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Teorias Éticas de Karl Marx e Desenvolvimento Sustentável

O livro 'Perspectivas de Desenvolvimento Sustentável', organizado por José Maria Carvalho Ferreira, discute a necessidade de repensar o modelo econômico atual, que prioriza o crescimento ilimitado em detrimento da justiça social e da preservação ambiental. Os autores defendem uma abordagem multidisciplinar e a integração de saberes para promover a sustentabilidade, destacando a educação ambiental como fundamental para a formação de cidadãos conscientes. A obra apresenta exemplos práticos de iniciativas sustentáveis e enfatiza que a equidade e a justiça social são essenciais para alcançar um futuro sustentável.

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Teorias Éticas de Karl Marx e Desenvolvimento Sustentável

O livro 'Perspectivas de Desenvolvimento Sustentável', organizado por José Maria Carvalho Ferreira, discute a necessidade de repensar o modelo econômico atual, que prioriza o crescimento ilimitado em detrimento da justiça social e da preservação ambiental. Os autores defendem uma abordagem multidisciplinar e a integração de saberes para promover a sustentabilidade, destacando a educação ambiental como fundamental para a formação de cidadãos conscientes. A obra apresenta exemplos práticos de iniciativas sustentáveis e enfatiza que a equidade e a justiça social são essenciais para alcançar um futuro sustentável.

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UNIVERSIDADE LICUNGO

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

LICENCIATURA EM ENSINO DE GEOGRAFIA COM HABILITAÇÃO EM TURISMO

SANTOS ANTÓNIO MANUEL

Resumo / ficha de leitura do livro

Perspectivas de desenvolvimento sustentável

Quelimane

2024
Edmilson Campos Mulima Vicente
Luisa Raul Rocha Chipanhola
Marta Xavier Mpfumo
Inacio Serote
Rabia da Conceição Gulamo
Munhanga Fernando Intendez

PRINCIPAIS TEORIAS ÉTICAS DE KARL MARX

Trabalho de carácter avaliativo a ser


entregue ao departamento de psicologia na
faculdade de Educação e psicologia na
cadeira de: Ética e Deontologia profissional,
recomendado pelo: PhD. Belito Vasco
Francisco

Quelimane

2024
UNIVERSIDADE LICUNGO

FACULDADE DE EDUCAÇÃO

CURSO DE PSICOLOGIA SOCIAL E DAS ORGANIZAÇÕES

PRINCIPAIS TEORIAS ÉTICAS DE KARL MARX

Edmilson Campos Mulima Vicente


Luisa Raul Rocha Chipanhola
Marta Xavier Mpfumo
Inacio Serote
Rabia da Conceição Gulamo
Munhanga Fernando Intendez

Quelimane

2024
Autor: José Maria Carvalho Ferreira
Titulo: Perspectivas de desenvolvimento sustentável
Ideia principal
Sobre a evolução histórica, A associação do termos S a ambientes, não foi inventado pelo
Relatório de BRUNDTLAND, nem tão pouco o foi a sua associação com o desenvolvimento.
Segundo Khulman and Farrington (2010), o termo já aparece referido em 1713, associado a
exploração da floresta e a intensidade do abate de árvores.
O termo nunca foi ignorado pelos economistas, bem pelo contrário; ele esta implícito no objecto
científico da ciência económica.

Em traços gerais, a teoria neoclássica assume como dado, um conjunto de parâmetros


qualitativos não físicos ou seja, considera-os exógenos ao seu modelo, não os pretende os
explicas, apenas reconhece a sua existência que inclui as preferências individuais.
Em 1952 é fundada a organização não lucrativa norte-americana Rresources For the Future
(RFF), que tem por objectivo promover o estudo independente das questões ambientais, da
energia e dos recursos naturais.

Em 1966 o economista norte-americano Kenneth Boulding desfia claramente algumas hipóteses


em que se baseia no modelo standard de crescimento neoclássico para uma economia aberta que
apelidava de (Cowboy economy).
A polémica conceptual. A definição de DS consiste na famosa frase do relatório de broundtland
foi considerada na altura e ainda o é como sendo vaga, ambígua, ou impressiva. Se se atentar no
conteúdo da frase emblemática que contem a definição de DS, nela consta apenas, de facto,
explicitamente, que DS significa desenvolvimento que não empobrece o futuro.

