Relatório de Riscos e Capital Itaú 2024
Relatório de Riscos e Capital Itaú 2024
de Riscos e
Capital - Pilar 3
4° Trimestre de 2024
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Objetivo
O presente documento apresenta as informações do Itaú Unibanco Holding S.A. (Itaú Unibanco) requeridas pelo
Banco Central do Brasil (BACEN) por meio da Resolução BCB nº 54 e alterações posteriores, que dispõe sobre a
divulgação de informações referentes à gestão de riscos e capital, à comparação entre informações contábeis e
prudenciais, à indicadores de liquidez e risco de mercado, à apuração do montante dos ativos ponderados pelo
risco (RWA, do inglês “Risk Weighted Assets”), à apuração do Patrimônio de Referência (PR) e à remuneração
de administradores.1
A referida Resolução trouxe diversas alterações no formato de divulgação das informações de Pilar 3, além
de mudanças no escopo e na periodicidade das informações divulgadas. Todas estas alterações, implementadas
pelo Banco Central, visam a convergência da regulação financeira brasileira para as recomendações do
Comitê de Basileia, buscando a harmonização das informações divulgadas pelas instituições
financeiras em nível internacional, e levam em consideração as condições estruturais da economia brasileira.
Principais Indicadores
O foco do gerenciamento de riscos e capital do Itaú Unibanco é manter a instituição dentro das diretrizes de
risco do Conselho de Administração (CA). Abaixo estão os principais indicadores do relatório, apurados com
base no Conglomerado Prudencial, na data-base de 31 de dezembro de 2024.
Índice de Capital Principal Índice de Nível I Índice de Basileia
RWA
Em milhões
R$ 1.379.056
30 de setembro de 2024 R$ 1.304.627
(1)
As informações sobre remuneração de administradores são divulgadas anualmente.
(2)
Considerando o limite de 1,5% do AT1, conforme Res. CMN Nº4.958. Não fosse esse limite, o Índice de Capital Nível I ficaria em 15,3% em set/24.
(3)
O Índice de Basileia segue as instruções do Bacen e a soma do AT1 com o Nível II está limitada ao percentual e 3,5% pela Res. CMN nº4.958.
Caso não fosse limitado, o Índice de Basileia seria de 17,4% em set/24.
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Itaú Unibanco 1
Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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O Itaú Unibanco investe em processos robustos de gerenciamento de riscos e capital que permeiam toda a
instituição e que são a base das decisões estratégicas para assegurar a sustentabilidade dos negócios.
A seguir são apresentadas as informações sobre os requerimentos prudenciais e sobre a gestão integrada de
riscos da instituição.
Visando garantir a solidez do Itaú Unibanco e a disponibilidade de capital para suportar o crescimento dos negócios,
os níveis de Patrimônio de Referência (PR) foram mantidos acima do necessário para fazer frente aos riscos,
conforme evidenciado pelos índices de Capital Principal, de Nível I e de Basileia.
Em 31 de dezembro de 2024, o PR alcançou R$ 227.602 milhões, sendo R$ 206.196 milhões referentes a Nível I
e R$21.405 milhões referentes a Nível II.
a b c d e
Em R$ milhões 31/12/2024 30/09/2024 30/06/2024 31/03/2024 31/12/2023
Capital regulamentar
Capital Principal 188.265 178.324 170.045 161.346 166.389
Nível I 206.196 199.088 191.101 180.575 185.141
Patrimônio de Referência (PR) 227.602 227.250 215.557 203.885 206.862
Excesso dos recursos aplicados no ativo permanente - - - - -
Destaque do PR - - - - -
Ativos ponderados pelo risco (RWA)
RWA total 1.379.056 1.304.627 1.301.541 1.243.573 1.215.019
Capital regulamentar como proporção do RWA
Índice de Capital Principal (ICP) 13,7% 13,7% 13,1% 13,0% 13,7%
Índice de Nível 1 (%) 15,0% 15,3% 14,7% 14,5% 15,2%
Índice de Basileia 16,5% 17,4% 16,6% 16,4% 17,0%
Adicional de Capital Principal (ACP) como proporção do RWA
Adicional de Conservação de Capital Principal - ACPConservação (%) 2,5% 2,5% 2,5% 2,5% 2,5%
Adicional Contracíclico de Capital Principal - ACPContracíclico (%) (1) 0,1% 0,1% 0,1% - -
Adicional de Importância Sistêmica de Capital Principal - ACPSistêmico (%) 1,0% 1,0% 1,0% 1,0% 1,0%
(2)
ACP total (%) 3,6% 3,6% 3,6% 3,5% 3,5%
Margem excedente de Capital Principal (%) 4,9% 5,9% 5,0% 4,9% 5,5%
Razão de Alavancagem (RA)
Exposição total 2.805.181 2.726.099 2.688.589 2.554.246 2.488.099
RA (%) 7,4% 7,3% 7,1% 7,1% 7,4%
Indicador Liquidez de Curto Prazo (LCR)
Total de Ativos de Alta Liquidez (HQLA) 362.609 365.612 374.291 380.912 371.763
Total de saídas líquidas de caixa 163.863 162.529 186.137 196.260 193.779
LCR (%) 221,3% 224,9% 201,1% 194,1% 191,8%
Indicador de Liquidez de Longo Prazo (NSFR)
Recursos estáveis disponíveis (ASF) 1.375.854 1.314.703 1.292.628 1.244.220 1.246.214
Recursos estáveis requeridos (RSF) 1.127.870 1.058.433 1.057.107 988.534 982.376
NSFR (%) 122,0% 124,2% 122,3% 125,9% 126,9%
1) ACPContracíclico é fixado pelas autoridades monetárias das jurisdições que o Banco Itaú possui exposição sendo as mais relevantes o Brasil, em que o Comitê de
Estabilidade Financeira (Comef) define em zero (Comunicado BACEN nº 42.457/24), e o Chile, que está definido em 0,5%.
2) As normas do BACEN estabelecem um Adicional de Capital Principal (ACP), correspondente à soma das parcelas ACPConservação, ACPContracíclico e ACPSistêmico,
conforme definido na Resolução CMN 4.958.
O Índice de Basileia atingiu 16,5% em 31 de dezembro de 2024, redução de 0,9 p.p. em relação a setembro/24,
devido principalmente a recompras de dívidas que compõem o capital de nível I e II.
Além disso, o Itaú Unibanco possui folga em relação ao Patrimônio de Referência Mínimo Requerido no montante
de R$ 117.278 milhões, equivalente a 8.5 p.p. acima do mínimo regulatório (8%) e superior à exigência de ACP
de 3,6% (R$ 49.049 milhões). Considerando o ACP, a folga seria de 4.9 p.p.
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Itaú Unibanco
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Assumir e gerenciar riscos é uma das atividades do Itaú Unibanco e, para isso, a instituição deve ter bem
estabelecidos os objetivos para a gestão de riscos. Nesse contexto, o apetite de riscos define a natureza e o nível
dos riscos aceitáveis para a instituição e a cultura de riscos orienta as atitudes necessárias para gerenciá-los. O
Itaú Unibanco investe em processos robustos de gerenciamento de riscos e capital que são a base das decisões
estratégicas para assegurar a sustentabilidade dos negócios e para maximizar a criação de valor para o acionista.
Desde agosto de 2017, entrou em vigor a Resolução CMN 4.557 que dispõe sobre a estrutura de gerenciamento
de riscos e de capital. Dentre os processos para o adequado gerenciamento de riscos e capital destacam-se a
implementação de uma estrutura de gerenciamento contínuo e integrado de riscos, a Declaração de Apetite por
Riscos (RAS, do inglês “Risk Appetite Statement”) e do programa de teste de estresse, a constituição de Comitê
de Riscos e a indicação, perante o BACEN, do diretor para gerenciamento de riscos (CRO), com atribuição de
papéis, responsabilidades e requisitos de independência.
Estes processos estão alinhados às diretrizes do CA e dos Executivos que, por meio de órgãos colegiados, definem
os objetivos globais, expressos em metas e limites para as unidades de negócio gestoras de risco. As unidades de
controle e gerenciamento de capital, por sua vez, apoiam a administração do Itaú Unibanco por meio dos processos
de monitoramento e análise de risco e capital.
Os princípios que fornecem os fundamentos do gerenciamento de riscos, do apetite de riscos e as diretrizes para
a forma de atuação dos colaboradores do Itaú Unibanco no dia a dia para a tomada de decisão são:
• Sustentabilidade e satisfação de clientes: a visão do Itaú Unibanco é ser o banco líder em performance
sustentável e em satisfação dos clientes, por isso, preocupa-se em gerar valor compartilhado para colaboradores,
clientes, acionistas e sociedade, garantindo a perenidade do negócio. O Itaú Unibanco preocupa-se em fazer
negócios que sejam bons para o cliente e para a instituição;
• Cultura de risco: a cultura de risco da instituição vai além de políticas, procedimentos e processos, e busca
fortalecer a responsabilidade individual e coletiva de todos os colaboradores, para que façam a coisa certa, no
momento certo e de maneira correta, respeitando a forma ética de fazer negócios. Está pautada em quatro
princípios: a tomada consciente de riscos, a discussão e a ação sobre os riscos da instituição e a incumbência de
todos pela gestão de risco, os quais incentivam que o risco seja entendido e discutido abertamente, mantendo-se
dentro dos níveis determinados pelo apetite de risco, e para que cada colaborador, independentemente de sua
posição, área ou função, também assuma a responsabilidade pela gestão dos riscos do seu negócio. A Cultura de
Risco está descrita no item “Cultura de Risco”;
• Apreçamento do risco: o Itaú Unibanco atua e assume riscos em negócios que conhece e entende, e evita
os que não conhece ou para os quais não possui vantagem competitiva, avaliando cuidadosamente a relação de
risco e retorno;
• Diversificação: a instituição tem baixo apetite por volatilidade nos resultados e por isso atua em uma base
diversificada de clientes, produtos e negócios, buscando a diversificação dos riscos, além de priorizar negócios de
menor risco;
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Itaú Unibanco
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• Excelência operacional: o Itaú Unibanco quer ser um banco ágil, com infraestrutura robusta e estável, de
forma a oferecer um serviço de alta qualidade;
• Ética e respeito à regulação: para o Itaú Unibanco ética é inegociável, por isso, a instituição promove um
ambiente institucional íntegro, orientando os colaboradores a cultivar a ética nos relacionamentos e nos negócios,
e o respeito às normas, zelando pela reputação da instituição.
O Conselho de Administração é o órgão principal responsável por estabelecer as diretrizes, políticas e alçadas
para a gestão de riscos e capital. Por sua vez, o Comitê de Gestão de Risco e Capital (CGRC) é responsável por
apoiar o CA no desempenho de suas atribuições relacionadas à gestão de riscos e de capital. Já no nível executivo,
são estabelecidos órgãos colegiados, que exercem responsabilidades delegadas na gestão de riscos e capital,
presididos pelo Chief Executive Officer (CEO) do Itaú Unibanco, que são responsáveis pela gestão de riscos e
capital e cujas decisões são acompanhadas no âmbito do CGRC.
Para dar suporte a essa estrutura, a Área de Riscos possui diretorias especializadas que têm o objetivo de
assegurar, de forma independente e centralizada, que os riscos e o capital da instituição sejam administrados de
acordo com as políticas e procedimentos estabelecidos.
As responsabilidades sobre o gerenciamento de risco no Itaú Unibanco estão estruturadas de acordo com o
conceito de três linhas de defesa, a saber:
• 1ª linha de defesa: as áreas de negócio e áreas corporativas de suporte realizam a gestão dos riscos por
elas originados através da identificação, avaliação, controle e reporte dos mesmos;
• 2ª linha de defesa: área de riscos, uma unidade independente que realiza o controle dos riscos de forma
centralizada assegurando que os riscos do Itaú Unibanco sejam administrados e estejam apoiados nos princípios
de gerenciamento de riscos (apetite de risco, políticas, procedimentos estabelecidos e disseminação da cultura de
riscos nos negócios). Assim, o controle centralizado provê ao CA e aos executivos uma visão global das exposições
do Itaú Unibanco de forma a otimizar e agilizar as decisões corporativas;
• 3ª linha de defesa: auditoria interna, que está ligada ao Conselho de Administração e promove a avaliação
independente das atividades desenvolvidas na instituição, permitindo à alta administração aferir a adequação dos
controles, a efetividade do gerenciamento dos riscos e o cumprimento das normas internas e requisitos
regulamentares.
O Itaú Unibanco utiliza sistemas automatizados e robustos para completo atendimento aos regulamentos de
capital, bem como para mensuração de riscos, seguindo as determinações e modelos regulatórios vigentes.
Também coordena as ações para verificação da aderência aos requisitos qualitativos e quantitativos estabelecidos
pelos reguladores para observação do capital mínimo exigido e monitoramento dos riscos.
Cultura de Riscos
Visando fortalecer os valores e alinhar o comportamento dos colaboradores do Itaú Unibanco com as diretrizes
estabelecidas para gestão de risco, a instituição adota diversas iniciativas para disseminar e fortalecer uma cultura
de risco baseada em quatro princípios: a tomada consciente de riscos, a discussão e a ação sobre os riscos da
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instituição e a responsabilidade de todos pela gestão de risco. Esses princípios articulam as diretrizes do Itaú
Unibanco auxiliando os colaboradores a entender, identificar, mensurar, gerenciar e mitigar os riscos de maneira
consciente.
Além das políticas, procedimentos e processos de gestão de risco, a instituição tem como elemento central de sua
Cultura Corporativa a mensagem “Ética é Inegociável”. Direcionadores de comportamento, também dispostos
nessa cultura, reforçam e fortalecem o comportamento na gestão de riscos no Conglomerado, enfatizando o
comportamento que irá ajudar as pessoas em qualquer nível da instituição a assumir e gerenciar os riscos
conscientemente. Com esses princípios disseminados, há um incentivo para que o risco seja entendido e discutido
abertamente, mantendo-se dentro dos níveis determinados pelo apetite de risco, e para que cada colaborador,
independentemente de sua posição, área ou função, também assuma a responsabilidade pela gestão dos riscos
do seu negócio.
O Itaú Unibanco também disponibiliza canais para comunicar falhas operacionais, fraude interna ou externa,
conflitos no ambiente de trabalho ou casos que possam prejudicar os clientes ou ocasionar transtornos e/ou
prejuízo para a instituição. Todos os colaboradores e terceiros têm a responsabilidade de comunicar os problemas
imediatamente, assim que tomarem conhecimento da situação.
Apetite de Risco
O Apetite de Risco articula o conjunto de diretrizes do Conselho de Administração (CA) sobre estratégia e assunção
de riscos, definindo a natureza e o nível dos riscos aceitáveis para a organização e considerando a capacidade de
gerenciamento de forma efetiva e prudente, os objetivos estratégicos, as condições de competitividade e o
ambiente regulatório.
O Itaú Unibanco possui uma política de apetite de risco, estabelecida e aprovada pelo CA, que direciona a sua
estratégia de negócios. O apetite de risco da instituição é fundamentado na seguinte declaração do CA:
“Somos um banco universal, operando predominantemente na América Latina. Apoiados em nossa cultura de
riscos, atuamos com rigoroso padrão ético e de cumprimento regulatório, buscando resultados elevados e
crescentes, com baixa volatilidade, mediante o relacionamento duradouro com o cliente, apreçamento correto dos
riscos, captação pulverizada de recursos e adequada utilização do capital.”
A partir desta declaração foram definidas seis dimensões, cada uma delas composta por um conjunto de métricas
associadas aos principais riscos envolvidos, combinando formas complementares de mensuração, buscando uma
visão abrangente das nossas exposições:
• Capitalização: estabelece que o Itaú Unibanco deve ter capital suficiente para se proteger de uma grave
recessão ou de um evento de estresse sem necessidade de adequação da estrutura de capital em circunstâncias
desfavoráveis. É monitorada através do acompanhamento dos índices de capital do Itaú Unibanco, em situação
normal e em estresse e dos ratings de emissão de dívidas da instituição;
• Liquidez: estabelece que a liquidez do Itaú Unibanco deverá suportar longos períodos de estresse. É
monitorada através do acompanhamento dos indicadores de liquidez;
• Composição dos resultados: define que os negócios serão focados principalmente na América Latina, onde
o Itaú Unibanco terá uma gama diversificada de clientes e produtos, com baixo apetite por volatilidade de resultados
e por risco elevado. Esta dimensão compreende aspectos de negócios e rentabilidade, risco de mercado e IRRBB,
subscrição e risco de crédito, incluindo dimensões sociais, ambientais e climáticas. As métricas monitoradas
buscam garantir, por meio de limites de concentração de exposição como, por exemplo, setores de indústria,
qualidade das contrapartes, países e regiões geográficas e fatores de riscos, adequada composição das nossas
carteiras, visando à baixa volatilidade dos resultados e à sustentabilidade dos negócios;
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• Risco operacional: foca no controle dos eventos de risco operacional que possam impactar negativamente
a estratégia de negócio e operação, realizado através do monitoramento dos principais eventos de risco
operacional e das perdas incorridas;
• Reputação: aborda riscos que possam impactar o valor da nossa marca e da reputação da instituição junto
a clientes, funcionários, reguladores, investidores e público geral. O monitoramento dos riscos nesta dimensão é
feito através da observância da conduta da instituição.
• Clientes: aborda riscos que possam impactar a satisfação e experiência dos clientes, sendo monitorada
por meio do acompanhamento da satisfação dos clientes, eventos com impactos diretos em clientes e indicadores
de suitability.
O Conselho de Administração é o responsável pela aprovação das diretrizes e limites do apetite de risco,
desempenhando suas responsabilidades com o apoio do Comitê de Gestão de Risco e Capital (CGRC) e do Chief
Risk Officer (CRO).
As métricas são monitoradas frequentemente e devem respeitar os limites definidos. O monitoramento é reportado
às comissões de riscos e ao CA e orienta a tomada de medidas preventivas de forma a garantir que as exposições
estejam dentro dos limites estabelecidos e alinhados à nossa estratégia.
Teste de Estresse
O teste de estresse é um processo de simulação de condições econômicas e de mercado extremas nos resultados,
liquidez e capital do Itaú Unibanco. A instituição realiza este teste com o objetivo de avaliar a sua solvência em
cenários plausíveis de crise, bem como de identificar áreas mais suscetíveis ao impacto do estresse que possam
ser objeto de mitigação de risco.
A estimação das variáveis macroeconômicas para cada cenário de estresse é realizada pela área de pesquisa
econômica. A elaboração dos cenários de estresse considera a análise qualitativa da conjuntura brasileira e
mundial, elementos históricos e hipotéticos, riscos de curto e de longo prazo entre outros aspectos, conforme
definido na Resolução CMN 4.557.
Neste processo, são avaliados os principais riscos potenciais para a economia com base no julgamento da equipe
de economistas do banco, referendados pelo Economista Chefe do Itaú Unibanco e com aprovação em Conselho
de Administração. As projeções das variáveis macroeconômicas (como por exemplo, PIB, taxa básica de juros,
taxas de câmbio e inflação) e do mercado de crédito (como captações, concessões, taxas de inadimplência, spread
e tarifas) são geradas a partir de choques exógenos ou através de modelos validados por uma área independente.
Em seguida, os cenários de estresse adotados são utilizados para sensibilizar o resultado e o balanço orçados.
Além da metodologia de análise de cenários, também são empregadas análises de sensibilidade e Teste de
Estresse Reverso.
O Itaú Unibanco utiliza as simulações para a gestão de riscos de seu portfólio, considerando Brasil (segregado em
atacado e varejo) e Unidades Externas, dos quais decorrem os ativos ponderados ao risco e os índices de capital
e de liquidez em cada cenário.
O teste de estresse é parte integrante do ICAAP, com o principal objetivo de avaliar se, mesmo em situações
severamente adversas, a instituição teria níveis adequados de capital e liquidez, não impactando a sustentabilidade
de suas atividades.
As informações geradas permitem a identificação de potenciais ofensores aos negócios, subsidiando decisões
estratégicas do Conselho de Administração, os processos orçamentários e de gerenciamento de riscos, além de
servirem de insumos para métricas de apetite de risco da instituição.
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Plano de Recuperação
Em resposta às últimas crises internacionais, o Banco Central publicou a Resolução nº 4.502, que requer o
desenvolvimento de um Plano de Recuperação pelas instituições financeiras enquadradas no Segmento 1, cuja
exposição total em relação ao PIB seja superior a 10%. Este plano tem como objetivo restabelecer níveis
adequados de capital e liquidez, acima dos limites operacionais regulatórios, diante de choques severos de
estresse de natureza sistêmica ou idiossincrática. Desta maneira, cada instituição conseguiria preservar sua
viabilidade financeira, ao mesmo tempo em que mitiga o impacto no Sistema Financeiro Nacional.
