0% acharam este documento útil (0 voto)
28 visualizações20 páginas

Livre-arbítrio e Destino: Escolhas e Consequências

O livre-arbítrio é a capacidade de escolher entre o bem e o mal, tornando o indivíduo responsável por suas ações, e sua consciência guia essas escolhas. Embora exista um determinismo divino que assegura a evolução de todos os espíritos, cada um é livre para traçar seu próprio destino através de suas decisões. A fatalidade, portanto, se limita a consequências das escolhas feitas antes da encarnação, enquanto os atos morais são sempre resultado do livre-arbítrio.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
28 visualizações20 páginas

Livre-arbítrio e Destino: Escolhas e Consequências

O livre-arbítrio é a capacidade de escolher entre o bem e o mal, tornando o indivíduo responsável por suas ações, e sua consciência guia essas escolhas. Embora exista um determinismo divino que assegura a evolução de todos os espíritos, cada um é livre para traçar seu próprio destino através de suas decisões. A fatalidade, portanto, se limita a consequências das escolhas feitas antes da encarnação, enquanto os atos morais são sempre resultado do livre-arbítrio.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Livre-arbítrio e o destino

LE - L3 - Cap. 10 - 5- Livre-arbítrio

LE - L2 - Cap. 6 - 5 - Escolhas das provas

LE - L2 - Cap. 1 - Progressão dos Espíritos

LE - L3 - Cap. 10 - 6- Fatalidade.

Leitura da Bíblia: 1 Coríntios - Capítulo 6

6.12 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas,
mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas.

1 Pedro - Capítulo 2

2.16 Vivam como pessoas livres, mas não usem a liberdade como desculpa para fazer o mal;
vivam como servos de Deus.

Provérbios - Capítulo 15

15.19 O caminho do preguiçoso é como que cercado de espinhos, mas a vereda dos retos é
plana.

Tópicos a serem abordados:

- Livre-arbítrio é a liberdade que cada um de nós possui para fazer as suas escolhas. Se não
tivéssemos a liberdade de pensar e de agir seriamos uma máquina, ou seja, um robô.

- O livre-arbítrio nos torna plenamente responsáveis por todos os nossos atos. A responsabilidade
aumenta em razão do desenvolvimento da nossa inteligência. Aquele, portanto, que possui o
conhecimento das leis de Deus e comete uma injustiça, é mais culpável, aos olhos de Deus, se
comparado a um homem selvagem.

- Depende unicamente de nós seguir o caminho do bem, que nos fará felizes; ou o do mal, que
nos conduzirá ao sofrimento.

- No entanto, existe um determinismo divino para que todos alcancem a evolução. Portanto,
aqueles que seguiram o caminho do mal, cedo ou tarde, irão se arrepender e corrigirão os seus
erros, retornando para o caminho do bem.

- Todos os que sofrem é porque não usaram o seu livre-arbítrio para a prática do bem. Cada ato
praticado é seguido de uma consequência. Importante é plantar o bem para colher o bem. Quem
escolhe o mal, acaba recebendo algo de ruim de volta, mais cedo ou mais tarde. Por exemplo, se
o aluno não estudar bastante, provavelmente irá mal na prova. Para evitarmos o erro,
devemos pensar primeiro, antes de agir. (1)

- O livre-arbítrio é guiado pela consciência. O homem tem em si a consciência, um pensamento


íntimo que o adverte quando faz o bem ou faz o mal. Por meio da intuição, a voz da consciência
que nos fala, auxiliada pelos Espíritos protetores (através da inspiração), nos dá a idéia para
resistir as tentações do mal (2).

- Não há arrastamento irresistível, uma pessoa não nasce para ser criminosa. O Espírito pode
escolher, antes de encarnar, como prova e como expiação, uma existência em que se sentirá
arrastado para o crime, seja pelo meio em que estiver situado ou pelas circunstâncias. Mas será
sempre livre de agir como quiser.

- Nós construímos o nosso próprio destino. Se todas as coisas estivessem previamente


determinadas e nada se pudesse fazer para impedi-las ou modificar-lhes o curso (trajetória), a
criatura humana se reduziria a simples máquina.

- Não há fatalidade (destino inevitável) nos menores acontecimentos da vida. Se ao passar pela
rua, você tropeça em uma pedra, não penses que já estava escrito, como vulgarmente se diz. A
fatalidade ou destino, propriamente dito, somente existe no momento da morte, pois é uma lei da
natureza. Pode-se morrer em qualquer idade, quando chegar a sua hora; mas, se apressa
voluntariamente a sua morte, age em virtude de seu livre-arbítrio, porque ninguém o pode
constranger a fazê-lo.

- Há acontecimentos na vida do homem que parecem devido a uma certa fatalidade; mas o
Espiritismo nos explica que são decorrentes das escolhas que o Espírito faz voluntariamente, no
plano espiritual, antes de encarnar. Ele escolhe sofrer esta ou aquela prova (acontecimentos
importantes, tais como: profissão, família, pobreza etc.) para o seu adiantamento (evolução). Ao
escolhê-la, ele traça para si mesmo uma espécie de destino, que é a própria consequência da
posição em que se encontra.

- O homem pode, pois, conforme a sua vontade (esforço), apressar o término de suas provas, e é
nisto que consiste a liberdade. Ou seja, uns podem chegar mais rápido do que outros a perfeição.

Comentário(1): Lições de catecismo espírita. Cap. 36. Eliseu Rigonatti. (2): LE. Questão 399.

Perguntas para fixação:

1. O que é o livre-arbítrio?

2. Por que Deus nos concedeu o livre-arbítrio?

3. Por que conforme aumenta a minha inteligência, maior é a responsabilidade dos meus atos?

4. O que devemos fazer antes de tomar uma decisão?

5. Quem é o guia das nossas escolhas, ou seja, do livre-arbítrio?

6. Já estava previsto, no destino de uma pessoa, que ela seria criminosa?

7. Existe arrastamento irresistível ao mal?

8. Quais são as consequências do mal?


9. Toda nossa vida é predeterminada pelo destino ou fatalidade, ou seja, já estava escrito?

10. Podemos escolher nossas provas antes de encarnar no planeta Terra?

11. O que podemos dizer que é uma fatalidade, propriamente dita?

Subsídio para o Evangelizador:

Tem o homem o livre-arbítrio de seus atos?

