Regulamento Internacional Para Evitar
Abalroamentos no Mar – 1972
RIPEAM (COLREG – 72)
RIPEAM
Histórico
Com o constante crescimento da navegação mundial, ao final da década de 50, os governos sentiram a
necessidade de criar um código único que estabelecesse regras de como os navios deveriam agir em
diversas situações durante as suas viagens, de forma a evitar acidentes. Até então essas regras não existiam
e as ações tomadas durante os encontros de navios no mar eram simplesmente “intuitivos” e através de
regras de ouro estabelecidas ao longo dos muitos anos de história da navegação.
O 1º regulamento internacional para evitar abalroamentos no mar foi estabelecido na Conferência Internacio-
nal para Salvaguarda da Vida Humana no Mar iniciada em Londres, em 17 de maio de 1960.
Alguns anos depois o RIPEAM de 1960 foi revisto e atualizado durante outra conferência internacional realiza-
da em Londres e concluída em 20 de outubro de 1972.
Esse novo texto foi aprovado pelo Brasil através do decreto legislativo nº 77 de 1974, com o novo regulamen-
to vigorando desde julho de 1977.
A convenção sobre o Regulamento Internacional para evitar abalroamentos no mar (COLREG – Convention on
the international regulations for preventing collisions at sea - 1972) conhecida no Brasil como “RIPEAM”, foi
adotada na IMO em 20/10/1972 e entrou em vigor em 15/07/1977.
O RIPEAM / COLREG é composto de 38 regras e 4 anexos.
Porém, antes de entrarmos definitivamente no assunto, vamos entender alguns assuntos também importantes.
Como eram feitas as comunicações e como eram estabelecidas
as regras entre os navios?
Basicamente as regras eram estabelecidas por região, país ou áreas que possuíam rotas de
navegação em comum. Com a expansão da navegação, que obrigou grupos diferentes a interagirem
entre si, teve início os choques entre sistemas de comunicação, causando sérios acidentes, com perda
de carga de de vidas humanas.
PUBLICAÇÕES
Para que o RIPEAM seja aplicado de forma inteligível pelos navegantes, existem
outras publicações e definições que devem ser estudadas pelo navegante para que
as suas regras sejam realmente compreendidas.
Entre as principais estão:
Código internacional de sinais (CIS);
Construção de navios (Arquitetura naval, Arte naval);
Meteorologia;
IALA;
SOLAS;
Código internacional de sinais
BANDEIRAS
Código internacional de sinais
GALHARDETES NUMERAIS SINAIS DE PERIGO
Código internacional de sinais
CÓDIGO MORSE
Construção de navios
Para entender termos como:
Amura;
Alheta;
Plano diametral;
Bico de proa;
Mastro
Meteorologia
Para entender termos como:
Visibilidade restrita;
Névoa;
Nevoeiro;
Rotas marítimas – Encontros freqüentes
Ao contrário do que muitos pensam, apesar de termos ¾ do planeta
cobertos de água, onde mais de 90% desse número é pelos oceanos,
encontros de navios em alto mar são mais do que freqüentes.
Qual a justificativa?
A resposta é simples: As grandes rotas marítimas são basicamente as
mesmas entre os principais portos de movimentação das cargas mundi-
ais.
Rota marítima – São Luís x Estreito de Gibraltar (entrada para o mar
Mediterrâneo)
º
39
0
R=
Região de tráfego intenso de navios - VTS
Sistema de balizamento marítimo da AISM
Qual sistema é adotado pelo Brasil?
Regras que se aplicam a todos os sinais fixos e flutuantes. Servem como auxílio á navegação
e servem para indicar:
1. Limites laterais de canais navegáveis;
2. Perigos naturais e outras obstruções;
3. Outras áreas importantes para o navegante,
4. Novos perigos.
IALA A
IALA B
E como funciona a noite?
IALA B – SINAL LATERAL
IALA B – SINAL LATERAL
IALA B – SINAL LATERAL
IALA B – SINAL LATERAL
IALA B – SINAL LATERAL
Indicam águas navegáveis em torno
do sinal; incluem sinais de linha de
centro e sinais de meio de canal. Tal
sinal pode também ser usado como
alternativa para um cardinal ou lateral
indicar uma aproximação de terra.
Quando luminosa, a bóia exibe luz
branca isofásica ou ocultação ou de
lampejo longo a cada 10 segundos ou
em código Morse exibindo a letra A.
RIPEAM - Publicação
O RIPEAM / COLREG-72 é composto de 38 regras, 4
anexos e incorpora as emendas referentes ao
governo do Brasil.
