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Conector Tipo Perfuração: NTC-56 CELG D

A norma técnica CELG D NTC-56 estabelece requisitos para a fabricação, aquisição e ensaios de conectores elétricos tipo perfuração, utilizados em redes aéreas e subterrâneas. O documento inclui especificações sobre condições de instalação, materiais, detalhes de construção, garantia e identificação dos conectores. Também são apresentadas normas complementares e tabelas com características técnicas e critérios de aceitação.

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Conector Tipo Perfuração: NTC-56 CELG D

A norma técnica CELG D NTC-56 estabelece requisitos para a fabricação, aquisição e ensaios de conectores elétricos tipo perfuração, utilizados em redes aéreas e subterrâneas. O documento inclui especificações sobre condições de instalação, materiais, detalhes de construção, garantia e identificação dos conectores. Também são apresentadas normas complementares e tabelas com características técnicas e critérios de aceitação.

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NORMA TÉCNICA CELG D

Conector Tipo Perfuração para


Redes Aéreas e Subterrâneas
Especificação

NTC-56
Revisão 3
ÍNDICE

SEÇÃO TÍTULO PÁGINA

1. OBJETIVO 1
2. NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES 2
3. TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES 3
4. CONDIÇÕES GERAIS 4
4.1 Condições do Local de Instalação 4
4.2 Materiais e Acabamento 4
4.3 Detalhes de Construção e Instalação 4
4.4 Garantia 6
4.5 Identificação 6
4.6 Acondicionamento 6
4.7 Linguagens e Unidades de Medida 7
5. INSPEÇÃO E ENSAIOS 8
5.1 Generalidades 8
5.2 Ensaios de Recebimento 10
5.3 Ensaios de Tipo 10
5.4 Descrição dos Ensaios 10
5.5 Relatórios dos Ensaios 15
5.6 Planos de Amostragem 15
5.7 Aceitação e Rejeição 15
6. APRESENTAÇÃO DE PROPOSTA, APROVAÇÃO DE 16
DOCUMENTOS E DE PROTÓTIPOS
6.1 Generalidades 16
6.2 Desenho Técnico a Ser Apresentado Juntamente com a Proposta 16
6.3 Aprovação de Protótipos 16
6.4 Documentos Complementares 17
ANEXO A TABELAS 18
TABELA 1 FAIXAS DE DERIVAÇÃO DO CONECTOR TIPO PERFURAÇÃO 18
PARA REDE AÉREA E CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO
TABELA 2 FAIXAS DE DERIVAÇÃO DO CONECTOR TIPO PERFURAÇÃO 18
PARA REDE SUBTERRÂNEA E CORRENTES DE CURTO-
CIRCUITO
TABELA 3 CORRENTES PARA O ENSAIO DE AQUECIMENTO 18
TABELA 4 RELAÇÃO DOS ENSAIOS DE RECEBIMENTO E TIPO 19
TABELA 5 PLANO DE AMOSTRAGEM E CRITÉRIOS DE ACEITAÇÃO PARA 20
OS ENSAIOS DE RECEBIMENTO

NTC-56 / DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA


SEÇÃO TÍTULO PÁGINA

ANEXO B DESENHOS 21
DESENHO 1 CONECTOR TIPO PERFURAÇÃO PARA A REDE AÉREA 21
DESENHO 2 CONECTOR TIPO PERFURAÇÃO PARA A REDE SUBTERRÂNEA 22
ANEXO C QUADRO DE DADOS TÉCNICOS E CARACTERÍSTICAS 23
GARANTIDAS
ANEXO D COTAÇÃO DE ENSAIOS DE TIPO 24
ANEXO E QUADRO DE DESVIOS TÉCNICOS E EXCEÇÕES 25

NTC-56 / DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA


1. OBJETIVO

Esta norma estabelece os requisitos mínimos exigíveis relacionados aos processos de


fabricação, aquisição, recebimento e ensaios de conectores elétricos tipo perfuração,
para utilização em ramais de ligação e nas redes aéreas isoladas e subterrâneas de
distribuição secundária da CELG D.

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 1


2. NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Para o projeto, construção e ensaios dos conectores, bem como para toda
terminologia adotada, deverão ser seguidas as prescrições das seguintes normas, em
suas últimas revisões.

ABNT NBR 5426 Planos de amostragem e procedimentos na inspeção por


atributos.
ABNT NBR 5474 Eletrotécnica e eletrônica - Conector elétrico - Terminologia.
ABNT NBR 6813 Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência de isolamento.
ABNT NBR 6814 Fios e cabos elétricos - Ensaio de resistência elétrica.
ABNT NBR 6881 Fios e cabos elétricos de potência ou controle - Ensaio de tensão
elétrica.
ABNT NBR 8094 Material metálico revestido e não revestido - Corrosão por
exposição à névoa salina - Método de ensaio.
ABNT NBR 8096 Material metálico revestido e não revestido - Corrosão por
exposição ao dióxido de enxofre - Método de ensaio.
ABNT NBR 9326 Conectores para cabos de potência - Ensaios de ciclos térmicos e
curtos-circuitos - Método de ensaio.
ABNT NBR 9512 Fios e cabos elétricos - Intemperismo artificial sob condensação
de água - temperatura e radiação ultravioleta-B proveniente de
lâmpadas fluorescentes.

ASTM G155 Standard Practice for Operating Xenon Arc Light Apparatus for
Exposure of Nom-Metallic Materials.

Notas:
1) Poderão ser aceitas propostas para conectores projetados e/ou
fabricados através de normas diferentes das listadas, desde que essas
assegurem qualidade igual ou superior às das mencionadas
anteriormente. Neste caso, o proponente deverá citá-las em sua
proposta e submeter uma cópia de cada uma à CELG D, indicando
claramente os pontos onde as mesmas divergem das correspondentes da
ABNT.
2) Tendo em vista o item acima, deve ficar claro que, após apreciação por
parte da CELG D, não havendo concordância em relação às normas
divergentes apresentadas, o posicionamento final da concessionária
será sempre pela prevalência das normas ABNT.
3) Todas as normas ABNT mencionadas acima devem estar à disposição
do inspetor da CELG D no local da inspeção.
4) Deverá ser usado o Sistema Internacional de Unidades (Sistema
Métrico) para todo e qualquer fornecimento a ser realizado.
5) Todos os materiais que não são especificamente mencionados nesta
norma, mas que são usuais ou necessários para a eficiente operação
dos equipamentos, considerar-se-ão como aqui incluídos e devem ser
fornecidos pelo fabricante sem ônus adicional.