Pois que tem a liberdade de pensar, tem igualmente a de agir. Sem o livre-arbítrio, o
homem seria uma máquina. (O Livro dos Espíritos. Questão 843. Allan Kardec).

O livre arbítrio é definido como “a faculdade que tem o indivíduo de determinar a sua
própria conduta”, ou, em outras palavras, a possibilidade que ele tem de, “entre duas ou mais
razões suficientes de querer ou de agir, escolher uma delas e fazer que prevaleça sobre as
outras”. (As leis morais. Cap. 35. Rodolfo Calligaris).

O livre arbítrio é a faculdade que permite ao homem edificar, conscientemente, o


seu próprio destino, possibilitando-lhe a escolha, na sua trajetória ascensional, do
caminho que desejar. (Estudando o evangelho. Cap. 30. Martins Peralva).

Por que alguns Espíritos seguiram o caminho do bem, e outros o do mal?

Não tem eles o livre-arbítrio? Deus não criou Espíritos maus; criou-os simples e
ignorantes, ou seja, tão aptos para o bem quanto para o mal; os que são maus, assim se
tornaram por sua vontade. (O Livro dos Espíritos. Questão 121. Allan kardec).

Todos os Espíritos passam pela fieira do mal, para chegar ao bem?

Não pela fieira do mal, mas pela da ignorância. (O Livro dos Espíritos. Questão 120. Allan
kardec).

Como podem os Espíritos, em sua origem, quando ainda não têm a consciência de si
mesmos, ter a liberdade de escolher entre o bem e o mal? Há neles um princípio, uma tendência
qualquer que os leve mais para um lado que para outro?

O livre-arbítrio se desenvolve à medida que o Espírito adquire consciência de si


mesmo. Não haveria liberdade, se a escolha fosse provocada por uma causa estranha a vontade
do Espírito. A causa não está nele, mas no exterior, nas influências a que ele cede em virtude de
sua espontânea vontade. Esta é a grande figura da queda do homem e do pecado original: uns
cederam à tentação e outros a resistiram. (O Livro dos Espíritos. Questão 122. Allan kardec -
Vide: Questão 262).

Qual é, no homem em estado selvagem, a faculdade dominante: o instinto ou o livre


arbítrio?

O instinto, o que não o impede de agir com inteira liberdade em certas coisas. Mas, como
a criança, ele aplica essa liberdade às suas necessidades e ela se desenvolve com a inteligência.
Por conseguinte, tu, que és mais esclarecido que um selvagem, és também mais responsável que
ele pelo que fazes. ( O Livro dos Espíritos. Questão 849. Allan Kardec).

Ignoramos absolutamente em que condições se dão as primeiras encarnações da alma; é


um desses princípios das coisas que estão nos segredos de Deus. Apenas sabemos que são
criadas simples e ignorantes, tendo todas, assim, o mesmo ponto de partida, o que é conforme à
justiça; o que sabemos ainda é que o livre-arbítrio só se desenvolve pouco a pouco e após
numerosas evoluções na vida corpórea. Não é, pois, nem após a primeira, nem depois da
segunda encarnação que a alma tem consciência bastante clara de si mesma, para ser
responsável por seus atos; não é senão após a centésima, talvez após a milésima. Dá-se o
mesmo com a criança, que não goza da plenitude de suas faculdades, nem um, nem dois
dias após o nascimento, mas depois de anos (Vide: O Livro dos Espíritos. Questão 844. Allan
Kardec). E, ainda, quando a alma goza do livre-arbítrio, a responsabilidade cresce em razão
do desenvolvimento de sua inteligência; é assim, por exemplo, que um selvagem que come
os seus semelhantes é menos castigado que o homem civilizado, que comete uma
simples injustiça (Vide: O Livro dos Espíritos. Questão 637. Allan Kardec) . Sem dúvida os
nossos selvagens estão muito atrasados em relação a nós e, no entanto, já se acham bem longe
de seu ponto de partida. Durante longos períodos, a alma encarnada é submetida à
influência exclusiva dos instintos de conservação; pouco a pouco esses instintos se
transformam em instintos inteligentes ou, melhor dizendo, se equilibram com a
inteligência; mais tarde, e sempre gradualmente, a inteligência domina os instintos. Só
então é que começa a séria responsabilidade.

No ponto em que estamos a inteligência está bastante desenvolvida para permitir ao


homem julgar sensatamente o bem e o mal, e é também deste ponto que a sua responsabilidade
é mais seriamente empenhada, já que não mais se pode dizer o que dizia Jesus: “Perdoai-lhes,
Senhor, porque não sabem o que fazem.” (Revista Espírita. Janeiro de 1864. Questões e
problemas - Progresso nas primeiras encarnações. Allan Kardec).

O homem tem em si a consciência (1), que o adverte quando fez bem ou fez mal,
cometeu uma má ação ou descurou de fazer o bem; sua consciência que, como guardiã
vigilante, encarregada de velar por ele, aprova ou desaprova sua conduta. Muitas vezes
acontece que se mostre rebelde à sua voz, que repila suas inspirações; quer sufocá-la pelo
esquecimento; mas jamais ela é completamente aniquilada para que, num dado momento, não
desperte mais forte e mais poderosa e não exerça um severo controle de vossas ações.

A consciência produz dois efeitos diferentes: a satisfação de ter agido bem, a paz que
deixa a consciência do dever cumprido, e o remorso que penetra e tortura quando se praticou
uma ação reprovada por Deus, pelos homens ou pela honra. É, propriamente falando, o senso
moral. ( Revista Espírita. Agosto de 1867. Instruções dos Espíritos sobre este caso. Allan
Kardec).

O livre-arbítrio, pois, existe realmente no homem, mas com um guia: a


consciência. ( Revista Espírita. Outubro de 1863. O Livre-arbítrio e a presciência divina. Allan
Kardec).

O homem que comete um assassinato sabe, ao escolher a sua existência, que se tornará
assassino?

