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Desafios da Alfabetização na Educação Infantil

O trabalho aborda os desafios das práticas pedagógicas na alfabetização e letramento na educação infantil, enfatizando a importância de uma abordagem lúdica e significativa para o aprendizado. A pesquisa destaca a necessidade de uma formação adequada dos pedagogos e a inclusão de práticas que reconheçam as diferenças e promovam o desenvolvimento cognitivo e pessoal dos alunos. A análise é fundamentada em pesquisa bibliográfica e busca contribuir para a transformação da realidade educacional.

Enviado por

Diego Santos
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Desafios da Alfabetização na Educação Infantil

O trabalho aborda os desafios das práticas pedagógicas na alfabetização e letramento na educação infantil, enfatizando a importância de uma abordagem lúdica e significativa para o aprendizado. A pesquisa destaca a necessidade de uma formação adequada dos pedagogos e a inclusão de práticas que reconheçam as diferenças e promovam o desenvolvimento cognitivo e pessoal dos alunos. A análise é fundamentada em pesquisa bibliográfica e busca contribuir para a transformação da realidade educacional.

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA

E TECNOLOGIA DO AMAPÁ – IFAP


CAMPUS PEDRA BRANCA DO AMAPARI

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

DAYANA SILVA ALMEIDA MORAES DOS SANTOS


TATIANA AGUIAR SOUZA

OS DESAFIOS DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DIANTE DA ALFABETIZAÇÃO


E LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

PEDRA BRANCA DO AMAPARI – AP


2022
DAYANA SILVA ALMEIDA MORAES DOS SANTOS

TATIANA AGUIAR SOUZA

OS DESAFIOS DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DIANTE DA ALFABETIZAÇÃO


E LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Curso de Licenciatura em
Pedagogia -EaD do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá
– IFAP, campus Pedra Branca do Amapari,
como requisito parcial para obtenção do
grau de Licenciado em Pedagogia.

Orientadora Prof.ª Dra. Sandra Maria


Nascimento de Mattos

PEDRA BRANCA DO AMAPARI – AP

2022
DAYANA SILVA ALMEIDA MORAES DOS SANTOS.
TATIANA AGUIAR SOUZA

OS DESAFIOS DAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS DIANTE DA ALFABETIZAÇÃO


E LETRAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Trabalho de Conclusão de Curso


apresentado ao Curso de Licenciatura em
Pedagogia -EaD do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia do Amapá
– IFAP, campus Pedra Branca do Amapari,
como requisito parcial para obtenção do
grau de Licenciado em Pedagogia.

Orientadora Prof.ª Dra. Sandra Maria


Nascimento de Mattos

BANCA EXAMINADORA

Presidente Professor Nome do professor

___________________________________________________________________
Membro Professor Nome do professor

___________________________________________________________________
Membro Professor Nome do professor

Aprovada (o) em _________/_________/ 2022

Nota:_________________________________
Dedico este trabalho a Dona Edna Lúcia
Silva Almeida Moraes e Dona Sônia
Ferreira de Aguiar. Pelo amor e apoio
incondicional em todos os momentos
difíceis de nossas vidas. Sendo nossas
maiores orientadoras e exemplo de
dedicação que valeram a pena.
AGRADECIMENTOS

Primeiramente a Deus, pelas nossas vidas, e por nos manter fortes durante todos os
obstáculos encontrados durante nossa trajetória acadêmica.

A nossa família, que nos incentivaram nos momentos difíceis e compreenderam nossa
ausência enquanto nos dedicávamos à realização deste trabalho.

Aos professores, pelas correções e ensinamentos que nos permitiram apresentar um


melhor desempenho em todo o processo de formação profissional.
“Educar é uma tarefa que requer de quem com ela se
compromete um gosto especial de querer bem não só aos
outros, mas ao próprio processo que ela implica. É impossível
ensinar sem essa coragem de querer bem [...], sem a
capacidade forjada, inventada, bem cuidada de amar”. (Freire,
1987)
RESUMO

O presente trabalho tem objetivo esclarecer o que é alfabetização e quais as formas


de o aluno adquirir conhecimento adequado para seu crescimento. Contextualizar as
sequências didáticas de modo a torná-las mais significativa e compreensível para as
crianças abordagem metodológica utilizada foi de pesquisa bibliográfica, sendo a
principal procedimento a análise descritiva. Destacando o letramento como uma
prática pedagógica a ser realizada de modo lúdico, e enfatizado que o processo de
alfabetização seja para priorizar ações que oportunizar o acesso realizado deste
trabalho, e fundamental que ocorra a participação ativa nas atividades propostas com
foco em situações motivadoras e estimulantes que venha favorece o desenvolvimento
cognitivo e pessoal. A perspectiva na educação infantil deve assim ser concebida
desde o momento em que o aluno ingressa na escola, o professor é essencial para o
desenvolvimento na função psicológico superiores do alunado. Os Desafios da
Educação Inclusiva sob um novo olhar. Para isso foi feito uma explanação do papel
da escola, papel da família e papel do professor, praticas pedagógicas na educação
infantil, projeto político pedagógico como base da pratica pedagógica e prática
pedagógica mente e corpo. Observamos algumas pratica pedagógica dentre eles:
Pratica pedagógica Romântica, Cognitiva e a Crítica. Pois é a partir do
reconhecimento de mudanças desses três pontos é que se garante a inclusão do
aluno e a formação para que a sociedade reconheça as diferenças sem discriminação
e preconceito

Palavras-chave: educação infantil. pratica pedagógica. professor. criança.


Alfabetização.
ABSTRACT

The present work aims to clarify what literacy is and what are the ways for the student
to acquire adequate knowledge for their growth. Contextualize the didactic sequences
in order to make them more meaningful and understandable for children. The
methodological approach used was bibliographic research, the main procedure being
the descriptive analysis. Emphasizing literacy as a pedagogical practice to be carried
out in a playful way, and emphasizing that the literacy process is to prioritize actions
that provide access to this work, and it is essential that active participation occurs in
the proposed activities with a focus on motivating and stimulating situations that favors
cognitive and personal development. The perspective in early childhood education
must therefore be conceived from the moment the student enters school, the teacher
is essential for the development in the higher psychological function of the student.
The Challenges of Inclusive Education under a new look. For this, an explanation was
made of the role of the school, the role of the family and the role of the teacher,
pedagogical practices in early childhood education, political pedagogical project as the
basis of pedagogical practice and pedagogical practice mind and body. We observed
some pedagogical practices among them: Romantic, Cognitive and Critical
pedagogical practice. Because it is from the recognition of changes in these three
points that the inclusion of the student and training is ensured so that society
recognizes differences without discrimination and prejudice.

Keywords: early childhood education. pedagogical practice. teacher. kid. Literacy.


LISTA DE FIGURAS

FIGURA – 01 O lúdico na Educação Infantil......................................................51

FIGURA – 02 Socialização das práticas pedagógicas......................................52

FIGURA – 03 Semana nacional e dia mundial do Meio Ambiente.....................53


LISTAS DE ABREVIATURAS E SIGLAS

CNE Conselho Nacional de Educação


CNE/CP Conselho Nacional de Educação Curso de Pedagogia
DCNEI Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil
DCN Diretrizes Curriculares Nacionais.
LDB Lei de Diretrizes e Bases da Educação
PPP Projeto Político Pedagógico
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO........................................................................................................12
2 ALFABETIZAÇÃO E O LETRAMENTO.................................................................15
2.1 A FORMAÇÃO DOS PEDAGOGOS NO EXERCÍCIO DA SUA PROFISSÃO.....19
2.2. O LÚDICO NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO...................................................22
2.3 A IMPORTÂNCIA DO PEDAGOGO NO PROCESSO DE ENSINO E
APRENDIZAGEM.......................................................................................................26
2.4. EDUCAÇÃO INCLUSIVA UM DIREITO DE TODOS..........................................28
2.5 DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVE SOB UMA NOVA PERSPECTIVA.....31
2.5.1 O Papel da Escola...........................................................................................32
2.5.2 O Papel da Família...........................................................................................34
2.5.3 O Papel do Professor......................................................................................34
2.6 PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO CONTEXTO ESCOLAR..................................35
2.7 PROJETO POLITICO PEDAGOGICO COMO BASE DA PRATICA
PEDAGOGICA...........................................................................................................38
2.8 PRÁTICA PEDAGOGICA MENTE E O CORPO..................................................42
3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS...............................................................45
4 RESULTADOS E DISCUSSÕES............................................................................46
5 PROPOSTAS DIDÁTICAS COMPLEMENTARES.................................................50
5.1 LÚDICO................................................................................................................51
5.2 SOCIALIZAÇÃO...................................................................................................52
5.3 CONSCIENTIZAÇÃO...........................................................................................53
6 CONSIDERAÇÕES FINAIS....................................................................................54
REFERÊNCIAS.......................................................................................................56
12

1 INTRODUÇÃO

Ao se refletir sobre educação infantil faz-se necessário discutimos a ideia de


infância. Não podemos negar a condição da criança como sujeito histórico e social. O
conceito de infância não pode ser entendido apenas como um período da vida do
indivíduo e sim como uma construção histórica, tendo em vista que passou e continua
passando por concepções diferentes, sofrendo alterações de acordo com cada
momento histórico.

Esta pesquisa tem como objetivo trabalhar os desafios das práticas


pedagógicas diante da alfabetização e o letramento na educação infantil como uma
jornada de mão dupla, este estudo em especifico, procura adquirir a língua escrita,
baseada no conhecimento do alfabetizar, não é suficiente o aluno na educação infantil
apenas aprender ler simplesmente ou decodificar as letras.

É fundamental que o aluno saiba ler as letras, mas, é necessário que esse
aluno saiba fazer a leitura do mundo que está ao seu redor, exercendo atividades
sociais de leitura e escrita que a sociedade em geral exige do cidadão, saber ler é ver
o mundo de uma forma bem ampla ou abrangente com os olhos de alguém que vai
além da escrita, com olhos daquilo que está lendo seja vivido por toda a sua vida.

A criança que inicia o seu estudo logo nas series iniciais de fato seja
alfabetizada, um bom número dessas crianças, infelizmente sabem apenas ler e
conhece algumas palavras de forma em geral, elas de fato só vão ampliar a sua
capacidade dando continuidade nos seus estudos e com passar do tempo esse
aprendizado nunca cessarão até porque sempre surgem coisas novas para aprender.

Segundo Almeida (2012) procurar diferenciar as palavras letramento e


alfabetização, até porque existe uma grande diferença. Além disso, uma pessoa que
conhece todas as letras ela é denominada como alfabetizada, mas, infelizmente não
letrado. Até porque o letrado sabe muito bem entender o que está lendo e pode muito
bem interpretar aquilo que está lendo e acaba desenvolvendo tanto a leitura como a
escrita com passar do tempo.
13

Infelizmente a educação aqui no Brasil, sempre houve várias dificuldades


quando lidar com alfabetização e letramento, a educação Brasileira precisa de um
olhar mais assertivo principalmente quando se trata dos alunos que precisa tanto da
aquisição desse conhecimento que seja com qualidade a partir dos professores.

Almeida (2012) relata muito bem fazendo a diferenciação da alfabetização e


letramento, até porque essas duas maneiras são inseparáveis e acabam caminhando
como via de mão dupla. Aliás, precisa sim conhecer os códigos da escrita, no entanto
precisa dentro do letramento o desenvolvimento dessa escrita como a interpretação
do mundo em que ele vive.

Para Goulart (2006) quando se trata de educação não pode perder de vista o
conhecimento teórico, como também a vida como ela é, essas duas realidades
precisam se interlaçar dentro da sala de aula, para que o aluno entenda melhor a sua
realidade e como pode contribuir dentro do seu estilo de vida na sociedade no qual
está inserido.

