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Idade Limite da Adolescência no ECA

O documento aborda a legislação penal relacionada ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), destacando os direitos fundamentais das crianças e adolescentes, bem como as medidas socioeducativas aplicáveis a atos infracionais. São apresentados os princípios de proteção integral, prioridade absoluta e a responsabilidade tripartida entre família, sociedade e Estado. Além disso, menciona alterações legislativas recentes e a importância da proteção contra violência e discriminação.

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Idade Limite da Adolescência no ECA

O documento aborda a legislação penal relacionada ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), destacando os direitos fundamentais das crianças e adolescentes, bem como as medidas socioeducativas aplicáveis a atos infracionais. São apresentados os princípios de proteção integral, prioridade absoluta e a responsabilidade tripartida entre família, sociedade e Estado. Além disso, menciona alterações legislativas recentes e a importância da proteção contra violência e discriminação.

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DISCIPLINA: Legislação Penal

Professor(a): Niully Campos

excepcionalidade e respeito à condição peculiar


Estatuto da Criança e do Adolescente de pessoa em desenvolvimento, quando da
aplicação de qualquer medida privativa da
liberdade);
• MELHOR INTERESSE DA CRIANÇA OU DO
ADOLESCENTE.
ECA - Art. 2º Considera-se criança, para os
efeitos desta Lei, a pessoa até doze anos de
idade incompletos, e adolescente aquela entre
Dispositições Preliminares - Artigos 1º ao doze e dezoito anos de idade. Lei nº
6º. 12.852/2013 (Estatuto da Juventude), são
consideradas jovens as pessoas com idade
CF 88 - Art. 227. É dever da família, da entre 15 (quinze) e 29 (vinte e nove) anos de
sociedade e do Estado assegurar à criança, ao idade. Art.1º da Convenção Internacional sobre
adolescente e ao jovem, com absoluta os Direitos da Criança - Para efeitos da presente
prioridade, o direito à vida, à saúde, à Convenção considera-se como criança todo ser
alimentação, à educação, ao lazer, à humano com menos de dezoito anos de idade,
profissionalização, à cultura, à dignidade, ao a não ser que, em conformidade com a lei
respeito, à liberdade e à convivência familiar e aplicável à criança, a maioridade seja alcançada
comunitária, além de colocá-los a salvo de antes.
toda forma de negligência, discriminação,
exploração, violência, crueldade e opressão. Fases da Vida
Art. 4º ECA - É dever da família, da
comunidade, da sociedade em geral e do poder Primeira infância - 6 anos completos.
público assegurar, com absoluta prioridade, a Criança - Até 12 anos incompletos.
efetivação dos direitos referentes à vida, à Adolescente - Entre 12 e 18 anos.
saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, Jovem - Entre 15 e 29 anos.
ao lazer, à profissionalização, à cultura, à Aplicação excepcional do ECA - Entre 18 e 21
dignidade, ao respeito, à liberdade e à anos.
convivência familiar e comunitária. Convenção Internacional sobre os Direitos da
Parágrafo único. A garantia de prioridade Criança – Criança até 18 anos incompletos.
compreende: a) primazia de receber proteção
e socorro em quaisquer circunstâncias; b) Aplicação excepcional do ECA - Entre 18 e
precedência de atendimento nos serviços 21 anos.
públicos ou de relevância pública; c) SITUAÇÃO HIPOTÉTICA: PRATICOU ATO
preferência na formulação e na execução das INFRACIONAL COM 17 ANOS E 11 MESES E
políticas sociais públicas; d) destinação FUGIU.
privilegiada de recursos públicos nas áreas
relacionadas com a proteção à infância e à ECA:
juventude. Teoria da ATIVIDADE;
Critério biológico/cronológico;
PRINCÍPIOS Criança somente recebe medida protetiva (art.
101), ainda que tenha cometido ato infracional;
• RESPONSABILIDADE TRIPARTIDA Adolescente recebe medida protetiva (art. 101)
• ABSOLUTA PRIORIDADE e medida socioeducativa (art. 112).
• PROTEÇÃO INTEGRAL (Art. 1º. Esta Lei
dispõe sobre a proteção integral à criança e ao Ato Infracional
adolescente)
• RESPEITO À CONDIÇÃO PECULIAR DE Art. 103. Considera-se ato infracional a conduta
PESSOA EM DESENVOLVIMENTO (CF 88 – art. descrita como crime ou contravenção penal.
227, § 3º - O direito a proteção especial (TIPICIDADE DELEGADA)
abrangerá os seguintes aspectos: ... V - Art. 104. São penalmente inimputáveis os
obediência aos princípios de brevidade, menores de dezoito anos, sujeitos às medidas
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DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

previstas nesta Lei. Parágrafo único. Para os Art. 5º Nenhuma criança ou adolescente será
efeitos desta Lei, deve ser considerada a idade objeto de qualquer forma de negligência,
do adolescente à data do fato. discriminação, exploração, violência, crueldade
Art. 105. Ao ato infracional praticado por e opressão, punido na forma da lei qualquer
criança corresponderão as medidas previstas atentado, por ação ou omissão, aos seus
no art. 101. direitos fundamentais.
(ARTIGO 228 AO 244-B – CRIMES COMETIDOS
Súmula 74 STJ – Para efeitos penais o CONTRA CRIANÇA E ADOLESCENTE).
reconhecimento da menoridade do réu requer (ARTIGO 245 AO 258-C – INFRAÇÕES
prova por documento hábil. ADMINISTRATIVAS).
Súmula 108 STJ – A aplicação de medida
socioeducativa ao adolescente pela pratica de Art. 6º Na interpretação desta Lei levar-se-ão
ato infracional é da competência exclusiva do em conta os fins sociais a que ela se dirige, as
juiz. exigências do bem comum, os direitos e
Súmula 338 STJ – A prescrição penal é deveres individuais e coletivos, e a condição
aplicada nas medidas socioeducativas. peculiar da criança e do adolescente como
pessoas em desenvolvimento. – interpretação
OBS.: STJ - Tratando-se de medida teleológica – finalidade da norma.
socioeducativa aplicada sem termo, o prazo
prescricional deve ter como parâmetro a Estatuto da Criançã e do Adolescente
duração máxima da internação (3 anos). Título II – Direitos e Garantias
CP - Art. 109. A prescrição, antes de transitar Fundamentais
em julgado a sentença final, salvo o disposto
no § 1o do art. 110 deste Código, regula-se LEITURA DOS ARTIGOS 7º AO 69 DO ECA –
pelo máximo da pena privativa de liberdade FUNDAMENTAL
cominada ao crime, verificandose: ... IV - em Alterações legislativas recentes –
oito anos, se o máximo da pena é superior a destaque:
dois anos e não excede a quatro; Artigos que devem destacados no seu ECA:
Art. 115 - São reduzidos de metade os prazos 1. (2019) - Art.8º-A e Parágrafo único; Art. 53-
de prescrição quando o criminoso era, ao A; Art.83, §1º, alínea “a” e “b”; Art.132 e Art.
tempo do crime, menor de 21 (vinte e um) 227-A.
anos, ou, na data da sentença, maior de 70 2. (2018) - Art. 23, § 2º.
(setenta) anos. 3. (2017) - Art.10, VI; Art. 14, § 5º; Art. 19;
Art. 19-A e parágrafos; Art. 19-B e parágrafos;
Súmula 605, STJ - A superveniência da Art. 39; Art. 46; Art. 46, § 2º-A, § 3º, §3º-A e
maioridade penal não interfere na apuração de § 5º; Art. 47, § 10; Art. 50, § 10 e § 15; Art.
ato infracional nem na aplicabilidade de 51, incisos I e III; Art. 101, § 10; Art. 151,
medida socioeducativa em curso, inclusive na Parágrafo único; Art. 152, § 2º; Art. 157, § 1º
liberdade assistida, enquanto não atingida a e § 2º; Art. 157, § 1º e § 2º; Art. 158, § 3º e
idade de 21 anos. § 4º; Art. 161; Art. 161, § 1º ao § 4º; Art. 162,
§ 2º, § 3º e § 4º; Art. 166, § 1º, incisos I e II,
Art. 3º A criança e o adolescente gozam de § 3º, § 4º e § 7º; Art.190-A/Art. 190-E; Art.
todos os direitos fundamentais inerentes à 197-C, § 1º e § 2º; Art. 197-E e parágrafos;
pessoa humana, sem prejuízo da proteção Art.197-F; Art. 208-XI e Art. 244-A.
integral de que trata esta Lei, assegurando-se-
lhes, por lei ou por outros meios, todas as Lei nº 14.344/2022 - Lei Henry Borel, cria
oportunidades e facilidades, a fim de lhes mecanismos para a prevenção e o
facultar o desenvolvimento físico, mental, enfrentamento da violência doméstica e
moral, espiritual e social, em condições de familiar contra a criança e o adolescente, nos
liberdade e de dignidade. termos do § 8º do art. 226 e do § 4º do art.
(ARTIGO 7º AO 69 – ECA – DIREITOS 227 da Constituição Federal e das disposições
FUNDAMENTAIS DA CRIANÇA E DO específicas previstas em tratados, convenções
ADOLESCENTE). ou acordos internacionais de que o Brasil seja
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Professor(a): Niully Campos

parte, além de estabelecer o sistema de Art. 8º, §10 Incumbe ao poder público garantir,
garantia de direitos da criança e do à gestante e à mulher com filho na primeira
adolescente vítima ou testemunha de infância que se encontrem sob custódia em
violência. unidade de privação de liberdade, ambiência
LEITURA DETALHADA DOS ARTIGOS: 18-B, que atenda às normas sanitárias e assistenciais
70-A, 70-B, 136, 201 e 226 da Lei nº 8.069, do Sistema Único de Saúde para o acolhimento
de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do filho, em articulação com o sistema de
do Adolescente. ensino competente, visando ao
desenvolvimento integral da criança (diferente
Lei nº 14.154/2021, que alterou o Estatuto da do CPP – art. 318).
Criança e do Adolescente, para aperfeiçoar o Art. 13. Os casos de suspeita ou confirmação
Programa Nacional de Triagem Neonatal de castigo físico, de tratamento cruel ou
(PNTN), por meio do estabelecimento de rol degradante e de maus-tratos contra criança ou
mínimo de doenças a serem rastreadas pelo adolescente serão obrigatoriamente
teste do pezinho, embora sua vigência veio a comunicados ao Conselho Tutelar da respectiva
ocorrer apenas 365 dias após a sua publicação localidade, sem prejuízo de outras providências
(26/05/2021), isto é, em 26 de maio de 2022. legais. (Incluído pela Lei da Palmada - Lei n.
13.010/2014).
Lei nº 13.845/2019 - O art. 53 do ECA ganhou É obrigatória a vacinação das crianças nos
um novo inciso V agora: casos recomendados pelas autoridades
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito sanitárias, conforme previsto no Art. 14, §1º -
à educação, visando ao pleno desenvolvimento STF decidiu ser ilegítima a recusa dos pais à
de sua pessoa, preparo para o exercício da vacinação.
cidadania e qualificação para o trabalho, Julgamento conjunto das Ações Diretas de
assegurando-se-lhes: Inconstitucionalidade (ADIs) 6586 e 6587, que
V – acesso à escola pública e gratuita, próxima tratam unicamente de vacinação contra a
de sua residência, garantindo-se vagas no Covid-19, e do Recurso Extraordinário com
mesmo estabelecimento a irmãos que Agravo (ARE) 1267879, em que se discute o
frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino direito à recusa à imunização por convicções
da educação básica. filosóficas ou religiosas o STF entendeu - Tese
de repercussão geral fixada no ARE 1267879 foi
Art. 7º A criança e o adolescente têm direito à a seguinte:
proteção à vida e à saúde, mediante a “É constitucional a obrigatoriedade de
efetivação de políticas sociais públicas que imunização por meio de vacina que, registrada
permitam o nascimento e o desenvolvimento em órgão de vigilância sanitária, tenha sido
sadio e harmonioso, em condições dignas de incluída no plano nacional de imunizações; ou
existência. tenha sua aplicação obrigatória decretada em
• Os direitos fundamentais estão elencados no lei; ou seja objeto de determinação da União,
Art. 227 CF – não é rol taxativo – a criança e dos estados, do Distrito Federal ou dos
o adolescente têm direito à proteção à vida e municípios com base em consenso médico-
à saúde, mediante a efetivação de políticas científico. Em tais casos, não se caracteriza
públicas. violação à liberdade de consciência e de
• A gestante tem o direito ao atendimento pré- convicção filosófica dos pais ou responsáveis,
natal, perinatal e pós-parto. nem tampouco ao poder familiar”.
Art. 8º, §2º Os profissionais de saúde de Se os pais descumprirem os deveres do poder
referência da gestante garantirão sua familiar, como no caso das vacinas, praticam
vinculação, no último trimestre da gestação, infrações administrativas de modo que, estarão
ao estabelecimento em que será realizado o sujeitos a penalidades como multa.
parto, garantido o direito de opção da mulher. Art. 8º-A. Fica instituída a Semana Nacional de
Art. 8º, §6º A gestante e a parturiente têm Prevenção da Gravidez na Adolescência, a ser
direito a 1 (um) acompanhante de sua realizada anualmente na semana que incluir o
preferência durante o período do pré-natal, do dia 1º de fevereiro, com o objetivo de
trabalho de parto e do pós-parto imediato. disseminar informações sobre medidas
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preventivas e educativas que contribuam para conduta ou forma cruel de tratamento em


a redução da incidência da gravidez na relação à criança ou ao adolescente que:
adolescência. (Incluído pela Lei nº 13.798, de a) humilhe; ou b) ameace gravemente; ou c)
2019). ridicularize.
Parágrafo único. As ações destinadas a efetivar
o disposto no caput deste artigo ficarão a cargo Art. 18-B. Os pais, os integrantes da família
do poder público, em conjunto com ampliada, os responsáveis, os agentes públicos
organizações da sociedade civil, e serão executores de medidas socioeducativas ou
dirigidas prioritariamente ao público qualquer pessoa encarregada de cuidar de
adolescente. (Incluído pela Lei nº 13.798, de crianças e de adolescentes, tratá-los, educá-los
2019). ou protegê-los que utilizarem castigo físico ou
tratamento cruel ou degradante como formas
Do Direito à liberdade, ao respeito e à de correção, disciplina, educação ou qualquer
dignitadade (do art 15 ao 18–B) outro pretexto estarão sujeitos, sem prejuízo
de outras sanções cabíveis, às seguintes
Art. 15. A criança e o adolescente têm direito medidas, que serão aplicadas de acordo com a
à liberdade, ao respeito e à dignidade como gravidade do caso (CONSELHO TUTELAR
pessoas humanas em processo de APLICA).
desenvolvimento e como sujeitos de direitos I - encaminhamento a programa oficial ou
civis, humanos e sociais garantidos na comunitário de proteção à família;
Constituição e nas leis. II - encaminhamento a tratamento psicológico
Art. 16. O direito à liberdade compreende os ou psiquiátrico;
seguintes aspectos: III - encaminhamento a cursos ou programas
I - ir, vir e estar nos logradouros públicos e de orientação;
espaços comunitários, ressalvadas as IV - obrigação de encaminhar a criança a
restrições legais; tratamento especializado;
II - opinião e expressão; V – advertência;
III - crença e culto religioso; VI - garantia de tratamento de saúde
IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; especializado à vítima. (Incluído pela Lei nº
V - participar da vida familiar e comunitária, 14.344, de 2022).
sem discriminação;
VI - participar da vida política, na forma da lei;
TOQUE DE RECOLHER – ROLEZINHO - 2
VII - buscar refúgio, auxílio e orientação. CORRENTES – Segundo Flávio Américo
Art. 18-A. A criança e o adolescente têm o Frasseto e Fabiana Zapata
direito de ser educados e cuidados sem o uso Primeira corrente - nenhum direito
de castigo físico ou de tratamento cruel ou fundamental é absoluto, devendo sempre
degradante, como formas de correção, prevalecer aquele que esteja mais adequado à
disciplina, educação ou qualquer outro proteção integral das crianças e dos
pretexto, pelos pais, pelos integrantes da adolescentes. Assim, por meio de uma postura
família ampliada, pelos responsáveis, pelos proativa do juiz, fundada em uma concepção
agentes públicos executores de medidas neoconstitucional e neoprocessual, os juízes
socioeducativas ou por qualquer pessoa poderiam “criar” uma norma diante da situação
encarregada de cuidar deles, tratá-los, educá- apresentada. Segunda corrente - O “Toque de
los ou protegê-los. Recolher”, criado por meio de portarias, seria
inconstitucional, ainda que se tente
CASTIGO FÍSICO TRATAMENTO CRUEL OU fundamentar a atuação do juiz por meio de
DEGRADANTE novas concepções de jurisdição. Isso porque
ação de natureza disciplinar ou punitiva teríamos a criação de normas gerais e
aplicada com o uso da força física sobre a abstratas, sem ao menos permitir o
criança ou o adolescente que resulte em: contraditório e a ampla defesa dos envolvidos.
a) sofrimento físico; ou b) lesão; Ademais, tais portarias não poderiam ir de
encontro ao direito fundamental à liberdade,
TRATAMENTO CRUEL OU DEGRADANTE uma vez que estaríamos considerando as
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Professor(a): Niully Campos

