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Programa para Análise de Vigas Hiperestáticas

O documento apresenta uma monografia que descreve o desenvolvimento de um programa em Python para análise de vigas hiperestáticas utilizando o método das forças. O objetivo é otimizar a resolução de problemas complexos na construção civil, proporcionando uma visualização clara e relatórios detalhados. A validação do programa foi realizada através de exemplos práticos, demonstrando sua eficiência e precisão nas análises.

Enviado por

Leandro Souza
Direitos autorais
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Programa para Análise de Vigas Hiperestáticas

O documento apresenta uma monografia que descreve o desenvolvimento de um programa em Python para análise de vigas hiperestáticas utilizando o método das forças. O objetivo é otimizar a resolução de problemas complexos na construção civil, proporcionando uma visualização clara e relatórios detalhados. A validação do programa foi realizada através de exemplos práticos, demonstrando sua eficiência e precisão nas análises.

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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO
CENTRO MULTIDISCIPLINAR DE CARAÚBAS
CURSO DE BACHARELADO EM ENGENHARIA CIVIL

FELIPE TAVARES RIBEIRO DE SOUZA

DESENVOLVIMENTO DE UM PROGRAMA PARA ANÁLISE DE VIGAS


HIPERESTÁTICAS PELO MÉTODO DAS FORÇAS

CARAÚBAS
2019
FELIPE TAVARES RIBEIRO DE SOUZA

DESENVOLVIMENTO DE UM PROGRAMA PARA ANÁLISE DE VIGAS


HIPERESTÁTICAS PELO MÉTODO DAS FORÇAS

Monografia apresentada a Universidade


Federal Rural do Semi-Árido como requisito
para obtenção do título de Bacharel em
Engenharia Civil.

Orientador: Prof. Dr. Manoel Dênis Costa


Ferreira.

CARAÚBAS
2019
© Todos os direitos estão reservados a Universidade Federal Rural do Semi-Árido. O conteúdo desta obra é de inteira
responsabilidade do (a) autor (a), sendo o mesmo, passível de sanções administrativas ou penais, caso sejam infringidas as leis
que regulamentam a Propriedade Intelectual, respectivamente, Patentes: Lei n° 9.279/1996 e Direitos Autorais: Lei n°
9.610/1998. O conteúdo desta obra tomar-se-á de domínio público após a data de defesa e homologação da sua respectiva
ata. A mesma poderá servir de base literária para novas pesquisas, desde que a obra e seu (a) respectivo (a) autor (a)
sejam devidamente citados e mencionados os seus créditos bibliográficos.

SS719 SOUZA, FELIPE TAVARES RIBEIRO.


d DESENVOLVIMENTO DE UM PROGRAMA PARA ANÁLISE DE
VIGAS HIPERESTÁTICAS PELO MÉTODO DAS FORÇAS /
FELIPE TAVARES RIBEIRO SOUZA. - 2019.
105 f. : il.

Orientador: Manoel Dênis Costa Ferreira.


Monografia (graduação) - Universidade Federal
Rural do Semi-árido, Curso de Engenharia Civil,
2019.

1. ESTRUTURAS ESTATICAMENTE INDETERMINADAS. 2.


HIPERESTATICA. 3. RECURSOS COMPUTACIONAIS . 4.
SOFTWARE APLICADO. 5. CONSTRUÇÃO CIVIL. I.
Ferreira, Manoel Dênis Costa, orient. II. Título.

O serviço de Geração Automática de Ficha Catalográfica para Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC´s) foi desenvolvido pelo Instituto
de Ciências Matemáticas e de Computação da Universidade de São Paulo (USP) e gentilmente cedido para o Sistema de Bibliotecas
da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (SISBI-UFERSA), sendo customizado pela Superintendência de Tecnologia da Informação
e Comunicação (SUTIC) sob orientação dos bibliotecários da instituição para ser adaptado às necessidades dos alunos dos Cursos de
Graduação e Programas de Pós-Graduação da Universidade.
AGRADECIMENTOS

A Deus, por cada vez que pedi forças para continuar com essa jornada que não é tão fácil, que
mesmo diante das fraquezas minha fé persistiu acima de tudo;

Aos meus pais, Rivaldo Tavares e Joana Lucia, que me educaram de forma a buscar sem o
melhor e me mostraram que devo continuar com os meus sonhos e nunca desistir, superando
todas as barreiras que estiverem pela frente;

À minha noiva, Aricia Miele e mãe da nossa filha Marina que está por vir nos próximos meses,
pela paciência e forças para continuar essa jornada, com toda certeza me tornei uma pessoa
melhor desde o momento que de conheci;

A todos que participaram diretamente e indiretamente que se tornaram minha família nesses
longos anos de estudo;

A meu orientador, Manoel Denis Costa Ferreira, por disponibilizar um pouco do seu tempo
para transmitir um pouco de seus conhecimentos, e todas as horas dedicadas a ajudar com
minhas dúvidas, os seus ensinamentos serão de enorme valia em minha vida profissional;

E a todos os docentes que se tornaram além de professores, amigos e serão levados para toda
minha vida;
“Caíram mil homens a tua esquerda e dez mil a
tua direita, tu não serás atingido. ”

(Salmo 90)
RESUMO

Um dos grandes aliados em resolução de problemas complexos de hiperestaticidade, são


recursos computacionais, pois propiciam uma melhor visualização e descrição dos dados,
tornando cada vez mais precisos as análises e fortalecendo o laço com a construção civil.
Durante o aprendizado sobre o tema, o uso de recursos computacionais pode otimizar o tempo
de forma simples proporcionando uma melhor aprendizagem. Com as necessidades abordadas
o trabalho tem objetivo de criar um programa em linguagem de Python para fornecer a
resolução detalhada de problemas de vigas hiperestáticas, fazendo com que assim possa
aproximar os conceitos estruturais por formas de questões bem resolvidas. Para efetivar a
validação do programa foram analisados dois exemplos, o primeiro se tratando de um modelo
simples presente nas literaturas, contendo três barras distribuídas em quatro apoios, onde, nas
duas barras iniciais estará presente uma carga distribuída uniforme. Já o segundo exemplo será
apresentado um problema em nossa realidade, uma viga com quatro barras distribuídas em
cinco apoios, contendo carregamento distribuído uniforme e forças pontuais ao longo do trecho,
essa viga está inserida em uma edificação unifamiliar sendo representada posteriormente. Para
validação do programa serão analisados os gráficos gerados apoio do software Ftool, e com
essas comparações foram verificadas que o programa possui eficiência para fornecer soluções
de forma simples, rápidas e precisas, tornando possível a visualização através de um relatório
detalhado.

Palavras-chave: Estruturas estaticamente indeterminadas, Hiperestática, Construção Civil.


Recursos computacionais. Relatório.
ABSTRACT

One of the great allies in solving complex problems of hyperstaticity, are computational
resources, because they provide a better visualization and description of the data, making the
analysis increasingly accurate and strengthening the bond with the construction industry. While
learning about the subject, the use of computational resources can simply optimize time
providing better learning. With the needs addressed the work aims to create a program in Python
language to provide detailed resolution of problems of hyperstatic beams, so that can approach
the structural concepts by forms of well-resolved questions. To validate the program two
examples were analyzed, the first being a simple model present in the literature, containing
three bars distributed in four supports, where in the two initial bars a uniform distributed load
will be present. Already the second example will be presented a problem in our reality, a beam
with four bars distributed in five supports, containing uniform distributed loading and punctual
forces along the stretch, this beam is inserted in a single-family building being represented later.
For the validation of the program will be analyzed the graphs generated with the Ftool software
graphs, and with these comparisons it was verified that the program has efficiency to provide
solutions in a simple, fast and accurate way, making possible the visualization through a
detailed report.

Keywords: Statically undetermined structures, Hyperstatic, Civil Construction. Computational


