Aula 5
Introdução à Inferência Estatística
e Intervalos de Confiança
Prof. Cosme Marcelo Furtado Passos da Silva
Profa. Taynãna César Simões
1
Inferência Estatística
Conjunto de técnicas que permitam fazer afirmações
(extrapolações) sobre características de uma população
tomando como base os resultados observados na
amostra.
Coleta
População Amostra
Decisão
2
Definições - Inferência Estatística
• População é o conjunto de
indivíduos (observações),
tendo pelo menos uma
variável em comum.
• Amostra é qualquer
subconjunto da população. AMOSTRA
3
Definições - Inferência Estatística
Parâmetro () é uma medida usada para descrever
uma característica da população.
^ de um parâmetro populacional () é uma
Estimador ()
variável aleatória, função dos elementos amostrais Xi
(1≤i≤n)
f X1 , X 2 ,..., X n
Estimativa é o valor numérico obtido pelo estimador
(ou estatística) em uma certa amostra.
4
Definições - Inferência Estatística
Exemplo: Pressão sistólica de homens japoneses com idade entre
45-69 anos, que vivem no Japão.
A população pode ser considerada como todos os homens japoneses com
idade entre 45-69 anos, que vivem no Japão.
Como não seria possível medir a pressão sistólica de todos os homens
japoneses, um subconjunto de 2232 homens foi escolhido aleatoriamente.
Essa é a amostra
A quantidade numérica de interesse poderia ser a média da pressão
sistólica. Essa média para a população é o parâmetro. A média na amostra é
a estimativa. 5
Processo de Estimação
Estimação é o processo que usa os resultados
extraídos da amostra para produzir inferências sobre
a população da qual a amostra foi extraída
aleatoriamente.
Pontual
Tipos de
Estimação
Intervalar
6
Processo de Estimação
Exemplo: Suponha que se observe uma amostra aleatória e se
queria estimar a média de uma determinada característica da
população da qual represente.
1) Estimar um único valor para (estimação pontual), chamado de
estimativa pontual;
2) Determinar um intervalo de valores plausíveis para (estimação
intervalar), chamado de intervalo de confiança.
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Processo de Estimação - Pontual
O objetivo é fornecer um simples número da amostra que é
provável estar perto do valor desconhecido do parâmetro.
Estimador: Seja X uma variável aleatória com alguma distribuição
de probabilidade que dependa de uma parâmetro desconhecido ().
Estimativa: É o valor que o estimador assume em uma particular
amostra.
8
Processo de Estimação - Pontual
Exemplo: Deseja-se conhecer o apoio popular a um projeto
governamental de reforma agrária.
9
Processo de Estimação - Intervalar
Incorpora à estimativa pontual do parâmetro informações a respeito
de sua variabilidade e o grau de confiança associado à mesma.
10
Processo de Estimação - Intervalar
Interpretação: Exemplo para a média populacional
Se um número suficientemente grande de amostras aleatórias
é obtido, um I.C. de (1-)100% de confiança para o parâmetro
é calculado para cada amostra, então (1- )100% destes
intervalos conterão o verdadeiro valor de .
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Qualidades de um Estimador
Representação conjunta dos conceitos de precisão, ausência de
vício e acurácia (dispersão dos pontos – “estimativas”- em
torno do alvo – “valor populacional”.
Não-viciado Viciado Viciado Não-viciado
Alta precisão Baixa precisão Alta precisão Baixa precisão
12
Qualidades de um Estimador
1) Não-tendenciosidade (Estimador justo, não-viesado, ou não-
viciado)
Diz-se que um estimador ( ^ = T) é não-viciado, quando a sua média (ou
esperança, ou expectância) é o próprio valor do parâmetro
populacional () que se pretende estimar, isto é:
Exemplo: E X
13
Qualidades de um Estimador
Consistência (ou coerência)
Diz-se que um estimador é consistente se (além de ser não-viciado)
sua variância tende para zero, quando n é suficientemente
grande (n ), isto é:
E ˆ e
14
Qualidades de um Estimador
Eficiência
Dados dois estimadores de um mesmo parâmetro, o mais
eficiente é aquele que tem menor variância, isto é:
é mais eficiente que
15
Lembrando...
Amostra População
Média ( ) Média (μ)
Variância (σ2)
Variância (S2)
2
x
2 n
x
n
x i x
i
S
2 i 1 2 i 1
n 1 n
Desvio padrão (s) Desvio padrão (σ)
16
Distribuições Amostrais
Amostra 1 Amostra 2 .... Amostra k
X1.1 . X2.1 ... X1.2 X2.2 . . X1.k X2.k . .
