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Atividades Musicais na Educação Infantil

O 'Caderno de Atividades Musicais' é um recurso didático que integra a dissertação de mestrado sobre a importância da música no desenvolvimento infantil. O documento apresenta uma fundamentação teórica sobre como a música pode enriquecer a educação e oferece diversas atividades práticas para serem realizadas com crianças na Educação Infantil. As atividades visam estimular a percepção auditiva, a expressão emocional e a interação social, promovendo um aprendizado flexível e criativo.

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Atividades Musicais na Educação Infantil

O 'Caderno de Atividades Musicais' é um recurso didático que integra a dissertação de mestrado sobre a importância da música no desenvolvimento infantil. O documento apresenta uma fundamentação teórica sobre como a música pode enriquecer a educação e oferece diversas atividades práticas para serem realizadas com crianças na Educação Infantil. As atividades visam estimular a percepção auditiva, a expressão emocional e a interação social, promovendo um aprendizado flexível e criativo.

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RAQUEL DAS NEVES BATALHAS

NILDA DA SILVA PEREIRA

Caderno de
Atividades
Musicais

1
Raquel das Neves Batalhas
Nilda da Silva Pereira

Caderno de
Atividades Musicais
1ª Edição

Diálogo Comunicação e Marketing


Vitória
2024

2
Caderno de Atividades Musicais © 2024, Raquel das Neves Batalhas e Nilda
da Silva Pereira.
Orientadora: Prof.ª Doutora Nilda da Silva Pereira
Curso: Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Educação
Instituição: Centro Universitário Vale do Cricaré
Projeto gráfico e editoração: Diálogo Comunicação e Marketing
Diagramação: Ilvan Filho
DOI: 10.xxxxx35

3
Sumário

Apresentação .......................................................................................................... 05

Fundamentação Teórica ........................................................................................ 07

Atividades Musicais ............................................................................................... 15

Os sons ao nosso redor ................................................................................ 15

Caixa de som ................................................................................................. 16

Jogo do espelho ............................................................................................. 17

Sons corporais ............................................................................................... 18

O coelho grande e o coelhinho ................................................................... 19

Referências .............................................................................................................. 20

As autoras ................................................................................................................21

4
Apresentação

E
ste Caderno de Atividades musicais é parte integrante da dissertação de
mestrado “Música como recurso didático no desenvolvimento integral da
criança da Educação Infantil”, resultado da pesquisa vinculada ao Programa de
Mestrado Profissional em Ciência, Tecnologia e Educação da Faculdade Vale
do Cricaré.

A proposta para esse trabalho é apresentar na primeira parte uma fun-


damentação teórica para que o professor possa compreender a importância da
música como recurso didático para o desenvolvimento integral de crianças da
Educação Infantil e na segunda parte traz atividades que utilizem música, as
quais foram elaboradas juntamente com as educadoras sujeitas da pesquisa.
Para isso, foram realizadas duas rodas de conversas em que a pesquisadora e
educadoras trocaram ideias, escolheram atividades que envolvem musicas que
potencializam o desenvolvimento das crianças. As atividades apresentam prá-
ticas de forma clara e repletas de perspectivas que possam ser realizadas com
turmas da Educação Infantil.

Essas atividades envolvem histórias em áudio, jogos de ritmo, jogos de


ação, momentos de apreciação musical e muito mais que podem ser feitos com
as crianças em sala de aula.

As atividades não são estruturadas como uma sequência didática, permi-


tindo sua aplicação flexível em diversas ordens e combinações de acordo com
o momento específico e o nível de desenvolvimento geral das crianças.

5
Além disso, há espaço para flexibilidade e criatividade nas atividades su-
geridas, permitindo adaptação, expansão e reinterpretação com base no con-
texto específico. É altamente encorajado abordar estas atividades com uma ati-
tude empenhada e entusiasmada, promovendo a participação ativa. Quando
apropriado, utilize recursos on-line e outros meios de pesquisa para aprimorar
e aumentar os elementos musicais e sonoros deste guia, complementando as
informações, descrições e práticas musicais fornecidas.