resources. Report.
LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Estruturas reticulares formadas por elementos unidimensionais: Barras, vigas, pilares
e Treliças; ................................................................................................................................. 21
Figura 2 - Estruturas bidimensionais: lâminas e lajes .............................................................. 22
Figura 3 - Estruturas tridimensionais ....................................................................................... 22
Figura 4 - Representação dos apoios em modelos planos de estruturas ................................... 25
Figura 5 - Representação dos esforços internos de um elemento estrutural quando submetido a
um sistema de forças................................................................................................................. 26
Figura 6 - Representação dos esforços internos em estruturas planas ...................................... 26
Figura 7 - Diagramas ou Linhas de Estado dos esforços solicitantes internos ......................... 27
Figura 8- Composição das estruturas reticulares ...................................................................... 28
Figura 9 - Composição das estruturas reticulares ..................................................................... 28
Figura 10 - Ação de um carregamento sobre uma estrutura ..................................................... 30
Figura 11 - Representação dos tipos de carregamentos distribuídos mais comuns em estruturas
reticulares.................................................................................................................................. 30
Figura 12 - Equações do equilíbrio estático ............................................................................. 31
Figura 13- Exemplo de vigas .................................................................................................... 33
Figura 14- Exemplos de estruturas hiperestáticas .................................................................... 35
Figura 15- Viga contínua com três vãos e carregamento uniformemente distribuído no primeiro
vão ............................................................................................................................................ 35
Figura 16- Problema auxiliar .................................................................................................... 36
Figura 17- Solicitação externa isolada no problema ................................................................ 36
Figura 18- Força (Hiperestático) X1 isolado no problema ....................................................... 37
Figura 19- Força (Hiperestático) X2 isolado no problema ....................................................... 38
Figura 20- Combinação de diagramas de momentos fletores para o cálculo do termo de carga
δ10 ............................................................................................................................................ 39
Figura 21- Combinação de diagramas de momentos fletores para o cálculo do termo de carga
δ20 ............................................................................................................................................ 40
Figura 22- Combinação de diagramas de momentos fletores para o cálculo do coeficiente de
flexibilidade δ11 ....................................................................................................................... 40
Figura 23- Combinação de diagramas de momentos fletores para o cálculo dos coeficientes de
flexibilidade δ12 e δ21 ............................................................................................................. 41
Figura 24- Combinação de diagramas de momentos fletores para o cálculo do coeficiente de
flexibilidade δ22 ....................................................................................................................... 41
Figura 25 - Blocos em python .................................................................................................. 43
Figura 26 - Exemplo de variáveis do tipo strings ..................................................................... 44
Figura 27 - Representação de uma lista .................................................................................... 46
Figura 28 - Representação de uma lista .................................................................................... 46
Figura 29 - Caixa preta recebendo mensagens ......................................................................... 49
Figura 30 - Esquema didático de hierarquia das classes .......................................................... 49
Figura 31 - Exemplo de código para geração de arquivo html................................................. 50
Figura 32 - Hierarquia das classes implementadas ................................................................... 51
Figura 33 - Classe problema estrutural dentro do Visual Studio Code .................................... 52
Figura 34 - Dados de entradas e variáveis ................................................................................ 53
Figura 35 - Código de armazenamento para problemas analisados ......................................... 53
Figura 36- Parte do codigo para caracterizar o problema......................................................... 54
Figura 37- Código para inserir vinculações no problema real.................................................. 55
Figura 38-Código para inserir vinculações no problema auxiliar ............................................ 55
Figura 39-Código para inserir vinculações no problemas virtuais ........................................... 56
Figura 40 - Código da função geradora do DLC ...................................................................... 57
Figura 41 - Código da função calcular reações ........................................................................ 58
Figura 42 - Parte do codigo referente a desenhar seção ........................................................... 59
Figura 43 – Parte do código gerador do arquivo HTML .......................................................... 60
Figura 44 – Viga hiperestática com carga uniforme - ftool ...................................................... 61
Figura 45- Exemplo 01 - Problema Estrutural Real ................................................................. 62
Figura 46- Exemplo 01 - Problema Auxiliar ............................................................................ 62
Figura 47- Exemplo 01 - Problema 0 ....................................................................................... 63
Figura 48- Exemplo 01 - Problema 1 ....................................................................................... 63
Figura 49- Exemplo 01 - Problema 2 ....................................................................................... 64
Figura 50- DCL - exemplo 01 - Problema 0............................................................................. 65
Figura 51- Cálculo das reações de apoio - exemplo 01 - problema 0 ...................................... 65
Figura 52- DCL - exemplo 01 - problema 1 ............................................................................. 66
Figura 53- Cálculo das reações de apoio - exemplo 01 - problema 1 ...................................... 66
Figura 54- DCL - exemplo 01 - problema 2 ............................................................................. 67
Figura 55- Cálculo das reações de apoio - exemplo 01 - problema 2 ...................................... 67
Figura 56- Seccionamento local da barra 1 - exemplo 01 - Problema 0 .................................. 68
Figura 57- Função dos esforços internos da barra 1 - exemplo 01 - Problema 0 ..................... 68
Figura 58- Seccionamento local da barra 1 - exemplo 01 - Problema 1 .................................. 69
Figura 59- Função dos esforços internos da barra 1 - exemplo 01 - Problema 1 ..................... 69
Figura 60- Seccionamento local da barra 1 - exemplo 01 - Problema 2 .................................. 70
Figura 61- Função dos esforços internos da barra 1 - exemplo 01 - Problema 2 ..................... 70
Figura 62- Seccionamento local da barra 2 - exemplo 01 - Problema 0 .................................. 71
Figura 63- Função dos esforços internos da barra 2 - exemplo 01 - Problema 0 ..................... 71
Figura 64- Seccionamento local da barra 3 - exemplo 01 - Problema 0 .................................. 72
Figura 65- Função dos esforços internos da barra 3 - exemplo 01 - Problema 0 ..................... 72
Figura 66- Seccionamento local da barra 2 - exemplo 01 - Problema 1 .................................. 73
Figura 67- Função dos esforços internos da barra 2 - exemplo 01 - Problema 1 ..................... 73
Figura 68- Seccionamento local da barra 3 - exemplo 01 - Problema 1 .................................. 74
Figura 69- Função dos esforços internos da barra 3 - exemplo 01 - Problema 1 ..................... 74
Figura 70- Seccionamento local da barra 2 - exemplo 01 - Problema 2 .................................. 75
Figura 71- Função dos esforços internos da barra 2 - exemplo 01 - Problema 2 ..................... 75
Figura 72- Seccionamento local da barra 3 - exemplo 01 - Problema 2 .................................. 76
Figura 73- Função dos esforços internos da barra 3 - exemplo 01 - Problema 2 ..................... 76
Figura 74- Diagrama de esforço cortante – Exemplo 01 - Problema 0 .................................... 77
Figura 75- Diagrama de esforço cortante/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 0 ...................... 77
Figura 76- Diagrama de esforço cortante – Exemplo 01 - Problema 1 .................................... 78
Figura 77- Diagrama de esforço cortante/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 1 ...................... 78
Figura 78- Diagrama de esforço cortante – Exemplo 01 - Problema 2 .................................... 79
Figura 79- Diagrama de esforço cortante/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 2 ...................... 79
Figura 80- Diagrama de momento fletor – Exemplo 01 - Problema 0 ..................................... 80
Figura 81- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 0....................... 80
Figura 82- Diagrama de momento fletor – Exemplo 01 - Problema 1 ..................................... 81
Figura 83- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 1....................... 81
Figura 84- Diagrama de momento fletor – Exemplo 01 - Problema 2 ..................................... 82
Figura 85- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 2....................... 82
Figura 86- Exemplo 1 - Problema real ..................................................................................... 83
Figura 87- DCL - Exemplo 01 - Problema real ........................................................................ 83
Figura 88- Cálculos das reações de apoio - exemplo 01 - Problema real ................................. 84
Figura 89-- Diagrama de esforço cortante – Exemplo 01 - Problema real ............................... 84
Figura 90- - Diagrama de esforço cortante/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema Real .............. 85
Figura 91- - Diagrama de momento fletor – Exemplo 01 - Problema real ............................... 85
Figura 92- - Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema Real ............... 85
Figura 93 - Planta baixa prédio analisado ................................................................................ 86
Figura 94 – Prédio analisado .................................................................................................... 87
Figura 95 - Áreas de influência da laje nas vigas ..................................................................... 88
Figura 96 – Viga hiperestática sob influências das cargas. ...................................................... 88
Figura 97- Exemplo 02 - Problema Estrutural ......................................................................... 89
Figura 98- Exemplo 02 - Problema Auxiliar ............................................................................ 89
Figura 99- Exemplo 02 - Problema 0 ....................................................................................... 90
Figura 100- Exemplo 02 - Problema 1 ..................................................................................... 90
Figura 101- Exemplo 02 - Problema 2 ..................................................................................... 91
Figura 102- Exemplo 02 - Problema 3 ..................................................................................... 91
Figura 103- DCL - exemplo 02 - Problema 0........................................................................... 92
Figura 104- Cálculo das reações de apoio - exemplo 02 - problema 0 .................................... 92
Figura 105- DCL - exemplo 02 - problema 1 ........................................................................... 93
Figura 106- Cálculo das reações de apoio - exemplo 02 - problema 1 .................................... 93
Figura 107- DCL - exemplo 02 - problema 2 ........................................................................... 94
Figura 108- Cálculo das reações de apoio - exemplo 02 - problema 2 .................................... 94
Figura 109- DCL - exemplo 02 - problema 3 ........................................................................... 95
Figura 110- Cálculo das reações de apoio - exemplo 02 - problema 3 .................................... 95
Figura 111- Diagrama de momento fletor – Exemplo 02 - Problema 0 ................................... 96
Figura 112- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema 0..................... 96
Figura 113- Diagrama de momento fletor – Exemplo 02 - Problema 1 ................................... 97
Figura 114- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema 1..................... 97
Figura 115- Diagrama de momento fletor – Exemplo 02 - Problema 2 ................................... 98
Figura 116- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema 2..................... 98
Figura 117- Diagrama de momento fletor – Exemplo 02 - Problema 3 ................................... 99
Figura 118- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema 3..................... 99
Figura 119- Exemplo 1 - Problema real ................................................................................. 100
Figura 120- DCL - Exemplo 02 - Problema real .................................................................... 100
Figura 121- Cálculos das reações de apoio - exemplo 02 - Problema real ............................. 101
Figura 122-- Diagrama de esforço cortante – Exemplo 02 - Problema real ........................... 101
Figura 123- - Diagrama de esforço cortante/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema Real .......... 102
Figura 124- - Diagrama de momento fletor – Exemplo 02 - Problema real ........................... 102
Figura 125- - Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema Real ........... 102
LISTA DE QUADROS

Quadro 1 - Classificação das ações ......................................................................................... 23


Quadro 2 - Cargas em modelos estruturais .............................................................................. 29
Quadro 3 - Operações com números ....................................................................................... 44
Quadro 4 - Operadores relacionais .......................................................................................... 45
Quadro 5 - Operadores lógicos ................................................................................................ 45
Quadro 6 - Conceitos essenciais da Programação Orientada a Objetos .................................. 47
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................. 15

1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS ............................................................................................ 15

1.2 OBJETIVOS ................................................................................................................... 16

1.2.1 Objetivos Gerais .................................................................................................. 16


1.2.2 Objetivos Específicos .......................................................................................... 16
1.3 PROBLEMÁTICA E JUSTIFICATIVA ................................................................................. 16

1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO .......................................................................................... 17

2 REVISÃO DA LITERATURA .................................................................................... 18

2.1 ABORDAGEM SOBRE A ENGENHARIA ESTRUTURAL ...................................................... 18

2.2 ANÁLISE ESTRUTURAL ................................................................................................. 18

2.3 ESTRUTURAS E SEUS ELEMENTOS ................................................................................. 19

2.3.1 Definição de estrutura ......................................................................................... 19


2.3.2 Tipos de sistemas estruturais .............................................................................. 20
2.4 AÇÕES ATUANTES NAS ESTRUTURAS ............................................................................ 22

2.4.1 Esforços solicitantes externos ............................................................................. 23


[Link] Ações externas ativas ................................................................................... 23
[Link] Ações externas reativas ................................................................................ 24
2.4.2 Esforços solicitantes internos.............................................................................. 25
[Link] Esforços internos em estruturas planas ........................................................ 26
[Link] Diagramas dos esforços solicitantes internos ............................................... 27
2.5 ESTRUTURAS RETICULARES ......................................................................................... 27

2.5.1 Cargas em estruturas reticulares ........................................................................ 29


[Link] Cargas concentradas ..................................................................................... 29
[Link] Cargas distribuídas ....................................................................................... 30
2.5.2 Equilíbrio estático ............................................................................................... 30
2.5.3 Estabilidade e estaticidade de estruturas planas ................................................ 31
2.6 VIGAS ........................................................................................................................ 32
2.6.1 Tipos de vigas ...................................................................................................... 33
[Link] Viga simplesmente apoiada ou viga simples ............................................... 33
[Link] Viga engastada ou viga em balanço ............................................................. 33
[Link] Viga em balanço ou com apoios fixos e rolete ............................................ 33
2.7 VIGAS HIPERESTÁTICAS ............................................................................................... 34
2.7.1 Determinação do grau de hiperestaticidade ....................................................... 34
2.7.2 Método das Forças para analisar estruturas estaticamente indeterminadas ..... 35
[Link] Análise de viga continua .............................................................................. 35
2.8 LINGUAGEM PYTHON ................................................................................................... 42

2.8.1 Apresentando o Python ....................................................................................... 42


2.8.2 Conceitos básicos ................................................................................................ 42
2.8.3 Variáveis.............................................................................................................. 43
[Link] Variáveis string ............................................................................................ 44
[Link] Variáveis numéricas ..................................................................................... 44
[Link] Variáveis do tipo lógico ............................................................................... 45
[Link] Lista .............................................................................................................. 46
[Link] Tupla ............................................................................................................ 46
2.8.4 Orientação a objetos ........................................................................................... 46
[Link] Encapsulamento ........................................................................................... 48
[Link] Herança ........................................................................................................ 49
[Link] Polimorfismo ................................................................................................ 50
2.8.5 Arquivos – Geração HTML ................................................................................. 50

3 METODOLOGIA ......................................................................................................... 51

3.1 CLASSES IMPLEMENTADAS........................................................................................... 51

3.2 DETERMINAÇÃO DO PROBLEMA ESTRUTURAL .............................................................. 52

3.3 RESOLUÇÃO DO PROBLEMA ESTRUTURAL .................................................................... 53

3.3.1 Características do problema estrutural .............................................................. 54


3.3.2 Vinculações dos problemas ................................................................................. 54
3.3.3 Resolvendo problemas auxiliares........................................................................ 56

4 RESULTADOS.............................................................................................................. 61

4.1 EXEMPLO 01 – VIGA HIPERESTATICA GRAU DOIS ................................................. 61

4.2 EXEMPLO 02 – VIGA HIPERESTATICA EM PREDIO UNIFAMILIAR .................................... 86

5 CONCLUSÃO ............................................................................................................. 103

REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 104


15

1 INTRODUÇÃO

1.1 CONSIDERAÇÕES INICIAIS

Com o desenvolvimento tecnológico e a necessidade de maior otimização do tempo, há


uma necessidade de obter informações rápidas e precisas, principalmente na construção civil,
no qual é um dos responsáveis do desenvolvimento urbano de cidades e países.
A construção civil está dividida em várias áreas, como por exemplo, pavimentação,
estruturas, saneamento entre outras, na área de estruturas o responsável é o engenheiro civil,
este deve dominar com precisão o dimensionamento de elementos estruturais (viga, pilar e laje)
de uma construção, de modo que os mesmos consigam receber, resistir e transmitir os esforços
solicitantes a estrutura (esqueleto) de forma segura, dando aos seus futuros usuários conforto e
comodidade.
De acordo com Branchier (2017), é relevante a utilização da informática como
ferramenta para o ensino e aprendizagem dentro da universidade, essencialmente nos cursos de
ciências exatas, como nas engenharias para análises de sistemas estruturais. Os
desenvolvimentos de programas são facilitadores na realização de cálculos e modelagem
estrutural e têm como objetivo resumir e dinamizar situações para melhor compreensão dos
usuários.
Dessa forma, a execução de análise estrutural, realizada de forma manual ou sem auxílio
de softwares, pode tornar esse processo árduo e complexo. Porém, o crescimento tecnológico
computacional, sobretudo no ramo da computação gráfica, proporcionou o surgimento de
softwares com ambientes gráficos intuitivos, facilitando a automatização dessas etapas de
análise (PRADO, 2012).
Com as informações dispostas, este trabalho procurou com o auxílio de um software
desenvolvido em linguagem Python, resolver problemas na área de estruturas estaticamente
indeterminadas, mais precisamente problemas hiperestáticos em vigas continuas sujeitos a
diversas combinações de carregamentos, força e vinculações. Proporcionando ao acadêmico de
engenharia civil a utilização de tal software como ferramenta de estudo para a comparação dos
resultados calculados a mão em disciplinas como Mecânica das Estruturas I e Mecânica das
Estruturas II.
16

1.2 OBJETIVOS

1.2.1 Objetivos Gerais

Desenvolver um programa capaz de apresentar ao seu usuário um relatório com todos


os dados apresentados, utilizados para calcular e analisar vigas hiperestáticas, como, cálculos
das reações de apoios, diagrama de corpo livre, equações dos esforços normais, cortantes e
momento fletor obtido a partir dos métodos das seções, e seus respectivos gráficos.

