0% acharam este documento útil (0 voto)
81 visualizações35 páginas

Sinais Vitais: Importância e Medição

Os sinais vitais, que incluem temperatura, pulso, pressão arterial, frequência respiratória e saturação de oxigênio, são indicadores essenciais do estado de saúde dos pacientes. A avaliação desses sinais é crucial para identificar necessidades básicas e problemas clínicos. A RDC 145/2017 proíbe o uso de produtos à base de mercúrio em serviços de saúde, reforçando a importância de métodos seguros para aferição dos sinais vitais.

Enviado por

fehbarbosa34
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
81 visualizações35 páginas

Sinais Vitais: Importância e Medição

Os sinais vitais, que incluem temperatura, pulso, pressão arterial, frequência respiratória e saturação de oxigênio, são indicadores essenciais do estado de saúde dos pacientes. A avaliação desses sinais é crucial para identificar necessidades básicas e problemas clínicos. A RDC 145/2017 proíbe o uso de produtos à base de mercúrio em serviços de saúde, reforçando a importância de métodos seguros para aferição dos sinais vitais.

Enviado por

fehbarbosa34
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

TÉCNICO EM ENFERMAGEM

SAÚDE COLETIVA
ENF. ANTONIO CARLOS
O QUE SÃO OS SINAIS VITAIS?

 Medições mais frequentes obtidas pela equipe de


Saúde.
 - Temperatura
 - Pulso
 - Pressão arterial (PA)
 - Frequência respiratória
- Saturação de oxigênio
 - A dor seria o 5º sinal vital

Essas medidas são indicadores do estado de saúde, devido a sua importância elas são
referidas como Sinais Vitais.
Importância dos
sinais vitais

 A avaliação dos sinais vitais


permite identificar necessidades
básicas dos pacientes.

 É uma maneira rápida e eficiente.

PROF. ANTONIO CARLOS


 Os sinais vitais e outras medições
fisiológicas são a base para
solução de problemas clínicos.
Atenção!!!!
 RDC 145/2017

 Produtos à base de mercúrio estão proibidos pela ANVISA, desde janeiro


de 2019.

 RESOLUÇÃO - RDC Nº 145, DE 21 DE MARÇO DE 2017.

 Proíbe em todo o território nacional a fabricação, importação e


comercialização, assim como o uso em serviços de saúde, dos
termômetros e esfigmomanômetros com coluna de mercúrio. Esta
Resolução entrará em vigor em 1º de janeiro de 2019.
O tema "sinais vitais" traz muita contradição dentro da literatura, e muitos
autores divergem sobre os sinais vitais a serem avaliados, bem como seus
parâmetros de referência.

 Gomes et al. (2018) consideram como sinais vitais: a


temperatura (T), pulso(P), respiração (R), e pressão arterial (PA)
 Barros (2016): "Em relação à avaliação dos sinais vitais, devem
ser verificados e anotados o pulso e a frequência cardíaca, a
frequência respiratória, a temperatura corporal e a pressão
arterial.
 Potter (2018): "As medições mais frequentes e regulares
obtidas pelos profissionais de saúde são as de temperatura,
pulso, pressão arterial (PA), frequência respiratória e saturação
de oxigênio. Como indicadores do estado de saúde, essas
medidas indicam a efetividade dos sistemas circulatório,
respiratório e neural e das funções corporais endócrinas. Por
causa da sua importância, elas são chamadas de sinais vitais.
A dor, um sintoma subjetivo, com frequência é chamada de
outro sinal vital e é frequentemente medida com os outros."
TEMPERATURA (T)

 O ser humano é mantido em uma


temperatura constante em torno de
37ºC, sendo que as extremidades do
corpo podem se apresentar em
menor temperatura

 Os limites de temperatura em que o


metabolismo pode apresentar falhas
são de menos que 21ºC e maior que
42ºC

 Perda ou ganho excessivo de calor


pode levar a morte
LOCAIS DE AFERIÇÃO

 Oral: 37ºC- leitura lenta (cerca de 7 min.) risco de contaminação por fluidos, não
indicado para pacientes que não colaboram ou inconsciente.
 Retal: 37,5ºC- maior precisão, método desagradável, risco de exposição a fluidos,
risco de lesão, contra indicado para RN e pacientes com doenças retal.
 Axilar: 36.5ºC - local menos preciso, sudorese pode interferir, longo período de
mensuração.
 Timpânica: 37ºC - aferição rápida, custo elevado, presença de cerume pode interferir
na leitura, contra indicado para paciente submetidos a cirurgia auditiva.

