Livre-arbítrio e Destino: Escolhas e Consequências
Livre-arbítrio e Destino: Escolhas e Consequências
LE - L3 - Cap. 10 - 5- Livre-arbítrio
LE - L3 - Cap. 10 - 6- Fatalidade.
6.12 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas,
mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.
1 Pedro - Capítulo 2
2.16 Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal;
vivam como servos de Deus.
Provérbios - Capítulo 15
15.19 O caminho do preguiçoso é como que cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é
plana.
- Livre-arbítrio é a liberdade que cada um de nós possui para fazer as suas escolhas. Se não
tivéssemos a liberdade de pensar e de agir seriamos uma máquina, ou seja, um robô.
- O livre-arbítrio nos torna plenamente responsáveis por todos os nossos atos. A responsabilidade
aumenta em razão do desenvolvimento da nossa inteligência. Aquele, portanto, que possui o
conhecimento das leis de Deus e comete uma injustiça, é mais culpável, aos olhos de Deus, se
comparado a um homem selvagem.
- Depende unicamente de nós seguir o caminho do bem, que nos fará felizes; ou o do mal, que
nos conduzirá ao sofrimento.
- No entanto, existe um determinismo divino para que todos alcancem a evolução. Portanto,
aqueles que seguiram o caminho do mal, cedo ou tarde, irão se arrepender e corrigirão os seus
erros, retornando para o caminho do bem.
- Todos os que sofrem é porque não usaram o seu livre-arbítrio para a prática do bem. Cada ato
praticado é seguido de uma consequência. Importante é plantar o bem para colher o bem. Quem
escolhe o mal, acaba recebendo algo de ruim de volta, mais cedo ou mais tarde. Por exemplo, se
o aluno não estudar bastante, provavelmente irá mal na prova. Para evitarmos o erro,
devemos pensar primeiro, antes de agir. (1)
- Não há arrastamento irresistível, uma pessoa não nasce para ser criminosa. O Espírito pode
escolher, antes de encarnar, como prova e como expiação, uma existência em que se sentirá
arrastado para o crime, seja pelo meio em que estiver situado ou pelas circunstâncias. Mas será
sempre livre de agir como quiser.
- Não há fatalidade (destino inevitável) nos menores acontecimentos da vida. Se ao passar pela
rua, você tropeça em uma pedra, não penses que já estava escrito, como vulgarmente se diz. A
fatalidade ou destino, propriamente dito, somente existe no momento da morte, pois é uma lei da
natureza. Pode-se morrer em qualquer idade, quando chegar a sua hora; mas, se apressa
voluntariamente a sua morte, age em virtude de seu livre-arbítrio, porque ninguém o pode
constranger a fazê-lo.
- Há acontecimentos na vida do homem que parecem devido a uma certa fatalidade; mas o
Espiritismo nos explica que são decorrentes das escolhas que o Espírito faz voluntariamente, no
plano espiritual, antes de encarnar. Ele escolhe sofrer esta ou aquela prova (acontecimentos
importantes, tais como: profissão, família, pobreza etc.) para o seu adiantamento (evolução). Ao
escolhê-la, ele traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria consequência da
posição em que se encontra.
- O homem pode, pois, conforme a sua vontade (esforço), apressar o término de suas provas, e é
nisto que consiste a liberdade. Ou seja, uns podem chegar mais rápido do que outros a perfeição.
Comentário(1): Lições de catecismo espírita. Cap. 36. Eliseu Rigonatti. (2): LE. Questão 399.
1. O que é o livre-arbítrio?
3. Por que conforme aumenta a minha inteligência, maior é a responsabilidade dos meus atos?
Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de agir. Sem o livre-arbítrio, o
homem seria uma máquina. (O Livro dos Espíritos. Questão 843. Allan Kardec).
O livre arbítrio é definido como “a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua
própria conduta”, ou, em outras palavras, a possibilidade que ele tem de, “entre duas ou mais
razões suficientes de querer ou de agir, escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as
outras”. (As leis morais. Cap. 35. Rodolfo Calligaris).