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 2


3. TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES

Condutor Derivação

Condutor elétrico ligado a um condutor principal.

Condutor Principal

Condutor elétrico contínuo do qual outros condutores podem ser derivados.

Conector

Dispositivo eletromecânico que faz ligação elétrica de condutores, entre si e/ou a uma
parte condutora de um equipamento, transmitindo ou não força mecânica e
conduzindo corrente elétrica.

Conector Derivação

Conector que liga um condutor derivação a um condutor principal.

Conector Isolado

Conector envolvido parcial ou totalmente por material isolante.

Conector Tipo Perfuração

Conector projetado para conexões de derivação através da perfuração da isolação de


condutores de alumínio e/ou cobre. Podendo ser utilizados em redes aéreas ou
subterrâneas nas conexões de derivações de baixa tensão.

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 3


4. CONDIÇÕES GERAIS

4.1 Condições do Local de Instalação

Os conectores para rede aérea serão instalados em regiões com as seguintes condições
ambientais:

- altitude limitada a 1000 m;


- clima tropical;
- temperatura média em um período de 24 horas: 35°C;
- temperatura mínima do ar ambiente: -5°C;
- pressão máxima do vento: 700 Pa (70 daN/m2);
- umidade relativa do ar até 100%;
- exposição direta a sol, chuva e poeira;
- nível de radiação solar: 1,1 kW/m2, com alta incidência de raios ultravioleta.

Os conectores para rede subterrânea serão instalados em regiões onde os mesmos


ficarão submersos intermitente ou continuamente.

4.2 Materiais e Acabamento

Durante o processo de fabricação do conector devem ser utilizados materiais que


suportem as condições elétricas, mecânicas e químicas a que estarão sujeitos quando
em uso.

Os conectores devem apresentar acabamento uniforme, com suas superfícies isolantes


isentas de fissuras, inclusões, rebarbas, trincas ou outros defeitos que danifiquem o
condutor, prejudiquem seu desempenho ou condições de instalação.

O conector deve ser composto por dois corpos isolados, feitos com materiais
poliméricos com espessura adequada, unidos por um parafuso, apresentando
isolamento para 1 kV, sendo parte constituinte de sua cobertura, devendo ser
compatíveis com os materiais dos cabos a serem ligados e resistentes às intempéries e
aos raios ultravioleta.

As lâminas de contato elétrico em forma de serra dentada deverão ser confeccionadas


em liga de cobre eletrolítico, revestidas com uma camada de estanho de espessura
mínima 8 µm e média 12 µm.

À exceção das lâminas perfurantes, o fabricante pode utilizar outros materiais que não
os indicados nesta norma, desde que sejam previamente aprovados pela CELG D,
atendam aos requisitos de características físicas exigidas nesta seção e os conectores
finais construídos com estes materiais resistam aos ensaios de tipo indicados na
Tabela 4.

4.3 Detalhes de Construção e Instalação

O conector tipo perfuração deve ter aspecto geral de acordo com o Desenho 1.

O conector deve ser apropriado para instalação usando chave fixa (boca ou estriada)
ou chave catraca, devendo ser alcançado o torque de ajuste sem a ocorrência de

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 4


rupturas ou estrias em seu corpo e contatos. Ao final da aplicação deverá ocorrer
automaticamente a quebra da cabeça fusível do parafuso limitador de torque,
indicando o término da conexão e adequada aplicação da força de torção. A
desmontagem deverá ser feita através de uma segunda cabeça fixa ao parafuso.

O parafuso limitador de torque deve ser fabricado em liga de alumínio e possuir


cabeça fusível que se rompa quando alcançado o torque máximo de aperto para
efetuar a conexão após a perfuração da isolação, não devendo este ultrapassar 20 N.m
para condutores com área da seção transversal inferiores a 95 mm2 e 30 N.m para
seções superiores a esta.

Não deve haver afrouxamento dos parafusos por vibrações. Sua imobilidade deve ser
garantida por meios adequados.

Todas as partes metálicas acessíveis durante a montagem e após a instalação dos


conectores devem, por construção, estar isentas de diferença de potencial, de forma a
não oferecer risco de choque elétrico.

O conector deve dispor de um capuz selador de material polimérico, fixado ao seu


corpo, de maneira que possa ser acoplado na extremidade livre do condutor
derivação, permitindo montagem tanto de um lado quanto do outro do conector.

Os conectores devem ter sua estanqueidade garantida através de materiais


elastoméricos apropriados, não devendo ser baseada no emprego de compostos de
impregnação, tais como: graxas, gel, pastas, etc.

As juntas isolantes de estanqueidade do conector, situadas tanto do lado do condutor


principal quanto do de derivação, deverão ser feitas de material polimérico macio
(elastômero) que se auto-ajuste à isolação do condutor durante a conexão, tornando-a
a prova d'água, e que não seja danificado pela ação dos dentes quando o conector
estiver sujeito a vibrações.

Os conectores para rede subterrânea devem ser apropriados para uso em caixas de
passagem e poços de inspeção e manterem a estanqueidade mesmo submersos em
coluna de 3 m de água.

Os conectores para rede subterrânea devem possuir grau de proteção IP 68.

Os conectores deverão obedecer à seguinte padronização de cores do corpo:


- rede aérea – preta;
- rede subterrânea – cor clara.

Os contatos dentados devem ser impregnados com resina, graxa ou gel, para facilitar
a penetração dos dentes na isolação dos cabos, compatíveis com os materiais do
conector e dos condutores aos quais se destinam e não podem causar-lhes nenhum
tipo de dano físico ou químico.

O parafuso limitador de torque deve ter cabeça hexagonal e seus componentes devem
formar um conjunto de peças únicas e imperdíveis.

A porca limitadora de torque não deve permitir o reaperto uma vez rompida a cabeça
fusível da mesma, porém deve permitir uma eventual desmontagem da derivação.
NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 5
O conector não deve provocar divisão ou mutilação do encordoamento dos
condutores.