...
...X3.1 Xn.1 ...X3.2 Xn.2 ...X3.k Xn.k
... ^
k
^
1 ^
2
17
Distribuições Amostrais
• Em cada amostra pode-se calcular o valor de uma
certa estatística (média , variância, etc.)
Estatísticas amostrais variam de amostra para
amostra
Estatísticas são variáveis aleatórias
18
Distribuições Amostrais
Denomina-se distribuição amostral desta estatística ao
conjunto de valores obtidos em todas as possíveis
amostras de tamanho n (representa a flutuação das
estimativas obtidas).
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Distribuição Amostral
da Média
E X VARX
2
n
•Há menor variabilidade entre as médias amostrais do
que entre as observações individuais;
•Conforme n aumenta, a variação amostral diminui;
•O desvio-padrão da distribuição amostral é chamado
erro-padrão.
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Distribuição Amostral
da Média
Exemplo: Considere uma população composta dos elementos (A, B, C,
D, E, F), nos quais se observou a característica X.
Elementos i Xi
A 1 2
B 2 4 = 7.0
C 3 6
D 4 8 2 = 11.67
E 5 10
F 6 12
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Sorteio de dois elementos, com reposição:
No Amostras (X1,X2) x P(Amostras) No Amostras (X1,X2) x P(Amostras)
1 A, A (2, 2) 2 1/36 19 D, A (8, 2) 5 1/36
2 A, B (2, 4) 3 1/36 20 D, B (8, 4) 6 1/36
3 A, C (2, 6) 4 1/36 21 D, C (8, 6) 7 1/36
4 A, D (2, 8) 5 1/36 22 D, D (8, 8) 8 1/36
5 A, E (2, 10) 6 1/36 23 D, E (8, 10) 9 1/36
6 A, F (2, 12) 7 1/36 24 D, F (8, 12) 10 1/36
7 B, A (4, 2) 3 1/36 25 E, A (10, 2) 6 1/36
8 B, B (4, 4) 4 1/36 26 E, B (10, 4) 7 1/36
9 B, C (4, 6) 5 1/36 27 E, C (10, 6) 8 1/36
10 B, D (4, 8) 6 1/36 28 E, D (10, 8) 9 1/36
11 B, E (4, 10) 7 1/36 29 E, E (10, 10) 10 1/36
12 B, F (4, 12) 8 1/36 30 E, F (10, 12) 11 1/36
13 C, A (6, 2) 4 1/36 31 F, A (12, 2) 7 1/36
14 C, B (6, 4) 5 1/36 32 F, B (12, 4) 8 1/36
15 C, C (6, 6) 6 1/36 33 F, C (12, 6) 9 1/36
16 C, D (6, 8) 7 1/36 34 F, D (12, 8) 10 1/36
17 C, E (6, 10) 8 1/36 35 F, E (12, 10) 11 1/36
18 C, F (6, 12) 9 1/36 36 F, F (12, 12) 12 1/36 22
Distribuição Amostral
da Média
Valores possíveis 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12
Probabilidade 1/36 2/36 3/36 4/36 5/36 6/36 5/36 4/36 3/36 2/36 1/36
x = 7.0
EP = 2.45
Variação amostral
23
Teorema Central do Limite (TCL)
TCL: Se X é uma variável aleatória com média populacional
μ e variância σ2, então a média amostral é
aproximadamente normal com média μ e variância σ2/n,
quando n é suficientemente grande.
O TCL estabelece a razão central do distribuição normal,
pois a média de amostras aleatórios de qualquer
distribuição tende à normalidade à medida que n aumenta.
24
Teorema Central do Limite (TCL)
Então , podemos usar a distribuição normal para
fazermos inferências baseadas na média amostral.
Independentemente da distribuição de X, podemos
padronizar a v. a. normal para inferir o valor da
média da população.
25
Distribuição Amostral de Proporções
Se selecionarmos todas amostras possíveis de tamanho n e
calcularmos p para cada amostra teremos a distribuição
amostral de proporções
X 1 1
E ( pˆ ) E E ( X ) (np ) p
n n n
X 1 1 pq
VAR( pˆ ) VAR 2 VAR( X ) 2 (npq)
n n n n
26
Distribuição Amostral de Proporções
A proporção amostral pode ser considerada uma média:
pˆ
X
X i
X
n n
Pelo TCL a forma da distribuição amostral é aproximadamente
normal, desde que n seja suficientemente grande.