Não. Sabe apenas que, ao escolher uma vida de lutas terá a probabilidade de matar um
de seus semelhantes, mas ignora se o fará ou não, porque depende quase sempre dele tomar a
deliberação de cometer o crime. Ora, aquele que delibera sobre uma coisa é sempre livre de a
fazer ou não. Se o Espírito soubesse com antecedência que, como homem, devia cometer um
assassínio, estaria predestinado a isso. Sabei, então, que não há ninguém predestinado ao
crime e que todo crime, como todo e qualquer ato, é sempre o resultado da vontade e do
livre arbítrio. De resto, sempre confundis duas coisas bastante distintas: os acontecimentos
materiais da existência e os atos da vida moral. Se há fatalidade, às vezes, é apenas no
tocante aos acontecimentos materiais, cuja causa está fora de vós e que são
independentes da vossa vontade. Quanto aos atos da vida moral, emanam sempre do
próprio homem, que tem sempre, por conseguinte, a liberdade de escolha: para os seus
atos não existe jamais a fatalidade. (O Livro dos Espíritos. Questão 861. Allan Kardec).
Há uma fatalidade nos acontecimentos da vida, segundo o sentido ligado a essa palavra;
quer dizer, todos os acontecimentos são predeterminados, e nesse caso em que se torna o livre
arbítrio?

A fatalidade não existe senão para a escolha feita pelo Espírito, ao encarnar-se, de
sofrer esta ou aquela prova; ao escolhê-la, ele traça para si mesmo uma espécie de
destino, que é a própria consequência da posição em que se encontra. Falo das provas de
natureza física, porque, no tocante às provas morais e às tentações, o Espírito, conservando o
seu livre arbítrio sobre o bem e o mal, é sempre senhor de ceder ou resistir. Um bom Espírito, ao
vê-lo fraquejar, pode correr em seu auxílio mas não pode influir sobre ele a ponto de subjugar-lhe
a vontade. Um Espírito mau, ou seja, inferior, ao lhe mostrar ou exagerar um perigo físico pode
abalá-lo e assustá-lo, mas a vontade do Espírito encarnado não fica por isso menos livre de
qualquer entrave. ( O Livro dos Espíritos. Questão 851. Allan Kardec).

Fatalidade e destino são dois termos que se empregam, amiúde, para expressar a força
determinante e irrevogáveL dos acontecimentos da vida, bem assim o arrastamento irresistível do
homem para tais sucessos, independentemente de sua vontade.

Estaríamos nós, realmente, à mercê dessa força e desse arrastamento?

Raciocinemos: Se todas as coisas estivessem previamente determinadas e nada se


pudesse fazer para impedi-las ou modificar-lhes o curso, a criatura humana se reduziria a
simples máquina, destituída de liberdade e, pois, inteiramente irresponsável. ( As leis
morais. Cap. 36. Rodolfo Calligaris).

O homem não é fatalmente conduzido ao mal; os atos que pratica não "estavam
escritos"; os crimes que comete não são o resultado de um decreto do destino. Ele pode,
como prova e como expiação, escolher uma existência em que se sentirá arrastado para o
crime, seja pelo meio em que estiver situado, seja pelas circunstâncias supervenientes.
Mas será sempre livre de agir como quiser. Assim, o livre arbítrio existe no estado de Espírito,
com a escolha da existência e das provas; e no estado corpóreo, com a faculdade de ceder ou
resistir aos arrastamentos a que voluntariamente estamos submetidos. Cabe à educação
combater as más tendências, e ela o fará de maneira eficiente quando se basear no estudo
aprofundado da natureza moral do homem. Pelo conhecimento das leis que regem essa natureza
moral chegar-se-á a modificá-la, como se modificam a inteligência pela instrução e as condições
físicas pela higiene.

A fatalidade não é, entretanto, uma palavra vã; Ela existe no tocante à posição do homem
na Terra e às funções que nela desempenha, como consequência do gênero de existência que o
seu Espírito escolheu, como prova, expiação ou missão. Sofre ele, de maneira fatal, todas as
vicissitudes dessa existência e todas as tendências boas ou más que lhes são inerentes. Mas a
isso se reduz a fatalidade, porque depende da sua vontade ceder ou não a essas tendências.

Assim, segundo a doutrina espírita, não existem arrastamentos irresistíveis: o


homem pode sempre fechar os ouvidos à voz oculta que o solicita para o mal no seu foro
íntimo, como o pode fechar à voz material de alguém que lhe fale; ele o pode pela sua vontade,
pedindo a Deus a força necessária e reclamando para esse fim a assistência dos bons Espíritos.
É isso que Jesus ensina na sublime forma da oração dominical, quando nos manda dizer: "Não
nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal". ( O Livro dos Espíritos. Item 872. Allan
Kardec).

Se o Espírito escolhe o gênero de provas que deve sofrer, todas as tribulações da


vida foram previstas e escolhidas por nós?

Todas, não é bem o termo, pois não se pode dizer que escolhestes e previstes tudo
o que vos acontece no mundo, até as menores coisas. Escolhestes o gênero de provas; os
detalhes são consequências da posição escolhida, e frequentemente de vossas próprias
ações. Se o Espírito quis nascer entre malfeitores, por exemplo, já sabia a que deslize se
expunha, mas não conhecia cada um dos atos que praticaria; esses atos são produtos de sua
vontade ou do seu livre arbítrio: O Espírito sabe que, escolhendo esse caminho, terá de passar
por esse gênero de lutas; e sabe de que natureza são as vicissitudes que irá encontrar; mas não
sabe quais os acontecimentos que o aguardam. Os detalhes nascem das circunstâncias e da
força das coisas. Só os grandes acontecimentos, que influem no destino, estão previstos. Se
tomas um caminho cheio de desvios, sabes que deves ter muitas precauções, porque corres o
perigo de cair, mas não sabes quando cairás, e pode ser que nem caias, se fores bastante
prudente. Se ao passar pela rua uma telha te cair na cabeça, não penses que estava escrito,
como vulgarmente se diz. (O Livro dos Espíritos. Questão 259. Allan Kardec).

Imaginai um homem que fosse efetuar uma viagem. Todo o seu trajeto está
previsto: dia de partida, caminhos, etapas, dia de chegada. Todas as atividades, contudo,
no transcurso da viagem, estão afetas ao viajante, que se pode desviar ou não do roteiro
traçado, segundo os ditames da sua vontade. Daí se infere que o livre-arbítrio é lei
irrevogável na esfera individual, perfeitamente separável das questões do destino,
anteriormente preparado. (Emmanuel. Cap. 33. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico
Xavier).

