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Novo Código do Imposto sobre Rendimentos

A Lei nº 82/VIII/2015 institui o Novo Código do Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Coletivas (IRPC) em Cabo Verde, revogando o anterior IUR-PC e promovendo maior transparência e modernização no sistema tributário. O IRPC introduz mudanças significativas, como a segregação da tributação de rendimentos pessoais e empresariais, alargamento da base tributável e moderação dos níveis de tributação. Além disso, estabelece isenções específicas e diferentes regimes de tributação para micro e pequenas empresas, com taxas diferenciadas.

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Novo Código do Imposto sobre Rendimentos

A Lei nº 82/VIII/2015 institui o Novo Código do Imposto sobre os Rendimentos das Pessoas Coletivas (IRPC) em Cabo Verde, revogando o anterior IUR-PC e promovendo maior transparência e modernização no sistema tributário. O IRPC introduz mudanças significativas, como a segregação da tributação de rendimentos pessoais e empresariais, alargamento da base tributável e moderação dos níveis de tributação. Além disso, estabelece isenções específicas e diferentes regimes de tributação para micro e pequenas empresas, com taxas diferenciadas.

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IRPC

Lei nº 82/VIII/2015,CIRPC
Tendo em vista a reformulação do sistema de tributação do
rendimento vigente, em Cabo Verde, no dia 8 de Janeiro de 2015
foi publicada, no Boletim Oficial da Repúblicade de Cabo Verde, a
Lei nº 82/VIII/2015, a qual aprovou o Novo Código do Imposto
sobre os Rendimentos das Pessoas Colectivas, que entrou em vigor
no dia 1 de Janeiro de 2015.

As alterações propostas visam, em traços gerais, alterar o


paradigma de tributação do rendimento até então vigente,
designadamente passando a segregar, em Códigos distintos, a
tributação dos rendimentos pessoais da tributação dos rendimentos
empresariais.
ENQUADRAMENTO

A entrada em vigor do IRPC revoga o código


do IUR-PC (Imposto Único sobre os
Rendimentos das Pessoas Colectivas) com
vista numa maior transparência e
modernização do sistema tributário.
O novo IRPC apresenta como linhas
principais:
 a atualização e clarificação do imposto,

 o alargamento da base tributável,

 a moderação dos níveis de tributação,

 a adoção de normas que têm em vista a prevenção do abuso e a


fraude fiscais

 E diminuição dos litígios entre a Administração Tributária e o


contribuinte.
1. Incidência(Art. 1º CIRPC)

Incide sobre os rendimentos dos respetivos


sujeitos passivos, provenientes de atos
lícitos ou ilícitos, obtidos nos termos do
CIVA.
Exemplos de pessoas coletivas:
❑Sociedades comerciais;
❑ Sociedades civis sob forma comercial;
❑ Empresas públicas;
❑Entidades de direito público ou privado residente em território
nacional;
❑Entidades desprovidas de personalidade jurídica residentes em
território nacional, cujos rendimentos não sejam tributáveis, em
sede de IRPS ou IRPC, diretamente na titularidade de pessoas
singulares ou coletivas;
Delimitação do rendimento (art. 4º CIRPC)

As entidade residentes estão sujeitas a imposto numa base pessoal


subjectiva – o que implica a inclução na base tributável da
totalidade dos seus rendimentos, independentemente do local
onde foram obtidos

Enquanto as entidade não residentes se encontram sujeitas a


imposto base objetiva – o que limita a inclução na base tributável
aos rendimentos obtidos em território cabo verdiano.
2. Isenções (art. 13º CIRPC)
No plano das isenções, o Estado e as autarquias locais deixam de estar isentos,
passando a ser enquadrados como entidades não sujeitas a este imposto.
As isenções consagradas são assim, aplicaveis:
a) aos Estados com os quais Cabo Verde mantém relações diplomáticas, nos
termos das convenções internacionais que vinculam o Estado cabo-verdiano;
b) As organizações internacionais de que Cabo Verde seja membro e outras
instituições equiparadas, na medida prevista pelas convenções que as
regulem;
c) As associações ou organizações de qualquer religião ou culto
às quais seja reconhecida personalidade jurídica, quanto aos
rendimentos provenientes do exercício do seu culto;
d) As associações legalmente constituídas para o exercício de
actividades culturais, recreativas, e desportivas e profissionais
quanto aos rendimentos provenientes dessas actividades;

e) As Associações de natureza pública, nomeadamente as


associações de municípios.