crianças e adolescentes como objeto de acolhimento familiar;


proteção e não como sujeitos de direitos, o que e) não sendo possível, procede-se ao
violaria a doutrina da proteção integral. acolhimento institucional;
Teríamos, ainda, um resgate da figura do juiz f) no curso do acolhimento, familiar ou
como legislador local, o que retoma o institucional, trabalha-se o fortalecimento da
paradigma do menor em situação irregular. família natural, visando a breve reintegração da
Assim, as referidas portarias são ilegais e criança/adolescente;
inconstitucionais, pois ferem o direito à g) paralelamente, aprofundam-se as
liberdade (art. 16, I, do Estatuto) e interferem alternativas de colocação com família extensa
indevidamente na direção da família (art. de modo que, não sendo possível reintegração
1.634, I, do Código Civil). No mesmo sentido, rápida com a família natural e, havendo
tais portarias seriam inconvencionais, pois disponibilidade, a criança/adolescente é
violariam o disposto no art. 16 da Convenção entregue a alguém da família ampliada (tios,
Sobre os Direitos da Criança, a qual dispõe que avós, primos, irmãos etc.);
nenhuma criança será objeto de interferências h) esgotadas as possibilidades de reintegração
arbitrárias ou ilegais em sua vida particular, para família natural e extensa e, presentes as
em sua família, seu domicílio ou sua condições legais, a criança/adolescente pode
correspondência, nem de atentados ilegais a ser encaminhada(o) para adoção nacional;
sua honra e sua reputação.” – STJ ADOTOU i) inexistindo pretendentes disponíveis para
ESSE ENTENDIMENTO. adoção nacional, abre-se a possibilidade de
adoção internacional;
Informativo n. 511 do STJ É vedada a j) não sendo possível a reintegração para
veiculação de material jornalístico com família natural ou extensa, nem tampouco a
imagens que envolvam criança em situações adoção, deve a criança/adolescente
vexatórias ou constrangedoras, ainda que não permanecer em serviço de acolhimento, que
se mostre o rosto da vítima. deverá prepará-lo para exercício da autonomia
quando do desligamento;
Do Direito à convivência familiar e k) durante esse período, deve ser estimulada a
comunitária (do art.19 ao 52-D) inclusão da criança/adolescente em algum
programa de apadrinhamento afetivo, se
Art. 19. É direito da criança e do adolescente houver.
ser criado e educado no seio de sua família e, l) completados 18 anos, há possibilidade de,
excepcionalmente, em família substituta, preenchidas as condições, ser o jovem incluído
assegurada a convivência familiar e no serviço socioassistencial de acolhimento
comunitária, em ambiente que garanta seu denominado República Jovem, mas o caso
desenvolvimento integral. deixará a Jurisdição da Vara da Infância e
Juventude.
CONCEITO AMPLO DE FAMÍLIA.
O PROCEDIMENTO DEVE SEGUIR ESSA RESUMINDO
LÓGICA: FAMÍLIA NATURAL/BIOLÓGICA – Pais ou
a) crianças/adolescentes devem ser criadas qualquer deles e seus descendentes (30 DIAS);
por pai ou mãe (família natural) e mantidos em - art. 25 caput
sua companhia; FAMÍLIA EXTENSA/AMPLIADA/PARENTAL – Se
b) caso eles encontrem dificuldades no estende para além da unidade pais e filhos, e
exercício do poder familiar, devem receber alcança parentes próximos com os quais a
apoio e orientação, permanecendo a criança e adolescente possui vínculos de
criança/adolescente com os genitores; afinidade e afetvidade (90 DIAS);
c) não sendo possível a permanência, deve-se FAMÍLIA SUBSTITUTA – GUARDA, TUTELA OU
buscar na família extensa alguém para receber ADOÇÃO – excepcional.
a criança/adolescente;
d) não identificado ou localizado o familiar 1. A falta ou a carência de recursos materiais
extenso em condições, a criança/adolescente não constitui motivo suficiente para a perda ou
deve ser encaminhada(o) para serviço de a suspensão do poder familiar.
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Professor(a): Niully Campos

2. A condenação criminal do pai ou da mãe não GUARDA


implicará a destituição do poder familiar, A guarda regulariza a posse de fato de uma
exceto na hipótese de condenação por crime criança ou adolescente. Pode ser requerida por
doloso sujeito à pena de reclusão contra um processo de adoção. O guardião pode,
outrem igualmente titular do mesmo poder ainda, se opor à guarda a terceira pessoa,
familiar ou contra filho, filha ou outro inclusive aos pais. O instituto da guarda não vai
descendente. (Redação dada pela Lei n. ser deferido a estrangeiro, ou seja, nenhum
13.715, de 2018). estrangeiro terá guarda de crianças brasileiras.
Art. 24. A perda e a suspensão do poder
familiar serão decretadas judicialmente, em TUTELA
procedimento contraditório, nos casos A tutela pode ser testamentária, legítima, ou
previstos na legislação civil, bem como na dativa, e vai até 18 anos de idade, quando a
hipótese de descumprimento injustificado dos pessoa adotada passa a ser responsável por
deveres e obrigações a que alude o art. 22. seus atos. Há a possibilidade de o tutor ter um
3. Será garantida a convivência da criança e pró-tutor, que irá fiscalizá-lo. Na tutela
do adolescente com a mãe ou o pai privado de legítima, o parente não é obrigado a exercer a
liberdade, por meio de visitas periódicas tutela, conforme diz o CC. Por fim, são deveres
promovidas pelo responsável ou, nas do tutor: dar toda assistência, e administrar os
hipóteses de acolhimento institucional, pela bens da criança/adolescente; e prestar contas
entidade responsável, independentemente de ao juiz. Não é permitido ao tutor vender
autorização judicial. nenhum bem do tutelado sem autorização
4. Será garantida a convivência integral da judicial.
criança com a mãe adolescente que estiver em
acolhimento institucional. ADOÇÃO
5. Serão cadastrados para adoção recém- • Unilateral: em que uma só pessoa adota a
nascidos e crianças acolhidas não procuradas criança ou adolescente. Isso acontece quando
por suas famílias no prazo de 30 (trinta) dias, o cônjuge do pai ou mãe biológicos do adotando
contado a partir do dia do acolhimento. decide formalizar a adoção, ou quando uma
pessoa solteira opta por adotar uma criança ou
APADRINHAMENTO um adolescente.
Consiste em estabelecer e proporcionar à • Bilateral, ou conjunta: em que duas pessoas
criança e ao adolescente vínculos externos à casadas ou vivendo em união estável adotam a
instituição para fins de convivência familiar e mesma criança. De acordo com o ECA, só as
comunitária e colaboração com o seu pessoas casadas ou em união estável podem
desenvolvimento nos aspectos social, moral, adotar bilateralmente. O ECA não dispõe sobre
físico, cognitivo, educacional e financeiro. casal homoafetivo, mas a jurisprudência
PESSOAS FÍSICAS MAIORES DE 18 ANOS NÃO permite, sempre pensando no princípio do
INSCRITAS NO CADASTRO DE ADOÇÃO; melhor interesse da criança.
PESSOAS JURÍDICAS. ADOÇÃO - O ECA exige uma diferença de 16
anos de idade entre o adotante e o adotado.
(JURISPRUDÊNCIA RELATIVIZA).
ADOÇÃO AVOENGA - A redação literal do ECA
proíbe a adoção avoenga (adoção do neto pelos
avós), no entanto, o STJ admite que isso ocorra
em situações excepcionais. É possível a
mitigação da norma geral impeditiva contida no
§1º do art. 42 do ECA, de modo a se autorizar
a adoção avoenga em situações excepcionais.
STJ. 4ª Turma. REsp 1.587.477-SC, Rel. Min.
Luis Felipe Salomão, julgado em 10/03/2020
(Info 678).
A diferença etária mínima de 16 anos entre
adotante e adotado, prevista no art. 42, §3º do
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Professor(a): Niully Campos

ECA, não é absoluta e pode ser flexibilizada à permitiu a adoção por parte de duas pessoas
luz do princípio da socioafetividade, sempre que não eram casadas nem viviam em união
seguindo o princípio do que é melhor para o estável. Na verdade, eram dois irmãos (um
adotando. A literalidade da lei afirma que o homem e uma mulher) que criavam um menor
adotante deve ser, no mínimo, 16 anos mais há alguns anos e, com ele, desenvolveram
velho do que o adotando. Ex.: se o adotando relações de afeto. STJ. 3ª Turma. Resp
tiver 4 anos, o adotante deverá ter, no 1.217.415-RS, Rel. Min. Nancy Andrighi,
mínimo, 20 anos. Contudo, a adoção é sempre julgado em 19/06/2012.
regida pela premissa do amor e da imitação da ADOÇÃO POST MORTEM (póstuma ou
realidade biológica, sendo o limite de idade nucunpativa) - É possível uma adoção ser feita
uma forma de evitar confusão de papéis ou a postumamente, desde que o processo já esteja
imaturidade emocional indispensável para a tramitando no momento do falecimento do
criação e educação de um ser humano, e o adotante. Dessa forma, a criança passa a ser
cumprimento dos deveres inerentes ao poder herdeira da família. Essa possibilidade é trazida
familiar. Dessa forma, incumbe ao magistrado pelo art. 42, §6º, do ECA.
estudar as particularidades de cada caso Obs.: o ECA exige a existência de um processo
concreto, a fim de apreciar se a idade entre as de adoção tramitando; contudo, o STJ entende
partes realiza a proteção do adotando, sendo que a adoção póstuma pode ocorrer mesmo
o limite mínimo legal um norte a ser seguido, sem um processo, desde que haja provas
mas que permite interpretações à luz do suficientes (documental ou testemunhal) de
princípio da socioafetividade, nem sempre que a pessoa que faleceu tinha a intenção de
atrelado às diferenças de idade entre os adotar essa criança ou esse adolescente,
interessados no processo de adoção. (STJ. 3ª sempre de acordo com o melhor interesse
Turma. REsp 1.785.754-RS, Rel. Min. Ricardo dessa criança.
Villas Bôas Cueva, julgado em 08/10/2019
(Info 658). JURIS EM TESES – STJ
Nas adoções unilaterais, há a possibilidade de
revogação se isso for o melhor para o 1) A observância do cadastro de adotantes não
adotando. Nesses casos, a irrevogabilidade é absoluta, podendo ser excepcionada em prol
prevista no art. 39, §1º do ECA pode ser do princípio do melhor interesse da criança.
flexibilizada no melhor interesse do adotando. 2) A jurisprudência tem excepcionado o
É possível ainda a rescisão de sentença entendimento de que o habeas corpus não seria
concessiva de adoção se a pessoa não adequado para discutir questões relativas à
desejava verdadeiramente ter sido adotada e, guarda e adoção de crianças e adolescentes.
após atingir a maioridade, manifestou-se 3) O acolhimento institucional ou familiar
nesse sentido. Nota-se, então, que a temporário não representa o melhor interesse
interpretação sistemática e teleológica do §1º da criança mesmo nos casos de adoção
do art. 39 do ECA conduz à conclusão de que irregular ou "•à brasileira", salvo quando há
a irrevogabilidade da adoção não é regra evidente risco à integridade física ou psíquica
absoluta, podendo ser afastada sempre que, do menor.
no caso concreto, verificar-se que a 4) É possível a adoção póstuma quando
manutenção da medida não apresenta reais comprovada a anterior manifestação
vantagens para o adotado, tampouco é apta a inequívoca do adotante.
satisfazer os princípios da proteção integral e 5) A competência para processar e julgar as
do melhor interesse da criança e do ações conexas de interesse de menor é, em
adolescente. STJ. 3ª Turma. REsp 1.892.782/ princípio, do foro do domicílio do detentor de
PR, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em sua guarda. (Súmula n. 383/STJ).
06/04/2021 (Info 691). 6) Eventuais irregularidades na adoção podem
ADOÇÃO CONJUNTA POR DOIS IRMÃOS - Pelo ser superadas em virtude da situação de fato
texto do ECA, a adoção conjunta somente pode consolidada no tempo, desde que favoráveis ao
ocorrer caso os adotantes sejam casados ou adotando.
vivam em união estável. No entanto, a 3ª 7) O reconhecimento do estado de filiação
Turma do STJ relativizou essa regra do ECA e constitui direito personalíssimo, indisponível e
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imprescritível, podendo ser exercitado sem infracional equiparado a furto O promotor de