Potter; Perry (8ª edição)


COMO REALIZAR A AFERIÇÃO:

 Higienizar as mãos antes e após o procedimento;


 Selecionar a via e os aparatos corretos;
 Avaliar fatores que possam interferir na determinação da T
(ambiente, atividade prévia do paciente, ...);
 Explicar o procedimento ao paciente; Posicionar o
paciente em posição confortável e adequada;
 Limpar o termômetro com álcool (haste para bulbo) antes
e após a realização do procedimento;
 Comparar o valor obtido com a temperatura basal e com a
variação de T apresentada pelo paciente;
 Registrar corretamente o procedimento.

PROF. ANTONIO CARLOS


SISTEMA CIRCULATÓRIO:

CICLO CARDÍACO:
 O ciclo cardíaco é constituído por
eventos cardíacos que ocorrem
desde o início de um batimento
cardíaco até o início do batimento
seguinte.
 Sístole: o sangue, bombeado pelos
ventrículos, enche as artérias
pulmonares e sistêmicas
(contração).
 Diástole: os ventrículos relaxam e
se enchem de sangue
ARTÉRIAS

 Sua função é transportar sangue


oxigenado sob uma pressão
elevada aos tecidos, por esta
razão têm paredes vasculares
fortes.

 É devido à elasticidade das


artérias e ao bombeamento
propulsor efetuado pelo coração
que o sangue circula
continuamente e consegue-se
determinar o número de
pulsações por unidade de tempo.
PULSO (FC)

 Limite palpável de fluxo de sangue percebido em vários


pontos do corpo.

 O fluxo de sangue pelo corpo é um circuito continuo.

 Indicador do estado circulatório

 A frequência da pulsação é número de pulsações em 1 min.


CARACTERÍSTICAS A
SEREM AVALIADAS

FREQUÊNCIA: é o número de pulsações;


devem ser contadas durante um minuto

AMPLITUDE: é o grau de enchimento da


artéria (sístole e diastóle), pode ser cheio
ou filiforme (indica uma força insuficiente a
cada batimento e batimentos irregulares)
 RITMO: é a sequência de pulsações ; o normal é que elas
ocorram em intervalos iguais

 Forte e regular (rítmico): indica batimentos regulares com uma


boa força de cada batimento;

 Fraco e regular (rítmico): indica batimentos regulares, com uma


força precária de cada batimento;

 Irregular (arrítmico): Indica que os batimentos ocorrem tanto


fortes como fracos durante o período da mensura
Parâmetros Frequência Cardíaca

Idade Batimento por minuto


Lactentes 120-160
Crianças 90-140
Pré-escolares 80-110
Idade Escolar 75-100
Adolescente 60-90
Adulto 60-100
TERMINOLOGIAS

 Normocardia: frequência cardíaca normal

 Bradicardia: frequência cardíaca abaixo do normal

 Taquicardia: frequência cardíaca acima do normal

 Bradisfigmia: pulso fino e bradicardíco

 Taquisfigmia: pulso fino e taquicardíaco


Fatores que influenciam as frequências do pulso

Fator ↑ Freq. Pulso ↓ Freq. Pulso

Exercício Curta duração Atleta condicionado

Temperatura Febre e calor Hipotermia

Emoções Dor aguda e ansiedade ↑ estímulo Dor intensa ↑ estímulo


simpático parassimpático

Drogas Medicamentos cronotrópicos + Medicamentos


(epinefrina) cronotrópicos –
(digitálicos)
Hemorragia ↑ atividade simpática

Mudanças posturais Levantar e sentar Deitar-se

Distúrbios pulmonares Precária oxigenação


COMO REALIZAR A AFERIÇÃO:

Relógio de pulso com ponteiro de segundos


 Caneta e folha de registro de enfermagem
 Lavar as mãos Identificar o cliente e explicar o
procedimento Posicionar confortavelmente o cliente de
acordo com o local de verificação
Obtenha o valor do pulso e avalie suas características
Ajude o cliente a retomar posição confortável
Lave as mãos e proceda ao registro das informações
PRESSÃO ARTERIAL (PA)
 A pressão Arterial é a força exercida sobre as paredes de uma artéria pelo
sangue que pulsa sob pressão do coração. O sangue flui através do sistema
circulatório por causa da mudança de pressão. Ele se move de uma área de
alta pressão para uma área de baixa pressão.