O Itaú Unibanco possui um Plano de Recuperação que contempla todo o Conglomerado, incluindo as subsidiárias
no exterior, e contém a descrição dos itens abaixo:
I – Funções críticas prestadas pelo Itaú Unibanco ao mercado, atividades que, se interrompidas bruscamente,
poderiam impactar o Sistema Financeiro Nacional (SFN) e o funcionamento da economia real;
III – Programa de monitoramento mensal, estabelecendo níveis críticos para um conjunto de indicadores, com
vistas ao acompanhamento dos riscos e eventual gatilho para execução do Plano de Recuperação;
IV – Cenários de estresse, contemplando eventos que possam ameaçar a continuidade dos negócios e a
viabilidade da instituição, incluindo testes reversos, que procuram identificar cenários remotos de risco,
contribuindo para aumento da sensibilidade na gestão;
VI – Plano de comunicação com partes interessadas, buscando tempestividade na execução do Plano, com o
mercado, reguladores e demais públicos de interesse;
VII – Mecanismos de governança necessários à coordenação e execução do Plano de Recuperação, como por
exemplo, a definição do diretor responsável pelo exercício no Itaú Unibanco.
Com essa prática, o Itaú Unibanco consegue demonstrar continuamente que, mesmo em cenários severos, com
probabilidade de ocorrência remota, possui estratégias capazes de gerar recursos suficientes para assegurar a
manutenção sustentável de atividades críticas e serviços essenciais, sem prejuízos aos clientes, ao sistema
financeiro e aos demais participantes dos mercados em que atua.
O Itaú Unibanco assegura a manutenção do exercício de forma a garantir que as estratégias permaneçam
atualizadas e viáveis frente às mudanças organizacionais, concorrenciais ou sistêmicas.
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Para avaliar sua suficiência de capital, anualmente, o Itaú Unibanco adota o fluxo apresentado a seguir:
Adotando uma postura prospectiva no gerenciamento do seu capital, o Itaú Unibanco implantou sua estrutura de
gerenciamento de capital e seu ICAAP, atendendo, dessa forma, à Resolução do Conselho Monetário Nacional
(CMN) 4.557, à Circular BACEN 3.846 e à Carta-Circular BACEN 3.907.
O resultado do último ICAAP, que engloba os testes de estresse – realizado para data-base dezembro de 2023 –
apontou que o Itaú Unibanco dispõe, além de capital para fazer face a todos os riscos materiais, de significativa
folga de capital, garantindo assim a solidez patrimonial da instituição.
Suficiência de Capital
O Itaú Unibanco, por meio do processo de ICAAP, avalia a suficiência de capital para fazer frente aos seus riscos,
representados pelo capital regulatório de risco de crédito, mercado e operacional e pelo capital necessário para
cobertura dos demais riscos. Visando a garantir a solidez do Itaú Unibanco e a disponibilidade de capital para
suportar o crescimento dos negócios, os níveis de Patrimônio de Referência foram mantidos acima do necessário
para fazer frente aos riscos.
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De acordo com a Resolução CMN 4.958 e alterações posteriores, para fins do cálculo dos requerimentos mínimos
de capital, deve ser apurado o montante de RWA, obtido pela soma das seguintes parcelas:
• RWACPAD = parcela relativa às exposições ao risco de crédito, calculada segundo abordagem padronizada.
• RWACIRB = parcela relativa às exposições ao risco de crédito, calculada segundo sistemas internos de
classificação de risco de crédito (abordagens IRB - Internal Ratings-Based), autorizados pelo Banco Central do
Brasil.
• RWAMPAD = parcela relativa ao capital requerido para risco de mercado, calculada segundo abordagem
padronizada.
• RWAMINT = parcela relativa ao capital requerido para risco de mercado, calculada segundo abordagens do
modelo interno, autorizadas pelo Banco Central do Brasil.
• RWAOPAD = parcela relativa ao capital requerido para o risco operacional, calculada segundo abordagem
padronizada.
a b c
Requerimento
RWA
mínimo de PR
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LIA: Explicação das diferenças entre valores registrados nas demonstrações contábeis e valores das
exposições sujeitas a tratamento prudencial
A principal diferença entre o escopo de consolidação contábil e o escopo de tratamento prudencial é a não
consolidação de empresas não financeiras (destacando-se empresas de Seguros, Previdência e Capitalização) no
Consolidado Prudencial, diferença que também gera impacto nas eliminações das transações com Partes
Relacionadas.
A mensuração do valor justo no Banco Itaú Unibanco segue os princípios contidos nos principais órgãos
normatizadores, tais como CVM e BACEN. A instituição tem as melhores práticas em termos de políticas,
procedimentos e metodologias de apreçamento e está comprometida em garantir o apreçamento de instrumentos
financeiros em seu balanço com os preços referenciados e divulgados pelo mercado, e na impossibilidade disso,
despender seus melhores esforços para estimar o que seria o preço justo pelo qual os ativos financeiros seriam
efetivamente transacionados, maximizando o uso de dados observáveis relevantes e, em condições específicas,
estes instrumentos podem ser avaliados a modelo. Em todas as situações acima a organização tem um controle
dos seus métodos de apreçamento e gestão de risco de modelo.
O processo de verificação independente de preços (IPV) segue as diretrizes contidas na Resolução nº 4.277, com
verificação diária dos preços e insumos de mercado executada por equipe independente da equipe de
apreçamento. Esse processo também está sujeito as práticas de avaliação independente por parte das equipes de
controles internos, auditoria interna e auditoria externa.
A instituição tem um modelo híbrido de avaliação da necessidade de ajustes prudenciais com duas componentes.
A primeira componente é um modelo de avaliação tempestiva avaliando novos produtos, operações e fatores de
risco negociados e que verifica o enquadramento e exigibilidade com quaisquer componentes dos ajustes
prudenciais existentes. A segunda é uma avaliação periódica que tem como objetivo analisar os ajustes
prudenciais existentes em relação a adequada precificação. O processo e a metodologia são avaliados
periodicamente e independentemente por controles internos e auditoria interna.
Na linha de outras diferenças da tabela LI2 são reportadas as operações sujeitas a risco de crédito e risco de
crédito de contraparte que não são contabilizadas no balanço patrimonial nem em suas contas de compensação.
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LI1: Diferenças entre o escopo de consolidação contábil e o escopo de tratamento prudencial, bem como
o detalhamento dos valores associados às categorias de risco
Em R$ milhões, ao final do período 31/12/2024
Valores considerados na regulamentação prudencial por categoria
Itens
Valores Valores desconsiderados
reportados nas considerados na Sujeitos ao
Sujeitos ao Sujeitos ao Sujeitos ao na apuração dos
demonstrações regulamentação risco de
risco de arcabouço de risco de requerimentos
financeiras prudencial crédito de
crédito securitização mercado mínimos de PR ou
contraparte
deduzidos na
apuração do PR
Ativo
Circulante e Realizável a Longo Prazo 3.013.832 2.672.480 2.082.281 499.933 26.062 454.157 64.204
Disponibilidades 36.127 36.078 36.078 - - 2.580 -
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 302.587 298.941 66.717 232.224 - 15.809 -
Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros
1.114.941 800.081 677.243 92.238 26.062 151.607 4.538
Derivativos
Relações Interfinanceiras 246.180 246.180 231.844 - - - 14.336
Relações Interdependências 81 81 81 - - - -
Operações de Crédito, Arrendamento Mercantil
974.715 964.281 929.364 - - 147.538 34.917
Financeiro e Outros Créditos
Outros Créditos 329.984 317.844 131.960 175.471 - 136.623 10.413
Ativos Fiscais Diferidos 72.021 69.086 58.738 - - - 10.348
Diversos 257.963 248.758 73.222 175.471 - 136.623 65
Outros Valores e Bens 9.217 8.994 8.994 - - - -
Permanente 34.705 59.808 42.367 - - - 17.441
Investimentos 8.439 33.982 33.457 - - - 525
Imobilizado de Uso 9.080 8.641 8.641 - - - -
Imobilizado de Arrendamento - 223 223 - - - -
Ágio e Intangível 17.186 16.962 46 - - - 16.916
Total do Ativo 3.048.537 2.732.288 2.124.648 499.933 26.062 454.157 81.645
Passivo
Circulante e Exigível a Longo Prazo 2.838.080 2.520.474 - 395.602 - 311.801 2.124.872
LI2: Principais causas das diferenças entre os valores considerados na regulamentação prudencial e os
valores das exposições
Em R$ milhões 31/12/2024
Valores
Sujeitos ao
Total Sujeitos ao Sujeitos ao Sujeitos ao
risco de
risco de arcabouço de risco de
crédito de
crédito securitização mercado
contraparte
Total de ativos considerados na regulamentação prudencial 2.650.643 2.124.648 499.933 26.062 454.157
Total de passivos considerados na regulamentação prudencial 395.602 - 395.602 - 311.801
Valor líquido considerado na regulamentação prudencial 2.255.041 2.124.648 104.331 26.062 142.356
Exposições não contabilizadas no balanço patrimonial 252.085 159.369 92.716 - -
Diferenças no apreçamento de instrumentos financeiros - - - - -
Outras diferenças 158.503 (14.009) 172.512 - -
Exposições consideradas para fins prudenciais 2.665.629 2.270.008 369.559 26.062 142.356
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Em R$ milhões 31/12/2024
Do qual: na Do qual: na
Taxa de
. Ações Câmbio Crédito Mercadorias Total carteira de carteira
juros
negociação bancária
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Abaixo, são apresentadas as listas das instituições controladas consolidadas no Balanço Societário e Prudencial.
Instituições controladas consolidadas no Balanço Societário e Prudencial País de Origem (1) % Participação Total
Aj Títulos Públicos Fundo de Investimento Renda Fixa Referenciado DI Brasil 100,00%
Angico FIDC Segmento Infraestrutura e Agronegócio de Responsabilidade Limitada Brasil 100,00%
Banco Investcred Unibanco S.A. Brasil 50,00%
Banco Itaú (Suisse) S.A. Suíça 100,00%
Banco Itaú Chile Chile 67,42%
Banco Itaú Consignado S.A. Brasil 100,00%
Banco Itaú International Estados Unidos 100,00%
Banco Itaú Paraguay S.A. Paraguai 100,00%
Banco Itaú Uruguay S.A. Uruguai 100,00%
Banco Itaú Veículos S.A. Brasil 100,00%
Banco ItauBank S.A. Brasil 100,00%
Banco Itaucard S.A. Brasil 100,00%
Cloudwalk Kick Ass I Fundo De Investimento Em Direitos Creditórios Brasil 94,67%
Dibens Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil Brasil 100,00%
FIDC B2cycle NPL Brasil 100,00%
FIDC Cloudw Akira I Brasil 96,92%
FIDC Kiwify Brasil 89,53%
FIDC Mobilitas Brasil 90,26%
FIDC Sumup Solo Brasil 90,92%
Financeira Itaú CBD S.A. Crédito, Financiamento e Investimento Brasil 50,00%
Fundo De Invest Dir Creditórios Não Padron NPL II Brasil 100,00%
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios IA Brasil 100,00%
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Soul Brasil 87,27%
Fundo Fortaleza de Investimento Imobiliário Brasil 100,00%
Fundo Kinea Ventures Brasil 100,00%
Hipercard Banco Múltiplo S.A. Brasil 100,00%
Ideal Corretora de Titulos e Valores Mobiliarios S.A. Brasil 50,10%
Ideal Holding Financeira S.A. Brasil 50,10%
Intrag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. Brasil 100,00%
Iresolve Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros S.A. Brasil 100,00%
Itaú (Panamá) S.A. Panamá 67,05%
Itaú Administradora de Consórcios Ltda. Brasil 100,00%
Itaú Administradora de Fondos de Inversión S.A Uruguai 100,00%
Itaú Bank & Trust Bahamas Ltd. Bahamas 100,00%
Itaú Bank & Trust Cayman Ltd. Ilhas Cayman 100,00%
Itaú Bank, Ltd. Ilhas Cayman 100,00%
Itaú BBA Europe S.A. Portugal 100,00%
Itaú BBA International Plc. Reino Unido 100,00%
Itaú BBA Trading S.A. Brasil 100,00%
Itaú BBA Trading S.A. - Sucursal Uruguay Uruguai 100,00%
Itaú BBA USA Securities Inc. Estados Unidos 100,00%
Itaú Chile New York Branch. Estados Unidos 67,42%
Itaú Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros Brasil 100,00%
Itaú Colombia S.A Colômbia 67,05%
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Instituições controladas consolidadas no Balanço Societário e Prudencial País de Origem (1) % Participação Total
Itaú Comisionista de Bolsa Colombia S.A. Colômbia 67,06%
Itaú Corredores de Bolsa Limitada Chile 67,42%
Itaú Corretora de Valores S.A. Brasil 100,00%
Itaú EU Lux-Itaú Latin America Equity Fund Luxemburgo 96,32%
Itaú Fiduciaria Colombia S.A. Sociedad Fiduciaria Colômbia 67,04%
Itaú International Securities Inc. Estados Unidos 100,00%
Itaú Invest Casa de Bolsa S.A. Paraguai 100,00%
Itaú Kinea Private Equity Multimercado Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento Crédito Privado Brasil 100,00%
Itaú Unibanco Holding S.A. Brasil 100,00%
Itaú Unibanco Holding S.A., Grand Cayman Branch Ilhas Cayman 100,00%
Itaú Unibanco S.A. Brasil 100,00%
Itaú Unibanco S.A., Miami Branch Estados Unidos 100,00%
Itaú Unibanco S.A., Nassau Branch Bahamas 100,00%
Itaú Unibanco Veículos Administradora de Consórcios Ltda. Brasil 100,00%
ITB Holding Ltd. Ilhas Cayman 100,00%
Kinea CO-investimento Fundo de Investimento Imobiliario Brasil 99,97%
Kinea Equity Infra I Warehouse Feeder MM Ficfi CP Brasil 100,00%
Kinea FOF Imobiliário FIF Multimercado - Responsabilidade Limitada Brasil 100,00%
Kinea I Private Equity FIP Multiestrategia Brasil 99,64%
Kinea KP Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado Brasil 100,00%
Kinea Sigma Fundo de Investimento Financeiro Multimercado - Responsabilidade Limitada Brasil 61,91%
Licania Fund Limited Ilhas Cayman 100,00%
Luizacred S.A. Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento Brasil 50,00%
Microinvest S.A. Soc. de Crédito a Microempreendedor Brasil 100,00%
OCA Dinero Electrónico S.A. Uruguai 100,00%
OCA S.A. Uruguai 100,00%
Oiti Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado Investimento no Exterior Brasil 100,00%
Pont Sociedad Anónima Paraguai 100,00%
Redecard Instituição de Pagamento S.A. Brasil 100,00%
Redecard Sociedade de Crédito Direto S.A Brasil 100,00%
Resonet S.A. Uruguai 100,00%
RT Itaú DJ Títulos Públicos Fundo de Investimento Renda Fixa Referenciado DI Brasil 100,00%
RT Scala Renda Fixa - Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento Brasil 100,00%
Tangerina Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - Responsabilidade Limitada Brasil 100,00%
Tarumã Fundo Incentivado de Investimento em Debêntures de Infraestrutura Renda Fixa Crédito Privado Brasil 100,00%
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Abaixo, são apresentadas as listas das instituições controladas consolidadas apenas no Balanço Societário.
(2,3) (1)
Instituições controladas consolidadas apenas no Balanço Societário País de Origem % Participação Total
Administradora de Fondos de Ahorro Previsional Itaú S.A. Uruguai 100,00%
Albarus S.A. Paraguai 100,00%
Ank Platform S.A. Argentina 100,00%
Avita Corretora de Seguros S.A. Brasil 80,00%
Beta Correspondente e Tecnologia LTDA Brasil 100,00%
Borsen Renda Fixa Crédito Privado - Fundo de Investimento Brasil 100,00%
Cia. Itaú de Capitalização Brasil 100,00%
Estrel Serviços Administrativos S.A. Brasil 100,00%
FC Recovery S.A.U. Argentina 100,00%
FIC Promotora de Vendas Ltda. Brasil 100,00%
iCarros Ltda. Brasil 100,00%
IGA Participações S.A. Brasil 100,00%
Investimentos Bemge S.A. Brasil 86,81%
Itaú Administradora General de Fondos S.A. Chile 67,42%
Itaú Asesorías Financieras Limitada Chile 67,42%
Itaú Asia Limited Hong Kong 100,00%
Itaú Asset Management Administradora de Fondos Patrimoniales de Inversión S.A. Paraguai 100,00%
Itaú Bahamas Directors Ltd. Bahamas 100,00%
Itaú Bahamas Nominees Ltd. Bahamas 100,00%
Itaú BBA Assessoria Financeira S.A. Brasil 100,00%
Itaú BBA International (Cayman) Ltd. Ilhas Cayman 100,00%
Itaú Chile Inversiones, Servicios y Administracion S.A. Chile 100,00%
Itaú Chile Participaciones SpA (4) Chile 100,00%
Itaú Consultoria de Valores Mobiliários e Participações S.A. Brasil 100,00%
Itaú Corredor de Seguros Colombia S.A. Colômbia 67,41%
Itaú Corredores de Seguros Limitada Chile 67,42%
Itaú Corretora de Seguros S.A. Brasil 100,00%
Itaú Holding Colombia S.A.S. Colômbia 67,42%
Itaú Institucional Renda Fixa Fundo de Investimento Brasil 100,00%
Itaú International Holding Limited Reino Unido 100,00%
Itaú Investment Solutions S.A. (5) Brasil 100,00%
Itaú Rent Administração e Participações Ltda. Brasil 100,00%
Itaú Seguros Paraguay S.A. Paraguai 100,00%
Itaú Seguros S.A. Brasil 100,00%
Itaú Unibanco Asset Management Ltda. Brasil 100,00%
Itau Unibanco Comercializadora de Energia Ltda. Brasil 100,00%
Itaú USA Asset Management Inc. Estados Unidos 100,00%
Itaú Vida e Previdência S.A. Brasil 100,00%
Itauseg Participações S.A. Brasil 100,00%
Itauseg Saúde S.A. Brasil 100,00%
ITB Holding Brasil Participações Ltda. Brasil 100,00%
IU Corretora de Seguros Ltda. Brasil 100,00%
Kinea Investimentos Ltda. Brasil 80,00%
Maxipago Serviços de Internet Ltda. Brasil 100,00%
Mundostar S.A. Uruguai 100,00%
PR Curitiba Mariano Torres Ltda. Brasil 100,00%
Proserv - Promociones y Servicios, S.A. de C.V. México 100,00%
Provar Negócios de Varejo Ltda. Brasil 100,00%
Recaudaciones y Cobranzas Limitada Chile 67,42%
Recovery do Brasil Consultoria S.A. Brasil 100,00%
RJ Niteroi Icarai Ltda. Brasil 100,00%
RT Alm 5 Fundo de Investimento Renda Fixa Brasil 100,00%
RT Alm Soberano 2 Fundo de Investimento Renda Fixa Brasil 100,00%
RT Defiant Multimercado - Fundo de Investimento Brasil 100,00%
1) As instituições operam em seus respectivos países de origem
2) A CGB III SPA compôs o Itaú Unibanco Holding Consolidado até 31/10/2024.
3) A IUPP S.A. compôs o Itaú Unibanco Holding Consolidado até 31/10/2024.
4) Nova razão social da CGB II SPA.
5) Nova razão social do Itaú DTVM S.A.