Hoje em dia estamos diante de uma sociedade, em que os nossos alunos


chegam na Escola com vários conhecimentos e ao mesmo tempo não tendo esse
conhecimento. O professor precisa fazer a leitura ampla desse contexto e utilizar as
melhores formas para compartilhar esse real conhecimento aos seus alunos, usando
sempre os gêneros textuais de revistas, Jornais, anúncios e outros.

Existem vários textos de literatura em geral numa temática infantil dentre eles
podem encontrar nos jornais da cidade, revistas do dia a dia deles, esses exemplos é
para proporcionar um aprendizado de como ler e escrever de forma correta.

O objetivo dessa pesquisa é procurar analisar a real importância da


alfabetização e letramento desenvolvido nos anos inicias, lembrando que as práticas,
os métodos são importantes na aquisição desse conhecimento. Levando em
consideração esse aluno que acaba não tendo os recursos necessários no
aprendizado como uma boa alimentação e estrutura escolar e outros fatores.

A pesquisa está distribuída em alguns tópicos: Alfabetização e letramento; a


formação dos pedagogos nos exercícios de sua profissão; a importância do pedagogo
no processo de ensino e aprendizagens; Educação inclusiva direito de todos; Desafios
14

da educação inclusive sob uma nova perspectiva, escola, família e professor e as


práticas pedagógicas no contexto escolar.

Este trabalho foi pautado na reflexão dos desafios do dia a dia desses
professores. Os autores que estudam o assunto como: Freire (1987); Cagliari (1992);
Kishimoto (1999); Leal (2005); Goulart (2006); Soares (2004); Frade (2007); Ferreiro
(2011); Almeida (2012); Barbosa (2013) e outros buscando a condição necessária
para interpretação e a compreensão dos abordados.

Essa monografia pretende por meio da pesquisa bibliográfica descritiva


contemplar de forma sucinta, o tema abordado, considerando que esta abordagem
proporciona resultados significativos na área educacional, para no sentido de
oportunizar ao pesquisador uma visão mais ampla no cotidiano escolar, além de
produzir conhecimentos e contribuir para a transformação da realidade de cada
estudante no processo educativo.
15

2 ALFABETIZAÇÃO E O LETRAMENTO

Nos países desenvolvidos, os hábitos sociáveis da leitura e da escrita


assumiam um problema relevante no contexto de que a população embora
alfabetizada, não denominava as habilidades de leitura e de escrita necessárias para
uma participação efetiva e competente nas vivências sociais e profissionais que
envolvem a caligrafia.

Na metade da década de 1980 no Brasil vários pesquisadores que trabalhavam


com as práticas de uso da língua escrita sentiram falta de um conceito que se referisse
a esse aspecto sócio- histórico do uso da escrita associadas à palavra alfabetização.

No Brasil o movimento se deu em despertar para a importância e necessidade


de habilidades para o uso competente da leitura e da escrita tem sua origem vinculada
à aprendizagem inicial da escrita desenvolvendo-se basicamente a partir do
questionamento da concepção de alfabetização.

Segundo Goulart (2006) relata que além da alfabetização, este conceito de


tema interdisciplinar do âmbito social, cognitivo e linguístico sendo este o letramento,
é uma maneira ampla que torna o indivíduo capaz de utilizar a escrita de forma
deliberada nas situações sociais.

Letramento é a palavra e conceito recente, introduzido na linguagem da


educação e das ciências linguísticas há pouco mais de duas décadas. Seu
surgimento pode ser interpretado como decorrência da necessidade de
configurar e nomear comportamentos e práticas sociais na área da leitura e
da escrita que ultrapassam o domínio do sistema alfabético e ortográfico,
nível da aprendizagem perseguido, tradicionalmente, pelo meio de
alfabetização. (SOARES, 2004, p. 20).

O novo assunto de pesquisa sendo essas os hábitos sociais refletiam as


transformações nas práticas letradas tanto dentro ou fora da escola, houve a demanda
de reconhecer e nomear hábitos sociais de leitura e de escrita mais avançadas e
complexas que as práticas de ler e de escrever resultantes da aprendizagem do
sistema de escrita.

O termo letramento se deu por caminhos diferentes daqueles que explicam a


invenção do termo em outros países, no Brasil à discussão do letramento aparece
16

sempre enraizada na concepção de alfabetização, em que os dois métodos devem


caminhar juntos.

Essa nova palavra o Letramento veio para designar essa nova dimensão da
entrada no mundo da escrita, que se constitui de um conjunto de
conhecimentos, o letramento abrange o desenvolvimento e a utilização dos
sistemas de leitura e escrita na sociedade, desse modo, se refere as várias
práticas, que vem modificando a sociedade. (ALMEIDA, 2012, p.5)

Vygotsky (2007) a entrada da criança no universo da alfabetização se dá pela


aprendizagem de toda a complexa tecnologia envolvida no aprendizado do ato de ler
e escrever; precisa saber fazer uso e envolver-se nas atividades apropriar-se do
hábito do sistema de escrita.

Para Frade (2007) Assim as alterações na concepção de alfabetização nos


censos demográficos ao longo das décadas permitiam identificar uma progressiva
extensão dessa definição. A partir da conceituação de alfabetização que vigorou até
o censo de 1990, aquele que declara o saber ler e escrever, sendo aquele que exerce
a prática de leitura e escrita ainda que trivial.

Segundo a autora Almeida (2012) Nas séries iniciais, a criança, sem ser
alfabetizada, é apropriada em funções e no uso da língua escrita, essas são crianças
letradas sem serem alfabetizadas. Pode-se letrar antes de alfabetizar ou o contrário,
essa compreensão é o grande problema das salas de aula e explica o fracasso do
sistema de alfabetização na progressão continuada.

Deve haver uma especificidade, aprendizagem sistemática sequencial, de


aprender, não é possível ensinar a ler e escrever, ou qualquer coisa em educação,
sem um método. O letramento não é só de responsabilidade do professor de língua
portuguesa ou dessa área, mas de todos os educadores que trabalham, cada
educador, é responsável pelo letramento em suas diferentes áreas de estudo.

Como bem disse: “O letramento, é o uso que se faz da língua escrita com toda
sua complexidade, em capacidades sociais de leitura e escrita, é aquele cidadão que
sabe fazer a leitura e a escrita, e que usa socialmente e atende devidamente às
demandas sociais”. (SOARES, 2004, p 39). Pode ser considerado letrado mesmo
quem não seja alfabetizado, na medida em que ao participar de contextos de
letramento utiliza estratégias orais dos conhecimentos construídos sobre a língua que
se escreve, mesmo sem saber ler e escrever conhece a estrutura da língua escrita.
17

Frade (2007) comenta para que uma criança entre no mundo da escrita, é
necessário passar por dois processos interdependentes, e indissociáveis, a aquisição
do sistema convencional de escrita, sendo esse a alfabetização e pelo avanço de
capacidades de uso desse sistema em atividades de leitura e escrita, nos usos sociais
que envolvem a língua escrita sendo essa o letramento.

O letramento é conhecido como um estudo de quem exerce padrões sociais de


leitura e escrita de quem participa de eventos em que a escrita é integrante nas
normas de interpretações, interações, atitudes e competências discursivas e
cognitivas que traz um diferenciado estado de inserção em uma sociedade letrada.

Desse modo, essa pesquisa relata uma ampla compreensão da importância de


o educador trabalhar com as práticas de letramento, sendo estas práticas de leitura e
escrita, a qual é necessária para entender a ação educativa de desenvolvimento do
seu uso, para ir além do apenas ensinar ler e escrever.

Soares (2011) relatar com muito propriedade que o cidadão que consegue fazer
uma leitura e escrever o texto que adquiriu habilidade dos códigos e sabe como usá-
lo ou seja quando se fala de domínio de recursos para realizar a escrita e as novas
formas de assimilação e interpretação de forma em geral

Ferreiro (2001) saber ler e escrever vai além do código, é assumir a


responsabilidade no seu uso diário, com a capacidade de fazer leitura de vários
gêneros textuais apropriando de uma cultura no qual estava no papel ou no imaginário
e possibilitando uma sociologia critica diante da leitura

Freire (1987) vai além de alguns autores, que a leitura não é propriamente
apenas uma leitura ou o código escrito, mas, numa leitura crítica. Freire abraçava a
concepção que o indivíduo aprende a fazer a leitura avaliação do mundo no qual ele
está inserido muito antes de aprender a ler e escrever. Sendo assim, a leitura abrange
do cosmos atua na leitura das palavras

Afinal, ser alfabetizado não é aquele cidadão que tem capacidade de unir as
letras para formas as palavras ou juntas as silabas para formas as orações para dar
corpo ao texto, no entanto o alfabetizado é também aquele que saber identificar o que
está lendo e procura entender ou seja esse conceito parece não ser tão simplório
como as pessoas imaginam.
18

Goulart (2006) os professores precisam entender que as crianças que estão


estudando na escola, estão sendo alfabetizada essa é a proposta inicial de cada
escola, no entanto, essas crianças vão sendo trabalhadas para serem amantes dos
livros e totalmente voltada para expansão da educação tanto na leitura e como na
escrita

Quando se fala de alfabetização não é simplesmente aprender ou ensinar a


língua materna, não pode ser algo automático, mas, precisa fazer o uso correto da
forma de ler e escrever conforme aprende na escola

Soares (2011) enfatiza esse processo de letramento e alfabetização é algo


complexo e existem várias variáveis que explicam todo esse meio de como ensinar
no qual tem estudado por vários pesquisadores. Ele bem explica que o aluno precisa
ser alfabetizado e letrado ao mesmo tempo, ajudando o aluno a aprender a ler e a
escrever, mas, não esquecendo que o professor precisa ajudar a criança a entender
o que está lendo para ampliação do conhecimento como para o enriquecimento do
vocabulário.

Ferreiro (2001) comenta que os professores precisam aproveitar esses alunos


no contexto escolar ao ensinar ler e escrever, como também o letramento não pode
ficar de fora, como bem disse alguns autores citado nessa pesquisa não de forma
automática, mas, espontâneo. Existem várias pesquisas sobre a temática da
alfabetização e letramento, essas pesquisas tem ajudado os professores de rever a
sua metodologia na forma de ensinar os seus alunos.

Para Vygotsky (2007) a criança precisa e deve inter-relacionar-se de forma


consistente e continuo com a finalidade sempre social da escrita e dos textos
importantes que desperte o desejo de buscar mais ouvir essas histórias que incentiva
o conhecimento da interpretação e da imaginação.

Soares (2011) enfatizar nas suas pesquisas que alfabetização e letramento


devem caminhar juntos apesar do significado ser bastante diferente, mas, é
necessário trabalhar essas duas temáticas. Ambos têm o caminho diferente nesse
processo, mas, a teoria precisa ser contextualizada sempre na vida do aluno para
vivencia
19

Ferreiro (2001) comenta que letramento é levar o aluno que está iniciando a
sua vida estudantil o hábito de ler essa leitura é intencional em busca de aprendizado,
de informações, conhecimento, de interação, de interesse desde de pequenas
histórias como também de outras fontes de informações recorrente

Frade (2007) continua na ampliação desse conceito dizendo que essa leitura
deve ser constante e precisa ser emocional para que haja envolvimento naquilo que
os autores estão desenvolvimento na sua escrita com os personagens. O letramento
vai proporcionar o mundo além da sua imaginação, onde consegue ir em vários
lugares sem sai do seu lugar, só a leitura interpretativa ou intencional no qual você
deseja aprender e entender a leitura, vai proporcionar você para essa viagem sem
fim.

