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Notas Contábeis da MAPAJU 2022

O documento apresenta as notas às contas da empresa MAPAJU ELECTRO E CONSULT, S.A. para o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2022, detalhando sua atividade de comercialização de eletrodomésticos e serviços contábeis. As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com o Plano Geral de Contabilidade Angolano, refletindo a posição financeira e os resultados operacionais da empresa. Além disso, aborda as políticas contabilísticas, critérios de reconhecimento e regime fiscal aplicável à empresa.
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O documento apresenta as notas às contas da empresa MAPAJU ELECTRO E CONSULT, S.A. para o exercício encerrado em 31 de dezembro de 2022, detalhando sua atividade de comercialização de eletrodomésticos e serviços contábeis. As demonstrações financeiras foram preparadas de acordo com o Plano Geral de Contabilidade Angolano, refletindo a posição financeira e os resultados operacionais da empresa. Além disso, aborda as políticas contabilísticas, critérios de reconhecimento e regime fiscal aplicável à empresa.
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III.

NOTAS ÀS CONTAS 2022

3.1 EMPRESA MAPAJU ELECTRO E CONSULT, S.A.

Notas às contas em referência ao exercício findo em 31 de Dezembro de 2022.


Valores expressos em Kwanzas (Kz).

3.2 INTRODUÇÃO

1. Actividade

A sociedade MAPAJU, com o capital social de Kz 5.000.000,00 com sede em


Luanda, no bairro da Mutamba, Rua Serpa Pinto Município de Luanda, Angola, exerce
a actividade na área de comercialização de electrodomésticos e presta serviços na área
de contabilidade (emissão de pareceres).

As presentes demonstrações financeiras reflectem a posição financeira da


MAPAJU e o resultado das suas operações realizadas durante o exercício findo a 31 de
Dezembro de 2022.

3. Políticas contabilísticas adoptadas na preparação das Demonstrações


financeiras:

3.2 Bases de apresentação das demonstrações financeiras e derrogações:

As demonstrações financeiras aqui apresentadas nomeadamente, o Balanço, a


Demostração de Resultados por Natureza e a Demostração do Fluxo de Caixa pelo
método directo, encontram-se preparadas de acordo com o Plano Geral de Contabilidade
Angolano (PGCA) em vigor, aprovado pelo Decreto-Lei nº 82/01, de 16 de Novembro,
e respeitam as características de relevância e fiabilidade; foram preparadas na base da
continuidade e do acréscimo; foram de igual modo preparadas em obediência aos
princípios contabilísticos da consistência, materialidade, não compensação de saldos e
comparabilidade. Não foram derrogadas quaisquer disposições constantes do plano
geral e contabilidade em vigor.

3.3- Bases de valorimetria adoptadas na preparação das Demonstrações


financeiras:

Os conjuntos das demonstrações financeiras estão expressas em milhares de


Kwanzas Angolano (AOA/Kz), sendo que os registos contabilísticos das suas operações
têm por base a valorimetria do custo histórico globalmente, sendo que cada rubrica
indicará especificamente a valorimetria usada. As taxas de câmbio usadas para a
valorimetria de activos e passivos cujo valor esteja dependente das flutuações da moeda
estrangeira foi a taxa de câmbio de referência à data do relato do Banco Nacional de
Angola (BNA) sendo para os activos a taxa de compra e para os passivos a taxa de
venda ambas as taxas sob o ponto de vista do banco.

3.3.1. Critérios de reconhecimento e bases de valorimetria específicas:

Os principais critérios contabilísticos usados na preparação das demonstrações


financeiras foram as seguintes:

Imobilizações corpóreas:

Esta rubrica íntegra os imobilizados corpóreos, móveis e imóveis, que se


destinam exclusivamente à utilização para a actividade operacional e não à
comercialização, com carácter de permanência superior a um ano. Base de medição
usada para determinar a quantia bruta registada. O imobilizado corpóreo encontra-se ao
apresentado ao custo, líquido das respectivas amortizações. A base de medição usada
para determinar a quantia bruta registada é o custo de aquisição que inclui todos os
dispêndios directamente atribuíveis à aquisição para que o bem seja colocado no local e
forma pretendida para laborar.

Critérios de reconhecimento:

As imobilizações corpóreas encontram-se registadas ao custo de aquisição, o


qual inclui todos os custos necessários para colocar o bem em funcionamento,
nomeadamente, as despesas de transporte e desalfandegamento, entre outras. Os
imobilizados corpóreos são reconhecimento de acordo com os critérios de
reconhecimento consignados no PGC e são capitalizados em função do benefício
esperado independentemente do seu valor.