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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(2,3) (1)
Instituições controladas consolidadas apenas no Balanço Societário País de Origem % Participação Total
RT Endeavour Renda Fixa Crédito Privado - Fundo de Investimento Brasil 100,00%
RT Mocah Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa - Responsabilidade Limitada Brasil 100,00%
RT Multigestor 4 Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento Multimercado Brasil 100,00%
RT Nation II Fundo de Investimento Financeiro Renda Fixa - Responsabilidade Limitada Brasil 100,00%
RT Nation Renda Fixa - Fundo de Investimento Brasil 100,00%
RT Valiant Renda Fixa - Fundo de Investimento Brasil 100,00%
SP Alameda Franca LTDA Brasil 100,00%
SP Amadeu Amaral Ltda. Brasil 100,00%
SP Antonia Queiroz Ltda Brasil 100,00%
SP Augusta Ltda Brasil 100,00%
SP Av Juscelino Kubitschek Ltda Brasil 100,00%
SP Av Morumbi Ltda Brasil 100,00%
SP Av. Jabaquara Ltda. Brasil 100,00%
SP Av. Rangel Pestana Ltda. Brasil 100,00%
SP Bairro Moema Ltda. Brasil 100,00%
SP Bairro Sumarezinho Ltda Brasil 100,00%
SP Bairro Vila Guilherme Ltda. Brasil 100,00%
SP Brooklin Rua Santo Amaro Ltda Brasil 100,00%
SP Butanta Ltda Brasil 100,00%
SP CEAGESP Ltda Brasil 100,00%
SP Clelia Ltda Brasil 100,00%
SP Eusebio Matoso Ltda Brasil 100,00%
SP Itaberaba Ltda Brasil 100,00%
SP Maracatins Ltda Brasil 100,00%
SP Nova JK Ltda Brasil 100,00%
SP Padre João Manuel Ltda. Brasil 100,00%
SP Pássaros e Flores Ltda. Brasil 100,00%
SP Rua Da Consolacao Ltda Brasil 100,00%
SP Rua Das Palmeiras Ltda. Brasil 100,00%
SP Santos Embare Ltda. Brasil 100,00%
SP Santos Jose Menino Ltda. Brasil 100,00%
SP Senador Queiros Ltda. Brasil 100,00%
SP Serra De Bragança Ltda Brasil 100,00%
SP Vila Clementino Ltda. Brasil 100,00%
SP Vila Olimpia Araguari Ltda. Brasil 100,00%
SPE IRA 01 LTDA Brasil 100,00%
SPE IRA 02 LTDA Brasil 100,00%
SPE IRA 03 LTDA Brasil 100,00%
SPE IRA 04 LTDA Brasil 100,00%
SPE IRA 05 LTDA Brasil 100,00%
SPE IRA 06 LTDA Brasil 100,00%
SPE IRA 07 LTDA Brasil 100,00%
SPE IRA 08 LTDA Brasil 100,00%
SPE IRA 09 LTDA Brasil 100,00%
SPE IRA 10 LTDA Brasil 100,00%
SPE IRA 11 LTDA Brasil 100,00%
SPE IRA 12 LTDA Brasil 100,00%
Spe Ira 13 Ltda Brasil 100,00%
Spe Ira 14 Ltda Brasil 100,00%
Spe Ira 15 Ltda Brasil 100,00%
Spe Ira 16 Ltda Brasil 100,00%
Spe Ira 17 Ltda Brasil 100,00%
Spe Ira 18 Ltda Brasil 100,00%
Spe Ira 19 Ltda Brasil 100,00%
Spe Ira 20 Ltda Brasil 100,00%
Spe Ira 21 Ltda Brasil 100,00%
Spe Ira 22 Ltda Brasil 100,00%
Zup I.T. Serviços em Tecnologia e Inovação S.A. Brasil 100,00%
ZUP Innovation Corp. Estados Unidos 100,00%
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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A seguir, estão as instituições coligadas e as controladas em conjunto não consolidadas no Balanço Societário e
Prudencial:
(1)
Instituições não consolidadas País de Origem % Participação Total (2)
Avenue Holding Cayman Ltd. Ilhas Cayman 33,60%
BANFUR International S.A. Panamá 30,00%
Biomas Serviços Ambientais, Restauração e Carbono S.A Brasil 16,67%
BSF Holding S.A Brasil 49,00%
CIP S.A Brasil 22,89%
Conectcar Instituição de Pagamento e Soluções de Mobilidade Eletrônica S.A. Brasil 50,00%
Gestora de Inteligência de Crédito S.A Brasil 15,71%
Kinea Private Equity Investimentos S.A. Brasil 79,99%
Olímpia Promoção e Serviços S.A. Brasil 50,00%
Porto Seguro Itaú Unibanco Participações S.A. Brasil 42,93%
Pravaler S.A. Brasil 50,45%
PREX Holdings LLC Estados Unidos 30,00%
Rede Agro Fidelidade e Intermediação S.A. Brasil 12,82%
Rias Redbanc S.A. Uruguai 25,00%
Riblinor S.A. Uruguai 40,00%
Tecnologia Bancária S.A. Brasil 28,75%
Totvs Techfin S.A. Brasil 50,00%
Instituições relevantes
São apresentadas a seguir as empresas consideradas relevantes não consolidadas no Balanço Prudencial, com
informações de ativo total, patrimônio líquido, país e segmento de atuação:
Em R$ milhões 31/12/2024 30/09/2024
Patrimônio Patrimônio
Instituições País Segmento Ativo Total Ativo Total
Líquido Líquido
Itaú Consultoria de Valores Mobiliários e Participações S.A. Brasil Holdings de instituições financeiras 1.323 1.213 1.257 1.161
Itaú Vida e Previdência S.A. Brasil Previdência Complementar 306.802 3.958 299.691 4.558
Itauseg Participações S.A. Brasil Holdings de instituições não financeiras 9.716 9.611 11.652 11.564
ITB Holding Brasil Participações Ltda. Brasil Holdings de instituições financeiras 58.455 57.137 53.129 51.905
Outras atividades auxiliares dos serviços
Provar Negócios de Varejo Ltda. Brasil 2.351 2.321 2.314 2.285
financeiros não especificadas anteriormente
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Composição do Capital
CCA: Principais características dos instrumentos que compõem o Patrimônio de Referência (PR)
Os instrumentos autorizados a compor Capital Complementar ou o Nível II podem ser extintos segundo critérios
estabelecidos na Resolução nº 4.955, tais como o descumprimento dos índices mínimos regulatórios, decretação
de regime de administração especial temporária ou intervenção, aporte de recurso público ou determinação do
Banco Central do Brasil. Caso algum critério para extinção dos instrumentos subordinados seja acionado, a área
responsável pela gestão de Capital do Itaú Unibanco acionará as áreas envolvidas para o cumprimento do seguinte
plano de ação:
• A área de Relações com Investidores comunicará ao mercado a extinção dos instrumentos subordinados.
A tabela CCA - Principais características dos instrumentos que compõem o Patrimônio de Referência (PR), está
disponível em [Link]/relacoes-com-investidores, na seção “Resultados e Relatórios”, “Documentos
Regulatórios”, “Pilar 3”.
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
__________________________________________________________________________________________
Valor total das deduções relativas às participações líquidas não significativas em Capital Principal de instituições autorizadas a
funcionar pelo Banco Central do Brasil e de instituições financeiras no exterior não consolidadas e em capital social de empresas
18 -
assemelhadas a instituições financeiras não consolidadas, sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades
abertas de previdência complementar
Valor total das deduções relativas às participações líquidas significativas em Capital Principal de instituições autorizadas a funcionar
pelo Banco Central do Brasil e de instituições financeiras no exterior não consolidadas e em capital social de empresas assemelhadas
19 a instituições financeiras não consolidadas, sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades abertas de -
previdência complementar, que exceda 10% do valor do Capital Principal da própria instituição ou conglomerado, desconsiderando
deduções específicas
Valor total das deduções relativas aos créditos tributários decorrentes de diferenças temporárias que dependam de geração de lucros
21 ou receitas tributáveis futuras para sua realização, que exceda 10% do Capital Principal da própria instituição ou conglomerado, -
desconsiderando deduções específicas
22 Valor que excede, de forma agregada, 15% do Capital Principal da própria instituição ou conglomerado -
do qual: oriundo de participações líquidas significativas em Capital Principal de instituições autorizadas a funcionar pelo Banco
Central do Brasil e de instituições financeiras no exterior não consolidadas e em capital social de empresas assemelhadas a
23 -
instituições financeiras não consolidadas, de sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e de entidades abertas de
previdência complementar
do qual: oriundo de créditos tributários decorrentes de diferenças temporárias que dependam de geração de lucros ou receitas
25 -
tributáveis futuras para sua realização
26 Ajustes regulatórios nacionais -
26.a Ativos permanentes diferidos - (g)
Investimentos em dependências, instituições financeiras controladas no exterior ou entidades não financeiras que componham o
26.b -
conglomerado, em relação às quais o Banco Central do Brasil não tenha acesso a informações, dados e documentos
26.d Aumento de capital social não autorizado -
26.e Excedente do valor ajustado de Capital Principal -
26.f Depósito para suprir deficiência de capital -
26.g Montante dos ativos intangíveis constituídos antes da entrada em vigor da Resolução nº 4.192, de 2013 - (i)
26.h Excesso dos recursos aplicados no Ativo Permanente -
26.i Destaque do PR, conforme Resolução nº 4.589, de 29 de junho de 2017 -
26.j Outras diferenças residuais relativas à metodologia de apuração do Capital Principal para fins regulatórios -
Dedução aplicada ao Capital Principal decorrente de insuficiência de Capital Complementar e de Nível II para cobrir as respectivas
27 -
deduções nesses componentes
28 Total de deduções regulatórias ao Capital Principal 19.979.774
29 Capital Principal 188.265.366
Capital Complementar: instrumentos
30 Instrumentos elegíveis ao Capital Complementar 16.957.220
31 dos quais: classificados como capital social conforme as regras contábeis -
32 dos quais: classificados como passivo conforme as regras contábeis 16.957.220
33 Instrumentos autorizados a compor o Capital Complementar antes da entrada em vigor da Resolução nº 4.192, de 2013 -
Participação de não controladores nos instrumentos emitidos por subsidiárias da instituição ou conglomerado e elegíveis ao seu
34 973.859
Capital Complementar
35 da qual: instrumentos emitidos por subsidiárias antes da entrada em vigor da Resolução nº 4.192, de 2013 -
36 Capital Complementar antes das deduções regulatórias 17.931.079
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Capital Complementar: deduções regulatórias
Ações ou outros instrumentos de emissão própria autorizados a compor o Capital Complementar da instituição ou conglomerado,
37 -
adquiridos diretamente, indiretamente ou de forma sintética
38 Valor total das deduções relativas às aquisições recíprocas de Capital Complementar -
Valor total das deduções relativas aos investimentos líquidos não significativos em Capital Complementar de instituições autorizadas a
39 -
funcionar pelo Banco Central do Brasil e de instituições financeiras no exterior não consolidadas
Valor total das deduções relativas aos investimentos líquidos significativos em Capital Complementar de instituições autorizadas a
40 -
funcionar pelo Banco Central do Brasil e de instituições financeiras no exterior não consolidadas
41 Ajustes regulatórios nacionais -
41.b Participação de não controladores no Capital Complementar -
41.c Outras diferenças residuais relativas à metodologia de apuração do Capital Complementar para fins regulatórios -
42 Dedução aplicada ao Capital Complementar decorrente de insuficiência de Nível II para cobrir a dedução nesse componente -
43 Total de deduções regulatórias ao Capital Complementar -
44 Capital Complementar 17.931.079
45 Nível I 206.196.445
Nível II: instrumentos
46 Instrumentos elegíveis ao Nível II 20.496.987
47 Instrumentos autorizados a compor o Nível II antes da entrada em vigor da Resolução nº 4.192, de 2013 -
48 Participação de não controladores nos instrumentos emitidos por subsidiárias do conglomerado e elegíveis ao seu Nível II 908.387
49 da qual: instrumentos emitidos por subsidiárias antes da entrada em vigor da Resolução nº 4.192, de 2013 -
51 Nível II antes das deduções regulatórias 21.405.374
Nível II: deduções regulatórias
Ações ou outros instrumentos de emissão própria, autorizados a compor o Nível II da instituição ou conglomerado, adquiridos diretamente,
52 -
indiretamente ou de forma sintética
53 Valor total das deduções relativas às aquisições recíprocas de Nível II -
Valor total das deduções relativas aos investimentos líquidos não significativos em instrumentos de Nível II e em instrumentos reconhecidos
54 como TLAC emitidos por instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por instituições financeiras no exterior não -
consolidadas
Valor total das deduções relativas aos investimentos líquidos significativos em instrumentos de Nível II e em instrumentos reconhecidos
55 como TLAC emitidos por instituições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por instituições financeiras no exterior não -
consolidadas
56 Ajustes regulatórios nacionais -
56.b Participação de não controladores no Nível II -
56.c Outras diferenças residuais relativas à metodologia de apuração do Nível II para fins regulatórios -
57 Total de deduções regulatórias ao Nível II -
58 Nível II 21.405.374
59 Patrimônio de Referência 227.601.819
60 Total de ativos ponderados pelo risco (RWA) [Link]
Índices de Basileia e Adicional de Capital Principal
61 Índice de Capital Principal (ICP) 13,7%
62 Índice de Nível I (IN1) 15,0%
63 Índice de Basileia (IB) 16,5%
64 Percentual do adicional de Capital Principal (em relação ao RWA) 3,6%
65 do qual: adicional para conservação de capital - ACPConservação 2,5%
66 do qual: adicional contracíclico - ACPContracíclico 0,1%
67 do qual: Adicional de Importância Sistêmica de Capital Principal - ACPSistêmico 1,0%
68 Capital Principal excedente ao montante utilizado para cumprimento dos requerimentos de capital, como proporção do RWA (%) 4,9%
Valores abaixo do limite de dedução antes da aplicação de fator de ponderação de risco
Valor total, sujeito à ponderação de risco, das participações não significativas em Capital Principal de instituições autorizadas a funcionar
pelo Banco Central do Brasil e de instituições financeiras no exterior não consolidas e em capital social de empresas assemelhadas a
instituições financeiras não consolidadas, sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades abertas de previdência
72 2.645.072
complementar, bem como dos investimentos não significativos em Capital Complementar, em instrumentos de Nível II e em instrumentos
reconhecidos como TLAC emitidos por instituições financeiras autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil ou por instituições
financeiras no exterior não consolidadas
Valor total, sujeito à ponderação de risco, das participações significativas em Capital Principal de instituições autorizadas a funcionar pelo
Banco Central do Brasil e de instituições financeiras no exterior não consolidas e em capital social de empresas assemelhadas a
73 14.236.130 (f) / (a)
instituições financeiras não consolidadas, sociedades seguradoras, resseguradoras, de capitalização e entidades abertas de previdência
complementar
Créditos tributários decorrentes de diferenças temporárias que dependam de geração de lucros ou receitas tributáveis futuras para sua
75 7.990.551 (c)
realização, não deduzidos do Capital Principal
Instrumentos autorizados a compor o PR antes da entrada em vigor da Resolução nº 4.192, de 2013 (aplicável entre 1º de janeiro de
2018 e 1º de janeiro de 2022)
Limite atual para os instrumentos autorizados a compor o Capital Complementar antes da entrada em vigor da Resolução nº 4.192, de
82 -
2013
83 Valor excluído do Capital Complementar devido ao limite da linha 82 -
84 Limite atual para os instrumentos autorizados a compor o Nível II antes da entrada em vigor da Resolução nº 4.192, de 2013 -
85 Valor excluído do Nível II devido ao limite da linha 84 -
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Valores considerados
Valores do balanço para fins da
Referência no balanço
patrimonial no final regulamentação (2)
do conglomerado
do período prudencial no final do
período
Balanço Patrimonial Consolidado (1)
Ativo
Circulante e Realizável a Longo Prazo 3.013.832 2.672.480
Disponibilidades 36.127 36.078
Aplicações Interfinanceiras de Liquidez 302.587 298.941
Títulos e Valores Mobiliários e Instrumentos Financeiros Derivativos 1.114.941 800.081
Relações Interfinanceiras 246.180 246.180
Relações Interdependências 81 81
Operações de Crédito, Arrendamento Mercantil Financeiro e Outros Créditos 974.715 964.281
Outros Créditos 329.984 317.844
Ativos Fiscais Diferidos 72.021 69.086 (b) / (c)
Diversos 257.963 248.758 (b) / (d)
Outros Valores e Bens 9.217 8.994
Permanente 34.705 59.808
Investimentos 8.439 33.982 (a) / (e) / (f)
Imobilizado de Uso 9.080 8.641
Imobilizado de Arrendamento - 223
Ágio e Intangível 17.186 16.962 (e) / (h) / (i)
Total do Ativo 3.048.537 2.732.288
Passivo
Circulante e Exigível a Longo Prazo 2.838.080 2.520.474
Depósitos 1.054.741 1.067.626
Captações no Mercado Aberto 409.656 409.805
Recursos de Aceites e Emissão de Títulos 332.120 332.120
Relações Interfinanceiras 94.795 94.795
Relações Interdependências 9.025 9.027
Obrigações por Empréstimos e Repasses 135.113 135.113
Instrumentos Financeiros Derivativos 87.175 87.050
Provisões Técnicas de Seguros, Previdência e Capitalização 311.812 -
Provisões 16.628 16.400
Provisões para Garantias Financeiras Prestadas e Compromissos de Empréstimos 4.176 4.176
Outras Obrigações 382.839 364.362
Obrigações Fiscais Diferidas 10.110 9.483 (b) / (c)
Diversas 372.729 354.879 (d)
Participações de Não Controladores 9.402 10.762 (j)
Patrimônio Líquido 201.055 201.052
Capital Social 90.729 90.729 (k)
Outras Receitas e Outras Reservas (21) 36 (m)
Reservas de Lucros 111.256 111.196 (l)
(Ações em Tesouraria) (909) (909) (n)
Total do Passivo 3.048.537 2.732.288
1) Diferenças se devem, principalmente, à não consolidação de empresas não financeiras (destacando-se empresas de Seguros, Previdência e Capitalização) no
Consolidado Prudencial, além das eliminações das transações com Partes Relacionadas.
2) Informações do prudencial que são apresentadas na tabela CC1 deste relatório.
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Indicadores Macroprudenciais
A tabela a seguir detalha a distribuição geográfica das exposições ao risco de crédito consideradas no cálculo do
ACPcontracíclico, de acordo com a Circular 3.769 de 29 de Outubro de 2015:
Em R$ milhões 31/12/2024
Valores de exposição e de RWACPrNB considerados no
cálculo do ACPContracíclico
Adicional contracíclico Valor do
Jurisdição ACCPi Montante da exposição ao risco aplicável à instituição ACPContracíclico (3)
de crédito ao setor privado não RWACPrNB
bancário
1) Soma das parcelas RWACPrNBi relativas às exposições ao risco de crédito ao setor privado não bancário do Brasil e das jurisdições com percentual do adicional contracíclico
com valores maiores que zero.
2) Total do RWA para as exposições ao risco de crédito privado não bancário para todas as jurisdições em que o banco apresenta exposição, incluindo jurisdições sem percentual
de contraciclico aplicado ou com percentual de contracíclico igual a zero.
3) Apuração conforme Circular 3.769 utilizando a faculdade de exclusão de jurisdição.
A tabela GSIB1, Indicadores utilizados para caracterização de instituição financeira como sistemicamente
importante em âmbito global (G-SIBs), fica disponível em [Link]/relacoes-com-investidores, na seção
“Resultados e Relatórios”, “Documentos Regulatórios”, “Pilar 3”, conforme prazo definido na Resolução BCB 54/20.
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Razão de Alavancagem
A razão de alavancagem é definida como a razão entre Capital de Nível I e Exposição Total, calculada nos termos
da Circular BACEN 3.748, cujo requerimento mínimo é 3%. O objetivo da razão é ser uma medida simples de
alavancagem não sensível a risco, logo não leva em consideração fatores de ponderação de risco ou mitigações.
As informações apresentadas a seguir seguem a metodologia estabelecida pela Circular BACEN 3.748.
LR1: Comparação entre informações das demonstrações financeiras e as utilizadas para apuração da
Razão de Alavancagem (RA)
Ativo total do balanço patrimonial individual ou do conglomerado prudencial, no caso de apuração da RA em bases consolidadas. 2.732.288 2.694.659
Ajuste relativo ao método de apuração do valor dos instrumentos financeiros derivativos 77.366 69.253
Ajuste relativo ao método de apuração do valor das operações compromissadas e de empréstimo de ativos 12.934 11.931
Ajuste relativo a operações não contabilizadas no balanço patrimonial 220.656 205.421
Outros ajustes (238.063) (255.165)
Exposição Total 2.805.181 2.726.099
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Indicadores de Liquidez
Estrutura e Tratamento
O risco de liquidez é definido como a possibilidade de a instituição não ser capaz de honrar eficientemente suas
obrigações esperadas e inesperadas, correntes e futuras, inclusive as decorrentes de vinculações de garantias,
sem afetar suas operações diárias e sem incorrer em perdas significativas.
Seguindo a estratégia de captação de recursos, o Itaú Unibanco possui disponibilidade de fontes de funding
diversificadas e estáveis monitoradas através de indicadores de concentração e de prazos, visando mitigar os
riscos de liquidez, em linha com o apetite de risco da instituição.
O controle de risco de liquidez é realizado por área independente das áreas de negócio, responsável por definir a
composição da reserva, estimar o fluxo de caixa e a exposição ao risco de liquidez em diferentes horizontes de
tempo e monitorar indicadores de liquidez de curto prazo (LCR) e de longo prazo (NSFR). Adicionalmente, propõe
limites mínimos para absorver perdas em cenários de estresse para cada país onde o Itaú Unibanco opera, e
informa eventuais desenquadramentos às alçadas competentes. Todas as atividades são sujeitas à verificação
pelas áreas independentes de validação, controles internos e auditoria.