Freire (1987) toda essa jornada de letramento não compete apenas na sala de
aula, os professores precisam despertar nos alunos que o aprendizado é constante e
a todo momento você sempre será o aprendiz. A vida é uma escola onde em constante
aprendizado e múltiplas formas de adquirir esse conhecimento que vai permear por
toda a vida.

2.1 A FORMAÇÃO DOS PEDAGOGOS NO EXERCÍCIO DA SUA PROFISSÃO

Quando se fala de formação de professores para o exercício da sua função na


Educação Básica, precisa levar em consideração a sua formação acadêmica. Os
cursos de licenciaturas habilitam o profissional atuarem dentro da sala de aula até o
Ensino Médio, mas, o curso de pedagogia habilita os profissionais atuarem nos anos
inicias do Ensino Fundamental.

Para Silva (2018) o profissional com formação em pedagogia pode exercer


várias funções em que o conhecimento pedagógico for necessário, até porque é o
profissional na área da educação e sempre será chamado de professor. O professor
pedagogo tem capacidade de exercer a sua profissão na Educação Infantil 1º a 5º
ano, ou seja, no Ensino Fundamental.
20

Conselho Nacional de Educação Conselho pleno Resolução CNE/CP nº 1, de


15 de maio de 2006. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o Curso de
Graduação em Pedagogia, licenciatura. Venho então destaca pelo menos dois dessas
diretrizes abaixo:

Art. 1º A presente Resolução institui Diretrizes Curriculares Nacionais para o


Curso de Graduação em Pedagogia, licenciatura, definindo princípios,
condições de ensino e de aprendizagem, procedimentos a serem observados
em seu planejamento e avaliação, pelos órgãos dos sistemas de ensino e
pelas instituições de educação superior do país, nos termos explicitados nos
Pareceres CNE/CP nos 5/2005 e 3/2006
Art. 2º As Diretrizes Curriculares para o curso de Pedagogia aplicam-se à
formação inicial para o exercício da docência na Educação Infantil e nos anos
iniciais do Ensino Fundamental, nos cursos de Ensino Médio, na modalidade
Normal, e em cursos de Educação Profissional na área de serviços e apoio
escolar, bem como em outras áreas nas quais sejam previstos
conhecimentos pedagógicos.

Silva (2018) a realidade que ação pedagógica precisa ter como objetivo
alfabetizar todos os alunos matriculados, precisa rever essas ações ou práticas
pedagógicas. Mas, o aluno é o foco principal no ensino e aprendizagem, existem
alguns alunos com certas dificuldades no aprendizado e por essa razão e outras
precisa de novos métodos para alcançar esses alunos.

Silva (2018) continua afirmando que cada aluno tem o potencial e como
professor não podemos abandonar esse aluno, assim é necessário sempre fazer uma
reflexão a respeito da formação desse professor quando ele deixa a desejar na sua
atuação como profissional. Essa formação corriqueira acaba comprometendo a sua
preparação e isso, acabará comprometendo o ensino para o aluno da educação
básica.

Para Ferreiro (2001) precisamos repensar em várias formas que possibilite o


professor atuar com excelência na alfabetização dos seus alunos, a escola tem a sua
contra partida para auxiliar o professor nessa tarefa, as reuniões pedagógicas,
formação continuada desses professores vai contribuir para a sua maior tarefa que é
alfabetização e letramento.

Segundo Leal (2005) existem alguns saberes que são fundamentais para o
professor, dentre eles. As percepções do letramento e alfabetização; Saber a escrita
alfabética; gênero textual; as variáveis do qual o aluno pode procurar saber;
estratégias na elaboração e execução do seu plano de aula; quais as ações
pedagógicas que professor vai usar dentro da sala de aula e entre outros.
21

A preparação desse professor precisa ampliar a sua capacidade de


conhecimento sobre essas maneiras de como você vai direcionar os alunos aprender
a e escrever, as formas de intervenção e métodos que vão ajudar o profissional no
seu dia a dia na sala de aula. Até porque existem vários estudos que as crianças tem
forma de aprender diferente e acaba apresentado esse conhecimento muito abaixo
do esperado na sala de aula.

Silva (2018) o professor que passa por essa formação acadêmica, estará
sempre capacitado para o desafio, apesar de ser constante, mas, uma boa parte
desses alunos vão corresponder o seu aprendizado. Apesar de alguns alunos não
corresponderem devido as dificuldades desses alunos, cabe o professor não desistir
e procurar novas formas de ensino para alcançar o máximo de alunos possível.

Para Cruz e Haubrich (2016) A formação é necessária não apenas para


aprimorar a ação do profissional, como também essa mesma formação é direito de
todos os professores, conquista e direito da população por uma escola pública de
qualidade para todos.

Com relação ao trabalho educativo com crianças pequenas, o Referencial


Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL,1998), apresenta a necessidade
da promoção de práticas de educação e de cuidados que possibilitem a integração
dos aspectos físicos, emocionais, afetivos, cognitivos, linguísticos e sociais da criança.

As autoras Cruz e Haubrich (2016) Este processo de reflexão e autoavaliação,


o qual acontece em diferentes tempos e espaços, precisa ser contínuo e coerente com
a ação educativa que se pretende implementar. A formação se constrói por meio de
reflexão crítica sobre as práticas e não por acúmulo de cursos, conhecimentos ou
técnicas, a formação deve oportunizar aos professores meios para um pensamento
autônomo, dinâmico e de auto formação.

Para Barbosa (2013), a Educação Infantil fundamenta-se no binômio


educar/cuidar e consequentemente, a formação de seus profissionais também deve
pautar-se nele. O cuidar e o educar são ações indissociáveis no processo educacional
da criança pequena e está especificidade exige uma formação diferenciada da qual é
dada a outros níveis de ensino.
22

O papel dos professores de crianças pequenas difere em alguns aspectos


dos demais professores o que configura uma profissionalidade específica do
trabalho docente na educação desta etapa. Esta singularidade docente deriva
das próprias características da criança, das características dos contextos de
trabalho dos educadores e das características do processo e das tarefas
desempenhadas por elas. (CRUZ; HAUBRICH, 2016, p.5)

Diante das especificidades do trabalho docente, a formação continua


desempenha um papel fundamental na preparação de um repertório de saberes para
a atuação do professor na Educação Infantil, sendo esse, um processo que
proporciona ao profissional construir saberes e formas que lhe possibilitem produzir a
própria existência e a partir da profissão, onde os saberes são componentes da
identidade profissional.

2.2 O LÚDICO NA FORMAÇÃO DO PEDAGOGO


Voltando um pouco na história podemos constatar que o jogo é uma criação
humana, tanto quanto a linguagem e a escrita. O homem joga para encontrar
respostas às suas dúvidas, para se divertir e para interagir com seus semelhantes.
Por esse motivo pode-se dizer que existe no próprio jogo algo mais importante do que
a simples diversão e interação, como muitos educadores ainda veem.

A nossa sociedade não aprecia, não sustenta as atividades lúdicas infantis, pois
aos olhos dos adultos, as mesmas só são consideradas produtivas quando tem um
enfoque esportivo, de dança, etc. Às vezes, por serem vistas como perigosos,
violentos, agressivos, monótonos, improdutivos, fúteis, repetitivos e não oportunos,
muitos tipos de jogos são descartados.

Somente quando a criança perceber que sua atividade é aceita pelo adulto,
a pessoa por quem sente amor, terá coragem de se aventurar-se na
exploração de seu mundo interno e a expressar, sem medo de ser julgada, a
ampla gama de sentimentos e de emoções que a perpassam (BRENELLI,
1996, p. 78).

Contudo, Matos (2003), considera, como muito importante, a atitude empática


do adulto, a qual o sintonizará com o registro emotivo infantil, oferecendo assim, um
espaço e um sustento adequado às atividades lúdicas.
23

Enquanto manifestação livre e espontânea da cultura popular, a brincadeira


tradicional tem a função de perpetuar a cultura infantil, desenvolver forma de
consciência social e permitir o prazer de brincar. ...Por pertencer à categoria
de experiências transmitidas espontaneamente conforme motivações
internas da criança, a brincadeira tradicional infantil garante a presença do
lúdico, na situação imaginária (KISHIMOTO, 1999, p. 33).

Nesse contexto, a atitude do professor possui grande valor, pois ele pode dirigir
suas atividades priorizando o lúdico ou negando-lhe o espaço, o que o faz negar, de
certa forma, as “possibilidades” de pleno desenvolvimento do seu aluno. Sendo assim,
faz-se necessário que a escola trabalhe com a diversidade cultural de seus alunos,
valorizando a pluralidade, o movimento e a corporeidade, evitando,
consequentemente, a linearidade, a passividade, a homogeneidade.

Santos (1997) em sua obra “O lúdico na Formação do Educador”, vem retificar,


que a ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode
ser vista apenas como diversão, pois o desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a
aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colaborando assim, para
que se adquira uma maior facilidade nos processos de socialização, expressão e
construção do conhecimento.

A importância dos educadores „mergulharem‟ no universo da criança para


melhor compreendê-la, chegar sempre mais perto de suas necessidades e
ainda, entender que as atividades e experiências alternativas promovem a
aprendizagem da criança através do brincar, para tanto é necessário uma
mudança, no que se refere à atitude do professor frente à essa situação de
ensino e aprendizagem, pois parecem não estarem convencidos de que os
jogos são fator de ativação e construção das relações humanas, contribuindo
assim para o desenvolvimento da comunicação dos alunos entre si e entre os
próprios docentes (BOMTEMPO,1999, p. 63-64).

Segundo a visão de Moreno (2009 p. 65), “o simples dividir da experiência


lúdica entre adultos e crianças faria praticamente desaparecer a relação de poder
existente entre eles”. Nada será feito em favor do brincar, se os professores não se
interessarem por ele; observar as crianças no decorrer de seus brinquedos e jogos é
um dos melhores meios de conhecê-las. Enriquece e exige uma formação psicológica
dos professores.

Participar dos jogos dos alunos pode instaurar uma relação autêntica com eles;
à competência profissional é preciso acrescentar o entusiasmo, a criatividade, a
alegria de viver, a aptidão para as relações humanas e a abertura de espírito,
complementados pela formação contínua
24

Wajskop (1996), também expressa sua preocupação quanto a formação do


adulto que se ocupa da criança, pois ela acredita que o relacionamento com o brincar
infantil dependerá da interpretação que ele faz da criança e de sua atividade lúdica.

Como resposta a muitas indagações feitas sobre a brincadeira infantil, em


algumas brinquedotecas brasileiras e europeias, vêm sendo ofertado formação
permanente de serviço para grupos de educadores e professores de diversas
instituições, a fim de que os mesmos aprendam a observar as crianças.

Ao referir-se aos cursos específicos de segundo grau e de pedagogia Wajskop,


(1989) faz uma crítica dizendo que ainda se preocupam muito com a teoria sobre o
brincar infantil e pouco estabelecem relações entre a prática educacional e crianças
reais.

O profissional que recebe esse tipo de formação geralmente, no seu cotidiano,


encara a brincadeira de duas maneiras, em alguns momentos acredita não ter nada
para fazer frente a ela e, em outros, aproveita-a de forma estritamente didática,
transformando assim, o jogo livre em exercício motor.

Essa mesma autora, reforça esse pensamento quando fala sobre profissionais
de creches, que por falta de cursos profissionalizantes, relacionam-se com as crianças
de forma lúdica, de maneira puramente intuitiva não dando assim a possibilidade deles
enriquecerem suas ações junto aos pequenos.

