as
lufadas de vento como em um helicóptero
@lyanna @Johnatan de repente vocês tão a 15 metros do chão dentro
de um carro voador em um cenário cyberpunk
E os DOIS vão levar cada um uma facada
vocês vão bloquear, esquivar ou contra atacar?
[ eles decidem e descrever ]
Assim que o carro voador deixa o chão vocês veem os soldados da
Federação Imperial ficando pequenininhos lá embaixo
um deles aproxima o punho da boca como que falando em um
comunicador
– REFORÇO NO DESTRITO HAHURISHÔ RUA 2BSG1, ENVIE UNIDADE
AÉREA!
O carro leva um tempo pra se estabilizar no ar
Pr: EU SOU BOA PILOTA, NÃO SE PREOCUPEM, EU SÓ TENHO MUITA
MIOPIA MAS EU TO ACOSTUMADA!
e de repente
– BGHRUM!
Alguma coisa acerta a traseira do carro, todos arregalam os olhos por
um instante, e quando vocês se virem pra ver, quatro enormes motos
voadoras, lataria vermelha neon, extremamente rápidas e vindo na
direção de vocês.
cada uma comportando um sentinela da federação, mas esses
usando retalhos vermelhos nas roupas e no capacete e apontando
pistolas duas vezes maiores
Pr: ELE ACERTOU O MOTOR! – a garotinha grita do banco da frente,
com uma das mãos no volante e a outra passando a marcha
rapidamente
Pr: ALGUM DE VOCÊS SABE IMPROVISAR UM REMENDO NO MOTOR?!
( ces nn fazem ideia )
Pr: MERDA, ENTÃO EU FAÇO!
Pr: ALGUÉM PRECISA PILOTAR ISSO AQUI, ALGUM DE VOCÊS SABE
PILOTAR?!
Ambos sabem, mas você @Johnatan não pode confiar sua vida à
alguém da Federação nada garante que ela não vá entregar você de
bandeja pra eles pra se safar
e @Lyanna você como oficial da lei não pode confiar sua vida à um
terrorista de uma organização criminosa
Pr: ALÔOO O COMBUSTIVEL TA VAZANDO, O CARRO VAI CAIR
podem cenar e me dizer
**🔸 Oque vocês fazem?**
[.]
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Ela encara vocês dois brigando
Pr: Entendi aquele ditado “nunca conheça seus heróis” agora.
--------------
[ um piloto é escolhido ]
Pr: LEVA A GENTE PRO TRANSITO DA RODOVIA, VAI SER MAIS FÁCIL
DESPISTAR ELES! – ela ponta pra uma enorme linha brilhante e
colorida ainda mais acima, entre os prédios, que olhando
atentamente você percebe que são vários carros voadores enfileiras
transitando
@Lyanna @Johnatan
vocês tem uma escolha, ou vocês continuam aí e são alvejados por
essas motos voadores, ficando expostos aos tiros delas; ou vocês vão
pro transito suspenso, onde vai ser bem mais difícil de pilotar
🔸 se misturar no transito
🔹 permanecer
podem cenar
[ PERSEGUIÇÃO CONTINUA PELO TRANSITO,
LYANNA E JOHNATAN LUTAM MAS O CARRO
CAI E ELES SÃO PEGOS E PRESOS ]
Depois dos acontecimentos daquela noite boêmia em Letheown.
Lyanna e Johnatan, inimigos recém descobertos foram levados sob
custodia pela Federação Imperial. Jogados em uma grande nave
cargueiro, metálica, fria e úmida com outras dezenas de outros
indivíduos algemados nas mãos e pés, espremidos em um mutirão de
pessoas que viajou por horas a fil naquelas condições.
Lyanna e Johnatan não trocaram uma palavra enquanto viajando
capturados pelo império. Ambos tinham pontos de vista bem
individuais: Johnatan sabia do horror da Federação Imperial, sabia
qual nível de problema seria ser jogado em uma prisão de segurança
máxima – lugar que com certeza mandariam alguém na posição dele.
Já Lyanna ainda detinha de um fagulha de esperança de que tudo
poderia ser esclarecido quando seus superiores das instalações Laxus
12 dessem falta dela.