qualquer restrição, fundamentado no direito justiça ofereceu representação ao juiz,
essencial à busca pela identidade biológica. propondo a instauração de procedimento para
8) Nas disputas de custódia de crianças e a aplicação da medida socioeducativa
adolescentes devem ser evitadas sucessivas e Entretanto, com a demora na tramitação do
abruptas alterações de guarda e residência, procedimento, Francisco completou dezenove
ressalvados os casos de evidente risco. anos de idade antes da sentença.
9) Compete à Justiça Federal o julgamento dos Assertiva - Nessa situação, o juiz ainda poderá
pedidos de busca e apreensão ou de guarda de aplicar medida socioeducativa a Francisco,
menores quando fundamentados na mesmo que este já tenha completado a
Convenção de Haia sobre os Aspectos Civis do maioridade penal.
Sequestro Internacional de Crianças.
10) Nos casos em que o Ministério Público 3- (PROCURADOR MUNICIPAL) De acordo
promove a ação de destituição do poder com a Lei n. 8.069/90 – Estatuto da
familiar ou de acolhimento institucional não é Criança e do adolescente, em relação ao
obrigatória a nomeação da Defensoria Pública Direito à Vida e à Saúde, analise as
como curadora especial. assertivas abaixo:
11) A falta da citação do pai biológico no
processo de adoção não obsta a homologação I – Incumbe ao poder público garantir à
da sentença estrangeira, nos casos em que se gestante e à mulher com filho, na primeira
verifica o abandono ou desinteresse do infância, que se encontrem sob custódia em
genitor. unidade de privação de liberdade, ambiência
12) É possível o deferimento da guarda de que atenda às normas sanitárias e assistenciais
criança ou adolescente aos avós, para atender do Sistema Único de Saúde para o acolhimento
situações peculiares, visando preservar o do filho, em articulação com o sistema de
melhor interesse da criança. ensino competente, visando ao
13) Não é possível conferir-se a guarda de desenvolvimento integral da criança.
criança ou adolescente aos avós para fins II – É assegurado às mulheres que
exclusivamente financeiros ou previdenciários. demonstrarem hipossuficiência econômica o
14) Não há óbice à adoção feita por casal acesso aos programas e às políticas de saúde
homoafetivo desde que a medida represente da mulher e de planejamento reprodutivo e, às
reais vantagens ao adotando. gestantes, nutrição adequada, atenção
humanizada à gravidez, ao parto e ao puerpério
Questões e atendimento pré-natal, perinatal e pós-natal
integral no âmbito do Sistema Único de Saúde.
1- (MPDFT 2021) Assinale a alternativa III – Incumbe ao poder público proporcionar
CORRETA, entre as seguintes assertivas assistência psicológica à gestante, somente no
relacionadas aos crimes relacionados à período pré-natal, inclusive como forma de
criança e ao adolescente: prevenir ou minorar as consequências do
estado puerperal. Quais estão corretas?
A superveniência da maioridade penal não
interfere na apuração de ato infracional nem A) Apenas I.
na aplicabilidade de medida socioeducativa em B) Apenas II.
curso, enquanto não atingida a idade de 21 C) Apenas III
anos. D) Apenas I e III.
E) Apenas II e III.
2- (Cespe 2018 PF) Julgue os próximos
itens, a respeito das Leis nº 13.445/2017; 4- (MP/SP/2019) Assinale a alternativa
11.343/2006 e 8.069/1990 e suas correta:
alterações:
A) A condenação criminal de pai ou mãe, por si
Situação hipotética - Francisco, com dezessete só, não implicará em destituição do poder
anos e dez meses de idade, praticou ato familiar, senão por qualquer crime doloso.
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B) A simples guarda de fato não autoriza, por e ao adolescente:


si só, a dispensa da realização do estágio de I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito,
convivência, que será de 45 dias, inclusive para os que a ele não tiveram acesso
excepcionalmente prorrogado por igual na idade própria;
período. II - progressiva extensão da obrigatoriedade e
C) A adolescente em acolhimento institucional gratuidade ao ensino médio;
terá garantida a convivência integral com seu III - atendimento educacional especializado aos
filho, inclusive com acompanhamento portadores de deficiência, preferencialmente na
multidisciplinar. rede regular de ensino;
D) A família extensa ou ampliada vai além da IV – atendimento em creche e pré-escola às
unidade formada pelos pais e seus filhos, crianças de zero a cinco anos de idade;
podendo incluir parentes próximos sem vínculo (Redação dada pela Lei nº 13.306, de 2016);
de afinidade. V - acesso aos níveis mais elevados do ensino,
E) O cadastro de adotantes não admite da pesquisa e da criação artística, segundo a
exceções de prioridade, senão para adoções de capacidade de cada um;
irmãos. VI - oferta de ensino noturno regular, adequado
às condições do adolescente trabalhador;
Direito à Educação, à Cultura, ao Esporte VII - atendimento no ensino fundamental,
e ao Lazer através de programas suplementares de
material didático-escolar, transporte,
Art. 53. A criança e o adolescente têm direito alimentação e assistência à saúde.
à educação, visando ao pleno desenvolvimento
de sua pessoa, preparo para o exercício da Compete ao poder público recensear os
cidadania e qualificação para o trabalho, educandos no ensino fundamental, fazer-lhes a
assegurando-selhes: chamada e zelar, junto aos pais ou responsável,
I - igualdade de condições para o acesso e pela frequência à escola.
permanência na escola; PAIS QUE DESCUMPREM DEVERES – INFRAÇÃO
II - direito de ser respeitado por seus ADMINISTRATIVA.
educadores;
III - direito de contestar critérios avaliativos, Importante
podendo recorrer às instâncias escolares Os dirigentes de estabelecimentos de ensino
superiores; fundamental comunicarão ao Conselho Tutelar
IV - direito de organização e participação em os casos de:
entidades estudantis; I- maus tratos envolvendo seus alunos;
V - acesso à escola pública e gratuita, próxima II- reiteração de faltas injustificadas e de
de sua residência, garantindo-se vagas no evasão escolar, esgotados os recursos
mesmo estabelecimento a irmãos que escolares;
frequentem a mesma etapa ou ciclo de ensino III- elevados níveis de repetência.
da educação básica. (Redação dada pela Lei nº Obs:. PROFESSOR TAMBÉM – 245 DO ECA –
13.845, de 2019). INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA.
Parágrafo único. É direito dos pais ou
responsáveis ter ciência do processo Jurisprudências Importantes
pedagógico, bem como participar da definição
das propostas educacionais. Não é possível, atualmente, o ensino
Art. 53-A. É dever da instituição de ensino, domiciliar (homeschooling) como meio lícito
clubes e agremiações recreativas e de de cumprimento, pela família, do dever de
estabelecimentos congêneres assegurar
prover educação. Não há, na CF/ 88 uma
medidas de conscientização, prevenção e vedação absoluta ao ensino domiciliar A CF/ 88
enfrentamento ao uso ou dependência de apesar de não o prever expressamente, não
drogas ilícitas. (Incluído pela Lei nº 13.840, de
proíbe o ensino domiciliar No entanto, o ensino
2019). domiciliar não pode ser atualmente exercido
porque não há legislação que regulamente os
Art. 54. É dever do Estado assegurar à criança preceitos e as regras aplicáveis a essa
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modalidade de ensino. Assim, o ensino o art. 208 I e IV, da Constituição Federal (Conf.
domiciliar somente pode ser implementado no STF, Plenário, ADC 17 / rel Min Edson Fachin,
Brasil após uma regulamentação por meio de red. p/ o ac Min Roberto Barroso, julgamento
lei na qual sejam previstos mecanismos de em 1 º/ 8 2018 publicada na ata n º 20 de 01
avaliação e fiscalização, devendo essa lei 08 2018 DJE nº 160 divulgado em 07 08 2018).
respeitar os mandamentos constitucionais que
tratam sobre educação"educação"[STF Do Direito à Profissionalização e à
Plenário RE 888815 / rel orig Min Roberto Proteção no Trabalho
Barroso, red p/ o acórdão Min Alexandre de
Moraes, julgado em 12 9 2018 (repercussão CONSTITUIÇÃO FEDERAL
geral) (Info 915).
São constitucionais a exigência de idade 1 – Art. 7º XXXIII proibição de trabalho
mínima de quatro e seis anos para ingresso, noturno, perigoso ou insalubre a menores de
respectivamente, na educação infantil e no dezoito e de qualquer trabalho a menores de
ensino fundamental, bem como a fixação da dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz,
data limite de 31 de março para que referidas a partir de quatorze anos;
idades estejam completas. (STF Plenário ADPF 2 – Art. 227. É dever da família, da sociedade
292 / Rel Min Luiz Fux, julgado em 1 º/ 8 2018) e do Estado assegurar à criança, ao adolescente
(Info 909). e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito
A exigência de idade mínima de quatro anos à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao
para ingresso na educação infantil bem como lazer, à profissionalização, à cultura, à
a fixação da data limite de 31 de março para dignidade, ao respeito, à liberdade e à
que a idade esteja completa são convivência familiar e comunitária, além de
constitucionais. O Pleno do STF pacificou coloca-los a salvo de toda forma de negligência,
entendimento no sentido de que são discriminação, exploração, violência, crueldade
constitucionais a exigência de idade mínima de e opressão;
quatro anos para ingresso na educação infantil § 3 º O direito a proteção especial abrangerá os
bem como a fixação da data limite de 31 de seguintes aspectos:
março para que referida idade esteja I - idade mínima de quatorze anos para
completa. A norma que fixa tais limites não admissão ao trabalho, observado o disposto no
viola os princípios da isonomia, da art 7 º, XXXIII;
proporcionalidade e do acesso à educação, ao II - garantia de direitos previdenciários e
estabelecer um critério único e objetivo para o trabalhistas;
ingresso na série inicial da educação infantil da III - garantia de acesso do trabalhador
criança que tenha quatro anos de idade adolescente e jovem à escola.
completos até o dia 31 de março do ano em
que ocorrer a matrícula. ECA – Art. 60 É proibido qualquer trabalho a
Para a Corte, a efetividade das normas menores de quatorze anos de idade, salvo na
consagradoras do direito à educação encontra condição de aprendiz.
suporte nas alterações promovidas pelo 1 - Menor de 14 anos de idade – PROIBIDO;
constituinte derivado, por meio das Emendas 2 - A partir dos 14 anos de idade – NA
Constitucionais n º 53/2006 e n º 59/2009. CONDIÇÃO DE APRENDIZ;
Esses regramentos ampliaram a educação 3 - A partir dos 16 anos – PERMITIDO, EXCETO
obrigatória, a partir dos quatro anos de idade, TRABALHO NOTURNO, INSALUBRE...
e substituíram o critério da etapa de ensino 4 - A partir dos 18 anos – PERMITIDO.
pelo critério da idade. O importante é que seja Art. 61 A proteção ao trabalho dos adolescentes
assegurado ao aluno entre quatro e dezessete é regulada por legislação especial, sem prejuízo
anos o acesso à educação, de acordo com a do disposto nesta Lei.
sua capacidade. A faixa etária não é Art. 62 Considera se aprendizagem a formação
estabelecida entre as etapas do sistema de técnico profissional ministrada segundo as
ensino. Desse modo, a regulamentação diretrizes e bases da legislação de educação em
questionada, relativa à transição entre as vigor.
etapas de ensino, está em conformidade com
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Art 63. A formação técnico profissional Embarque para o exterior:


obedecerá aos seguintes princípios a) Regra geral: crianças e adolescentes
I - garantia de acesso e freqüência obrigatória necessitam de autorização judicial
ao ensino regular; b) É dispensada a referida autorização judicial
II - atividade compatível com o se:
desenvolvimento do adolescente; • a criança ou adolescente estiver
III - horário especial para o exercício das acompanhado de ambos os pais ou responsável
atividades. • viajar na companhia de um dos pais,
Art 69. O adolescente tem direito à autorizados expressamente pelo outro por meio
profissionalização e à proteção no trabalho, de documento com firma reconhecida.
observados os seguintes aspectos entre OBS.: Embarque de criança ou adolescente
outros: para o exterior acompanhada de estrangeiro só
I - respeito à condição peculiar de pessoa em com autorização judicial.
desenvolvimento;
II - capacitação profissional adequada ao Embarque no território nacional
mercado de trabalho. a) Adolescentes a partir dos 16 anos podem
A CLT proíbe o trabalho ao menor de 16 anos, viajar livremente. Não necessitam de
salvo se for na condição de aprendiz, a partir autorização lei 13812/2019;
dos 14 anos (artigo 403 E o artigo 428 dispõe b) Crianças e adolescentes menores de 16 anos
que o contrato de aprendizagem exige podem viajar acompanhadas dos pais ou
requisitos, como o jovem ser inscrito em responsável e/ou com autorização judicial;
programa de aprendizagem e formação técnico c) Dispensa-se a autorização judicial se
profissional metódica, compatível com o seu acompanhados por ascendente colateral maior
desenvolvimento físico, moral e psicológico. até o 3 º grau.
Art. 149 Compete à autoridade judiciária Obs.: Primo é parente de 4 º grau, logo para o
disciplinar, através de portaria ou autorizar, primo poder embarcar para outro Estado
mediante alvará: levando a criança, será necessária a
I - a entrada e permanência de criança ou autorização da mãe, do pai ou do responsável
adolescente, desacompanhado dos pais ou do menor.
responsável, em
a) estádio, ginásio e campo desportivo; Antes da Lei 13.812/2019
b) bailes ou promoções dançantes; Adolescente podia fazer viagens nacionais
c) boate ou congêneres; mesmo que estivesse desacompanhado dos
d) casa que explore comercialmente diversões pais ou responsável, não sendo necessária
eletrônicas; autorização judicial. As restrições que existiam
e) estúdios cinematográficos, de teatro, rádio eram apenas para viagens de crianças (ou seja,
e televisão. menores de 12 anos).
II - a participação de criança e adolescente em
a) espetáculos públicos e seus ensaios; Depois da Lei 13.812/2019 (atualmente)
b) certames de beleza; Determinou que as mesmas restrições
Cabe à Justiça comum autorizar o trabalho impostas para viagens nacionais de crianças
artístico para crianças e adolescentes em também devem ser estendidas para
teatros, programas ou novelas produzidas por adolescentes menores de 16 anos.
emissoras de rádio e televisão. Assim decidiu
o Supremo Tribunal Federal ao declarar Questão
inconstitucionais atos normativos que passam
à Justiça do Trabalho a competência para 1- VUNESP 2019 TJ RO Juiz de Direito
autorizar o trabalho artístico e esportivo de Substituto Em relação às autorizações
crianças e adolescentes. JUSTIÇA COMUM – judiciais de viagem para crianças e
VARA DA INFÂNCIA E JUVENTUDE. adolescentes, e nos termos do que
estabelece o ECA, é correto afirmar:
Autorização para Viajar
A) Em se tratando de viagem ao exterior de
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adolescente maior de 16 anos de idade desaparecidos;


desacompanhado, a autorização judicial será V - proteção jurídico social por entidades de
dispensada se houver autorização por escrito defesa dos direitos da criança e do adolescente;
de um dos pais, com firma reconhecida por VI - políticas e programas destinados a prevenir
autenticidade, ainda que ambos estejam vivos ou abreviar o período de afastamento do
e em local conhecido; convívio familiar e a garantir o efetivo exercício
B) A autorização judicial para criança viajar no do direito à convivência familiar de crianças e
território nacional desacompanhada dos pais adolescentes;
ou responsáveis não será exigida se estiver VII - campanhas de estímulo ao acolhimento
acompanhada de ascendente ou colateral sob forma de guarda de crianças e adolescentes
maior, até o quarto grau; afastados do convívio familiar e à adoção,
C) A pedido dos pais ou responsável, a especificamente inter-racial, de crianças
autoridade judiciária poderá, exclusivamente maiores ou de adolescentes, com necessidades
para as viagens dentro do território nacional, específicas de saúde ou com deficiências e de
conceder autorização válida por até três anos, grupos de irmãos.
não sendo possível a concessão de autorização
para viagens ao exterior por prazo maior que Art. 88 São diretrizes da política de
06 meses; atendimento:
D) Dentro do mesmo Estado da Federação, e I - municipalização do atendimento;
independentemente da distância, da II - criação de conselhos municipais, estaduais
contiguidade das comarcas ou do e nacional dos direitos da criança e do
pertencimento à mesma região metropolitana, adolescente, órgãos deliberativos e
os adolescentes, maiores de 12 anos de idade, controladores das ações em todos os níveis,
poderão viajar para fora da comarca onde assegurada a participação popular paritária por
residem, desacompanhados dos pais ou meio de organizações representativas, segundo
responsáveis, dispensada autorização judicial; leis federal, estaduais e municipais;
E) Dentro do território nacional, não se exige III - criação e manutenção de programas
autorização judicial para a criança ou específicos, observada a descentralização
adolescente menor de 16 anos de idade viajar político administrativa;
para fora da comarca onde reside, IV - manutenção de fundos nacional, estaduais
desacompanhada dos pais ou responsáveis, e municipais vinculados aos respectivos
desde que se trate de comarca contígua à da conselhos dos direitos da criança e do
residência da referida criança ou adolescente, adolescente;
se na mesma unidade da Federação, ou V - integração operacional de órgãos do
incluída na mesma região metropolitana; Judiciário, Ministério Público, Defensoria,
Segurança Pública e Assistência Social,
preferencialmente em um mesmo local, para
Da Política de Atendimento efeito de agilização do atendimento inicial a
adolescente a quem se atribua autoria de ato
Art. 87 São linhas de ação da política de infracional.
atendimento VI - integração operacional de órgãos do
I - políticas sociais básicas; Judiciário, Ministério Público, Defensoria,
II - serviços, programas, projetos e benefícios Conselho Tutelar e encarregados da execução
de assistência social de garantia de proteção das políticas sociais básicas e de assistência
social e de prevenção e redução de violações social, para efeito de agilização do atendimento
de direitos, seus agravamentos ou de crianças e de adolescentes inseridos em
reincidências; programas de acolhimento familiar ou
III - serviços especiais de prevenção e institucional, com vista na sua rápida
atendimento médico e psicossocial às vítimas reintegração à família de origem ou, se tal
de negligência, maus tratos, exploração, solução se mostrar comprovadamente inviável,
abuso, crueldade e opressão IV - serviço de sua colocação em família substituta, em
identificação e localização de pais, quaisquer das modalidades previstas no art. 28
responsável, crianças e adolescentes desta Lei;
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VII - mobilização da opinião pública para a Conselho Tutelar