Além disso, em observância às exigências da Resolução 4.557, da Circular BACEN 3.749 e da Circular 3.869, é
enviado mensalmente ao BACEN o Demonstrativo de Risco de Liquidez (DRL - LCR) e o Demonstrativo de Liquidez
de Longo Prazo (DLP - NSFR). Por fim, periodicamente, são elaborados e submetidos à alta administração os
seguintes itens para acompanhamento e suporte às decisões:
• Planos de contingência e de recuperação para situações de crise, com ações que preveem uma gradação
por nível de criticidade determinada pela facilidade de implantação, levando-se em consideração as características
do mercado local de atuação, buscando uma rápida recomposição dos indicadores de liquidez;
O documento “Relatório de Acesso Público - Gestão e Controle de Risco de Liquidez”, que detalha as diretrizes
estabelecidas pelo normativo institucional de controle de risco de liquidez, pode ser visualizado no site
[Link]/relacoes-com-investidores, na seção “Itaú Unibanco”, “Governança Corporativa”, “Políticas”,
“Relatórios”.
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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(1) (1)
31/12/2024 30/09/2024
O Itaú Unibanco possui Ativos de Alta Liquidez (HQLA) que totalizaram R$ 362,6 bilhões na média do trimestre,
compostos principalmente por Títulos Soberanos, Reservas em Banco Centrais e Dinheiro em espécie. Já as
Saídas Líquidas de Caixa totalizaram R$ 163,9 bilhões na média do trimestre, compostas principalmente por
Captações de Varejo, Atacado, Requerimentos Adicionais, Obrigações Contratuais e Contingentes, compensadas
por Entradas de Caixa por Empréstimos e Outras Entradas de caixa previstas.
A tabela demonstra que o LCR na média do trimestre é de 221,3% acima do limite de 100% e portanto a instituição
possui confortavelmente recursos estáveis disponíveis suficientes para suportar as perdas no cenário de estresse
padronizado para o LCR.
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Operações com instituições financeiras colateralizadas por HQLA de Nível 2A, de Nível 2B ou sem colateral 3.057.086 27.581.853 11.354.139 17.176.469 27.786.083
Operações com ouro e com mercadorias (commodities), incluindo aquelas com previsão de liquidação física - -
Ativos prestados em decorrência de depósito de margem inicial de garantia em operação com derivativos e
participação em fundos de garantia mutualizados de câmaras ou prestadores de serviços de compensação e - - 20.154.970 17.131.725
liquidação que se interponham como contraparte central
Derivativos cujo valor de reposição seja maior ou igual a zero 42.198.448 - 13.105.408 6.747.379
Derivativos cujo valor de reposição seja menor do que zero, bruto da dedução de qualquer garantia
- - 2.108.494 2.108.494
prestada em decorrência de depósito de margem de variação
Demais ativos não incluídos nas linhas anteriores 104.725.830 221.685.011 14.873.306 106.988.820 246.729.837
Operações não contabilizadas no balanço patrimonial 764.215.199 12.680.746 - - 15.893.654
Total de Recursos Estáveis Requeridos (RSF) [Link]
NSFR (%) 122,0%
1) Corresponde ao saldo total referente ao item de recursos estáveis disponíveis (ASF) ou recursos estáveis requeridos (RSF).
2) Corresponde ao valor após aplicação dos fatores de ponderação.
3) Corresponde aos recursos estáveis disponíveis (ASF) ou recursos estáveis requeridos (RSF).
O Itaú Unibanco possui Recursos Estáveis Disponíveis (ASF) que totalizaram R$ R$ 1.375,9 bi no 4º trimestre,
compostos principalmente por Capital, Captações do Varejo e do Atacado. Já os Recursos Estáveis Requeridos
(RSF) totalizaram R$ R$ 1.127,9 bi no 4º trimestre, compostos principalmente pelos Empréstimos e financiamentos
concedidos a clientes de atacado, de varejo, governos centrais e operações com bancos centrais.
A tabela demonstra que o NSFR no fechamento do trimestre é de 122,0%, acima do limite de 100%, e, portanto, a
instituição possui confortavelmente recursos estáveis disponíveis suficientes para suportar os recursos estáveis
requeridos no longo prazo, de acordo com a métrica.
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Risco de Crédito
O Itaú Unibanco entende o risco de crédito como o risco de perdas decorrentes do não cumprimento pelo tomador,
emissor ou contraparte de suas respectivas obrigações financeiras nos termos pactuados, da desvalorização de
contrato de crédito em consequência da deterioração na classificação de risco do tomador, do emissor ou da
contraparte, da redução de ganhos ou remunerações, das vantagens concedidas em renegociações posteriores e
dos custos de recuperação.
A gestão do risco de crédito visa a manter a qualidade da carteira de crédito em níveis coerentes com o apetite de
risco da instituição para cada segmento de mercado em que opera. A governança do gerenciamento de risco de
crédito está baseada em órgãos colegiados, subordinados ao CA ou à estrutura executiva do Itaú Unibanco. Tais
órgãos avaliam as condições competitivas de mercado, definindo os limites de crédito da instituição, revendo
práticas de controle e políticas e aprovando ações nas respectivas alçadas. Também é parte dessa estrutura o
processo de comunicação e informação dos riscos, incluindo a divulgação das políticas e outras informações
complementares referentes ao gerenciamento do risco de crédito.
O Itaú Unibanco gerencia o risco de crédito a que está exposto durante todo o ciclo de crédito, desde antes da
concessão, passando pelo monitoramento e chegando à atividade de cobrança e recuperação, com monitoramento
periódico de ativos problemáticos, os quais são definidos como:
• Operações Reestruturadas;
• Contrapartes que apresentem incapacidade de pagamento, seja por medidas judiciais, recuperação
judicial, falência, prejuízo, entre outros;
• Deterioração significativa da qualidade creditícia, podendo ser identificada por piora nas métricas de rating
interno, fianças honradas, entre outros.
Adicionalmente, caso seja identificado que um CNPJ possa contaminar os demais da contraparte, os mesmos
poderão ser marcados como Ativos Problemáticos.
Há uma estrutura de gestão e controle do risco de crédito, centralizada e independente das unidades de negócio,
que estabelece limites e mecanismos de mitigação de risco, além de estabelecer processos e instrumentos para
medir, monitorar e controlar o risco de crédito inerente a todos os produtos, as concentrações de carteira e os
impactos de potenciais mudanças no ambiente econômico. Tal estrutura é submetida a processos de auditorias
interna e externa. É feito um monitoramento contínuo da carteira de crédito e das políticas e estratégias adotadas
de forma a garantir a conformidade das operações com as normas e a legislação em vigor em cada país. As
unidades de negócio possuem como principais atribuições (i) monitoramento das carteiras sob suas
responsabilidades, (ii) concessão de crédito, levando em consideração as alçadas vigentes, as condições de
mercado, as perspectivas macroeconômicas, e as mudanças em mercados e produtos, e (iii) gestão do risco de
crédito adotando ações que propiciem a sustentabilidade de seus negócios.
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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O Itaú Unibanco estabelece sua política de crédito baseando-se em critérios internos como classificação de
clientes, desempenho e evolução da carteira, níveis de inadimplência, taxas de retorno e capital econômico
alocado, entre outros, considerando também fatores externos, como taxas de juros, indicadores de inadimplência
do mercado, inflação, variação do consumo, entre outros.
Para pessoas físicas, pequenas e médias empresas, público considerado como varejo, a classificação de crédito
é atribuída com base em modelos estatísticos de application (nos estágios iniciais da relação com o cliente) e
behaviour score (usado para os clientes com os quais o Itaú Unibanco já tem uma relação).
Para público de atacado e agro, a classificação baseia-se em informações tais como a situação econômico-
financeira da contraparte, sua capacidade de geração de caixa, o grupo econômico a que pertence, a situação
atual e as perspectivas do setor de atividade econômica em que atua. As propostas de crédito são analisadas caso
a caso, utilizando um mecanismo de alçadas. O monitoramento contínuo do grau de concentração das carteiras
do Itaú Unibanco, avaliando os setores de atividade econômica e os maiores devedores, possibilita a tomada de
medidas preventivas, de modo a evitar que os limites estabelecidos sejam violados.
O Itaú Unibanco também controla rigorosamente a exposição a crédito de clientes e contrapartes, atuando para
reverter eventuais situações em que a exposição observada exceda o desejado. Nesse sentido, pode ser adotada
uma série de medidas contratualmente previstas, tais como a liquidação antecipada e a requisição de garantias
adicionais.
Para medir o risco de crédito, o Itaú Unibanco leva em consideração a probabilidade de inadimplência do tomador,
emissor ou contraparte, o valor estimado da exposição em caso de inadimplência, a perda dada a inadimplência e
a concentração em tomadores. A quantificação desses componentes de risco faz parte do processo de concessão
de crédito, da gestão da carteira e da definição de limites.
Os modelos usados pelo Itaú Unibanco passam por um processo de validação independente que visa a garantir a
integridade e a consistência das bases de dados utilizadas na construção dos modelos e a adequação
metodológica de estimação dos parâmetros.
O Itaú Unibanco também dispõe de estrutura específica e de processos que visam a garantir que outras vertentes
do risco de crédito, como o risco país, sejam geridos e controlados, descrito no item “Outros Riscos”.
Atendendo a Resolução CMN 4.557, o documento “Relatório de Acesso Público – Política de Gestão e Controle
de Risco de Crédito”, que expressa as diretrizes estabelecidas pelo normativo institucional de controle de risco de
crédito, pode ser visualizado no site [Link]/relacoes-com-investidores, na seção “Itaú Unibanco”,
“Governança Corporativa”, “Políticas”, "Relatórios".
Provisões,
Provisões, Provisões, adiantamentos
Exposições Exposições não adiantamentos e rendas
adiantamentos e rendas e rendas a apropriar (d). Valor líquido (a+b-c)
caracterizadas como caracterizadas como a apropriar (d). Dos
a apropriar (c) Dos quais: RWA CPAD
ativos problemáticos (a) ativos problemáticos (b) quais: RWA CIRB
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Em R$ milhões Total
Valor das exposições classificadas como ativos problemáticos ao final do período anterior (30/09/2024) 3 68.652
Valor das operações que passaram a ser classificadas como ativos problemáticos no período corrente 8.702
Valor das exposições que deixaram de ser caracterizadas como ativos problemáticos no período corrente. (643)
Valor das exposições classificadas como ativos problemáticos no final do período corrente (31/12/2024) 3 64.269
As tabelas abaixo contêm informações adicionais a respeito da qualidade creditícia das exposições
reportadas na tabela CR1. Nelas são informadas as aberturas por região geográfica no Brasil, por país e por setor
econômico do total das exposições e do total das operações em curso anormal. Além disso, são informados o total
das exposições por prazo remanescente de vencimento e segmentadas por faixa de atraso, a segregação do total
das exposições reestruturadas e o percentual das dez e das cem maiores exposições.
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Em R$ milhões 31/12/2024
Carteira Bruta
Total da Exposição em
(1)
atraso
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Maiores exposições
Em R$ milhões 31/12/2024
Operações de Crédito,Títulos de dívida e Operações não contabilizadas no Balanço
Exposição % da Carteira
Patrimonial (CR1) (1)
1) Conforme Resolução 54 a tabela segue o mesmo escopo da tabela CR1, na qual o valor da exposição considera os títulos de dívida de soberanos.
Exposições reestruturadas
Em R$ milhões 31/12/2024
Ativos
Problemáticos Demais
O Itaú Unibanco utiliza garantias para aumentar sua capacidade de recuperação em operações sujeitas a risco de
crédito. As garantias utilizadas podem ser financeiras, derivativo de crédito, fidejussórias, reais, estruturas jurídicas
com poder de mitigação e acordos de compensação. Para que essas garantias sejam consideradas como
instrumentos mitigadores do risco de crédito, é necessário que cumpram as exigências e as determinações das
normas que as regulam, sejam internas ou externas, e que sejam juridicamente exercíveis (eficazes), exequíveis
e regularmente avaliadas.
As informações relativas à eventual concentração associada à mitigação do risco de crédito consideram esses
diferentes instrumentos mitigadores, segregando por tipo e por provedor. Por motivos de confidencialidade, a
instituição determina a não divulgação de informações além da classificação do tipo do garantidor, porém
assegurando-se a aderência aos requerimentos gerais.
As garantias fidejussórias são segregadas nos seguintes provedores: Pessoas Jurídicas; Entidades Multilaterais
de Desenvolvimento (EMD); Instituições Financeiras, Soberanos, Tesouro Nacional ou Banco Central.
O Itaú Unibanco utiliza ainda derivativos de crédito para mitigar o risco de crédito de suas carteiras de títulos. Estes
instrumentos são apreçados com base em modelos que utilizam o preço justo de variáveis de mercado, tais como
spreads de crédito, taxas de recuperação, correlações e taxas de juros. Também são segregados em: Pessoas
Jurídicas; Entidades Multilaterais de Desenvolvimento (EMD); Instituições financeiras e Soberanos.
• Garantias Reais e Financeiras: o próprio tomador ou um terceiro destaca um ou mais ativos financeiro
e/ou um ou mais bens e/ou um ou mais recebíveis, de forma que, garanta o ressarcimento do credor em caso de
inadimplência. Essas garantias são segregadas por tipo: colaterais financeiros, contratos bilaterais e bens.
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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a outra, resultante de operações celebradas entre elas, de forma que, em caso de vencimento, após a
compensação, seja identificado o valor líquido devido pela parte devedora à parte credora. É comum ser utilizado
em operações de derivativos, mas também pode abranger outros tipos de operações financeiras.
Nas estruturas jurídicas com poder de mitigação e acordos de compensação, a mitigação se dá em função de
metodologias estabelecidas e aprovadas pelas unidades de negócio responsáveis pela gestão do risco de crédito
e pela área centralizada de controle de risco de crédito.
Tais metodologias consideram fatores relativos à exequibilidade jurídica das garantias, os custos necessários para
tal e o valor esperado na execução, levando em consideração a volatilidade e a liquidez do mercado.
Para controle dos instrumentos mitigadores, existe monitoramento periódico que acompanha o nível de
cumprimento do uso de cada instrumento quando comparado às políticas internas de mensuração, incluindo até
planos de ação de correção quando existe desenquadramento, sendo analisados concentração, tipos, provedores
e formalização. Os parâmetros utilizados são: HE (Haircut de execução) que avalia a probabilidade de sucesso na
execução da garantia; HV (Haircut de Volatilidade) representa a liquidez da garantia que está sendo ofertada, e
LMM (Limite de Mitigação Máxima) que é o teto de mitigação para garantias reais.
Em R$ milhões 31/12/2024
1) Os instrumentos mitigadores contemplados nesta tabela são aqueles previstos na Circular BACEN 3.809.
O aumento na linha de Concessão de Crédito foi concentrado em operações Garantidas por Imóveis e Pessoas
Jurídicas não Financeiras.
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Em R$ milhões 31/12/2024
Exposições pré FCC e mitigação Exposições pós FCC e mitigação RWA e densidade de RWA
Governos centrais e respectivos bancos centrais 487.892 1.251 487.892 1.250 26.154 5%
Estados, Municípios, Distrito Federal, entes subnacionais equivalentes no exterior 5.230 318 5.230 135 2.299 43%
Instituições financeiras e demais autorizadas pelo Banco Central do Brasil 154.354 10.549 154.354 6.243 53.397 33%
Pessoas jurídicas não financeiras 454.228 171.837 454.228 103.187 440.972 79%
Dos quais: Financiamentos especializados 23 109 23 109 157 119%
Dos quais: outros 454.205 171.728 454.205 103.078 440.815 79%
Participações societárias e instrumentos de dívida subordinada 42.199 - 42.199 - 60.546 143%
Exposições de varejo 335.248 410.646 335.248 40.752 248.382 66%
Exposições garantidas por imóveis 225.184 7.217 225.184 5.781 104.505 45%
Das quais: garantidas por imóveis residenciais, em que o cumprimento das obrigações financeiras
165.007 1.035 165.007 205 47.805 29%
associadas às exposições não seja dependente dos fluxos de caixa gerados pelos imóveis.
Das quais: garantidas por imoveis residenciais, em que o cumprimento das obrigações financeiras
32.593 1.022 32.593 783 33.189 99%
associadas às exposições seja dependente dos fluxos de caixa gerados pelos imóveis.
Das quais: garantidas por imóveis não residenciais, em que o cumprimento das obrigações financeiras
10.070 731 10.070 498 9.006 85%
associadas às exposições não seja dependente dos fluxos de caixa gerados pelos imóveis.
Das quais: garantidas por imóveis não residenciais, em que o cumprimento das obrigações financeiras
8.672 261 8.672 127 7.443 85%
associadas às exposições seja dependente dos fluxos de caixa gerados pelos imóveis.
Das quais: relativas a empreendimentos imobiliários 8.842 4.168 8.842 4.168 7.062 54%
Ativos Problemáticos 22.348 2.435 22.348 939 17.999 77%
Outros ativos 84.919 1 84.917 1 83.984 99%
Total 1.811.833 604.254 1.811.831 158.288 1.038.238 53%
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CR5: Abordagem padronizada - exposições por contraparte e fator de ponderação de risco (FPR)
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Governos centrais e respectivos bancos centrais 437.574 10.931 35.235 3.800 1.306 296 - 489.142
Estados, Municípios, Distrito Federal, entes subnacionais equivalentes no exterior 519 - 369 - 4.477 5.365
Instituições financeiras e demais autorizadas pelo Banco Central do Brasil 52.369 6.053 88.764 1.987 364 1.338 2.006 7.716 160.597
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Pessoas jurídicas não financeiras - 34.473 212.295 - 30 77.471 220.429 102 - 12.615 557.415
das quais: financiamentos especializados - - - - 30 - - 102 - - 132
das quais: outros - 34.473 212.295 - - 77.471 220.429 - - 12.615 557.283
Total das
exposições de
Categoria 45% 75% 100% Outros
crédito (após FCC e
mitigação)
Exposições de varejo 67.923 255.987 279 51.811 376.000
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Exposições garantidas por imóveis 191 44.841 26.607 74.583 3.590 18.161 4.772 13.894 2.509 416 9.399 718 2.501 1.505 6.288 367 2.468 18.079 76 230.965
Das quais: garantidas por imóveis residenciais, em que o cumprimento das obrigações financeiras associadas
às exposições não seja dependente dos fluxos de caixa gerados pelos imóveis. 23 44.841 26.607 68.896 18.161 2.026 - 4.573 17 - - - 68 165.212
Das quais: apuradas diretamente a partir dos valores dos empréstimos e financiamentos sem interferência e
utilização de FPR médios ponderados, cada um deles obtido da combinação do FPR associado ao imóvel 23 44.841 26.607 68.896 18.161 2.026 - 4.573 17 - - - 68 165.212
dado em garantia e do FPR do tomador do empréstimo.
Das quais: garantidas por imóveis residenciais, em que o cumprimento das obrigações financeiras associadas
5.687 3.590 4.772 568 305 367 18.079 8 33.376
às exposições seja dependente dos fluxos de caixa gerados pelos imóveis.
Das quais: garantidas por imóveis não residenciais, em que o cumprimento das obrigações financeiras
168 - - - - 1.941 416 396 2.407 5.240 - - 10.568
associadas às exposições não seja dependente dos fluxos de caixa gerados pelos imóveis.
Das quais: apuradas diretamente a partir dos valores dos empréstimos e financiamentos sem interferência e
utilização de FPR médios ponderados, cada um deles obtido da combinação do FPR associado ao imóvel 168 - - - - 1.941 - 2.109
dado em garantia e do FPR do tomador do empréstimo.
Das quais: garantidas por imóveis não residenciais em que o cumprimento das obrigações financeiras
4.826 1.505 2.468 - - 8.799
associadas às exposições seja dependente dos fluxos de caixa gerados pelos imóveis.
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Em R$ milhões
Em R$ milhões 31/12/2024
O aumento da exposição total nas tabelas CR4 e CR5 ocorreu, principalmente, na linha de Governos
Centrais.
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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Para o cálculo de capital regulatório de risco de crédito podem ser utilizadas duas abordagens, a padronizada e a
IRB (Internal Ratings Based). O Itaú-Unibanco foi aprovado para utilizar a abordagem IRB pelo Banco Central para
a unidade de negócio de crédito rural (Agro). A abordagem IRB permite a utilização de modelos internos para o
cálculo do capital regulatório de risco de crédito, para tanto são utilizadas as estimativas internas de Probability of
Default (PD),Loss Given Default (LGD) e Exposure at Default (EAD).
A PD de um cliente está associada diretamente a sua classificação interna de risco de crédito, sendo que tal
classificação é atribuída a partir de modelos internos utilizados no processo de concessão de crédito. Para
realização dessa classificação, utilizam-se os aspectos financeiros e qualitativos individuais dos clientes. Visto que
a PD é a probabilidade de um credor entrar em descumprimento, ela é estimada com base nas informações do
portfólio da instituição. O cálculo busca prever a possibilidade da ocorrência de descumprimento nos próximos
doze meses para cada classificação de crédito, utilizando o perfil médio do portfólio nos últimos cinco anos
conforme previsão normativa Nº 303 do Banco Central do Brasil (BCB). De forma adicional, respeitamos o piso de
0,05% para os valores de PD, conforme estabelecido no Capítulo II do normativo.