Claro que ambos se odiavam, Lyanna e Johantan eram opostos
declarados absolutamente incompatíveis de qualquer forma, mas a
ponte entre eles – pris, acorrentada depois de muito esforço dos
sentinelas da Federação em conseguir algemas que coubessem em
uma garotinha de 10 anos – não parou de tagarelar fazendo
perguntas de pra onde iam ou de quem eles eram.
Era sobre essas ruas que Lyanna, e um outro sujeito,
coincidentemente caminhavam.
Pr: Não tenho interesse nenhum nisso, Marvin! – ela gesticula
enquanto põe o máximo de lamen na boca
Marvin era o homem do outro lado do balcão, dono daquela
barraquinha que ela frequentava sempre que podia.
Pr: “uma Khéssida nova!” eles disseram – a garotinha debocha – são
tolos Marvin.
– Eles tem 10 anos. – ele seca as mãos no pano de prato
Pr: então são crianças tolas.
– Você tem 10 anos. – ele joga óleo na chapa
Pr: Sou uma criança avançada.
Marvin rapidamente entrega outro pedido no balcão
Pr: Não espere que eu gaste meu tempo com coisas como um modelo
novo de Khéssida – a garotinha enche a boca de macarrão quente,
mas desesperadamente cospe e enche as bochechas de ar pra soprar
e continua:
Pr: A sociedade é dominada por megacorporações que controlam
tudo à nossa volta, o governo, a tecnologia, a mídia. O bombardeio
incessante
CONCEITOS:
Ronin: os Ronin (浪人) são ex-militares da Federação Imperial, que com
a grande reforma
Traficantes de dados: indivíduos ciberneticamente modificados pra
transformar informações criticas em sua mente
“Letheown é como uma experiência malsucedida de darwinismo
social, projetada por um pesquisador entediado que não tirava o dedo
do botão de fast-foward. Pare de assaltar e você se afunda sem
deixar rastro, mas mova-se um pouco rápido demais e você quebra a
frágil tensão de superfície do mercado negro; de qualquer uma das
duas maneiras, você já era e não sobra nada seu. Embora o coração,
o pulmão ou os rins possam sobreviver a serviço de algum estranho
que tenha neoienes pra pagar os tanques das clinicas.”
Mico toxina: punição para criminosos
Corporações multicontinentais: comandam as ruas de letheown
ocupando o lugar que seria do Império
crazy thunder road
bakuretsu toshi
Gattaca
motoqueiros, punks, gangues, prostitutas, neurodivergentes são
presentes no gênero
a união entre executivos poderosos, membros de gangues, a
federação Imperial
aquels que lucram com o mundo tecnologicamente avançado, e
aqueles que estão do lado em que a corda arrebenta
Homogenização de culturas
um estado que usa a força policial pra proteger os que tem poder pra
arruinar a vida de todos
a automação industrial preocupa as pessoas com a substituição do
trabalho humano por robôs
humanos artificiais criados à partir de células de um individuo morto
vilas de cilicio
Um Mundo de alta tecnologia e baixa qualidade de vida
– Eles usam sim! – ele diz gesticulando como se implorasse com as mãos,
inclinado pra frente, cotovelos sobre a mesa da lanchonete e as costas
ignorando o banco acolchoado da cadeira
– Não usam, se usassem todas as comidas teriam o mesmo gosto. – o
colega responde confiante, inclinado pra trás
– As comidas não vão ter o mesmo gosto se forem fritadas no mesmo óleo,
não é assim que as comidas funcionam idio-
– Não sabia que bandido agora era cursado em gastronomia.
Ambos sentados um de **frente pro outro** silenciam, um deles da uma
golada em um café.
– toda essa irritação é porque eu discordei do trabalho?
– quero entender. Me diga, PORQUE complica tanto o nosso trabalho.