 Lembrete: pressão máxima é quando ocorre a ejeção de sangue para aorta


(contração)- Sistólica pressão mínima ocorre quando os ventrículos relaxam
e o sangue que permanece nas artérias exercendo uma pressão mínima –
Diastólica.
APARELHO DE PRESSÃO MANUAL
(ESFIGMOMANÔMETRO)
Classificação da pressão arterial de acordo com a medida no consultório
a partir de 18 anos de idade

Classificação PA sistólica (mmHg) PA diastólica (mmHg)

Ótima < 120 <80

Normal 120-129 80-84

Pré-hipertensão 130-139 85-89

Hipertensão estágio 1 140-159 85-89

Hipertensão estágio 2 160-179 100-109

Hipertensão estágio 3 ≥ 180 ≥ 110


COMO REALIZAR A AFERIÇÃO
 Posição: a medida deve ser realizada na posição sentada, com o
braço repousado sobre uma superfície firme, observando a
inexistência dos fatores de erros descritos mais adiante, de acordo
com o procedimento a seguir:
 1 – Lavar as mãos, higienizar com álcool o estetoscópio e explicar o
procedimento ao paciente.
 2 - Certificar-se de que o paciente não está com a bexiga cheia, não
praticou exercícios físicos e não ingeriu bebidas alcoólicas, café,
alimentos ou fumou até 30 minutos antes da medida.
 3 - Deixar o paciente descansar por 5 a 10 minutos em ambiente
calmo, com temperatura agradável. A PA é medida com o paciente
sentado.
 4 - Localizar a artéria braquial por palpação.
 5 - Colocar o manguito firmemente cerca de 2 cm a 3 cm acima da fossa
antecubial, centralizando a bolsa de borracha sobre a artéria braquial. A
largura da bolsa de borracha do manguito deve corresponder a 40% da
circunferência do braço e seu comprimento, envolver pelo menos 80%
do braço. Assim, a largura do manguito a ser utilizado estará na
dependência da circunferência do braço do paciente.
 6 - Manter o braço do paciente na altura do coração.
 7 - Palpar o pulso radial e inflar o manguito até seu desaparecimento no
nível da pressão sistólica, desinflar rapidamente e aguardar de 15 a 30
segundos antes de inflar novamente.
 8 - Colocar o estetoscópio nos ouvidos, com a curvatura voltada para
frente.
 9 - Posicionar a campânula do estetoscópio suavemente sobre a artéria
braquial, na fossa antecubial, evitando compressão excessiva.
 10 - Solicitar ao paciente que não fale durante o procedimento de
medição.
 11- Inflar rapidamente, de 10 mmHg em 10 mmHg, até o nível estimado da pressão
arterial, acrescentar mais 20 a 30 mmHg.
 12 - Proceder à deflação, com velocidade constante inicial de 2 mmHg a 4 mmHg
por segundo, evitando congestão venosa e desconforto para o paciente. Procede-se
neste momento, à ausculta dos sons sobre a artéria braquial, evitando-se
compressão excessiva do estetoscópio sobre a área onde estáaplicado.
 13 - Determinar a pressão sistólica no momento do aparecimento do primeiro som
(fase I de Korotkoff), que se intensifica com aumento da velocidade de deflação.
 14 - Determinar a pressão diastólica no desaparecimento completo dos sons (fase 5
de Korotkoff), exceto em condições especiais . Auscultar cerca de 20 mmHg a 30
mmHg abaixo do último som para confirmar seu desaparecimento e depois proceder
à deflaçã o rápida e completa. Quando os batimentos persistirem até o nível zero,
determinar a pressão diastólica no abafamento dos sons (fase 4 de Korotkoff).
 15 - Registrar os valores das pressões sistólica e diastólica. Deverá ser sempre
registrado o valor da pressão obtido na escala do manômetro que varia de 2mmHg
em 2 mmHg, evitando-se arredondamentos e valores de pressão terminados em “5”.
 16 - Esperar 1 a 2 minutos antes de realizar novas medidas, recomendando-se a
elevação do braço para normalizar mais rapidamente a estase venosa, que poderá
interferir na medida tensional subsequente.