Certas pessoas escapam a um perigo mortal para cair em outro; parece que não podem
escapar à morte. Não há nisso fatalidade?

Fatal, no verdadeiro sentido da palavra, só o instante da morte. Chegado esse


momento, de uma forma ou de outra, a ele não podeis furtar-vos.

Assim, qualquer que seja o perigo que nos ameace, não morreremos se a nossa hora não
chegou?

Não, não morrerás, e tens disso milhares de exemplos. Mas quando chegar a tua hora de
partir, nada te livrará. Deus sabe com antecedência qual o gênero de morte por que partirás
daqui, e frequentemente teu Espírito também o sabe, pois isso lhe foi revelado quando fez a
escolha desta ou daquela existência. ( O Livro dos Espíritos. Questão 853. Allan Kardec).

Se a morte não pode ser evitada quando chega a sua hora, acontece o mesmo com todos
os acidentes no curso da nossa vida?

São, em geral, coisas demasiado pequenas, das quais podemos prevenir-vos dirigindo o
vosso pensamento no sentido de as evitardes, porque não gostamos do sofrimento material. Mas
isso é de pouca importância para o curso da vida que escolhestes. A fatalidade só consiste
nestas duas horas: aquelas em que deveis aparecer e desaparecer neste mundo. ( O Livro dos
Espíritos. Questão 859. Allan Kardec).

Todas as leis que regem o conjunto dos fenômenos da Natureza têm conseqüências
necessariamente fatais, isto é, inevitáveis, e essa fatalidade é indispensável à manutenção da
harmonia universal. O homem, que sofre essas conseqüências, está, pois, em alguns aspectos,
submetido à fatalidade, em tudo quanto não dependa de sua iniciativa. Assim, por exemplo, deve
morrer fatalmente; é a lei comum, à qual não pode subtrair-se e, em virtude dessa lei, pode
morrer em qualquer idade, quando chegar a sua hora; mas, se apressa voluntariamente a sua
morte, pelo suicídio ou por seus excessos, age em virtude de seu livre-arbítrio, porque ninguém o
pode constranger a fazê-lo. Deve comer para viver: é a fatalidade; mas se comer além do
necessário, pratica um ato de liberdade.

Quem é aquele a quem muitas vezes aconteceu dizer: “Se eu não tivesse agido como agi
em tal circunstância, não estaria na posição em que estou; se tivesse que recomeçar, agiria de
outra maneira?” Não era reconhecer que era livre para fazer ou não fazer? que estava livre para
fazer melhor outra vez, se se apresentasse ocasião? Ora, Deus, que é mais sábio que
ele, prevendo os erros nos quais pode cair, o mal uso que pode fazer de sua liberdade, dá-lhe
indefinidamente a possibilidade de recomeçar pela sucessão de suas existências corporais, e ele
recomeçará até que, instruído pela experiência, não mais se engane de caminho.

O homem pode, pois, conforme a sua vontade, apressar o termo de suas provas, e é nisto
que consiste a liberdade.

A fatalidade é absoluta para as leis que regem a matéria, porque a matéria é cega; não
existe para o Espírito, ele próprio chamado para reagir sobre a matéria, em virtude de sua
liberdade.

Tendo o homem o seu livre-arbítrio, a fatalidade não participa de suas ações


individuais; quanto aos acontecimentos da vida privada, que por vezes parecem atingi-lo
fatalmente, têm duas fontes bem distintas: uns são conseqüência direta de sua conduta na
existência presente; muitas pessoas são infelizes, doentes, enfermas por sua falta; muitos
acidentes são resultado da imprevidência; ele não pode queixar-se senão de si mesmo, e
não da fatalidade ou, como se diz, de sua má estrela. Os outros são completamente
independentes da vida presente e, por isto mesmo, parecem devidos a uma certa
fatalidade; mas, ainda aqui, o Espiritismo nos demonstra que essa fatalidade é apenas
aparente, e que certas situações penosas da vida têm sua razão de ser na pluralidade das
existências. O Espírito as escolheu voluntariamente na erraticidade, antes de sua
encarnação, como provações para o seu adiantamento; elas são, pois, produto do livre-
arbítrio, e não da fatalidade. Se algumas vezes são impostas, como expiação, por uma vontade
superior, é ainda em razão das más ações voluntariamente cometidas pelo homem numa
precedente existência, e não como conseqüência de uma lei fatal, pois ele poderia tê-las evitado,
agindo de outro modo. ( Revista Espírita. Julho de 1868. A ciência da concordância dos números
e a fatalidade. Allan Kardec).

Há o determinismo e o livre-arbítrio, ao mesmo tempo, na existência humana?

Determinismo e livre-arbítrio coexistem na vida, entrosando-se na estrada dos


destinos, para a elevação e redenção dos homens.

O primeiro é absoluto nas mais baixas camadas evolutivas e o segundo amplia se com os
valores da educação e da experiência. Acresce observar que sobre ambos pairam as
determinações divinas, baseadas na lei do amor, sagrada e única, da qual a profecia foi sempre o
mais eloqüente testemunho.

Não verificais, atualmente, as realizações previstas pelos emissários do Senhor há dois e


quatro milênios, no divino simbolismo das Escrituras?

Estabelecida a verdade de que o homem é livre na pauta de sua educação e de seus


méritos, na lei das provas, cumpre-nos reconhecer que o próprio homem, à medida que se torna
responsável, organiza o determinismo da sua existência, agravando-o ou amenizando-lhe os
rigores, até poder elevar-se definitivamente aos planos superiores do Universo. ( O Consolador.
Questão 132. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

Observação (1): Qual a origem do sentimento a que chamamos consciência?

É uma recordação intuitiva do progresso feito nas precedentes existências e das


resoluções tomadas pelo Espírito antes de encarnar, resoluções que ele, muitas vezes, esquece
como homem. (O que é o Espiritismo. Cap. 3. O homem durante a vida terrena. Questão 127.
Allan Kardec).