A EAD é o valor esperado para o saldo do credor no momento do default. Este valor deriva do saldo no momento
da avaliação combinado com possíveis movimentações que possam alterar o saldo devedor até o momento do
default, considerando a possibilidade de consumo de crédito à liberar que o cliente tenha disponível. Para efetuar
a estimação do FCC (Fator de conversão de Crédito) foram utilizados dados de conversão de crédito considerando
os saldos e limites disponíveis dos credores 12 meses antes do momento de default para produtos rotativos. A
instituição financeira armazena dados para um período de sete anos, cumprindo a exigência mínima prevista pelo
Artigo 102 da Resolução 303.
A LGD é a estimação do percentual do EAD que a instituição deixará de recuperar no caso de descumprimento.
Tal estimação é realizada com base nos eventos de descumprimento ocorridos e o comportamento posterior das
recuperações líquidas a valores presentes1. Utilizando como ponto de partida o período mínimo exigido pelo Artigo
102 do normativo da Resolução 303, armazenam-se dados de recuperação em período de workout suficiente para
capturar pelo menos 90% do fluxo de recuperação observado e dos clientes após o momento do descumprimento.
No processo de atribuição do parâmetro de LGD para cada um dos clientes dentro da instituição são levados em
consideração possíveis fatores que mitiguem as potenciais perdas futuras a fim de obter um valor justo desse
parâmetro, essas mitigações estão em cumprimento com o estabelecido pela Resolução 303.
Em adição aos modelos de parâmetros, a carteira do agro tem um conjunto de modelos que são utilizados para
ordenação e classificação do risco das diferentes contrapartes (modelos deRisk Rating e Behavior Score),
baseados no porte da contraparte, no nicho de atuação e na estratégia comercial do segmento.
Os modelos utilizados no processo de concessão são desenvolvidos pela área de modelagem em parceria com a
área de análise de crédito, com base nas informações das demonstrações financeiras dos clientes, no seu histórico
de comportamento com a instituição e no mercado, na avaliação do seu processo de gestão e governança através
de dados internos, de bureaus e informações de mercado. Esses modelos atribuem uma classificação de crédito
(rating/escore) para cada um dos credores permitindo segregar clientes de baixíssimo risco daqueles de risco mais
alto dentro de uma classificação interna. A partir desta classificação interna são atribuídos os parâmetros de riscos
que serão utilizados no processo de mensuração e gestão do risco e consequentemente de estimação do capital
segundo metodologia definida pelo Banco Central na Resolução BCB 303.
Cada um dos modelos listados acima passa por uma governança de aprovação que envolve a área desenvolvedora
do modelo e a área de validação independente. A área desenvolvedora se encontra em uma estrutura segregada
da área de validação de modo a garantir a independência na atuação. A deliberação sobre a aprovação ou não do
modelo é feita no Comitê Técnico de Avaliação de Modelos onde são apresentadas as informações sobre o modelo
como escopo, definição de uso, replicabilidade, estabilidade, aderência, discriminação e por fim, o parecer da área
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Itaú Unibanco
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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de validação. Após esse processo, o modelo ainda está sujeito a avaliações periódicas anuais a fim de definir se
existe ou não necessidade de ajustes no mesmo. Esse monitoramento é realizado pela área de validação
independente e seus resultados poderão ser encontrados na tabela CR9 deste relatório. De forma complementar,
as equipes de risco operacional e auditoria interna avaliam a aderência dos modelos em relação aos aspectos
normativos da própria Resolução nº 303 do BCB.
Componente do Número de
Carteira Descritivo
modelo modelos
Modelo utilizado para a mensuração da probabilidade da
PD 1 ocorrência de descumprimento em cada uma das
classificações.
Agro Modelo utilizado para a atribuição do saldo no momento do
EAD 1
descumprimento.
Modelo que determina a parcela do EAD que não será
LGD 1
recuperado.
1
Deduzem-se das recuperações econômicas os custos necessários para reaver os valores como, por exemplo,
tarifas legais e despesas de cobrança.
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Em R$ milhões 31/12/2024
Exposição no
Exposições Momento do
Exposições não Descumprimento
Probabilidade de Perda Dado o Prazo médio RWA
registradas no registradas Fator de Conversão em (EAD) após a Número de Densidade Perdas
Carteira Intervalos de PD (em %) Descumprimento Descumprimento das modelos Provisões
ativo da no ativo da Crédito (FCC) - média utilização de contrapartes RWAcirb Esperadas (EL)
(PD) - média (LGD) - média exposições internos
instituição instituição instrumentos
(pré FCC) mitigadores e
aplicação do FCC
de 0,00 a <0,15 23.806 2.380 63,40% 25.316 0,07% 204 47,02% 2,9 7.282 28,76% 12
de 0,15 a <0,25 15.860 1.440 42,89% 16.478 0,18% 347 45,78% 2,0 5.963 36,19% 14
de 0,25 a <0,50 31.871 2.269 52,61% 33.065 0,30% 1.345 40,49% 2,2 14.445 43,68% 41
de 0,50 a <0,75 14.716 794 23,40% 14.902 0,56% 962 39,52% 2,3 8.806 59,09% 33
de 0,75 a <2,50 13.752 722 33,41% 13.993 1,28% 1.364 35,63% 2,1 9.279 66,31% 64
de 2,50 a <10,00 3.084 171 25,80% 3.128 4,33% 461 34,57% 1,9 2.854 91,23% 47
de 10,00 a <100,00 977 28 11,41% 980 32,19% 186 33,31% 2,8 1.498 152,84% 105
100,00 (Descumprimento) 1.653 24 13,98% 1.656 100,00% 211 35,29% 3,1 4.535 273,85% 584
Subtotal 105.720 7.828 48,52% 109.518 2,30% 5.080 41,73% 2,3 54.663 49,91% 901 465
de 0,00 a <0,15 - - - - - - - - - - -
de 0,15 a <0,25 - - - - - - - - - - -
de 0,25 a <0,50 1 - - 1 0,32% 4 48,90% 1,0 - 27,17% -
de 0,50 a <0,75 - - - - 0,57% 2 48,91% 1,0 - 38,00% -
de 0,75 a <2,50 1 - - 1 1,58% 4 48,90% 1,0 - 57,01% -
de 2,50 a <10,00 - - - - 3,01% 1 48,91% 1,0 - 68,29% -
de 10,00 a <100,00 - - - - - - - - - - -
100,00 (Descumprimento) 1 - - 1 100,00% 3 48,90% 1,0 1 195,49% -
Subtotal 3 - - 3 27,57% 14 48,90% 1,0 2 82,91% - -
Carteira Agro
de 0,00 a <0,15 23.806 2.380 63,40% 25.316 0,07% 204 47,02% 2,9 7.282 28,76% 12
de 0,15 a <0,25 15.860 1.440 42,89% 16.478 0,18% 347 45,78% 2,0 5.963 36,19% 14
de 0,25 a <0,50 31.872 2.269 52,61% 33.066 0,30% 1.349 40,49% 2,2 14.445 43,68% 41
de 0,50 a <0,75 14.717 794 23,40% 14.902 0,56% 964 39,52% 2,3 8.806 59,09% 33
de 0,75 a <2,50 13.752 722 33,41% 13.994 1,28% 1.368 35,63% 2,1 9.280 66,31% 64
de 2,50 a <10,00 3.084 171 25,80% 3.128 4,33% 462 34,57% 1,9 2.854 91,23% 47
de 10,00 a <100,00 977 28 11,41% 980 32,19% 186 33,31% 2,8 1.498 152,84% 105
100,00 (Descumprimento) 1.653 24 13,98% 1.657 100,00% 214 35,30% 3,1 4.536 273,82% 585
Total Carteira 105.722 7.828 48,52% 109.521 2,30% 5.094 41,73% 2,3 54.665 49,91% 901 465
1) Excluídas as operações sujeitas a risco de crédito da contraparte, de acordo com a Instrução Normativa BCB nº 532.
2) Considera RWAmodelos internos.
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CR7: IRB - Efeitos da utilização de derivativos de crédito como instrumentos mitigadores do risco de
crédito (1)(2)
Em R$ milhões 31/12/2024
a
Em R$ milhões Valores de RWA
1) Excluídas as operações sujeitas a risco de crédito da contraparte, de acordo com a Instrução Normativa BCB nº 532.
2) Considera RWAmodelos internos.
CR9: IRB - Comparação entre perdas estimadas e observadas (backtesting) do parâmetro PD por categoria,
subcategoria e portfólio
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31/12/2024
Itaú Unibanco
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CMS1: Comparação entre o RWA calculado na abordagem padronizada e na abordagem modelos internos
por tipo de risco
31/12/2024
RWA
RWA - abordagem
RWA - abordagens
RWA - modelos internos RWA Total (a + b) padronizada para todas as
padronizadas
exposições
31/12/2024
RWA
Em R$ milhões
Instituições financeiras - - - -
Participações societárias - -
Recebíveis financeiros adquiridos - - - -
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Itaú Unibanco
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O Itaú Unibanco possui regras bem definidas para o cálculo da exposição gerencial e regulatória a este risco, sendo
os modelos desenvolvidos utilizados tanto para a governança de consumo de limites e gestão de sublimites das
contrapartes, como para a alocação de capital, respectivamente.
A volatilidade gerencial do risco de crédito potencial (RCP) de derivativos (interpretado como o valor da exposição
financeira potencial que uma operação pode alcançar até o seu vencimento) e a volatilidade de contratos de
compromissadas e operações de câmbio são monitoradas periodicamente para manter a exposição em níveis
considerados aceitáveis pela administração da instituição.
O risco pode ser mitigado com a utilização de chamada de margem, initial margin ou outro instrumento mitigador.
Atualmente, o Itaú Unibanco não tem impacto no montante de colaterais a serem empenhados no caso de
rebaixamento da sua classificação de crédito. A seguir são apresentadas as exposições regulatórias ao risco de
crédito de contraparte.
CCR1: Análise das exposições ao risco de crédito de contraparte (CCR) por abordagem utilizada
Em R$ milhões 31/12/2024
Multiplicador
Ganho potencial empregado no Exposição total pós-
Valor de reposição RWA
futuro cômputo da mitigação
exposição
Abordagem CEM - - - -
CCR3: Abordagem padronizada – segregação de exposições ao CCR por contraparte e por fator de
ponderação de risco
Em R$ milhões
Fator de ponderação de risco (FPR) 31/12/2024
Contraparte 0% 10% 20% 50% 65% 85% 100% 150% Outros Total
Total 614.365 - 3.814 737 17.059 2.951 27.252 462 5.396 672.036
Nas tabelas CCR1 e CCR3 houve queda em Governos Centrais, concentrado em operações compromissadas.
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Itaú Unibanco
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Em R$ milhões 31/12/2024
Títulos emitidos por outros governos centrais de jurisdições estrangeiras e respectivos bancos
- - 27.073 - 3.704 6.756
centrais
Ações - - - - - 393
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31/12/2024
Em R$ Milhões
Exposição após
RWA
mitigação
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Exposições de Securitização
Atualmente, o Itaú Unibanco coordena e distribui emissões de valores mobiliários securitizados no mercado de
capitais com ou sem garantia firme de colocação. Em caso de exercer a garantia firme o banco assumirá o risco
como investidor da operação.
O Itaú Unibanco também se coloca na posição de investidor, onde a instituição adquire as operações com classes
de priorização, sênior, mezanino ou subordinada, dos veículos emissores. O processo de decisão de investimento
perpassa por diversos fatores, incluindo análise de risco dos ativos subjacentes, perfil de risco dos ativos, retorno
atribuído às emissões, mecanismos de subordinação, entre outros.
O Itaú Unibanco não atua como contraparte patrocinadora de nenhuma sociedade de propósito específico com o
objetivo de atuar no mercado de securitização, tampouco administra entidades que adquirem títulos de
securitização de sua própria emissão/originação.
Em relação à contabilização, cabe observar que (i) os ativos representativos de securitizações de terceiros são
contabilizados assim como os demais ativos de titularidade do banco, conforme normas contábeis brasileiras; (ii)
e os créditos de securitizações originados da carteira própria do Itaú Unibanco permanecem contabilizados nos
casos de cessão de crédito com coobrigação.
No ano de 2024, o Itaú Unibanco não realizou a venda de ativos de securitização de crédito sem retenção
substancial de riscos e não cedeu exposições com retenção substancial de riscos, que tenham sido honradas,
recompradas ou baixadas para prejuízo.
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Na carteira atual de securitização do Itaú Unibanco não há exposições a serem reportadas na tabela SEC2.
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Risco de Mercado
O risco de mercado é a possibilidade de perdas resultantes da flutuação nos valores de mercado de posições
detidas por uma instituição financeira, incluindo os riscos das operações sujeitas à variação das taxas de câmbio,
das taxas de juros, dos preços de ações e dos preços de mercadorias (commodities), conforme estabelecido pelo
CMN. Os índices de preços também são tratados como um grupo de fator de risco.
A Política institucional de risco de mercado encontra-se aderente à Resolução 4.557 e estabelece a estrutura de
gestão e controle de risco de mercado, que tem a função de:
• Proporcionar visibilidade e conforto para todos os níveis executivos de que a assunção de riscos de
mercado está em linha com os objetivos de risco-retorno do Itaú Unibanco;
• Promover o diálogo disciplinado e bem-informado sobre o perfil de risco global e sua evolução no tempo;
• Aumentar a transparência sobre o modo como o negócio busca a otimização dos resultados;
• Fornecer mecanismos de alerta antecipado para facilitar a gestão eficaz dos riscos, sem obstruir os
objetivos de negócio; e
O controle de risco de mercado é realizado por área independente das unidades de negócio e responsável por
executar as atividades diárias de: (i) mensuração e avaliação de risco, (ii) monitoramento de cenários de estresse,
limites e alertas, (iii) aplicação, análise e testes de cenários de estresse, (iv) reporte de risco para os responsáveis
individuais dentro das unidades de negócios de acordo com a governança do Itaú Unibanco, (v) monitoramento de
ações necessárias para o reajuste de posições e/ou níveis de risco para fazê-los viáveis, e (vi) apoio ao lançamento
de novos produtos financeiros com segurança.
A gestão de risco de mercado segue a segregação das operações em Carteira de Negociação e Carteira Bancária,
de acordo com os critérios gerais estabelecidos pela Resolução CMN 4.557 e Resolução BCB Nº 111 e alterações
posteriores. A carteira de negociação é composta por todas as operações com instrumentos financeiros e
mercadorias, inclusive derivativos, realizadas com a intenção de negociação. Já a carteira bancária caracteriza-se
preponderantemente pelas operações provenientes do negócio bancário e relacionadas à gestão do balanço da
instituição, realizadas sem a intenção de negociação e com horizonte de tempo de médio e longo prazos.
• Valor em Risco (VaR): medida estatística que quantifica a perda econômica potencial máxima esperada
em condições normais de mercado, considerando um determinado horizonte de tempo e intervalo de confiança;
• Stop Loss: métrica que tem por objetivo a revisão das posições, caso as perdas acumuladas em um dado
período atinjam um determinado valor;
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Gerenciamento de Riscos e Capital – Pilar 3
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• VaR Estressado: métrica estatística derivada do cálculo de VaR, que objetiva capturar o maior risco em
simulações da carteira de negociação atual, levando em consideração retornos observáveis em cenários históricos
de extrema volatilidade.
Adicionalmente, são analisadas medidas de sensibilidade e de controle de perdas. Entre elas, incluem-se:
• Análise de Descasamentos (GAPS): exposição acumulada dos fluxos de caixa, por fator de risco, expressos
a valor de mercado, alocados nas datas de vencimento;
• Sensibilidade (DV01- Delta Variation): impacto no valor de mercado dos fluxos de caixa quando submetidos
a um aumento de 1 ponto-base nas taxas de juros atuais ou na taxa do indexador;
• Sensibilidades aos Diversos Fatores de Riscos (Gregas): derivadas parciais de uma carteira de opções em
relação aos preços dos ativos-objetos, às volatilidades implícitas, às taxas de juros e ao tempo.
Buscando o enquadramento das operações nos limites definidos, o Itaú Unibanco realiza hedge de operações de
clientes e de posições proprietárias, inclusive de investimentos no exterior. Derivativos são os instrumentos mais
utilizados para a execução destas atividades de hedge, e podem se caracterizar como hedge contábil ou
econômico, ambos regidos por normativos institucionais no Itaú Unibanco.
A estrutura de limites e alertas é alinhada com as diretrizes do CA, sendo revisada e aprovada anualmente. Esta
estrutura conta com limites específicos que visam a melhorar o processo de acompanhamento e compreensão dos
riscos, bem como evitar sua concentração. Estes limites são dimensionados avaliando-se os resultados projetados
do balanço, o tamanho do patrimônio, a liquidez, a complexidade e as volatilidades dos mercados, bem como o
apetite de risco da instituição.
O consumo dos limites de risco de mercado é monitorado e divulgado diariamente através de mapas de exposição
e sensibilidade. A área de risco de mercado analisa e controla a aderência destas exposições aos limites e alertas
e os reporta tempestivamente para as mesas da Tesouraria e demais estruturas previstas na governança.
O Itaú Unibanco utiliza sistemas proprietários para mensurar o risco de mercado consolidado. O processamento
desses sistemas ocorre em ambientes com controle de acesso, de alta disponibilidade, com processos de guarda
e recuperação de dados e conta com infraestrutura para garantir a continuidade de negócios em situações de
contingência (disaster recovery).
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Em R$ milhões 31/12/2024
Fatores de risco RWA MPAD
Taxas de juros 39.097
Em atendimento ao disposto na Resolução BCB Nº 111, não foram realizadas reclassificações de instrumentos
para a carteira de negociação ou para carteira bancária no trimestre atual.