Sobre comuns e tragédias: as metáforas são muito importantes para as ciências sócias e, em
particular para a ciência económica, onde se revelam fundamentais, quer em termos do
raciocínio e fundamentação. O problema começa há quatro décadas com p artigo de Gordon
(1954), sobre pescas, onde o autor utiliza o termo `` common property``.
Os direitos so podem existir quando existe um mecanismo social que atribui deres e obriga os
indivíduos a esses deveres. Como lembravam Alchian e Demsetz (1973): ``o que é possuído são
os direitos de usar recursos e estes direitos são sempre circunscritos pela proibição de certas
acções (…).
Livre acesso e Tragédia
Desde os trabalhos seminais de Gordon, Schaefer e Scott, na década de 50, que a ideia central da
economia das pescas é a de quem em condições de livre acesso e concorrência no mercado não
conduz a soluções óptimas na utilização dos recursos.

O quadro conceptual: nos anos oitenta, Micholman (1982) introduziu outro problema, agora
sobre a fragmentação excessiva de direitos de propriedades. Um conceito novo `` anti-comuns` é
desenvolvido para por em evidencia alguns problemas que podem ser vistos como a imagem
invertida da tradicional `` tragédia dos Comuns``
A destruição maciças de edifícios, comumentos e sítios sofrida por alguns países no decorrer das
duas grandes guerras mundiais levou a que, nos anos subsequentes a segunda guerras mundial.
Nesta linha de acautelamento de danos patrimoniais, a directiva relativa a EIA, introduziu o
principio do poluidor-pagador.
A década de oitenta do século XX marca o emergir de convecções globais onde se define
sucessivamente metas ambientais, tais como: a de Motreal. Estas metas adquiriram, assim
comprometimentos e reconhecimento global.

O actual cenário de desenvolvimento e crescimento económico, nomeadamente a partir do século


XX, pode ser entendido como reflexo do progresso tecnológico e político neoliberal. Embora não
exista uma resposta directa a perguntas como a inovação social, geradora de uma nova dinâmica
ecos socioeconómica, pode ser capaz de a partir do local, agora de encontro de acções do estado
e da sociedade.
Para Cloutier (2003), o conceito de inovação social é ambíguo portanto reflecte as diferentes
realidades do individuo, do território e das organizações. Em geral a inovação social é uma nova
resposta a uma situação social insatisfatória provável de ocorrer em todos os sectores da
sociedade.
A literatura sobre a inovação social, quando analisada no âmbito do compromisso com DLS,
nomeadamente os estudos de inovação social e desenvolvimento do território, marca as acoes e
estratégias de inovação gerada em OTS.
Segundo Moulaert e Seka (2003), o fenómeno e o compromisso com o DLS estão imbricados aos
tipos de ligações que as OTS mantem na sua cadeia de produção. Além disso, as relações
estratégicas com os atores sócias do lugar, agentes pertencentes ao meio.

Diante desse cenário regional de pouco favorecimento ao desenvolvimento loca, a ADRIMAG


imergiu com o objectivo de ser criativa e aproveitar os principais instrumentos de apoio
comunitário e nacionais direccionados para a sua zona de intervenção.
Neste cenário de caracterização e histórico da organização, sobressai o modelo de negocio da
ADRIMAG.
Neste contexto, pode se dizer que os resultados apresentados, decorreu outra inovação social, um
laboratório experimental de empreendedorismo, a associação CRER – Centro de Recursos e
Experimentação, uma OTS provada sem fins lucrativos.

“Apesar da evolução registada, as políticas e incentivos governamentais privilegiam o sector


produtivo e as acções empreendedoras dos grandes e médios empreendimentos, não
considerando de forma relevante as dinâmicas de intervenção alternativas e as iniciativas que
ocorrem, nomeadamente no âmbito da economia social. Esta tendência para explicar e agir
segundo a perspetiva do mainstream económico é explicada por Polanyi (2000), o qual refere
que com o advento dos processos de acumulação de riqueza, os desejos e as necessidades se
tornaram infinitos e o fantasma da escassez assombrou a vida moderna.

