ISCED- INSTITUTO DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
MÓDULO DE ESTATÍSTICA
Avaliação 4: Trabalho de Campo
Tema: A Importância da Estatística nas Organizações.
Virgília Virgílio Pinto Inácio Romão
Codigo-71210678
Quelimane, Agosto de 2021
ISCED- INSTITUTO DE CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA
MÓDULO DE ESTATÍSTICA
Avaliação 4: Trabalho de Campo
Tema: A Importância da Estatística nas Organizações.
Virgília Virgílio Pinto Inácio Romão
Codigo-71210678
Curso: Nutrição
Ano de Frequência: 1º Ano – 2021
Turma: B
Quelimane, Agosto de 2021
2
Índice
1. Introdução............................................................................................................................3
1.1. Objectivos........................................................................................................................4
1.2. Metodologia.....................................................................................................................4
2. QUADRO TEÓRICO..........................................................................................................5
2.1. Estatística origem etimológica.........................................................................................5
2.2. Definição geral da estatística...........................................................................................5
2.3. Conceitos básicos da estatística.......................................................................................6
3. DESENVOLVIMENTO......................................................................................................6
3.1. Importância da estatística nas organizações....................................................................6
3.2. Analise Crítica Dos Relatórios.........................................................................................7
3.2.1. Relatório Sobre Transparência, Governação E Corrupção em Moçambique..............7
4. Conclusão..........................................................................................................................10
5. Bibliografia........................................................................................................................11
3
1. Introdução
Na contemporaneidade habitámos circundados por uma porção de informações tão
relevantes que não podemos separar o quão a Estatística nos é proveitosa e o quanto esta
ciência vem caracterizar como uma das competências mais importantes para quem precisa
tomar decisões. Apesar de a Estatística estar associada ao crescimento e ao avanço
tecnológico, sua utilização é reconhecida a tempos mais remotas, o desenvolvimento, a forma
de usar a estatística deve-se também ao facto da evolução tecnológica, o surgimento de
computadores por exemplo foi um dos passos mais adiantado na forma de se fazer a própria
estatística.
Desta feita Este trabalho surge com grande objectivo de conhecer a importância da
estatística nas organizações. Falar da estatística dentro das organizações é algo indispensável,
pois a estatística é o maior factor preponderante na tomada de decisões, no estudo de uma
determinada causa, na pesquisa, ainda falar da estatística é trazer de forma clara a vantagem
que por si leva na media que se necessita o apuramento de alguns resultados obtido dentro de
um determinado estudo ou pesquisa, ainda no mesmo trabalho farci-á uma analise crítica de
alguns relatórios organizacionais apresentados em Moçambique.
4
1.1. Objectivos
Geral:
Conhecer a Importância da Estatística nas Organizações.
Específicos:
Identificar a Importância da Estatística nas Organizações;
Descrever a Importância da Estatística nas Organizações;
Apresentar a Importância da Estatística nas Organizações em vários pontos de sistema
organizacional e /ou entidades máximas em Moçambique.
1.2. Metodologia
Metodologia é uma palavra derivada de “método”, do Latim “methodus” cujo significado é
“caminho ou a via para a realização de algo”. Método é o processo para se atingir um
determinado fim ou para se chegar ao conhecimento. Metodologia é o campo em que se
estuda os melhores métodos praticados em determinada área para a produção do
conhecimento (Ludke e André,1999). Para estes autores a pesquisa pode ser diferenciada
quanto à natureza, aos métodos (ou abordagens metodológicas), quanto aos objectivos e
quanto aos procedimentos.
Para elaboração deste trabalho recorreu-se ao método bibliográfico que consistiu na consulta
de obras bibliográficas e internet, método descritivo que consistiu na descrição de
informações recolhidas nas diferentes obras onde cada autor está devidamente referenciada no
final do trabalho.
5
2. QUADRO TEÓRICO
2.1. Estatística origem etimológica
A palavra estatística tem origem na palavra em latim status, traduzida como o estudo do
Estado e significava, originalmente, uma colecção de informação de interesse para o estado
sobre população e economia. Essas informações eram colectadas objectivando o resumo de
informações indispensáveis para os governantes conhecerem suas nações e para a construção
de programas de governo.
Fernandes, L. F. (2014,p.87), salienta que,
No fim do século XVIII estatística foi definida como sendo “o estudo
quantitativo de certos fenómenos sociais, destinados à informação dos homens
de Estado“, desde então esta definição tem agregado uma série de outras
funções além, é claro, a de fornecer informações a nossos governantes. Seja
qual for a área ou o objecto de estudo do pesquisador, este poderá vir a utilizar
conceitos de Estatística.
2.2. Definição geral da estatística
Para RAO (1999,p.98), a estatística é uma ciência que estuda e pesquisa sobre: o
levantamento de dados com a máxima quantidade de informação possível para um dado custo;
o processamento de dados para a quantificação da quantidade de incerteza existente na
resposta para um determinado problema; a tomada de decisões sob condições de incerteza,
sob o menor risco possível.