Não tem eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e
ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se
tornaram por sua vontade. (O Livro dos Espíritos. Questão 121. Allan kardec).
Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância. (O Livro dos Espíritos. Questão 120. Allan
kardec).
Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm a consciência de si
mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal? Há neles um princípio, uma tendência
qualquer que os leve mais para um lado que para outro?
O instinto, o que não o impede de agir com inteira liberdade em certas coisas. Mas, como
a criança, ele aplica essa liberdade às suas necessidades e ela se desenvolve com a inteligência.
Por conseguinte, tu, que és mais esclarecido que um selvagem, és também mais responsável que
ele pelo que fazes. ( O Livro dos Espíritos. Questão 849. Allan Kardec).
O homem tem em si a consciência (1), que o adverte quando fez bem ou fez mal,
cometeu uma má ação ou descurou de fazer o bem; sua consciência que, como guardiã
vigilante, encarregada de velar por ele, aprova ou desaprova sua conduta. Muitas vezes
acontece que se mostre rebelde à sua voz, que repila suas inspirações; quer sufocá-la pelo
esquecimento; mas jamais ela é completamente aniquilada para que, num dado momento, não
desperte mais forte e mais poderosa e não exerça um severo controle de vossas ações.
A consciência produz dois efeitos diferentes: a satisfação de ter agido bem, a paz que
deixa a consciência do dever cumprido, e o remorso que penetra e tortura quando se praticou
uma ação reprovada por Deus, pelos homens ou pela honra. É, propriamente falando, o senso
moral. ( Revista Espírita. Agosto de 1867. Instruções dos Espíritos sobre este caso. Allan
Kardec).
O homem que comete um assassinato sabe, ao escolher a sua existência, que se tornará
assassino?
Não. Sabe apenas que, ao escolher uma vida de lutas terá a probabilidade de matar um
de seus semelhantes, mas ignora se o fará ou não, porque depende quase sempre dele tomar a
deliberação de cometer o crime. Ora, aquele que delibera sobre uma coisa é sempre livre de a
fazer ou não. Se o Espírito soubesse com antecedência que, como homem, devia cometer um
assassínio, estaria predestinado a isso. Sabei, então, que não há ninguém predestinado ao
crime e que todo crime, como todo e qualquer ato, é sempre o resultado da vontade e do
livre arbítrio. De resto, sempre confundis duas coisas bastante distintas: os acontecimentos
materiais da existência e os atos da vida moral. Se há fatalidade, às vezes, é apenas no
tocante aos acontecimentos materiais, cuja causa está fora de vós e que são
independentes da vossa vontade. Quanto aos atos da vida moral, emanam sempre do
próprio homem, que tem sempre, por conseguinte, a liberdade de escolha: para os seus
atos não existe jamais a fatalidade. (O Livro dos Espíritos. Questão 861. Allan Kardec).
Há uma fatalidade nos acontecimentos da vida, segundo o sentido ligado a essa palavra;
quer dizer, todos os acontecimentos são predeterminados, e nesse caso em que se torna o livre
arbítrio?
A fatalidade não existe senão para a escolha feita pelo Espírito, ao encarnar-se, de
sofrer esta ou aquela prova; ao escolhê-la, ele traça para si mesmo uma espécie de
destino, que é a própria consequência da posição em que se encontra. Falo das provas de
natureza física, porque, no tocante às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o
seu livre arbítrio sobre o bem e o mal, é sempre senhor de ceder ou resistir. Um bom Espírito, ao
vê-lo fraquejar, pode correr em seu auxílio mas não pode influir sobre ele a ponto de subjugar-lhe
a vontade. Um Espírito mau, ou seja, inferior, ao lhe mostrar ou exagerar um perigo físico pode
abalá-lo e assustá-lo, mas a vontade do Espírito encarnado não fica por isso menos livre de
qualquer entrave. ( O Livro dos Espíritos. Questão 851. Allan Kardec).