Algumas características do conector tipo perfuração e os condutores aplicáveis estão


apresentadas nas Tabelas 1 e 2.

4.4 Garantia

O fornecedor deve proporcionar garantia de vinte e quatro meses a partir da data de


fabricação ou dezoito meses após a data de início de utilização, prevalecendo o prazo
referente ao que ocorrer primeiro, contra qualquer defeito de fabricação, material e
acondicionamento.

Caso os conectores apresentem defeito ou deixem de atender aos requisitos exigidos


pela CELG D, um novo período de garantia de doze meses de operação satisfatória, a
partir da solução do defeito, deve entrar em vigor para o lote em questão. As despesas
com mão de obra, decorrentes da retirada e instalação dos conectores
comprovadamente com defeito de fabricação, bem como o transporte destes entre o
almoxarifado da CELG D e o fornecedor, correrão por conta do último.

4.5 Identificação

O corpo e a embalagem dos conectores devem possuir marcação de forma legível e


indelével, contendo as seguintes informações mínimas:

a) nome e/ou marca comercial do fabricante;


b) faixa de seções nominais e tipo dos condutores utilizados como principal e
derivação;
c) valor do torque de ajuste calibrado para o parafuso de cabeça fusível, em N.m;
d) data de fabricação (mês/ano).

4.6 Acondicionamento

O acondicionamento deve ser realizado de modo adequado, como forma de proteger


os conectores contra possíveis danos que possam ocorrer durante o manuseio,
transporte ou armazenagem, independente das condições e limitações em que estes
processos sejam efetuados.

Caso sejam fornecidos em caixas, estas devem estar cintadas para oferecer maior
rigidez e não devem apresentar pontas de pregos, parafusos ou grampos que possam
vir a danificar os conectores.

Os conectores devem ser embalados individualmente em sacos ou cápsulas de


material termoplástico transparente (polietileno), espessura mínima de 100 µm,
lacrados através de solda eletrônica de modo a evitar a penetração de umidade.

Deve constar da embalagem individual do conector, no mínimo:


- nome e/ou marca comercial do fabricante;
- seções mínimas e máximas de aplicação do conector em mm2;
- o código de material (GSUP) da CELG D.

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 6


Os volumes constituintes das embalagens finais ou unitárias devem conter
externamente, de forma legível, as seguintes indicações:

a) nome e/ou marca comercial do fabricante;


b) a sigla CELG D;
c) identificação completa do conteúdo;
d) tipo e quantidade de conectores;
e) número do Contrato de Fornecimento de Material (CFM);
f) número da nota fiscal;
g) massas bruta e líquida, em kg;
h) dimensões, em mm.

4.7 Linguagens e Unidades de Medida

O sistema métrico de unidades deve ser usado como referência para a elaboração das
especificações e descrições técnicas, documentos de licitação, desenhos, e quaisquer
outros procedimentos relacionados. Caso seja apresentado qualquer valor, que por
conveniência for mostrado em outras unidades de medida, este também deve ser
expresso no sistema métrico.

Todas as instruções, desenhos, legendas, manuais técnicos e relatórios de ensaios


devem ser escritas em português.

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 7


5. INSPEÇÃO E ENSAIOS

5.1 Generalidades

a) Os conectores devem ser submetidos a inspeção e ensaios na fábrica, de acordo


com esta norma e com as normas da ABNT aplicáveis, na presença de inspetores
credenciados pela CELG D, devendo a CELG D ser comunicada pelo fornecedor
com pelo menos 15 (quinze) dias de antecedência se fornecedor nacional e 30
(trinta) dias se fornecedor estrangeiro, das datas em que os lotes estiverem prontos
para inspeção final, completos com todos os acessórios.

b) A CELG D reserva-se ao direito de inspecionar e testar os conectores e o material


utilizado durante o período de fabricação, antes do embarque ou a qualquer tempo
em que julgar necessário. O fabricante deverá proporcionar livre acesso do
inspetor aos laboratórios e às instalações onde os conectores em questão estiverem
sendo fabricados, fornecendo-lhe as informações solicitadas e realizando os
ensaios necessários. O inspetor poderá exigir certificados de procedências de
matérias-primas e componentes, além de fichas e relatórios internos de controle.

c) O fornecedor deve apresentar, para aprovação da CELG D, o seu Plano de


Inspeção e Testes, que deverá conter as datas de início da realização de todos os
ensaios, os locais e a duração de cada um deles, sendo que o período para inspeção
deve ser dimensionado pelo proponente de tal forma que esteja contido nos prazos
de entrega estabelecidos na proposta de fornecimento.
O plano de inspeção e testes deve indicar os requisitos de controle de qualidade
para utilização de matérias primas, componentes e acessórios de fornecimento de
terceiros, assim como as normas técnicas empregadas na fabricação e inspeção dos
conectores.

d) Certificados de ensaio de tipo previstos no item 5.3 para conectores de


características similares ao especificado, porém aplicáveis, podem ser aceitos
desde que a CELG D considere que tais dados comprovem que os conectores
propostos atendem ao especificado.
Os dados de ensaios devem ser completos, com todas as informações necessárias,
tais como métodos, instrumentos e constantes usadas e indicar claramente as datas
nas quais os mesmos foram executados. A decisão final, quanto à aceitação dos
dados de ensaios de tipo existentes, será tomada posteriormente pela CELG D, em
função da análise dos respectivos relatórios. A eventual dispensa destes ensaios
somente terá validade por escrito.

e) Os ensaios para aprovação do protótipo podem ser dispensados parcial ou


totalmente, a critério da CELG D, caso já exista um protótipo idêntico aprovado.
Se os ensaios de tipo forem dispensados, o fabricante deve emitir um relatório
completo destes ensaios, com todas as informações necessárias, tais como,
métodos, instrumentos e constantes usadas. A eventual dispensa destes ensaios
pela concessionária somente terá validade por escrito.
Entretanto, é reservado à CELG D o direito de rejeitar esses relatórios,
parcialmente ou totalmente, se os mesmos não estiverem conforme prescrito nas
normas ou não corresponderem aos conectores especificados.