Bibliografia:
- O Livro dos Espíritos. Questões 120, 121, 122, 259, 262, 637, 843, 844, 849, 851,853, 859
e 861. Item 872. Allan Kardec.

- O que é o Espiritismo. Cap. 3. O homem durante a vida terrena. Questão 127. Allan Kardec.

- Revista Espírita. Outubro de 1863. O Livre-arbítrio e a presciência divina. Allan Kardec.

- Revista Espírita. Janeiro de 1864. Questões e problemas - Progresso nas primeiras


encarnações. Allan Kardec.

- Revista Espírita. Agosto de 1867. Instruções dos Espíritos sobre este caso. Allan Kardec.

- Revista Espírita. Julho de 1868. A ciência da concordância dos números e a fatalidade. Allan
Kardec.

- As leis morais. Cap. 35 e 36 Rodolfo Calligaris.

- Estudando o Evangelho. Cap. 30. Martins Peralva.

- O Consolador. Questão 132. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

- Emmanuel. Cap. 33. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier.

TEXTOS

O eco
Aninha e sua tia Antônia faziam uma trilha ecológica, quando pararam em frente a uma
caverna:
- Que lugar lindo!
E ouviram:
- ...lindo!
Percebendo que a caverna respondeu, Aninha disse:
- Fique quieta!
Mas escutou logo em seguida:
- ...quieta!
- É um eco, disse tia Antônia.
- Que engraçado!- exclamou a menina - Por que será que ele repete o que digo?
- Deus criou o mundo perfeito, lembrou a tia. Talvez o eco queira nos dizer algo sobre a
vida.
- Como?
- A vida também é assim - disse tia Antônia. Tudo o que fazemos retorna a nós. É a lei de
causa e efeito. E gritou:
- Raiva!
E a caverna respondeu com a mesma palavra.
A menina sorriu. A tia falou então:
- Paz!
E o eco repetiu.
- Agora tente você - sugeriu tia Antônia.
- Amor! Aninha gritou. E logo em seguida disse também amizade, carinho.
- Alguém gritou por você? - quis saber a tia da menina.
- Não. Fui eu que decidi o que dizer.
- Isso mesmo. Cada um escolhe o que deseja para sua vida. Se você escolher plantar
laranjas, não colherá maçãs, certo? Você também escolhe suas atitudes, porém sua vida será de
acordo com suas escolhas.
- Plante amor, colha amor? perguntou a garota.
- Plante amizade, colha amigos. Continuou tia Antônia. Semeie alegria, colha alegria. Como
no eco.
- Posso dizer mais uma palavra antes de continuarmos a caminhada, tia?
- Claro!
- Obrigada! gritou a garota, na entrada da caverna.
E o eco respondeu.

(Claudia Schmidt. Fonte: Grupo Espírita Seara do Mestre)

Uma questão de escolha


Nós é que construímos, através das pequenas e grandes ações, infelicidade ou infelicidade.

Júlia é uma menina inteligente. Ela mora numa casa pequena e acolhedora, no bairro Laranjeiras.

Júlia é bem jovem, mas já aprendeu fazer escolhas. Quando acorda, por exemplo, ela tem duas
opções pode: reclamar do raio de sol que atravessa as cortinas, dos pássaros que fazem
algazarra do lado de fora e das tarefas que tem para fazer, ou pode fazer outra coisa: agradecer
por mais um dia de vida, pelo sol e pelos pássaros e pela oportunidade de estudo e de trabalho.

Se você fosse a Júlia, o que escolheria?

Se você escolhe reclamar, leia a continuação da história na ficha 02

Se você escolhe agradecer, leia a ficha 22

FICHA 02

Júlia sempre reclama de acordar cedo. A mãe, Dona Isamar tem que chamá-la várias vezes.

A menina se arrasta mal-humorada, e continua a longa série de reclamações.

Ela diz que o leite está frio e que pão esquentado na chapa é coisa muito ruim. Reclama de vestir
uniforme e que a Van do transporte escolar chega muito cedo.

Hoje, Dona Isamar teve uma conversa muito séria com a filha:

- Júlia, você precisa reclamar menos. Precisa deixar de usar esses óculos escuros aí!

- Óculos escuros, mãe? Mas eu nem tenho isso!

- Parece que tem sim, menina. Vê tudo de uma forma escura, pra baixo. Precisa levantar o astral

- Como assim, mãe?

- Minha filha, a mesma situação pode sempre ser vista de duas maneiras. O leite, que você
considera frio, pode estar na temperatura ideal, para não queimar bocas mais delicadas. O pão
não é fresco porque todos trabalhamos fora e não temos tempo para buscar na padaria, logo de
manhãzinha. De tarde, a gente sempre dá um jeitinho e consegue comprar pão saído do forno,
quentinho e saboroso, não é verdade?

- Ah, isso é mesmo, mãe...

- Lucio tem que buscar várias crianças e não pode esperar seus atrasos. Se toda criança
atrasasse uns 5 minutos que fossem, já pensou a que horas ele chegaria na escola? Na hora do
recreio!

- Sabe que até que é uma boa idéia, mãe?

- E como vocês aprenderiam o que precisam aprender, hein? É muito tempo perdido. . .

Como dissemos, a vida é feita de escolhas. Júlia pode escolher continuar reclamando, vendo
sempre o lado ruim das coisas, ou ouvir a mãe e melhorar o humor, passando a valorizar as
oportunidades.

E você, o que escolhe?

Se escolher continuar reclamando, vá para a ficha 03.

Se escolher reconhecer que estava errado e passar a ver a vida com outros olhos, vá para
a ficha 22 veja quanta coisa pode acontecer...

FICHA 03

Mesmo tendo sido advertida várias vezes que esse comportamento não era o ideal nem a faria
feliz, Júlia passa os dias no maior azedume. Briga com os colegas, quando não atendem seus
caprichos e, por isso, aqueles que poderiam ser seus grandes amigos não se aproximam dela.

Reclama dos deveres da escola e, sempre que pode, deixa de fazer um ou outro. As notas dela,
por isso mesmo , foram lá para baixo.

Na família, é conhecida como uma encrenqueira de mar a maior.

O pior de tudo é o que Júlia sente-se muito só e gostaria muito de ter amigos, boas notas e um
bom relacionamento familiar.

O que Júlia precisa fazer para isso?