Observação: O esfigmomanômetro do tipo


aneróide devem ser periodicamente testados e
devidamente calibrados.
Ressaltamos a importância da manutenção destes
aparelhos.
RESPIRAÇÃO (FR)
 A sobrevivência humana depende da
capacidade de oxigênio alcançar as células do
corpo sendo dióxido de carbono ser removido
das células.
 A respiração é o mecanismo que o corpo para
promover trocas gasosas entre a atmosfera e o
sangue, e o sangue e as células.
 Respiração: - Ventilação: movimento de gases
para dentro e para fora dos pulmões - Difusão:
movimento de oxigênio e dióxido de carbono
entre os alvéolos e as hemácias - Perfusão a
distribuição das hemácias para o capilares
pulmonares.
ANALISE DA EFICIÊNCIA RESPIRATÓRIA

 Deve ocorrer de maneira integrada avaliando os 3 processos

 ventilação: frequência ( número de movimentos por min.)


 Profundidade : Profunda, superficial e Normal.
 Ritmo: Regular e irregular.
 Obs: A difusão e a perfusão pode ser avaliadas ao se determinar o
nível de saturação de oxigênio.
FATORES QUE PODEM
INFLUENCIAR A
RESPIRAÇÃO
PROF. ANTONIO CARLOS

 Exercício físico
 Dor
 Ansiedade
 Tabagismo
 Posição corporal
Medicações
 Lesão neurológica
 Alteração nos níveis da
Hemoglobina
COMO VERIFICAR A FR
 Realizar a higienização das mãos.
 Posicionar o paciente de forma confortável – preferência na posição
deitada.
 Colocar a mão no pulso radial do paciente, como se fosse controlar
o pulso, e observar os movimentos respiratórios.
 Contar por um minuto e memorizar a frequência respiratória (ciclo
respiratório completo que equivale a inspiração e expiração – igual
a 1 FR).
 Higienizar as mãos.
 Registrar o procedimento e o valor encontrado em folha própria de
SSVV e de evolução de enfermagem do prontuário do paciente.

Observação: É importante que o paciente não perceba que o


número de respirações está sendo verificado, para não ocorrer
indução do valor correto.
Frequência Respiratória
 Observe inspiração e expiração completas ao contar a frequência
respiratória do paciente.
 A frequência normalmente varia com a idade.
 A faixa usual da frequência respiratória diminui ao longo da vida.
 A frequência respiratória de um paciente pode ser utilizada para ajudar
a predizer seu risco de parada cardíaca.
IDADE FR (movimentos/minuto
Recém nascido 30-60
Lactente (6 meses) 30-50
Criança pequena (2 anos) 25-32
Criança idade escolar 20-30
Adolescente 16-19
Adulto 12-20
MANEJO DA DOR
 Todo mundo sente dor. No
entanto, cada pessoa que sente
dor a experimenta de forma
individualizada.
 A dor é puramente subjetiva. Uma
pessoa jamais sente dor do
mesmo jeito que outra, e nenhum
evento doloroso cria uma resposta
ou sensação igual a outra em uma
mesma pessoa.
 • É importante aplicar julgamento
clínico ao cuidar de pacientes que
estão com dor.
Fisiologia da dor

 Embora a dor seja uma percepção subjetiva, a nocicepção é uma atividade


observável no sistema nervoso, que permite que as pessoas detectem dor
(Treede, 2018).
 Dor normal ou nociceptiva é a série de eventos fisiológicos de proteção que
traz a consciência de dano real ou potencial no tecido.
 Existem quatro processos fisiológicos de nocicepção: transdução,
transmissão, percepção e modulação (Huether e McCance, 2019).
 Um paciente com dor não consegue distinguir os processos. Conhecer
cada processo ajuda você a reconhecer os fatores que causam dor, os
sintomas que a acompanham e a justificativa para as terapias
selecionadas.
Avaliação da dor

Dor
" Experiencia
OBRIGADO!

"Levei vinte anos para fazer


sucesso da noite para o dia."
 Eddie Cantor

E nf _ A nt oni o_ C a r lo s 2 2

Você também pode gostar