A Estatística é uma ciência que se dedica ao desenvolvimento e ao uso de métodos para a
colecta, resumo, organização, apresentação e análise de dados.
De acordo com Levin (1987,p.98) é quando o pesquisador usa números, quando ele quantifica
seus dados que ele muito provavelmente emprega a estatística como instrumento de descrição
e/ou decisão. A Estatística divide-se em duas partes: descritiva e inferencial: A área descritiva
lida com números para descrever fatos, tornando questões complexas mais fáceis de Entender
e a área inferencial utiliza métodos de estimativas de uma população com base nos estudos
sobre amostras.
6
2.3. Conceitos básicos da estatística
Para compreender os métodos é preciso conhecer certos conceitos utilizados na área que são
necessários para a interpretação dos resultados. Dentro das análises encontram-se os seguintes
conceitos conforme:
População: conjuntos de todos os itens ou elementos;
Parâmetro: característica que descreve a população;
Amostra: uma parte da população que será analisada;
Variável: característica da população que será analisada;
Dado: valor colectado no estudo;
Estimador: característica numérica estabelecida na amostra e;
Observação: descrição.
Ainda na óptica deste autor acrescenta, ou seja, fala de alguns casos onde estes conceitos se
relacionam. Através dos conceitos pode-se notar que os mesmos se inter-relacionam, porém é
preciso entender suas diferenças. Por exemplo, ao analisar quantas pessoas estudam em escola
privada e quantas pessoas estudam em escola pública numa cidade, têm-se como população as
pessoas, como parâmetro homens e mulheres, como variável os estudantes e dados seria
quantas pessoas foram analisadas. A amostra nesta situação anterior seria uma parcela do total
da população para analisar. É importante lembrar que geralmente nas grandes empresas ou na
economia, enfim em áreas que englobam muitos dados, usa-se a amostra como forma de
execução da pesquisa. Como se torna muito trabalhoso e com um custo muito alto pesquisar a
população toda, faz-se um estudo preliminar da mesma a fim de encontrar os parâmetros e
então buscar a amostra que tem confiabilidade no seu resultado, sendo menos trabalhoso e
com menor custo. (Downing, P. R, 2000,p.87).
3. DESENVOLVIMENTO
3.1. Importância da estatística nas organizações
A estatística é responsável pelo desenvolvimento científico em geral. Além de sua
aplicabilidade nas ciências biológicas, exactas e económicas, tem sido utilizada como
ferramenta indispensável nas ciências humanas e sociais. É assim que as ciências jurídicas, a
história, a pedagogia, a psicologia e a sociologia têm-se beneficiado de consideráveis
desenvolvimentos e do aumento de credibilidade junto à população com a sua
7
utilização. Buscando caminho alternativos para explicar os fatos económicos, utilizando
métodos estatísticos multivariados, através das técnicas de análise factorial, análise
discriminante e correlação canónica, como uma alternativa eficiente para a escolha de
variáveis necessárias ao bom desempenho da economia, dependendo do problema a ser
estudado.
Apesar de a Estatística estar associada ao crescimento e ao avanço tecnológico, sua utilização
é reconhecida a tempos mais remotas, o desenvolvimento, a forma de usar a estatística deve-
se também ao facto da evolução tecnológica, o surgimento de computadores por exemplo foi
um dos passos mais adiantado na forma de se fazer a própria estatística.
Downing, P. R. (2000,p.65), salienta que,
Através dos métodos de análise estatística multivariada, torna-se possível
seleccionar/excluir as variáveis que não servem e analisar aquelas que estão
explicando as inter-relações entre as demais variáveis. Estes métodos vêm
sendo utilizados amplamente na economia quando estão envolvidas muitas
variáveis e é preciso seleccionar as mais relevantes para uma análise mais
apurada da actividade económica. Em qualquer país, a estatística é ferramenta
fundamental para que se possa traçar planos sociais e económicos e projectar
metas para o futuro. Técnicas estatísticas avançadas permitem estimar com um
bom grau de precisão variáveis como tamanho da população, taxa de emprego
e desemprego, índices de inflação, evasão escolar.
3.2. Analise Crítica Dos Relatórios
3.2.1. Relatório Sobre Transparência, Governação E Corrupção em Moçambique
Relatório publicado em Julho de 2019. Este relatório surge numa vertente que se enquadra
mediante os actos de governação e corrupção em Moçambique, onde este autor afirma que a
economia de Moçambique encontra-se num ponto de viragem, e os esforços para abordar as
vulnerabilidades em matéria de governação e corrupção podem ter um impacto positivo
duradouro. Os níveis actuais da dívida pública, fez-nos reexaminar a fundo o nosso quadro de
governação e anti-corrupção, e motivou uma série de reformas para abordar as
vulnerabilidades expostas desse mesmo quadro.