Tirar os óculos escuros, é claro. T irar os óculos escuros e passar a ver o mundo com olhos
brilhantes e felizes, percebendo oportunidades sagradas no exercício da existência.

FICHA 22

Os dias de Júlia são sempre recheados de boas surpresas, sabem por quê? Porque ela vê a vida
com otimismo e alegria.

Pequenas coisas que acontecem lhe trazem alegria: o pão quentinho na chapa, feito com carinho
pela Dona Isamar, a conversa alegre com os coleguinhas da van, as brincadeiras na hora do
recreio, o aprendizado da sala de aula.
Júlia vê o mundo com bons olhos e, exatamente por isso, tem ânimo e clareza de raciocínio,
quando surgem os problemas. Dificuldades com a escola, problemas de falta de dinheiro em casa
ou resfriados são enfrentados com coragem e certeza de que é possível superá-los

Quem não gasta suas forças com reclamação e pessimismo, enfrenta melhor os próprios
problemas.

E você, querido leitor, que escolha fará para sua vida toda?

(FONTE: [Link]

Tomando decisões
Enquanto o pai se entretinha a ler um jornal, Gustavo, de onze anos, pegou um livro da estante e
pôs-se a folheá-lo. De repente parou, e perguntou:
– Papai, o que é livre-arbítrio?
O pai colocou o jornal de lado e tirou os óculos:
– Livre-arbítrio, meu filho, é a capacidade que o ser humano tem de tomar suas próprias
decisões, fazer suas escolhas. Entendeu?
– Não.
Cheio de paciência, o pai respondeu:
– Por exemplo, Gustavo. Amanhã é sábado e tem treino de futebol à tarde. Você vai?
– Não sei, papai. Também tenho convite para ir a uma festa de aniversário, no mesmo horário.
– Eu sei. Aniversário do Jorginho, seu amigo de infância. E então? O que você vai resolver? Vai
ao treino ou vai à festa?
– Acho que não vou à festa do Jorginho, papai. Creio que vou ao treino.
– Ah, então você já se decidiu?
O garoto pensou um pouco e respondeu:
– O futebol é um compromisso que assumi no início do ano e não devo faltar. O time precisa de
mim. Porém, pensando bem, papai, se eu não for ao aniversário, o Jorginho vai ficar chateado
comigo.
– Então, você vai ao aniversário do seu amigo?
Gustavo coçou a cabeça, confuso, e considerou:
– Pensando bem, existe um outro problema. Na próxima semana nosso time tem um jogo
importante, que faz parte do campeonato entre as escolas. Ah, Meu Deus! Não sei o que fazer!
O pai sorriu e explicou:
– Livre-arbítrio é exatamente isso, meu filho. Entre duas ou mais opções, você tem que decidir.
Nesse momento, você vai ter que se resolver: o prazer ou o dever.
– Agora eu entendi, papai. Mas é muito difícil tomar decisões!
O pai concordou com ele, recomendando que pensasse bastante até o dia seguinte para não
tomar uma decisão errada.
– Meu filho, o livre-arbítrio é um dádiva de Deus, mas também é uma conquista do espírito no
trajeto evolutivo realizado. Então, precisamos pensar bem antes de qualquer decisão. Seja ela
certa ou errada, ficaremos sempre condicionados às conseqüências dos nossos atos, segundo a
Lei de Ação e Reação, ou Lei de Causa e Efeito.
Como era tarde, foram dormir.
No dia seguinte, Gustavo estava sentado à mesa tomando o café da manhã, quando o pai lhe
perguntou:
– E daí, meu filho? Resolveu?
– Pensei bastante e ainda não me decidi. Porém até à tarde, eu resolvo.
Quase na hora de sair, Gustavo apareceu na sala com a mochila e um pacote embrulhado para
presente na mão.
– Vejo que você se decidiu pelo aniversário, Gustavo. Quer dizer que o prazer ganhou – disse o
pai.
O garoto balançou a cabeça negativamente.
– Não? Então, vai ao treino. Ficou com o dever.
Gustavo balançou a cabeça novamente:
– Também não, papai.
– Não estou entendendo!
– É que apareceu uma terceira opção, papai. Lembrei que teremos prova de matemática na
segunda-feira. Então, vou estudar na casa de um colega que entende bem a matéria. Antes,
porém, vou passar na casa do Jorginho, dar-lhe os parabéns e entregar o presente que comprei
para ele. Assim, o prazer e o dever serão igualmente atendidos.
O pai estava surpreso e maravilhado. Seu filho Gustavo, que ele julgara um pouco desleixado
com relação às suas tarefas, mostrara que era ponderado e responsável, tomando decisões com
habilidade.
Levantou-se, estendendo os braços para o rapazinho:
– Parabéns, meu filho. Você soube decidir entre o prazer e o dever. Mas, diga-me, e o treino? O
time tem jogo importante na semana que vem...
Abraçando o pai, com enorme sorriso no rosto, o garoto explicou:
– É verdade, papai. Porém, fiquei sabendo hoje cedo que o jogo será adiado. Então, não tive
mais dúvidas. Agora estou tranqüilo, certo de que fiz o melhor.
Gustavo despediu-se do pai e da mãe, pegou a mochila com os livros, o presente e, acenando
uma última vez, fechou a porta atrás de si.
O pai estava feliz. Sentia-se realizado por ter um filho que usara o livre-arbítrio de maneira tão
responsável.

(Fonte: O Consolador - Revista Semanal de Divulgação Espírita - Autora: Célia Xavier Camargo)

As três escolhas
O discípulo apresentou-se ao orientador cristão e indagou:

- Instrutor, em sua opinião, qual é a lei que englobaria em si todas as Leis de Deus?

O interpelado respondeu:

- A Lei do Bem.

- Entretanto – acrescentou o aprendiz – quem diz “lei” refere-se a clima de ação que todos
devemos observar.

- Isto mesmo.

- Nesse caso, onde ficaria o livre-arbítrio?

O orientador meditou alguns momentos e considerou:

- O livre-arbítrio é concedido a todas as criaturas conscientes, porquanto, “a cada espírito será


dado o que lhe cabe receber, conforme as próprias obras”. O Criador, porém, não é autor de
violência. Por isso, até mesmo ante a Lei do Bem, a pessoa humana dispõe de três opções
distintas. Poderemos seguí-la, parar na senda evolutiva, de modo a não seguí-la, ou afastarmo-
nos dela pelos despenhadeiros do mal.