1.2.2 Objetivos Específicos

• Demonstrar o problema real, problema auxiliar e problemas virtuais;


• Desenvolver um relatório de cálculo contendo todas as equações para as reações nos
apoios, seções, esforços normais, cortantes e momentos fletores;
• Apresentar os gráficos de esforço normal, momento fletor e esforço cortante;
• Validar o software por meio de exemplos de aplicações comparado a o software Ftool.

1.3 PROBLEMÁTICA E JUSTIFICATIVA

A elaboração de projeto e execuçãode estruturas é um campo da Engenharia Civil no


qual muitos engenheiros se especializam. Estes são os chamados engenheiros estruturais. O
desenvolvimento acelerado da tecnologia computacional proporcionou a evolução de softwares
voltados à área da engenharia estrutural, a fim de produzir mecanismos que possam resolver
inúmeros problemas, reduzindo o tempo e custos com projetos. É esta percepção que motiva o
emprego de métodos computacionais para a construção de um software que gere respostas
dinâmicas e precisas para cada problema estrutural de vigas hiperestáticas.
Com o decorrer da graduação em Engenharia Civil, o discente é abordado por problemas
relacionados a análises estruturais, que em sua maioria, possui um nível de complexidade,
necessitando de um bom tempo para resolver o problema, ou até mesmo de difícil solução sem
auxílio de algum artifício computacional.
Neste sentido, este trabalho busca de forma interativa apresentar ao usuário do software
uma análise de todos os esforços presentes em uma viga, por meio do traçado de diagramas e
da disponibilização de um relatório (requisito diferencial entre outros softwares de análise
17

estrutural) com todos os procedimentos necessários para a obtenção de tais gráficos, tornando
a aprendizagem e atividade educacional mais intuitivas.
Com isso, será possível o desenvolvimento de um programa que traga a solução dos
esforços ao seu usuário com um relatório oriundo da análise de vigas?

1.4 ESTRUTURA DO TRABALHO

Ao longo desta seção foi apresentado a proposta do presente estudo, incluindo a


problemática e justificativas para a sua realização, além da sua relevância e objetivos.
Na seção 2 são apresentados os princípios e elementos fundamentais das estruturas
estaticamente indeterminadas dando enfoque nas estruturas denominadas por vigas
hiperestáticas. Como consequência delas, são apresentadas as reações e esforços internos que
nelas atuam quando submetidas a carregamentos. Ainda nessa seção é apresentada a linguagem
de programação Python e suas funcionalidades para implementação computacional de cálculo
estrutural.
Na sequência, é mostrado como funciona o programa criado para cálculo de vigas: a
estrutura do programa, a estrutura dos dados de entrada, e as etapas de cálculo a qual permite
realizar a análise estrutural.
Na seção 4 é feita a validação do programa por meio de exemplos de estruturas de vigas
hiperestáticas, comparando os resultados obtidos com os apresentados pelo programa FTOOL.
E por fim é realizado a síntese do trabalho e de seus resultados, e são feitas algumas
sugestões para trabalhos futuros.
18

2 REVISÃO DA LITERATURA

2.1 ABORDAGEM SOBRE A ENGENHARIA ESTRUTURAL

A engenharia estrutural empiricamente origina-se, a partir das grandes obras do mundo


antigo, tais como as pirâmides do antigo Egito, estradas, pontes e grandes muralhas da Grécia
e da Roma Antiga. Por outro lado, a formalização teórica da engenharia estrutural surgiu a partir
da publicação do livro Duas Ciências, de Galileu em 1638, dando origem a todo
desenvolvimento da ciência desde o século XVII até os dias de hoje (MARTHA, 2010). Com
o passar dos séculos, diversos estudiosos, matemáticos e cientistas contribuíram para formalizar
a engenharia estrutural conhecida nos dias atuais.
As teorias científicas da engenharia estrutural permitem que os engenheiros estipulem
as forças e solicitações que podem atuar nas estruturas ou nos elementos de forma segura, da
mesma forma, os materiais e as dimensões devem ser apropriados a utilização sem que
prejudiquem o funcionamento (MARTHA, 2010).
Assim podemos notar que a engenharia estrutural tem enfoque no cálculo e
determinação de padrões de estruturas adequados as construções reais de obras e edificações
para sempre buscar a melhora na eficiência e durabilidade.

2.2 ANÁLISE ESTRUTURAL

Conforme Soriano (2013), as estruturas são sistemas físicos formados por elementos
conectados e deformáveis capazes de receber, suportar e transmitir esforços. Assim, uma
estrutura ao ser construída, os seus componentes necessitam ser dimensionados para não
apresentarem deformações e vibrações excessivas que prejudiquem o uso e a estética da mesma.
Os princípios físicos e matemáticos envolvidos na criação da engenharia estrutural são
utilizados nesta etapa (MARTHA, 2010).
Dentre esses componentes podemos Alencar as vigas, onde as mesmas podem ser
submetidas a ação de diversos tipos de carregamentos. Por exemplo, quando uma carga é
aplicada em uma área muito pequena, pode ser informado como uma carga concentrada ou
pontual, que não passa de uma força simples (HIBBELER, 2010).
Há casos em que o carregamento está distribuído pelo eixo da viga, essas cargas são
representadas como carregamentos distribuídos. Esse tipo de força é medida por sua
19

intensidade. Outra forma de carregamento bastante conhecido são os binários, ilustrados por
momentos que atuam sobre o balanço da viga (HIBBELER, 2010).
Segundo Martha (2007), a análise estrutural moderna trabalha em quatro níveis de
abstração (Figura 1), sendo que o primeiro nível remete à estrutura física, isto é, a real, o
segundo nível corresponde a estrutura real com o acréscimo da idealização de seu
comportamento, o terceiro nível representa o modelo discreto inserido de diversos parâmetros
ao modelo estrutural e o quarto nível é a conversão do modelo discreto em modelo
computacional através da implementação em softwares.
Figura 1: Níveis de abstração para uma estrutura na análise estrutural

FONTE: Martha (2010)

2.3 ESTRUTURAS E SEUS ELEMENTOS

2.3.1 Definição de estrutura

De acordo com La Rovere e Moraes (2005) entende-se por estrutura a parte da


construção responsável pela estabilidade e pela resistência a ações externas. De maneira geral
estrutura submetida a ações externas deve possuir a capacidade de respeitar os requisitos de
segurança quanto à ruptura dos materiais utilizados como também quanto à estabilidade global
ou parcial de todos seus elementos; além disso deve demonstrar bom desempenho estrutural,
no que diz respeito a deformações e durabilidade, de acordo com o fim e vida útil para a qual
foi projetada.
As estruturas podem ser definidas como a composição de uma ou mais peças que são
ligadas entre si e ao meio exterior, de modo a formar um conjunto estável, isto é, aquele capaz
de receber solicitações externas, absorve-las internamente e transmiti-las até seus apoios ou
vínculos, onde estas encontrarão seu sistema de forças externas equilibrantes, chamadas de
forças reativas (SUSSEKIND ,1981).
Para Soriano (2010), toda e qualquer estrutura ao ser construída deve apresentar as
propriedades de resistência e de rigidez em seus elementos estruturais, isto é, ter capacidade
resistente ao próprio peso e demais cargas, dentro de certos limites, sem sofrer deformações e
vibrações excessivas que gerem grandes variações de suas dimensões originais.
20

De acordo com Almeida (2009), "resistência é a capacidade de transmitir as forças


internamente, molécula por molécula, dos pontos de aplicação aos apoios, sem que ocorra a
ruptura da peça."
Para a análise da resistência de uma estrutura é necessário a determinação dos esforços
solicitantes internos (Realizado na Análise Estrutural) ou Estática das Construções, e das
tensões internas (Realizado na Resistência dos Materiais).
Por outro lado, a rigidez é a resistência do material em não apresentar deformações
excessivamente, para a carga estabelecida, caso contrário, comprometeria os aspectos visuais e
funcionais do elemento estrutural. A realização dos cálculos das deformações no componente
estrutural é encontrada na resistência dos materiais (ALMEIDA, 2009).

2.3.2 Tipos de sistemas estruturais

Todos os sistemas estruturais são compostos de vários elementos estruturais básicos.


Em função das dimensões e direções das ações, tais elementos podem ser classificados em
unidimensionais, bidimensionais ou tridimensionais (ALMEIDA, 2009).

• Unidimensionais

Para ALMEIDA (2009) estruturas unidimensionais podem ser denominadas de


estruturas reticulares, que são aquelas compostas por elementos unidimensionais, ou seja, em
que o comprimento prevalece sobre as outras duas dimensões. Exemplo: barras, vigas e pilares.
Segundo REBELLO (2000) barra tem o comprimento de uma das dimensões maior que
as outras. É um elemento estrutural muito aproveitado para suspender cargas, como um cabo,
para aguentar cargas como um pilar, ou vencer vãos, como as vigas. A agregação de barras
pode formar sistemas estruturais complexos, em formato de treliças, pórticos e grelhas. Ver
figura 1.
As vigas são elementos unidimensionais, mais encontradas de forma horizontal, onde
uma de suas funções é vencer os vãos entre os pilares, servindo de apoio para as lajes, alvenarias
de tijolos e algumas vezes a outras vigas. É solicitado predominantemente à flexão. Esses
elementos são dimensionados para absorver esforços de cisalhamento graças seus
carregamentos e de esforços de torção se suportarem platibandas ou pertencerem a estruturas
tridimensionais (KAEFER, 2000).
21

Os pilares são unidimensionais, encontrados verticalmente, asseguram o vão vertical do pé-


direito dando apoio às vigas e é exigido para compressão (KAEFER, 2000).