Por sua vez, o lucro decorrente das actividades agrícolas e


piscatórias passa a estar isento de imposto em 50 por cento,
independentemente do volume de negócios do sujeito passivo.
Determinação da Matéria Coletável
( Art. 16 e 20º CIRPS)

Foram consagrados dois tipos de regime de


tributação em sede do IRPC:

❑REMP (Regime Especial das Micros e


Pequenas Empresas)

❑Regime de contabilidade Organizada;


O regime simplificado aplica-se:

As microempresas, entendendo-se como tal aquelas que empregam


até cinco trabalhadores e/ou têm um volume de negório bruto anual
não superior a 5.000.000$00.

E as pequenas empresas entendendo-se como tal as unidades


empresariais que empreguem entre seis a dez trabalhadores e/ ou
tenham um volume de negócios bruto superior a 5.000.000$00 e inferior
a 10.000.000$00
Regime de Contabilidade Organizada

O regime de contabilidade organizada é aplicável,


genericamente, aos sujeitos passivos que não preencham
os pressupostos de aplicação do regime simplificado
Matéria Coletável IRPC

No caso de sujeitos passivos residentes que exerçam a titulo


principal uma actividade comercial, indústrial, agrícola ou
piscatória, a matéria colectável é:
-apurada com base na contabilidade e corrigida nos termos do
Código do IRPC,
-sendo posteriormente deduzidos os prejuízos fiscais e os benefícios
fiscais que consistam em deduções ao lucro tributável.
Modelo 1B

A declaração de IRPC faz-se mediante o


preenchimento e entrega do Modelo 1B, obtido
gratuitamente na Repartição de Finanças ou no
“site” da DCI (Direção de Contribuições e
Impostos), disponível em [Link]
Métodos de determinação da matéria
coletável
❑Métodos diretos
A avaliação direta visa a determinação do valor real dos
rendimentos ou bens sujeitos “com base na declaração do sujeito
passivo”.
❑Métodos indiretos
A avaliação indireta visa essa determinação através de indícios,
presunções ou outros elementos de que a administração tributária
disponha
Avaliação indireta se:

➢ Impossibilidade de comprovação e quantificação direta e

exata;

➢ Sujeitos passivos tenham, sem razão justificada, resultados

tributáveis nulos ou prejuízos fiscais;

➢ Regime simplificado
Obrigações associadas as empresas
enquadradas no regime de contabilidade
organizada
Obrigação de pagamento dentro do prazo estipulado (ver o prazo);
Obrigações acessórias:
o Declaração de inscrição, alteração ou de cessação;
o Entrega de Retenção na Fonte, por transmissão electrónica, através do formulário DPR –
Até ao 15º dia do mês seguinte;
o Declaração de substituição;
o Entrega Declaração anual de rendimentos;
o Declaração anual de informação contabilística e fiscal;
o Obrigações de facturação;
o Obrigações de escrituração;
o Obrigações de conservação e arquivo de documentos
Taxa

➢As taxas de IRPC são, de 25 % (vinte e cinco por cento) para os


sujeitos passivos enquadrados no regime de contabilidade
organizada;

➢de 4 % (quatro por cento) para os sujeitos enquadrados no


regime simplificado para micro e pequenas empresas.
IMPOSTO DE SELO

Lei nº 33/VII/2008
Incidência objetiva( Art.1º CIS)

Imposto de Selo (IS) incide sobre:

✓Operações Financeiras;
✓Operações Societárias;
✓Atos jurídicos documentados previstas
na parte especial do CIS.
Incidência subjetiva ( Art.2º CIS)

1. Constituem sujeitos Passivos as Pessoas que,


sendo definidas como tal , pela parte especial
do presente código, ficam obrigados a
liquidação e pagamento do Imposto de Selo.
Facto Gerador do IS ( Art. 4º CIS)

Sem prejuízo das regras estabelecidas pela


parte especial do presente código, o IS
considera-se genericamente devido no
momento da celebração, prática, emissão
ou formalização dos atos, operações e
transmissões tributáveis.
ISENÇÕES COMUNS ( Art. 5º CIS)

Estão isentos do imposto de Selo os atos, as


operações e transmissões , cujo imposto deve ser
repercutido sobre o Estado, as autarquias locais e
quaisquer dos seus serviços, estabelecimentos ou
organismos públicos , ainda que personalizados,
desde que esses atos, operações e transmissões não
se enquadram noa âmbito do exercício de atividades
de comercio, industria ou prestação de serviços.
TAXAS ( Art. 7º CIS)

As taxa de Imposto de Selo aplicáveis


são as constantes na tabela anexa , em
vigor no momento em que o imposto de
torna devido.

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