indispensável participação dos diversos
segmentos da sociedade; • Conceito: É órgão permanente, autônomo,
VIII - especialização e formação continuada sem função jurisdicional;
dos profissionais que trabalham nas diferentes • Objetivo: zelar pelo cumprimento dos direitos
áreas da atenção à primeira infância, incluindo da criança e do adolescente;
os conhecimentos sobre direitos da criança e • Natureza Jurídica: órgão colegiado
sobre desenvolvimento infantil; (fiscalizado pelo MP; Regido pelo princípio da
IX - formação profissional com abrangência Democracia Participativa);
dos diversos direitos da criança e do • Base legal art. 227 CF § 7 º; Art. 204 II; CF
adolescente que favoreça a intersetorialidade Art. 131 ECA;
no atendimento da criança e do adolescente e • Composição: 05 conselheiros • Mandato: 04
seu desenvolvimento integral; anos permitida várias reconduções (Lei
X - realização e divulgação de pesquisas sobre 13.824/2019);
desenvolvimento infantil e sobre prevenção da • Processo de escolha dos conselheiros eleição
violência; pela comunidade, sob a fiscalização do MP –
mais de 21 anos – residir no local – idoneidade
Art. 90 As entidades de atendimento são moral – ECA (a lei local pode exigir outros
responsáveis pela manutenção das próprias requisitos);
unidades, assim como pelo planejamento e • Remuneração a remuneração dos
execução de programas de proteção e sócio conselheiros é atualmente obrigatória, tem
educativos destinados a crianças e cobertura previdenciária, licença maternidade
adolescentes, em regime de: paternidade, gratificação natalina, férias;
I - orientação e apoio sócio familiar; • É a lei orçamentária do município que deve
II - apoio sócio educativo em meio aberto; trazer previsão dos recursos necessários ao
III - colocação familiar; funcionamento do CT;
IV - acolhimento institucional; • O CT tem presunção relativa de idoneidade
V - prestação de serviços à comunidade; moral;
VI - liberdade assistida; • É considerado funcionário público em
VII – semiliberdade; comissão;
VIII – internação. • NÃO TEM direito a prisão especial até o
trânsito em julgado;
As entidades governamentais e não • Atribuições do CT - art. 136 I ao XI - Rol é
governamentais referidas no art. 90 serão exaustivo;
fiscalizadas pelo Judiciário, pelo Ministério • Decisões não precisam ser homologadas pelo
Público e pelos Conselhos Tutelares. Judiciário;
Em caso de irregularidades? • Revisão as decisões podem ser apreciadas
pelo Judiciário.
ENTIDADES GOVERNAMENTAIS
1 – ADVERTÊNCIA; - Limites de competência Territorial (no
2 - AFASTAMENTO PROVISÓRIO DO município) Impedimentos para atuar no mesmo
DIRIGENTE; Conselho tutelar:
3 - AFASTAMENTO DEFINITIVO DOS Marido e mulher,
DIRIGENTES; Ascendentes e descendentes,
4 - FECHAMENTO DA ENTIDADE. Sogro, genro ou nora,
Irmãos, cunhado (durante o cunhadio tio
ENTIDADES NÃO GOVERNAMENTAIS e sobrinho, padrasto, madrasta e
1 – ADVERTÊNCIA; enteado).
2 - SUSPENSÃO TOTAL OU PARCIAL DO
REPASSE DE VERBAS PÚBLICAS; Das Medidas Pertinentes aos Pais ou
3 - INTERDIÇÃO OU SUSPENSÃO DO Responsável
PROGRAMA;
4 - CASSAÇÃO DO REGISTRO. Art. 129 São medidas aplicáveis aos pais ou
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responsável (10 MEDIDAS) comunitário de auxílio, orientação e tratamento


I - encaminhamento a serviços e programas a alcoólatras e toxicômanos;
oficiais ou comunitários de proteção, apoio e VII – acolhimento institucional;
promoção da família; VIII – inclusão em programa de acolhimento
II - inclusão em programa oficial ou familiar;
comunitário de auxílio, orientação e IX – colocação em família substituta.
tratamento a alcoólatras e toxicômanos;
III - encaminhamento a tratamento Medidas Socioeducativas
psicológico ou psiquiátrico IV -
encaminhamento a cursos ou programas de PRINCÍPIOS:
orientação; BREVIDADE
V - obrigação de matricular o filho ou pupilo e EXCEPCIONALIDADE
acompanhar sua freqüência e aproveitamento RESPEITO À CONDIÇÃO PECULIAR DE PESSOA
escolar; EM DESENVOLVIMENTO
VI - obrigação de encaminhar a criança ou
adolescente a tratamento especializado; • Em caso de urgência, o Conselho Tutelar
VII – advertência; pode encaminhar uma criança para o
VIII - perda da guarda; acolhimento institucional, mas precisa da
IX - destituição da tutela; carta-guia do juiz.
X - suspensão ou destituição do poder • As medidas protetivas poderão ser aplicadas
familiar. à criança, ao adolescente e,
excepcionalmente, ao jovem adulto.
Medidas Protetivas • A medida protetiva não é exclusiva da
criança, mas se uma criança vier a praticar ato
Art. 98. As medidas de proteção à criança e ao infracional, ela só pode receber medida
adolescente são aplicáveis sempre que os protetiva.
direitos reconhecidos nesta Lei forem • O acolhimento institucional tem prazo de 18
ameaçados ou violados: meses. Então, o juiz reavaliará, e pode,
I - por ação ou omissão da sociedade ou do dependendo da necessidade da criança e do
Estado; adolescente, aumentar esse prazo.
II - por falta, omissão ou abuso dos pais ou • O acolhimento institucional e a inclusão em
responsável; programa de acolhimento familiar são
III - em razão de sua conduta. medidas excepcionais e temporárias.
• A cada 3 meses o juiz deve reavaliar essas
Art. 101. Verificada qualquer das hipóteses medidas.
previstas no art. 98, a autoridade competente
poderá determinar, dentre outras, as Advertência – Art. 115: Trata-se de
seguintes medidas: admoestação verbal, é a mais branda das
I – encaminhamento aos pais ou responsável, medidas. Requisitos: prova da materialidade e
mediante termo de responsabilidade; indícios suficientes da autora do ato infracional.
II – orientação, apoio e acompanhamento Essa medida gera efeitos jurídicos, ficará
temporários; registrada na Vara da Infância e Juventude.
III – matrícula e frequência obrigatórias em Obrigação de reparar o dano – Art. 116:
estabelecimento oficial de ensino Trata-se de medida por tarefa e não por
fundamental; desempenho. Uma vez reparado o dano,
IV – inclusão em serviços e programas oficiais extingue-se a medida. O objetivo é promover a
ou comunitários de proteção, apoio e compensação da vítima, restituir o bem. Essa
promoção da família, da criança e do medida será aplicada quando o adolescente
adolescente; atingiu a esfera patrimonial da vítima.
V – requisição de tratamento médico, Requisitos: prova da autoria e da
psicológico ou psiquiátrico, em regime materialidade.
hospitalar ou ambulatorial; Prestação de serviço à comunidade –
VI – inclusão em programa oficial ou Art.117: Será realizada gratuitamente, tarefas
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de interesse geral. O juiz deve estabelecer a c) se reitera em condutas graves. Nesse último
carga horária máxima de prestação do serviço caso, a Súmula 492 STJ afirma que o tráfico de
durante a semana, sendo o limite de oito horas drogas praticado pelo adolescente por si só não
semanais. Prazo: Max. 06 meses. Requisitos: levará à internação, pois, embora o crime seja
materialidade e autoria. análogo ao tráfico de drogas, não teve nem
Liberdade assistida – Arts. 118-119: O violência, nem grave ameaça.
adolescente receberá um orientador e Súmula 342 do STJ reitera a ideia de que não
permanecerá com a família, não há privação basta a confissão do adolescente, as provas são
da liberdade. Prazo: min. 06 meses. fundamentais.
Inserção em regime de semiliberdade – PRAZO MÁXIMO É DE 03 ANOS. A cada 6 meses
Art. 120: Trata-se de medida restritiva da tem que reavaliar.
liberdade. É privação no noturno e liberação no
diurno. Trata-se de privação relativa. Prazo: Apuração de Ato Infracional
indeterminado, limitado a no máximo 03 anos.
Requisitos: materialidade e autoria. Essa Art. 171. O adolescente apreendido por força
medida não poderá ser aplicada com a de ordem judicial será, desde logo,
remissão. Essa medida pode ser aplicada de encaminhado à autoridade judiciária.
início ou como forma de transição para o Art. 172. O adolescente apreendido em
regime meio aberto. flagrante de ato infracional será, desde logo,
Internação – Arts. 121-122: Atenção para a encaminhado à autoridade policial competente.
Súmula n. 492 do STJ. Trata-se de medida Parágrafo único. Havendo repartição policial
privativa da liberdade. Em regra, aplicada para especializada para atendimento de adolescente
atos infracionais praticados com violência ou e em se tratando de ato infracional praticado
grave ameaça à pessoa. Princípios: brevidade, em coautoria com maior, prevalecerá a
excepcionalidade e respeito à condição atribuição da repartição especializada, que,
peculiar de pessoa em desenvolvimento. após as providências necessárias e conforme o
Prazo: não comporta prazo determinado, caso, encaminhará o adulto à repartição policial
mas não excederá 03 anos. Súmula n. 342 própria.
do STJ (é vedada a sua aplicação com
fundamento exclusivamente na confissão do Art. 171. O adolescente apreendido por força
adolescente. Também poderá ser aplicada por de ordem judicial será, desde logo,
reiteração no cometimento de infrações encaminhado à autoridade judiciária.
graves). OBS.: Escolarização e a Art. 172. O adolescente apreendido em
profissionalização, na internação, são feitas flagrante de ato infracional será, desde logo,
dentro do estabelecimento; na semiliberdade, encaminhado à autoridade policial competente.
os adolescentes usam os recursos da Parágrafo único. Havendo repartição policial
comunidade. DIREITO A ATIVIDADE EXTERNA especializada para atendimento de adolescente
– INDEPENDE DE AUTORIZAÇÃO JUDICIAL e em se tratando de ato infracional praticado
(QUEM AUTORIZA É A EQUIPE TÉCNICA). em coautoria com maior, prevalecerá a
atribuição da repartição especializada, que,
Cabimento da Internação após as providências necessárias e conforme o
caso, encaminhará o adulto à repartição policial
O Art.122 do ECA diz que o só pode aplicar a própria.
medida de internação em três casos: • Fase policial.
a) se o adolescente praticar um ato infracional • Fase ministerial.
com violência ou grave ameaça à pessoa, ex. • Fase judicial.
crime análogo ao homicídio;
b) se descumprir reiteradamente medida Com flagrante
anteriormente imposta, conhecida, nesse – Com violência (Ex.: roubo) → Oitiva → Auto
caso, como internação sanção e só pode ter de Apreensão → Autoridade Policial → Juiz →
prazo de, no máximo, três meses; Obs. no Ministério Público (MP) (Art.180).
caso da reiteração o STJ demanda apenas duas – Sem violência (Ex.: furto) → Oitiva → Boletim
condutas. – internação SANÇÃO. de Ocorrência Circunstanciado (BCO) →
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DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

Autoridade Policial → Juiz → Ministério Público de lazer;


(MP) (Art.180). XIII – ter acesso aos meios de comunicação
social;
Sem flagrante XIV – receber assistência religiosa, segundo a
– Com violência (Ex.: latrocínio) → Oitiva → sua crença, e desde que assim o deseje;
Relatório Policial → Juiz → Ministério Público XV – manter a posse de seus objetos pessoais
(MP) (Art. 180). e dispor de local seguro para guardá-los,
– Sem violência (Ex.: Tráfico de drogas) → recebendo comprovante daqueles porventura
Oitiva → Boletim de Ocorrência depositados em poder da entidade;
Circunstanciado (BOC) → Juiz → Ministério XVI – receber, quando de sua desinternação, os
Público (MP) (Art. 180). documentos pessoais indispensáveis à vida em
sociedade.
O Ministério Público poderá representar, dar § 1º Em nenhum caso haverá
remissão para o adolescente ou promover o incomunicabilidade.
arquivamento dos autos. § 2º A autoridade judiciária poderá suspender
Art. 180. Adotadas as providências a que temporariamente a visita, inclusive de pais ou
alude o artigo anterior, o representante do responsável, se existirem motivos sérios e
Ministério Público poderá: fundados de sua prejudicialidade aos interesses
I – promover o arquivamento dos autos; do adolescente.
II – conceder a remissão;
III – representar à autoridade judiciária para REMISSÃO
aplicação de medida socioeducativa. A. Natureza Jurídica: perdão/acordo/transação,
Quando o adolescente pratica ato infracional, que pode ser feito com o Ministério Público ou
o promotor pode representar. A representação com o juiz.
é a peça que dá início à ação socioeducativa, B. Classificação: remissão ministerial e
visto que não existe ação penal contra remissão judicial. A remissão pode ser com
adolescente, e sim ação socioeducativa. exclusão do processo, com suspensão do
processo, ou com extinção do processo.
Art. 124. São direitos do adolescente privado
de liberdade, entre outros, os seguintes: PRÉ PROCESSUAL – MINISTERIAL:
I – entrevistar-se pessoalmente com o 1. Legitimidade: Ministério Público;
representante do Ministério Público; 2. Momento: o promotor só pode conceder o
II – peticionar diretamente a qualquer perdão antes de iniciado o processo. Se o
autoridade; processo começou, é porque o promotor
III – avistar-se reservadamente com seu representou, então ele não oferecerá remissão;
defensor; 3. Efeito: exclusão do processo, que é um ato
IV – ser informado de sua situação processual, administrativo praticado pelo promotor de
sempre que solicitada; Justiça.
V – ser tratado com respeito e dignidade; STJ: se houver conflito entre o Ministério
VI – permanecer internado na mesma Público e o juiz, a homologação da remissão
localidade ou naquela mais próxima ao ministerial é feita pelo juiz.
domicílio de seus pais ou responsável;
VII – receber visitas, ao menos, REMISSÃO PROCESSUAL/JUDICIAL
semanalmente; 1. Legitimidade: juiz.
VIII – corresponder-se com seus familiares e 2. Momento: antes da sentença.
amigos; 3. Efeito: suspensão do processo ou a extinção
IX – ter acesso aos objetos necessários à do processo.
higiene e asseio pessoal; Obs.: o juiz pode conceder a remissão, e
X – habitar alojamento em condições cumular a remissão com uma das hipóteses de
adequadas de higiene e salubridade; medida socioeducativa, mas só pode medida
XI – receber escolarização e educativa em meio aberto. Ou seja, não pode
profissionalização; internação nem a inserção em regime de
XII – realizar atividades culturais, esportivas e semiliberdade.
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DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