– porque vai dar errado – ele se inclina pra trás recostando as costas no
acolchoado vermelho do banco
– vai dar certo! – o colega se inclina pra frente apoiando os cotovelos na
mesa
– igual deu certo naquela loja de conveni-
– NÃO FALA DA DROGA DA LOJA DE CONVENIÊNCIA DE NOVO OUVIU?! – ele
esbraveja batendo na mesa enraivecido.
ambos silenciam por um momento visto que toda a lanchonete encara os
dois por um momento
– desculpem desculpem, meu colega teve um dia difícil – ele murmura
repetidas vezes pras mesas mais próximas.
e continua com um tom de voz apreensivo:
– olha cara oque eu to querendo dizer que assaltos pequenos assim ficaram
arriscados, a gente devia parar e pensar em outra estratégia de carreira
– PARAR?!
– Fala baixo desgraçado!
– Parar?! E você vai fazer oque?! Vai trabalhar?!
– Oque?! Óbvio que não. O lance é que eu tenho coisas à perder sacou? eu
tenho mãe cara.
– e você acha que eu nasci de chocadeira? Em uma daquelas incubadoras
da Nova Genesis?!
– O ponto aqui é que eu quero um trabalho com menos riscos, só isso
– Você quer?
– Ok, a gente quer, a gente é parceiro, por isso eu tô chamando você pra
entrar nessa comigo cara.
– o seu pedido senhor. – uma garçonete interrompe a conversa pra colocar
uma bandeja sobre a mesa, nenhum dos dois olha pra ela, os dois se
encaram em silencio, um deles irritado e o outro dando uma golada no café
frio.
– Trabalho sem riscos é?!
– Isso aí cara, trabalho sem riscos.
– Eu vou te explicar uma coisa sobre esse lugar, aqui não é como lá em
cima – o colega se impõe, ele treme o dedo apontando pra cima – não é um
mundo mágico de conto de fadas com magia, aventuras e um bondonso
Artesão nos iluminando enquanto comemos metais
e conclui:
Aqui é Letheown cara! O subterrâneo da capital!
Essa maldita megalópole subterrânea é praticamente uma experiência
malsucedida de darwinismo social projetada por algum desses
pesquisadores gordos entediados que vivem de pornografia e fastfood. Se
você parar de assaltar vai se afundar sem deixar rastros, mas se começar a
se mover um pouco rápido demais você vai quebrar a tensão frágil do
mercado negro e eles acham você, de qualquer uma das maneiras você já
era e não sobre nada seu, mesmo que o coração ou os rins possam
sobreviver a serviço de algum estranho que tenha créditos o suficiente pra
pagar por aquelas cirurgias podres da Nova Genesis.
tá me entendendo cara?! – ele bate o indicador contra a mesa repetidas
vezes
o colega não diz nada.
– esse mundo aqui não tem espaço pra gente como você ou eu, a gente
sequer tem acesso à luz do sol e você vem com esse papinho de
honestidade e trabalho sem riscos?! Se não tomarmos atitude homens
como você e eu vamos morrer no escuro cara, no escuro!
o colega para, e repensa. Por um momento não faz nada se não dar uma
golada no café frio com um olhar caído
– Tá. Vamo acabar logo com essa merda então. – ele enfia a mão na bainha
da calça jeans e tira algo de lá
o colega faz o mesmo e ambos jogam sobre a mesa revolveres, pistolas
laser. Ele faz isso com um grande sorriso no rosto, cheio de prazer. Ele se
reclina quase que totalmente sobre a mesa pra dizer:
– eu controlo os clientes, e você os funcionários, como sempre foi. – ele sorri
maliciosamente.
– Ok.
ambos levantam e um deles – oque era contra a ideia – se revela dando um
tiro pra cima e gritando impiedosamente de forma aterrorizante enquanto
aponta a arma pra todos
– TODO MUNDO NO CHÃO OU EU JURO QUE METO UMA BALA NA CABEÇA DE
QUALQUER UM QUERENDO BANCAR O HERÓI!
[ tittle ]
BOEMIA.
Não há palavra melhor pra definir as noites em Letheown.
Por mais fascinante que o lugar pareça á primeira vista, tudo não passa de
ilusão. Os primeiros projetos de construção no subterrâneo da capital do
Mundo Esperanto tinham um único propósito: indústria. Fábricas e mais
fábricas erguiam-se no subsolo impulsionando a economia mas esquecendo
oque a sustentava. Os operários, sem condições de viver na superfície,
improvisaram barracos à margem das fábricas, transformando durante
séculos essa região numa periferia esquecida pelos de cima, sem qualquer
regimento do governador Evergreen.