Na abordagem de modelos internos são utilizados os modelos de VaR e VaR estressado. Esses modelos são
aplicados sobre as operações em Carteira de Negociação, com os fatores de risco: taxas de juros, índices de
inflação, taxas de câmbio, ações e commodities. Os modelos de VaR e VaR estressado são utilizados nas
empresas do Conglomerado Prudencial apresentadas na tabela a seguir:
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Instituição Modelo utilizado para risco de mercado
Aj Títulos Públicos Fundo de Investimento Renda Fixa Referenciado DI VaR e VaR Estressado
Angico FIDC Segmento Infraestrutura e Agronegócio de Responsabilidade Limitada VaR e VaR Estressado
Banco Investcred Unibanco S.A. VaR e VaR Estressado
Banco Itaú Chile VaR e VaR Estressado
Banco Itaú Consignado S.A. VaR e VaR Estressado
Banco Itaú Veículos S.A. VaR e VaR Estressado
Banco ItauBank S.A. VaR e VaR Estressado
Banco Itaucard S.A. VaR e VaR Estressado
Cloudwalk Kick Ass I Fundo De Investimento Em Direitos Creditórios VaR e VaR Estressado
Dibens Leasing S.A. - Arrendamento Mercantil VaR e VaR Estressado
FIDC B2cycle NPL VaR e VaR Estressado
FIDC Cloudw Akira I VaR e VaR Estressado
FIDC Kiwify VaR e VaR Estressado
FIDC Mobilitas VaR e VaR Estressado
FIDC Sumup Solo VaR e VaR Estressado
Financeira Itaú CBD S.A. Crédito, Financiamento e Investimento VaR e VaR Estressado
Fundo De Invest Dir Creditórios Não Padron NPL II VaR e VaR Estressado
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios IA VaR e VaR Estressado
Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Soul VaR e VaR Estressado
Fundo Fortaleza de Investimento Imobiliário VaR e VaR Estressado
Fundo Kinea Ventures VaR e VaR Estressado
Hipercard Banco Múltiplo S.A. VaR e VaR Estressado
Ideal Corretora de Titulos e Valores Mobiliarios S.A. VaR e VaR Estressado
Ideal Holding Financeira S.A. VaR e VaR Estressado
Intrag Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários Ltda. VaR e VaR Estressado
Iresolve Companhia Securitizadora de Créditos Financeiros S.A. VaR e VaR Estressado
Itaú Administradora de Consórcios Ltda. VaR e VaR Estressado
Itaú Administradora de Fondos de Inversión S.A VaR e VaR Estressado
Itaú Bank & Trust Bahamas Ltd. VaR e VaR Estressado
Itaú Bank & Trust Cayman Ltd. VaR e VaR Estressado
Itaú Bank, Ltd. VaR e VaR Estressado
Itaú BBA Trading S.A. VaR e VaR Estressado
Itaú BBA USA Securities Inc. VaR e VaR Estressado
Itaú Chile New York Branch. VaR e VaR Estressado
Itaú Cia. Securitizadora de Créditos Financeiros VaR e VaR Estressado
Itaú Corredores de Bolsa Limitada VaR e VaR Estressado
Itaú Corretora de Valores S.A. VaR e VaR Estressado
Itaú Kinea Private Equity Multimercado Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento Crédito Privado VaR e VaR Estressado
Itaú Unibanco Holding S.A. VaR e VaR Estressado
Itaú Unibanco Holding S.A., Grand Cayman Branch VaR e VaR Estressado
Itaú Unibanco S.A. VaR e VaR Estressado
Itaú Unibanco S.A., Nassau Branch VaR e VaR Estressado
Itaú Unibanco Veículos Administradora de Consórcios Ltda. VaR e VaR Estressado
ITB Holding Ltd. VaR e VaR Estressado
Kinea CO-investimento Fundo de Investimento Imobiliario VaR e VaR Estressado
Kinea Equity Infra I Warehouse Feeder MM Ficfi CP VaR e VaR Estressado
Kinea FOF Imobiliário FIF Multimercado - Responsabilidade Limitada VaR e VaR Estressado
Kinea I Private Equity FIP Multiestrategia VaR e VaR Estressado
Kinea KP Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado VaR e VaR Estressado
Kinea Sigma Fundo de Investimento Financeiro Multimercado - Responsabilidade Limitada VaR e VaR Estressado
Licania Fund Limited VaR e VaR Estressado
Luizacred S.A. Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento VaR e VaR Estressado
Microinvest S.A. Soc. de Crédito a Microempreendedor VaR e VaR Estressado
Oiti Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado Investimento no Exterior VaR e VaR Estressado
Pont Sociedad Anónima VaR e VaR Estressado
Redecard Instituição de Pagamento S.A. VaR e VaR Estressado
Redecard Sociedade de Crédito Direto S.A VaR e VaR Estressado
RT Itaú DJ Títulos Públicos Fundo de Investimento Renda Fixa Referenciado DI VaR e VaR Estressado
RT Scala Renda Fixa - Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento VaR e VaR Estressado
Tangerina Fundo de Investimento em Direitos Creditórios - Responsabilidade Limitada VaR e VaR Estressado
Tarumã Fundo Incentivado de Investimento em Debêntures de Infraestrutura Renda Fixa Crédito Privado VaR e VaR Estressado
O Itaú Unibanco, para fins regulatórios, utiliza a metodologia de simulação histórica para o cálculo do VaR e VaR
Estressado. Essa metodologia utiliza os retornos observados no passado para calcular os ganhos e perdas de uma
carteira ao longo do tempo, com um intervalo de confiança de 99% e um horizonte de manutenção (holding period)
de no mínimo 10 dias. No dia 31/12/2024, o VaR representou 52% do requerimento de capital, enquanto o VaR
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Estressado representou 48%. A mesma metodologia é utilizada para fins gerenciais, ou seja, não existem
diferenças entre os modelos gerenciais e regulatórios.
Em relação ao modelo de VaR, os retornos históricos são atualizados diariamente. O Itaú Unibanco utiliza no seu
modelo de VaR tanto a abordagem sem ponderação, na qual os dados históricos têm o mesmo peso, quanto com
ponderação pela volatilidade dos retornos. Para o cálculo de volatilidades, é utilizado o método de alisamento
exponencial. A metodologia de VaR Histórico com períodos de manutenção de 10 dias assume que a distribuição
esperada para as perdas e ganhos possíveis para a carteira pode ser estimada a partir do comportamento histórico
dos retornos dos fatores de risco de mercado a que esta carteira está exposta. Os retornos observados no passado
são aplicados às operações atuais, gerando uma distribuição de probabilidade de perdas e ganhos simulados que
são utilizados para estimar o VaR Histórico, de acordo com o nível de confiança de 99% e utilizando um período
histórico de 1.000 dias. As perdas e ganhos das operações lineares são calculados através da multiplicação da
marcação a mercado pelos retornos, enquanto as operações não lineares são recalculadas usando os retornos
históricos. Os retornos utilizados nas simulações dos movimentos dos fatores de risco são relativos.
Já em relação ao modelo de VaR Estressado, o cálculo é realizado para um horizonte temporal de 10 dias úteis,
considerando-se o nível de confiança de 99% e retornos simples no período histórico de um ano. O período
histórico de estresse é calculado periodicamente para o período desde 2004 e pode ser revisto sempre que se
julgar necessário. Isso pode ocorrer quando a composição das carteiras do Itaú Unibanco sofrer uma alteração
significativa, quando forem observadas mudanças nos resultados da simulação dos retornos históricos ou quando
acontecer uma nova crise de mercado. As perdas e ganhos das operações lineares são calculados através da
multiplicação da marcação a mercado pelos retornos, enquanto as operações não lineares são recalculadas
usando os retornos históricos.
Além do uso do VaR, o Itaú Unibanco realiza diariamente análises de risco em cenários extremos por meio de um
arcabouço diversificado de testes de estresse, a fim de capturar as potenciais perdas significativas em situações
extremas de mercado. Os cenários são baseados em crises históricas, prospectivas e em choques pré-
determinados nos fatores de risco. Um fator que tem grande influência sobre o resultado dos testes, por exemplo,
é a correlação entre os ativos e respectivos fatores de risco, e este efeito é simulado de várias maneiras nos
diversos cenários testados.
A fim de identificar seus maiores riscos e auxiliar na tomada de decisão da tesouraria e da alta administração, os
resultados dos testes de estresse são avaliados por fatores de risco, bem como de forma consolidada.
A eficácia do modelo de VaR é comprovada pelo teste de aderência, através da comparação de perdas e ganhos
diários hipotéticos e efetivos, com o VaR diário estimado, de acordo com a Circular BACEN 3.646. O número de
exceções dos limites estabelecidos de VaR deve ser compatível, dentro de uma margem estatística aceitável, com
três intervalos de confiança distintos (99%, 97,5% e 95%) em três janelas históricas distintas (250, 500 e 750 dias
úteis). Com isso contempla 9 amostras diferentes, garantindo a qualidade estatística da hipótese de VaR histórico.
O Itaú Unibanco possui um conjunto de processos, executados periodicamente pelas equipes de controles internos,
cujo objetivo é replicar de forma independente as métricas que sensibilizam o capital de risco de mercado por
modelos internos. Além dos resultados dos processos periódicos, o Itaú Unibanco avalia o processo de
mensuração dos horizontes temporais por fatores de risco e a estimativa do período de estresse para o cálculo do
VaR estressado. A validação do modelo interno inclui diversos tópicos considerados essenciais para a análise
crítica do modelo, como por exemplo, a avaliação das limitações do modelo, a adequação dos parâmetros usados
na estimativa de volatilidade e a abrangência a confiabilidade dos dados de entrada.
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A tabela a seguir mostra as exposições sujeitas a risco de mercado na abordagem de modelos internos, para
apuração do requerimento de capital.
a b e f
Em R$ milhões VaR VaR estressado Outros RWA MINT total
RWAMINT em 30/09/2024 30 9.119 11.050 3.185 23.354
Mudanças nos níveis de risco 4.447 677 - 5.124
Atualizações e mudanças no modelo interno - - - -
Metodologia e regulação - - - -
Aquisições e vendas - - - -
Mudanças nas taxas de câmbio (370) 252 - (118)
Outros - - 111 111
RWADRC - -
RWACVA - -
RWAMINT em 31/12/2024 31 13.196 11.979 3.296 28.471
O RWAMINT aumentou em relação ao trimestre anterior devido à maior exposição a mudanças nas taxas de cupom
de moedas e cupom de inflação.
Em R$ milhões 31/12/2024
O VaR aumentou em relação ao trimestre anterior devido ao aumento da exposição à taxas de juros. O VaR
estressado permaneceu estável em relação ao trimestre anterior.
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Teste de Aderência
A eficácia do modelo de VaR é comprovada pelo teste de aderência, através da comparação de perdas e ganhos
diários hipotéticos e efetivos com o VaR diário. O VaR diário é calculado para um horizonte de manutenção de um
dia, de acordo com o nível de confiança de 99% e utilizando um período histórico de 1.000 dias. O percentual de
requerimento de capital associado a este modelo é de 100%.
As análises do teste de aderência apresentadas abaixo consideram as faixas sugeridas pelo Comitê de Basileia
de Supervisão Bancária. Essas faixas dividem-se em:
• Verde (0 a 4 exceções): os resultados do teste de aderência que não sugerem problemas com a qualidade
ou a precisão dos modelos adotados;
Os resultados efetivos não incluem tarifas, corretagens e comissões. Não existem reservas de resultado.
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As posições em derivativos têm como principal função gerir os riscos das carteiras de negociação e bancária nos
respectivos fatores de risco.
Fatores de Risco Comprada Vendida Comprada Vendida Comprada Vendida Comprada Vendida
Taxas de Juros 125.982 (217.970) 40.343 (38.456) 204.582 (271.852) 122.390 (146.768)
Taxas de Câmbio 121.938 (105.789) 85.741 (80.353) 19.017 (57.743) 262.566 (255.011)
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A Circular BACEN nº 3.876, publicada em janeiro de 2018, dispõe sobre metodologias e procedimentos para a
avaliação da suficiência do valor de Patrimônio de Referência (PR) mantido para a cobertura do risco de variação
das taxas de juros em instrumentos classificados na carteira bancária IRRBB (Interest Rate Risk in the Banking
Book).
• ΔEVE (Delta Economic Value of Equity) como a diferença entre o valor presente do somatório dos fluxos
de reapreçamento de instrumentos sujeitos ao IRRBB em um cenário-base e o valor presente do somatório dos
fluxos de reapreçamento desses mesmos instrumentos em um cenário de choque nas taxas de juros;
• ΔNII (Delta Net Interest Income) como a diferença entre o resultado de intermediação financeira dos
instrumentos sujeitos ao IRRBB em um cenário-base e o resultado de intermediação financeira desses mesmos
instrumentos em um cenário de choque nas taxas de juros.
As análises de sensibilidade da carteira bancária aqui apresentadas são uma avaliação estática da exposição da
carteira e, portanto, não consideram a capacidade dinâmica de reação da gestão (tesouraria e áreas de controle)
que aciona medidas mitigadoras do risco, sempre que uma situação de perda ou risco elevado é identificada,
minimizando a possibilidade de perdas significativas. Adicionalmente, ressalta-se que os resultados apresentados
não se traduzem necessariamente em resultados contábeis ou econômicos, pois o estudo tem fins exclusivos de
divulgação da exposição a riscos e as respectivas ações de proteção considerando o valor justo dos instrumentos
financeiros, dissociado de quaisquer práticas contábeis adotadas pelo Itaú Unibanco.
A instituição utiliza a metodologia interna para mensuração de ΔEVE e ΔNII. Os valores apurados para o ΔEVE
não representam impacto imediato ao patrimônio líquido, enquanto que ΔNII indica potencial volatilidade aos
resultados projetados considerando as premissas dos modelos.
Estrutura e tratamento
O risco de taxa de juros da carteira bancária refere-se ao risco potencial de impacto na suficiência de capital e/ou
nos resultados de intermediação financeira devido a movimentos adversos das taxas de juros, considerando os
fluxos relevantes dos instrumentos classificados na carteira bancária.
O principal objetivo da gestão de ativos e passivos é maximizar a relação entre retorno e risco das posições
contidas na carteira bancária, levando em conta o valor econômico dos ativos/passivos e os impactos nos
resultados do exercício e nos resultados futuros.
O processo de gerenciamento do risco de taxa de juros das operações classificadas na carteira bancária ocorre
dentro da governança e hierarquia de órgãos colegiados e de uma estrutura de limites e alertas aprovada
especificamente para este fim, sensibilizando diferentes níveis e classes de risco de mercado.
A estrutura de gerenciamento do IRRBB possui políticas e controles de risco que visam a garantir a adequação ao
apetite de risco da instituição. O framework do IRRBB possui limites gerenciais granulares para diversas métricas
de risco e limites consolidados de ΔEVE e ΔNII e limites associados a testes de estresse.
A unidade de gerenciamento de ativos e passivos é responsável pela gestão dos descasamentos entre fluxos
ativos e passivos por faixa de prazos e atua na mitigação do risco de taxa de juros por meio de estratégias de
hedge econômico e de hedge contábil.
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Todos os modelos associados ao IRRBB possuem um processo robusto de validação independente e seus
modelos são aprovados pela CTAM (Comissão Técnica de Avaliação de Modelos). Além disso, todos os modelos
e processos são avaliados pela auditoria interna.
O framework de risco de taxas de juros da carteira bancária possui medidas de risco gerencias que são calculadas
diariamente para o controle de limites. As métricas de ΔEVE e ΔNII são avaliadas em relação aos limites de apetite
de risco e as demais métricas de risco em relação aos limites de risco gerenciais.
De maneira geral, as operações sujeitas às opcionalidades comportamentais são classificadas como depósitos
sem vencimento contratual definido ou produtos sujeitos a pré-pagamento. Os depósitos sem vencimento são
classificados em relação à sua natureza e estabilidade para garantir adequação das premissas em relação aos
limites regulatórios. O tratamento dispensado aos produtos sujeitos a pré-pagamento é feito por meio de modelos
de análise de sobrevivência, cuja dinâmica é determinada com base no comportamento histórico das carteiras. Os
fluxos dos instrumentos que possuem características homogêneas são ajustados por modelos específicos de forma
a refletir de maneira mais adequada os fluxos de reapreçamento dos instrumentos.
A carteira bancária é composta por operações ativas e passivas originadas pelos diversos canais comerciais (varejo
e atacado) do Itaú Unibanco. As exposições de risco de mercado inerentes à carteira bancária são compostas por
vários fatores de risco, que são componentes primários do mercado na formação dos preços.
No IRRBB, são consideradas ainda as operações de hedge que buscam mitigar os riscos derivados das oscilações
dos fatores de risco de mercado e suas assimetrias contábeis.
O risco de mercado gerado pelos descasamentos estruturais é gerenciado por meio de vários instrumentos
financeiros, como derivativos de bolsa e no mercado de balcão. Em alguns casos, operações com instrumentos
financeiros derivativos podem ser classificadas como hedge contábil, de acordo com suas características de risco
e fluxo de caixa. Nestes casos, a documentação comprobatória específica é analisada para permitir o
acompanhamento contínuo da efetividade do hedge e das demais alterações no processo contábil. Os
procedimentos contábeis e administrativos de hedges são definidos pela Circular BACEN nº 3.082.
• O ∆EVE e o ∆NII são mensurados com base nos fluxos de caixa dos instrumentos da carteira bancária,
decompostos nos seus fatores de risco isolando o efeito de taxa de juros e dos componentes de spread;
• Para depósitos sem vencimento os modelos são classificados quanto a sua natureza e estabilidade e
distribuídos no tempo considerando os limites regulatórios;
• A instituição utiliza modelos de análise de sobrevivência para o tratamento de operações de crédito sujeitas
ao pré-pagamento e modelos empíricos para operações sujeitas ao resgate antecipado;
• A reprecificação de prazo médio atribuída aos depósitos sem vencimento contratual é definido
em 1,84 anos;
• A reprecificação de prazo máximo atribuída aos depósitos sem vencimento contratual é definido em 30,00
anos.
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O art. 16 da Resolução BCB 54 estabelece a necessidade de publicação do ΔEVE e ΔNII, considerando os cenários
de choques padronizados descrito pelo art. 11 da Circular BACEN 3.876.
Na tabela abaixo são apresentados os principais resultados decorrentes das mudanças nas taxas de juros sobre
a carteira bancária nos cenários padronizados (art. 11). Destaca-se que, seguindo a regulamentação, as potenciais
perdas estão representadas por valores positivos e os ganhos por valores negativos (entre parênteses).
• Paralelo de Alta: aumento das taxas de juros de curto prazo e de longo prazo;
• Paralelo de Baixa: redução das taxas de juros de curto prazo e de longo prazo;
• Steepener: redução das taxas de juros de curto prazo e aumento das taxas de juros de longo prazo;
• Flattener: aumento das taxas de juros de curto prazo e redução das taxas de juros de longo prazo.
(As perdas são representadas por valores positivos, enquanto os ganhos são representados por valores negativos entre parênteses)
1) As medidas de variação têm as perdas representadas por valores positivos, conforme Art. 13 § 3º da Circular 3.876.
2) Os valores são calculados por meio de modelo interno e choques regulatórios padronizados, conforme Art. 39 §1º II da Circular 3.876.
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Remuneração de Administradores
Comitê de Remuneração
O Comitê de Remuneração é responsável por promover discussões sobre assuntos relacionados à remuneração
de nossa administração. Entre suas competências, estão: o desenvolvimento de uma política de remuneração para
os nossos administradores, a propositura ao Conselho de Administração de diferentes formas de remuneração fixa
e variável, além de benefícios e programas especiais de recrutamento e desligamento; a discussão, a análise e a
supervisão da implementação e operacionalização dos modelos de remuneração existentes, e a discussão dos
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princípios gerais para a remuneração dos nossos colaboradores, recomendando ao Conselho de Administração a
sua correção ou aprimoramento. O Comitê possui regimento interno próprio, aprovado pelo Conselho de
Administração, atualizado em 27 de fevereiro de 2025, disponibilizado no site de relações com investidores:
[Link]/relacoes-com-investidores > Menu > Itaú Unibanco > Governança Corporativa > Regimentos
Internos > Regimento Interno do Comitê de Remuneração.
Governança de remuneração
A nossa estratégia de remuneração adota processos claros e transparentes, que visam atender à regulamentação
aplicável e às melhores práticas nacionais e internacionais, bem como assegurar a compatibilidade com nossa
política de gestão de riscos.
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Itaú Unibanco
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Anualmente, o Comitê de Remuneração avalia e, se for o caso, propõe melhorias na Política de Remuneração.
Após essa análise criteriosa do Comitê de Remuneração, a Política é submetida à avaliação do Conselho de
Administração.
Em 2024, a Assembleia Geral Extraordinária aprovou a revisão, formalização e ratificação de Plano de Outorga de
Ações (“Plano de Outorga de Ações”), a fim de consolidar regras gerais relativas a programas de incentivo de longo
prazo que envolvem a outorga de ações a administradores e empregados do Itaú Unibanco e de suas sociedades
controladas diretas ou indiretas. Dentre os programas mencionados no Plano de Outorga de Ações, administrado
pelo Comitê de Remuneração, contemplam em seus públicos-alvo administradores do Emissor: a Remuneração
Variável em Ações, a Remuneração Fixa em Ações (apenas para conselheiros) e o Programa de Sócios, presentes
também nas informações prestadas ao longo da tabela REMA. O Plano de Outorga de Ações está disponível em:
[Link] > Itaú Unibanco > Governança Corporativa > Políticas > Plano
de Outorga.
Ademais, com o intuito de trazer ainda mais transparência acerca do nosso modelo de remuneração, passamos a
divulgar, desde 2020, o documento que consolida as principais práticas e princípios que norteiam o pagamento da
remuneração aos nossos administradores. Este documento, denominado Política de Remuneração, torna público
as bases do nosso modelo remuneratório e está disponível em [Link]/relacoes-com-investidores > Itaú
Unibanco > Governança Corporativa > Políticas > Política de Remuneração de Administradores e Clawback.
Adicionalmente, desde 2019, o Comitê de Remuneração determinou que os membros do Comitê Executivo
mantenham em sua titularidade quantidade mínima de ações do Emissor, equivalente a 10 vezes da remuneração
fixa anual para o CEO e a 5 vezes da remuneração fixa anual para os demais membros, com prazo de cumprimento
de até 5 anos após assumirem suas funções. Em 31 de dezembro de 2024 todos os membros do Comitê Executivo
cumpriam a exigência mínima de titularidade.
O Emissor mantém, ainda, o Plano para Outorga de Opções de Ações (“Plano para Outorga de Opções”) para
seus administradores e colaboradores, bem como para os administradores e colaboradores das empresas por ele
controladas, o que permite o alinhamento dos interesses dos administradores aos dos acionistas, na medida em
que se compartilham os mesmos riscos e ganhos proporcionados pela valorização de suas ações. Desde 2012,
nenhuma opção foi outorgada no âmbito de nosso Plano para Outorga de Opções de Ações. Para mais informações
sobre a Movimentação do Plano, vide a nota explicativa 20 das Demonstrações Contábeis em IFRS.
Para mais informações sobre as atribuições e funções do Comitê de Pessoas e do Comitê de Remuneração,
acessar o item 12.1 do Formulário de Referência que está disponível no site [Link]
investidores/ > Resultados e Relatórios > Documentos Regulatórios > Formulário de Referência.