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 8


f) O fabricante deve dispor de pessoal e aparelhagem próprios ou contratados,
necessários à execução dos ensaios. Em caso de contratação, deve haver aprovação
prévia por parte da CELG D.

g) O fabricante deve assegurar ao inspetor da CELG D o direito de familiarizar-se,


em detalhes, com as instalações e equipamentos a serem utilizados, estudar todas
as instruções e desenhos, verificar calibrações, presenciar ensaios, conferir
resultados e, em caso de dúvida, efetuar novas inspeções e exigir a repetição de
qualquer ensaio.

h) Todos os instrumentos e aparelhos de medição, máquinas de ensaios, etc, devem


ter certificado de aferição emitido por instituições acreditadas pelo INMETRO,
válidos por um período máximo de um ano. Por ocasião da inspeção, devem estar
ainda dentro deste período, podendo acarretar desqualificação do laboratório o não
cumprimento dessa exigência.

i) A aceitação dos conectores e/ou a dispensa de execução de qualquer ensaio:


- não exime o fabricante da responsabilidade de fornecê-lo de acordo com os
requisitos desta norma;
- não invalida qualquer reclamação posterior da CELG D a respeito da
qualidade do material e/ou da fabricação.
Em tais casos, mesmo após haver saído da fábrica, os conectores podem ser
inspecionados e submetidos a ensaios, com prévia notificação ao fabricante e,
eventualmente, em sua presença. Em caso de qualquer discrepância em
relação às exigências desta norma, eles podem ser rejeitados e sua reposição
será por conta do fabricante.

j) Após a inspeção dos conectores, o fabricante deverá encaminhar à CELG D, por


lote ensaiado, um relatório completo dos ensaios efetuados, em uma via,
devidamente assinada por ele e pelo inspetor credenciado pela concessionária.
Esse relatório deverá conter todas as informações necessárias para o seu completo
entendimento, tais como, métodos, instrumentos, constantes e valores utilizados
nos ensaios, além dos resultados obtidos.

k) Todas as unidades de produto rejeitadas, pertencentes a um lote aceito, devem ser


substituídas por unidades novas e perfeitas, por conta do fabricante, sem ônus para
a CELG D, sendo o fabricante responsável pela recomposição de unidades
ensaiadas, quando isto for necessário, antes da entrega à CELG D.

l) Nenhuma modificação nos conectores deve ser feita "a posteriori" pelo fabricante
sem a aprovação da CELG D. No caso de alguma alteração, o fabricante deve
realizar todos os ensaios de tipo, na presença do inspetor da concessionária, sem
qualquer custo adicional.

m) A CELG D poderá, a seu critério, em qualquer ocasião, solicitar a execução dos


ensaios de tipo para verificar se os conectores estão mantendo as características de
projeto preestabelecidas por ocasião da aprovação dos protótipos.

n) Para efeito de inspeção, os conectores deverão ser divididos em lotes, por tipo. A
rejeição do lote, em virtude de falhas constatadas nos ensaios, não dispensa o
fabricante de cumprir as datas de entrega prometidas. Se, na conclusão da

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 9


CELG D, a rejeição tornar impraticável a entrega dos conectores nas datas
previstas, ou tornar evidente que o fabricante não será capaz de satisfazer às
exigências estabelecidas nesta especificação, a mesma reserva-se ao direito de
rescindir todas as obrigações e obter o material de outro fornecedor. Em tais casos,
o fabricante será considerado infrator do contrato e estará sujeito às penalidades
aplicáveis.

o) O custo dos ensaios deve ser por conta do fabricante.

p) A CELG D reserva-se ao direito de exigir a repetição de ensaios em lotes já


aprovados. Nesse aspecto, as despesas serão de responsabilidade da mesma, caso
as unidades ensaiadas forem aprovadas na segunda inspeção, caso contrário,
incidirão sobre o fabricante.

q) Os custos da visita do inspetor da CELG D, tais como, locomoção, hospedagem,


alimentação, homem-hora e administrativos, correrão por conta do fabricante se:

- na data indicada na solicitação de inspeção os conectores não estiverem


prontos;
- o laboratório de ensaio não atender às exigências citadas nas alíneas "f"
até "h";
- o material fornecido necessitar de acompanhamento de fabricação ou
inspeção final em subfornecedor, contratado pelo fornecedor, em localidade
diferente da sua sede;
- o material necessitar de reinspeção por motivo de recusa;
- os ensaios de recebimento e/ou tipo forem efetuados fora do território
brasileiro.

5.2 Ensaios de Recebimento

São os ensaios relacionados na Tabela 4, realizados em amostras colhidas ao acaso no


lote apresentado, na presença de um inspetor da CELG D, nas instalações do
fornecedor, por ocasião do recebimento de cada lote.

5.3 Ensaios de Tipo

São os ensaios relacionados na Tabela 4, a serem realizados em peças retiradas das


primeiras unidades construídas de cada lote, para verificação de determinadas
características de projeto e materiais. Estes ensaios devem ter seus resultados
devidamente comprovados por relatórios, atendendo as exigências do item 5.5.

Nota:
No documento de aprovação dos ensaios de tipo deve constar a cópia do
desenho do protótipo aprovado entregue pelo fabricante, além do
preenchimento completo do Quadro de Dados Técnicos e Características
Garantidas.

5.4 Descrição dos Ensaios

Os subitens a seguir descrevem os ensaios de recebimento e tipo previstos por esta


norma.

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 10


5.4.1 Inspeção Visual

Antes da realização dos ensaios, o inspetor da CELG D deve fazer uma inspeção
geral onde devem ser verificados os detalhes de construção e instalação, identificação
e acondicionamento, citados nos itens 4.3, 4.5 e 4.6, respectivamente.

5.4.2 Verificação Dimensional

Neste ensaio devem ser comparados os valores medidos das dimensões do conector
com os respectivos valores constantes dos desenhos previamente fornecidos pelo
fabricante à CELG D.

Ocorrendo alguma divergência em relação ao padronizado nesta norma o conector


será considerado reprovado no ensaio.

5.4.3 Aquecimento

O conector deve ser ensaiado fazendo a ligação dos condutores de maior e menor
capacidade de condução de corrente para os quais foi projetado. Como o conector é
utilizado para realizar ligações de condutores de alumínio ou cobre, este ensaio deve
ser executado nas diversas combinações destas duas opções de materiais a serem
conectados.