A falta de estrutura desenhou um cenário impregnado pela fumaça das
indústrias, a agua contaminada dos resíduos químicos e a superlotação de
cada viela. O caos abriu caminho para um submundo de excessos onde o
crime floresceu sem resistências: entorpecentes, prostituição, glutonaria –
tudo era tão normal quanto ir ao mercado fazer compras.
Letheown não dormia. Se embrigava em sua própria decadência
É aí que entra a boemia: a busca incansável dos habitantes por prazeres
fugazes e breves lampejos de uma liberdade que, no fim, não passa de
ilusão.
Isso resultou exatamente no que a Federação Imperial desejava, uma
população à margem da sociedade, tão absorvida por prazeres fúteis que
mal percebia a miséria do mundo aqui embaixo, por isso, investiram com
toda força em tecnologias de todos os tipos, transformando Letheown – não
só em um campo experimental, mas um mecanismo eficaz e silencioso de
repressão.
Era sobre essas ruas que você @John caminhava naquela noite.
sobre a sua missão há algo que valha a pena explicar.
As Oito Grandes famílias sempre possuíram territórios próprios – Silvergrove
dos Hammell, Cardalus dos antigos Valator –, mas o imperador era uma
exceção. A morada dele não era uma terra fixa, e sim um símbolo sagrado e
ancestral erguido há cerca de cinco mil anos junto com o regime: A Pirâmide
de Ummala. Uma espécie de **nave**, colossal como uma ilha em forma de
pirâmide movendo-se conforme os desígnios do grande Imperador.
Apesar de ser a autoridade suprema do planeta, o Imperador era a figura
mais enigmática da história humana. A identidade dele era um segredo
absoluto, por isso o **Trono do Cosmos** (como era chamado o trono do
Imperador) permanecia oculto atrás de uma colossal cortina dourada feita
de obsidiana maciça e revestida em ouro puro chamada de **O Primeiro
Firmamento** – a barreira final, entre Deus (O Imperador) e os homens.
O Imperador não tinha forma, ou rosto, e poucos sabiam sobre sua voz,
esses poucos – os que detinham do conhecimento da identidade do
Imperador – eram uma ordem santa e sagrada: os Samordukai, que eram
um mistério tão grande quanto o próprio imperador. Eles, que orquestravam
toda a política do mundo por debaixo dos panos, escolhiam à cada 100 anos
quem seria o próximo na sucessão do Trono do Cosmos.
O imperador tinha um grupo seleto de amigos, e por isso, era tão
importante pra Johnatan investigar os interesses de um desses amigos –
Caladan Valator – incluindo seus interesses recentes nos Jogos Meridionais e
como isso poderia se relacionar com a figura Imperador. A missão dele se
inscrever nos Jogos e investigar os participantes pra tentar entender oque o
Valator queria com eles.
@Johnatan era exatamente sobre isso que você pensava enquanto de forma
solitária e individual caminhava pelas ruas lotadas de Letheown, no distrito
de Harurishô.
Você tava à caminho de se inscrever pros Jogos Meridionais quando recebeu
uma pequena e breve missão secundaria
Mas algo estranho aconteceu Johnatan.
esse mesmo capitão – o “Sombra da Morte” seu superior na Asa Prateada –
pediu que você fosse até um **bar** em especifico no subterrâneo da
capital, investigar alguém “uma **mulher**, **cabelos brancos**,
cerca de **20 anos**” – foi tudo oque ele disse. Como você acabou de
chegar na capital, ainda nem se inscreveu pros Jogos Meridionais mas
seguiu as ordens do seu capitão de ir direto pro bar (é claro que pra beber
um pouco também)
E tendo todo esse contexto, você para diante desse mesmo bar, onde
casualmente, você deve esperar por essa suposta aparição, da mulher de
cabelos brancos.
O nome do bar em questão é **“A Filha do Capitão”**, tem esse nome
graças à uma expressão pejorativa da cultura popular, se refere à uma
mulher inalcançável demais pra se obter mas atraente demais pra não ser
desejada, um perfeito paradoxo pra qualquer homem – a filha do capitão.