6
Fundamentação Teórica

A
música é uma ferramenta que está presente em nosso cotidiano, e todos
os indivíduos fazem uso dela. Assim como na vida pessoal a música pro-
voca algo em nós, seja uma risada, a vontade de dançar, uma saudade, tristeza
ou recordar uma lembrança, e na escola não é diferente. Segundo Nogueira
(2004), doutora em Educação, os bebês ficam mais calmos mediante a uma
música serena, ou eles ficam mais agitados quando a música é mais acelerada.

A partir do momento em que a criança se relaciona com a música na


escola, sendo que está se torna mediadora entre suas interações e brincadeiras,
seus conhecimentos se tornam mais amplos e este contato vai envolver tam-
bém o aumento de sua sensibilidade e fazê-la descobrir o mundo a sua volta
de forma prazerosa.

Por meio da música, as crianças podem expressar sua cultura e sentimen-


tos, por isso acredita-se que elas devem estar presentes no cotidiano da escola,
não apenas em ocasiões isoladas, por exemplo, na celebração da escola, nas
apresentações musicais ao final do ano, apresentações extracurriculares em
grupo. Assim, os/as professores/as precisam estar atentos às contribuições da
música em sala de aula, inclusive aprendendo mais sobre seus próprios alunos,
pois por meio dessa linguagem eles poderão se expressar com mais facilidade.

Lev Semionovitch Vygotsky, psicólogo, proponente da Psicologia histó-


rico-cultural, relata que os indivíduos constroem as suas práticas e atividades
sociais numa dialética de apropriação da cultura material e simbólica, que vai

7
desde a produção cotidiana com ferramentas e linguagens no cotidiano, “até
ciência, a arte e a Filosofia” (DUARTE, 2008, p. 1). Esse entendimento pode ser
resumido na seguinte citação do filósofo Karl Marx (1985, p.110): “a formação
dos cinco sentidos é um trabalho de toda a história universal até nossos dias”
e permanecerá deste modo enquanto existir a humanidade.

De acordo com Vygotsky (1984), o processo de aprendizagem de uma


criança não começa apenas ao entrar na escola, mas também em seus relacio-
namentos e interações com o ambiente ao seu redor. As informações disponí-
veis servem como base para a construção de relacionamentos futuros.

O autor procurou disseminar com essa informação que, “nas formas su-
periores do comportamento humano, o indivíduo modifica ativamente a situ-
ação estimuladora como uma parte do processo de resposta a ela” (Vygotsky,
1994, não está nas referências p. 15). Com base nos aspectos apresentados, fica
claro que Vygotsky vê a aprendizagem como parte integrante do desenvolvi-

8
mento, estando ambas intimamente ligadas e oferecendo oportunidades para
o crescimento e avanço dos indivíduos. O autor destaca a importância dos
instrumentos mediadores nesse processo, pois eles desempenham um papel
fundamental para facilitar a aceleração do desenvolvimento.

Inserida nas práticas culturais realizadas ao longo da história da humani-


dade, a música é “[...] uma espécie de sentimento social prolongado”, “emoção
central” ou uma “técnica social dos sentimentos” (VYGOTSKY, 1999, p.308)
desenvolvida pelos homens, ela sistematiza, harmoniza e estrutura as emo-
ções, permitindo-lhes “liberar” e desvendar as tensões mais dolorosas, viven-
ciar a libertação emocional complexa por meio da catarse e sua transformação
mútua (VYGOTSKY, 1999 p308). Isto é, a razão pela qual a arte não é uma
expressão da vida, como aparece na realidade, deve-se à sua capacidade de
unificar aspectos opostos da realidade em uma mesma forma, subvertendo
tanto o tempo quanto o espaço.