Figura 1 - Estruturas reticulares formadas por elementos unidimensionais: Barras, vigas, pilares e Treliças;

Fonte: Rebello (2000)

• Bidimensionais

Conforme Almeida (2009), estruturas bidimensionais são aquelas em que duas de suas
dimensões prevalecem em relação a terceira. Tendo como exemplo lâminas e lajes.
Nas lâminas o seu comprimento e largura sobressaem em relação a espessura. Alguns
exemplos de lâminas são as lonas e lajes. As lâminas que apresentam propriedades análogas às
lonas são conhecidas por membranas, são muito finas e oferecem resistência ao seu plano. As
membranas tendem a aceitar as formas dos carregamentos que atuam nelas. As lâminas que
proporcionam atributos iguais às lajes são chamadas de placas. Possuem uma alta rigidez e
apresentam a capacidade de vencer vãos (REBELLO, 2000)
Outro tipo de elemento estrutural são as lajes, que por sua vez, apresentam estruturas
bidimensionais, volta e meia horizontais. Configura os pisos dos cômodos. É projetada para
contrapor de forma direta às cargas verticais que iram agir sobre o piso, e é solicitado
predominantemente à flexão. Nas suas aplicações mais simples, as lajes aliviam as cargas
verticais atuantes no piso e o seu peso em vigas de apoio (KAEFER, 2000). Ver exemplo de
estruturas bidimensionais (Figura 2).
22

Figura 2 - Estruturas bidimensionais: lâminas e lajes

Fonte: Rebello (2000)

• Tridimensionais

Já as estruturas tridimensionais, Almeida (2009) consideram que são estruturas sólidas,


onde suas três dimensões possuem mesma ordem de grandeza, logo todas elas são levadas em
consideração.
Sendo considerado segundo KAEFER (2000) como elementos complementares que
além dos sistemas básicos há outros elementos como os de fundação, sapatas, radiers e blocos
sobre estacas. São responsáveis por distribuir a carga total da estrutura para o solo. Existe
também os elementos complementares como escadas, caixas de água e muros de arrimos. Ver
figura 3

Figura 3 - Estruturas tridimensionais

Fonte: Almeida (2009)

2.4 AÇÕES ATUANTES NAS ESTRUTURAS

É de extrema importância no início de qualquer obra de estruturas, estar ciente de todas


as forças que estarão dispostas nos elementos estruturais na construção, pois, com essas
23

informações será possível determinar da maneira correta o tipo de material a ser adotado assim
como os apoios que necessitarão ser utilizados, entre outras medidas que devem ser adotadas.
As ações atuantes numa estrutura podem vir a surgir devido a forças, deformações
impostas ou de comportamento do material ao longo do tempo, e por variações de temperatura
(SORIANO, 2010). Em resumo, essas ações se classificam conforme indicado no Quadro 1.

Quadro 1 - Classificação das ações


Permanentes
Ativos Acidentais
Externos
Esforços Excepcionais
Solicitantes Reativos
Forças: N, Qx e Qy
Internos
Momentos: T, My e Mz
Fonte: Adaptado Soriano (2010)

Este trabalho prioriza o estudo dos esforços solicitantes que podem atuar em uma
estrutura, e por esse motivo será apresentado conceitos acerca dessa temática.

2.4.1 Esforços solicitantes externos

[Link] Ações externas ativas

Ações que agem sob as estruturas de maneira externa serão divididas em ativas e
reativas, onde as consideradas ativas, são provocadas por agentes do meio externo e podem ser
subdividido quanto a posição, à duração, à forma de aplicação e à variação com o tempo
(ALMEIDA, 2009).
De acordo com a posição elas se subdividem em fixas e moveis. As fixas são
carregamentos que não variam sua posição, enquanto as móveis são o caso contrário
(ALMEIDA, 2009).
Enquanto na aplicação as cargas serão distribuídas em concentradas, que são aquelas
que transmitem uma força por meio de um único ponto, e as distribuídas, quando à transmissão
de uma força de maneira distribuída, seja ao longo de um comprimento ou de uma superfície
(ALMEIDA, 2009). Onde posteriormente será visto a representação das forças na estrutura.
24

[Link] Ações externas reativas

Estes são os esforços que se desenvolvem nos vínculos externos ou apoios a partir da
restrição aos movimentos de uma estrutura, e são classificados em função do número de
restrições impostas (SORIANO, 2010).
A classificação dos vínculos vem a partir do número de deslocamentos impedidos:

• Apoio simples (do primeiro gênero):


- Impede a translação em uma das direções.
- Permite a translação na direção perpendicular à impedida.
- Permite a rotação em torno do eixo Z.

• Rótula (apoio do segundo gênero ou articulação):


- Impede as translações nas duas direções (X e Y).
- Permite a rotação em torno do eixo Z.

• Engaste (ou apoio do terceiro gênero):


- Impede as translações nas duas direções (X e Y).
- Impede a rotação em torno do eixo Z.

Na figura seguinte será apresenta, os vínculos possíveis, para os modelos estruturais


planos de vigas e treliças, esse primeiro sendo o objeto de estudo deste trabalho, os apoios
associados a estas direções de deslocamento e as formas simplificadas de serem representados.
25

Figura 4 - Representação dos apoios em modelos planos de estruturas

Fonte: Martha (2010)

2.4.2 Esforços solicitantes internos

A Análise Estrutural tem como objetivo a determinação das reações de apoio e dos
esforços solicitantes internos. Descobrindo-se as reações de apoio, no caso de estruturas
isostáticas, é possível determinar o comportamento interno da mesma (SORIANO, 2010).
Conforme Almeida (2009), "a interação entre as partes do corpo que está sendo
analisado se dá através das forças internas. Estas forças internas surgem entre todas as seções
contíguas de um corpo submetido à ação de um sistema de forças externas".
Para efeito de demonstração, um corpo submetido a um sistema de forças externas em
equilíbrio é ilustrado na figura 5. Ao seccionar imaginariamente o elemento em duas parcelas
pela seção S, vê-se a necessidade de introduzir um sistema de forças internas a fim de manter o
equilíbrio das duas partes do corpo em análise, conforme apresentado na figura 5a. De acordo
com o princípio da ação e reação essas forças possuem as mesmas direções, intensidades e
ponto de aplicação, mas de sentidos opostos. A parte direita do elemento age sobre a parte
esquerda e vice-versa, de tal maneira que as forças que aparecem em ambos os lados formam
também um sistema de forças, internas, nesse caso, que estão em equilíbrio, ilustrado na figura
5b (ALMEIDA, 2009).
26

Figura 5 - Representação dos esforços internos de um elemento estrutural quando submetido a um sistema de
forças

Fonte: Almeida (2009)

[Link] Esforços internos em estruturas planas

Quando as forças atuadas em uma estrutura pertencem a um mesmo plano. Assim a


estrutura pode ser estudada e resolvida segundo um modelo plano apresentado até três esforços
solicitantes internos em qualquer seção ao longo de seu comprimento, são eles: esforço normal
ou axial (N), esforço cortante (Q) e momento fletor (M) (ALMEIDA, 2009).
A figura 6a ilustra duas formas de representações dos esforços internos em uma seção
S, uma através de um dos lados da seção, outra por meio do elemento infinitesimal contendo S.
Já a 6b indica os sentidos positivos desses esforços.

Figura 6 - Representação dos esforços internos em estruturas planas

Fonte: Adaptado de Almeida (2009)


27

[Link] Diagramas dos esforços solicitantes internos

São gráficos que representam os esforços internos. Esses gráficos ou diagramas


descrevem os valores dos esforços ao longo de toda estrutura. Assim, ao ser observado um
diagrama, nota-se como os esforços variam de seção para seção na estrutura (GORFIN E
OLIVEIRA, 1975).
Nas literaturas para questões de cálculos o diagrama dos esforços normais é identificado
simplificadamente por DEN, o diagrama dos esforços cortantes receber a identificação de DEC
e o diagrama de momento fletor é denominado por DMF.
A figura 7 apresenta um exemplo dos diagramas dos esforços internos em uma viga
plana bi apoiada com carregamento pontual vertical.

Figura 7 - Diagramas ou Linhas de Estado dos esforços solicitantes internos

Fonte: Beer (2011)

2.5 ESTRUTURAS RETICULARES

De acordo com a literatura vista, as estruturas unidimensionais ou reticulares, são


formadas por elementos ou barras, com dimensões distintas, sendo, o comprimento, muito
maior que a largura e altura.
28

Para efeito de cálculo, na elaboração dos modelos matemáticos para análises, tais
estruturas são simplificadas geometricamente como constituídas por barras interconectadas por
nós, isto é, a barra apresenta um nó inicial e um final, podendo ser de eixo reto ou curvo, de
seção constante ou não (ALMEIDA, 2009).
Para continuar os cálculos devemos analisar e caracterizar os nós, Almeida (2009),
divide-os em nós articulados, que são os que permitem a rotação relativa de elementos a eles
conectados; e em nós rígidos, aqueles que não permitem rotação relativa. A figura 8 e 9 seguinte
apresenta um resumo do que foi discutido acima e apresenta as estruturas que podem ser
formadas a partir dessas configurações.

Figura 8- Composição das estruturas reticulares

Fonte: Almeida (2009)

Figura 9 - Composição das estruturas reticulares

Fonte: Almeida (2009)


29

2.5.1 Cargas em estruturas reticulares

As cargas em uma estrutura, como já visto, podem ser representadas de maneiras reais
ou aproximadas, classificadas, quanto ao tipo, em forças e momentos; e quanto à forma de
aplicação em concentradas e distribuídas por unidade de comprimento e por unidade de área
(ALMEIDA, 2010). O quadro 2 apresenta as possíveis representações dos carregamentos numa
estrutura.

Quadro 2 - Cargas em modelos estruturais


Real
Representação
Aproximada
Concentradas
Forças Uniformes, triangulares,
Distribuídas
A cargas podem ser trapezoidais, outras
Concentradas
Momentos
Distribuídas
Fonte: Almeida (2009)

[Link] Cargas concentradas

Para Sussekind (1981), as cargas concentradas ou pontuais, são uma forma aproximada
de tratar cargas distribuídas aplicadas em uma determinada área muito pequenas comparada
com as dimensões da estrutura, podendo ser consideradas nulas.
Para efeito de demonstração, a figural 10 esquematiza uma roda de um caminhão
descarregando ao longo de uma ponte uma reação P sobre uma pequena área denotada por a.
Nela, não haverá a aplicação de uma carga concentrada, mas sim de uma carga distribuída,
entretanto segundo uma área tão pequena que se pode considerá-la nula em relação as
dimensões da estrutura.
30

Figura 10 - Ação de um carregamento sobre uma estrutura

Fonte: Sussekind (1981)

[Link] Cargas distribuídas

Além das forças pontuais, as forças e momentos podem ser representados de forma
simplificada, demonstrada distribuída ao longo de um comprimento. Sendo que, nessa parte,
uma das dimensões da área sobre a qual a força se transfere é pequena quando comparada com
a outra dimensão. Nas estruturas reticulares as forças ou momentos distribuídos linearmente
são considerados ao longo dos eixos dos elementos que as constituem (ALMEIDA, 2009).
Os tipos de carregamentos distribuídos que mais ocorrem na prática são as cargas
uniformemente distribuídas ou constantes e as cargas triangulares, enquanto os que ocorrem
com menor frequência são os carregamentos parabólicos e, em casos mais excepcionais,
carregamentos de forma inteiramente aleatória (SUSSEKIND, 1981).
Na figura seguinte será demonstrado cargas uniformemente distribuídas e cargas
triangulares.

Figura 11 - Representação dos tipos de carregamentos distribuídos mais comuns em estruturas reticulares

Fonte: Sussekind (1981)

2.5.2 Equilíbrio estático

Para que um corpo, sob influência de um sistema de forças, permaneça em equilíbrio, é


imprescindível que elas não provoquem nenhuma deformação de rotação nem translação a este
corpo, isto é, a resultante das forças e dos momentos dever ser nulos.
31

Quando falamos em estruturas, os apoios são os elementos que suportam e impedem os


deslocamentos quando as forças ativas são submetidas à estrutura, eles geram forças e
momentos reativos, que, junto com as ações ativas formam um sistema de forças em equilíbrio
(ALMEIDA, 2009).
De acordo com a literatura podemos, a partir desses conceitos, formalizar equações
matemáticas que são fornecidas as equações do equilíbrio estático para uma estrutura espacial
nas direções x e y, conforme ilustra a figura 12.