A remissão não implica necessariamente o que não concordou. STJ. 6ª Turma. REsp
reconhecimento ou comprovação da 1.392.888-MS, Rel. Min. Rogerio Schietti,
responsabilidade, nem prevalece para efeito julgado em 30/6/2016 (Info 587).
de antecedentes, podendo incluir
eventualmente a aplicação de qualquer das Procedimentos do ECA
medidas previstas em lei, exceto a colocação
em regime de semiliberdade e a internação. • Procedimento para apuração de infração
– Remissão administrativa praticada contra criança/
própria/pura/simples/incondicionada - é a adolescente. As infrações administrativas estão
remissão dada pelo juiz ou pelo promotor sem nos arts. 245 a 258-C.
medida socioeducativa. O processo é extinto, • Procedimento para apuração de ato
vai para o arquivo. infracional (arts 171 a 190 do ECA).
– Remissão imprópria/condicionada - é a • Procedimento para infiltração policial virtual
remissão com medida socioeducativa. (arts. 190-A a 190-E).
• Procedimento para perda ou suspensão do
Juiz recebe a representação, por exemplo, terá poder familiar (art. 155 e seguintes + art. 23 e
a audiência de apresentação. Em 3 dias o seguintes).
advogado entra com a defesa prévia. Após • Procedimento para destituição da tutela (art.
isso, há a audiência em continuação, a oitiva 164 do ECA e art. 1728 e art. 1729 do CC).
de testemunhas, as alegações finais e a • Procedimento para apuração de
sentença. irregularidades em entidade de atendimento
(art. 191 e seguintes).
JURISPRUDÊNCIA
O ECA traz, a partir do art. 155, uma série de
Impossibilidade de modificação por procedimentos a serem observados em
magistrado dos termos de proposta de processos sobre alguns temas, sendo eles:
remissão préprocessual. Se o representante do 1. Da perda e da suspensão do poder familiar;
Ministério Público ofereceu a adolescente 2. Da destituição da tutela;
remissão préprocessual (art. 126, caput, do 3. Da colocação em família substituta;
ECA) cumulada com medida socioeducativa e 4. Da apuração de ato infracional atribuído a
o juiz discordou dessa cumulação, ele não adolescente;
pode excluir do acordo a aplicação da medida 5. Da infiltração de agentes de polícia para a
socioeducativa e homologar apenas a investigação de crimes contra a dignidade
remissão. É prerrogativa do Ministério Público, sexual de criança e de adolescente;
como titular da representação por ato 6. Da apuração de irregularidades em entidade
infracional, a iniciativa de propor a remissão de atendimento;
pré-processual como forma de exclusão do 7. Da apuração de infração administrativa às
processo. O juiz, no ato da homologação, se normas de proteção à criança e ao adolescente;
discordar da remissão concedida, deverá A esses procedimentos regulados no ECA
remeter os autos ao Procurador-Geral de aplicam-se subsidiariamente as normas gerais
Justiça para que ele decida, tal como ocorre no previstas na legislação processual pertinente.
art. 28 do CPP. O juiz, no ato da homologação,
se discordar da remissão concedida pelo • É assegurada, sob pena de responsabilidade,
Ministério Público, deverá remeter os autos ao prioridade absoluta na tramitação dos
Procurador-Geral de Justiça e este terá três processos e procedimentos previstos no ECA,
opções: a) oferecerá representação; b) assim como na execução dos atos e diligências
designará outro Promotor para apresentar a judiciais a eles referentes.
representação; ou c) ratificará o arquivamento • A Lei nº 13.509/2017 incluiu o § 2º ao art.
ou a remissão, hipótese na qual o juiz estará 152, para estabelecer que os prazos previstos
obrigado a homologar. Assim, mesmo que o no ECA – e aplicáveis aos seus procedimentos -
juiz discorde parcialmente da remissão, não são contados em dias corridos, excluído o dia
pode modificar os termos da proposta do começo e incluído o dia do vencimento,
oferecida pelo MP para fins de excluir aquilo vedado o prazo em dobro para a Fazenda
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Pública e o Ministério Público. critério da autoridade judicial.(Incluído pela Lei


• Procedimentos afetos à Justiça da Infância e nº 13.441, de 2017).
da Juventude, inclusive os relativos à execução
das medidas socioeducativas, adotar-se-á o • A infiltração é cabível nos crimes indicados
sistema recursal previsto no Código de pelo art. 190-A do ECA.
Processo Civil, nos termos do art. 198 do ECA: • A medida de infiltração poderá ser
• (...) II - em todos os recursos, salvo nos representada pelo delegado de polícia ou
embargos de declaração, o prazo para o requerida pelo Ministério Público; • O MP será
Ministério Público e para a defesa será sempre ouvido;
de 10 (dez) dias; • Em todo caso, depende de autorização
jurisdicional;
Da Infiltração de Agentes de Polícia para • Prazo máximo para que o agente de polícia
a Investigação de Crimes Contra a permaneça infiltrado no ambiente virtual: 90
Dignidade Sexual de Criança e de dias;
Adolescentes • É possível que esse prazo de 90 dias seja
prorrogado? Sim. Por quantas vezes? Várias,
A infiltração de agentes não é novidade em até o máximo de 720 dias, sendo demonstrada
nosso ordenamento jurídico, tendo em vista sua efetiva necessidade, a critério da
sua existência na Lei de Drogas (art. 53, I) e autoridade judicial.
na Lei de Organização Criminosa (art. 10). O art. 190-C estabelece que não comete crime
Contudo, o ECA positiva a infiltração de o policial que oculta a sua identidade para, por
agentes de polícia em ambiente virtual meio da internet, colher indícios de autoria e
(abrange a internet e a deep web, sendo esse materialidade dos crimes previstos nos arts.
segundo um espaço virtual mais utilizado para 240, 241, 241-A, 241-B, 241-C e 241-D desta
a prática de ilícito. Lei e nos arts. 154-A, 217-A, 218, 218-A e 218-
Art. 190-A. A infiltração de agentes de polícia B do Código Penal.
na internet com o fim de investigar os crimes Ex.: policial que armazena fotografia contendo
previstos nos arts. 240, 241, 241-A, 241-B, cena de sexo explícito de um adolescente para
241-C e 241-D desta Lei e nos arts. 154- A, utilização de como meio de prova na futura
217-A, 218, 218-A e 218-B do Decreto-Lei nº demanda judicial não responde pelo crime
2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código previsto no art. 241-B do ECA.
Penal), obedecerá às seguintes regras: Contudo, o agente policial infiltrado que deixar
(Incluído pela Lei nº 13.441, de 2017). de observar a estrita finalidade da investigação
I – será precedida de autorização judicial responderá pelos excessos praticados.
devidamente circunstanciada e fundamentada,
que estabelecerá os limites da infiltração para Sistema Recursal no ECA
obtenção de prova, ouvido o Ministério
Público; (Incluído pela Lei nº 13.441, de No que se refere a atos infracionais e medidas
2017). socioeducativas, vimos que em primeiro grau
II – dar-se-á mediante requerimento do aplicam-se subsidiariamente as regras
Ministério Público ou representação de previstas no CPP (Código de Processo Penal).
delegado de polícia e conterá a demonstração Contudo, quanto ao sistema recursal,
de sua necessidade, o alcance das tarefas dos adotaremos o previsto no NCPC (Novo Código
policiais, os nomes ou apelidos das pessoas de Processo Civil), com algumas adaptações.
investigadas e, quando possível, os dados de O art.198 do ECA traz algumas adaptações
conexão ou cadastrais que permitam a quanto ao recursal:
identificação dessas pessoas; (Incluído pela • I - os recursos serão interpostos
Lei nº 13.441, de 2017). independentemente de preparo;
III – não poderá exceder o prazo de 90 • II - em todos os recursos, salvo nos embargos
(noventa) dias, sem prejuízo de eventuais de declaração, o prazo para o Ministério Público
renovações, desde que o total não exceda a e para a defesa será sempre de 10 (dez) dias;
720 (setecentos e vinte) dias e seja • III - os recursos terão preferência de
demonstrada sua efetiva necessidade, a julgamento e dispensarão revisor;
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Professor(a): Niully Campos

• VII - antes de determinar a remessa dos específicos no ECA (art. 152 a 197) e não a
autos à superior instância, no caso de todos os procedimentos que tramitam na Vara
apelação, ou do instrumento, no caso de da Infância.
agravo, a autoridade judiciária proferirá
despacho fundamentado, mantendo ou Crimes no ECA
reformando a decisão, no prazo de cinco dias
(efeito regressivo ou juízo de retratação); • Art. 226. Aplicam-se aos crimes definidos
• VIII - mantida a decisão apelada ou nesta Lei as normas da Parte Geral do Código
agravada, o escrivão remeterá os autos ou o Penal e, quanto ao processo, as pertinentes ao
instrumento à superior instância dentro de Código de Processo Penal.
vinte e quatro horas, independentemente de § 1º Aos crimes cometidos contra a criança e o
novo pedido do recorrente; se a reformar, a adolescente, independentemente da pena
remessa dos autos dependerá de pedido prevista, não se aplica a Lei nº 9.099, de 26 de
expresso da parte interessada ou do Ministério setembro de 1995. (Lei dos Juizados Especiais
Público, no prazo de cinco dias, contados da - Redação dada pela Lei nº 14.344/2022).
intimação. § 2º Nos casos de violência doméstica e familiar
contra a criança e o adolescente, é vedada a
O art. 199-A do ECA estabelece que a sentença aplicação de penas de cesta básica ou de outras
que deferir a adoção produz efeito desde logo, de prestação pecuniária, bem como a
embora sujeita a apelação, que será recebida substituição de pena que implique o pagamento
exclusivamente no efeito devolutivo, isolado de multa.”
salvo se se tratar de adoção internacional ou (Redação dada pela Lei nº 14.344/2022).
se houver perigo de dano irreparável ou de
difícil reparação ao adotando. Resumindo
De igual maneira, a sentença que destituir
ambos ou qualquer dos genitores do poder • se o crime for praticado contra criança e
familiar fica sujeita a apelação, que deverá ser adolescente e estiver previsto no ECA: não se
recebida apenas no efeito devolutivo. aplica a Lei nº 9.099/95, mesmo que a pena
ECA prevê que os recursos nos procedimentos seja inferior a 2 anos.
de adoção e de destituição de poder familiar, • se o crime for praticado contra criança e
serão processados com prioridade absoluta, adolescente e não estiver previsto no ECA:
devendo ser imediatamente distribuídos, poderia, em tese, ser aplicada a Lei nº
ficando vedado que aguardem, em qualquer 9.099/95, cumpridos os demais requisitos.
situação, oportuna distribuição, e serão Art. 227. Os crimes definidos nesta Lei são de
colocados em mesa para julgamento sem ação pública incondicionada.
revisão e com parecer urgente do Ministério Art. 227-A Os efeitos da condenação prevista
Público. no inciso I do caput do art. 92 do Decreto-Lei
nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código
Art. 199-D. O relator deverá colocar o processo Penal), para os crimes previstos nesta Lei,
em mesa para julgamento no prazo máximo de praticados por servidores públicos com abuso
60 (sessenta) dias, contado da sua conclusão. de autoridade, são condicionados à ocorrência
Parágrafo único. O Ministério Público será de reincidência. (Incluído pela Lei nº 13.869.
intimado da data do julgamento e poderá na de 2019).
sessão, se entender necessário, apresentar Parágrafo único. A perda do cargo, do mandato
oralmente seu parecer. (Incluído pela Lei nº ou da função, nesse caso, independerá da
12.010, de 2009) Vigência. pena aplicada na reincidência. (Incluído pela
O prazo do art. 198, II do ECA, que vimos Lei nº 13.869. de 2019)
acima, se aplica a todos os recursos de
competência da Vara da Infância e da Omissão de registro e de fornecimento de
Juventude? declaração de nascimento
A resposta é não. O entendimento do STJ é de
que o prazo específico de 10 dias exposto no Art. 228. Deixar o encarregado de serviço ou o
art. 198 se aplica aos procedimentos dirigente de estabelecimento de atenção à
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DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

saúde de gestante de manter registro das adolescente na companhia de maior de idade


atividades desenvolvidas, na forma e prazo ou em ambiente inadequado, observado o
referidos no art. 10 desta Lei, bem como de disposto na Lei nº 8.069, de 13 de julho de
fornecer à parturiente ou a seu responsável, 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente).
por ocasião da alta médica, declaração de
nascimento, onde constem as intercorrências Submissão de criança ou adolescente a
do parto e do desenvolvimento do neonato: tratamento vexatório ou constrangedor
Pena - detenção de seis meses a dois anos.
Parágrafo único. Se o crime é culposo: Art. 232. Submeter criança ou adolescente sob
Pena - detenção de dois a seis meses, ou sua autoridade, guarda ou vigilância a vexame
multa. ou a constrangimento:
Pena - detenção de seis meses a dois anos.
Não identificação de neonato e da Art. 233 – Crime de tortura contra criança ou
parturiente adolescente
Revogado pela Lei nº 9.455/97 (Lei de
Art. 229. Deixar o médico, enfermeiro ou Tortura).
dirigente de estabelecimento de atenção à
saúde de gestante de identificar corretamente Mais Crimes
o neonato e a parturiente, por ocasião do
parto, bem como deixar de proceder aos Omissão da autoridade competente na
exames referidos no art. 10 desta Lei: imediata liberação de criança ou
Pena - detenção de seis meses a dois anos. adolescente
Parágrafo único. Se o crime é culposo: Art. 234. Deixar a autoridade competente, sem
Pena - detenção de dois a seis meses, ou justa causa, de ordenar a imediata liberação de
multa. criança ou adolescente, tão logo tenha
conhecimento da ilegalidade da apreensão:
Privação indevida de criança ou Pena – detenção de seis meses a dois anos.
adolescente Descumprimento injustificado de prazo
fixado em lei
Art. 230. Privar a criança ou o adolescente de Art. 235. Descumprir, injustificadamente, prazo
sua liberdade, procedendo à sua apreensão fixado nesta Lei em benefício de adolescente
sem estar em flagrante de ato infracional ou privado de liberdade:
inexistindo ordem escrita da autoridade Pena - detenção de seis meses a dois anos.
judiciária competente: Entrega de filho ou pupilo
Pena - detenção de seis meses a dois anos. Art. 238. Prometer ou efetivar a entrega de
Parágrafo único. Incide na mesma pena aquele filho ou pupilo a terceiro, mediante paga ou
que procede à apreensão sem observância das recompensa:
formalidades legais. Pena - reclusão de um a quatro anos, e multa.
OBS:. TJSC: “Agindo o acusado impelido por Parágrafo único. Incide nas mesmas penas
intento outro que não o de privar o menor da quem oferece ou efetiva a paga ou
sua liberdade, não se configura crime do art. recompensa.
230 do ECA, por faltar o elemento subjetivo Tráfico internacional de criança ou
que o constitui, ou seja, a vontade livre e adolescente
consciente de privar alguém de sua liberdade Art. 239. Promover ou auxiliar a efetivação de
de locomoção” (Apelação 2000.008079-9, 1.ª ato destinado ao envio de criança ou
Câm. Criminal, rel. Genésio Nolli, 15.08.2000). adolescente para o exterior com inobservância
Lei nº 13.869/2019 - Art. 21. Manter presos de das formalidades legais ou com o fito de obter
ambos os sexos na mesma cela ou espaço de lucro:
confinamento: Pena - reclusão de quatro a seis anos, e multa.
Pena - detenção, de 1 (um) a 4 (quatro) anos, Parágrafo único: se há emprego de violência,
e multa. grave ameaça ou fraude: (Incluído pela Lei
Parágrafo único. Incorre na mesma pena quem nº10.764, de 12.11.2003)
mantém, na mesma cela, criança ou Pena - reclusão, de 6 (seis) a 8 (oito) anos,
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DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

além da pena correspondente à violência. 7.251, de 1984)