Wajskop (1996). ao considerar o jogo como uma atividade cultural, diz que o
mesmo estabelece uma relação contraditória com seu repertório de origem, pois ao
mesmo tempo em que ele tenta reproduzir o mundo do adulto (imitação), tente,
também, superá-lo (imaginação). Portanto a criança interage constantemente na
brincadeira com o adulto, o objeto, com outra criança e consigo mesma

Matos (2013, p.133) reforça esta linha de pensamento quando diz que, “quanto
mais o educador vivenciar a ludicidade, maior será o seu conhecimento e a chance
de se tornar um profissional competente, trabalhando com a criança de forma
prazerosa estimulando a construção do conhecimento”.

Quando o educador vivencia experiências lúdicas o cotidiano pedagógico


torna-se mais rico, pois ele solta sua imaginação estimulando suas
capacidades, torna-se mais espontâneo, tem mais iniciativa, enfrenta
desafios, modifica regras, torna-se mais confiante de si mesmo e assim
facilita a integração com os educandos (SARAIVA, 2016, p. 90).
25

Diante de tudo que foi colocado, até o presente momento, constata-se a


necessidade de oferecer, através de cursos de capacitação, subsídio que venham ser
suporte aos profissionais que já atuam e que ainda não tem a consciência do papel
da ludicidade no desenvolvimento da criança e de seu papel como mediador desse
processo.

Se a ludicidade é tão importante na elaboração das situações vigentes das


crianças, se contribui fundamentalmente no seu desenvolvimento cultural, social e
intelectual, qual seria a postura adequada do educador? De que formação precisa,
visto que muitos não tiveram a oportunidade de desenvolver este aspecto?

Pensando ainda na formação profissional desse educador, também Wajskop


(1996), apresenta uma proposta de trabalho em grupo com educadores que partilham
dos mesmos interesses. Tal trabalho exigirá encontros frequentes, constantes e um
longo período de acompanhamento das atividades com as crianças, pois só assim,
conseguirão inserir como coprodutores do conhecimento do grupo.

Tudo isso deve ser registrado, para que mais tarde, possa servir de apoio para
outros colegas. As leituras afins em livros e revistas serão de grande enriquecimento
para desenvolvimento do trabalho.

Este pensamento é enriquecido por Matos (2013, p.87), quando diz que “uma
das formas de repensar a formação dos educadores é introduzir nos cursos de
formação uma base e uma estrutura curricular: a formação lúdica”.

Todavia, o adulto que volta a brincar não se torna criança, apenas convive,
revive e resgata com prazer a alegria de brincar, a oportunidade de conhecer-se como
pessoa e de fazer descobertas de suas limitações e possibilidades.
26

2.3 A IMPORTÂNCIA DO PEDAGOGO NO ENSINO E APRENDIZAGEM


Segundo Clagliari (1992) trata desse assunto com muita facilidade, quando
discorre dizendo que o ensinamento é algo coletivo, e quem passar essas informações
acha por bem importantes no processo de ensino. Agora aprender é um ato bem
pessoal, até porque cada aluno tem o seu ritmo de aprendizado e suas dificuldades
de todas as esferas desde familiar até física.

Na atualidade não cabe a imagem do professor como tendo todo o


conhecimento, e o aluno apenas o receptor desse conhecimento. Até porque para
Libâneo (2004) ele compartilhar que o ensino dever ser de fato a procura do
entendimento, compreensão daquilo que que esta sendo compartilhado entre os
alunos. O aluno precisa de fato ter a autonomia do seu aprendizado o professor
apenas abre as portas e direciona.

Maruyama (2007) afirma que o conhecimento é o processo duradouro. Os


motivos vão influenciar no progresso e na ampliação do conhecimento. A vontade de
estudar não é tão simples como imagina, até porque esse surgimento vai acontecendo
espontaneamente, até porque tudo aquilo que vai acontecendo por obrigação não
gera entusiasmo.

Agora, esse professor tem a oportunidade de despertar a buscar pelo


conhecimento e acompanhar essas descobertas, gerando no coração dos mesmos
essa vontade de sempre aprender e compartilhar o que aprendeu aplicando na sua
vida e nos demais.

Mizukami (1986) toda resposta pronta sem questionamento pode limitar a


busca pela verdade e pelo conhecimento. A rotina nos levar a ficar na zona de
conforto. Até porque não procuramos soluções em prol dos problemas, haja vista, que
sem problemas não tem resposta. Precisar-se gerar esses questionamentos para
poder orientar os alunos nas suas descobertas. Explorados todos os recursos na
aquisição do conhecimento.

Para Neto (2007) o educador tem tido muitas dificuldades, pois hoje ele é o
facilitador desse conhecimento e todas as atenções estão voltado não para o
professor como era outrora, mas, sim, para os alunos que acaba recebendo atenção
devida para que ele cresça como cidadão.
27

No entanto precisa-se fazer uma reflexão sobre essa maneira como estão
sendo direcionado isso na sala de aula, o ponto de partida deve ser do professor e as
diretrizes para orientar os alunos nessa jornada do saber.

Por isso que o professor precisa estar bem preparado tanto na teoria como na
prática desrespeito a sua competência. Freire (1996) o verdadeiro ensino não é
método tradicional como era muito comum em outrora, e sim se ajustar nesse novo
formato de ensino sem perder a autoridade e respeito dos seus alunos. Sabendo que
toda mudança tem os seus riscos, mas, ajustando de forma equilibrada pode sim tirar
melhor proveito dessa realidade.

A mudança segundo Freire (1996) para transformar o mundo e não


simplesmente se deixar levar porque qualquer vento, essa ligação entre ensino e
aprendizagem vai ser excelente, pois toda descoberta ou novidades, o profissional
estará preparando para lhe dar da melhor forma possível e afastar-se do ensino
tradicional que permeou por muito anos no Brasil.

Para Kishimoto (2006) quando se fala de quebra de paradigma os professores


acabam tendo algumas resistências, haja vista que aquilo que não conheço com
profundidade gera insegurança no meio profissional, mas, a verdadeira mudança está
dentro do professor que resiste apesar de concordar que é necessária essa mudança.
Mas, no fundo resiste. Mas, é possível paulatinamente que essa mudança ocorra
dentro de cada professor.

Superando essa dificuldade o professor vai agindo de forma natural e atuando


como mediador, que ajuda e equilibra esse processo educacional. Procurando a
melhor forma encontrar soluções diante das demandas e conflitos, por essa razão é
muito importante o papel do professor diante dos alunos que ainda tem os mesmos
como referência na sala de aula e sociedade.

Conforme Barbosa (2013) quando se trata de ensino o papel do professor não


é transmitir conhecimento, cabe a ele orientar, ser o instrumento, nesse aprendizado.
No entanto para que seja uma realidade é necessário ter pesquisado suficiente para
desenvolver com profundidade e habilidade esse conteúdo para os alunos. Até porque
o professor precisa estar sempre preparado e sempre se preparado para qualquer
eventualidade dentro da sala
28

Diante desse desafio a professora com domínio da sala e sua experiência


acadêmica ou profissional perceberá o momento propicio para compartilhar esse
ensinamento. Por outro lado, o professor precisa estar sempre atento em colocar em
prática a sua habilidade no planejamento e elaboração levando em conta que todo
planejamento precisa ser flexível, o mais importante é o aluno no seu aprendizado.

Lopes (2006) a escola precisa proporcionar o ambiente na sala de aula que


facilitar o aprendizado do aluno, existem muitos fatores que ajudam por exemplo: a
iluminação, a decoração, ambiente arejado, recursos didáticos e outros. Agora,
precisa levar em conta que cada criança ter o seu ritmo de aprendizado como foi dito
acima. Como pedagogo precisa-se estar atento a essa realidade.

2.4 EDUCAÇÃO INCLUSIVA UM DIREITO DE TODOS


O processo histórico de desigualdade social, que afeta diretamente a esfera
cultural, social e saúde educacional, reflete posturas de segregação a grupos
minoritários em nosso país. A este grupo, Moreno (2009) pontua que, com viés
sociológico do termo, se identificam por um subgrupo marginalizado, apartados
socialmente do contexto nacional, podendo até constituir-se em uma maioria da
população brasileira, em termos quantitativos.

As minorias são caracterizadas pela posição de não dominância que


desempenham no âmbito social, verificando uma questão de superioridade da maioria
frente ao poder, criando situações de desfavorecimento e vulnerabilidade
relacionadas às demandas sociais que envolvem a população geral.

Nesse contexto, a promulgação da Declaração dos Direitos Humanos


(UNESCO, 1994), ao final da Segunda Guerra Mundial, em 1948, traz um
direcionamento no trabalho para a eliminação das desigualdades sociais, econômicas
e sociais de grupos menos favorecidos.

Desse modo, levanta-se a discussão a respeito de políticas de ações


afirmativas, que visam atenuar distâncias e oferecer igualdade de oportunidades. Com
caráter de ser um conjunto de políticas públicas e privadas que visa combater a
discriminação racial, religiosa, de gênero e deficiência, além de reparar os efeitos da
29

discriminação praticada no passado, tais ações objetivam efetivar a igualdade de


acesso a bens fundamentais, como a educação e emprego.

A educação inclusiva vem ganhando cada vez mais espaço e força, edificando-
se hoje, em uma campanha tanto social, quanto política, que busca garantir os direitos
das pessoas com deficiência, desta forma pensar em Educação Inclusiva significa
buscar reforços para incluir todos os indivíduos no processo de ensino aprendizagem,
possibilitando uma educação comprometida tanto com a formação quanto a
transformação do homem perante a sua realidade e seu universo.

Inserir alunos com necessidades educacionais nos mais diversos níveis de


ensino independente do grau de deficiência é mais do que garantir o direito de todos
à educação, é cumprir com o que está imposto na Constituição Federal do Brasil.

Numa perspectiva integradora, a educação inclusiva consiste numa concepção


filosófica, buscando exaltar os valores e deveres do homem, pois é através desse
processo que a sociedade busca se ajustar para incluir pessoas com necessidades
especiais no meio social, em geral levando-as a seguir o seu papel de cidadão.

Inclusão, segundo a educadora Tereza Motoan, (2006, p.98) “É a nossa


capacidade de entender e reconhecer o outro e, assim, ter o privilégio de conviver e
compartilhar com pessoas diferentes de nós. A educação inclusiva acolhe todas as
pessoas, sem exceção”.

Trata-se, no entanto, de acolher os mais diferentes tipos humanos que estão


adentrando no processo de inclusão escolar. Mas discutir sobre o assunto, requer uma
busca mais minuciosa sobre o tema, considerando a diversidade humana e o
preconceito que a sociedade ainda carrega quando o assunto é diversidade.

É fato, que a diversidade humana está imposta no mundo desde a antiguidade,


mas apenas a partir do século XX é que passou a ser assunto discutido pela
sociedade, e apesar de ser tema frequente de discussões, ainda causa um pouco de
polêmica. Atualmente, muito se fala em inclusão, mas afinal, qual o significado desta
palavra? Inclusão no dicionário Aurélio online, (2020) é possível encontrar o seguinte
significado para Inclusão: Ação ou efeito de incluir. / Estado de uma coisa incluída. /
A etimologia da palavra inclusão vem do latim INCLUDERE, "fechar em, inserir,
rodear", de IN, "em", + CLAUDERE, "fechar".
30

Conforme se observa, a palavra inclusão possui vários significados, porém,


quando se trata de educação inclusiva, o significado é muito mais amplo. Conforme
enfatiza o movimento Dowm :

A educação inclusiva é a melhor resposta para o aluno com deficiência e para


todos os demais alunos. É uma educação que respeita as características de
cada estudante, que oferece alternativas pedagógicas que atendem as
necessidades educacionais de cada aluno. (MOVIMENTO DOWM, ESCOLA
PARA TODOS, 2013)

Quando se fala em incluir, menciona-se o fato de dar espaço àqueles que por
muito tempo estiveram à margem da sociedade, uma vez que, esse privilégio era dado
apenas àqueles que detinham poder financeiro. Porém, quando se tratava de
indivíduo que nascesse com algum problema físico, esses eram levados à morte.