O lugar é imundo @Johnatan, mas você meio que já tá acostumado.
Você entra no bar, à principio você vê bastante gente afinal esse lugar não
é só um bar mas também uma lanchonete. Você logo mais se senta no
balcão de coquetéis e drinques, mas não só isso, você percebe algo curioso
ao se sentar: é uma mulher sentada bem ao seu lado por coincidência,
também aguardando a bebida casualmente.
e é nesse ambiente caloroso, na vida noturna de uma grande subterrânea,
em que nossos dois protagonistas – uma soldado do império disfarçada, e
um espião da rebelião disfarçado – se conhecem no balcão do bar “Filha
do Capitão”.
@Lyanna descreve a Lyanna pra gente, oque ela ta fazendo enquanto tá
esperando o informante dela chegar.
e você dois podem cenar
Bom, em bares é inevitável que as pessoas procurem alguma aventura
romântica, e mesmo que vocês não estejam à procura disso
especificamente, esse é um ambiente propicio a pensamentos assim,
mesmo que contra a vontade.
então façam pra mim um teste de CHARME, os dois
[ talvez eles achem um ao outro atraentes ou sei lá ]
[ eles conversam, Lyanna sente vontade de ir no banheiro ]
@Lyanna no meio dessa conversa, algo acontece.
Você é uma aniquiladora do Império disfarçada, mesmo não estando de
uniforme todos os seus equipamentos tão guardados com você, isso inclui
seu cartão de identificação Imperial – um pequeno cartão metálico com
todos os seus dados como uma funcionária a serviço do Império – e um
**comunicador**, uma espécie de **rádio holográfico** que serve de
canal entre os sentinelas, guardas, guerreiros e aniquiladores.
Acontece que esse comunicador no seu bolso começou a vibrar MUITO
você sabe que o ideal pra não comprometer seu disfarce seria ir pra um
lugar reservado e ver do que se trata, tipo um banheiro
pode cenar
[ ELA VAI PRO BANHEIRO ]
Assim que você entra no banheiro do bar, sujo e beirando a podridão no
meio do intenso cheiro de xixi, você tira o aparelho comunicador do bolso
você liga ele pra ver qual a mensagem no canal de comunicação do Império
e de repente você ouve uma voz.
Você ouve a voz robótica do porta voz do canal:
```diff
- ATENÇÃO! Todos os sentinelas de prontidão devem aumentar o nivel de
fiscalização nas vielas e rodovias dos distritos e portos da capital do Mundo
Esperanto
- Acabamos de receber uma denúncia anônima no canal de comunicação
pública, um criminoso responsável por atividades terroristas em nome da
principal organização criminosa contra a Federação Imperial: A Asa
Prateada.
```
e é quando você @Lyanna vê algo que te deixa boquiaberta.
Um holograma no comunicador tremeluzindo em um tom azulado e
rabiscado revela a aparência do criminoso denunciado e recém descoberto
como membro da Asa Prateada.
```diff
- Um homem na faixa dos 20 anos de idade, pele negra, cabelos brancos
trançados, e porte médio. O individuo foi exposto pelo nosso **delator
anônimo** como um criminoso com uma extensa ficha criminal envolvendo
roubo; perturbação da paz; atividade rebelde; resistência à prisão;
resistência à interrogatório, incitação de à crimes contra a Federação e o
assassinato de oficiais da Federação
```
@Lyanna a imagem turva que o holograma forma é do homem que você
acabou de conhecer no bar.
Um membro da organização criminosa mais perigosa do planeta, o qual foi
oferecida uma recompensa de mais de 10.000 mil unidades por informações
e 100.000 por captura, a pedra no sapato da Federação Imperial nos últimos
10 anos, e o seu passe pra uma promoção gorda na Federação.
À alguns passos, sentado no balcão, te esperando.
**🔸 Oque você faz?**
@Lyanna pela visão de soldado da Lyanna sobre oque é a rebelião
imagina que ela acabou de descobrir que o cara do lado no bar é um
estuprador e um assassino, e ela é uma oficial da lei autorizada a
descer o cacete nele
tendo isso em mente, pode cenar
[ CENA ]