As regras são divididas da seguinte forma:
Parte A – Generalidades - Regra 1 até a regra 3
Parte B – Regras de governo e de navegação,
subdividida em:
Seção 1 – Condução de embarcações em qualquer
condição de visibilidade – Regra 4 até a regra 10
Seção 2 – Condução de embarcações no visual uma da
outra – Regra 11 até a regra 18
Seção 3 – Condução de embarcações em
visibilidade restrita – Regra 19
Parte C – Luzes e marcas – Regra 20 até a regra 31
Parte D – Sinais sonoros e luminosos – Regra 32 até
a regra 37
Parte E – Isenções – Regra 38
RIPEAM – Principais definições
Aplicação das regras
Estas regras se aplicarão a todas as embarcações em mar aberto e em todas as águas a este ligadas,
navegáveis por navios de alto-mar.
Embarcação
A palavra “embarcação” designa qualquer tipo de embarcação, inclusive embarcações sem calado, naves de
vôo rasante e hidroaviões utilizados ou capazes de serem utilizados como meio de transporte sobre a água.
Embarcação sem governo
O termo embarcação sem governo designa uma embarcação que, por alguma circunstância excepcional, se
encontra incapaz de manobrar como determinado por estas regras e, portanto, está incapacitada de se manter
fora da rota de outra embarcação.
Embarcação com capacidade de manobra restrita
Designa uma embarcação que, devido à natureza de seus serviços, encontra-se restrita em sua capacidade de
manobrar como determinado por estas regras e, portanto, está incapacitada de manter-se fora da rota de outra
embarcação.
RIPEAM – Principais definições
São exemplos de embarcação com capacidade de manobra restrita:
As embarcações engajadas em reabastecimento ou transferência de pessoas, provisões ou carga em
viagem;
As embarcações engajadas em lançamentos ou recolhimentos de aeronaves;
As embarcações engajadas em operações de remoção de minas;
As embarcações engajadas em operação de reboque, que, por natureza, dificilmente permitem ao rebocador
e a seu reboque desviarem-se do seu rumo.
E duas definições onde nos encaixamos:
As embarcações engajadas em serviços de colocação, manutenção ou retirada de sinais de
navegação, cabos ou tubulações submarinas;
As embarcações engajadas em serviços de dragagem, levantamentos hidrográficos ou
oceanográficos ou trabalhos submarinos;
RIPEAM – Principais definições
Embarcação restrita devido ao seu calado
Designa uma embarcação de propulsão mecânica que, devido a seu calado em relação à profundidade e
largura de água navegável disponível, está com severas restrições quanto à sua capacidade de desviar-se do
rumo que está seguindo.
Muitos questionam sobre como determinar a partir de qual condição pode-se considerar a embarcação restrita
devido ao seu calado. Não existe um padrão para isso. Cabe ao comandante e ao seu bom senso perceber es-
as condição e tomar as providências. Existe uma regra de ouro (“Rule of thumb”) que diz que considera-se
águas restritas quando a lâmina d’água abaixo da quilha é 10% do calado do navio. Porém, cabe mais ao
comandante tomar essa decisão.
Visão geral das regras
Regra 1 – Aplicação *
Regra 15 – Situação de rumos cruzados *
Regra 2 – Responsabilidade *
Regra 16 – Ação da embarcação obrigada a manobrar *
Regra 3 – Definições gerais *
Regra 4 – Aplicação * Regra 17 – Ação da embarcação que tem a preferência *
Regra 5 – Vigilância * Regra 18 – Responsabilidade entre embarcações
Regra 6 – Velocidade de segurança * Regra 19 – Condução de embarcações em visibilidade restrita
Regra 7 – Risco de abalroamento *
Regra 20 – Aplicação (Luzes e marcas) *
Regra 8 – Manobras para evitar abalroamento *
Regra 21 – Definições *
Regra 9 – Canais estreitos *
Regra 22 – Visibilidade das luzes *
Regra 10 – Esquemas de separação de tráfego
Regra 23 – Embarcação de propulsão mecânica em movimento
Regra 11 - Aplicação
Regra 24 – Rebocando e empurrando
Regra 12 – Embarcações a vela *
Regra 25 – Embarcações a vela em movimento e embarcações a
Regra 13 – Ultrapassagem * remo
Regra 14 – Situação roda a roda *
Visão geral das regras (cont)
Regra 26 – Embarcações de pesca
Regra 27 – Embarcações sem governo ou com capacidade de manobra restrita *
Regra 28 – Embarcações restritas devido ao seu calado *
Regra 29 – Embarcações de praticagem *
Regra 30 – Embarcações fundeadas ou encalhadas *
Regra 31 – Hidroaviões Desenhos***
Regra 32 - Definições
Regra 33 – Equipamentos para sinais sonoros
Regra 34 – Sinais sonoros e sinais de advertência
Regra 35 – Sinais sonoros em visibilidade restrita
Regra 36 – Sinais para chamar atenção
Regra 37 – Sinais de perigo
RIPEAM – Quais as regras usadas para o nosso dia-a-dia na VALE?
Embarcação engajada em dragagem
O B R I G A D O !!!