Figura 12 - Equações do equilíbrio estático

Fonte: Vieira e Torres (2018)

2.5.3 Estabilidade e estaticidade de estruturas planas

Para determinar a estabilidade das estruturas, divididas em estáveis e instáveis, deve


analisar o equilíbrio das forças ativas com as forças reativas, mantendo-a estática, quando as
forças estão em equilíbrio essas são descritas como estruturas estáveis, já as instáveis ocorrem
quando as forças reativas (os apoios) forem em número menor que as forças ativas, com isso,
não são capazes de manter a estrutura em equilíbrio e por esse motivo estão propícias a se
moverem (Almeida 2009).
Segundo Soriano (2010), quanto a estaticidade, as estruturas de barras são classificadas
em hipostáticas, isostáticas e hiperestáticas.
Na primeira classificação temos a estrutura hipostáticas, essas possuem vínculos
internos ou externos são em número inferior ao necessário para impedir todos os movimentos
possíveis ou de suas partes, sob ações externas, caracterizando-se dessa forma uma estrutura
instável.
As estruturas isostáticas possuem a quantidade necessária de vínculos para que a
estrutura permaneça em equilíbrio, impedindo qualquer movimentação por esforços
32

submetidos. Isto quer dizer que o número de reações de apoio a determinar é igual ao número
de equações de equilíbrio.
No último caso temos as estruturas hiperestáticas, que essas, possuem uma quantidade
de apoios maior que o necessário para impedir possíveis movimentos da estrutura, dessa forma,
com a quantidade de equações menor que o número de incógnitas, será necessário, além das
equações de equilíbrio, adicionar novas equações, a fim de tornar o problema possível.
Para este trabalho somente interessam as estruturas classificadas em hiperestática, uma
vez que para serem analisadas devera criar posterior ao problema real, um problema auxiliar,
que, a partir dele vai gerar problemas virtuais e nesta fase bastam aplicar as equações do
equilíbrio estático e um sistema simples para obter as forças necessárias para solução do
problema.

2.6 VIGAS

De acordo com Martha (2010) viga é um elemento estrutural unifilar, isto é, tem um
eixo bem definido. Define-se viga como um modelo estrutural cujas barras estão todas em um
mesmo eixo (que pode ser inclinado ou curvo).
Nas palavras de Soriano (2010) viga é um modelo constituído de barras dispostas em
uma mesma linha reta horizontal, sob ações que o solicita no plano vertical, de maneira que
desenvolva momento fletor de vetor representativo normal a esse plano, esforço cortante
vertical e, eventualmente, esforço normal. Esse último esforço ocorre quando há força externa
não vertical. A distância entre dois apoios consecutivos é chamada de vão e o trecho
compreendido entre esses apoios recebe o nome de tramo.
Vigas são muito importantes e utilizadas em pontes, viadutos, passarelas e em
construções em geral, assim, muitas das vezes, destinadas a sustentação de outros elementos
estruturais, em distribuição de esforços verticais. No caso das edificações, as vigas, além de
seus pesos, recebem forças das lajes e as transmitem as colunas (Soriano, 2010).
O modelo de viga pode representar um elemento estrutural que, na estrutura real, tem
ligações simples com outros elementos, como é o caso de uma viga de ponte, ou pode
corresponder a um elemento estrutural que, embora esteja fortemente conectado a outros
elementos, para fins de análise tem o comportamento idealizado isoladamente ao longo de um
eixo. É comum analisar de forma isolada vigas de edifícios, que estão conectadas a pilares e a
vigas transversais. (Martha, 2010)
33

2.6.1 Tipos de vigas

Um dos elementos de maior estima em projetos estruturais são as vigas. Elas são
imprescindíveis em obras de todos os portes onde têm o objetivo de enviar os esforços verticais
recebidos da laje para o pilar ou para transmitir uma carga concentrada, caso sirva de apoio a um
pilar. Ver na figura 13 exemplo de vigas e em seguida a descrição das vigas apresentadas.

Figura 13- Exemplo de vigas

Fonte: Martha (2010)

[Link] Viga simplesmente apoiada ou viga simples

As vigas podem ser rotuladas pelo modo como estão apoiadas. Por exemplo, uma viga
com um apoio de pino, ou articulação, em uma extremidade e um apoio de rolete na outra é
habitualmente conhecida como uma viga simplesmente apoiada ou viga simples (GERE, 2004).

[Link] Viga engastada ou viga em balanço


Uma viga engastada e em balanço se caracteriza por ter uma extremidade livre
(balanço), e a outra extremidade engastada. Balanços podem ocorrer em outros tipos de viga,
como biapoiada, contínua e Gerber.(Martha, 2010)

[Link] Viga em balanço ou com apoios fixos e rolete

Há também as vigas em balanço que apresentam um apoio fixo em uma extremidade e


um apoio móvel em um determinado ponto do eixo da barra, com a peça se desdobrando após
o suporte móvel. Para esse caso a parte depois do apoio móvel se torna análoga à viga em
balanço, exceto que o eixo poderá girar no ponto onde se encontra o suporte móvel (GERE,
2004).
34

2.7 VIGAS HIPERESTÁTICAS

Como já foi descrito, esse tipo de viga será o modelo analisado no trabalho em questão.
Usaremos o método das forças para resolver os problemas dispostos, nesse método inicialmente
será necessário determinar o grau de hiperestaticidade da viga, bem como as equações de
compatibilidade dos deslocamentos, fazendo com que assim retire-se os apoios excedentes e
chegue à solução do problema.

2.7.1 Determinação do grau de hiperestaticidade

Segundo La Rovere e Moraes (2005) o grau de hiperestaticidade de uma estrutura pode


ser externo ou interno. O grau de hiperestaticidade externo (ge) é dado por:

𝑔𝑔𝑔𝑔 = 𝑟𝑟 − 𝑔𝑔 − 𝑛𝑛𝑟𝑟

Sendo r o número de reações, e o número de equações da estática e nr o número de


equações provenientes de rótulas. Este último é expresso por:

𝑛𝑛𝑟𝑟 = 𝑏𝑏 − 𝑙𝑙

Sendo b igual ao número de barras ligadas à rótula. O grau de hiperestaticidade interno


(gi) é igual ao número de esforços internos necessários ao traçado de diagramas, conhecidas as
reações. Na figura a seguir será apresentado exemplos de como calcular o grau de
hiperestaticidade.
35

Figura 14- Exemplos de estruturas hiperestáticas

Fonte: La Rovere e Moraes (2005)

2.7.2 Método das Forças para analisar estruturas estaticamente indeterminadas

[Link] Análise de viga continua

Para chegar ao problema auxiliar é necessário a eliminação de alguns vínculos de apoios


ligados diretamente ao grau de hiperestaticidade do problema real (Martha, 2010).
Tomaremos como exemplo a figura 15 como uma viga contínua, com três vãos e uma
força uniformemente distribuída abrangendo o vão da esquerda. A rigidez à flexão da viga, EI,
é fornecida. Pede-se o diagrama de momentos fletores da estrutura. Nesse cálculo, não são
considerados efeitos axiais (mesmo porque não existem esforços axiais na viga contínua) ou
efeitos de cisalhamento na energia de deformação (Martha, 2010).

Figura 15- Viga contínua com três vãos e carregamento uniformemente distribuído no primeiro vão

Fonte: Martha (2010).

A estrutura da figura 15 apresenta uma viga de grau de hiperestaticidade g= 2. Para a


resolução pelo método das forças, eliminaremos os vínculos externos (vínculos de apoio) para
gerar o problema auxiliar necessário para solução.
36

Na figura a seguir demonstra a retirada dos apoios centrais e aplicação de duas forças
(os hiperestáticos X1 e X2) serão as forças relacionadas aos vínculos.

Figura 16- Problema auxiliar

Fonte: Martha (2010).

Para chegarmos à solução é necessário determinar os valores que as reações de apoio


X1 e X2 devem ter para que, juntamente com o carregamento atuante, os deslocamentos
verticais dos pontos dos apoios eliminados sejam nulos. Com esses dados as condições de
compatibilidade externas restabelecidas e eliminadas com a criação do problema auxiliar
(Martha, 2010).
A partir do grau de hiperestaticidade é determinado a quantidade de casos necessários
para a resolução do problema, nesse caso temos a estrutura original (problema real) é duas vezes
hiperestática, fazendo com que assim gere três casos básicos, como mostrado a seguir.
Caso (0) – Solicitação externa (carregamento) isolada no problema, nesse caso somente
a solicitação externa atua no problema e os valores dos hiperestáticos são nulos (X1 = 0 e X2 =
0).
A Figura mostra a configuração deformada do caso (0), indicando os termos de carga
δ10 e δ20 e o diagrama de momentos fletores M0 para esse caso (Martha, 2010).

Figura 17- Solicitação externa isolada no problema


37

Fonte: Martha (2010).

Os termos de carga no caso (0) têm a seguinte interpretação física:


δ10→deslocamento vertical no ponto do apoio eliminado associado a X1 provocado
pelo carregamento externo no caso (0);
δ20→deslocamento vertical no ponto do apoio eliminado associado a X2 provocado
pelo carregamento externo no caso (0).
Caso (1) – Força (Hiperestático) X1 isolado no SP
Nesse caso, somente o hiperestático X1 atua no problema, sem a solicitação externa e
com X2 = 0. Como o valor do hiperestático X1 não é conhecido, coloca-se X1 em evidência no
caso (1), considerando-se seu efeito unitário multiplicado externamente pela incógnita X1,
como indicado na Figura 18. A configuração deformada e o diagrama de momentos fletores do
caso (1) são mostrados na figura, na qual os coeficientes de flexibilidade δ11 e δ21 estão
indicados. Por definição, o diagrama de momentos fletores M1 é para X1 = 1 (Martha, 2010).

Figura 18- Força (Hiperestático) X1 isolado no problema

Fonte: Martha (2010).

Os coeficientes de flexibilidade no caso (1) são interpretados fisicamente como:


δ11 →deslocamento vertical no ponto do apoio eliminado associado a X1 provocado por X1
= 1 no caso (1);
δ21 →deslocamento vertical no ponto do apoio eliminado associado a X2 provocado por X1
= 1 no caso (1).
38

Caso (2) – Hiperestático X2 isolado no SP


Nesse caso, somente o hiperestático X2 atua no SP, sem a solicitação externa e com X1
= 0. Analogamente ao caso (1), coloca-se X2 em evidência no caso (2). A configuração
deformada e o diagrama de momentos fletores M2 (para X2 = 1) do caso (2) são mostrados na
Figura 19, na qual os coeficientes de flexibilidade δ12 e δ22 estão indicados (Martha, 2010).

Figura 19- Força (Hiperestático) X2 isolado no problema

Fonte: Martha (2010).


Os coeficientes de flexibilidade no caso (2) têm a seguinte interpretação física:
δ12 →deslocamento vertical no ponto do apoio eliminado associado a X1 provocado por
X2 = 1 no caso (2);
δ22→deslocamento vertical no ponto do apoio eliminado associado a X2 provocado por
X2 = 1 no caso (2).

Restabelecimento das condições de compatibilidade


Com a superposição dos três casos auxiliares criados, as condições de compatibilidade
serão restabelecidas. O objetivo é restabelecer as condições impostas pelos apoios eliminados,
isto é, determina-se que, na superposição, os deslocamentos verticais finais dos pontos dos
apoios sejam nulos:
𝛿𝛿10 𝛿𝛿11 𝛿𝛿12 𝑋𝑋1 0
� �+� �� � = � �
𝛿𝛿20 𝛿𝛿21 𝛿𝛿22 𝑋𝑋2 0
39

No presente exemplo da viga contínua com três vãos, para o problema adotado, os
deslocamentos a serem calculados são os deslocamentos verticais nos pontos dos apoios
eliminados para a criação do problema. Portanto, as cargas virtuais adotadas são forças unitárias
aplicadas nesses pontos. Conforme observado anteriormente, esses sistemas correspondem
justamente aos casos (1) e (2) para os hiperestáticos X1 e X2 com valores unitários. Dessa
forma, os sistemas reais de deformação são os casos (0), (1) e (2), e os sistemas de forças virtuais
são os casos (1) e (2) com X1 = 1 e X2 =1, respectivamente (Martha, 2010).

Para determinar os valores de X1 e X2 é necessário calcular os deslocamentos nos


problemas (0), (1) e (2) e as funções em cada seção das barras, esses dados são necessários para
entrar na equação dos deslocamentos e obter os seus resultados, esse processo se vê necessário
em cada pronto dos vínculos retirados afim de aplicar na formula matricial. As equações e
figuras demonstradas respectivamente a seguir serão utilizadas para calcular os deslocamentos,
e chegar ao resultado dos valores de X1 e X2.