Guilherme Nucci:
Tráfico internacional de criança ou “(...) Analisando detidamente os dois tipos
adolescente penais, cremos que o art. 239 da Lei 8.069/90,
por ser mais abrangente e também especial,
(...) TRF-1: “Conjunto probante que não revogou, tacitamente, o referido art. 245, §
comprovou o dolo necessário à configuração 2.º, do Código Penal. Neste, o agente auxilia a
de atos tendentes, por um dos denunciados, efetivação de ato destinado ao envio de menor
ao envio de criança para o exterior mediante para o exterior, com o fito de obter lucro.
fraude consistente na troca da mãe biológica, Naquele, o autor auxilia ou promove a
em documentos públicos, pela mãe adotante efetivação de ato destinado a enviar criança ou
‘à brasileira’. 3. Competência da Justiça adolescente ao exterior, com o fito de obter
Estadual para processamento e julgamento do lucro ou com inobservância das formalidades
crime previsto no art. 242 do Código Penal. 4. legais. Utilização de criança ou adolescente em
Recurso em sentido estrito não provido” (RESE cena pornográfica.
2007.35.00.009056-2, 3ª Turma, rel.
Art. 240. Produzir, reproduzir, dirigir,
Tourinho Neto, 13.10.2009, v.u.). fotografar, filmar ou registrar, por qualquer
(...) TRF-3: “I – Ré surpreendida pelas meio, cena de sexo explícito ou pornográfica,
autoridades de imigração americanas ao tentar envolvendo criança ou adolescente: (Redação
ingressar em Nova York/EUA, juntamente com dada pela Lei nº 11.829, de 2008).
sua filha menor, portando passaportes Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos,
falsificados, inadmitida e repatriada. II – e multa. (Redação dada pela Lei nº 11.829, de
Caracterizada, em face da singularidade do 2008).
caso, a inexigibilidade de conduta diversa, pois§ 1º Incorre nas mesmas penas quem agencia,
não é punível a conduta da genitora que utiliza facilita, recruta, coage, ou de qualquer modo
passaporte falso buscando a reconstituição da intermedeia a participação de criança ou
família com melhores condições de vida no adolescente nas cenas referidas no caput deste
exterior, para tentar livrar-se da exclusão artigo, ou ainda quem com esses contracena.
social e também reunir a família. V – Não (Redação dada pela Lei nº 11.829, de 2008).
restou caracterizado o delito de tráfico de § 2º Aumenta-se a pena de 1/3 (um terço) se
menores, previsto no art. 239 do ECA, pois não o agente comete o crime: (Redação dada pela
houve o ato do envio da criança para fins de Lei nº 11.829, de 2008).
adoção ilegal, existiu, outrossim a intenção da I – no exercício de cargo ou função pública ou
mãe de levar a filha menor ao encontro do pai a pretexto de exercê-la; (Redação dada pela Lei
para construir uma vida melhor nos Estados nº 11.829, de 2008).
Unidos” (Apelação 2002.61.19.000813-0, 1ª II – prevalecendo-se de relações domésticas,
Turma, rel. José Lunardelli, 30.08.2011, v.u.). de coabitação ou de hospitalidade; ou (Redação
CP - Art. 245 - Entregar filho menor de 18 dada pela Lei nº 11.829, de 2008).
(dezoito) anos a pessoa em cuja companhia III – prevalecendo-se de relações de
saiba ou deva saber que o menor fica moral ou parentesco consanguíneo ou afim até o terceiro
materialmente em perigo: (Redação dada pela grau, ou por adoção, de tutor, curador,
Lei nº 7.251, de 1984). preceptor, empregador da vítima ou de quem,
Pena - detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos. a qualquer outro título, tenha autoridade sobre
(Redação dada pela Lei nº 7.251, de 1984) ela, ou com seu consentimento. (Incluído pela
§ 1º - A pena é de 1 (um) a 4 (quatro) anos Lei nº 11.829, de 2008).
de reclusão, se o agente pratica delito para
obter lucro, ou se o menor é enviado para o Utilização de criança ou adolescente em
exterior. (Incluído pela Lei nº 7.251, de 1984) cena pornográfica
§ 2º - Incorre, também, na pena do parágrafo Tipo misto ou alternativo.
anterior quem, embora excluído o perigo moral Juris: O STJ entendeu, em 2015, que fotografar
ou material, auxilia a efetivação de ato cena e armazenar fotografia de criança ou
destinado ao envio de menor para o exterior, adolescente em poses nitidamente sensuais,
com o fito de obter lucro. (Incluído pela Lei nº com enfoque em seus órgãos genitais, ainda
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que cobertos por peças de roupas, e ou adolescente: (Incluído pela Lei nº 11.829,
incontroversa finalidade sexual e libidinosa, de 2008).
adequam-se, respectivamente, aos tipos do Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos,
art. 240 e 241-B do ECA. STJ. 6ª Turma. REsp e multa. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008)
1.543.267-SC, Rel. Min. Maria Thereza de § 1º A pena é diminuída de 1 (um) a 2/3 (dois
Assis Moura, julgado em 3/12/2015 (Info terços) se de pequena quantidade o material a
577). que se refere o caput deste artigo. (Incluído
pela Lei nº 11.829, de 2008).
Difusão de pedofilia § 2º Não há crime se a posse ou o
armazenamento tem a finalidade de comunicar
Art. 241. Vender ou expor à venda fotografia, às autoridades competentes a ocorrência das
vídeo ou outro registro que contenha cena de condutas descritas nos arts. 240, 241, 241-A e
sexo explícito ou pornográfica envolvendo 241-C desta Lei, quando a comunicação for
criança ou adolescente: (Redação dada pela feita por: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008)
Lei nº 11.829, de 2008). I – agente público no exercício de suas funções;
Pena – reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008).
anos, e multa. (Redação dada pela Lei nº II – membro de entidade, legalmente
11.829, de 2008). constituída, que inclua, entre suas finalidades
institucionais, o recebimento, o processamento
Mais crimes e o encaminhamento de notícia dos crimes
referidos neste parágrafo; (Incluído pela Lei nº
Art. 241-A. Oferecer, trocar, disponibilizar, 11.829, de 2008).
transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por III – representante legal e funcionários
qualquer meio, inclusive por meio de sistema responsáveis de provedor de acesso ou serviço
de informática ou telemático, fotografia, vídeo prestado por meio de rede de computadores,
ou outro registro que contenha cena de sexo até o recebimento do material relativo à notícia
explícito ou pornográfica envolvendo criança feita à autoridade policial, ao Ministério Público
ou adolescente: (Incluído pela Lei nº 11.829, ou ao Poder Judiciário. (Incluído pela Lei nº
de 2008). 11.829, de 2008).
Pena – reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos, e § 3º As pessoas referidas no § 2º deste artigo
multa. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008) deverão manter sob sigilo o material ilícito
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem: referido.(Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008).
(Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008).
I – assegura os meios ou serviços para o Juris
armazenamento das fotografias, cenas ou
imagens de que trata ocaput deste artigo; Para o STJ, “Caracteriza o crime do art. 241-A
(Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). do ECA oferecer, trocar, disponibilizar,
II – assegura, por qualquer meio, o acesso por transmitir, distribuir, publicar ou divulgar por
rede de computadores às fotografias, cenas qualquer meio, inclusive por meio de sistema
ou imagens de que trata o caput deste artigo. de informática ou telemático, fotografia, vídeo
(Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008) ou outro registro que contenha cena de sexo
§ 2º As condutas tipificadas nos incisos I e II explícito ou pornográfica envolvendo criança ou
do § 1º deste artigo são puníveis quando o adolescente (pena de 3 a 6 de reclusão e
responsável legal pela prestação do serviço, multa). Já o art. 241-B do mesmo estatuto
oficialmente notificado, deixa de desabilitar o estabelece que "adquirir, possuir ou
acesso ao conteúdo ilícito de que trata o caput armazenar, por qualquer meio, fotografia,
deste artigo. (Incluído pela Lei nº 11.829, de vídeo ou outra forma de registro que contenha
2008). cena de sexo explícito ou pornográfica
envolvendo criança ou adolescente" atrai a
Art. 241-B. Adquirir, possuir ou armazenar, sanção de 1 a 4 anos de reclusão e multa. Via
por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra de regra, não há automática consunção
forma de registro que contenha cena de sexo quando ocorrem armazenamento e
explícito ou pornográfica envolvendo criança compartilhamento de material
[Link]
DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

pornográfico infanto-juvenil. Deveras, o


cometimento de um dos crimes não perpassa, Norma Penal Explicativa
necessariamente, pela prática do outro, mas é
possível a absorção, a depender das Art. 241-E. Para efeito dos crimes previstos
peculiaridades de cada caso, quando as duas nesta Lei, a expressão “cena de sexo explícito
condutas guardem, entre si, uma relação de ou pornográfica” compreende qualquer
meio e fim estreitamente vinculadas. O situação que envolva criança ou adolescente
princípio da consunção exige um nexo de em atividades sexuais explícitas, reais ou
dependência entre a sucessão de fatos. Se simuladas, ou exibição dos órgãos genitais de
evidenciado pelo caderno probatório que um uma criança ou adolescente para fins
dos crimes é absolutamente autônomo, sem primordialmente sexuais. (Incluído pela Lei nº
relação de subordinação com o outro, o réu 11.829, de 2008).
deverá responder por ambos, em concurso Mas é norma não completa. Assim, a definição
material.” REsp 1.579.578-PR, Rel. Min. deste artigo não é exaustiva e o conceito de
Rogerio Schietti Cruz, Sexta Turma, por pornografia infanto-juvenil pode abarcar
maioria, julgado em 04/02/2020, DJe hipóteses em que não haja a exibição explícita
17/02/2020. do órgão sexual da criança e do adolescente.
Por isso que STJ entende que esse art. 241-E,
Mais Crimes ao falar em “cena de sexo explícito ou
pornográfica” não restringe tal conceito apenas
Art. 241-C. Simular a participação de criança às imagens em que a genitália de crianças e
ou adolescente em cena de sexo explícito ou adolescentes esteja desnuda. STJ. 6ª Turma.
pornográfica por meio de adulteração, Resp 1899266/SC, Rel. Min. Laurita Vaz,
montagem ou modificação de fotografia, vídeo julgado em 15/03/2022 (Info 729).
ou qualquer outra forma de representação
visual: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008) Venda ou fornecimento de arma ou explosivo
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e para criança ou adolescente
multa. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008).
Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas Art. 242. Vender, fornecer ainda que
quem vende, expõe à venda, disponibiliza, gratuitamente ou entregar, de qualquer forma,
distribui, publica ou divulga por qualquer meio, a criança ou adolescente arma, munição ou
adquire, possui ou armazena o material explosivo:
produzido na forma do caput deste artigo. Pena - reclusão, de 3 (três) a 6 (seis) anos.
(Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). (Redação dada pela Lei nº 10.764, de
Art. 241-D. Aliciar, assediar, instigar ou 12.11.2003).
constranger, por qualquer meio de A doutrina lembra que esse o tipo penal
comunicação, criança, com o fim de com ela (omissão de cautela – do estatuto do
praticar ato libidinoso: (Incluído pela Lei nº desarmamento) “é omissivo e o elemento
11.829, de 2008). subjetivo é a culpa. No caso do art. 242 da Lei
Pena – reclusão, de 1 (um) a 3 (três) anos, e nº8.069/90 do ECA, cuida-se de conduta
multa. (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). comissiva e o elemento subjetivo é o dolo.
Parágrafo único. Nas mesmas penas incorre Portanto, ambos coexistem para aplicação
quem: (Incluído pela Lei nº 11.829, de 2008). conforme a hipótese do caso concreto.
I – facilita ou induz o acesso à criança de Art. 13. Deixar de observar as cautelas
material contendo cena de sexo explícito ou necessárias para impedir que menor de 18
pornográfica com o fim de com ela praticar ato (dezoito) anos ou pessoa portadora de
libidinoso; (Incluído pela Lei nº 11.829, de deficiência mental se apodere de arma de fogo
2008). que esteja sob sua posse ou que seja de sua
II – pratica as condutas descritas no caput propriedade:
deste artigo com o fim de induzir criança a se Pena – detenção, de 1 (um) a 2 (dois) anos, e
exibir de forma pornográfica ou sexualmente multa.
explícita. (Incluído pela Lei nº 11.829, de Parágrafo único. Nas mesmas penas incorrem o
2008). proprietário ou diretor responsável de empresa
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DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

de segurança e transporte de valores que unidade da Federação (Estado ou Distrito


deixarem de registrar ocorrência policial e de Federal) em que foi cometido o crime,
comunicar à Polícia Federal perda, furto, roubo ressalvado o direito de terceiro de boa-fé.
ou outras formas de extravio de arma de fogo, (Redação dada pela Lei nº 13.440, de 2017)
acessório ou munição que estejam sob sua § 1º Incorrem nas mesmas penas o
guarda, nas primeiras 24 (vinte quatro) horas proprietário, o gerente ou o responsável pelo
depois de ocorrido o fato. local em que se verifique a submissão de
criança ou adolescente às práticas referidas no
Venda ou fornecimento de bebidas caput deste artigo. (Incluído pela Lei nº 9.975,
alcoólicas ou outros produtos que possam de 23.6.2000)
causar dependência física ou psíquica a § 2º Constitui efeito obrigatório da condenação
crianças e adolescentes. a cassação da licença de localização e de
funcionamento do estabelecimento. (Incluído
Art. 243. Vender, fornecer, servir, ministrar ou pela Lei nº 9.975, de 23.6.2000)
entregar, ainda que gratuitamente, de Esse crime, segundo a doutrina majoritária,
qualquer forma, a criança ou a adolescente, está revogado tacitamente, ante a previsão,
bebida alcoólica ou, sem justa causa, outros com a Lei nº 12.015/2009, do art. 218-B do
produtos cujos componentes possam causar Código Penal, que traz o seguinte:
dependência física ou psíquica: (Redação dada Favorecimento da prostituição ou de outra
pela Lei nº 13.106, de 2015). forma de exploração sexual de criança ou
Pena - detenção de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, adolescente ou de vulnerável. (Redação dada
e multa, se o fato não constitui crime mais pela Lei nº 12.978, de 2014) - Art. 218-B.
grave. (Redação dada pela Lei nº 13.106, de Submeter, induzir ou atrair à prostituição ou
2015). outra forma de exploração sexual alguém
Com a edição da Lei nº 13.106/2015, incluindo menor de 18 (dezoito) anos ou que, por
expressamente as bebidas alcoólicas no texto enfermidade ou deficiência mental, não tem o
do art. 243 do ECA, os julgados divergentes necessário discernimento para a prática do ato,
que antes admitiam a configuração de facilitá-la, impedir ou dificultar que a
contravenção penal neste caso restaram abandone: (Incluído pela Lei nº 12.015, de
superados. 2009) - Pena - reclusão, de 4 (quatro) a 10
(dez) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de
Venda ou fornecimento de fogos de 2009)
artifício a criança ou adolescente. § 1º Se o crime é praticado com o fim de obter
vantagem econômica, aplica-se também multa.
Art. 244. Vender, fornecer ainda que (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
gratuitamente ou entregar, de qualquer forma, § 2º Incorre nas mesmas penas: (Incluído pela
a criança ou adolescente fogos de estampido Lei nº 12.015, de 2009) I - quem pratica
ou de artifício, exceto aqueles que, pelo seu conjunção carnal ou outro ato libidinoso com
reduzido potencial, sejam incapazes de alguém menor de 18 (dezoito) e maior de 14
provocar qualquer dano físico em caso de (catorze) anos na situação descrita no caput
utilização indevida: Pena - detenção de seis deste artigo; (Incluído pela Lei nº 12.015, de
meses a dois anos, e multa. 2009); II - o proprietário, o gerente ou o
responsável pelo local em que se verifiquem as
Abuso sexual de criança ou adolescente práticas referidas no caput deste artigo.
(Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Art. 244-A. Submeter criança ou adolescente, § 3º Na hipótese do inciso II do § 2º, constitui
como tais definidos no caput do art. 2º desta efeito obrigatório da condenação a cassação da
Lei, à prostituição ou à exploração sexual: licença de localização e de funcionamento do
(Incluído pela Lei nº 9.975, de 23.6.2000). estabelecimento. (Incluído pela Lei nº 12.015,
Pena – reclusão de quatro a dez anos e multa, de 2009)
além da perda de bens e valores utilizados na
prática criminosa em favor do Fundo dos Corrupção de menores
Direitos da Criança e do Adolescente da
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DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