Na atualidade, esse tipo de prática não é mais permitido, porém, ainda se vive
em meio a uma sociedade excludente. A busca por espaço na sociedade foi muito
lenta, porém, aos poucos o processo de inclusão foi sendo inserido na sociedade e
nas escolas. Esse processo se deu primeiramente através da reserva de cotas que
surgiu primeiramente na Austrália e depois foi inserido em outros países.

Já no Brasil, o direito a inclusão teve garantia oficial através da Constituição


Federal de 1988. De acordo com esta Carta Magna, promulgada em 05 de outubro de
1988, com o intuito de garantir o direito à cultura, e a inclusão, a Constituição diz no
art. 215 o seguinte:

O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e acesso


ás fontes da cultura nacional, e apoiará incentivará a valorização. &1:° O
Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-
brasileiras, e dos outros grupos participantes do processo civilizado nacional.
&2°: A lei disporá sobre a fixação de datas comemorativas de alta significação
para os diferentes segmentos étnicos nacionais. (BRASIL, 1988)

A partir da década de 90 outros olhares foram dirigidos aos portadores de


necessidades especiais com a conhecida Declaração de Salamanca:

[...] que entre outros pontos, propõe que “as crianças e jovens com
necessidades educativas especiais devem ter acesso às escolas regulares,
que a elas devem se adequar...”, pois tais escolas “constituem os meios mais
capazes para combater as atitudes discriminatórias, construindo uma
sociedade inclusiva e atingindo a educação para todos...” (UNESCO, 1994.
p. 8-9).
31

Hoje a sociedade é mais igualitária. Embora, ela ainda viva cercada de


preconceito, têm-se promovido a luta pelos direitos e deveres dos cidadãos, e dessa
forma, a busca por espaço para aqueles que um dia tiveram seus direitos alheios.

Por tanto, a inclusão se estende aos mais diferentes tipos humanos, dando
garantias e lugar a eles na sociedade, bem como, seus direitos estudantis que lhes
são reservados, respeitando assim, as características de cada um, não cabendo a
eles fazer quaisquer tipos de distinções e preconceitos.

Através do processo de inclusão, descobriram-se novos caminhos e


oportunidade de incluir e desenvolver novas aptidões naqueles que não eram
reconhecidos socialmente. Dessa forma, a sociedade passa a ser vista como um meio
transformador, que acolhe e muda aqueles que precisam de seu amparo, tornando-
se justa, embora ainda esteja cercada de olhares preconceituosos.

Sabe-se que o processo de inclusão é muito delicado quando se trata de incluir


pessoas portadoras de necessidades especiais, junto àqueles “ditos normais”. O
ingresso nas escolas é de todos, assim como, aqueles que portam características
especiais, como mencionado pela Constituição Federal de 1988 e a Lei de Diretrizes
e Bases da Educação que diz “os portadores de necessidades especiais devem
estudar de preferência nas escolas regulares e que todos tem direito à educação”.

Portanto, o ato de inclusão dá o direito a todas as crianças com necessidades


especiais, de conviver e serem educadas no mesmo ambiente escolar que outras
crianças, pois assim, poderão desenvolver suas habilidades sem serem vistas como
um problema e, contudo, terem seus direitos garantidos, desenvolvendo, desta forma,
suas potencialidades.

Sendo assim, essa perspectiva de inclusão requer novos olhares acerca da


diversidade, um olhar mais acolhedor e transformador, que mude o processo de
ensino aprendizagem das escolas.

2.5 DESAFIOS DA EDUCAÇÃO INCLUSIVA SOB UMA NOVA PERSPECTIVA


Por um longo período de tempo se ouviu falar de alguns especialistas, que as
crianças com necessidades especiais teriam limitações para toda a vida, ou seja, eles
pré diagnosticavam com total segurança a criança com deficiência, que faziam com
32

que a família acreditasse e de certa forma se sentissem desestimuladas a buscar


qualquer tipo de socialização para seus filhos.

Com o tempo as coisas mudaram, as tecnologias foram chegando e os avanços


se fizeram presente em meio à sociedade que lutou e ainda luta por uma educação
igualitária para todos, uma vez que esta é de fundamental importância na formação
do indivíduo.

Conforme dito anteriormente, mesmo assegurados por lei, há inúmeros


bloqueios encontrados pelas crianças e jovens com deficiência, fazendo com que essa
lei não seja concretizada com garantia.

Em suma, apontar as barreiras encontradas pelos responsáveis se faz


necessário, principalmente quando se fala da falta de acesso a essas pessoas, visto
que, a acessibilidade abarca desde o déficit estrutural até a falta de preparo para os
profissionais dessa área, uma vez que, para lidar com as necessidades desses
alunos, é primordial que haja capacitação para esses educadores.

Há ainda situações que se analisadas com cuidado, será visível o problema em


outras áreas também, como as cobranças realizadas indevidamente por muitos
estabelecimentos, bem como, as taxas extras também, que isso sim, é revoltante.

Na maioria das vezes essa situação causa certa impotência nos responsáveis,
conforme é visto nas mídias e telejornais. Daí a importância da Lei Brasileira de
Inclusão (LBI), que prevê sanar os problemas de livre acesso, visando assim, a
igualdade e permanência desses portadores de deficiência.

2.5.1 O Papel da Escola


Falar do papel da escola na educação inclusiva requer um tanto de cuidado,
pois muito se sabe dos desafios encontrados na educação atual que não pode ser
vista separadamente da realidade social e política do país. Atualmente muito se fala
em inclusão social, mas, e quanto á educação inclusiva?

A educação para ser inclusiva precisa levar em conta os desejos dos alunos
envolvidos e não as rotulações impostas a eles, como as diferenças de cada um, suas
capacidades, limitações e deficiências. Precisa-se que o sistema funcione como um
todo, para poder garantir qualidade de ensino para todos como igual, sem distinção,
33

para atender a diversidade dos alunos que buscam sua formação, pois é na escola
que eles vão buscar dessa possibilidade.

A escola é uma das principais fontes de transmissão de conhecimento para um


indivíduo, ela é, não somente uma fonte de saber, como também a principal porta para
o conhecimento de mundo, e todos enquanto criança passa por esse cenário.

Ela serve como alicerce para as mais diferentes formações do ser humano
tanto no lado intelectual, como o social e cultural e em conjunto com a família, ajuda
a formar o caráter moral da criança. Para Carvalho (2002, p. 70) “Pensar em respostas
educativas da escola é pensar em sua responsabilidade para garantir o processo de
aprendizagem para todos os alunos, respeitando-os em suas múltiplas diferenças”.

Cabe a escola, não somente o papel de transmitir conhecimento que é


fundamental, como o de garantir o direito a uma educação de qualidade a todas as
pessoas, já que é direito de todo cidadão, uma boa educação, levando-se em conta
suas necessidades individuais, para que todos possam ter seus direitos assegurados
e de fato, possam se desenvolver em um ambiente enriquecedor, confortável e
principalmente, que lhes estimule as emoções, seu desenvolvimento cognitivo e sua
interação social, seja ele regular ou especial.

Além de fazer adaptações físicas, a escola precisa oferecer atendimento


educacional especializado paralelamente às aulas regulares, de preferência
no mesmo local. Assim, uma criança cega, por exemplo, assiste às aulas com
os colegas que enxergam e, no contra turno, treina mobilidade, locomoção,
uso da linguagem braile e de instrumentos como o soroban, para fazer
contas. Tudo isso ajuda na sua integração dentro e fora da escola.
(MANTOAN; PIETRO, 2006. p. 03).

É de fundamental importância que a escola adote medidas práticas que se


preocupe não somente com alunos homogêneos, mas com o todo, colocando em
prática ações que viabilize a valorização da diversidade, para que os alunos sem
distinção possam se sentir iguais e inclusos perante os demais, e o ambiente escolar
se torne um lugar acolhedor e aconchegante para todos.

Para que o processo educacional inclusivo se concretize como uma realidade


nacional, é necessário que atitudes sejam tomadas tanto do poder público, como
privado e principalmente das instituições educacionais que devem adotar políticas
pedagógicas de inclusão, valorizando as diferenças e tratando os alunos de igual para
igual, proporcionando educação de qualidade para todos.
34

2.5.2 O Papel da Família


Fundamentalmente, a família tem papel vital na formação de uma criança, pois
é na instituição familiar que ocorrem as primeiras aprendizagens da criança. Além de
desempenhar a função procriadora, protetora, alimentar e educadora, a família exerce
o direito de escolher as opções educacionais dos filhos dentro da sociedade, portanto
a família é indiscutivelmente, o principal e mais importante agente educativo de uma
criança. Conforme explica Giorgi a seguir:

A família é o principal agente de socialização, preside aos processos


fundamentais do desenvolvimento psíquico e à organização da vida afetiva e
emotiva da criança. Acrescenta ainda, que como agente socializado e
educativo primário. “Ela exerce a primeira e indelével influência sobre a
criança”. (GIORGI, 1980. p.26).

Nesse contexto, a família é o principal agente influenciador na vida da criança,


transmitindo a ela ensinamentos que repercutirão para o resto da vida, ajudando na
formação do caráter da criança, que deve ser bem dosada, dando á ela equilíbrio
emocional, segurança, respeito, liberdade com responsabilidade, limites na interação
e relacionamento com as pessoas.

Contudo, muito se tem feito para que esse índice de rejeição diminua cada vez
mais. Pois a criação de políticas públicas garantidas pelo governo federal, estado e
município, voltadas a esse público em geral, está fazendo com que as famílias se
sintam mais amparadas e busquem os direitos assegurados á criança portadora de
necessidades especiais, colaborando para o seu desenvolvimento dentro de suas
possibilidades.

2.5.3 O Papel do Professor


Não menos importante é o papel do professor, que executa uma árdua luta
diária na batalha pela educação. São muitas as dificuldades encontradas por esse
profissional não só em sala de aula, mas em todo o sistema educacional, e quando o
assunto é aluno com deficiência, os obstáculos se tornam ainda maiores.

Sabe-se, porém, que apesar de haver inúmeras deficiências, nenhuma delas é


menos trabalhosa que a outra. Para todos, os cuidados e a atenção são essenciais,
claro que não se podem deixar de lado os outros não portadores de necessidades
especiais. Conforme se observa a seguir:
35

Não basta que haja numa escola a proposta de inclusão, não basta que a
arquitetura esteja adequada. É claro que estes são fatores favoráveis, mas
não fundamentais. É preciso que o coração esteja aberto para socializar-se e
permitir-se interagir. E, como quem semeia com o tesouro do conhecimento,
que refaz e constrói, é o professor que alavancará os recursos insubstituíveis
para uma educação inclusiva de qualidade. (ARANHA, 2004. P. 37)

De fato, se o educador acreditar que inserir é derrubar barreiras e extrapolar


limites e possibilitar a troca de construção do aprendizado e do sentir, ele cumprirá
seu papel principal para garantir a educação inclusiva que todos desejam,
promovendo assim, um futuro pelo qual haja mais aceitação e menos preconceito.

Mas, para isso, é necessário que o professor como mediador dessa


metodologia, precise conhecer de perto seus alunos. Pois só assim, poderá auxilia-
los diante de inúmeros questionamentos, e a formular estimativas que, os aproximem
daquilo que se chama de formalização das nações.