As amortizações do imobilizado são calculadas através do método das quotas


constantes, por duodécimos, considerando astaxas máximas fiscalmente aceites como
custo de acordo com o disposto no Código do Imposto Industrial, vigente a data dos
factos, Lei nº 19/14 de 22 de Outubro.

Imobilizações incorpóreas:
A base de medição usada para determinar a quantia bruta registada é o custo de
aquisição que inclui todos os dispêndios directamente atribuíveis à aquisição para que o
bem seja colocado no local e forma pretendida para laborar.

Critérios de reconhecimento:

Os imobilizados incorpóreos são reconhecimento de acordo com os critérios de


reconhecimento consignados no PGCA e são capitalizados em função do benefício
esperado independentemente do seu valor.

Métodos de amortização usados:

Vidas úteis, por categoria e taxas de depreciação usadas - as amortizações do


imobilizado são calculadas através do método das quotas constantes considerando as
taxas máximas fiscalmente aceites como custo de acordo com o disposto no Código do
Imposto Industrial, vigente a data dos factos.

Existências:

As políticas contabilísticas adoptadas na medição dos inventários (existências)


são as consignadas no PGCA sendo as existências adquiridas valorizadas ao custo ou ao
valor realizável líquido dos dois o mais baixo, sendo que o custo a considerar é o custo
de aquisição que engloba o preço líquido de compra, direitos de importação e impostos
não dedutíveis, custos de transporte, manuseamento e outros custos directamente
atribuíveis à compra do bem. A valorização do custo das existências vendidas é
efectuada através da utilização do método do custo médio ponderado das existências,
sendo que é utilizado o sistema de inventário permanente.

Contas a receber:

As contas a receber são relevadas ao seu valor líquido de realização, o qual é


determinado tendo em consideração os ajustamentos necessários para as cobranças
duvidosa, constituídas com base na avaliação das perdas estimadas à data do balanço.

Disponibilidades:
As disponibilidades compreendem os saldos nas contas de caixa e de banco
facilmente convertíveis em dinheiro. As disponibilidades em moeda estrangeira, quando
haja, são actualizadas ao câmbio da data de relato.

Especialização de exercícios:
A Empresa regista os seus proveitos e custos de acordo com o princípio da
especialização de exercícios pelo qual os mesmos são reconhecidos à medida que são
geradas, independentemente do momento em que são recebidos ou pagos. A diferença
entre os montantes recebidos ou pagos e os correspondentes proveitos e custos gerados
são registados nas rubricas de outros activos e passivos correntes.
Provisões:
São reconhecidas provisões apenas quando a Empresa tem uma obrigação
presente (legal ou implícita) resultante dum acontecimento passado, é provável que para
a liquidação dessa obrigação ocorra uma saída de recursos e o montante da obrigação
possa ser razoavelmente estimado. O montante reconhecido das provisões consiste no
valor presente da melhor estimativa, na data de relato, dos recursos necessários para
liquidar a obrigação. Tal estimativa é determinada tendo em consideração os riscos e
incertezas associados à obrigação.
As provisões são revistas na data de relato e são ajustadas de modo a reflectirem
a melhor estimativa a essa data.
Contas a pagar:
Os saldos de fornecedores, Estado, pessoal são registados pelo valor nominal,
mensurados de acordo com o critério do custo.
Vendas e prestação de serviços:
Os ganhos decorrentes das vendas e prestação de serviços (mercadorias e
prestações de serviço), são reconhecidos aquando os riscos e benefícios inerentes à
posse dos activos são transferidos para o comprador e o montante dos ganhos possam
ser razoavelmente quantificados. As vendas e as prestações de serviços são reconhecidas
líquidas de impostos, descontos e outros custos inerentes à concretização do montante
recebido ou a receber.
Juros:
Os juros recebidos são reconhecidos respeitando a base do acréscimo
(especialização do exercício), com referência à data de Balanço. São calculados tendo
em consideração o montante em dívida e a taxa de juro durante o período até a sua
maturidade.
Erros fundamentais:

A empresa reconhece os erros fundamentais de acordo com o preceituado no


PGC registando o seu efeito retrospectivamente, ou seja, na conta de resultados
transitados/reservas de forma a ser imputado ao ano a que o erro respeita.