Fatalidade e destino são dois termos que se empregam, amiúde, para expressar a força
determinante e irrevogáveL dos acontecimentos da vida, bem assim o arrastamento irresistível do
homem para tais sucessos, independentemente de sua vontade.
O homem não é fatalmente conduzido ao mal; os atos que pratica não "estavam
escritos"; os crimes que comete não são o resultado de um decreto do destino. Ele pode,
como prova e como expiação, escolher uma existência em que se sentirá arrastado para o
crime, seja pelo meio em que estiver situado, seja pelas circunstâncias supervenientes.
Mas será sempre livre de agir como quiser. Assim, o livre arbítrio existe no estado de Espírito,
com a escolha da existência e das provas; e no estado corpóreo, com a faculdade de ceder ou
resistir aos arrastamentos a que voluntariamente estamos submetidos. Cabe à educação
combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando se basear no estudo
aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza
moral chegar-se-á a modificá-la, como se modificam a inteligência pela instrução e as condições
físicas pela higiene.
A fatalidade não é, entretanto, uma palavra vã; Ela existe no tocante à posição do homem
na Terra e às funções que nela desempenha, como consequência do gênero de existência que o
seu Espírito escolheu, como prova, expiação ou missão. Sofre ele, de maneira fatal, todas as
vicissitudes dessa existência e todas as tendências boas ou más que lhes são inerentes. Mas a
isso se reduz a fatalidade, porque depende da sua vontade ceder ou não a essas tendências.
Todas, não é bem o termo, pois não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo
o que vos acontece no mundo, até as menores coisas. Escolhestes o gênero de provas; os
detalhes são consequências da posição escolhida, e frequentemente de vossas próprias
ações. Se o Espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, já sabia a que deslize se
expunha, mas não conhecia cada um dos atos que praticaria; esses atos são produtos de sua
vontade ou do seu livre arbítrio: O Espírito sabe que, escolhendo esse caminho, terá de passar
por esse gênero de lutas; e sabe de que natureza são as vicissitudes que irá encontrar; mas não
sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes nascem das circunstâncias e da
força das coisas. Só os grandes acontecimentos, que influem no destino, estão previstos. Se
tomas um caminho cheio de desvios, sabes que deves ter muitas precauções, porque corres o
perigo de cair, mas não sabes quando cairás, e pode ser que nem caias, se fores bastante
prudente. Se ao passar pela rua uma telha te cair na cabeça, não penses que estava escrito,
como vulgarmente se diz. (O Livro dos Espíritos. Questão 259. Allan Kardec).
Imaginai um homem que fosse efetuar uma viagem. Todo o seu trajeto está
previsto: dia de partida, caminhos, etapas, dia de chegada. Todas as atividades, contudo,
no transcurso da viagem, estão afetas ao viajante, que se pode desviar ou não do roteiro
traçado, segundo os ditames da sua vontade. Daí se infere que o livre-arbítrio é lei
irrevogável na esfera individual, perfeitamente separável das questões do destino,
anteriormente preparado. (Emmanuel. Cap. 33. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico
Xavier).
Certas pessoas escapam a um perigo mortal para cair em outro; parece que não podem
escapar à morte. Não há nisso fatalidade?
Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, não morreremos se a nossa hora não
chegou?
Não, não morrerás, e tens disso milhares de exemplos. Mas quando chegar a tua hora de
partir, nada te livrará. Deus sabe com antecedência qual o gênero de morte por que partirás
daqui, e frequentemente teu Espírito também o sabe, pois isso lhe foi revelado quando fez a
escolha desta ou daquela existência. ( O Livro dos Espíritos. Questão 853. Allan Kardec).
Se a morte não pode ser evitada quando chega a sua hora, acontece o mesmo com todos
os acidentes no curso da nossa vida?