2.6 PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NO CONTEXTO ESCOLAR

Em pleno século XXI, a prática pedagógica ainda é uma temática bastante


desafiadora para aqueles que se preocupam com uma educação de qualidade e vem
ocupando lugar de destaque nas discussões que têm como objetivo a melhoria do
ensino no país. Essas discussões em relação à prática pedagógica de educação
infantil é um assunto que intriga muitos educadores devido as dificuldades que eles
encontram no cotidiano escolar, haja vista qu muitos professores subestimam a
capacidade da criança pensar e se desenvolver plenamente.

A própria Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 9394/96, assegura a todos


os direitos à educação e coloca a educação infantil como a primeira etapa da
educação básica, fazendo com que voltem à tona as reflexões e as ações voltadas
para melhoria da educação no pais., tendo como um dos pontos de discussões a
pratica pedagógica do profissional da educação infantil.

Para um melhor desenvolvimento e compreensão de nosso estudo, é


importante e pertinente trazer alguns conceitos sobre atividade pratica para podermos
discutir essa pratica pedagógica, pois ela é parte de um processo social, envolvendo
a dimensão educativa, tanto na esfera escolar como nas relações sociais que
produzem aprendizagem.
36

Segundo Silve e Machado (2002) Realizar a pesquisa sobra a as práticas


pedagógicas dos docentes no contexto escolar é importante, pois podem revelar as
formas com que os sujeitos interpretam sua realidade e os significados que atribuem
a determinada situação, que podem direcionar por meio de diferentes linguagens.

Para Costa (2013) A maneira como o professor organizar e sistematiza a sua


pratica tem de certo modo uma profunda relação das concepções sobre criança,
infância e educação, conhecimentos estes que são relevantes para com a sua pratica
docente, como bem disse, a pratica do professor é determinada entre outras coisas
pela visão de mundo que o orienta.

No entanto, as vezes a pratica pedagógica do professor não se efetiva


satisfatoriamente no seu desempenho como docente referente ensino e
aprendizagem, devido o mesmo não compreende ou desconhece o caráter
pedagógico que a ampara e que a fundamenta.

De acordo com Kramer (2006), classifica a pratica pedagógica como: pratica


pedagógica romântica, pratica pedagógica cognitiva e pratica pedagógica crítica, em
que cada modelo revela valores e visão de mundo bem diferente, dessa forma, a
pratica pedagógica assumida pelo professor indica o sentido e significado político e
social desse professor.

A pratica pedagógica romântica o aluno é visto como o centro do trabalho


pedagógico. O professor é aquele que apenas cuida. Essa pratica pedagógica
romântica surge no século XVIII, em as grandes transformações sociais, em que a
escola tradicional passa a ser contestada. Essa pratica trabalha a criança como se
elas fossem pequenas sementes ou ainda plantinhas que brota, sendo a professora a
jardineira ou cuidadora que aduba, cuida e observa atenta a tudo que cerca a criança
para que o mesmo desabroche forte e possa descobrir a si própria, descobrir a sua
essência.

Cabe ao professor trabalhar em particular com cada criança, ajudando-lhe


quando necessário, observando a criança e interferindo quando solicitado, ouvindo-a
sempre, pois a criança ao ser ouvida pelo adulto sente-se feliz e satisfeita.

A criança é a sementinha. A base de conhecimento é orientada pelo


conhecimento da experiencia, objetivo é estimular aprendizagem espontânea das
37

crianças, a função do professor é observar, aquele que apenas cuida e o aluno é


passivo as orientações do professor.

A pratica pedagógica cognitiva ou construtiva, centrado na criança e nas


relações que ela estabelece com os objetos no meio em que vive. Concentra-se seus
principais fundamentos nas ideias de Jean Piaget (1896-1980), tendo como objetivo a
formação de sujeitos críticos, ativos e autônomos.

Surge no Brasil por volta de década de 1970, ganhando força com Emília
Ferreira e Ana Teberosky. A criança é concebida como um ser construtor, que pensa
e, como tal, constrói seu conhecimento; a professora é a mediadora entre o
conhecimento e o sujeito que aprende.

O professor prioriza os aspectos cognitivos em detrimento aos domínios


sociais, afetivo e linguístico, estando atento apenas ao sujeito, isto é, o estudo dos
processos de pensamentos presentes desde a infância pedagógica na educação
infantil, valoriza-se o conhecimento adquirido e o desenvolvimento da inteligência
como produto final da educação.

A criança é o sujeito que pensa, a base de conhecimento é orientada por


conhecimentos teóricos, o objetivo possibilitar a criança o desenvolvimento amplo e
dinâmico a partir de seus estágios de desenvolvimento, a função do professor facilitar
e estimular priorizando os aspectos cognitivos e o aluno é ativo.

Finalmente a pratica pedagógica crítica, em que o professor, aluno, sociedade


e objeto estão interligados. Este modelo está baseado na obra de Celestin Freinet
(1896-1966), em que foi um dos educadores que renovaram as práticas pedagógicas
de seu tempo. O objetivo é desenvolver uma escola popular, apoiando-se nos valores
pedagógicos e sociais, valorizando a cooperação em detrimento da competição.

Segundo a escola Freinet, a educação deveria passar os muros da sala de aula


e entrar nas experiencias vividas pelos alunos no seu meio social. Cabendo aos pais
junto com a escola o acompanhamento do desenvolvimento das crianças.
Aprendizagem acontece na relação aprender fazendo.

Neste modelo de pratica pedagógica a criança não é mais vista como um adulto
em potencial, tanto a criança quanto o adulto têm vez e voz. O professor tem, pois,
38

um papel importante no processo de educação, cabendo a ele estimular na criança


novos saberes. Até porque o professor é um mediador do conhecimento.

A criança é o sujeito do processo de desenvolvimento, a base de conhecimento


é orientada por conhecimento teóricos e práticos, o objetivo é formar cidadãos
atuantes, conscientes de seus direitos e deveres, a função do professor mediar,
ensinar e cuidar e o aluno é interativo.

Temos vários pesquisadores com essa linha de pesquisa como Froebel (1782-
1852), Decroly (1871-1932) e Montessori (1870-1952). Apesar de todos pertencerem
ao mesmo tipo de pratica pedagógica existem ainda algumas diferenças entre eles.
Assim sendo, todos partem de uma visão de que a pré-escola seja um jardim e as
crianças sementinhas e que as atividades automaticamente levam conhecimento. O
professor tem um papel elementar, é aquele que cuida

2.7 PROJETO POLITICO PEDAGOGICO COMO BASE DA PRATICA PEDAGOGICA

A pratica pedagógica do professor deve ter como base em vários documentos;


dentre eles, o Projeto Politico Pedagógico. A necessidade de ações organizadas,
planejadas e sistematizadas para a realização de práticas transformadora. É no
projeto político pedagógico em ação que se torna possível a concretização de práticas
para mudanças e transformação para formação do sujeito social.

Como bem disse Gadoti (2000,p.35) “Cada escola é resultado de um processo


de desenvolvimento de suas próprias contradições, portanto as escolas não são
iguais”. Para construção do seu projeto pedagógico a escola tem quer ter um
direcionamento político e autonomia, pois todo projeto é uma tomada de decisão, é
uma construção coletiva.

Em outras palavras, a construção do Projeto Político Pedagógico não é, pois,


responsabilidade somente da direção, tem que haver o envolvimento dos professores
e de toda comunidade escolar.

As Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil definem muito bem


essa proposta pedagógica. Quando diz:
39

[...] é o plano orientador das ações da instituição e define as metas que se


pretende para a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças que nela
são educados e cuidados. É elaborado num processo coletivo, com a
participação da direção, dos professores e da comunidade local. (DCNEI,
2009, p.13)

Segundo Costa (2013) O projeto Político Pedagógico é constituído pelo anseio


da comunidade escolar em querer reverter o quadro em que se encontra a escola,
pois é no Projeto Político Pedagógico que se define o que a escola espera da
educação, os dilemas e desafios e é nesse projeto que ganham sentido as práticas
pedagogias, é um instrumento estruturante da vida da escola, não uma imposição de
órgãos superiores.

As Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil pontuam com muita


propriedade que:

Art.4º As propostas pedagógicas da Educação Infantil deverão considerar


que a criança, centro do planejamento curricular, é sujeito histórico e de
direitos que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia,
constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja,
aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a
natureza e a sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2009, p.1)

Segundo autora Costa (2013) Educar, no Referencial Curricular Nacional para


Educação Infantil (1998), significa propiciar situações de cuidado, brincadeira e
aprendizagens orientadas, de forma que possa contribuir para o desenvolvimento das
capacidades infantis de relação interpessoal de ser e estar com os outros em uma
atitude básica de aceitação, respeito e confiança. O cuidado é parte integrante da
educação e significa valorizar e ajudar a desenvolver capacitados, auxiliando assim
na construção de sua autonomia.

Na construção de um Projeto Político Pedagógico a escola define a sua linha


pedagógica, como tratará o conhecimento e como ele é adquirido, escolher os teóricos
que a escola irá se apoiar. Se a escola optar por uma pratica romântica; se a prática
pedagógica for cognitiva ou construtiva ou a pratica pedagógica será crítica. A escola
precisa, portanto, ter uma identidade.

Quando se trata de educação infantil é tão importante as suas práticas


pedagógicas que são realizadas nessa fase. Freire (2003) destaca que compreender
o ensino sem conhecimento. Observa-se que no processo de ensinar há uma
40

necessidade do professor saber todo esse processo do conhecimento daquilo que é


ensinado.

Outro sim, o primeiro fato importante é que o professor precisa saber o que
ensinar e como ensinar e realmente ter a consciência que o aluno está tendo a
capacidade de aprender aquilo que está sendo ensinado. Para que tenha um êxito
maior nesse processo de ensino e aprendizagem.

Segundo Freire (1996) em seu livro “pedagogia da Autonomia”, relata o grande


desafio dentro desse necessário escolar. Justamente no exercício da docência, para
que o ensinamento a ser trabalho ou conteúdo deve ser relevante e precisa ocasionar
inquietações no qual vai proporcionar a formação desse docente uma prática
pedagógica reflexiva.

Existem uma normatização dentro da educação infantil, estabelecida pelo MEC,


que vai direcionar uma política de educação infantil, proporcionando ações
complementares no cuidar e educar. Diante desse contexto, podemos considerar que
as creches e pré-escolas sugiram dentro do cenário de mudanças econômicas,
trabalhos assalariados, o novo papel da mulher na sociedade e políticas sociais que
ocorreram na comunidade.

As instituições de ensino da educação infantil, tem aberto as suas portas numa


busca constante com o dialogo, percorrendo caminhos. Paulo Freire (1987) tem
relatado que o mundo pedagógico, busca entender que a educação não vem pronto,
mas, está em constante aperfeiçoamento.

Segundo Horn (2003), esses espaços na educação são fundamentais, pois


ajudar a fortalecer as habilidades dos alunos. Assim, a sala de aula deve ser pensada,
analisada e estruturada para acolher essas crianças e sua interação com os colegas
da turma. Até porque a escola é um lugar privilegiado que desenvolve outras
habilidades na criança além do seu convívio familiar.

As práticas pedagógicas na sala de aula, vai muito além de recepcionar as


crianças, é importante observar toda a bagagem histórica dentro e fora da escola,
levando em consideração que toda atividade precisa ser humanitária e social

Compreende-se que a prática pedagógica na educação nos ajuda a entender


que a responsabilidade é de todos em trabalhar em equipe e numa força tarefa,
41

através dos conteúdos, levando em suma o cuidado e aprendizagens para com os


alunos. Outro sim, o ambiente escolar precisa proporcionar condições propicia tanto
para com os alunos como para os professores levando em conta o que diz as
diretrizes.

