1) Origem e Evolução do Ministério Público R: O Ministério Público tem raízes
motivo de muita controvérsia. Com efeito, alguma literatura aponta que esta
magistratura teria surgido na antiguidade no Egipto, relacionada com a figura de magiai,
um funcionário da corte de Faraó que há 4.000 anos BC, era considerado “a língua e os
olhos do Faraó, pois, punia os rebeldes, reprimia os violentos, além disso, protegia os
cidadãos pacíficos, acolhia os pedidos do homem justo”. Era o veículo das “palavras de
acusação”, indicando as disposições legais aplicáveis a cada caso, e tomava parte nas
instruções para a descoberta da verdade expressão em si Ministério Público, esta era já
encontrado nos textos romanos clássicos, principalmente, nos provimentos legislativos
do séc. XVIII. Com o passar dos anos, o MP evoluiu para se tornar um órgão
independente, com funções específicas de defesa da ordem jurídica e dos direitos
fundamentais. iniciando as suas tarefas como braço jurídico do Poder Executivo, em
tempos exercido por déspotas, até atingir a moderna postura de independência e
autonomia das suas funções, deixando, por conseguinte, de ser um mero advogado do
rei para se tornar um defensor dos interesses da colectividade, por isso, o MP no
domínio do processo penal não é obrigado a acusar irremediavelmente o arguido.
2) MP como Órgão Autónomo de Administração da Justiça
O MP é considerado um órgão autônomo porque atua de forma independente em relação
ao Poder Judiciário e ao Executivo. Sua função é promover a justiça, defender a ordem
jurídica e proteger os direitos dos cidadãos. Essa autonomia é garantida pela
Constituição e permite que o MP exerça suas funções sem interferência externa, a
criação da magistratura do MP a sua veste actualobter: a separação entre A entidade que
há-de presidir a Instrução preparatória e à Acusação (MP) e aquela a quem Há-de caber
a decisão (Tribunal), e Com a qual se visa conseguir a Necessária objetividade e
Imparcialidade do julgamento.
3) Princípios Fundamentais que Norteiam a Atividade do MP legalidade,
Objetividade, isenção e exclusiva Sujeição às diretivas e ordens Previstas na lei (art.53
CPP) Autonomia: Independência nas suas funções; Indivisibilidade A atuação é
coletiva, não individual. Imparcialidade- Deve atuar com objetividade. Legalidade:
Ação deve ser pautada pela lei. Defesa da Ordem Jurídica: Proteger os direitos
fundamentais e o interesse público.
4) Poder de Direção Geral e Concreto na Atividade do MP: Refere-se à capacidade
do Procurador-Geral da República ou dos procuradores em estabelecer diretrizes gerais
para a atuação do MP em todo o país, ou seja, orientações gerais em matéria de
arquivamento, de acusação, de recursos, de determinação da forma de processo,
etc.)**Poder de Direção Concreto**: onstituem ordens e instruções dadas para um
concreto processo (v.g. ordem de acusação ou de arquivamento relativamente a um certo
processo de burla ou de ofensas corporais Relaciona-se à supervisão das ações dos
membros do MP em casos específicos, garantindo que as diretrizes sejam seguidas nas
investigações e processos judiciais.
5) Limites do Poder de Direção Impostas ao MP
Todo o poder de direção, geral ou concreto, interno ou externo, depara com o limite
Inultrapassável do princípio da legalidade (art.2/nº3 da LOMP). Se ao Agente do MP
chega uma instrução, provenha do Ministério da Justiça ou do PGR, no sentido, v.g. de
deixar de dar acusação por todas as actividades Que integrem o crime previsto no
art.166 (interrupção de gravidez) do C.P, dado que o Estado se propõe uma politica de
limitação de natalidade; Ou uma ordem para que não acuse um alto funcionário por um
certo Crime de peculato, por razões de interesse político ou de decorro da Função
pública – o agente do MP não só não deve obediência a tais Ordens ou instruções como
deve pura e simplesmente desobedecer-lhes (ignorar).limite geral de todo o Poder de
direção é constituído pelo dever de Objetividade a que o MP se encontra adstrito em
Todas as suas intervenções no processo penal.
6) Relação entre o MP e os Tribunais Penais O MP atua como parte acusadora nos
tribunais penais, apresentando denúncias e sustentando a acusação durante o processo.
Essa relação é essencial para garantir que a justiça seja feita, com o MP buscando a
verdade real dos fatos.1) Os tribunais não podem dar quaisquer ordens ao MP, que, No
exercício da sua função, surge como completamente Independente daqueles.(2) O MP
não pode dar ordens ou quaisquer instruções aos Tribunais. E não pode considerar-se
exceção ao princípio o poder Que o MP tem de pôr em funcionamento o órgão judicial
através Do exercício da iniciativa que lhe compete de promoção de um Processo penal
(3) Ninguém pode, simultaneamente, actuar como MP e como Juiz no mesmo processo
penal – como aliás sabemos já que o Determinam o CPP. O que nada depõe contra o
sistema de Recrutamento de juízes entre os magistrados do MP: se assim deve Ser ou
não é problema de pura organização e politica judiciaria que Aqui não está implicado.
7) Função do MP no Processo Penal arts.53 e ss cpp
A função do MP no processo penal inclui: A acusação ou exercício da Acção penal; A
actuação em juízo, i.é, no processo penal depois que introduzido perante a jurisdição.
8) MP na Instrução Preparatória do Processo Penal Na fase de instrução
preparatória, o MP tem um papel ativo na coleta de provas e na condução das
investigações. Ele deve assegurar que as provas sejam obtidas de forma legal e que os
direitos das partes sejam respeitados A instrução preparatória Consiste essencialmente
na: Recolha de elementos deProva; Na investigação do facto Que é objecto do processo.
9) Posição e Atribuições do Ministério Público no Processo Penal. Art.59 O MP
ocupa uma posição central no processo penal como parte acusadora.
10) Finalidade da Instrução Preparatória art. A I.P inicia-se com a suspeita do
Crime; A suspeita é pressuposto material Do andamento do processo. A destruição da
suspeita determina O termo do processo e não pode ser Base, de qualquer fim a
prosseguir no Processo. A actividade da I.P pretende-se Que se subordine somente ao
fim Objectivo da verdade. A finalidade da instrução preparatória é reunir provas
suficientes para fundamentar a ação penal ou arquivar o caso se não houver indícios
suficientes de autoria ou materialidade delitiva. É uma fase crucial para garantir um
julgamento justo.
11) Órgãos Auxiliares do MP
**: SERNIC. **PRM
12) Função dos Órgãos Auxiliares do MP no Processo Penal ats.61 e 64