A criação artística na sua forma reside na consciência de quem a con-


templa, independentemente da forma de expressão artística a que se refere.
No caso da música, as atividades mentais necessárias para entender, ouvir e
apreciar uma peça musical são apoiadas por símbolos.

Segundo Vygotsky (1999), o desenvolvimento das funções psicológicas


humanas é fundamentalmente influenciado pela interação social. A teoria
postula que a psique humana é moldada pelas interações sociais e que os sig-
nos criados pelos humanos são capazes de transformar o funcionamento da
mente. Isso resulta na configuração de funções psicológicas superiores e pro-
move mudanças qualitativas nelas.

9
Vygotsky (1999) investiga as funções psicológicas que dizem respeito à
memorização, atenção e percepção. Essas funções podem ser influenciadas
por uma ampla variedade de símbolos, incluindo, entre outros, números, de-
senhos, linguagem e música. Como tal, é crucial reconhecer o significado da
musicalização como um símbolo derivado de funções psicológicas.

Vygotsky (1999) propôs uma abordagem artística que envolve a música


para promover não apenas o crescimento musical e emocional de um indiví-
duo, mas também suas habilidades sociais. Essa abordagem também ajuda a
melhorar a coordenação motora, as habilidades de linguagem e a função cor-
poral geral do indivíduo.

Incorporar elementos musicais na educação durante os anos de forma-


ção de uma criança pode ter um impacto significativo em seu crescimento e
compreensão do mundo. Essa abordagem não apenas melhora a percepção da
música, mas também tem um efeito positivo no desenvolvimento cognitivo.

10
Deve-se ressaltar que a música tem uma conexão infinita com a reali-
dade objetiva; ou seja, “está ligada à vida, às relações sociais de determinadas
épocas, de modo que se pode entender que o material para o conteúdo e estilo
artísticos são apreendido da realidade e trabalhado a partir dela” (BARROCO;
SUPERTI, 2014).

Na escola quando realizadas atividades musicais, estas não visam formar


músicos, mas através da vivência e compreensão da linguagem musical, abrir
canais sensoriais, promover a expressão emocional, ampliar a formação geral e
promover a formação integral (CHIARELLI e BARRETO, 2005). Dessa forma,
a linguagem musical é uma forma fundamental de expressão humana que fo-
menta a comunicação e a integração social, tornando-se um aspeto essencial que
deve ser integrado no contexto educativo, nomeadamente na educação infantil.

Proporcionar às crianças a oportunidade de ouvir música vai além de


simplesmente ativar o sistema auditivo; também estimula seus sistemas motor
e emocional. A música tem a capacidade de envolver não apenas nossos ouvi-
dos, mas também nossos músculos. Ao ouvir as primeiras notas ou ritmos de
uma música, podemos involuntariamente iniciar movimentos leves com a ca-
beça, os pés ou o tronco. Esse envolvimento também está presente em crianças
pequenas, que muitas vezes são transportadas pelas melodias e se balançam e
se movem graciosamente em resposta.

A produção social e histórica das práticas educativas, envolvendo a


música nos processos de escolarização e educação das crianças pequenas,
sempre esteve intimamente relacionada aos significados estabelecidos e atri-
buídos à criança e ao ter infância em cada período histórico.

11
Na escolarização infantil a música, é encontrada em algumas proposi-
ções sobre sua prática e ensino na obra de Comenius, Didática Magna (2017).
Para ele, a música é fonte de prazer e descanso para os “sentidos internos e
externos”, o cultivo da prática musical constitui uma atividade alternada com
qualidade lúdica à inércia do corpo e da mente (COMENIUS, 2017, p. 61).

Comenius acreditava que a infância é um aspecto fundamental da apren-


dizagem, e que as crianças possuem grande potencial para aprender de forma
lógica e organizada, o que contribui para o seu desenvolvimento global.