Então:
pˆ p
z ~ N (0,1)
p(1 p) / n
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Intervalos de Confiança
Estimamos, por exemplo a média, a partir de uma amostra;
É provável que amostras diferentes apresentem médias
diferentes;
Há um grau de incerteza envolvido;
Uma estimativa por ponto não fornece informação sobre a
variabilidade inerente do estimador;
Não sabemos quão perto de µ está ;
A estimação por intervalo de confiança fornece um intervalo de
valores que apresenta certa confiança em conter o verdadeiro
valor do parâmetro populacional. 28
Intervalos de Confiança
• Fornece um intervalo de valores no qual temos um certo grau de
confiança (diferente de probabilidade) de conter o valor do
parâmetro da população;
• A partir de valores pontuais estimados, constroem-se expressões
que incluam o erro devido à amostragem; que informem sobre a
precisão das estimativas, e assim, sobre o valor populacional
desconhecido.
29
Intervalos de Confiança
A estimação por intervalos consiste no estabelecimentos de
limites inferior e superior para o parâmetro que se deseja estimar.
[ 1 2 ]
Necessário associar um grau de “risco”, denominado nível de
significância, representado por um valor probabilístico.
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Intervalos de Confiança
Nível de significância: probabilidade do parâmetro estimado não
estar contido no intervalo de confiança.
A precisão esperada do intervalo de confiança é obtida pelo
complementar do nível de significância (grau de confiança)
P[ 1 2 ] 1
31
Construindo um intervalo de confiança
para a média populacional
X
P( Z / 2 Z / 2 ) 1
/ n
P( X Z / 2 X Z / 2 ) 1
n n
X Z / 2 X Z / 2
n n
32
Intervalos de Confiança para a Média () de uma
População com Variância Conhecida (2)
2
2
PX Z X Z 1
n n
2 2
33
Intervalos de Confiança para a Média () de uma
População com Variância Conhecida (2)
Exemplo: O desvio-padrão do nível de depressão de uma população
é conhecido e igual a 2,0. Considerando-se que uma amostra de 100
elementos extraída dessa população forneceu um nível de
depressão médio de 35,6, construir um intervalo de 95% de
confiança para a média do nível de depressão dessa população.
34
Intervalos de Confiança para a Média () de uma
População com Variância Conhecida (2)
35
Intervalo de Confiança
Interpretação
Dizemos que o intervalo tem, por exemplo, 95% de
confiança de conter o verdadeiro valor da média
populacional, ou seja estamos 95% confiantes de que esse
intervalo contenha a média verdadeira. E não que a média
tem 95% de chance ou probabilidade de estar no
intervalo.
µ é fixo, está ou não contido no intervalo.
Outra interpretação: Se tomássemos 100 amostras desta
mesma população, a verdadeira média estaria contida em
95 desses intervalos.
36
Intervalos de Confiança para a Média () de uma
População com Variância Desconhecida (2)
Assumimos que o desvio-padrão da população é
conhecido, embora a média µ não.
Na prática isso é pouco provável!!
Se µ for desconhecido, provavelmente σ também o será.
Quando o desvio-padrão também é desconhecido,
substituímos σ por s, o desvio-padrão amostral.
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Intervalos de Confiança para a Média () de uma
População com Variância Desconhecida (2)
X
s/ n
Não tem distribuição Normal padrão, e sim distribuição t de
Student (pseudônimo do estatístico Gosset que formulou essa
distribuição em 1908).
A distribuição de t de Student é similar à distribuição normal, só
que com cauda mais pesada. Reflete a variabilidade extra
introduzida pelo estimador s.
38
Intervalos de Confiança para a Média () de uma
População com Variância Desconhecida (2)
X
t
s/ n
A distribuição t tem uma propriedade chamada graus de liberdade
(gl), que mede o volume de informação disponível a ser usados para
estimar 2. Nesse caso gl=n-1, pois perdemos 1 gl ao estimarmos a
média da amostra.
39
Intervalos de Confiança para a Média () de uma
População com Variância Desconhecida (2)
Para cada valor dos graus de liberdade, há uma diferente
distribuição t;
As distribuições com menores gl são mais dispersas, conforme
gl aumenta, as distribuição t se aproxima da distribuição normal
padrão.
Conforme o tamanho da amostra aumenta, s se torna uma
estimativa mais confiável de .
40
Intervalos de Confiança para a Média () de uma
População com Variância Desconhecida (2)
s 2
s 2
P X t Xt 1
( n 1; ) n ( n 1; ) n
2 2
41
Intervalos de Confiança para a Média () de uma
População com Variância Desconhecida (2)
Exemplo: Considerando-se que uma amostra de quatro elementos
extraída de uma população com distribuição normal forneceu média
8,20 e desvio-padrão igual a 0,40, construir um intervalo de
confiança de 99% para a média dessa população.