Segundo Freire (2009) a criança precisa ser desenvolvida os seus sonhos, até
porque não há vida sem sonhos. É necessário produzir essa esperança como ser ativo
dentro da criança para alcançar os seus sonhos. Vale ressaltar que a conversa em
situações de ensino e aprendizagem vai despertar a curiosidade de conhecer o novo
saber.

Segundo Hermida (2007) a prática pedagógica serve como complementação


na educação infantil, à educação recebida pela família. Até porque essa criança não
recebe uma orientação devida com cunho pedagógico dentro de casa, sendo assim
ela a família é a primeira instituição socializadora da criança e uma referência positiva
ou negativa pra toda a sua vida.

Por tanto a escola tem vários desafios, dentre eles, proporcionar um ambiente
pedagógico e sadio para que o mesmo venha desenvolver empatia e sinta-se bem à
vontade e bem acolhida pelo apoio de todos os profissionais da escola despertando
incentivos para essas fases da vida.

A educação infantil precisa ser melhor trabalhada no sentido de aceitação, calor


humano, segurança, empatia, solidariedade, respeito, dividir esse ambiente pra todos
independente pra quem quer que seja. Observa-se que temos avançado bastante, no
entanto precisa ainda ser mais trabalhando esses desafios.

A escola tem essa responsabilidade em participar e contribuir para o


crescimento e melhoramento do ser humano. Processo constante de crescimento.
Essa criança precisa ser trabalhada em todas as dimensões físicas, emocionais,
sociais, o cuidado e o educar fazem parte dessa construção pedagógica

Destaca-se que a formação desse professor não deve ser observada como um
processo apenas de adquirir conhecimento de forma inerte, com teorias sem vida e
nada de prática diária na sala de aula. Na verdade, a jornada do professor é uma
formação continua todo tempo esse profissional está em processo de aprendizado
42

promovendo as práticas pedagógicas com seus alunos e ao mesmo tempo ensinando


e aprendendo.

A ação docente, portanto, precisa ser permeada de um sólido saber teórico e


consolidada na prática cotidiana através do desejo/vontade de mudança, mudança
essa que se faz presente na inovação e transformação do ato meramente pedagógico
e burocrático para o ato essencialmente humano de ensinar e aprender e aprender e
ensinar.

Essa educação participativa leva o aluno a pensar, questionar ou dúvida das


coisas, onde ele pode expor os seus pensamentos e argumentar de forma construtiva
gerando uma a proximidade com professor gerando uma relação de empatia,
cumplicidade e respeito.

Portanto, ensino e aprendizagem é muito importante na vida de qualquer aluno.


O que precisa cultivar essa capacidade do saber e motivar a criança a descobrir
através do direcionamento do professor esse conhecimento que tem tudo a haver no
seu dia a dia. Levando a libertação para novas descobertas.

2.8 PRÁTICA PEDAGOGICA MENTE E O CORPO

O professor que trabalha na educação infantil exerce um papel de suma


importância na vida de seus alunos, através das práticas pedagógicas procura
desenvolver de forma integral o ensino e aprendizagem na vida da criança. Segundo
Sacristán (1999) essa atividade pedagógica é direcionada com objetivo de uma ação
transformadora de uma realidade social para uma outra realidade condicionada a uma
mudança de transformação no contexto que essa criança está inserida.

Vale destacar que a produção desse conhecimento vem com dialogo,


compreensão e ação com a finalidade em gerar nos alunos sempre a possibilidade de
transformação no mundo que todos nós somos participantes e também de ampliar
essa mudança na vida de outras pessoas.

De igual modo, o professor precisa ter o conhecimento teórico e prático dessa


educação infantil, para que venha contribuir de forma direta nesse progresso no qual
seja ampliado em todos os seus aspectos sociais, motores e afetivos. Tendo esse
43

embasamento com a realidade da criança conhecendo os seus problemas e


dificuldades. Com certeza vai contribuir substancialmente nesse aprendizado.

De acordo com Sacristán (1999), o professor exerce a sua prática pedagógica


baseado nos conhecimentos acadêmicos bem como, a sua carreira pessoal
desenvolvida ao longo da sua caminhada profissional, essas ações de igual modo
contribuem com a vivencia na sala de aula, além do conhecimento teórico.

Assim como, essa trajetória acadêmica não é definida de uma forma estática
de uma só vez, embora, que esse processo seja continuo, no qual o docente vai
adquirido esse conhecimento e experiencia de uma forma progressiva ao ponto de
dominar certas pratica pedagógicas, domínio na sala de aula que facilita essa
aprendizagem do aluno.

De acordo com, Tardif (2000) Entende-se que a prática pedagógica deve ser
uma realidade na vida do professor, até porque a teoria nos leva a prática e vivencia
que demarcam essa prática do docente, exemplificando os princípios, valores, o
respeito, a ética e entre outros são basilares no qual o professor se estabelece como
cidadão de bem.

Em conformidade Sacristán (1999) relata com muita propriedade que os


conteúdos ministrados e vivenciados pelos docentes acabam desenvolvendo um
conteúdo pedagógico mais intensa, uma vez que, o professor é agente de cultura e
transformação social tanto na vida do aluno como na escola e sociedade.

Assim sendo, o professor precisa acreditar nos valores que devem nortear a
sua vida, no qual serão essenciais na prática pedagógica, tão como na sua vida
pessoal, levando sempre em consideração o ensino e aprendizagem dos seus alunos
de forma correta e coerente dentro da sua realidade escolar.

Conforme Garanhani (2004), a prática pedagógica deve ser conduzida por três
fatores, dentre eles: livre arbítrio e a conscientização do seu corpo; entendimento da
linguagem para a socialização e finalmente conhecimento cultural. Assim, o docente
na educação infantil precisa levar em consideração que as atividades que envolvem
movimento do corpo, socialização, linguagem corporal e outros vão ajudar nesse
processo pedagógico.
44

O exemplo disso, são atividades físicas na sala de aula, no pátio, na quadra e


outros são locais propicio para essas ações pedagógicas. Segundo Sayão (1997) que
muitos professores limitam as suas ações pedagógicas apenas na alfabetização
preparando o aluno para educação fundamental, e as demais atividades físicas são
conferidas apenas ao professor de educação física.

Precisa-se de mais pesquisas nesse tema, para trabalhar a necessidade de


movimentos dentro da sala de aula. Trabalhar tanto a mente como a expressão
corporal. As crianças passam um bom tempo sentadas e com poucas locomoções,
apesar das salas serem um pouco pequena ou tem um número significativo de alunos
dentro da sala. Acabam dificultando essas atividades, no entanto, precisa-se dar uma
atenção numa atividade física de cunho pedagógico na sala de aula.
45

3 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Este estudo trata-se de uma revisão bibliográfica. O cenário deste estudo foi
por meio de buscas em conceituadas bases de dados virtuais como: Scielo (Scienfic
Eletronic Libray Online), Google Acadêmico, Livros, Revistas, Artigos Científicos,
Monografia e Dissertação.

Para a execução deste estudo foram considerados como sujeitos da pesquisa


os artigos científicos encontrados nas bases de dados de pesquisas com publicações
dentro da temática de pesquisa com autores de credibilidade.

Como critério de exclusão: publicações duplicadas, pesquisas sem a


identificação do real pesquisador e que não abordem o que foi proposto nos objetivos
específicos, publicações as quais não estão com texto na integra e pesquisas em que
os títulos estejam fora do tema central.
46

4 RESULTADOS E DISCUSSÕES

Considerando os artigos analisados que demostram que os desafios da


alfabetização e letramento nas séries iniciais. Tivermos vários autores que relatam o
seu valor e sua importância na educação Brasileira.

Para Goulart (2006) e Soares (2004) ambos concordam que alfabetização e


letramento apesar serem tema interdisciplinar é necessário que o aluno seja capaz de
utilizar a escrita de forma deliberada. Essa nova pesquisa possibilita bons hábitos em
busca do conhecimento, como a leitura e a escrita.

O termo letramento deu bem diferente daquilo que já sabíamos. Alfabetização


era simplesmente aprender a ler. Não é bem verdade, vai muito além de uma simples
leitura.

Almeida (2012) descreve que a criança entrando nesse mundo do aprendizado


precisa saber fazer o uso correto das atividades e hábitos que ficarão por toda a vida.
Frade (2007) concorda com Almeida quando afirma que alfabetização e a escrita deve
ser cultivado diariamente na vida desses alunos até eles entenderem essa grande
responsabilidade para o convívio em sociedade.

Soares (2004) pode ser considerado letrado mesmo que não seja alfabetizado
ou vice e versa. O letramento é o estudo de quem exerce padrões sociais na leitura
com entendimento. Adquirir habilidade do código não tudo no letramento. Por isso que
letramento é fundamental na sala de aula.

Ferreiro (2001) amplia o conceito de letramento, quando diz ler e escrever vai
além do código, é assumir a responsabilidade no seu uso diário possibilitando
entendimento no que está lendo e aplicando no seu dia a dia, sempre fazendo uma
análise crítica da sua realidade.

Freire (1987) vai além de Soares (2004) quando diz leitura que precisa ser
ensinada é a percepção do mundo que ele vive. Dando a ele essa responsabilidade
social do compromisso dele com a sociedade. A leitura, saber escrever é importante,
mas, a visão macro é da realidade que ele está inserido. Ser alfabetizado não é aquele
que saber ler, mas, é aquele que saber interpretar a sua leitura.
47

Segundo Vygotsky (2207) a criança precisa se inter-relacionar na sua forma


como um todo com a finalidade social da escrita. Para que haja esse desejo para com
leitura através das histórias de quadrinhos e outros gêneros textuais. Para isso
Ferreiro (2001) os professores precisam atuar de forma constante nessa arte de
ensinar a ler e a escrever. No entanto, sempre forma espontâneo e nunca forçado
como se fosse algo doloso.

Silva (2018) o professor com formação em pedagogia, pode exercer várias


funções, até porque está preparado, o próprio Conselho Nacional de Educação atribui
essa responsabilidade ao pedagogo, agora, o pedagogo precisa sempre atuar nessa
temática da alfabetização e letramento nas séries inicias.

Segundo Leal (2005) existem saberes que são fundamentais para os


professores e dentre esses saberes é a percepção de identificar quais os alunos que
tem dificuldade no ensino e aprendizagem e os seus desafios. Essa capacidade de
conhecimento a maneira de como você ver o outro é muito importante para terem êxito
na sua profissão.

Para Cruz e Haubrich (2016) A formação é necessária não apenas para


aprimorar a ação do profissional, como também essa mesma formação é direito de
todos os professores, conquista e direito da população por uma escola pública de
qualidade para todos. A formação se constrói por meio de reflexão crítica sobre as
práticas e não por acúmulo de cursos, conhecimentos ou técnicas, a formação deve
oportunizar aos professores meios para um pensamento autônomo, dinâmico e de
auto formação

Libâneo (2004) e Silva (2018) compartilham da mesma ideia que o ensino


dever ser de fato a procura do entendimento, compreensão daquilo que que está
sendo compartilhado entre os alunos. O aluno precisa de fato ter a autonomia do seu
aprendizado o professor apenas abre as portas e direciona.

Neto (2007) Relata que o educador tem tido muitas dificuldades, pois hoje ele
é o facilitador desse conhecimento e todas as atenções estão voltado não para o
professor como era outrora, mas, sim, para os alunos que acaba recebendo atenção
devida para que ele cresça como cidadão.
48

Barbosa (2013) A criança não é apenas um recipiente onde queremos depositar


informações prontas e acabadas, ela tem capacidade de aprender sozinha, não se
ensina a criança a ler, o professor fica encarregado de ajudá-la a conquistar tal feito.