Art. 244-B. Corromper ou facilitar a corrupção CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. ART. 244-B.


de menor de 18 (dezoito) anos, com ele CORRUPÇÃO DE MENORES. PARTICIPAÇÃO DE
praticando infração penal ou induzindo-o a DOIS ADOLESCENTES NA EMPREITADA
praticá-la: (Incluído pela Lei nº 12.015, de CRIMINOSA. PRÁTICA DE DOIS DELITOS DE
2009) CORRUPÇÃO DE MENORES. EXISTÊNCIA DE
Pena – reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos. DOIS BENS JURÍDICOS TUTELADOS
(Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009) VIOLADOS. PRINCÍPIOS DA PRIORIDADE
§ 1º Incorre nas penas previstas no caput ABSOLUTA E DO INTERESSE DA CRIANÇA E DO
deste artigo quem pratica as condutas ali ADOLESCENTE. CONCURSO FORMAL. CAUSA
tipificadas utilizando-se de quaisquer meios DE AUMENTO. PATAMAR DE MAJORAÇÃO.
eletrônicos, inclusive salas de batepapo da IMPOSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO DA
internet. (Incluído pela Lei nº 12.015, de FRAÇÃO. JUIZ QUE RECONHECEU A PRÁTICA
2009) DE TRÊS DELITOS E APLICOU A FRAÇÃO DE
§ 2º As penas previstas no caput deste artigo 1/6, SEM IMPUGNAÇÃO DA ACUSAÇÃO. 1.
são aumentadas de um terço no caso de a Discute-se se a prática de crimes em concurso
infração cometida ou induzida estar incluída no com dois adolescentes dá ensejo à condenação
rol do art. 1º da Lei nº 8.072, de 25 de julho por dois crimes de corrupção de menores ou se
de 1990. (Incluído pela Lei nº 12.015, de o fato é considerado crime único. 2.
2009) Considerando que o bem jurídico tutelado
pelo crime de corrupção de menores é a
Art. 244-B do ECA formação moral da criança e do
adolescente, caso duas
• Trata-se do crime que estamos crianças/adolescentes tiverem seu
estudando, cuja previsão encontra-se amadurecimento moral violado, em razão
no ECA; de estímulos a praticar o crime ou a
• Ocorre quando o agente corrompe ou permanecer na seara criminosa, dois
facilita a corrupção de uma pessoa foram os bens jurídicos violados. 3. O
menor de 18 anos, com ele praticando entendimento perfilhado também se
infração penal ou induzindo-o a praticá- coaduna com os princípios da prioridade
la; absoluta e do melhor interesse da criança
• Sujeito passivo: menor de 18 anos; e do adolescente, vez que trata cada
• Pena de 1 a 4 anos; criança ou adolescente como sujeitos de
• Trata-se de crime formal. direitos. 4. Ademais, seria desarrazoado
atribuir a prática de crime único ao réu que
Art. 218 do CP corrompeu dois adolescentes, assim como ao
que cometeu apenas um. 5. A jurisprudência
• É um crime contra a dignidade sexual do desta Corte Superior é firme em assinalar que
menor de 14 anos (considerado a quantidade de infrações praticadas deve ser
vulnerável); o critério utilizado para embasar o patamar de
• Ocorre quando o agente induz uma aumento relativo ao concurso formal de crimes
pessoa menor de 14 anos a satisfazer a (HC nº 319.513/SP, Ministro Rogerio Schietti
lascívia de outrem. Obs.: lascívia Cruz, Sexta Turma, DJe 20/4/2016)... (REsp
significa luxúria (desejo sexual); 1680114/GO, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS
• Sujeito passivo: menor de 14 anos; JÚNIOR, SEXTA TURMA, julgado em
• Pena de 2 a 5 anos; 10/10/2017, DJe 16/10/2017).
• Trata-se de crime material.
O agente que pratica delitos da Lei de Drogas
Súmula 500-STJ: A configuração do crime envolvendo criança ou adolescente responde
previsto no artigo 244-B do Estatuto da também por corrupção de menores?
Criança e do Adolescente independe da prova
da efetiva corrupção do menor, por se tratar Situação 1
de delito formal.
RECURSO ESPECIAL. PENAL. ESTATUTO DA Caso o delito praticado pelo agente e pelo
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DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

menor de 18 anos não esteja previsto nos arts. IV - ser informado de sua situação processual,
33 a 37 da Lei de Drogas, o réu responderá sempre que solicitada;
pelo crime praticado e também pelo delito do V - ser tratado com respeito e dignidade;
art. 244-B do ECA (corrupção de menores). VI – permanecer internado na mesma
localidade ou naquela mais próxima ao
Situação 2 domicílio de seus pais ou responsável;
VII - receber visitas, ao menos,
Caso o delito praticado pelo agente e pelo semanalmente;
menor de 18 anos seja o art. 33, 34, 35, 36 ou VIII - corresponder-se com seus
37 da Lei nº 11.343/2006: ele responderá familiares e amigos;
apenas pelo crime da Lei de Drogas com a IX – ter acesso aos objetos necessários à
causa de aumento de pena do art. 40, VI. Não higiene e asseio pessoal;
será punido pelo art. 244-B do ECA para evitar X - habitar alojamento em condições
bis in idem. adequadas de higiene e salubridade;
XI - receber escolarização e
Infrações Adminitrativas no ECA profissionalização;
XII – realizar atividades culturais, esportivas e
Para as infrações administrativas não estão de lazer;
previstas as penas de prisão, detenção ou XIII - ter acesso aos meios de comunicação
reclusão, mas em regra, multa em salários- social;
mínimos. XIV – receber assistência religiosa, segundo a
sua crença, e desde que assim o deseje;
Comunicação sobre maus-tratos XV - manter a posse de seus objetos pessoais
e dispor de local seguro para guarda-los,
Art. 245. Deixar o médico, professor ou recebendo comprovante daqueles porventura
responsável por estabelecimento de atenção depositados em poder da entidade;
saúde e de ensino fundamental, pré-escola ou XVI - receber, quando de sua desinternação, os
creche, de comunicar à autoridade competente documentos pessoais indispensáveis à vida em
os casos de que tenha conhecimento, sociedade.
envolvendo suspeita ou confirmação de maus-
tratos contra criança ou adolescente: Divulgação de nome, ato ou documento
Pena - multa de três a vinte salários de envolvendo prática de ato infracional por
referência, aplicando-se o dobro em caso de criança ou Adolescente
reincidência. Art. 247. Divulgar, total ou parcialmente, sem
autorização devida, por qualquer meio de
Violação dos direitos assegurados ao comunicação, nome, ato ou documento de
adolescente em cumprimento de medida procedimento policial, administrativo ou judicial
socioeducativa relativo a criança ou adolescente a que se
Art. 246. Impedir o responsável ou funcionário atribua ato infracional:
de entidade de atendimento o exercício dos Pena - multa de três a vinte salários de
direitos constantes nos incisos II, III, VII, VIII referência, aplicando-se o dobro em caso de
e XI do art. 124 desta Lei: reincidência.
Pena - multa de três a vinte salários de § 1º Incorre na mesma pena quem exibe, total
referência, aplicando-se o dobro em caso de ou parcialmente, fotografia de criança ou
reincidência. adolescente envolvido em ato infracional, ou
Art. 124. São direitos do adolescente privado qualquer ilustração que lhe diga respeito ou se
de liberdade, entre outros, os seguintes: refira a atos que lhe sejam atribuídos, de forma
I - entrevistar-se pessoalmente com o a permitir sua identificação, direta ou
representante do Ministério Público; indiretamente.
II - peticionar diretamente a qualquer § 2º Se o fato for praticado por órgão de
autoridade; imprensa ou emissora de rádio ou televisão,
III - avistar-se reservadamente com seu além
defensor; da pena prevista neste artigo, a autoridade
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Professor(a): Niully Campos

judiciária poderá determinar a apreensão da responsáveis. A multa instituída pelo art. 249
publicação ou a suspensão da programação da do ECA não possui caráter meramente
emissora até por dois dias, bem como da preventivo, mas também punitivo e
publicação do periódico até por dois números. pedagógico, de modo que não pode ser
(Expressão declarada inconstitucional pela afastada sob fundamentação exclusiva do
ADIN 869). advento da maioridade civil da vítima dos fatos
que determinaram a imposição da penalidade.
Comunicação sobre chegada de Art. 249. Descumprir, dolosa ou culposamente,
adolescente de outra comarca para os deveres inerentes ao pátrio poder familiar ou
serviços domésticos decorrente de tutela ou guarda, bem assim
A Lei nº 13.431/2017, que estabelece o determinação da autoridade judiciária ou
sistema de garantia de direitos da criança e do Conselho Tutelar: Pena - multa de três a vinte
adolescente vítima ou testemunha de violência salários de referência, aplicando-se o dobro em
(e também altera a Lei nº 8.069/1990 – o caso de reincidência. STJ. 4ª Turma. REsp
ECA), revogou expressamente a infração 1653405-RJ, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti,
administrativa prevista no art. 248. julgado em 02/03/2021 (Info 687).
Descumprimento de deveres inerentes ao O juiz pode aplicar a multa do art. 249 do
poder familiar ECA abaixo do mínimo legal de três
Art. 249. Descumprir, dolosa ou salários mínimos.
culposamente, os deveres inerentes ao pátrio A situação de hipossuficiência econômica deve
poder familiar ou decorrente de tutela ou ser considerada como relevante para a fixação
guarda, bem assim determinação da do valor da multa. A multa imposta será
autoridade judiciária ou Conselho Tutelar: revertida em favor de um fundo gerido pelo
(Expressão substituída pela Lei nº 12.010, de Conselho dos Direitos da Criança do
2009) Adolescente do respectivo município (art. 214
Pena - multa de três a vinte salários de do ECA). Além disso, esse dinheiro será pago
referência, aplicando-se o dobro em caso de pela mãe e, obviamente, desfalcará o
reincidência. patrimônio da entidade familiar na qual está
O juiz pode aplicar a multa do art. 249 do ECA inserida a criança ou adolescente que se
abaixo do mínimo legal de três salários pretende proteger. Diante disso, é admissível a
mínimos. A situação de hipossuficiência redução do valor da multa do art. 249 do ECA,
econômica deve ser considerada como inclusive aquém do mínimo legal de três
relevante para a fixação do valor da multa. A saláriosmínimos, levando-se em consideração,
multa imposta será revertida em favor de um de um lado, a gravidade das condutas e, de
fundo gerido pelo Conselho dos Direitos da outro lado, a hipossuficiência financeira ou a
Criança do Adolescente do respectivo vulnerabilidade da família. STJ. 3ª Turma. REsp
município (art. 214 do ECA). Além disso, esse 1995403/MG, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado
dinheiro será pago pela mãe e, obviamente, em 23/08/2022 (Info 746).
desfalcará o patrimônio da entidade familiar na Mesmo que o adolescente, durante o
qual está inserida a criança ou adolescente que procedimento para apuração da infração do art.
se pretende proteger. Diante disso, é 249 do ECA, adquira a maioridade, ainda assim
admissível a redução do valor da multa do art. a multa poderá ser aplicada aos responsáveis.
249 do ECA, inclusive aquém do mínimo legal A multa instituída pelo art. 249 do ECA não
de três saláriosmínimos, levando-se em possui caráter meramente preventivo, mas
consideração, de um lado, a gravidade das também punitivo e pedagógico, de modo que
condutas e, de outro lado, a hipossuficiência não pode ser afastada sob fundamentação
financeira ou a vulnerabilidade da família. STJ. exclusiva do advento da maioridade civil da
3ª Turma. REsp 1995403/MG, Rel. Min. Nancy vítima dos fatos que determinaram a imposição
Andrighi, julgado em 23/08/2022 (Info 746). da penalidade. Art. 249.
Mesmo que o adolescente, durante o Descumprir, dolosa ou culposamente, os
procedimento para apuração da infração do deveres inerentes ao pátrio poder familiar ou
art. 249 do ECA, adquira a maioridade, ainda decorrente de tutela ou guarda, bem assim
assim a multa poderá ser aplicada aos determinação da autoridade judiciária ou
[Link]
DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

Conselho Tutelar: Pena - multa de três a vinte 13.812/2019.