De entre as políticas europeias, importa referir a „Estratégia Europa 2020‟. Com o objectivo de
promover o crescimento económico de forma inteligente, verde e inclusivo, são priorizadas três
áreas de actuação: inovação, crescimento sustentável e inclusão económica. Integra cinco
grandes objectivos para todos os países membros que são:

1. Empregar 75% da população dos 20 aos 64 anos;


2. Investir 3% do PIB da União Europeia em investigação e desenvolvimento;
3. Reduzir as emissões de gases com efeito de estufa em 20% relativamente aos níveis de
1990, aumentar para 20% a percentagem das energias renováveis no consumo energético
final, e aumentar em 20% a eficiência energética;
4. Reduzir a taxa de abandono escolar para menos de 10% e aumentar em 40% a obtenção
do diploma do ensino superior nas novas gerações (30-34 anos);
5. Reduzir a pobreza, tendo em vista retirar 20 milhões de pessoas de situações de risco de
pobreza e de exclusão. Com base nestas directivas cada país deverá organizar o seu PNR
– Programa Nacional de Reformas, articulado ao PEC – Plano de Estabilidade e
Crescimento, identificando as acções para consolidar o equilíbrio orçamental, aumentar a
competitividade e o crescimento.”

O mercado e o capital têm comandado o mundo, desencantando a dimensão social e humana.


Quando se fala em “economia” estamos em muito influenciados por esse paradigma que destaca
a dimensão económica dando-lhe uma importância maior. O problema não é a importância que o
económico ganhou, mas o grau de relevância que lhe é atribuída relativamente aos aspectos
sociais, culturais e políticos, tendo capacidade para influenciar as estratégias gerenciais dos
estados.”
Desenvolvimento Sustentável
"Comecemos então por considerar o conceito – Desenvolvimento Sustentável, termo que foi
popularizado em Our Common Future, um relatório publicado pelo World Commission on
Environment and Development em 1987, também conhecido como o Brundtland Report. Este
relatório inclui a definição clássica de Desenvolvimento Sustentável: „desenvolvimento em que
se satisfaçam as necessidades da geração actual sem comprometer a capacidade das futuras
gerações satisfazerem as suas necessidades‟ (John Drexhage, 2010)."
Da mesma maneira que estamos cientes da historicidade galopante do processo de produção das
TIC a partir de meados da década de 70 do século XX, torna-se necessário apercebermo-nos dos
processos que dão continuidade à lógica mercantil do TIC. Neste domínio é relevante
compreender os espaços-tempos dos processos de distribuição, troca e consumo dos bens e
serviços analítico-simbólicos das TIC. Não há dúvida de que é quase impossível comparar e
imaginar a realidade das TIC nos meados da década de 70 do século XX e a realidade de 2014. O
fosso existente entre esses dois períodos históricos é de tal modo abissal, que no primeiro
momento a hegemonia da economia real no mercado prevalecia de forma incontestável e
indelével. Esse fosso e essa hegemonia da economia real foi totalmente subvertida e invertida
pela economia virtual, sobretudo a partir do início do século XXI.
Ideia do Leitor

O livro Perspectivas de Desenvolvimento Sustentável é uma colectânea organizada com o


objectivo de ampliar o debate sobre o conceito de desenvolvimento sustentável e suas múltiplas
dimensões. Publicado por José Maria Carvalho Ferreira, a obra reúne textos de diversos autores
que atuam em áreas como ciência ambiental, economia, sociologia e políticas públicas. A
proposta central é apresentar uma visão crítica e actualizada dos desafios que o planeta enfrenta
diante do modelo de desenvolvimento actual, destacando alternativas que busquem o equilíbrio
entre crescimento económico, justiça social e preservação ambiental. Desde o início, o livro
deixa claro que a sustentabilidade é uma exigência urgente, não apenas uma ideia abstracta ou
um ideal distante.