São, em geral, coisas demasiado pequenas, das quais podemos prevenir-vos dirigindo o
vosso pensamento no sentido de as evitardes, porque não gostamos do sofrimento material. Mas
isso é de pouca importância para o curso da vida que escolhestes. A fatalidade só consiste
nestas duas horas: aquelas em que deveis aparecer e desaparecer neste mundo. ( O Livro dos
Espíritos. Questão 859. Allan Kardec).
Todas as leis que regem o conjunto dos fenômenos da Natureza têm conseqüências
necessariamente fatais, isto é, inevitáveis, e essa fatalidade é indispensável à manutenção da
harmonia universal. O homem, que sofre essas conseqüências, está, pois, em alguns aspectos,
submetido à fatalidade, em tudo quanto não dependa de sua iniciativa. Assim, por exemplo, deve
morrer fatalmente; é a lei comum, à qual não pode subtrair-se e, em virtude dessa lei, pode
morrer em qualquer idade, quando chegar a sua hora; mas, se apressa voluntariamente a sua
morte, pelo suicídio ou por seus excessos, age em virtude de seu livre-arbítrio, porque ninguém o
pode constranger a fazê-lo. Deve comer para viver: é a fatalidade; mas se comer além do
necessário, pratica um ato de liberdade.
Quem é aquele a quem muitas vezes aconteceu dizer: “Se eu não tivesse agido como agi
em tal circunstância, não estaria na posição em que estou; se tivesse que recomeçar, agiria de
outra maneira?” Não era reconhecer que era livre para fazer ou não fazer? que estava livre para
fazer melhor outra vez, se se apresentasse ocasião? Ora, Deus, que é mais sábio que
ele, prevendo os erros nos quais pode cair, o mal uso que pode fazer de sua liberdade, dá-lhe
indefinidamente a possibilidade de recomeçar pela sucessão de suas existências corporais, e ele
recomeçará até que, instruído pela experiência, não mais se engane de caminho.
O homem pode, pois, conforme a sua vontade, apressar o termo de suas provas, e é nisto
que consiste a liberdade.
A fatalidade é absoluta para as leis que regem a matéria, porque a matéria é cega; não
existe para o Espírito, ele próprio chamado para reagir sobre a matéria, em virtude de sua
liberdade.
O primeiro é absoluto nas mais baixas camadas evolutivas e o segundo amplia se com os
valores da educação e da experiência. Acresce observar que sobre ambos pairam as
determinações divinas, baseadas na lei do amor, sagrada e única, da qual a profecia foi sempre o
mais eloqüente testemunho.
Bibliografia:
- O Livro dos Espíritos. Questões 120, 121, 122, 259, 262, 637, 843, 844, 849, 851,853, 859
e 861. Item 872. Allan Kardec.
- O que é o Espiritismo. Cap. 3. O homem durante a vida terrena. Questão 127. Allan Kardec.
- Revista Espírita. Agosto de 1867. Instruções dos Espíritos sobre este caso. Allan Kardec.
- Revista Espírita. Julho de 1868. A ciência da concordância dos números e a fatalidade. Allan
Kardec.
TEXTOS
O eco
Aninha e sua tia Antônia faziam uma trilha ecológica, quando pararam em frente a uma
caverna:
- Que lugar lindo!
E ouviram:
- ...lindo!
Percebendo que a caverna respondeu, Aninha disse:
- Fique quieta!
Mas escutou logo em seguida:
- ...quieta!
- É um eco, disse tia Antônia.
- Que engraçado!- exclamou a menina - Por que será que ele repete o que digo?
- Deus criou o mundo perfeito, lembrou a tia. Talvez o eco queira nos dizer algo sobre a
vida.
- Como?
- A vida também é assim - disse tia Antônia. Tudo o que fazemos retorna a nós. É a lei de
causa e efeito. E gritou:
- Raiva!
E a caverna respondeu com a mesma palavra.
A menina sorriu. A tia falou então:
- Paz!
E o eco repetiu.
- Agora tente você - sugeriu tia Antônia.