- Instrutor amigo, esclareça, por obséquio, a que resultados nos levam as três escolhas referidas?
O mentor aclarou, com serenidade:

- Os que observam a Lei do Bem se encaminham para as Esferas Superiores; os que preferem
descansar em caminho, por vezes se demoram muito tempo na inércia, retornando a marcha com
muitas dificuldades para a readaptação às tarefas da jornada; e os que se distanciam
voluntariamente, nos resvaladouros do desequilíbrio, muitas vezes, gastam séculos, presos nos
princípios de causa e efeito, até que, um dia, deliberem aceitar a própria renovação...

Compreendeu?

O aprendiz fez leve movimento afirmativo e começou a pensar.

(O Essencial. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

Diante da lei
Reunião pública de 15-5-61

1ª Parte, cap. III, item 6

O espírito consciente, criado através dos milênios, nos domínios inferiores da natureza, chega a
condição de humanidade, depois de haver pago os tributos que a evolução lhe reclama.

A vista disso, e natural compreendas que o livre-arbítrio estabelece determinada posição para
cada alma, porquanto cada pessoa deve a si mesma a situação em que se coloca.

Possuis o que deste.

Granjearas o que vens dando.

Conheces o que aprendeste.

Saberás o que estudas.

Encontraste o que buscavas.

Acharas o que procuras.

Obtiveste o que pediste.

Alcançarás o que almejas.

És hoje o que fizeste contigo ontem.

Serás amanha o que fazes contigo hoje.

Chegamos, no dia claro da razão, simples e ignorantes diante do aprimoramento e do progresso,


mas com liberdade interior de escolher o próprio caminho.

Todos temos, assim, na vontade a alavanca da vida, com infinitas possibilidades de mentalizar e
realizar.
O governo do Universo e a justiça que define, em toda parte, a responsabilidade de cada um.

A gloria do Universo e a sabedoria, expressando luz nas consciências.

O sustento do Universo e o trabalho que situa cada inteligência no lugar que lhe compete.

A felicidade do Universo e o amor na forma do bem de todos.

O Criador concede as criaturas, no espaço e no tempo, as experiências que desejem, para que
se ajustem, por fim, as leis de bondade e equilíbrio que O manifestam. Eis por que, permanecer
na sombra ou na luz, na dor ou na alegria, no mal ou no bem, e ação espiritual que depende de
nós.

(Justiça divina. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

Culpa, caridade e livre-arbítrio


A culpa é descida, mas a caridade é soerguimento.

Pelo erro no mal, enreda-se o homem no labirinto da dor.

Pelo esforço no bem, liberta-se para a vitória a que se destina.

Enganando-se nas teias da ilusão em que transita na Terra, arroja-se a alma a fundos
despenhadeiros de sombras; todavia, descerrando os próprios olhos à verdade e buscando-a
pelo plantio do amor, acende nova luz em si mesma, estruturando novos caminhos.

Subsiste a expiação, enquanto perdura o prejuízo às leis que nos regem e abrem-se vastos
horizontes de paz ao Espírito que luta em si mesmo, tão logo se consagre ao trabalho do próprio
aperfeiçoamento.

Recordemo-nos de que no estágio evolutivo em que nos achamos ninguém existe sem débitos a
resgatar.

Todos temos peregrinado na senda escura do remorso, após haver desencadeado sobre nos
mesmos à longa série de causas aflitivas a que,

imprevidentes, nos imantamos.

Não passamos, por agora, de almas em reajuste, na oficina das provas, após o desastre de
nossas deliberações infelizes.

*
A culpa, por enquanto, é fantasma interior que nos persegue em todos os ângulos do mundo, sob
as mais variadas formas.

Da defecção diante do Cristo, todos partilhamos em nossas experiências, mas pela caridade bem
vivida, que dá de si sem pensar em si, que se sacrifica e ampara, que tudo suporta, entende,
auxilia e espera, poderemos lavar o tecido sutil de nossa alma, recuperando-nos as forças para
aprendermos a servir sempre.

Para isso, porém, é preciso saibamos usar a vontade.

Somos senhores na resolução e escravos nas conseqüências.

Compreendamo-nos, mutuamente, e amemo-nos, mobilizando o nosso livre arbítrio na criação do


futuro melhor.

Todos trazemos na intimidade do próprio ser a nossa dor, a nossa aflição, a nossa prova ou o
nosso problema...

E estendendo braços fraternos, uns aos outros, perceberemos que só o amor bem dividido pode
multiplicar a felicidade.

Não nos detenhamos na culpa.

Usemos a caridade recíproca, e, com a liberdade relativa de que dispomos sernos-á então
possível edificar, com Jesus, o nosso iluminado Amanhã.

(Nós. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

Fatalidade e livre-arbítrio
Antes do regresso à experiência no Plano Físico, nossa alma em prece roga ao Senhor a
concessão da luta para o trabalho de nosso próprio reajustamento.

Solicitamos a reaproximação de antigos desafetos.

Imploramos o retorno ao círculo de obstáculos que nos presenciou a derrota em romagens mal
vividas...

Suplicamos a presença de verdugos com quem cultiváramos o ódio, para tentar a cultura
santificante do amor...

Pedimos seja levado de novo aos nossos lábios o cálice das provas em que fracassamos,
esperando exercitar a fé e a resignação, a paciência e o valor...
E com a intercessão de variados amigos que se transformam em confiantes avalistas de nossas
promessas, obtemos a bênção da volta.

Efetivamente em tais circunstâncias, o esquema de ação surge traçado.

Somos herdeiros do nosso pretérito e, nessa condição, arquitetamos nossos próprios destinos.

Entretanto, imanizados temporariamente ao veículo terrestre, acariciamos nossas antigas


tendências de fuga ao dever nobilitante.

Instintivamente, tornamos, despreocupados, à caça de vantagens físicas, de caprichos


perniciosos, de mentiroso domínio e de nefasto prazer.