Na escola, as crianças, desde a mais tenra idade, deveriam cantar em


coros harmoniosos salmos e hinos sagrados simples, pois, para o maior
pedagogo do século XVII (CAMBI, 1999), todos deveriam cantar canções e
melodias corredias na rotina escolar, e aqueles que demonstrassem vocação
para música poderiam aprofundar os estudos aprendendo os “rudimen-
tos de música” num processo de “imitação gradual dos modelos musicais
propostos pelos/as professores/as; somente desta maneira, a aprendizagem
musical seria consolidada e o/a especialista em música despontaria” (CO-
MENIUS, 2017, p. 147).

De acordo com os princípios da Didática Magna, reconhece-se que a


aprendizagem das crianças na educação infantil não pode limitar-se a um
horário exato de forma a cumprir os objetivos propostos, pois cada criança
tem o seu próprio ritmo de aprendizagem, muito influenciado pela dinâmica
familiar “não é possível aos pais seguir uma ordem tão precisa como a da
escola pública [...] a índole da criança se desenvolve de modo desigual, mais
depressa numas, mais devagar noutras.” (COMENIUS, 2017, p. 331).

12
No percurso histórico-cultural das instituições educativas para crian-
ças, a música foi cumprindo diferentes funções e assumindo múltiplos pa-
péis segundo concepções pedagógicas que foram e que estão em vigor. No
contexto da educação infantil brasileira, embora a música seja defendida
como uma das muitas linguagens que devem existir no cotidiano das crian-
ças para que elas compreendam e construam seus mundos a partir da lingua-
gem sonora, percebe-se que são escassos os trabalhos pedagógico-musicais
que realmente guiam as crianças da Educação Infantil em suas descobertas e
construções sonoras.

A técnica para observar o desenvolvimento da criança, na Teoria Histó-


rico-Cultural, tem determinadas propriedades individuais, uma delas é que
“ele é um método de estudo da unidade do desenvolvimento” (VYGOTSKY,
2018b, p. 37), isto é, ele não trata apenas de um ou outro aspecto do desen-
volvimento infantil, mas do todo, em sua integralidade, por isso, é chamado
de método da unidade.
A análise que decompõe em elementos é definida pelo fato de o
elemento não conter propriedades do todo. Já a unidade, é defi-
nida pelo fato de que é a parte de um todo que contém, mesmo
que de forma embrionária, todas as características fundamentais
próprias do todo (VYGOTSKY, 2018b, p. 40).

Outra característica da abordagem proposta por Vygotsky (2018b) é que


ela é clínica no sentido mais amplo. Assim, o processo tenta abandonar a sin-
tomatologia e a ciência descritiva, desenfatizar o patológico e iniciar o estudo
dos processos de desenvolvimento. O autor explica:

13
Dessa forma, quando digo que a pedologia em prega o método clí-
nico no estudo do desenvolvimento infantil, quero dizer: ela trata
as manifestações observadas no desenvolvimento infantil apenas
como características por trás das quais tenta identificar com o
transcorreu ou com o ocorreu o próprio processo de desenvol-
vimento que levou ao surgimento desses sintomas (VYGOTSKY,
2018b, p. 50).

Uma característica final do método proposto por Vygotsky (2018b) é


que ele possui características genéticas comparativas. Nesse caso, explicam os
autores, não se trata apenas de comparar diferentes desenvolvimentos entre
crianças, o que é feito por diversas ciências por meio de métodos clínicos. Mas
o mais importante, compare o desenvolvimento da mesma criança em mo-
mentos diferentes de suas vidas. De acordo com o autor, “comparando o que
surgiu de novo e o que desapareceu de velho, já obtenho um quadro inteiro de
desenvolvimento” (VYGOTSKY, 2018b, p. 54). Esse é, para Vygotsky (2018b),
o diferencial do método da pedologia. O autor assegura que “Essa comparação
é o método principal com a ajuda do qual podemos obter o nosso conheci-
mento sobre o caráter e a trajetória do desenvolvimento infantil.” (VIGOTSKI,
2018b, p. 54).