- Amor! Aninha gritou. E logo em seguida disse também amizade, carinho.
- Alguém gritou por você? - quis saber a tia da menina.
- Não. Fui eu que decidi o que dizer.
- Isso mesmo. Cada um escolhe o que deseja para sua vida. Se você escolher plantar
laranjas, não colherá maçãs, certo? Você também escolhe suas atitudes, porém sua vida será de
acordo com suas escolhas.
- Plante amor, colha amor? perguntou a garota.
- Plante amizade, colha amigos. Continuou tia Antônia. Semeie alegria, colha alegria. Como
no eco.
- Posso dizer mais uma palavra antes de continuarmos a caminhada, tia?
- Claro!
- Obrigada! gritou a garota, na entrada da caverna.
E o eco respondeu.
Júlia é uma menina inteligente. Ela mora numa casa pequena e acolhedora, no bairro Laranjeiras.
Júlia é bem jovem, mas já aprendeu fazer escolhas. Quando acorda, por exemplo, ela tem duas
opções pode: reclamar do raio de sol que atravessa as cortinas, dos pássaros que fazem
algazarra do lado de fora e das tarefas que tem para fazer, ou pode fazer outra coisa: agradecer
por mais um dia de vida, pelo sol e pelos pássaros e pela oportunidade de estudo e de trabalho.
FICHA 02
Júlia sempre reclama de acordar cedo. A mãe, Dona Isamar tem que chamá-la várias vezes.
Ela diz que o leite está frio e que pão esquentado na chapa é coisa muito ruim. Reclama de vestir
uniforme e que a Van do transporte escolar chega muito cedo.
Hoje, Dona Isamar teve uma conversa muito séria com a filha:
- Júlia, você precisa reclamar menos. Precisa deixar de usar esses óculos escuros aí!
- Parece que tem sim, menina. Vê tudo de uma forma escura, pra baixo. Precisa levantar o astral
- Minha filha, a mesma situação pode sempre ser vista de duas maneiras. O leite, que você
considera frio, pode estar na temperatura ideal, para não queimar bocas mais delicadas. O pão
não é fresco porque todos trabalhamos fora e não temos tempo para buscar na padaria, logo de
manhãzinha. De tarde, a gente sempre dá um jeitinho e consegue comprar pão saído do forno,
quentinho e saboroso, não é verdade?
- Lucio tem que buscar várias crianças e não pode esperar seus atrasos. Se toda criança
atrasasse uns 5 minutos que fossem, já pensou a que horas ele chegaria na escola? Na hora do
recreio!
- E como vocês aprenderiam o que precisam aprender, hein? É muito tempo perdido. . .
Como dissemos, a vida é feita de escolhas. Júlia pode escolher continuar reclamando, vendo
sempre o lado ruim das coisas, ou ouvir a mãe e melhorar o humor, passando a valorizar as
oportunidades.
Se escolher reconhecer que estava errado e passar a ver a vida com outros olhos, vá para
a ficha 22 veja quanta coisa pode acontecer...
FICHA 03
Mesmo tendo sido advertida várias vezes que esse comportamento não era o ideal nem a faria
feliz, Júlia passa os dias no maior azedume. Briga com os colegas, quando não atendem seus
caprichos e, por isso, aqueles que poderiam ser seus grandes amigos não se aproximam dela.
Reclama dos deveres da escola e, sempre que pode, deixa de fazer um ou outro. As notas dela,
por isso mesmo , foram lá para baixo.
O pior de tudo é o que Júlia sente-se muito só e gostaria muito de ter amigos, boas notas e um
bom relacionamento familiar.
Tirar os óculos escuros, é claro. T irar os óculos escuros e passar a ver o mundo com olhos
brilhantes e felizes, percebendo oportunidades sagradas no exercício da existência.
FICHA 22
Os dias de Júlia são sempre recheados de boas surpresas, sabem por quê? Porque ela vê a vida
com otimismo e alegria.