O egoísmo e a vaidade costumam retomar o leme de nosso destino e abominamos o sofrimento e


o trabalho, quais se nos fossem duros algozes, quando somente com o auxílio deles
conseguimos soerguer o coração para a vitória espiritual a que somos endereçados.

É, por isso, que fatalidade e livre-arbítrio coexistem nos mínimos ângulos de nossa jornada
planetária.

Geramos causas de dor ou alegria, de saúde ou enfermidade em variados momentos de nossa


vida.

O mapa de regeneração volta conosco ao mundo, consoante as responsabilidades por nós


mesmos assumidas no pretérito remoto e próximo; contudo, o modo pelo qual nos
desvencilhamos dos efeitos de nossas próprias obras facilita ou dificulta a nossa marcha
redentora na estrada que o mundo nos oferece.

Aceitemos os problemas e as inquietações que a Terra nos impõe agora, atendendo aos nossos
próprios desejos, na planificação que ontem organizamos, fora do corpo denso, e tenhamos
cautela com o modo de nossa movimentação no campo das próprias tarefas, porque, conforme
as nossas diretrizes de hoje, na preparação do futuro, a vida nos oferecerá amanhã paz ou luta,
felicidade ou provação, luz ou treva, bem ou mal.

(Nascer e renascer. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier)

Escolha
Chamados e escolhidos não constituem expressões que se ajustam unicamente ao quadro das
revelações vertidas do Céu para a Terra.

Observemo-las no campo da experiência comum, de vez que toda criatura é escolhida para
expressar os elementos chamados por ela mesma a substancializar o centro da própria vida.

Quem coleciona as labaredas da tentação é escolhido para inflamar o incêndio da angústia.

Quem busca os espinhos da estrada é escolhido para guardar o espinheiro no coração.

Quem anota desapontamentos e amarguras é escolhido para capitanear o desânimo.

Quem se esforça por estudar e aprender, é escolhido para guardar o conhecimento superior e
transmiti-lo aos semelhantes.
Quem se esmera no cumprimento das próprias obrigações, é escolhido para representar a força
do progresso.

Quem busca estender as flores da bondade é escolhido para colher os frutos da simpatia.

Serve à fraternidade e refletir-lhe-ás a glória imperecível.

Exalta a fé pura e converter-te-ás em base de confiança.

Teus mais íntimos pensamentos são ímãs vigorosos trazendo-te ao roteiro as forças que
procuras.

Não te detenhas na tristeza que te angariará desencanto, nem te confines à revolta que te
imergirá o coração nas correntes da indisciplina.

Esquece todo o mal para que o bem te enobreça o caminho.

Não olvides que o tempo infatigável dar-nos-á, hoje e sempre, o lugar que nos é próprio, porque a
vida escolher-nos-á par a treva ou para a luz, segundo a nossa própria escolha.

Se ainda não dispões de segurança a fim de sustentar a própria fé, acalma-te, trabalha, serve,
espera e guarda a certeza de que deus vem vindo.

(Irmão. Espírito Emmanuel. Psicografado por Chico Xavier).

Questão de sorte
Respondo a sua pergunta

Caro Juca Penaforte,

Quanto ao que penso no Além

Do que aceitamos por sorte.

Sorte, meu caro, na essência,

É aquela força tenaz

Que surge e vive conosco

Daquilo que a gente faz.

Repetimos comumente:

-“Sorte má, sorte feliz...”

Sem ver que o dono da sorte

Encontrou o que mais quis.

A vida é um campo infinito,

O tempo é terreno igual,

Nossos atos são sementes


Produzindo bem ou mal.

Um pensamento, um projeto,

Algum gesto pequenino...

Depois... palavras e ações

Apresentando um destino.

Quanto queira, estude a sorte

Por predição ou baralho,

Mas ouça: fazer a sorte

Nunca dispensa o trabalho.

Quanto à sorte generosa,

Como se quer entender,

A direção que se tome

É a nota que vai dizer.

Não fique aguardando o tempo,

Todo o tempo vai-se embora,

Na criação que se faça,

O tempo chama-se “agora”.

Pessoa parada sempre

Deixando o tempo passar

Sem gastar-se por servir

Que não se queixe do azar.

Recorde: só via ouro

Nosso amigo Aristeu,

Acabando-se a fortuna,

Teve a luta que escolheu.

Largou-se de todo encargo

O nosso amigo João Massa,

Depois não soube viver

Senão em sono e cachaça.

Lembre Donana... Era ativa

Mas sempre em grito e querela


Por fim, morreu solitária,

O povo fugia dela.

Abrahão era obreiro firme

Mas áspero e respondão...

O resultado foi este:

Ninguém gostava do Abrahão.

Lilia quando empregada,

Cultivava a rebeldia,

Vimos nós em pouco tempo

Dez demissões de Lilia.

Por reclamar e ferir

O nosso Adalberto Fava

Nunca teve boa sorte

Nas empresas que criava.

Vitorino o costureiro,

Pôs tanto aperto no ensino,

Que não se viu mais ninguém

Nas aulas do Vitorino.

João da Extrema quis casar-se,

Ma dava tanto problema

Que não houve moça alguma

Que quisesse João da Extrema.

Dona Rita, grande dama,

Sempre nervosa e esquisita...

Anote: ninguém parava

Na casa de Dona Rita.

É isso aí, caro amigo,

Digamos em alta voz:

Deus nos cria o tempo e a vida,

A sorte fazemos nós.

Em todo lugar do mundo,


Serviço é o melhor troféu,

Não busque o favor da sorte,

Que a sorte não cai do Céu.

(Conversa fime. Espírito Cornélio Pires. Psicografado por Chico Xavier)

No tempo justo
Você

encontrará o que busca,

fará o que lhe aprouver,

viverá conforme imagina,

escolherá os próprios amigos,

lutará com os recursos de que dispõe,

decidirá sobre o caminho a percorrer,

cultivará os pensamentos em que se compraz...

Mas, se a Lei Divina

lhe faculta semear livremente,

não o exime da responsabilidade

de colher.

Observe, portanto, o tipo de semente

que você lança ao solo da vida,

porque,

no tempo justo,

ela produzirá segundo a sua

espécie.

(Brilhe vossa Luz. Espírito Albino Teixeira. Chico Xavier. Carlos A. Baccelli)

Você também pode gostar