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Adotamos estratégias de remuneração e benefícios que variam de acordo com a área de atuação e com
parâmetros de mercado. Periodicamente, verificamos esses parâmetros por meio de:
• contratação de pesquisas salariais, realizadas por consultores especializados, que deverão se obrigar a
observar plenamente a Lei de Defesa da Concorrência;
• participação em pesquisas realizadas por outros bancos de forma anônima sempre e somente por meio de
empresas especializadas, que deverão se obrigar a observar plenamente a Lei de Defesa da Concorrência; e
• participação em fóruns especializados ainda que com empresas concorrentes, visando apenas a troca de
experiências administrativas e operacionais sobre as melhores práticas de mercado no que tange a remuneração
e benefícios, e desde que não sejam reveladas nesses fóruns, por nenhum participante, sob qualquer forma ou
meio, qualquer tipo de informação concorrencialmente sensível (ex. montantes, valores, faixas, percentuais,
periodicidades de pagamento, vantagens etc.).
A remuneração fixa do Conselho de Administração e da Diretoria, assim como o plano de benefícios concedidos
aos diretores, não são impactados por indicadores de desempenho.
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Conselho Fiscal: os membros do Conselho Fiscal recebem apenas remuneração fixa mensal e não fazem jus ao
plano de benefícios. Conforme legislação aplicável, a remuneração de cada membro em exercício não pode ser
inferior a 10% da remuneração fixa atribuída a cada diretor (i.e., não computados os benefícios, as verbas de
representação e a participação nos lucros).
Comitê de Auditoria: os membros do Comitê de Auditoria recebem apenas remuneração fixa mensal e podem
receber benefícios. Na hipótese de membros do Comitê de Auditoria também integrarem o Conselho de
Administração é adotada a Política de Remuneração para apenas um dos órgãos.
a) Remuneração fixa mensal: a remuneração fixa mensal é alinhada às práticas de mercado e revisada com
frequência necessária para atrair os profissionais qualificados.
b) Remuneração fixa anual em ações: a remuneração fixa anual devida aos conselheiros é paga em ações
preferenciais do Emissor.
c) Remuneração variável anual em ações: nos casos de pagamento de remuneração variável em ações a
membro do Conselho de Administração, a remuneração respeita os mesmos prazos de diferimento, condições e
cálculo do valor das ações apresentados no item “b) ii” a seguir, que descreve a entrega das ações preferenciais
da remuneração variável anual. Visando sua compatibilidade com a criação de valor, esta remuneração leva em
conta o resultado do Itaú Unibanco Holding, podendo ser ajustada pelo Comitê de Remuneração.
Diretoria:
a) Remuneração fixa mensal: a remuneração fixa mensal é estabelecida de acordo com a função exercida e tem
como fundamento a equidade interna, possibilitando também a sua mobilidade em nossos diversos negócios. A
definição de valores da remuneração fixa leva em consideração a competitividade frente ao mercado.
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(1) Dentro dos limites estabelecidos pela legislação, a remuneração dos Diretores responsáveis pelas áreas de
controles internos e riscos independe do desempenho das áreas de negócios por eles controladas e avaliadas, de
forma a não gerar conflitos de interesse. Contudo, ainda que a remuneração não sofra com o resultado da área de
negócios, está sujeita ao impacto decorrente do resultado da companhia.
(2) Conforme a Resolução CMN nº 5.177, uma parcela da remuneração variável deve ser diferida.
O Emissor estabelece, além da remuneração variável anual, que busca vincular os membros que a recebem aos
projetos e resultados do Emissor, o Programa de Sócios, que tem como objetivo alinhar a gestão do risco no curto,
médio e longo prazo, assim como alinhar os interesses dos participantes do programa aos de nossos acionistas,
beneficiando-os proporcionalmente aos ganhos obtidos pelo Emissor e por seus acionistas.
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Os modelos de pagamentos baseados em ações encontram-se em conformidade com os princípios buscados pelo
Emissor, tendo em vista que atuam como instrumentos de incentivo ao desenvolvimento, comprometimento
individual e retenção dos administradores, pois o recebimento da ação concretiza-se no longo prazo.
Para fins demonstrativos, reunimos neste item as informações relativas a todos os modelos de pagamento
baseados em ações. São eles: (1) ações ou instrumentos baseados em ações entregues no âmbito da Política de
Remuneração, (2) ações ou instrumentos baseados em ações entregues no âmbito do Programa de Sócios e (3)
as opções outorgadas no âmbito do Plano para Outorga de Opções de Ações (“Plano para Outorga de Opções”),
descritos abaixo:
A remuneração fixa anual é paga aos membros do Conselho de Administração desde que tenham exercido seus
mandatos anuais por completo. O objetivo é recompensar a contribuição de cada membro para o Conglomerado
Itaú Unibanco. A remuneração fixa anual leva em consideração o histórico e currículo dos membros, além de
condições de mercado e outros fatores que podem ser objeto de acordo entre o membro do Conselho de
Administração e o Conglomerado Itaú Unibanco.
Para fins do cálculo do valor das ações que são utilizadas para compor a remuneração em ações ou os
instrumentos baseados em ações é utilizada a média da cotação de fechamento das ações preferenciais do Itaú
Unibanco Holding na B3 - Bolsa, Brasil, Balcão (“B3”), nos 30 (trinta) dias anteriores à apuração, que deverá ser
realizada no 7º (sétimo) dia útil anterior à data do evento, concessão ou entrega das ações (“Período de
Precificação”), ajustada pelos proventos que forem distribuídos entre o Período de Precificação e a data prevista
para o evento, mas que não sejam auferidos pelos beneficiários.
A quantidade de ações é apurada e outorgada a cada três anos, sendo que a entrega das ações é realizada
proporcionalmente à quantidade de mandatos cumpridos nesse período.
A partir de 2025, conforme aprovado pelo Comitê de Remuneração em 28 de outubro de 2024 e pelo Conselho de
Administração em 31 de outubro de 2024, a Remuneração Fixa Anual dos membros do Conselho de Administração
será outorgada anualmente, com pagamentos de um terço a cada ano. O pagamento das parcelas continua com
a condicionante de que os membros tenham exercido seus mandatos anuais por completo, podendo ocorrer a
manutenção das ações a critério do Comitê de Remuneração.
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Com o objetivo de alinharmos os interesses de nossos diretores e colaboradores aos de nossos acionistas, o
programa concede aos seus participantes a oportunidade de investir em nossas ações preferenciais (ITUB4),
compartilhando os riscos de curto, médio e longo prazo.
O programa é destinado a diretores e colaboradores com histórico de contribuição e atuação relevante, além de
desempenho diferenciado. O programa possui 2 tipos de nomeações: Sócios Holding e Sócios. Destacamos abaixo
as principais diferenças:
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Possuímos um Plano para Outorga de Opções de Ações por meio do qual nossos diretores e colaboradores com
desempenho diferenciado podem receber opções de ações. Essas opções permitem que eles compartilhem o risco
da flutuação do preço das nossas ações preferenciais (ITUB4) com outros acionistas e são destinadas a integrar
os participantes deste programa no processo de desenvolvimento do Conglomerado a médio e longo prazo.
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Nosso Comitê de Pessoas administra o Plano de Opções de Ações, inclusive aspectos como preços de exercício,
prazos de carência e de vigência das opções, de acordo com as regras previstas no Plano.
As opções somente poderão ser concedidas aos participantes se houver lucro suficiente para a distribuição dos
dividendos obrigatórios.
Desde 2012, nenhuma opção foi outorgada no âmbito de nosso Plano para Outorga de Opções de Ações. Para
mais informações sobre a Movimentação do Plano, vide a nota explicativa 20 das Demonstrações Contábeis em
IFRS.
Para mais informações sobre o Plano para Outorga de Opções de Ações, consulte o site de Relações com
Investidores: [Link] > Menu > Itaú Unibanco > Governança Corporativa
> Políticas > Plano de Outorga de Opções de Ações.
Os modelos de pagamento baseados em ações têm como objetivo primordial alinhar os interesses dos
administradores aos dos acionistas do Emissor, na medida em que se compartilham dos mesmos riscos e ganhos
proporcionados pela valorização de suas ações.
Os modelos de pagamentos baseados em ações são formas de incentivar os administradores a contribuírem para
o bom desempenho e valorização das ações do Emissor, à medida que participam ativamente dos frutos
resultantes dessa valorização. Com isso, a instituição alcança o objetivo dos modelos de pagamento em ações,
vinculando os administradores às estratégias de longo prazo da organização. Os administradores, por sua vez,
participam da valorização das ações representativas do capital do Emissor.
Os modelos de pagamentos baseados em ações encontram-se em conformidade com os princípios buscados pelo
Emissor, tendo em vista que (i) vinculam os administradores aos projetos e resultados do Emissor a longo prazo;
(ii) atuam como instrumentos de incentivo ao desenvolvimento e comprometimento individual; e (iii) retêm os
administradores, pois o recebimento da ação concretiza-se no longo prazo.
e) Como o plano alinha os interesses dos administradores e do Emissor a curto, médio e longo prazo
Os modelos de pagamentos baseados em ações estão alinhados aos interesses do Emissor e dos administradores,
uma vez que, ao possibilitar que os administradores se tornem acionistas do Emissor, os beneficiários são
estimulados a atuar com a perspectiva de “donos” do negócio, alinhando-os, portanto, com os interesses dos
acionistas. Além disso, incentivam a permanência dos administradores no Emissor, uma vez que a regra geral
prevê que o efeito da saída é a perda dos direitos relacionados aos pagamentos baseados em ações (ver subitem
“i” da tabela REMA).
A fim de limitar a diluição máxima a que os acionistas poderão estar sujeitos: a soma das (i) ações a serem
utilizadas para remuneração, nos termos da Resolução CMN nº 5.177, inclusive aquelas ações relativas ao
Programa de Sócios e de outros programas de remuneração em ações do Emissor e de suas controladas; e (ii)
das opções a serem outorgadas em cada exercício não poderá ultrapassar o limite de 0,5% da totalidade das ações
do Emissor que os acionistas possuírem na data do balanço de encerramento do mesmo exercício.
Na hipótese de, em um determinado exercício, a quantidade de ações entregues e de opções outorgadas ter ficado
abaixo do limite de 0,5% da totalidade das ações previsto no parágrafo anterior, a diferença poderá ser acrescida
para fins de remuneração ou para fins de outorga de opções em qualquer um dos 7 exercícios subsequentes.
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Remuneração em ações: após o recebimento das ações nos prazos de 1, 2 e 3 anos, não há restrição à
transferência das ações. Caso o executivo opte por investir estas ações no Programa de Sócios como Ações
Próprias, tais ações ficarão indisponíveis por 3 e 5 anos a contar da data do investimento.
Programa de Sócios: após o recebimento das Ações de Sócios nos prazos de 3 e 5 anos a contar do investimento
inicial, tais ações ficam indisponíveis pelo prazo de 5 anos a contar do investimento inicial.
Plano para Outorga de Opções: a disponibilidade das ações que os beneficiários tiverem subscrito mediante o
exercício da opção poderá estar sujeita a restrições adicionais, conforme venha a ser deliberado na outorga pelo
Comitê de Pessoas. Assim, o percentual das ações que 70 deve permanecer indisponível, bem como o prazo de
indisponibilidade, serão definidos pelo referido Comitê. Em regra, o período de indisponibilidade fixado pelo Comitê
é de 2 anos após o exercício da opção.
h) Critérios e eventos que, quando verificados, ocasionarão a suspensão, alteração ou extinção do plano
Remuneração em ações: as ações diferidas poderão não ser entregues em caso de eventual redução significativa
do lucro líquido recorrente realizado do Emissor ou resultado negativo da área de negócios aplicável, salvo quando
a redução ou resultado negativo decorrerem de eventos extraordinários, imprevisíveis e externos ao Conglomerado
Itaú Unibanco, que afetem também outras instituições financeiras e não sejam relacionados a ações ou omissões
dos administradores. O Comitê de Remuneração pode decidir pela aplicação do malus mesmo nesses casos.
Ademais, o modelo de remuneração poderá ser alterado mediante aprovação do Comitê de Remuneração e do
Conselho de Administração.
Programa de Sócios: as Ações de Sócios ainda não recebidas poderão não ser entregues em caso de eventual
redução significativa do lucro líquido recorrente realizado do Emissor ou resultado negativo da área de negócios
aplicável, salvo quando a redução ou resultado negativo decorrerem de eventos extraordinários, imprevisíveis e
externos ao Conglomerado Itaú Unibanco, que afetem também outras instituições financeiras e não sejam
relacionados a ações ou omissões dos administradores. O Comitê de Remuneração pode decidir pela aplicação
do malus mesmo nesses casos. Ademais, o Programa de Sócios poderá ser alterado mediante aprovação do
Comitê de Remuneração ou do Comitê de Pessoas.
Plano para Outorga de Opções: o Comitê de Pessoas poderá suspender o exercício das opções em
circunstâncias justificáveis, tais como grandes oscilações de mercado ou restrições legais ou regulamentares.
Ademais, o Plano para Outorga de Opções somente poderá ser alterado ou extinto mediante proposta do Comitê
de Pessoas ao Conselho de Administração, com posterior aprovação em Assembleia Geral Extraordinária.
Além disso, em dezembro de 2023 a Companhia adotou a política de Clawback (como um anexo da Política de
Remuneração de Administradores), que consiste na recuperação de valores de remuneração outorgados ou pagos
em excesso aos Diretores apontados como público-alvo da política em caso de reapresentação dos resultados
financeiros. A política de Clawback é aplicada em todos os programas de Incentivo de Longo Prazo. A política está
disponível no site de Relações com Investidores ([Link]/relacoes-com-investidores > Itaú Unibanco >
Governança Corporativa > Políticas > Política de Remuneração de Administradores e Clawback.
i) Efeitos da saída do administrador dos órgãos do Emissor sobre seus direitos previstos no plano de
remuneração baseado em ações
Remuneração em ações: a regra geral de saída prevê a extinção das ações outorgadas que ainda não foram
entregues. A extinção ocorrerá na data em que se afastarem de forma permanente do exercício do cargo,
considerando, ainda, os períodos de Garden-leave ou Non-compete. A depender do tipo de saída, poderá haver
manutenção total das ações. Caberá ao Comitê responsável, observados os critérios estabelecidos na Política de
Remuneração, garantir o cumprimento das regras do programa.
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Programa de Sócios: a regra geral de saída prevê a extinção das Ações de Sócios que ainda não foram entregues.
A extinção ocorrerá na data em que se afastarem de forma permanente do exercício do cargo, considerando, ainda,
os períodos de Garden-Leave ou Non-Compete. A depender do tipo de saída, poderá haver manutenção total ou
pro rata das ações. Caberá ao Comitê responsável, observados os critérios estabelecidos no regulamento interno,
garantir o cumprimento das regras do programa.
Plano para Outorga de Opções: a regra geral de saída prevê que os beneficiários administradores do
Conglomerado Itaú Unibanco que renunciarem ou forem destituídos do cargo terão suas opções extintas de forma
automática. As opções de administradores se extinguirão na data em que se afastarem de forma permanente do
exercício do cargo, ou seja, nos casos em que houver contrato de Garden-leave ou Non-Compete, extinguir-se-ão
no início de tal contrato. Contudo, não ocorrerá a extinção automática mencionada caso, por exemplo, o
desligamento ocorra simultaneamente à eleição do funcionário para o cargo de administrador do Conglomerado
Itaú Unibanco ou caso o administrador passe a ocupar outro cargo estatutário no Conglomerado Itaú Unibanco.
Ademais, o Comitê de Pessoas poderá, observados os critérios estabelecidos em regimento interno, determinar a
não extinção das opções.
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Evaluation
REM1: Only. Created with
Remuneração [Link]
atribuída for .[Link]
durante 2003 - 2023 Aspose Pty Ltd.
o ano de referência
31/12/2024
Conselho de
Diretoria
Em R$ milhões (exceto o número de pessoas, que está em unidades) Administração
Número de pessoas 194 14
Total da remuneração fixa 266 26
Remuneração fixa Da qual: em espécie 266 15
Da qual: ações e instrumentos baseados em ações - 11
Da qual: outras formas de remuneração - -
Número de pessoas 194 14
Total da remuneração variável 1.586 20
Da qual: em espécie 306 -
da qual: diferida - -
Remuneração variável
Da qual: ações e instrumentos baseados em ações 1.280 20
da qual: diferida 1.280 20
Da qual: outras formas de remuneração - -
da qual: diferida - -
Remuneração total 1.852 46
REM3: Remuneração
Evaluation Only. diferida
Created with [Link] for .[Link] 2003 - 2023 Aspose Pty Ltd.
Em R$ milhões 31/12/2024
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Outros Riscos
Os produtos que compõem as carteiras das seguradoras do Itaú Unibanco estão relacionados aos seguros de vida
e elementares, aos planos de previdência privada e aos produtos de capitalização. Os principais riscos inerentes
a esses produtos estão descritos a seguir e suas definições são apresentadas nos seus respectivos capítulos.
• Risco de mercado;
• Risco de crédito;
• Risco operacional;
• Risco de liquidez.
Em linha com as boas práticas nacionais e internacionais o Itaú Unibanco possui estrutura de gerenciamento de
riscos que garante que os riscos oriundos dos produtos de seguro, previdência e capitalização sejam avaliados
adequadamente e reportados aos fóruns pertinentes.
O processo de gerenciamento dos riscos de seguros, previdência e capitalização é independente e foca nas
especificidades de cada risco.
Por fim, o Itaú Unibanco tem como objetivo assegurar que os ativos garantidores dos produtos de longo prazo,
com retornos mínimos garantidos, sejam geridos de acordo com as características do passivo, visando ao seu
equilíbrio atuarial e à solvência no longo prazo.
Riscos Sociais, Ambientais e Climáticos são a possibilidade de ocorrência de perdas em função da exposição a
eventos de origem social, ambiental e/ou climático relacionados às atividades desenvolvidas pelo ITAÚ UNIBANCO
HOLDING.
Os fatores sociais, ambientais e climáticos são considerados relevantes para os negócios do ITAÚ UNIBANCO
HOLDING, uma vez que podem afetar a criação de valor compartilhado no curto, médio e longo prazos.
A Política de Riscos Social, Ambiental e Climático (Política de Riscos SAC) estabelece as diretrizes e os princípios
fundamentais para a gestão dos riscos social, ambiental e climático abordando os riscos mais relevantes para a
operação da instituição por meio de procedimentos específicos.
Para mitigação dos Riscos Social, Ambiental e Climático são efetuadas ações de mapeamentos de processos,
riscos e controles, acompanhamento de novas normas relacionadas ao tema e registro das ocorrências em
sistemas internos. Além da identificação, as etapas de priorização, resposta ao risco, mitigação, monitoramento e
reporte dos riscos avaliados complementam o gerenciamento destes riscos no ITAÚ UNIBANCO HOLDING.
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Na gestão dos Riscos Social, Ambiental e Climático as áreas de negócio realizam a gestão do risco em suas
atividades diárias, seguindo as diretrizes da Política de Riscos SAC e processos específicos, contando com
avaliação especializada de equipes técnicas dedicadas situadas nos times de Crédito, que atende o segmento do
Atacado, Risco de Crédito e Modelagem e Jurídico Institucional, que atuam de forma integrada na gestão de todas
as dimensões dos Riscos Social, Ambiental e Climático atreladas às atividades do conglomerado. Como exemplo
de diretrizes específicas para a gestão destes riscos, a instituição conta com uma governança específica para
concessão e renovação de crédito em alçadas seniores de clientes de determinados setores econômicos,
classificados como Setores Sensíveis (Mineração, Metalurgia & Siderurgia, Óleo & Gás, Ind. Têxtil e Varejo
Vestuário, Papel & Celulose, Química & Petroquímica, Agro - Frigoríficos, Agro - Defensivos e Fertilizantes,
Madeira, Energia, Produtores Rurais e Imobiliário), para os quais há uma análise individualizada dos Riscos Social,
Ambiental e Climático. A instituição conta ainda com procedimentos específicos para a própria operação da
Instituição (patrimônio, infraestrutura de agências, tecnologia e fornecedores), crédito, investimentos e controladas
chave. As áreas de Riscos SAC, Controles Internos e Compliance, por sua vez, dão suporte e garantem a
governança das atividades das áreas de negócios e de crédito que atende o negócio. Já a Auditoria Interna atua
de maneira independente, realizando a avaliação da gestão dos riscos, controles e governança.
A governança conta, ainda, com o Comitê de Riscos Social, Ambiental e Climático, que tem como principal
competência avaliar e deliberar sobre assuntos institucionais e estratégicos, bem como deliberar sobre produtos,
operações, serviços, entre outros que envolvam o tema de Riscos Social, Ambiental e Climático.
O Risco Climático abrange: (i) riscos físicos, decorrentes de mudanças nos padrões climáticos, como aumento das
chuvas, da temperatura e eventos climáticos extremos, e (ii) riscos de transição, resultantes de mudanças na
economia em consequência de ações climáticas, como precificação do carbono, regulamentação climática, riscos
de mercado e riscos de reputação.