3𝐿𝐿
1
𝛿𝛿10 = ∗ � 𝑀𝑀1𝑀𝑀0𝑑𝑑𝑑𝑑
𝐸𝐸𝐸𝐸 0
Figura 20- Combinação de diagramas de momentos fletores para o cálculo do termo de carga δ10

Fonte: Martha (2010).

3𝐿𝐿
1
𝛿𝛿20 = ∗ � 𝑀𝑀2𝑀𝑀0𝑑𝑑𝑑𝑑
𝐸𝐸𝐸𝐸 0
40

Figura 21- Combinação de diagramas de momentos fletores para o cálculo do termo de carga δ20

Fonte: Martha (2010).

3𝐿𝐿
1
𝛿𝛿11 = ∗ � 𝑀𝑀1𝑀𝑀1𝑑𝑑𝑑𝑑
𝐸𝐸𝐸𝐸 0
Figura 22- Combinação de diagramas de momentos fletores para o cálculo do coeficiente de flexibilidade δ11

Fonte: Martha (2010).

3𝐿𝐿
1
𝛿𝛿12 = 𝛿𝛿21 = ∗ � 𝑀𝑀1𝑀𝑀2𝑑𝑑𝑑𝑑
𝐸𝐸𝐸𝐸 0
41

Figura 23- Combinação de diagramas de momentos fletores para o cálculo dos coeficientes de flexibilidade δ12 e
δ21

Fonte: Martha (2010).

3𝐿𝐿
1
𝛿𝛿22 = ∗ � 𝑀𝑀2𝑀𝑀2𝑑𝑑𝑑𝑑
𝐸𝐸𝐸𝐸 0
Figura 24- Combinação de diagramas de momentos fletores para o cálculo do coeficiente de flexibilidade δ22

Fonte: Martha (2010).


42

2.8 LINGUAGEM PYTHON

2.8.1 Apresentando o Python

Linguagem criada pelo holandês Guido Van Rossum em 1991, onde foi gerada a partir
de uma linguagem na época chamada de ABC, que nos dias atuais está em uso constante, pois,
esse tipo de ferramenta robusta é capaz de realizar tarefas complexas com fácil manipulação e
didática simples, proporcionando um melhor aprendizado.
Segundo Borges (2010), Python é uma linguagem de programação de alto nível,
interpretada, imperativa, e orientada a objetos, formando assim um programa com uma sintaxe
clara e concisa, favorecendo a legibilidade e a tornando mais produtiva.
A PyScience-Brasil a define como uma linguagem de programação com o objetivo de
buscar um código flexível e de fácil manutenção, sendo possível destacar como as principais
características:

1. linguagem pseudo-código executável com o uso mínimo de caracteres especiais;


2. marcação de blocos por endentação;
3. uso de palavras-chave desnecessário nas compilações;
4. gerenciador de memória automático através do coletor de lixo;
5. suporta técnicas mais complexas como orientação a objetos;
6. é uma linguagem livre onde os desenvolvedores podem modificar seu código;
7. não possui um propósito específico como Java e PHP, podendo ser utilizada para
atender diversas necessidades;
8. multiplataforma, funciona em vários sistemas e dispositivos.
Como dito anteriormente, sua filosofia enfoca na importância do esforço do
programador sobre o esforço computacional e prioriza a legibilidade do código sobre a
velocidade ou expressividade. Essa linguagem ainda apresenta a característica de ser executado
em diversas plataformas, funcionando da mesma maneira em diferentes sistemas operacionais.
Outra vantagem é a disponibilidade de uma vasta biblioteca, que oferece recursos para
a realização das principais tarefas comuns no desenvolvimento de software (DEVMEDIA,
2019).

2.8.2 Conceitos básicos


43

A sintaxe do Python é uma das suas mais fundamentais características. Um programa


construído por essa linguagem é composto de linhas, que podem continuar nas linhas seguintes,
pelo uso do caractere de barra invertida (\) ao final da linha ou parênteses (BORGES, 2010).
Os blocos de códigos em Python são um conjunto de algoritmos que devem ser
executados um seguido do outro, de cima para baixo da esquerda para a direita; dessa forma,
bloco de código é uma associação de comandos que se encontram numa mesma distância da
margem esquerda, limitados por endentação. Segundo Ceder e Yergler (2003), endentar é o ato
de inserir tabulações no código, de forma a hierarquizar seu fluxo de estruturação, laços e
funções são exemplos de execuções comandadas pela endentação.
O uso desse artifício traz benefícios por organizar de forma rápida o código, tornando-
o funcional e legível, sendo basicamente um padrão utilizado por programadores do mundo
todo. A linha anterior ao bloco sempre é encerrada com dois pontos (:) o que irá representar
uma nova estrutura de controle de linguagem ou uma declaração de uma nova estrutura, figura
25 (BORGES, 2010).

Figura 25 - Blocos em python

Fonte: Borges (2010)

Python possui uma biblioteca padrão imensa, que contém classes, métodos e funções
para a realização de inúmeras tarefas. Essa característica da linguagem é comumente chamada
baterias inclusas, significando que tudo de que você precisa para rodar um programa está na
maior parte das vezes presente na instalação básica (BORGES, 2010).

2.8.3 Variáveis
44

Uma variável é uma denominação que se refere a um conteúdo. Os nomes de variáveis


devem começar com letra sem acentuação ou sublinhado (_) e seguido por letras sem
acentuação, dígitos ou por sublinhados (_), sendo que letras maiúsculas e minúsculas são tidas
como diferentes. Uma das características das variáveis, dentro da linguagem de programação é
a possibilidade de elas serem manipuladas de acordo com a necessidade. Python possui vários
tipos de dados, sendo os mais comuns os números inteiros, números de ponto flutuante e strings.
Além dos tipos básicos, existem as que funcionam como coleções, isto é, podem armazenar
números e letras, cujas principais são: listas, tuplas e o dicionário (BORGES, 2010).

[Link] Variáveis string

Variáveis do tipo string são aquelas que armazenam uma sequência de símbolos como
nomes e textos em geral. Este tipo de variável é muito útil para exibir mensagens ou mesmo
para gerar outros arquivos (MENEZES, 2014).
Para referenciar uma variável como do tipo string, basta coloca-la entre aspas, como
demonstrado na figura 26.
Figura 26 - Exemplo de variáveis do tipo strings

Fonte: Autoria Própria (2019)

[Link] Variáveis numéricas

É dito variável numérica aquela que armazena números inteiros ou de ponto flutuante.
Python possibilita uma infinidade de operações matemáticas com esse tipo de variável, desde
operações básicas, como somar e subtrair, até as mais complexas.

Quadro 3 - Operações com números


Operador Operação
+ soma
- subtração
* multiplicação
/ divisão
% resto da divisão
45

** potenciação
Fonte: Menezes (2014)

[Link] Variáveis do tipo lógico

Também conhecidas como booleano, são variáveis que armazena um conteúdo simples:
verdadeiro ou falso.

• Operadores relacionais

Para realizar comparações lógicas, utiliza-se operadores relacionais. A lista de


operadores relacionais suportados em Python é apresentada o quadro 4.

Quadro 4 - Operadores relacionais


Operador Operação Símbolo matemático
== igualdade =
> maior que >
< menor que <
!= diferente ≠
>= maior ou igual ≥
<= menor ou igual ≤
Fonte: Menezes (2014)

• Operadores lógicos

Para agrupar operações com lógica booleana, utiliza-se operadores lógicos, essa
linguagem suporta três operadores básicos.

Quadro 5 - Operadores lógicos


Operador Operação
not não
and e
or ou
Fonte: Menezes (2014)
46

[Link] Lista

São um tipo de variável que permite o armazenamento de vários valores entre colchetes,
acessados por um índice. Uma lista pode conter nenhum ou mais de um elemento de um mesmo
tipo ou de tipos diferentes, podendo conter outras listas (Menezes, 2014).
Segundo Borges (2010), as listas são mutáveis, podendo ser alteradas a qualquer
instante. Além disso, podem ser fatiadas da mesma forma que as strings, mas como as listas são
mutáveis, é possível fazer atribuições a itens da lista.

Figura 27 - Representação de uma lista

Fonte: Borges (2010)

[Link] Tupla

Tuplas são variáveis que podem ser vistas como listas, porém são imutáveis: não se pode
acrescentar, apagar ou fazer atribuições aos itens inicialmente construídos (BORGES, 2010).
Um tupla é representada segundo ilustrado na figural 28, sendo os parênteses opcionais.

Figura 28 - Representação de uma lista

Fonte: Borges (2010)

2.8.4 Orientação a objetos

Este paradigma de programação baseia-se na uniformização e comunicação dos


elementos da estrutura global do programa, isto é, todo elemento é um objeto com a capacidade
de se comunicar com outros objetos. Assim a POO surge como uma nova maneira de
programar, tentando simular o mundo real (LEITE; RAHAL, 2006).
Segundo Chagas e Oliveira (2009), na POO, os objetos passam a simular a realidade
através de uma abstração do cotidiano, onde a ideia básica é representar as características
relevantes dos objetos envolvidos no sistema computacional em desenvolvimento. Essa
47

simulação da realidade, ocorre de forma diferente da Programação Orientada a Procedimentos


(POP), pois foi incluída a concepção de visibilidade, que pode ser definida como o nível de
acesso de propriedades e métodos de uma classe, esse conceito restringe o acesso aos métodos,
impedindo o acesso direto aos atributos, tornando possível controlar as operações.
Tais aspectos tornaram a Programação Orientada a Objetos mais eficaz do que a
Programação Orientada a Procedimentos. A POO ainda traz outros benefícios que fazem dela
um dos paradigmas mais utilizados, como: reuso, modularização, simplificação e redução dos
custos de manutenção (CHAGAS; OLIVEIRA, 2009).
No quadro 6, são apresentados diversos conceitos da POO, designados por seus
idealizadores, a fim de tornar esse paradigma um importante instrumento de elaboração de
programas.
Além dos conceitos elementares já vistos, alguns autores consideram que a Orientação
a Objetos é baseada em três fundamentos. São eles: encapsulamento, herança e o Polimorfismo.

Quadro 6 - Conceitos essenciais da Programação Orientada a Objetos


Classe Representa um conjunto de objetos com características comuns. Uma classe
define o comportamento dos objetos, através de métodos, e quais estados ele é
capaz de manter, através de atributos. Exemplo de classe: Pórtico.
Objeto É uma instância de uma classe. Um objeto é capaz de armazenar estados
através de seus atributos e reagir a mensagens enviadas a ele, assim como se
relacionar e enviar mensagens a outros objetos. Exemplo de objetos da classe
Pórtico: Material, Seção.
Atributos São as características de um objeto. Exemplos: nome, altura etc. Por sua vez,
os atributos possuem valores. Por exemplo, o atributo tipo da seção pode
conter o valor triangular.
Estado É o conjunto de valores dos atributos de um determinado objeto.
Métodos Definem as habilidades dos objetos. Material é uma instância da classe
Pórtico, portanto tem habilidade para adicionar nome do material,
implementada através do método adicionar_nome(). Em uma classe, um
método é apenas uma definição. A ação só ocorre quando o método é invocado
através do objeto, no caso Ana. Dentro do programa, a utilização de um
método deve afetar apenas um objeto em particular; Todos os seres humanos
podem caminhar, mas você quer que apenas Ana caminhe. Normalmente, uma
48

classe possui vários métodos, que no caso da classe pórtico poderiam ser
adicionar_material(), atribuir_seção().
Mensagem É uma chamada a um objeto para invocar um de seus métodos, ativando um
comportamento descrito por sua classe. Também pode ser direcionada
diretamente a uma classe (através de uma invocação a um método estático).
Em síntese, é a forma que os objetos utilizam para se comunicar.
Abstração É a habilidade de concentrar nos aspectos essenciais de um contexto qualquer,
ignorando características menos importantes ou acidentais. Em modelagem
orientada a objetos, uma classe é uma abstração de entidades existentes no
domínio do sistema de software.
Interface É um contrato entre a classe e o mundo externo. Quando uma classe
implementa uma interface, ela está comprometida a fornecer o comportamento
publicado pela interface.
Fonte: Chagas e Oliveira (2009)

[Link] Encapsulamento

Encapsulamento é uma das principais características que define a programação


orientada a objetos, que por sua vez se baseia em agrupar em um determinado lugar, códigos
que aparecem em conjunto dentro de um programa, a esse grupo é atribuído um nome, e a partir
desse atributo sempre que for necessário a utilização do grupo de códigos, basta recorrer ao
nome do atributo (GOETTEN; WINCK, 2006).
Para Chagas e Oliveira (2009), através do encapsulamento, é possível utilizar entidades
de software como se fossem caixas-pretas (figura 30). Em outras palavras, o solicitante, espera
obter uma determinada resposta e tendo apenas uma visão superficial da operação, envia
mensagens a uma caixa preta sem necessariamente se atentar aos detalhes da implementação.
49

Figura 29 - Caixa preta recebendo mensagens

Fonte: Goetten e Winck (2006)

[Link] Herança

Herança é um mecanismo que permite altos graus de reutilização de código. Segundo


Leite e Rahal (2006), tal método pode ser entendido como um conjunto de instâncias criadas a
partir de um outro conjunto de instâncias que possuem características semelhantes, e os
elementos desse subconjunto herdam todas as características do conjunto original. Assim esse
mecanismo se torna uma técnica muito eficiente para construir, organizar e reutilizar códigos.