14
Atividades Musicais

Os sons ao nosso redor


Objetivo: incentivar a criança a se envolver ativamente com a infinidade de
sons ao seu redor, promovendo uma percepção consciente dos estímulos au-
ditivos. Esta atividade pode ser realizada em qualquer local e com qualquer
número de participantes. Uma sugestão interessante é experimentar este exer-
cício em diversos ambientes, cultivando o hábito de ouvir atentamente e am-
pliando gradativamente seu alcance.

1º Passo: Peça às crianças que fechem os olhos e fiquem quietas por um ou


dois minutos (deitadas, se possível) para que possam prestar atenção a todos
os sons do ambiente.

2º Passo: Peça às crianças que digam e façam desenhos para registrar o que
ouviram.

3º Passo: Converse com as crianças sobre o que cada uma ouviu, comentando
a respeito das diferenças bem como das qua-
lidades de cada som. Pergunte, por exemplo:

• Qual som que você mais gostou?

• Qual som estava mais perto?

• Qual era o som estava mais longe?

• Qual era o som você já tinha ouvido antes?

15
Caixa de som
Objetivo: Melhorar a capacidade de perceber e identificar vários tons através
do treinamento auditivo. A tarefa envolve organizar um recipiente que forneça
uma variedade de estímulos auditivos. Está caixa pode ser um acessório per-
manente, com a opção de atualizar regularmente sua coleção de sons, parcial
ou totalmente.

Materiais: Caixa de papelão decorada e objetos sonoros.

1º Passo: Prepare uma caixa de papelão, decorando-a como quiser. Depois de


pronta, coloque vários objetos que façam barulho como: chaves, sino, choca-
lhos, garrafas pet pequenas, etc.

2º Passo: Coloque a mão dentro da caixa, escolha um objeto e o movimente.


Nesse momento, as crianças necessitarão identificar qual o objeto está sendo
manuseado.

3º Passo: Tome parte do jogo, adivinhando que objetos estão sendo pego e
manuseados pelas crianças.

16
Jogo do espelho
Objetivo: Explorar a dinâmica do movimento imitativo, onde a criança se mo-
vimenta em função dos movimentos de outra criança, bem como de uma mú-
sica. Em duplas, uma criança será o espelho, e outra, a espelhada.

Material: Som e músicas já selecionadas pelo professor.

1º Passo: Faça duplas e convide uma criança de cada dupla para ser o espelho
e a outra, a que vai ser espelhado. Tudo que a espelhada fizer o espelho deve
fazer igual. Brinque de espelho e espelhado (sem música) para que as crianças
possam entender como funciona essa prática.

2º Passo: Selecione músicas que enfatizem e contrastem a dinâmica e incentive


as crianças a se deleitarem com elas enquanto se envolvem em movimentos
que complementam a música.

3º Passo: Trabalhe em pares novamente e volte ao jogo do espelho. As crianças


acompanharão a dinâmica e os movimentos da música seguindo os sinais do
guia. Quem é o espelho passa a ser o espelhado e vice-versa.

17
Sons corporais
Objetivo: Melhorar a capacidade de memória e a sensibilidade ao ritmo das
crianças através da exploração de sons corporais.

1º Passo: As crianças devem estar organizadas em roda. O professor deve ex-


plorar com as crianças os sons que podem fazer com o seu próprio corpo (sons
dos pés, da voz, da boca, palmas, etc).

2º Passo: A atividade deve ser iniciada com a execução de uma pequena se-
quência de sons corporais. Exemplo: o professor emite som com os pés e as
crianças primeiramente escutam para depois reproduzi-las. Seguindo o mes-
mo princípio, cada criança cria uma nova sequência de sons corporais em or-
dem circular para o grupo repetir. Este processo pode continuar até que a roda
esteja completa.