De um modo geral, os males que enfermam a nossa sociedade e, particularmente, da
corrupção, têm sido recentemente objecto de análises pormenorizadas e, sem dúvida,
revestem-se de importância macroeconómica crítica. Um estudo estima que os custos da
8
corrupção para Moçambique no período de 2002 a 2014 ascendem a USD 4,9 mil milhões
(aproximadamente 30% do PIB de 2014). O impacto desses custos é difuso, e afecta os
contribuintes, fornecedores de serviços públicos, o sector financeiro e o sector privado,
incluindo a reputação internacional de Moçambique
Na contemporaneidade habitámos circundados por uma porção de informações tão relevantes
que não podemos separar o quão a Estatística nos é proveitosa e o quanto esta ciência vem
caracterizar como uma das competências mais importantes para quem precisa tomar decisões.
Esses custos são especialmente nocivos num momento em que o país é abalado por uma série
de choques, designadamente a queda dos preços das matérias-primas, as secas, a suspensão do
apoio orçamental dos doadores e, mais recentemente, os Ciclones Tropicais Idai e Kenneth.
Ao mesmo tempo, Moçambique está prestes a beneficiar de um aumento significativo das
receitas graças às reservas de recursos naturais, e como Governo temos o dever de garantir a
gestão responsável desses recursos para as gerações presentes e futuras.
Ao tomar medidas decisivas hoje para implementar o quadro de governação e anti-corrupção
de maneira imparcial, coerente e eficaz, e para apoiar os esforços no sentido da transparência
e da responsabilização ao nível individual e institucional, pretendemos, como Governo,
alcançar resultados permanentes. Contudo, reconhecemos que subsistem falhas em diversas
áreas relevantes da economia. O quadro de governação e anti-corrupção não é aplicado de
forma consistente e completa.
O Estado de Direito é enfraquecido pela fraca aplicação das leis e regulamentos existentes e,
nalguns casos, pela ausência de regulamentação e de orientações explicativas necessárias. A
regulamentação dos mercados é marcada pelo excesso de complexidade e opacidade. As
ferramentas ABC/CFT ainda não foram mobilizadas de forma eficaz para apoiar cabalmente
os esforços anti-corrupção, sobretudo no que respeita à garantia de que as transacções
relativas a pessoas politicamente expostas sejam adequadamente monitoradas, como por
exemplo as transacções imobiliárias. Na área de governação orçamental, a supervisão do SEE
e das instituições públicas ainda é fragmentada e incompleta, a gestão do investimento
público carece de disciplina processual, a gestão da dívida é fraca e pouco transparente e a
gestão de tesouraria é marcada por ineficiências e controlos frágeis. (Downing, P. R,
2000,p.87).
9
Detectamos falhas na governação do banco central, ligadas a insuficiência autonomia e à
ausência de um órgão de supervisão que sirva como mecanismo de pesos e contrapesos às
funções executivas do banco
Ainda este autor diz que Já foram tomadas medidas para abordar as vulnerabilidades em
matéria de governação e corrupção. Nos últimos 15 anos, adoptamos um quadro legislativo e
institucional completo para tratar das questões de governação e corrupção, que abrange áreas
como a administração da justiça, a regulação dos negócios, as medidas anti-branqueamento de
capitais e de combate ao financiamento do terrorismo (ABC/CFT), o sector empresarial do
Estado (SEE) e o sector financeiro.
10
4. Conclusão
Findo este trabalho conclui-se que a estatística é muito importante nas organizações, e
em outros polos de estudos, pois auxilia nas tomadas de decisões para se efectuar uma
determinada pesquisa ou estudo, no apuramento de forma imparcial os resultados obtidos. A
estatística nas organizações tem maior importância porque ajuda também de forma clara ou
pacifica a acreditarem nas investigações feitas, ou também na resolução de um determinado
problema.
Os relatórios de diagnóstico são elaborados pelos países membros com a assistência dos
especialistas do FMI e com base em amplas consultas às partes interessadas. No presente, há
casos em que a informação é compartimentada e de difícil acesso, e as lacunas de informação
podem conduzir à aplicação desigual das regras. Não obstante a adopção de uma lei de acesso
à informação é de recomendar a necessidade de assegurar que a mesma seja aplicada com
imparcialidade. A divulgação mais transparente dos beneficiários efectivos, dos contratos
extractivos e dos relatórios orçamentais pode também ajudar a acalmar os temores sobre a
governação. Acrescentando, que haja uma maior transparência nas leis e sanções para
possam contribuir para assegurar a previsibilidade e a eficiência, com benefícios em termos
da melhoria do ambiente de negócios, em varias actividades.
11
5. Bibliografia
Fernandes, L. F. (2014). Estudo da Estatística Aplicada. Lisboa: Instituto Superior de
Ciências Policiais e Segurança Interna.
Fontes, Edson. (2006). Estudo da Estatística Aplicada. São Paulo: Saraiva.
Downing, P. R. (2000). Estudo da Estatística Aplicada, cc editores Lisboa.
Levin, J. (1987). Estatística Aplicada às ciências Humanas. Harbra editores, São Paulo.
Rao (1999). Estudo da Estatística Aplicada. São Paulo: Saraiva.