Figura 30 - Esquema didático de hierarquia das classes

Fonte: Leite e Rahal (2006)

A figural 31 exemplifica de maneira didática a utilização dessa técnica, podendo


destacar a semelhança entre a forma de organização do mundo real com a POO, onde é possível
perceber que a classe dos Mamíferos possui as características de nome, idade, mamas, cor dos
50

olhos. Essas características são atributos desta classe, da mesma forma que cauda é um atributo
da classe Cão. Observa-se também que todo mamífero pode se aleitar, ou comunicar-se, que
são caracterizados como métodos desta classe. Assim, nota-se que as classes homem, cão e gato
herdam características da classe Mamíferos.

[Link] Polimorfismo

No universo da POO, segundo Leite e Rahal (2006), o polimorfismo é definido como


sendo um código que incorpora ou que produz vários comportamentos, isto é, um código que
pode ser aplicado à várias classes de objetos. Um método polimórfico é aquele que pode ser
aplicado à várias classes de objetos sem que haja qualquer inconveniente, em outras palavras,
o polimorfismo é a qualidade ou estado de um objeto ser capaz de assumir diferentes formas.

2.8.5 Arquivos – Geração HTML

Um arquivo é uma área em disco onde se pode ler e gravar informações. Páginas web
não passam de combinações entre textos e imagens, interligadas por links. Como o formato
HTML é definido apenas com textos simples, ou seja, sem caracteres especiais de controle, ele
utiliza marcações, que são sequencias especiais de texto delimitadas pelos caracteres de menor
(<) e maior (>). Essas sequências são chamadas de tags e podem iniciar ou finalizar um
elemento. O elemento de mais alto nível de um documento HTML é chamado de <html>.
Escreve-se páginas web entre as tags <html> e </html>, onde a primeira marca o início do
documento; e a segunda, delimita seu final (MENEZES, 2014).

Figura 31 - Exemplo de código para geração de arquivo html

Fonte: Menezes (2014)


51

3 METODOLOGIA

Neste tópico, será abordada a metodologia utilizada para desenvolvimento do trabalho


em questão. Para a sua elaboração, foram realizados estudos na área da mecânica das estruturas,
a fim de analisar o comportamento de estruturas quando sujeitas a forças pontuais e cargas
distribuídas; e no campo da programação para a implementação computacional dos
componentes do programa.
Em seguida, utilizando a linguagem Python e algumas das suas bibliotecas (Matplotlib,
Numpy) realizou-se a implementação de elementos em duas dimensões para análise estrutural
de vigas hiperestáticas. Tais implementações foram realizadas no ambiente de desenvolvimento
Visual Studio Code, que é uma ferramenta com objetivo de facilitar a implementação e a
depuração de códigos computacionais.

3.1 CLASSES IMPLEMENTADAS

A implementação foi particionada em nove classes (figura 33). A classe problema


estrutural recebe funcionalidades de todas as outras e a partir da criação de um módulo
“exemplo” é possível gerar e apresentar um problema prático.

Figura 32 - Hierarquia das classes implementadas

Fonte: Autoria Própria (2019)

A figura 34 ilustra o Visual Studio Code com a implementação em Python da classe


problema estrutural, onde é possível verificar todas as outras classes sendo importadas para
dentro dela e proporcionando as operações dentro do código.
52

Figura 33 - Classe problema estrutural dentro do Visual Studio Code

Fonte: Autoria Própria (2019)

3.2 DETERMINAÇÃO DO PROBLEMA ESTRUTURAL

Com a obtenção de todas as considerações necessárias para análise de uma estrutura, o


programa realizará uma leitura dos dados de entrada. Assim, o usuário deverá fornecer ao
software todas as informações necessárias sobre o referente problema. Esta sequência será
apresentada a seguir:

• Entre com o comprimento do vão;


• Entre com o valor da carga distribuída do vão;
• Entre com o valor força concentrada do vão;
• Entre com a posição da força concentrada do vão;

A partir das informações fornecidas, o programa vai armazenar as informações


fornecidas nas suas respectivas variáveis para posteriormente resolver o problema (equação dos
esforços internos e seus respectivos diagramas). A figura 34, apresenta o código disposto pelo
usuário para fazer as perguntas e armazenar os dados.
53

Figura 34 - Dados de entradas e variáveis

Fonte: Autoria Própria (2019)

3.3 RESOLUÇÃO DO PROBLEMA ESTRUTURAL

Com os dados de entrada fornecidos, o programa inicia sua análise para ver o grau de
hiperestaticidade, com isso, define-se o problema estrutural real, problema auxiliar e os demais
problemas ligados ao grau de hiperestaticidade. A figura 35 apresenta a função que corresponde
aos problemas a serem analisados.

Figura 35 - Código de armazenamento para problemas analisados

Fonte: Autoria Própria (2019)


54

3.3.1 Características do problema estrutural

A partir dos parâmetros armazenados anteriormente, o programa irá criar todas as


características para resolver o problema, como, quantidade e posição de nós, material e seção,
quantidade de barras, cargas distribuídas e forças concentradas.

Figura 36- Parte do codigo para caracterizar o problema

Fonte: Autoria Própria (2019)

3.3.2 Vinculações dos problemas

Para solução do problema é necessário a determinação dos vínculos existentes em cada


problema disposto. Figura 37, 38 e 39 mostra o código que insere as vinculações nos problemas.
55

Figura 37- Código para inserir vinculações no problema real

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 38-Código para inserir vinculações no problema auxiliar

Fonte: Autoria Própria (2019)


56

Figura 39-Código para inserir vinculações no problemas virtuais

Fonte: Autoria Própria (2019)

3.3.3 Resolvendo problemas auxiliares

De acordo com os dados de entrada que determinam o grau de hiperestaticidade, o


programa agora tem todos os problemas desenhados, gerando assim, o problema real
hiperestático, o problema auxiliar, e os problemas virtuais isostáticos, a partir desses problemas
virtuais vem a resolução do problema real. O primeiro passo é gerar o DCL dos problemas
virtuais para seguir com os cálculos. A figura 40 mostra parte do código para gerar o DCL.
57

Figura 40 - Código da função geradora do DLC

Fonte: Autoria Própria (2019)

Após a representação do DCL, dentro da função “desenhar_calcular_reacoes” presente


na classe problema estrutural, foram calculadas as reações de apoio a partir das equações de
equilíbrio estático no plano
ΣFx = 0
ΣFy =0
ΣMo = 0

Tomando o ponto inicial “A” como o escolhido para a realização do cálculo do


momento. A figura 41 expõe trechos do código escrito.
58

Figura 41 - Código da função calcular reações

Fonte: Autoria Própria (2019)

Tendo conhecimento dos valores das reações de apoio o passo seguinte foi o traçado de
um novo DCL, dessa vez, seccionando cada elemento da viga e sua posição. Utilizando o
método das seções para determinar as funções necessárias para cálculos dos gráficos o eixo do
objeto em estudo é dividido a medida em que ocorrer a mudança no carregamento imposto.
Dessa forma, por meio da função “desenhar seção”, o programa mostrará ao usuário uma
representação de seu elemento com as devidas representações dos eixos e dos trechos que
deverão ser seccionados para a resolução de suas equações de esforços internos. Figura 42
descreve parte do código “desenhar Seção”.
59

Figura 42 - Parte do codigo referente a desenhar seção

Fonte: Autoria Própria (2019)

Posterior aos seccionamentos realizados ao longo da viga, o próximo passo realizado


pelo programa é expor as equações dos esforços internos presentes em cada trecho analisado.
Como já apresentado na seção 2, as equações que podem estar presentes em um problema
estrutural, são: equações para forças normais, que atuam paralelamente ao eixo horizontal da
barra, equações de esforços cortantes, onde se tem todos os carregamentos e reações impostos
de forma perpendicular ao elemento e as equações para o momento fletor.
De maneira semelhante ao cálculo das reações, foram utilizadas funções
condicionantes, além de bibliotecas gráficas e de resolução matemática para implantação dessa
etapa do relatório a ser gerado.
No fim da resolução dos problemas virtuais se deu pela representação gráfica das
funções dos esforços internos ao longo da barra, dessa forma, o programa apresentará ao usuário
os desenhos dos diagramas de esforço normal, esforço cortante e momento fletor.
A partir desses números e com funções matriciais pode-se descobrir as forças (Fn)
correspondentes ao número de apoios retirados, tornando a viga isostática, para resolução do
problema real, nessa parte o programa repete o processo para resolver o problema real com as
novas cargas encontradas e assim chegando a solução do problema.
Com o fim do processamento do programa, toda saída dos resultados é convertida em
um único arquivo html para visualização do relatório por completo, de modo, que ao ser aberto
60

pelo usuário seja possível observar todos os passos do relatório desenvolvido. Na figura 43
pode-se visualizar parte do código responsável por gerar o arquivo do relatório.

Figura 43 – Parte do código gerador do arquivo HTML

Fonte: Autoria Própria (2019)


61

4 RESULTADOS

Para efetuar a validação do programa desenvolvido, serão executados dois exemplos. O


primeiro está presente em conteúdo acadêmico, enquanto o terceiro é uma simulação baseada
em parâmetros de uma estrutura real.

4.1 EXEMPLO 01 – VIGA HIPERESTATICA GRAU DOIS

O primeiro exemplo é um exemplo montado em um programa de cálculo estrutural


(ftool). Esse exemplo apresenta um carregamento retangular distribuído de cima para baixo
sobre o elemento horizontal da estrutura com uma carga de 1kN/m, as dimensões se encontram
na figura 44 abaixo.