Na montagem do ensaio, a distância mínima entre o conector e a fonte de tensão ou


outro conector deve ser 1000 mm ou 100 vezes o diâmetro do condutor, prevalecendo
o maior. A extremidade do condutor, quando for o caso, deve sobressair 120 mm para
além da borda da canaleta de contato do conector.

O ensaio deve ser executado à temperatura ambiente (variando de 15 a 40οC), em


local abrigado, livre da atuação de correntes de ar, aplicando-se a corrente alternada
de ensaio de forma gradual até que seja atingido o valor indicado na Tabela 3, o qual
deve ser mantido até que ocorra a estabilização da temperatura do conjunto
conector/condutor.

Medir a temperatura no ponto mais quente do conector e esta não pode exceder a
temperatura do ponto mais quente do condutor que apresente maior elevação de
temperatura. Este último ponto citado deve estar localizado a uma distância mínima
do conector igual a 50 vezes o diâmetro do condutor e não inferior a 500 mm.

O conector será considerado aprovado no ensaio caso atenda ao conteúdo do


parágrafo anterior.

5.4.4 Tensão Aplicada com Imersão em Água

Devem ser preparadas quatro montagens de ensaio utilizando as combinações dos


condutores principal e derivação da forma mostrada a seguir:

1) ambos com seção máxima permitida;


2) ambos com seção mínima permitida;
3) principal na seção máxima e derivação na mínima;
4) principal na mínima e derivação na máxima.

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 11


Estas montagens devem ser preparadas de forma que entre as extremidades do cabo e
a superfície da água, sejam utilizados eletrodos de guarda, tendo em vista que o
potencial do condutor seja negativo.

Para realização do ensaio, a água deve apresentar resistividade menor que 200 Ω.m e
a temperatura deve ser registrada para informação posterior.

Devemos utilizar no circuito de ensaio um dispositivo de proteção, ajustado para atuar


e desligar a fonte de tensão, quando pelo mesmo circular uma corrente de fuga com
intensidade de 10 ± 0,5 mA.

Como parte principal da execução do ensaio deve ser injetada uma tensão alternada
com valor de pico 6 kV, a uma taxa de crescimento, aproximada, de 1 kV por
segundo, por um período de um minuto, após os conjuntos estarem imersos em água
por trinta minutos.

Este ensaio tem como objetivo avaliar o corpo dielétrico do conector, sendo que o
mesmo será considerado aprovado, caso não apresente ocorrência de descarga
disruptiva ou perfuração no material polimérico, nem desligamento da fonte de tensão
durante o período de realização do ensaio.

5.4.5 Intemperismo Artificial

Este ensaio deve ser executado conforme ABNT NBR 9512 ou ASTM G155, com
exceção dos pontos listados abaixo:

Montagem de quatro conjuntos com as seguintes combinações dos condutores


principal e derivação, da forma mostrada a seguir:

1) ambos com seção máxima permitida;


2) ambos com seção mínima permitida;
3) principal na seção máxima e derivação na mínima;
4) principal na mínima e derivação na máxima.

Os ciclos a serem realizados nos conjuntos citados acima são constituídos de


exposição à radiação UV-B a 70°C, alternados com ciclos de exposição à
condensação de água a 50°C, ambos com duração de quatro horas totalizando
novecentas horas de ensaio.

Passado um dia completo e não mais que três após conclusão do ensaio, devemos
submeter o conector ao ensaio descrito no item 5.4.4, porém, com aplicação de uma
tensão de1 kV de pico.

O conector será considerado aprovado caso após o término do ensaio, seja aberto e
não apresente marcas de fissuras ou rachaduras nas suas superfícies externas.

5.4.6 Resistência Mecânica e Aplicação do Parafuso Limitador de Torque

Na execução do ensaio utilizar quatro arranjos de seções dos condutores principal e


derivação com comprimento variando entre 0,1 e 0,5 m, da seguinte forma:

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 12


1) ambos com seção máxima;
2) ambos com seção mínima;
3) principal com seção máxima e derivação mínima;
4) principal com mínima e derivação com seção máxima.

Em cada arranjo devemos tracionar o condutor principal até que seja atingido 20% de
sua carga de ruptura. Na sequência, deve-se apertar o parafuso com um torque de
70% do nominal mínimo indicado pelo fornecedor, de forma a permanecer a
continuidade elétrica dos circuitos ligados pelo conector. Com a continuação da
aplicação do torque, deve ser verificado o valor deste para o qual ocorrerá a ruptura
do parafuso limitador de torque, devendo estar situado entre o máximo e o mínimo
indicado pelo fornecedor. Quando for atingido um torque no parafuso do conector
correspondente a 150% do máximo indicado, não deverá haver nenhum tipo de
ruptura do conector ou das partes dos condutores (fios constituintes para o caso dos
cabos).

O conector será considerado aprovado caso não apresente sinais visíveis de ruptura
das lâminas de contato dentadas.

Nota:
Nos conectores para a rede subterrânea a aplicação do torque será limitada ao
rompimento da primeira cabeça quando então se mede o valor do torque
aplicado.

5.4.7 Ciclos Térmicos e Curtos-Circuitos

O conector deve ser ensaiado de acordo com a ABNT NBR 9326, apresentando duas
séries de ciclos térmicos de envelhecimento intercaladas por um conjunto de curtos-
circuitos conforme mencionado abaixo:

a) primeira série de 200 ciclos térmicos de envelhecimento aplicado em qualquer dos


conectores abordados nesta norma;
b) conjunto de quatro curtos-circuitos aplicado em qualquer dos conectores citados na
alínea a;
c) segunda série de 500 ciclos térmicos de envelhecimento.

Cada ciclo térmico é constituído por um período de aquecimento, seguido por um de


resfriamento.

A elevação na temperatura do condutor de referência em relação à ambiente, para


cada período de aquecimento das duas séries de ciclos térmicos, deve ser igual a
(100± 2)ºC e procurar ser mantida estável neste valor pelo menos durante 15 min.