18
O coelho grande e o coelhinho
Objetivo: Explorar contrastes musicais, isto é, os contrastes forte-fraco, agu-
do-grave, lento-rápido, crescendo-decrescendo, etc. Cada uma das palavras
grifadas abaixo refere-se a um personagem da história.

Materiais: instrumentos musicais e objetos sonoros.

1º Passo: Escolha, juntamente com as crianças, qual instrumento, objeto so-


noro ou som corporal irá representar cada personagem. Por exemplo: o coelho
grande será representado por um tambor; o coelhinho, por um pandeiro; as
orelhas grandes, por duas colheres de pau grandes; as orelhinhas, pelo som de
duas colheres de metal pequenas, e assim sucessivamente. Feita a escolha por
meio de um processo reflexivo, converse com as crianças sobre os contrastes
(agudo e grave, forte e fraco, lento e rápido, etc.), de modo a explorar as qua-
lidades do som.

2º Passo: Leia a história enquanto as crianças sonorizam. Cada uma deve tocar
quando for mencionada a sua personagem.

3º Passo: Converse com as crianças sobre o


que acharam da sonorização, bem como so-
bre o que pode ser modificado e melhorado.

19
Referências

BARROCO, S.M.S.; SUPERTI, T. Vigotski e o estuda da psicologia da arte:


contribuições para o desenvolvimento humano. Psicologia & Sociedade, 26,
2014. pp.22-31.

CAMBI, F. História da pedagogia. São Paulo: ed. da Unesp, 1999.

COMENIUS. Didática Magna. Aparelho crítico Marta Fattori. Tradução de Ivo-


ne Castilho Benedetti. 4ª edição. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2011.

CHIARELLI, Lígia Karina Meneghetti. A música como meio de desenvolver


a inteligência e a integração do ser, Revista Recrearte Nº3 Junho 2005: Insti-
tuto Catarinense de Pós-Graduação.

NOGUEIRA, Monique Andries. A Música e o desenvolvimento da criança.


Goiás: RevistaUFG, V.6, n.2. Dez. 2004. Disponivel em: [Link]
[Link]/revistaufg/article/view/48654/23876 Acesso em: 01 de maio de 2018.

MARX, Karl. O Capital: crítica da economia política. Livro I, 2 tomos. Tradu-


ção de Regis Barbosa e Flávio Kothe. São Paulo: Nova Cultural, 1985.

VIGOTSKI, Lev Semionovitch. Psicologia da Arte. Tradução de Paulo Bezer-


ra. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

VIGOTSKI, Lev Semionovich. Sete aulas de L.S. Vigotski sobre os fundamen-


tos da pedologia. 1ª edição. Rio de Janeiro: E-Papers, 2018b.

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As autoras

Raquel das Neves Batalhas


Possui Licenciatura em pedagogia pelo Centro Univer-
sitário de São Camilo (2018), Pós graduada em Educa-
ção Especial pela Faculdade de Tecnologia e Ciências
do Alto Paranaíba - FATAP e Pscopedagogia clínica
institucional pela Faculdade de Ciência e Educação do
Caparaó - FACEC e Mestranda pelo Programa de Mes-
trado Profissional em Ciência, Tecnologia e Educação no Centro Universitário
Vale do Cricaré (UNIVC). Atualmente é Professora de Educação Especial no
município de Marataizes - ES.

Nilda da Silva Pereira


Possui Licenciatura em Filosofia (FUCMT); Especia-
lização em Fundamentos Filosóficos em Educação
(UFMS); Mestrado e Doutorado em Educação: Currí-
culo (PUC/SP); Pós-doutorado em Sociologia Política
(UVV-ES). Trabalha com os direitos humanos, pelo
Instituto Brasileiro de Inovações pró-Sociedade Saudá-
vel Centro Oeste (IbissCO); Docente do Mestrado Profissional em Ciência,
Tecnologia e Educação no Centro Universitário Vale do Cricaré (UNIVC).

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ISBN: 978-65-6013-064-7

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