O primeiro eixo temático abordado é a crítica ao modelo económico dominante, baseado no


crescimento contínuo e no consumo desenfreado de recursos naturais. Os autores argumentam
que esse modelo é responsável por boa parte das desigualdades sociais e pela degradação dos
ecossistemas. O livro defende que é preciso repensar as bases da economia global, valorizando
práticas como a economia circular, a eficiência energética e a produção local e sustentável. O
desenvolvimento não pode mais ser medido apenas pelo PIB, mas por indicadores que incluam
qualidade de vida, acesso equitativo a recursos e estabilidade ambiental.

Outro ponto importante discutido na obra é a necessidade de integrar diferentes saberes na


construção de um futuro sustentável. O desenvolvimento sustentável exige uma abordagem
multidisciplinar, que articule conhecimentos científicos, saberes tradicionais e a participação
activa da sociedade civil. Os autores destacam que a sustentabilidade não deve ser tratada como
um tema isolado, mas como um princípio orientador de todas as políticas públicas, desde a
educação até a infra-estrutura. A complexidade dos problemas ambientais e sociais exige
soluções integradas e colaborativas, superando a fragmentação do conhecimento.

A educação ambiental é tratada como um dos pilares fundamentais para a construção de uma
cultura voltada à sustentabilidade. O livro enfatiza que a formação de cidadãos conscientes e
críticos é essencial para promover mudanças reais nas práticas quotidianas e nas decisões
colectivas. A educação deve ir além da sala de aula e envolver a comunidade, as empresas e os
governos. É necessário estimular uma postura reflexiva e responsável, que leve em conta o
impacto das acções humanas sobre o meio ambiente e sobre as gerações futuras. Esse processo
educativo deve ser contínuo, adaptativo e inclusivo.

Além da reflexão teórica, a obra também apresenta exemplos concretos de iniciativas


sustentáveis implementadas em diferentes contextos. Esses estudos de caso mostram que é
possível conciliar desenvolvimento económico com respeito ao meio ambiente e inclusão social.
Projectos comunitários, empresas com responsabilidade soca ambiental e políticas públicas
inovadoras são citados como referências. Esses exemplos têm como função inspirar gestores,
educadores, empresários e cidadãos a adoptarem práticas mais sustentáveis em seus respectivos
campos de actuação. Eles também demonstram que, embora os desafios sejam grandes, há
caminhos possíveis e eficazes para a transformação.

Um dos aspectos centrais abordados é a justiça social dentro da agenda da sustentabilidade. A


obra reforça que não é possível alcançar um mundo sustentável sem combater as desigualdades
profundas que marcam as relações entre países, regiões e populações. O desenvolvimento
sustentável deve priorizar a equidade, garantindo acesso justo a recursos, oportunidades e
serviços essenciais. Isso inclui o combate à pobreza, o fortalecimento das comunidades
vulneráveis e a promoção da inclusão de grupos historicamente marginalizados. Sustentabilidade
e justiça social são, portanto, dimensões interdependentes e inseparáveis.

Perspectivas de Desenvolvimento Sustentável é uma obra rica, crítica e propositiva. Ela oferece
uma visão ampla dos desafios e possibilidades que envolvem a transição para um modelo de
desenvolvimento mais justo e equilibrado. Ao reunir análises teóricas, exemplos práticos e
propostas concretas, o livro se torna uma leitura essencial para todos aqueles que se interessam
por temas ligados à sustentabilidade, ao futuro do planeta e à responsabilidade colectiva.

A ideia central do livro é que o modelo de desenvolvimento actual, baseado em crescimento


económico ilimitado, é insustentável diante das crises ambientais e sociais. Por isso, os autores
propõem novas formas de pensar a economia, a governança, a educação e o papel da sociedade
civil, buscando soluções que integrem os aspectos sociais, ambientais e económicos.
Perspectivas de Desenvolvimento Sustentável é um convite à reflexão crítica e à acção colectiva,
destacando que todos têm um papel a desempenhar na construção de um futuro mais equilibrado
e consciente para o planeta. A leitura é recomendada para estudantes, pesquisadores,
formuladores de políticas públicas e todos os interessados em compreender e promover o
desenvolvimento sustentável.

Bibliografia
Ferreira, J. M. C. (Org.). (2015). Perspetivas de desenvolvimento sustentável. Clássica Editora

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