O período de resfriamento subsequente pode ser obtido através de processo natural ou


por ventilação forçada, ambos com o objetivo de reduzir a duração de cada ciclo,
devendo ser estendido até que a temperatura do condutor mencionado ultrapasse no
máximo 5ºC a temperatura ambiente.

Durante a aplicação do conjunto de curtos-circuitos, cada qual com um segundo de


duração, deve ser injetada no respectivo circuito de ensaio uma corrente com
densidade de 100 A/mm². Na aplicação do primeiro curto-circuito, o condutor de

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 13


referência deve estar na temperatura ambiente. O intervalo de tempo entre duas
aplicações sucessivas de curtos-circuitos deve ser suficiente para que a temperatura
do conector atinja no máximo 5ºC acima de sua temperatura inicial quando da
aplicação dos curtos-circuitos.

Na sequência, são mencionados os critérios de desempenho utilizados para este


ensaio:

a) a resistência elétrica inicial de montagem da conexão deve ser no máximo igual à


do condutor de referência;
b) devem ser realizadas leituras dos valores de resistência da conexão a cada 10
ciclos, durante a primeira série de 200 ciclos de aquecimento antes da aplicação do
conjunto de curtos-circuitos, onde nenhum destes valores deverá ultrapassar em
5% o valor médio obtido;
c) deve-se novamente realizar leituras da referida resistência, porém a cada 25 ciclos
após o conjunto de curtos-circuitos, não devendo nenhum dos valores medidos
ultrapassar 5% do valor médio obtido para todas as leituras;
d) calculado o valor médio para as 10 últimas leituras de resistência da conexão dos
dois conjuntos de medidas citados nas alíneas "b" e "c", o valor encontrado para o
segundo conjunto não deve ultrapassar 5% o do primeiro;
e) a temperatura dos conectores ensaiados não deve exceder a do condutor de
referência no fim do período de aquecimento de cada ciclo, independente se da
primeira ou segunda séries;
f) devem ser realizadas leituras dos valores de temperatura dos conectores a cada 10
ciclos durante a primeira série de 200 ciclos de aquecimento, antes da aplicação do
conjunto de curtos-circuitos. Com o valor médio destas leituras, a maior variação
do aumento da temperatura na conexão não deve ultrapassar 5ºC quando
comparado ao referido valor médio, tendo em vista a temperatura ambiente no
local do ensaio;
g) deve-se novamente realizar leituras da referida temperatura, porém a cada 25
ciclos após o conjunto de curtos-circuitos. Com o valor médio destas leituras, a
maior variação do aumento da temperatura na conexão quando comparado a este
valor deve ser 5ºC;
h) calculado o valor médio para as dez últimas leituras de temperaturas com elevação
dos dois conjuntos de medidas citados nas alíneas "f" e "g", o valor encontrado
para o segundo conjunto não deve ultrapassar 5ºC o do primeiro.

Para ser considerado aprovado, terminado o ensaio, o conector deve ser aberto e não
deve mostrar sinais visíveis de aquecimento local, partes fundidas ou danificadas.

5.4.8 Corrosão por Exposição à Névoa Salina ou ao Dióxido de Enxofre

Estes ensaios devem ser executados conforme ABNT NBR 8094 para névoa salina e
ABNT NBR 8096 para o dióxido de enxofre.

Após ter passado pelos respectivos ensaios, o conector será considerado aprovado
caso permita o desaperto de seu parafuso com um torque igual ou inferior ao máximo
especificado no item 4.3.

5.4.9 Verificação da Espessura da Camada de Estanho

Deve ser atendido o disposto no item 4.2.


NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 14
5.5 Relatórios dos Ensaios

Estes relatórios devem apresentar todas as indicações necessárias à sua perfeita


compreensão e entendimento, além dos requisitos mínimos citados abaixo:

a) nome e/ou marca comercial do fabricante;


b) identificação do laboratório de ensaio;
c) tamanho do lote;
d) número e identificação das unidades amostradas e ensaiadas;
e) mês e ano de fabricação;
f) relação, descrição e resultados dos ensaios executados;
g) indicação de normas técnicas utilizadas;
h) número do CFM;
i) data de início e término de cada ensaio;
j) nomes legíveis e assinaturas do fabricante e inspetor da CELG D;
k) data de emissão.

Para que os lotes de conectores sejam liberados é necessário que o fabricante entregue
ao inspetor da CELG D uma via dos relatórios de ensaios.

5.6 Planos de Amostragem

5.6.1 Ensaios de Tipo

Devem ser submetidas a ensaio quatro unidades do conector para cada seção de
condutor nele aplicado, conforme método de ensaio descrito na ABNT NBR 9326. As
amostras devem ser retiradas de um lote que tenha atendido às exigências de todos os
ensaios de recebimento. Se o conector falhar em qualquer um dos ensaios de tipo, seu
projeto será considerado em desacordo com esta norma.

5.6.2 Ensaios de Recebimento

As amostras devem ser retiradas ao acaso, pelo inspetor da CELG D, nos lotes
prontos para embarque. O tamanho das amostras ou série de tamanho de amostras
juntamente com os critérios de aceitação do lote, deve estar de acordo com a
Tabela 5.

5.7 Aceitação e Rejeição

A aceitação dos conectores estará condicionada à aprovação, desde que dentre todas
as unidades de amostras usadas para a realização dos ensaios, o número de unidades
defeituosas esteja de acordo com o contido na coluna Ac da Tabela 5; sendo capazes
de satisfazer aos requisitos e exigências desta norma, não invalidando qualquer
reclamação posterior que a CELG D possa fazer com relação à qualidade do material
entregue para a empresa.

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6. APRESENTAÇÃO DE PROPOSTA, APROVAÇÃO DE DOCUMENTOS E DE
PROTÓTIPOS

6.1 Generalidades

6.1.1 A proposta só será considerada quando o fabricante atender, obrigatoriamente, aos


seguintes requisitos:

a) apresentar cotação em separado para os ensaios de tipo;


b) apresentar o Quadro de Dados Técnicos e Características Garantidas, preenchido;
c) apresentar os certificados dos ensaios de tipo relacionados na Tabela 4;
d) apresentar os desenhos dos conectores.