Pequenas coisas que acontecem lhe trazem alegria: o pão quentinho na chapa, feito com carinho
pela Dona Isamar, a conversa alegre com os coleguinhas da van, as brincadeiras na hora do
recreio, o aprendizado da sala de aula.
Júlia vê o mundo com bons olhos e, exatamente por isso, tem ânimo e clareza de raciocínio,
quando surgem os problemas. Dificuldades com a escola, problemas de falta de dinheiro em casa
ou resfriados são enfrentados com coragem e certeza de que é possível superá-los
Quem não gasta suas forças com reclamação e pessimismo, enfrenta melhor os próprios
problemas.
E você, querido leitor, que escolha fará para sua vida toda?
(FONTE: [Link]
Tomando decisões
Enquanto o pai se entretinha a ler um jornal, Gustavo, de onze anos, pegou um livro da estante e
pôs-se a folheá-lo. De repente parou, e perguntou:
– Papai, o que é livre-arbítrio?
O pai colocou o jornal de lado e tirou os óculos:
– Livre-arbítrio, meu filho, é a capacidade que o ser humano tem de tomar suas próprias
decisões, fazer suas escolhas. Entendeu?
– Não.
Cheio de paciência, o pai respondeu:
– Por exemplo, Gustavo. Amanhã é sábado e tem treino de futebol à tarde. Você vai?
– Não sei, papai. Também tenho convite para ir a uma festa de aniversário, no mesmo horário.
– Eu sei. Aniversário do Jorginho, seu amigo de infância. E então? O que você vai resolver? Vai
ao treino ou vai à festa?
– Acho que não vou à festa do Jorginho, papai. Creio que vou ao treino.
– Ah, então você já se decidiu?
O garoto pensou um pouco e respondeu:
– O futebol é um compromisso que assumi no início do ano e não devo faltar. O time precisa de
mim. Porém, pensando bem, papai, se eu não for ao aniversário, o Jorginho vai ficar chateado
comigo.
– Então, você vai ao aniversário do seu amigo?
Gustavo coçou a cabeça, confuso, e considerou:
– Pensando bem, existe um outro problema. Na próxima semana nosso time tem um jogo
importante, que faz parte do campeonato entre as escolas. Ah, Meu Deus! Não sei o que fazer!
O pai sorriu e explicou:
– Livre-arbítrio é exatamente isso, meu filho. Entre duas ou mais opções, você tem que decidir.
Nesse momento, você vai ter que se resolver: o prazer ou o dever.
– Agora eu entendi, papai. Mas é muito difícil tomar decisões!
O pai concordou com ele, recomendando que pensasse bastante até o dia seguinte para não
tomar uma decisão errada.
– Meu filho, o livre-arbítrio é um dádiva de Deus, mas também é uma conquista do espírito no
trajeto evolutivo realizado. Então, precisamos pensar bem antes de qualquer decisão. Seja ela
certa ou errada, ficaremos sempre condicionados às conseqüências dos nossos atos, segundo a
Lei de Ação e Reação, ou Lei de Causa e Efeito.
Como era tarde, foram dormir.
No dia seguinte, Gustavo estava sentado à mesa tomando o café da manhã, quando o pai lhe
perguntou:
– E daí, meu filho? Resolveu?
– Pensei bastante e ainda não me decidi. Porém até à tarde, eu resolvo.
Quase na hora de sair, Gustavo apareceu na sala com a mochila e um pacote embrulhado para
presente na mão.
– Vejo que você se decidiu pelo aniversário, Gustavo. Quer dizer que o prazer ganhou – disse o
pai.
O garoto balançou a cabeça negativamente.
– Não? Então, vai ao treino. Ficou com o dever.
Gustavo balançou a cabeça novamente:
– Também não, papai.
– Não estou entendendo!
– É que apareceu uma terceira opção, papai. Lembrei que teremos prova de matemática na
segunda-feira. Então, vou estudar na casa de um colega que entende bem a matéria. Antes,
porém, vou passar na casa do Jorginho, dar-lhe os parabéns e entregar o presente que comprei
para ele. Assim, o prazer e o dever serão igualmente atendidos.