Regime Fiscal

A Empresa encontra-se sujeita aos seguintes impostos numa base recorrente:

 Segurança social: esta contribuição corresponde a 11% das remunerações dos


empregados, sendo que 3% da responsabilidade do empregado e o restante 8%
da entidade patronal;
 Imposto sobre os rendimentos do trabalho (IRT): este imposto é retido pela
Empresa e deduzido nos ordenados dos empregados, sendo calculado com base
nas remunerações destes. Ao abrigo da Lei n.º 18/14, de 22 de Outubro, com as
alterações introduzidas pela Lei n.º 28/20, de 22 de Julho;
 Imposto de selo: este imposto é de autoliquidação mensal, e corresponde a 1%
sobre os proveitos recebidos decorrentes de vendas e prestações de serviços;
 Imposto sobre o Valor Acrescentado: a Lei nº 7/19, de 24 de Abril aplica-se com
carácter obrigatório a todos os sueitos passivos deste imposto e estão sujeitas a
IVA todas as transmissões de bens e prestações de serviços efectuadas em
território nacional, a título oneroso por um sujeito passivo e as impostações de
bens;
 Antecipação do Imposto industrial: a Lei n.º 19/14, de 22 de Outubro, estabelece
o regime tributário de liquidação e pagamentos provisórios antecipado em sede
de imposto industrial, pelos contractos de empreitadas e serviços sucedâneos da
construção e prestação de serviços a taxa de 6,5%, operando por retenção na
fonte bem como 2% de liquidação provisória sobre as vendas;
 Imposto predial e urbano (IPU): a Lei nº 18/11, de 21 de Abril (que vem
substituir ao anterior Código do Imposto Predial) estabelece que o pagamento de
imposto predial urbano sobre rendimentos de imóveis após 31 de Maio de 2011,
opera por retenção na fonte à taxa de 15%, caso o senhorio não esteja isento.
Adicionalmente, os rendimentos com a actividade de arrendamento deixam de
ser tributados em sede de imposto industrial, estando agora abrangidos por esta
lei, sendo o imposto calculado com base no proveito com rendas contabilizado e
utilizando-se uma taxa de 15%;
 Imposto industrial: a Empresa encontra-se sujeita a tributação de Imposto
Industrial. O imposto é calculado com base no lucro tributável (resultado
contabilístico corrigido para efeitos fiscais) utilizando-se a partir do exercício
findo em 31 de Dezembro de 2017 uma taxa nominal de 25% (conforme artigo
4º do Código de Imposto Industrial Lei nº19/14 de 22 de Outubro). O imposto
apurado refere-se em exclusivo ao nível do imposto corrente;
 Imposto sobre a aplicação de capitais (IAC): O Diploma Legislativo n.º 2/14, de
20 de Outubro estabelece a incidência sobre os rendimentos provenientes da
simples aplicação de capitais, sendo devida pelos titulares dos respectivos
titulares dos rendimentos sem prejuízo da sua exigência a outras entidades. A
determinação da matéria colectável varia mediante o tipo de rendimento em
causam, tal como a taxa aplicável.
 De acordo com a legislação em vigor na República de Angola, as declarações
fiscais estão sujeitas a revisão e correcção por parte das autoridades fiscais
durante um período de cinco anos. Deste modo as declarações fiscais
apresentadas desde 2021 até 2026 são susceptíveis de revisão e correcção. O
Conselho de Administração da Empresa entende que as correcções resultantes de
revisões/inspecções por parte das autoridades fiscais àquelas declarações de
impostos não terão um efeito significativo nas demonstrações financeiras do
exercício findo em 31 de Dezembro de 2022..

A MAPAJU, por ser uma empresa com capital social superior a 2 milhões de
Kwanzas encontra- se sujeita à tributação em sede de Imposto Industrial - Grupo A.

O imposto é calculado com base no lucro tributável (resultado contabilístico


corrigido para efeitos fiscais) utilizando uma taxa nominal de 25%.

O imposto apurado refere-se em exclusivo ao imposto corrente não sendo


calculados nem registados quaisquer impostos diferidos, quer activos, quer passivos.
A entrega do imposto é efectuada por autoliquidação mediante a entrega de uma
declaração que se encontra sujeita à revisão e correcção por parte das autoridades fiscais
durante um período de cinco anos.

1- Alterações nas políticas contabilísticas: No presente exercício/período não se


verificou qualquer alteração nas políticas contabilísticas adaptadas.

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