Todos os ensaios de 6.1.1.c devem ser realizados por um dos seguintes órgãos
laboratoriais:

a) governamentais;
b) credenciados pelo governo do país de origem;
c) de entidades reconhecidas internacionalmente;
d) do fornecedor, na presença do inspetor da CELG D.

Notas:
1) No caso de licitações nas modalidades de pregão, os documentos técnicos
relacionados neste item, são dispensados de apresentação juntamente com a
proposta, mas, deverão ser entregues pelo primeiro colocado imediatamente
após a licitação, para análise técnica por parte da CELG D. Caso haja
desclassificação técnica deste, os demais participantes deverão apresentar a
referida documentação de acordo com a solicitação da CELG D.
2) Os ensaios de tipo devem ter seus resultados devidamente comprovados
através de cópias autenticadas dos certificados de ensaios emitidos por
órgão oficial ou instituição internacionalmente reconhecida, reservando-se
a CELG D, o direito de desconsiderar documentos que não cumprirem este
requisito.

Para fabricantes cujos relatórios do item 6.1.1.c já tenham sido aprovados pela
CELG D, para conectores de mesmo projeto que os ofertados, não é necessária a
reapresentação dos mesmos. Nesse caso, o fabricante deve informar os números dos
relatórios.

6.2 Desenho Técnico a Ser Apresentado Juntamente com a Proposta

Junto com a proposta para fornecimento, o proponente deverá apresentar uma cópia
do desenho dimensional contendo tipo e código do fabricante.

6.3 Aprovação de Protótipos

O fabricante deve submeter à aprovação da CELG D, quando solicitado, protótipos


nos seguintes casos:

a) fabricantes que estejam se cadastrando ou recadastrando na CELG D;


b) fabricantes que já tenham protótipo aprovado pela CELG D e cujo projeto tenha
sido alterado.
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Nota:
Todos os custos decorrentes da aprovação dos protótipos correrão por conta
do fabricante.

O prazo mínimo para apreciação dos protótipos será de 30 dias, a contar da data de
recebimento pela CELG D.

Para cada protótipo a ser encaminhado à CELG D o fabricante deve apresentar:

a) o Quadro de Dados Técnicos e Características Garantidas, clara e totalmente


preenchido, acompanhado de seus documentos complementares;
b) todos os relatórios constantes do item 6.1.1.c acompanhado do desenho do
conector.

Toda e qualquer divergência entre o equipamento especificado e o protótipo, bem


como os motivos dessas divergências, devem ser claramente expostos no Quadro de
Dados Técnicos e Características Garantidas e no Quadro de Desvios Técnicos e
Exceções

6.4 Documentos Complementares

a) Esquema de tratamento das superfícies metálicas.


b) Plano de inspeção e testes.
c) Cronograma de fabricação.

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ANEXO A – TABELAS

TABELA 1

FAIXAS DE DERIVAÇÃO DO CONECTOR TIPO


PERFURAÇÃO PARA REDE AÉREA
E CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO

Corrente de
Condutores Condutores de Ensaio
Código Curto-
Item
CELG D Principal Derivação Principal Derivação Circuito
(mm²) (mm²) (mm²) (mm²) (A)
1 43700 35 - 70 1,5 35 1,5 240
2 43714 16 - 70 6 - 35 35 35 3500
3 43715 35 - 120 35 - 120 120 120 12000

TABELA 2

FAIXAS DE DERIVAÇÃO DO CONECTOR TIPO


PERFURAÇÃO PARA REDE SUBTERRÂNEA
E CORRENTES DE CURTO-CIRCUITO

Condutores Condutores de Ensaio Corrente de


Código Curto-
Item
CELG D Principal Derivação Principal Derivação Circuito
(mm²) (mm²) (mm²) (mm²) (A)
1 44982 16 - 95 6 - 25 25 25 2500
2 44779 35 – 150 10 - 35 35 35 3500
3 44582 95 – 240 16 - 50 50 50 5000
4 44983 6 – 95 1,5 - 16 16 16 1600

TABELA 3

CORRENTES PARA O ENSAIO DE AQUECIMENTO

Rede Aérea Rede Subterrânea


Seção Nominal
Corrente (A) (5) Corrente (A) (6)
(mm²)
Cobre Alumínio Cobre Alumínio
1,5 22 - 26 -
6 63 - 56 -
10 85 65 73 -
16 112 86 95 73
25 148 115 - -
35 185 142 146 112
50 - - 173 132
70 281 218 - -
95 - - 252 193
120 405 315 - -
240 - - 419 322

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Notas:
1) As correntes indicadas correspondem a uma elevação de temperatura do condutor
de 30°C sobre uma temperatura ambiente de 40°C, medida após estabilização da
mesma, em local abrigado.
2) Os valores de corrente estão calculados com base na condutividade 98% IACS
para o cobre e 61 % IACS para o alumínio, a 20°C.
3) A velocidade do vento para o dimensionamento da corrente foi considerada em
0,55 km/h, à qual corresponde o efeito da convecção vertical natural, causado pelo
aquecimento do condutor, dentro do laboratório.
4) O fator de emissividade superficial para condutores novos foi definido em 0,35;
5) Conforme ABNT NBR 8182;
6) Conforme ABNT NBR 5410 e ABNT NBR 7287.

TABELA 4

RELAÇÃO DOS ENSAIOS DE RECEBIMENTO E TIPO

Conector Tipo Perfuração


Item Descrição do Ensaio
Recebimento Tipo
1 Inspeção Visual X -
2 Verificação Dimensional X -
3 Ensaios Mecânicos
3.1 Resistência Mecânica e Aplicação do
X -
Parafuso Limitador de Torque
Verificação da Espessura da Camada de
4 X -
Estanho
5 Intemperismo Artificial - X
6 Ensaios Elétricos
6.1 Aquecimento - X
6.2 Tensão Aplicada com Imersão em Água X -
6.3 Ciclos Térmicos e Curtos-Circuitos - X
Corrosão por Exposição à Nevoa Salina ou
7 - X
ao Dióxido de Enxofre