Figura 44 – Viga hiperestática com carga uniforme - ftool

Fonte: Ftool(2019)

Para resolver o problema inicialmente é necessário apresentar o desenho do problema


real, problema auxiliar e problemas virtuais ligados ao grau de hiperestaticidade. Esses
problemas são gerados a partir dos dados fornecidos pelo usuário (ver figuras 45, 46, 47, 48e
49).
62

Figura 45- Exemplo 01 - Problema Estrutural Real

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 46- Exemplo 01 - Problema Auxiliar

Fonte: Autoria Própria (2019)


63

Figura 47- Exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 48- Exemplo 01 - Problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)


64

Figura 49- Exemplo 01 - Problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Em seguida é gerado o DCL dos problemas virtuais, onde, eles que serão responsáveis
para resolver o problema real posteriormente, exibindo todas as forças ativas e reativas atuantes
na viga. Tendo representado o DCL (figura 50, 52 e 54). É possível, agora, aplicando-se as
equações de equilíbrio estático para determinar os valores de cada reação do problema (ver
figura 51, 53 e 55).
65

Figura 50- DCL - exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 51- Cálculo das reações de apoio - exemplo 01 - problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)


66

Figura 52- DCL - exemplo 01 - problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 53- Cálculo das reações de apoio - exemplo 01 - problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)


67

Figura 54- DCL - exemplo 01 - problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 55- Cálculo das reações de apoio - exemplo 01 - problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Na sequência, para determinação das equações dos esforços normais de todos os


problemas virtuais, foi executada uma análise local de cada elemento, aplicando-se o método
das seções (figura 56, 58 e 60). Para as equações ver figura 57, 59 e 61.
68

Figura 56- Seccionamento local da barra 1 - exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 57- Função dos esforços internos da barra 1 - exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)


69

Figura 58- Seccionamento local da barra 1 - exemplo 01 - Problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 59- Função dos esforços internos da barra 1 - exemplo 01 - Problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)


70

Figura 60- Seccionamento local da barra 1 - exemplo 01 - Problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 61- Função dos esforços internos da barra 1 - exemplo 01 - Problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

De forma semelhante, os demais elementos foram analisados, observar nas figuras 62,
64, 66, 68, 70 e 72. Na sequência de cada figura será apresentado suas respectivas funções dos
esforços internos ao longo do trecho da barra (ver figuras 63, 65, 67, 69, 71 e 73).
71

Figura 62- Seccionamento local da barra 2 - exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 63- Função dos esforços internos da barra 2 - exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)


72

Figura 64- Seccionamento local da barra 3 - exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 65- Função dos esforços internos da barra 3 - exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)


73

Figura 66- Seccionamento local da barra 2 - exemplo 01 - Problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 67- Função dos esforços internos da barra 2 - exemplo 01 - Problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)


74

Figura 68- Seccionamento local da barra 3 - exemplo 01 - Problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 69- Função dos esforços internos da barra 3 - exemplo 01 - Problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)


75

Figura 70- Seccionamento local da barra 2 - exemplo 01 - Problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 71- Função dos esforços internos da barra 2 - exemplo 01 - Problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)


76

Figura 72- Seccionamento local da barra 3 - exemplo 01 - Problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 73- Função dos esforços internos da barra 3 - exemplo 01 - Problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Após apresentação dos resultados em forma de equações, os mesmos são plotados em


gráficos, todos os problemas virtuais, os quais serão comparados como os obtidos pelo Ftool.
Os primeiros resultados são os diagramas de esforço normal, porem quando as vigas continuas
estão submetidas a forças verticais, elas não apresentam esforços normais, então, vamos seguir
para as representações dos gráficos de esforço cortante e momento fletor . Cada gráfico gerado
no programa será comparado com seu respectivo traçados gerado pelo Ftool. Representado nas
figuras a seguir.
77

Figura 74- Diagrama de esforço cortante – Exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 75- Diagrama de esforço cortante/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Ftool (2019)


78

Figura 76- Diagrama de esforço cortante – Exemplo 01 - Problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 77- Diagrama de esforço cortante/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 1

Fonte: Ftool (2019)


79

Figura 78- Diagrama de esforço cortante – Exemplo 01 - Problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 79- Diagrama de esforço cortante/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 2

Fonte: Ftool (2019)

A seguir são demonstrados os diagramas de momento fletor.


80

Figura 80- Diagrama de momento fletor – Exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 81- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 0

Fonte: Ftool (2019)


81

Figura 82- Diagrama de momento fletor – Exemplo 01 - Problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 83- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 1

Fonte: Ftool (2019)


82

Figura 84- Diagrama de momento fletor – Exemplo 01 - Problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 85- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema 2

Fonte: Ftool (2019)

Os seus resultados saíram como o esperado, apenas apresentando uma diferença na


escala de visualização.
De acordo com os resultados dos problemas virtuais, utilizando a lógica da resolução
pelo processo das forças e funções matriciais determinam o valor das forças nos locais dos
apoios retirados, agora se tornando uma viga isostática. (Ver figura 93)
83

Figura 86- Exemplo 1 - Problema real

Fonte: Autoria Própria (2019)

Com as novas forças nos vínculos que haviam sido retirados, agora podemos resolver o
problema através das equações de equilíbrio. Ver figuras 87 e 88 para verificar o DCL e os
cálculos das reações de apoio.

Figura 87- DCL - Exemplo 01 - Problema real


84

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 88- Cálculos das reações de apoio - exemplo 01 - Problema real

Fonte: Autoria Própria (2019)

Como já conhecemos todo o processo para obtenção das funções de todas as seções,
seguimos com o procedimento no exemplo em questão o programa se mostrou eficaz para
execução desta função. Então como sabemos que os gráficos de esforços normais serão nulos,
vamos seguir para a comparação dos demais gráficos com os modelos gerados pelo Ftool. Ver
figuras a seguir com a representação do programa e o modelo gerado pelo Ftool
respectivamente.

Figura 89-- Diagrama de esforço cortante – Exemplo 01 - Problema real


85

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 90- - Diagrama de esforço cortante/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema Real

Fonte: Ftool (2019)

Figura 91- - Diagrama de momento fletor – Exemplo 01 - Problema real

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 92- - Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 01 - Problema Real

Fonte: Ftool (2019)


86

Como podemos ver o programa funciona perfeitamente, e o resultado foi como


esperávamos, vamos seguir para o próximo exemplo trazendo um modelo de nossa realidade.

4.2 EXEMPLO 02 – VIGA HIPERESTATICA EM PREDIO UNIFAMILIAR

O segundo exemplo, baseia-se em analisar uma viga específica de um prédio


unifamiliar. Para tanto, foi estipulado suas dimensões (largura e altura) conforme presentes em
projeto, ela possui característica de estar dividida em 4 vãos e com isso um grau de
hiperestaticidade g=3, vamos agora analisar a viga destacada (Figura 93 e 94).

Figura 93 - Planta baixa prédio analisado

Fonte: AutoCAD (2019)


87

Figura 94 – Prédio analisado

Fonte: SKETCHUP (2019)

Para a modelagem dessa estrutura, algumas considerações foram feitas. Nesse caso, será
analisado a influência das lajes na viga e cargas pontuais dos pilares superiores sob a viga,
primeiro analisaremos as influências das lajes sob a viga (ver figura 95).
88

Figura 95 - Áreas de influência da laje nas vigas

De acordo com as áreas de influência das lajes na viga, peso próprio e cargas pontuais
de pilares superiores, surgirá um problema de viga hiperestática de grau dois conforme
demonstra figura 96.

Figura 96 – Viga hiperestática sob influências das cargas.

Fonte: Ftool (2019)

De forma análoga aos exemplos anteriores, de início, são introduzidos os dados de


entrada, a fim de modelar o problema em questão. Dessa forma, a figura 97, 98, 99, 100, 101 e
102 ilustra o problema real gerado, problema auxiliar e problemas virtuais necessários para
resolver o problema.
89

Figura 97- Exemplo 02 - Problema Estrutural

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 98- Exemplo 02 - Problema Auxiliar

Fonte: Autoria Própria (2019)


90

Figura 99- Exemplo 02 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 100- Exemplo 02 - Problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)


91

Figura 101- Exemplo 02 - Problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 102- Exemplo 02 - Problema 3

Fonte: Autoria Própria (2019)

As figuras posteriores demonstram o DCL, seguido dos cálculos das reações de apoio
para cada problema em questão.
92

Figura 103- DCL - exemplo 02 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 104- Cálculo das reações de apoio - exemplo 02 - problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)


93

Figura 105- DCL - exemplo 02 - problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 106- Cálculo das reações de apoio - exemplo 02 - problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)


94

Figura 107- DCL - exemplo 02 - problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 108- Cálculo das reações de apoio - exemplo 02 - problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)


95

Figura 109- DCL - exemplo 02 - problema 3

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 110- Cálculo das reações de apoio - exemplo 02 - problema 3

Fonte: Autoria Própria (2019)

Para a leitura não se tornar desgastante e repetitiva, bem como o exemplo anterior
demonstrou plenamente a capacidade e eficiência para descrever e apresentar as equações dos
esforços internos e gráficos dos esforços. Com isso, agora, vamos apresentar apenas os
diagramas de momento fletor e os comparar com os gerados no software Ftool.
96

Figura 111- Diagrama de momento fletor – Exemplo 02 - Problema 0

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 112- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema 0

Fonte: Ftool (2019)


97

Figura 113- Diagrama de momento fletor – Exemplo 02 - Problema 1

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 114- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema 1

Fonte: Ftool (2019)


98

Figura 115- Diagrama de momento fletor – Exemplo 02 - Problema 2

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 116- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema 2

Fonte: Ftool (2019)


99

Figura 117- Diagrama de momento fletor – Exemplo 02 - Problema 3

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 118- Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema 3

Fonte: Ftool (2019)

Posteriormente no resultado final analisaremos a consistência da informação para


realmente validar o programa comparado a gráficos gerados no Ftool.
Com os dados obtidos com os problemas acima, agora podemos definir os valores de F1
e F2 e redesenhar o problema real de forma estaticamente determinada. Ver figura a seguir.
100

Figura 119- Exemplo 1 - Problema real

Fonte: Autoria Própria (2019)

Com as novas forças nos vínculos que haviam sido retirados, vamos seguir com a
resolução do problema real. Ver figuras 120 e 121 para verificar o DCL e os cálculos das
reações de apoio.

Figura 120- DCL - Exemplo 02 - Problema real

Fonte: Autoria Própria (2019)


101

Figura 121- Cálculos das reações de apoio - exemplo 02 - Problema real

Fonte: Autoria Própria (2019)

Como já foi dito e feito em exemplo anterior, vamos prosseguir para a comparação dos
gráficos gerados com os gráficos do software Ftool. Figuras a seguir mostram diagramas de
esforço normal, esforço cortante e momento fletor.

Figura 122-- Diagrama de esforço cortante – Exemplo 02 - Problema real

Fonte: Autoria Própria (2019)


102

Figura 123- - Diagrama de esforço cortante/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema Real

Fonte: Ftool (2019)

Figura 124- - Diagrama de momento fletor – Exemplo 02 - Problema real

Fonte: Autoria Própria (2019)

Figura 125- - Diagrama de momento fletor/ FTOOL - Exemplo 02 - Problema Real

Fonte: Ftool (2019)

A partir da análise de comparação dos gráficos do Ftool, chegamos ao resultado esperado


de forma clara e precisa.
103

5 CONCLUSÃO

Com o trabalho apresentado, podemos concluir que o programa elaborado pode ser uma
ferramenta de grande auxílio na resolução de problemas de vigas hiperestáticas, pois o mesmo
gera um relatório detalhado e simplificados das questões envolvidas, fazendo com que, apesar,
de ser um programa complexo, pois apresentou resultados semelhante e precisos comparados
ao Ftool, porem de forma didático e simples, fornece soluções rápidas otimizando o tempo na
resolução e analise dos resultados.
Possui diferencial na questão de gerar relatórios com todos os passos para resolução do
problema em questão, de forma ilustrativa e detalhada. Com a facilidade para utilizar o
software, ele poderá ser usado tanto pelos professores quanto os alunos, fazendo com que assim
possam reduzia a análise de problemas específicos.
Para realização de futuros trabalhos ligados a esse tema, pode-se incluir a análise de
vigas hiperestáticos, pelo método dos deslocamentos, além de inserir o elemento denominado
por rótula, ou ainda a adição de novas funcionalidades ao software, seja na plotagem de novas
características, seja tornando a ferramenta mais completa e com menos possibilidades de erros.
Outra implantação pode ser o desenvolvimento de um relatório para o cálculo de vigas
armadas, demonstrando um passo a passo de todo o dimensionamento, desde obtenção de suas
cargas até obtenção de sua área de aço.
104

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