42
Intervalos de Confiança para a Média () de uma
População com Variância Desconhecida (2)
43
Construindo um intervalo de confiança
para a proporção
pˆ p
P Z 1 Z2 1
pˆ (1 pˆ ) / n
pˆ p
Z / 2 Z / 2
pˆ (1 pˆ ) / n
Z / 2 pˆ (1 pˆ ) / n pˆ p Z / 2 pˆ (1 pˆ ) / n
pˆ Z / 2 pˆ (1 pˆ ) / n p pˆ Z / 2 pˆ (1 pˆ ) / n
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Intervalos de Confiança para uma Proporção (P)
de uma População
p̂ (1 p̂ ) p̂ (1 p̂ )
P p̂ Z p p̂ Z 1
n n
2 2
45
Intervalos de Confiança para uma Proporção (P)
de uma População
Exemplo: Retirada uma amostra de 1000 pacientes atendidos em um
hospital, verificou-se que 35 sofriam de distúrbios neurológicos.
Construa um intervalo de confiança com nível de 95% para a
proporção de pacientes com distúrbios neurológicos.
46
Intervalos de Confiança para uma Proporção (P)
de uma População
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Intervalos de Confiança para a Variância (2)
de uma População
A distribuição Qui-quadrado
Quando temos X1, X2,...Xn variáveis aleatórias normalmente
distribuídas, a soma dos quadrados (X2) dessas [Link]. tem
distribuição χ2 (n-1)
χ2 = X12+ X2 2+ . . . + Xn2
Distribuição assimétrica, contínua e positiva.
48
Intervalos de Confiança para a Variância (2)
de uma População
A variável aleatória (n 1) S 2 tem distribuição qui-
2
quadrado (χ2) com (n-1) graus de liberdade
(n 1) S 2
2 ( n 1, / 2 ) 2 ( n 1,1 / 2 )
2
1 2
2 ( n 1,1 / 2 )
2 ( n 1, / 2 ) (n 1) S 2
(n 1) S 2
(n 1) S 2
2
2
( n 1, / 2 ) 2 ( n 1,1 / 2 ) 49
Intervalos de Confiança para a Variância (2)
de uma População
n 1s 2
n 1s 1
2
P 2 2 2
n 1;
n 1;1
2 2
50
Intervalos de Confiança para a Variância (2)
de uma População
Exemplo: Dado S = 2.4 e n = 16, calcular o intervalo de confiança
para 2, com nível de 95%.
51
Intervalos de Confiança para a Variância (2)
de uma População
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Exercícios
1) Considere uma amostra de 10 bebês selecionada de uma
população de bebês que recebe antiácidos que contem alumínio e
são frequentemente usados para tratar distúrbios digestivos. A
distribuição de níveis de alumínio no plasma é conhecida como
aproximadamente normal , no entanto sua média e desvio-
padrão não são conhecidos. O nível médio de alumínio para a
amostra de dez bebês é 37,2 μg/l e desvio-padrão 7,13 μg/l.
Calcule um intervalo com 95% de confiança para a média
populacional.
53
Exercícios
2) Considere a sobrevida de 5 anos entre os pacientes
diagnosticados com câncer de pulmão. Em uma amostra
aleatoriamente selecionada de 52 pacientes, somente 6
sobrevivem 5 anos. Calcule um intervalo com 95% de confiança
para a proporção de sobreviventes em 5 anos.
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Bibliografia
1) Soares, J F; Siqueira, A L. Introdução à Estatística Médica. Coopmed Editora
Médica, 2a edição, 2002, Belo Horizonte, MG.
2) Magalhães, M. N.; Lima, A. C. P (2005). Noções de Probabilidade e Estatística. 6ª
ed. Edusp. São Paulo.
3) Silva, Nilsa Nunes (2004). Amostragem Probabilística: Um curso introdutório.
Edusp. Brasil.
4) Mood, A. M. et al. 1974. Introduction to the Theory of Statistics. 3. ed. Tokyo,
McGraw-Hill Kogakusha.
5) Triola, M.F. Introdução à Estatística. Rio de Janeiro: LTC Editora, 1999
6) Pagano, M., e Gauvreau, K. Princípios de Bioestatística, Segunda Edição São Paulo:
Thomson, 2004
7) Venables WN, Ripley, BD (2002). Moderns Applied Statistics with S. Fourth
Edition. Springer.
8) Venables WN, Smith DM, et al. (2002). An introduction to R: notes on R: a
programming environment for data. Bristol, Network Theory
9) Dalgaard, P. (2002) Introductory Statistics with R. Springer. 55