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TABELA 5

PLANO DE AMOSTRAGEM E CRITÉRIOS DE


ACEITAÇÃO PARA OS ENSAIOS DE RECEBIMENTO

Resistência mecânica
Inspeção visual
Tensão aplicada c/ imersão em água
Inspeção dimensional
Estanhagem
Tamanho do lote Amostragem dupla Amostragem dupla
Nível de inspeção II Nível de inspeção S3
NQA 1% NQA 1,5%
Amostra Amostra
Ac Re Ac Re
Seq. Tam. Seq. Tam.
Até 150 - 13 0 1 - 8 0 1
1ª 32 0 2
151 a 500 - 8 0 1
2ª 32 1 2
1ª 50 0 3
501 a 1200 - 8 0 1
2ª 50 3 4
1ª 80 1 4
1201 a 3200 - 8 0 1
2ª 80 3 4
1ª 125 2 5 1ª 20 0 2
3201 a 10000
2ª 125 6 7 2ª 20 1 2
1ª 200 3 7 1ª 20 0 2
10001 a 35000
2ª 200 8 9 2ª 20 1 2

Notas:
1) Ac – número de conectores defeituosos que ainda permite aceitar o lote,
Re – número de conectores defeituosos que implica a rejeição do lote.
2) Para a amostragem dupla ensaiar um número inicial de unidades igual ao da
primeira amostra obtida na tabela. Se o número de unidades defeituosas
encontradas estiver compreendido entre Ac e Re (excluindo estes valores), deve-
se ensaiar a segunda amostra. O total de unidades defeituosas, encontradas após
ensaiadas as duas amostras, deve ser igual ou inferior ao maior Ac especificado.
3) Plano de amostragem conforme ABNT NBR 5426.

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ANEXO C

QUADRO DE DADOS TÉCNICOS E CARACTERÍSTICAS GARANTIDAS

Nome do fabricante: _______________________________________________________


Número da licitação: _______________________________________________________
Número da proposta: ______________________________________________________

UNIDADE
ITEM DESCRIÇÃO
CARACTERÍSTICA
1. Tipo/modelo do conector
2. Norma aplicável
3. Dimensões do conector
3.1 Comprimento mm
3.2 Largura mm
3.3 Espessura mm
4. Massa aproximada kg
5. Seção dos condutores aplicáveis
5.1 máxima do condutor principal mm²
5.2 mínima do condutor principal mm²
5.3 máxima do condutor derivação mm²
5.4 mínima do condutor derivação mm²
6. Torque de ruptura do parafuso limitador N.m
7. Materiais usados na fabricação do conector
7.1 Lâminas
7.2 Corpo isolante
7.3 Parafuso
8. Grau de proteção IP
9. Espessura mínima da camada de estanho µm
10. Condutividade mínima da liga metálica a 20°C %IACS
11. Porcentagem máxima de zinco nas ligas de cobre %
12. Anexar relatório dos ensaios relacionados abaixo,
realizados em laboratório oficial ou na presença do
inspetor da CELG D:
12.1 Inspeção visual
12.2 Verificação dimensional
12.3 Resistência mecânica e aplicação do parafuso limitador
de torque
12.4 Intemperismo artificial
12.5 Aquecimento
12.6 Tensão aplicada com imersão em água
12.7 Ciclos térmicos e curtos-circuitos
12.8 Corrosão por exposição à nevoa salina ou ao dióxido de
enxofre

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 23


ANEXO D

COTAÇÃO DE ENSAIOS DE TIPO

Nome do Fabricante: __________________________________________________________


N° da Licitação: ______________________________________________________________
N° da Proposta: ______________________________________________________________

ITEM ENSAIO PREÇO (R$)


1 Intemperismo artificial
2 Ciclos térmicos e curtos-circuitos
Corrosão por exposição à nevoa salina ou ao dióxido de
3
enxofre
4 Aquecimento
TOTAL

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 24


ANEXO E

QUADRO DE DESVIOS TÉCNICOS E EXCEÇÕES

Nome do Fabricante: ______________________________________________________


N° da Licitação: _________________________________________________________
N° da Proposta: __________________________________________________________

REFERÊNCIA DESCRIÇÃO SUCINTA DOS DESVIOS E EXCEÇÕES

NTC-56/DT-SETOR DE NORMATIZAÇÃO TÉCNICA 25


ALTERAÇÕES NA NTC-56

Item da
Item Data Revisão Alteração
norma
1 1 Objetivo
2 2 Normas e Documentos Complementares
3 3 Terminologia e Definições
4 4 Condições Gerais
5 4.1 Condições do Local de Instalação
6 4.2 Materiais e Acabamento
7 4.3 Detalhes de Construção e Instalação
8 4.6 Acondicionamento
9 4.7 Linguagens e Unidades de Medida
10 5 Inspeção e Ensaios
11 5.4.9 Verificação da Espessura da Camada de Estanho
Apresentação de Proposta, Aprovação de
12 6
SET/14 1 documentos e de Protótipos
13 6.1 Generalidades
Desenho Técnico a Ser Apresentado Juntamente
14 6.2
com a Proposta
15 6.3 Aprovação de Protótipos
16 6.4 Documentos Complementares
Foi inserido o código CELG D para os conectores
17 TABELA 1
tipo perfuração para rede aérea.
Foi inserida a tabela com os conectores tipo
18 TABELA 2
perfuração para rede subterrânea.
Foram inseridos os valores de corrente para o
19 TABELA 3
ensaio de aquecimento.
20 TABELA 5 A tabela foi atualizada com os tipos de ensaios.

Foi alterada a definição da cor dos conectores para


1
rede subterrânea.
4.3
Foi definido o grau de proteção IP dos conectores
2 OUT/14 2
para rede subterrânea.
3 DESENHO 1 Foi inserida a Nota 3.
4 ANEXO C Foi inserido o item 8.

Foi modificado o tamanho do condutor que deve


1 5.4.3 sobressair para além da borda da canaleta de
contato do conector.
Foi modificado o comprimento dos condutores que
2 5.4.6
deverão ser utilizados no ensaio.
O ensaio de aquecimento foi classificado como
3 JUN/15 TABELA 4 3
ensaio de tipo.
Foi modificado o tipo de amostragem para o ensaio
4 TABELA 5
de resistência mecânica.
Foi inserido o desenho do conector tipo perfuração
5 DESENHO 2
para a rede subterrânea.
6 ANEXO D Foi inserido o ensaio de aquecimento.

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