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Entendendo a Memória e o Cérebro

Pesquisadores ainda não identificaram o local exato da memória no cérebro, levantando questões sobre se ela reside em áreas específicas ou se é parte de um conhecimento universal. A degradação da memória está relacionada à deterioração das células cerebrais, mas a ciência mostra que é possível preservar funções cerebrais com o envelhecimento. A memória, muitas vezes vista como vilã, deve ser compreendida como uma função que pode ser aprimorada com o entendimento adequado de seu funcionamento.

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Pesquisadores ainda não identificaram o local exato da memória no cérebro, levantando questões sobre se ela reside em áreas específicas ou se é parte de um conhecimento universal. A degradação da memória está relacionada à deterioração das células cerebrais, mas a ciência mostra que é possível preservar funções cerebrais com o envelhecimento. A memória, muitas vezes vista como vilã, deve ser compreendida como uma função que pode ser aprimorada com o entendimento adequado de seu funcionamento.

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Apesar dos avanços na neurociência, até hoje os pesquisadores não

conseguiram mostrar qual é o endereço da memória. Por exemplo: você


precisa lembrar a data de nascimento de umparente. O simples ato de pensar
nesta pessoa desencadeia em seu cérebro reações químicas e estímulos elétricos
e deles emergem uma recordação, a data de aniversário.

A pergunta que ainda não tem resposta: Onde estava escrita esta informação? Estava em
algum lugar local exclusivo do cérebro, mobilizando diversas áreas da massa cinzenta, ou em
alguma outra célula espalhada pelo corpo? Ela está dentro do nosso organismo ou fora, como
parte de um conhecimento universal acessado por mecanismos cerebrais que ainda não
compreendemos?

O que podemos concluir é que a memória, como a conhecemos, não é exatamente um local
como as pessoas costumam pensar, mas uma função do cérebro que a maior parte do tempo
cumpre com excelência a sua tarefa.

O que nos assusta é quando ela não entrega o que queremos ou não traz as informações de
que estamos precisando.

O que nos aterroriza é a crença de que as falhas da memória se acentuam com o passar dos
anos e se perde gradualmente o acesso às lembranças.

Faço uma breve pausa na minha argumentação para adiantar que a degradação da memória
tem relação com a degradação das células do cérebro. E a degradação cerebral pode ser
controlada com o envelhecimento. A ciência está mostrando que essa e outras importantes
funções do cérebro podem ser preservadas.

De fato, a memória é falível, mas se entender melhor como ela funciona, você vai perceber
que muitas vezes ela é tratada como vilã da história mesmo sendo inocente. Não podemos
confundir falta de memória com falta de conhecimento sobre como usar a memória com
inteligência.

Faço questão de dizer que o mais justo é compará-la a uma criança curiosa, atenta, sempre
em busca de novas experiências. Mas no primeiro tranco, no primeiro susto, pela
inexperiência ou despreparo, ela se esconde embaixo da cama e nos deixa sozinhos com
grandes brancos e constrangimentos.

Texto do livro: Como Ter uma Memória Forte e Cérebro Sempre Jovem, Renato Alves
2016 - Editora Gente

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