salários de referência, aplicando-se o dobro
em caso de reincidência. STJ. 4ª Turma. REsp Fixação da faixa etária de diversão ou
1653405-RJ, Rel. Min. Maria Isabel Gallotti, espetáculo
julgado em 02/03/2021 (Info 687). Art. 252. Deixar o responsável por diversão ou
espetáculo público de afixar, em lugar visível e
Hospedagem de criança ou adolescente de fácil acesso, à entrada do local de exibição,
desacompanhados informação destacada sobre a natureza da
Art. 250. Hospedar criança ou adolescente diversão ou espetáculo e a faixa etária
desacompanhado dos pais ou responsável, ou especificada no certificado de classificação:
sem autorização escrita desses ou da Pena - multa de três a vinte salários de
autoridade judiciária, em hotel, pensão, motel referência, aplicando-se o dobro em caso de
ou congênere: (Redação dada pela Lei nº reincidência.
12.038, de 2009).
Pena – multa. (Redação dada pela Lei nº Indicação de limite de idade para peças
12.038, de 2009). teatrais, filmes ou espetáculos
§ 1º Em caso de reincidência, sem prejuízo da Art. 253. Anunciar peças teatrais, filmes ou
pena de multa, a autoridade judiciária poderá quaisquer representações ou espetáculos, sem
determinar o fechamento do estabelecimento indicar os limites de idade a que não se
por até 15 (quinze) dias. (Incluído pela Lei nº recomendem:
12.038, de 2009). Pena - multa de três a vinte salários de
§ 2º Se comprovada a reincidência em período referência, duplicada em caso de reincidência,
inferior a 30 (trinta) dias, o estabelecimento aplicável, separadamente, à casa de espetáculo
será definitivamente fechado e terá sua licença e aos órgãos de divulgação ou publicidade.
cassada. (Incluído pela Lei nº 12.038, de
2009). Transmissão de espetáculo em horário
incompatível à classificação
Primeira Vez Art. 254. Transmitir, através de rádio ou
• Pena de multa televisão, espetáculo em horário diverso do
autorizado ou sem aviso de sua classificação:
Reincidência (Expressão declarada inconstitucional pela ADI
• Sem prejuízo da pena de multa, a 2.404).
autoridade judiciária poderá determinar Pena - multa de vinte a cem salários de
o fechamento do estabelecimento por referência; duplicada em caso de reincidência a
até 15 (quinze) dias. autoridade judiciária poderá determinar a
suspensão da programação da emissora por até
Reincidência Inferior a 30 dias dois dias.
• Se comprovada a reincidência em Segundo decidiu o STF, é inconstitucional a
período inferior a 30 (trinta) dias, o expressão “em horário diverso do autorizado”
estabelecimento será definitivamente contida no caput do art. 254 do ECA. Por isso,
fechado e terá sua licença cassada. o Estado não pode determinar que os
programas somente possam ser exibidos em
Transporte de criança ou adolescente em determinados horários. Isso seria uma
desacordo ao ECA imposição, o que é vedado pelo texto
Art. 251. Transportar criança ou adolescente, constitucional por configurar censura. O Poder
por qualquer meio, com inobservância do Público pode apenas recomendar os horários
disposto nos arts. 83, 84 e 85 desta Lei: adequados. A classificação dos programas é
Pena - multa de três a vinte salários de indicativa (e não obrigatória) (STF. Plenário.
referência, aplicando-se o dobro em caso de ADI 2404/DF, Rel. Min. Dias Toffoli, julgado em
reincidência. 31/8/2016). Vale ressaltar, no entanto, que a
Os artigos 83, 84 e 85 do ECA trazem regras liberdade de expressão, como todo direito ou
sobre as autorizações de viagem, que inclusive garantia constitucional, exige responsabilidade
sofreram alterações com a Lei nº no seu exercício, de modo que as emissoras
[Link]
DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

deverão resguardar, em sua programação, as


cautelas necessárias às peculiaridades do Para entender essa infração, é suficiente a
público infanto-juvenil. Logo, a despeito de ser leitura complementar dos artigos 78 e 79
a classificação da programação apenas do ECA, vejam:
indicativa e não proibir a sua veiculação em Art. 78. As revistas e publicações contendo
horários diversos daquele recomendado, cabe material impróprio ou inadequado a crianças e
ao Poder Judiciário controlar eventuais abusos adolescentes deverão ser comercializadas em
e violações ao direito à programação sadia, embalagem lacrada, com a advertência de seu
previsto no art.221 da CF/88. Diante disso, é conteúdo.
possível, ao menos em tese, que uma Parágrafo único. As editoras cuidarão para que
emissora de televisão seja condenada ao as capas que contenham mensagens
pagamento de indenização por danos morais pornográficas ou obscenas sejam protegidas
coletivos em razão da exibição de filme fora do com embalagem opaca.
horário recomendado pelo órgão competente, Art. 79. As revistas e publicações destinadas ao
desde que fique constatado que essa conduta público infanto-juvenil não poderão conter
afrontou gravemente os valores e interesses ilustrações, fotografias, legendas, crônicas ou
coletivos fundamentais. STJ. 3ª Turma. REsp anúncios de bebidas alcoólicas, tabaco, armas
1840463-SP, Rel. Min. Marco Aurélio Bellizze, e munições, e deverão respeitar os valores
julgado em 19/11/2019 (Info 663). éticos e sociais da pessoa e da família.

Exibição de filmes, trailer ou congênere Permitir o acesso a locais em desacordo


não correspondente à classificação do com a classificação etária
espetáculo Art. 258. Deixar o responsável pelo
Art. 255. Exibir filme, trailer, peça, amostra ou
estabelecimento ou o empresário de observar o
congênere classificado pelo órgão competente que dispõe esta Lei sobre o acesso de criança
como inadequado às crianças ou adolescentes ou adolescente aos locais de diversão, ou sobre
admitidos ao espetáculo: sua participação no espetáculo:
Pena - multa de vinte a cem salários de Pena - multa de três a vinte salários de
referência; na reincidência, a autoridade referência; em caso de reincidência, a
poderá determinar a suspensão do espetáculo autoridade judiciária poderá determinar o
ou o fechamento do estabelecimento por até fechamento do estabelecimento por até quinze
quinze dias. dias.
Art. 258-A. Deixar a autoridade competente de
Venda ou locação de fita com classificação providenciar a instalação e operacionalização
diversa da idade de quem recebe dos cadastros previstos no art. 50 e no § 11 do
Art. 256. Vender ou locar a criança ou art. 101 desta Lei: (Incluído pela Lei nº 12.010,
adolescente fita de programação em vídeo, em de 2009)
desacordo com a classificação atribuída pelo Pena - multa de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$
órgão competente: 3.000,00 (três mil reais). (Incluído pela Lei nº
Pena - multa de três a vinte salários de 12.010, de 2009) Vigência
referência; em caso de reincidência, a Parágrafo único. Incorre nas mesmas penas a
autoridade judiciária poderá determinar o autoridade que deixa de efetuar o
fechamento do estabelecimento por até quinze cadastramento de crianças e de adolescentes
dias. em condições de serem adotadas, de pessoas
ou casais habilitados à adoção e de crianças e
Disponibilização de revistas e periódicos adolescentes em regime de acolhimento
sem embalagem lacrada ou opaca institucional ou familiar. (Incluído pela Lei nº
Art. 257. Descumprir obrigação constante dos 12.010, de 2009) Vigência
arts. 78 e 79 desta Lei: Art. 258-B. Deixar o médico, enfermeiro ou
Pena - multa de três a vinte salários de dirigente de estabelecimento de atenção à
referência, duplicando-se a pena em caso de saúde de gestante de efetuar imediato
reincidência, sem prejuízo de apreensão da encaminhamento à autoridade judiciária de
revista ou publicação. caso de que tenha conhecimento de mãe ou
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DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

gestante interessada em entregar seu filho 1. Da perda e da suspensão do poder familiar;


para adoção: (Incluído pela Lei nº 12.010, de 2. Da destituição da tutela;
2009) Vigência 3. Da colocação em família substituta;
Pena - multa de R$ 1.000,00 (mil reais) a R$ 4. Da apuração de ato infracional atribuído a
3.000,00 (três mil reais). (Incluído pela Lei nº adolescente;
12.010, de 2009) Vigência 5. Da infiltração de agentes de polícia para a
Parágrafo único. Incorre na mesma pena o investigação de crimes contra a dignidade
funcionário de programa oficial ou comunitário sexual de criança e de adolescente;
destinado à garantia do direito à convivência 6. Da apuração de irregularidades em entidade
familiar que deixa de efetuar a comunicação de atendimento;
referida no caput deste artigo. (Incluído pela 7. Da apuração de infração administrativa às
Lei nº12.010, de 2009) Vigência normas de proteção à criança e ao adolescente;
Art. 258-C. Descumprir a proibição A esses procedimentos regulados no ECA
estabelecida no inciso II do art. 81: (Redação aplicam-se subsidiariamente as normas gerais
dada pela Lei nº13.106, de 2015) previstas na legislação processual pertinente.
Pena - multa de R$ 3.000,00 (três mil reais) a
R$ 10.000,00 (dez mil reais); (Redação dada • É assegurada, sob pena de responsabilidade,
pela Lei nº13.106, de 2015) prioridade absoluta na tramitação dos
Medida Administrativa - interdição do processos e procedimentos previstos no ECA,
estabelecimento comercial até o recolhimento assim como na execução dos atos e diligências
da multa aplicada. (Redação dada pela Lei nº judiciais a eles referentes.
13.106, de 2015) • A Lei nº 13.509/2017 incluiu o § 2º ao art.
152, para estabelecer que os prazos previstos
INFRAÇÃO ADMINISTRATIVA (ART.258-C no ECA – e aplicáveis aos seus procedimentos -
DO ECA) são contados em dias corridos, excluído o dia
do começo e incluído o dia do vencimento,
O responsável pela infração administrativa é o vedado o prazo em dobro para a Fazenda
estabelecimento comercial ou o proprietário. Pública e o Ministério Público.
Ex.: se o dono do bar vende bebida a um • procedimentos afetos à Justiça da Infância e
adolescente, ele responderá pela infração da Juventude, inclusive os relativos à execução
administrativa (interdição do estabelecimento das medidas socioeducativas, adotar-se-á o
comercial até o recolhimento da multa sistema recursal previsto no Código de
aplicada) sem prejuízo das sanções criminais Processo Civil, nos termos do art. 198 do ECA:
previstas no art. 243 do ECA (detenção de 2 • (...) II - em todos os recursos, salvo nos
(dois) a 4 (quatro) anos, e multa, se o fato não embargos de declaração, o prazo para o
constitui crime mais grave). Ministério Público e para a defesa será sempre
de 10 (dez) dias;
CRIME (ART. 243 DO ECA)
DA INFILTRAÇÃO DE AGENTES DE POLÍCIA
O responsável penal pelo crime do art. 243 é PARA A INVESTIGAÇÃO DE CRIMES
somente quem, diretamente, tenha praticado CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL DE
qualquer um dos verbos contidos no tipo. CRIANÇA E DE ADOLESCENTE
(vender, fornecer, entregar, servir etc.).
Ex.: proprietário do supermercado ou um A infiltração de agentes não é novidade em
empregado que tenha vendido, entregado, nosso ordenamento jurídico, tendo em vista
servido...etc. Essa responsabilidade, por ser sua existência na Lei de Drogas (art. 53, I) e na
pessoal, não se transfere a outra pessoa. Lei de Organização Criminosa (art. 10).
Contudo, o ECA positiva a infiltração de agentes
PROCEDIMENTOS NO ECA de polícia em ambiente virtual (abrange a
internet e a deep web, sendo esse segundo um
O ECA traz, a partir do art. 155, uma série de espaço virtual mais utilizado para a prática de
procedimentos a serem observados em ilícito.
processos sobre alguns temas, sendo eles:
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DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

DA INFILTRAÇÃO DE AGENTES DE prorrogado? Sim. Por quantas vezes?


POLÍCIA PARA A INVESTIGAÇÃO DE Várias, até o máximo de 720 dias, sendo
CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL demonstrada sua efetiva necessidade, a critério
DE CRIANÇA E DE ADOLESCENTE da autoridade judicial.

Art. 190-A. A infiltração de agentes de polícia DA INFILTRAÇÃO DE AGENTES DE POLÍCIA


na internet com o fim de investigar os crimes PARA A INVESTIGAÇÃO DE CRIMES
previstos nos arts. 240, 241, 241-A, 241-B, CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL DE
241-C e 241-D desta Lei e nos arts. 154-A, CRIANÇA E DE ADOLESCENTE
217-A, 218, 218-A e 218-B do Decreto-Lei nº
2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código O art. 190-C estabelece que não comete crime
Penal), obedecerá às seguintes regras: o policial que oculta a sua identidade para, por
(Incluído pela Lei nº 13.441, de 2017) meio da internet, colher indícios de autoria e
I – será precedida de autorização judicial materialidade dos crimes previstos nos arts.
devidamente circunstanciada e fundamentada, 240, 241, 241-A, 241-B, 241-C e 241-D desta
que estabelecerá os limites da infiltração para Lei e nos arts. 154-A, 217-A, 218, 218-A e 218-
obtenção de prova, ouvido o Ministério B do Código Penal.
Público; (Incluído pela Lei nº 13.441, de 2017) Ex.: policial que armazena fotografia contendo
II – dar-se-á mediante requerimento do cena de sexo explícito de um adolescente para
Ministério Público ou representação de utilização de como meio de prova na futura
delegado de polícia e conterá a demonstração demanda judicial não responde pelo crime
de sua necessidade, o alcance das tarefas dos previsto no art. 241-B do ECA.
policiais, os nomes ou apelidos das pessoas Contudo, o agente policial infiltrado que deixar
investigadas e, quando possível, os dados de de observar a estrita finalidade da investigação
conexão ou cadastrais que permitam a responderá pelos excessos praticados.
identificação dessas pessoas; (Incluído pela
Lei nº13.441, de 2017) SISTEMA RECURSAL NO ECA
III – não poderá exceder o prazo de 90
(noventa) dias, sem prejuízo de eventuais No que se refere a atos infracionais e medidas
renovações, desde que o total não exceda a socioeducativas, vimos que em primeiro grau
720 (setecentos e vinte) dias e seja aplicam-se subsidiariamente as regras
demonstrada sua efetiva necessidade, a previstas no CPP (Código de Processo Penal).
critério da autoridade judicial.(Incluído pela Lei
Contudo, quanto ao sistema recursal,
nº13.441, de 2017) adotaremos o previsto no NCPC (Novo Código
de Processo Civil), com algumas adaptações.
DA INFILTRAÇÃO DE AGENTES DE O art.198 do ECA traz algumas adaptações
POLÍCIA PARA A INVESTIGAÇÃO DE quanto ao recursal:
CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL • I - os recursos serão interpostos
DE CRIANÇA E DE ADOLESCENTE independentemente de preparo;
• II - em todos os recursos, salvo nos embargos
• A infiltração é cabível nos crimes indicados de declaração, o prazo para o Ministério Público
pelo art. 190-A do ECA. e para a defesa será sempre de 10 (dez) dias;
• A medida de infiltração poderá ser • III - os recursos terão preferência de
representada pelo delegado de polícia ou julgamento e dispensarão revisor;
requerida pelo Ministério Público; • VII - antes de determinar a remessa dos
• O MP será ouvido; autos à superior instância, no caso de apelação,
• Em todo caso, depende de autorização ou do instrumento, no caso de agravo, a
jurisdicional; autoridade judiciária proferirá despacho
• Prazo máximo para que o agente de polícia fundamentado, mantendo ou reformando a
permaneça infiltrado no ambiente virtual: 90 decisão, no prazo de cinco dias (efeito
dias; regressivo ou juízo de retratação);
• VIII - mantida a decisão apelada ou agravada,
É possível que esse prazo de 90 dias seja o escrivão remeterá os autos ou o instrumento
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DISCIPLINA: Legislação Penal
Professor(a): Niully Campos

à superior instância dentro de vinte e quatro


horas, independentemente de novo pedido do
recorrente; se a reformar, a remessa dos
autos dependerá de pedido expresso da parte
interessada ou do Ministério Público, no prazo
de cinco dias, contados da intimação.

SISTEMA RECURSAL NO ECA

O art. 199-A do ECA estabelece que a sentença


que deferir a adoção produz efeito desde logo,
embora sujeita a apelação, que será recebida
exclusivamente no efeito devolutivo, salvo se
se tratar de adoção internacional ou se houver
perigo de dano irreparável ou de difícil
reparação ao adotando.
De igual maneira, a sentença que destituir
ambos ou qualquer dos genitores do poder
familiar fica sujeita a apelação, que deverá ser
recebida apenas no efeito devolutivo.
ECA prevê que os recursos nos procedimentos
de adoção e de destituição de poder familiar,
serão processados com prioridade absoluta,
devendo ser imediatamente distribuídos,
ficando vedado que aguardem, em qualquer
situação, oportuna distribuição, e serão
colocados em mesa para julgamento sem
revisão e com parecer urgente do Ministério
Público.

SISTEMA RECURSAL NO ECA

Art. 199-D. O relator deverá colocar o processo


em mesa para julgamento no prazo máximo de
60 (sessenta) dias, contado da sua conclusão.
Parágrafo único. O Ministério Público será
intimado da data do julgamento e poderá na
sessão, se entender necessário, apresentar
oralmente seu parecer.
(Incluído pela Lei nº 12.010, de 2009) Vigência
O prazo do art. 198, II do ECA, que vimos
acima, se aplica a todos os recursos de
competência da Vara da Infância e da
Juventude?
A resposta é não. O entendimento do STJ é de
que o prazo específico de 10 dias exposto no
art. 198 se aplica aos procedimentos
específicos no ECA (art. 152 a 197) e não a
todos os procedimentos que tramitam na Vara
da Infância.

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