ESCRITA
Registro e transmissão da informação
Para muitos historiadores, a “invenção da escrita” não foi realização de
um único povo. Em várias regiões do mundo, diversas sociedades
inventaram o próprio sistema de escrita. No entanto, o sistema do qual
possuímos o mais antigo registro é o dos sumérios, povo que constituiu
a primeira civilização mesopotâmica. O que teria levado os sumérios a
desenvolver a escrita?
Conforme vimos, a vida nas cidades mesopotâmicas tornava-se cada vez
mais complexa, trazendo dificuldades para a normatização das relações
sociais. A fala e a memorização já não davam conta dos inúmeros dados
e das interações da vida cotidiana.
Esse problema ocorria principalmente nos templos sumérios. Neles,
formaram-se, como vimos, corporações de grande patrimônio. Esse
patrimônio era administrado pelos sacerdotes, que realizavam diversas
transações econômicas: empréstimos de animais e sementes, pagamento
a construtores de barcos e comerciantes, controle de produtos estocados
em seus armazéns etc.
Supõe-se que, com o tempo, os sacerdotes perceberam que não podiam
confiar apenas em sua memória para registrar tantas operações. Para
resolver esse problema, teriam desenvolvido uma escrita, isto é, um
sistema de sinais pelo qual a linguagem verbal pudesse ser fixada,
entendida e transmitida para outras pessoas.
Utilização da escrita
A partir de 3000 a.C., a escrita começou a ser utilizada não só para fazer
a contabilidade dos templos, mas também para registrar ensinamentos
religiosos, literários, normas jurídicas etc.
Transformação da escrita suméria
O desenvolvimento da escrita suméria passou por diversos momentos
que, às vezes, conviveram entre si:
• Pictográfico – os primeiros sinais eram pictográficos, isto é,
consistiam em desenhos figurativos do objeto representado;
Ideográfico – posteriormente, os sinais passaram a ser ideográficos,
isto é, a significar ideias que iam além da simples figura do objeto
representado;
• Fonográfico – por fim, os sinais passaram a ser menos figurativos e
mais abstratos, tornando-se fonográficos, isto é, representando os sons
da fala humana, significando conceitos ou ações cada vez mais
complexos.