Panteliades (2016) O professor procurar despertar nos alunos confiança,


segurança, se o aluno sente que pode contar com o professor, ele se sentira mais à
vontade para aprender e o professor se sentirá motivado e animado para poder estar
em sala de aula.

Machado (2017) comenta quem desejar ser professor, deve logo saber que a
função não é simples, merece uma formação de qualidade, pois o professor dentro de
sala de aula deve proporcionar aos alunos um ensino de qualidade, que trará
significado ao aprendiz, então é necessária muita competência, o professor precisa
sempre inovar, buscar novas ferramentas pedagógicas, não se contentar com o
mesmo de sempre, o novo atrai.

Tanto Giorgi (1980) e Mantoan e Pietro (2006) concordam que tratando sobre
inclusão escolar, é fundamental que o professor saiba trabalhar com esses alunos,
até porque as escolas estão se adptando essa nova realidade que já um bom tempo
no Brasil.

Carvalho (2002) trata muito bem essa questão quando escreveu removendo
as barreiras do aprendizagem, o professor é o grande mediador desse ensino, por
esta razão precisa sempre está preparado diante desse desafio de inclusão.

Aranha (2004) trata da transformação social que devemos fazer como


professor, pais, escola, educadores em geral, todos tem uma parcela de contribuição
que venham gerar essas mudanças.

Segundo Kramer (2006), a pratica pedagógica é complexa, contraditória e esta


sempre em movimento. Para Vazquez (1977) discute que a teoria não transforma o
mundo, mas contribui para sua transformação.

Kramer (2006) e Costa (2013) concordam que toda pratica pedagógica tem
uma base de sustentação teórica, que tem reflexo nos aspectos metodológicos que
constituem o fazer docente. A visão de mundo e da sociedade são, portanto, a teoria
que sustenta a pratica.
49

Segundo Gadoti (2000); Silva e Machado (2002) concordam quando dizem: a


função da educação infantil é educar e cuidar de maneira integrada, em que cuidar
deve estar totalmente integrada no desenvolvimento integral da criança, pois a criança
não é somente uma promessa de futuro, ela é sujeito de direitos.

Dessa forma, os professores não devem conhecer somente as teorias que


tratam da forma como as crianças sentem e pensam, mas conhecer a capacidade de
aprendizagem em cada atividade realizada.

Os autores concordam com a temática de que o papel do pedagogo sempre


será importante para a expansão da educação no Brasil, no entanto, precisamos
investir mais nos professores desde da matriz, proporcionando condições para
atuarem de forma eficiente no mercado de trabalho e ajudando as crianças se
desenvolverem. O professor alfabetizador incentivará o aluno a descobrir o mundo da
leitura e da escrita, e assim possibilitar que este aluno alcance um nível de leitura e
escrita mais avançado.
50

5 PROPOSTAS DIDÁTICAS COMPLEMENTARES

O documento Critérios para um atendimento em creches que respeite os


direitos fundamentais das crianças foi editado no ano de 1997 dando ênfase a
importância dos direitos das crianças.

Nossas crianças têm direito à brincadeira. Nossas crianças têm direito à


atenção individual. Nossas crianças têm direito a um ambiente aconchegante,
seguro e estimulante. Nossas crianças têm direito ao contato com a natureza.
Nossas crianças têm direito ao movimento em espaços amplos [...] (BRASIL,
1997, p.11)

Este documento acima citado, ao estabelecer critérios e as práticas


desenvolvidas no trabalho com as crianças enfatiza o direito das crianças a
brincadeira, considerado indispensável o acesso delas ao brinquedo, a uma
organização dos espaços para as brincadeiras, e a importância desse professor na
brincadeira.

Levando em questão essas situações, podemos sim destacar algumas


questões norteadoras para que as crianças desenvolvam as capacidades de brincar,
expressar emoções, sentimentos, desejos, autoajuda, necessidades, empatia e
outros.

Para alcançar esses objetivos, apresenta-se três propostas didáticas como


direcionamento com intuito de auxiliar o professor na sua atuação na sala de aula
51

5.1 LÚDICO

Imagem 01 - O lúdico na Educação Infantil

[Link]
acesso em: 25 de mar. 2022

Lucidade é uma ferramenta de comunicação para com as crianças, as ações


lúdicas e movimentação através de brincadeiras aumenta o convívio entre as crianças.
Se levantar, sair do lugar, brincar um com outro, interagir são ações que proporciona
uma visão de mundo com cada um deles.

A brincadeira envolve vários tipos de aprendizagem não só individual, mas,


aprende a compartilhar com os demais colegas a importância de compartilhar o seu
tempo e brinquedos na sala de aula.

O professor na educação infantil precisa trabalhar essas brincadeiras na sala


de aula, devem ser diferentes como jogos, leitura participativa e outros, quanto mais
à vontade você estiver com seus alunos, mas vão participar desse tempo de
qualidade. Sem plano de aula ou planejamento pedagógico.

Os professores da educação infantil precisam saber manusear essas


brincadeiras e jogos para compartilhar com eles varias regras, por exemplo da
matemática, da língua portuguesa ou até ensinar algumas frases em inglês, mas, a
ideia é deixar a criança bem à vontade permitida usar a sua criatividade livremente.
52

5.2 SOCIALIZAÇÃO

Imagem 02 - Socialização das práticas pedagógicas

[Link]
pedagogicas-exitosas-da-coordenacao-pedagogica-do-ensino-fundamental-anos-finais/, acesso em:
25 de mar.2022

Quando se trata de socialização na escola, observa-se que o ambiente propicio


de convívio social com outras crianças e com interesses bem diferentes dela mesma.
No momento de recreação os professores estão desenvolvendo nessas crianças a
empatia como também a importância da coletividade

A socialização escolar onde a criança vai aprender as normas de vida com a


sociedade. Essa caminhada acontece diariamente no ambiente escolar, no qual as
regras serão compartilhadas com todos na escola.

Diante desse contexto da socialização, essas normas vão permitir, com esses
alunos aprendam um com outro, tenham empatia, seja solidário, ajude o coleguinha
que está precisando ou seja a colaboração com próximo e a necessidade de fazer
amigos. Esse contato interpessoal é muito importante, combatendo a visão
egocêntrica na vida da criança.
53

5.3 CONSCIENTIZAÇÃO

Imagem 03 – Semana nacional e dia mundial do Meio Ambiente

[Link]
reflexao-sobre-a-urgencia-deste-tema-na-sala-de-aula/ acesso em: 25 de mar.2022

Essa pratica pedagógica trabalha a questão de algumas datas nacionais como:


dia da água, da arvore, do índio entre outros. São datas importantes que podem ser
trabalhados nessa conscientização na criança.

O objetivo é gerar uma geração de crianças mais humanizada, com a


sensibilidade natural do ser humano, cuidando do meio ambiente desenvolvendo uma
consciência crítica e realista do mundo atual.

A educação ambiental dentro da sala de aula é uma excelente oportunidade de


conscientizar as crianças sobre a poluição mundial.

O educador tem um papel importante para a formação crítica do aluno para que
possa entender a importância da preservação, mesmo a educação ambiental sendo,
um tema transversal; é preciso que o educador trabalhe e multiplique essa ideia.

Por fim, percebe-se que no contexto escolar, principalmente na educação


infantil, é preciso promover ações com o intuito de educar para a preservação do
ambiente, onde haja ações e práticas educativas em defesa do meio ambiente.
54

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

O professor de fato é o mediador da educação, quando se trata de alfabetização


e letramento apesar de serem diferentes, devem ser empregados junto como uma via
de mão dupla. A educação de verdade para os alunos onde os mesmos são
capacitados para interagir no mundo que rodeia, através de leitura e da escrita no qual
vai precisa sempre no dia a dia.

Aprender a ler é o grande passo para o progresso, até saber não apenas
reconhecer as letras, como também identificar o sujeito do verbo e as narrativas como
gênero textuais que está sendo empregado nessa leitura, como também interpreta de
forma coerente aquilo que está lendo. A compreensão da leitura é muito importante
no letramento.

Tanto o letramento como alfabetização precisa ter proposito para que os


métodos usados sejam conduzidos de forma correta na sala de aula. A formação
acadêmica do professor vai proporcionar a ele vários métodos de ensinos e o mesmo
vai escolher o melhor para aplicar para os seus alunos. Pode ser tanto coletivo como
individual.

Agora, não poderíamos esquecer de abordar na educação infantil a questão da


inclusão, Sabe-se que a inclusão social tem sofrido grandes mudanças ao longo dos
tempos através de movimentos sociais e políticas públicas, porém, o que se vê é que
essas transformações ainda não são o suficiente para acolher a pessoa portadora de
necessidade especial, e principalmente, quando se fala sobre a instituição escolar em
receber esses alunos.

As instituições escolares ainda se mostram muito reservadas em acolher e


aceitar essa diversidade, e sabe-se que a instituição escolar tem que ser a primeira a
exigir mudanças no modo de vida e valorizar essa diversidade, pois, para que se tenha
uma escola verdadeiramente inclusiva é necessário reverter alguns modos.

É através da escola que se garante uma boa convivência com as diferenças, é


por isso que por meio dela e juntamente com ela, que o espaço do indivíduo, seja ele
diferente ou não, vai sendo garantido na sociedade, uma vez que, a escola é a
principal promovedora do pleno desenvolvimento do cidadão, e para isso é preciso
55

uma luta conjunta entre o corpo docente e os professores por uma escola de
qualidade. Mas as escolas ainda enfrentam grandes desafios no processo de inclusão.

O pedagogo é importante na construção e formação dos alunos. Infelizmente


muitos não reconhecem esse papel fundamental na consolidação da educação de
forma em geral.

Como pedagogo precisamos sim, tratar os alunos com muito respeito e


responsabilidade, até porque estamos semeados uma nova geração para dar
continuidade na educação. Esse legado vai ficar para sempre nos corações e mente
dos alunos, até porque você professor provocou essa busca pelo conhecimento na
vida dos alunos e eles jamais irão esquecer desse incentivo de sempre buscar uma
resposta para soluções dos problemas existências da vida.

O professor precisa assumir essa responsabilidade de ajudar as crianças


promovendo cidadãos através da formação no ambiente escolar. Procurar conhecer
as suas motivações, necessidades e interesses, cultivar nessa criança esse
relacionamento interpessoal, respeitando as suas diferenças e agindo sempre com
humanidade para com seu próximo.

Para colher esses resultados, o professor precisa analisar os seus conceitos


dos seus anos inicias para fundamentar a sua prática pedagógica no dia a dia,
promovendo liberdade de agir a todos diante de novas situações.

A prática pedagógica é complexa, apesar de tantos e novos desafios na


educação, ainda precisa amadurecer muito mais essa pesquisa, ampliando os seus
conceitos e vivenciando novas descobertas. O professor é um agente de
transformação nessas atividades, pois é o mediador entre o saber e o educando.

O presente estudo não tem a prerrogativa de encerra as discussões em torno


da temática estudada, como todo trabalho cientifico, este olhar para um determinado
fenômeno, que incitará novas discussões que analisam as praticas pedagógicas.

Portanto, essa pesquisa ampliou o conhecimento de alfabetização e


letramento, como também a nossa responsabilidade como pedagogo que vai
proporcionar esse compartilhamento do ensino e aprendizagem. Precisamos sim,
ampliar mais pesquisa sobre esse tema para refletir dos desafios que estão diante de
nós e dos futuros pedagogos.
56

REFERÊNCIAS

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Orientadora: Alessandra Corrêa Farago. 2012. 15 f. Artigo. Curso de Pedagogia,
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[Link]
/[Link]. Acesso em: 28 fev.2022
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BRENELLI, Rosely Palermo. Uma proposta psicopedagógica com jogos de


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