O pai estava surpreso e maravilhado. Seu filho Gustavo, que ele julgara um pouco desleixado
com relação às suas tarefas, mostrara que era ponderado e responsável, tomando decisões com
habilidade.
Levantou-se, estendendo os braços para o rapazinho:
– Parabéns, meu filho. Você soube decidir entre o prazer e o dever. Mas, diga-me, e o treino? O
time tem jogo importante na semana que vem...
Abraçando o pai, com enorme sorriso no rosto, o garoto explicou:
– É verdade, papai. Porém, fiquei sabendo hoje cedo que o jogo será adiado. Então, não tive
mais dúvidas. Agora estou tranqüilo, certo de que fiz o melhor.
Gustavo despediu-se do pai e da mãe, pegou a mochila com os livros, o presente e, acenando
uma última vez, fechou a porta atrás de si.
O pai estava feliz. Sentia-se realizado por ter um filho que usara o livre-arbítrio de maneira tão
responsável.
(Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita - Autora: Célia Xavier Camargo)
As três escolhas
O discípulo apresentou-se ao orientador cristão e indagou:
- Instrutor, em sua opinião, qual é a lei que englobaria em si todas as Leis de Deus?
O interpelado respondeu:
- A Lei do Bem.
- Entretanto – acrescentou o aprendiz – quem diz “lei” refere-se a clima de ação que todos
devemos observar.
- Isto mesmo.
- Instrutor amigo, esclareça, por obséquio, a que resultados nos levam as três escolhas referidas?
O mentor aclarou, com serenidade:
- Os que observam a Lei do Bem se encaminham para as Esferas Superiores; os que preferem
descansar em caminho, por vezes se demoram muito tempo na inércia, retornando a marcha com
muitas dificuldades para a readaptação às tarefas da jornada; e os que se distanciam
voluntariamente, nos resvaladouros do desequilíbrio, muitas vezes, gastam séculos, presos nos
princípios de causa e efeito, até que, um dia, deliberem aceitar a própria renovação...
Compreendeu?
Diante da lei
Reunião pública de 15-5-61
O espírito consciente, criado através dos milênios, nos domínios inferiores da natureza, chega a
condição de humanidade, depois de haver pago os tributos que a evolução lhe reclama.
A vista disso, e natural compreendas que o livre-arbítrio estabelece determinada posição para
cada alma, porquanto cada pessoa deve a si mesma a situação em que se coloca.
Todos temos, assim, na vontade a alavanca da vida, com infinitas possibilidades de mentalizar e
realizar.
O governo do Universo e a justiça que define, em toda parte, a responsabilidade de cada um.
O sustento do Universo e o trabalho que situa cada inteligência no lugar que lhe compete.
O Criador concede as criaturas, no espaço e no tempo, as experiências que desejem, para que
se ajustem, por fim, as leis de bondade e equilíbrio que O manifestam. Eis por que, permanecer
na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, e ação espiritual que depende de
nós.
Enganando-se nas teias da ilusão em que transita na Terra, arroja-se a alma a fundos
despenhadeiros de sombras; todavia, descerrando os próprios olhos à verdade e buscando-a
pelo plantio do amor, acende nova luz em si mesma, estruturando novos caminhos.
Subsiste a expiação, enquanto perdura o prejuízo às leis que nos regem e abrem-se vastos
horizontes de paz ao Espírito que luta em si mesmo, tão logo se consagre ao trabalho do próprio
aperfeiçoamento.
Recordemo-nos de que no estágio evolutivo em que nos achamos ninguém existe sem débitos a
resgatar.
Todos temos peregrinado na senda escura do remorso, após haver desencadeado sobre nos
mesmos à longa série de causas aflitivas a que,
Não passamos, por agora, de almas em reajuste, na oficina das provas, após o desastre de
nossas deliberações infelizes.