Considerando a relevância, o risco climático se tornou uma das principais prioridades para o ITAÚ UNIBANCO
HOLDING, que apoia a Força-tarefa para Divulgações Financeiras Relacionadas ao Clima (Task Force on Climate-
related Financial Disclosures - TCFD) e está comprometido em manter um processo de evolução e melhoria
contínua dentro dos pilares recomendados pelo TCFD. Com este objetivo, o ITAÚ UNIBANCO HOLDING está
fortalecendo a governança e estratégia relacionadas ao Risco Climático e desenvolvendo ferramentas e
metodologias para avaliar e gerenciar estes riscos.
O ITAÚ UNIBANCO HOLDING mensura a sensibilidade do portfólio de crédito aos riscos climáticos aplicando a
Régua de Sensibilidade aos Riscos Climáticos, desenvolvida pela Febraban. A ferramenta combina critérios de
relevância e proporcionalidade para identificar os setores e clientes dentro do portfólio que apresentam maior
sensibilidade aos riscos climáticos, considerando os riscos físicos e de transição. Os setores com maior
probabilidade de sofrerem impactos financeiros por mudanças climáticas, seguindo as diretrizes do TCFD são:
energia, transportes, materiais e construção, agricultura, alimentos e produtos florestais.
Risco de Modelo
O risco de modelo é o risco proveniente dos modelos utilizados pelo Itaú Unibanco não refletirem de maneira
consistente as relações de variáveis de interesse, acarretando resultados que diferem sistematicamente do
observado.
A utilização de modelos pode levar à tomada de decisões mais apuradas e seu uso, cada vez mais presente na
instituição, tem apoiado decisões estratégicas em diversos contextos, como na aprovação do crédito, no
apreçamento de operações, na estimativa de curvas de volatilidade, no cálculo de capital, entre outros.
Devido ao crescente uso de modelos, impulsionado pela aplicação de novas tecnologias e pela ampliação da
utilização de dados, o Itaú Unibanco segue aperfeiçoando sua governança em relação ao desenvolvimento,
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implantação, uso e monitoramento desses modelos, através da definição de diretrizes, políticas e procedimentos
que visam a assegurar a qualidade e a mitigar os riscos associados a cada nova metodologia.
A atuação das áreas responsáveis por modelos é avaliada pelas equipes de Risco Operacional e Auditoria Interna
para garantir a aderência a tais políticas. As oportunidades de melhoria encontradas ao longo dessas avaliações
são devidamente endereçadas com planos de ação, sendo os mesmos acompanhados pelas 3 linhas de defesa e
pela alta administração até sua conclusão.
O risco regulatório ou de conformidade é gerenciado através de processo estruturado que visa a identificar
alterações no ambiente regulatório, analisar os impactos nas áreas da instituição e monitorar as ações voltadas
para a aderência às exigências normativas e demais compromissos mencionados no parágrafo anterior.
Nesse processo estruturado estão contempladas as seguintes ações: (i) interpretar as alterações do ambiente
regulatório; (ii) acompanhar tendências regulatórias; (iii) prezar pelo relacionamento da instituição com os órgãos
reguladores, autorreguladores e entidade de representação; (iv) acompanhar os planos de ação para aderência
regulatória ou autorregulatória; (v) coordenar programa para atender normas relevantes, como o de Integridade e
Ética; (vi) reportar temas regulatórios em fóruns de Risco Operacional e Compliance de acordo com a estrutura de
colegiados estabelecida em política interna.
Risco Reputacional
O Itaú Unibanco entende o risco reputacional como o risco decorrente de práticas internas e/ou fatores externos
que possam gerar uma percepção negativa sobre o Itaú Unibanco por parte de clientes, colaboradores, acionistas,
investidores, órgãos reguladores, governo, fornecedores, imprensa e a sociedade de forma geral, podendo
impactar a reputação do banco, o valor da sua marca e/ou resultar em perdas financeiras. Além disso, pode afetar
a manutenção de relações comerciais existentes, o acesso a fontes de captação de recursos, a atração de novos
negócios e de talentos para compor o quadro da empresa ou mesmo a licença para operar.
A instituição entende que a reputação é de suma importância para o atingimento de seus objetivos de longo prazo,
sendo a razão pela qual procura o alinhamento entre o discurso, a prática e a atuação ética e transparente,
fundamental para ampliar o nível de confiança de seus públicos de relacionamento e partes interessadas. De modo
geral, a reputação da instituição permeia sua estratégia (visão, cultura e competências) e é construída a partir das
experiências, diretas ou indiretas, estabelecidas entre o Itaú Unibanco e as partes interessadas.
Visto que o risco reputacional permeia, direta e indiretamente, todas as operações e processos da instituição, a
governança do Itaú Unibanco é estruturada de maneira a garantir que estes potenciais riscos sejam identificados,
analisados e gerenciados ainda nas fases iniciais de suas operações e análise de novos produtos, incluindo a
utilização de novas tecnologias.
Desta forma, o tratamento dado ao risco reputacional pelo Itaú Unibanco é estruturado por meio de diversos
processos e iniciativas internas que, por sua vez, são suportados por políticas, tendo como principal objetivo
proporcionar mecanismos de monitoramento, gerenciamento, controle e mitigação dos principais riscos
reputacionais. Dentre eles, destacam-se: (i) arcabouço do apetite de risco; (ii) prevenção e combate a atos ilícitos;
(iii) gestão de crises e continuidade dos negócios; (iv) relações governamentais e institucionais; (v) comunicação
corporativa; (vi) gestão da marca; (vii) ouvidoria e compromisso com a satisfação de clientes; e (viii) diretrizes de
ética e prevenção à corrupção.
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As instituições financeiras desempenham um papel fundamental na prevenção e no combate aos atos ilícitos,
dentre os quais se destacam a lavagem de dinheiro, o financiamento ao terrorismo e as fraudes, em que o grande
desafio é identificar e reprimir operações cada vez mais sofisticadas que procuram dissimular a origem, a
localização, a disposição, a propriedade e a movimentação de bens e valores provenientes, direta ou indiretamente,
de atividades ilegais. O Itaú Unibanco estabeleceu uma política corporativa com o intuito de prevenir seu
envolvimento com atos ilícitos e proteger sua reputação e imagem perante colaboradores, clientes, parceiros
estratégicos, fornecedores, prestadores de serviços, órgãos reguladores e sociedade, por meio de uma estrutura
de governança orientada para a transparência, rigoroso cumprimento de normas e regulamentos, incluindo a
Circular 3.978/2020 do Banco Central do Brasil entre outras, e a cooperação com as autoridades policial e judiciária.
Também busca um alinhamento contínuo com as melhores práticas nacionais e internacionais para prevenção e
combate a atos ilícitos, por meio de investimentos e capacitação permanente dos colaboradores elegíveis.
Para o Itaú Unibanco estar em conformidade com as diretrizes dessa política corporativa, se estabeleceu um
programa de prevenção e combate a atos ilícitos, baseado nos seguintes pilares:
• Políticas e Procedimentos;
• Cumprimento às Sanções;
• Treinamento.
Esse programa aplica-se ao Conglomerado Itaú Unibanco e suas empresas no Brasil e no exterior. A governança
sobre prevenção e combate a atos ilícitos é realizada pelo Conselho de Administração, Comitê de Auditoria,
Comitês de Risco Operacional, Comitê de Gestão de Riscos e Capital, e pelos Comitês de Prevenção à Lavagem
de Dinheiro. O documento que expressa as diretrizes estabelecidas no programa corporativo de prevenção e
combate a atos ilícitos pode ser visualizado no site [Link]/relacoes-com-investidores, na seção “Itaú
Unibanco”, “Governança Corporativa”, “Políticas”, “Política Corporativa de Prevenção a Atos Ilícitos”.
Adicionalmente, o Itaú Unibanco vem desenvolvendo diversos modelos de análise de dados para aprimorar a
metodologia de classificação de risco do cliente, monitoramento de transações e KYC, a fim de proporcionar maior
acurácia em suas análises e diminuição de falsos positivos. O Itaú Unibanco também vem inovando suas soluções
de modelagem utilizando novos métodos baseados em técnicas de machine learning, a fim de identificar atividades
potencialmente suspeitas.
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Risco Cibernético
Os riscos cibernéticos são eventos que venham causar perda financeira, interrupção, extração ou dano de
informações contidas em nossos sistemas, através de invasão por indivíduos mal-intencionados, da infiltração de
“malwares” (tais como vírus de computador) em nossos sistemas, contaminação (intencional ou acidental) de
nossas redes e sistemas por terceiros com os quais trocamos informações, exploração de vulnerabilidades, do
acesso não autorizado às informações confidenciais de clientes e/ ou informações proprietárias por pessoas de
dentro ou de fora da Organização, e de ataques cibernéticos que resultem na indisponibilidade dos nossos serviços
e comprometam a integridade das informações.
O Itaú Unibanco tem o compromisso de proteger as informações corporativas e garantir a privacidade dos clientes
e do público em geral em quaisquer operações. Para isso, adotamos processos rígidos de controle, voltados à
detecção, prevenção, monitoramento ininterrupto e resposta imediata aos ataques e tentativas de invasões à nossa
infraestrutura, garantindo a gestão do risco de segurança e a construção de um alicerce robusto para um futuro
cada vez mais digital e aderentes aos principais reguladores e auditorias externas e às melhores práticas e
certificações de mercado.
Para tal, possuímos a estratégia de proteção de perímetro expandido, conceito que considera que a informação
deve ser protegida, onde estiver: dentro da infraestrutura do banco, em um serviço de cloud em um prestador de
serviço ou em uma unidade internacional, levando também em consideração todo o ciclo de vida da informação, a
partir do momento em que é coletada, passando por processamento, transmissão, armazenamento, análise e
destruição.
Risco País
O Risco País é o risco de perdas relativas ao não cumprimento de obrigações associadas a tomadores, emissores,
contrapartes ou garantidores, em decorrência de eventos político-econômicos e sociais ou ações realizadas pelo
governo do país onde está o tomador, o emissor, a contraparte ou o garantidor.
O Itaú Unibanco dispõe de uma estrutura específica para gestão e controle do risco país, composta de órgãos
colegiados e equipes dedicadas, com responsabilidades definidas em política. A instituição possui um fluxo
estruturado e consistente, composto por processos que abrangem: (i) definição de ratings para países; (ii) definição
de limites para países; e (iii) monitoramento da utilização dos limites.
O risco de negócio e estratégia é o risco decorrente do impacto negativo nos resultados e no capital em
consequência de um planejamento estratégico falho, da tomada de decisões estratégicas adversas, da inabilidade
do Itaú Unibanco implantar os planos estratégicos apropriados e/ou de mudanças em seu ambiente de negócio.
O Itaú Unibanco implantou diversos mecanismos que garantem que tomadas de decisão, tanto de negócio quanto
estratégicas, sigam uma governança adequada, tenham a participação ativa de executivos e do CA, sejam
baseadas em informações de mercado, macroeconômicas e de risco, e visem a otimizar a relação de risco-retorno.
As tomadas de decisões e as definições de diretrizes de negócio e de estratégia contam com pleno envolvimento
do CA, principalmente através do Comitê de Estratégia, e dos executivos, através do Comitê Executivo. De modo
a tratar o risco adequadamente, o Itaú Unibanco dispõe de governança e processos que envolvem a Área de
Riscos nas decisões de negócio e estratégia, visando a garantir que o risco seja gerido e que decisões sejam
sustentáveis no longo prazo, sendo eles: (i) qualificação e incentivos de conselheiros e executivos; (ii) processo
orçamentário; (iii) avaliação de produtos; (iv) avaliação e prospecção de fusões e aquisições proprietárias; e (v)
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arcabouço do apetite de risco, restringindo, por exemplo, concentrações de crédito e exposição a riscos relevantes
e específicos.
Risco de Contágio
O Itaú Unibanco possui uma estrutura para gestão e controle do risco, equipe dedicada e política que define papéis
e responsabilidades. Essa estrutura cobre (i) a identificação de entidades em relação a potencial geração do risco
de contágio, (ii) a avaliação de riscos em relacionamentos, (iii) o monitoramento, controle e mitigação do risco de
contágio, (iv) a avaliação de impacto em capital e liquidez e (v) reportes.
Faz parte do escopo da governança de risco de contágio os públicos de Partes Relacionadas, composto
principalmente por controladores (pessoas físicas e jurídicas), entidades a eles relacionadas e entidades
controladas e coligadas (conforme definições da Res. 4.693/18), Fundações, investimentos em entidades não
consolidadas, fornecedores de produtos e serviços críticos, cessionárias, compradoras e vendedoras de ativos
relevantes, terceiros com produtos distribuídos pelo Itaú Unibanco e terceiros para os quais o Itaú Unibanco distribui
produtos, além de toda a análise das Unidades Internacionais.
Riscos Emergentes
São aqueles com impacto, a médio e longo prazo, potencialmente material sobre os negócios, mas para os quais
ainda não há elementos suficientes para sua completa avaliação e mitigação, devido à quantidade de fatores e
impactos ainda não totalmente conhecidos, tais como o risco Geopolítico e Macroeconômico e as Mudanças
Climáticas. Suas causas podem ser originadas por eventos externos e resultarem no surgimento de novos riscos
ou na intensificação de riscos já acompanhados pelo ITAÚ UNIBANCO HOLDING.
A identificação e monitoramento dos Riscos Emergentes são assegurados pela governança do ITAÚ UNIBANCO
HOLDING, permitindo que estes riscos também sejam incorporados aos processos de gestão de riscos.
Risco Operacional
O Conselho Monetário Nacional, através da Resolução 4.557 de 23 de fevereiro de 2017, define risco operacional
como “a possibilidade da ocorrência de perdas resultantes de eventos externos ou de falhas, deficiências ou
inadequação de processos internos, pessoas ou sistemas”, incluindo o risco legal associado às inadequações ou
deficiências em contratos firmados pela Instituição, às sanções em razão de descumprimento de dispositivos legais
e às indenizações por danos a terceiros decorrentes das atividades desenvolvidas pela Instituição. O risco
operacional, diferentemente de grande parte dos riscos aplicáveis ao setor financeiro, não é tomado em
contrapartida a uma recompensa esperada, mas existe no curso natural das atividades corporativas.
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Para gerenciar adequadamente os seus riscos, o Itaú Unibanco utiliza a estratégia das Linhas de Governança (1ª,
2ª e 3ª). Especificamente para o Risco Operacional, utiliza-se o framework abaixo:
1. Identificação: deve ser realizada a qualquer momento em produtos e serviços existentes; no desenho de
um novo processo, projeto ou produto; em atividades realizadas internamente ou terceirizadas; e durante
toda a existência do produto ou serviço, de forma a garantir a avaliação contínua de fatores internos e
externos que possam afetar adversamente o Conglomerado e sua respectiva mitigação.
2. Avaliação: os riscos operacionais identificados são avaliados em função da mensuração do seu nível de
impacto nos objetivos do Conglomerado. Para auxiliar na adequada avaliação, é importante considerar
as diversas possibilidades de impacto e sua abrangência.
3. Resposta: responder ou tratar o risco operacional significa definir qual será a ação adotada em relação
ao risco identificado.
4. Monitoramento do nível de exposição: a exposição ao risco operacional deve ser monitorada pela
Organização por meio de indicadores de risco, apontamentos e certificações obrigatórias, de acordo com
os níveis de tolerância estabelecidos.
5. Reporte: os apontamentos de risco podem ser identificados pelas 1ª, 2ª e 3ª Linhas de Governança,
órgãos reguladores ou auditoria externa e devem ser comunicados conforme nível de risco. Para o
reporte regular e acompanhamento dos sistemas de controles internos e estrutura de gerenciamento de
risco operacional, também há a realização periódica de Comitês e Colegiados.
Em linha com os princípios da Resolução CMN 4.557, o documento “Relatório de Acesso Público - Política de
Gerenciamento Integrado de Risco Operacional e Controles Internos”, versão resumida do normativo institucional
de gerenciamento de risco operacional, pode ser acessado no site [Link]/relacoes-com-investidores, na
seção “Itaú Unibanco”, “Governança Corporativa”, “Políticas”, “Relatórios”.
O Programa de Resiliência Operacional do Itaú Unibanco tem por objetivo proteger seus colaboradores, assegurar
a continuidade das funções críticas de suas linhas de negócio e sustentar tanto a estabilidade dos mercados em
que atua quanto à confiança de seus clientes e parceiros estratégicos em sua prestação de serviços e
produtos. Para tanto, possui políticas que estabelecem procedimentos, papéis e responsabilidades a serem
seguidas pelas áreas do Itaú Unibanco.
O Programa estabelece o Plano de Continuidade de Negócios (PCN) que são procedimentos modulares à
disposição para utilização em eventuais incidentes. Para que a retomada ocorra de forma rápida e segura, o PCN
tem definido ações corporativas e customizadas para suas linhas de negócio.
Para que o PCN reflita as prioridades de retomada do ambiente de negócio que suportam a entrega de produtos e
serviços, é aplicado o BIA (Business Impact Analysis). O BIA identifica e avalia o impacto nos negócios, diante de
situações de interrupções de seus processos, motivadas por falhas de origem de riscos humanos, naturais,
climáticos, ambientais, sociais e/ou tecnológicos.
Considerando a dependência que alguns processos possuem com relação a serviços de terceiros, o Programa
conta com um processo de autoavaliação dos fornecedores em relação ao risco de indisponibilidade dos serviços
prestados na perspectiva de resiliência para ameaças de interrupção.
Para avaliar a eficiência e identificar pontos de melhoria das ações de contingenciamento são realizados exercícios
dos planos de contingência durante o ano. A periodicidade dos exercícios é estabelecida pelo gestor dos planos,
podendo ser: anual, semestral ou de menor intervalo (bimestral, trimestral, mensal, etc), levando-se em
consideração a criticidade do processo ou a complexidade da contingência.
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O Programa estabelece um fluxo frequente de aculturamento junto a alta administração da companhia, bem como
uma análise constante dos cenários e eventos de alto impacto para estabelecer planos de respostas alinhados às
ameaças atuais.
Para avaliar a eficiência e identificar pontos de melhorias nos planos de resposta à crise, são realizados testes,
com a periodicidade mínima de uma vez ao ano.
O Itaú Unibanco realiza validação independente dos processos e dos modelos de risco. Esta atividade é realizada
por diretoria apartada das áreas de negócio e controle de risco, garantindo a independência das avaliações.
A metodologia de validação, definida em política interna específica, é aderente aos requisitos regulatórios, como
por exemplo, os estabelecidos nas Circulares BACEN 303, 3.646, 3.674, 3.876 e Resoluções 2.682, 4.277 e 4.557.
As etapas de validação incluem, entre outras:
A atuação da área de validação independente e as validações de processos e modelos são avaliadas pela Auditoria
Interna e submetidas a comitês específicos, compostos por membros da alta administração. As oportunidades de
melhoria encontradas ao longo do processo de validação independente estão devidamente endereçadas com
planos de ação, sendo os mesmos acompanhados pelas 3 linhas de defesa e pela alta administração até sua
conclusão.
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Glossário de Siglas
A
• ACP - Adicional de Capital Principal
• ACCP - Adicional Contracíclico de Capital Principal
• ASF - Available Stable Funding (Recursos Estáveis Disponíveis)
B
• BACEN - Banco Central do Brasil
• BCB - Banco Central do Brasil
• BIA – Business Impact Analysis (Análise de Impacto nos Negócios)
C
• CA - Conselho de Administração
• CCR - Risco de Crédito de Contraparte
• CCP – Contrapartes Centrais não Qualificadas
• CDS – Credit Default Swap
• CEM - Current Exposure Method
• CEO - Chief Executive Officer
• CGRC - Comitê de Gestão de Risco e Capital
• CMN - Conselho Monetário Nacional
• CNPJ - Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica
• Comef - Comitê de Estabilidade Financeira
• CRI – Certificado de Recebíveis Imobiliário
• CRO - Chief Risk Officer
• CTAM – Comissão Técnica de Avaliação de Modelos
• CVA - Credit Valuation Adjustment
D
• DLP - Demonstrativo de Liquidez de Longo Prazo
• DRL - Demonstrativo de Risco de Liquidez
• DV - Delta Variation (medida de sensibilidade)
E
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S
• S.A - Sociedade Anônima
• SAC - Social, Ambiental e Climático
• SA-CCR - Standardised Approach to Counterparty Credit Risk
• SFN - Sistema Financeiro Nacional
T
• TCFD - TaskForce on Climate-Related Financial Disclosures
• TI - Tecnologia da Informação
• TLAC - Total Loss-Absorbing Capacity
• TVM - Títulos e Valores Mobiliários
V
• VaR - Value at Risk (perda máxima dado horizonte de tempo e intervalo de confiança)
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Glossário de Regulamentos
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