*
A culpa, por enquanto, é fantasma interior que nos persegue em todos os ângulos do mundo, sob
as mais variadas formas.
Da defecção diante do Cristo, todos partilhamos em nossas experiências, mas pela caridade bem
vivida, que dá de si sem pensar em si, que se sacrifica e ampara, que tudo suporta, entende,
auxilia e espera, poderemos lavar o tecido sutil de nossa alma, recuperando-nos as forças para
aprendermos a servir sempre.
Todos trazemos na intimidade do próprio ser a nossa dor, a nossa aflição, a nossa prova ou o
nosso problema...
E estendendo braços fraternos, uns aos outros, perceberemos que só o amor bem dividido pode
multiplicar a felicidade.
Usemos a caridade recíproca, e, com a liberdade relativa de que dispomos sernos-á então
possível edificar, com Jesus, o nosso iluminado Amanhã.
Fatalidade e livre-arbítrio
Antes do regresso à experiência no Plano Físico, nossa alma em prece roga ao Senhor a
concessão da luta para o trabalho de nosso próprio reajustamento.
Imploramos o retorno ao círculo de obstáculos que nos presenciou a derrota em romagens mal
vividas...
Suplicamos a presença de verdugos com quem cultiváramos o ódio, para tentar a cultura
santificante do amor...
Pedimos seja levado de novo aos nossos lábios o cálice das provas em que fracassamos,
esperando exercitar a fé e a resignação, a paciência e o valor...
E com a intercessão de variados amigos que se transformam em confiantes avalistas de nossas
promessas, obtemos a bênção da volta.
Somos herdeiros do nosso pretérito e, nessa condição, arquitetamos nossos próprios destinos.
É, por isso, que fatalidade e livre-arbítrio coexistem nos mínimos ângulos de nossa jornada
planetária.
Aceitemos os problemas e as inquietações que a Terra nos impõe agora, atendendo aos nossos
próprios desejos, na planificação que ontem organizamos, fora do corpo denso, e tenhamos
cautela com o modo de nossa movimentação no campo das próprias tarefas, porque, conforme
as nossas diretrizes de hoje, na preparação do futuro, a vida nos oferecerá amanhã paz ou luta,
felicidade ou provação, luz ou treva, bem ou mal.
Escolha
Chamados e escolhidos não constituem expressões que se ajustam unicamente ao quadro das
revelações vertidas do Céu para a Terra.
Observemo-las no campo da experiência comum, de vez que toda criatura é escolhida para
expressar os elementos chamados por ela mesma a substancializar o centro da própria vida.
Quem se esforça por estudar e aprender, é escolhido para guardar o conhecimento superior e
transmiti-lo aos semelhantes.
Quem se esmera no cumprimento das próprias obrigações, é escolhido para representar a força
do progresso.
Quem busca estender as flores da bondade é escolhido para colher os frutos da simpatia.
Teus mais íntimos pensamentos são ímãs vigorosos trazendo-te ao roteiro as forças que
procuras.
Não te detenhas na tristeza que te angariará desencanto, nem te confines à revolta que te
imergirá o coração nas correntes da indisciplina.
Não olvides que o tempo infatigável dar-nos-á, hoje e sempre, o lugar que nos é próprio, porque a
vida escolher-nos-á par a treva ou para a luz, segundo a nossa própria escolha.
Se ainda não dispões de segurança a fim de sustentar a própria fé, acalma-te, trabalha, serve,
espera e guarda a certeza de que deus vem vindo.
Questão de sorte
Respondo a sua pergunta
Repetimos comumente:
Um pensamento, um projeto,
Apresentando um destino.
Acabando-se a fortuna,
Cultivava a rebeldia,
Vitorino o costureiro,
No tempo justo
Você
de colher.
porque,
no tempo justo,
espécie.
(Brilhe vossa Luz. Espírito Albino Teixeira. Chico Xavier. Carlos A. Baccelli)