Peeling (Descamação) Químicos(Por Meio de Ácidos)
INTRODUÇÃO
Segundo (Brody, 2000) na Antigüidade, os egípcios usavam óleos de animais, sal e alabastro
para melhorar esteticamente a pele. As mulheres egípcias da Antigüidade banhavam-se em
leite fermentado, para amaciar a pele, ainda que não soubessem estavam usando ácido
láctico, que é um alfa-hidroxiácido. Mais tarde foram aplicados cataplasmas contendo
mostarda, enxofre e calcário. Os turcos usavam o fogo para chamuscar a pele, com a finalidade
de induzir uma esfoliação suave. Na Índia, as mulheres misturavam urina com pedra-pomes
para aplicar na pele. Na Europa, as ciganas húngaras transmitiam suas fórmulas especiais de
geração a geração.
PEELING
O peeling químico, também conhecido como quimioesfoliação ou dermopeeling consiste na
aplicação de um ou mais agentes esfoliantes na pele, resultando na destruição de partes da
epiderme e/ou derme, seguida de regeneração dos tecidos epidérmicos e dérmicos. Essas
técnicas de aplicação produzem uma lesão programada e controlada com coagulação vascular
instantânea, resultando no rejuvenescimento da pele com redução ou desaparecimento das
ceratoses e alterações actínicas, discromias pigmentares, rugas e algumas cicatrizes
superficiais. Remove acamada superficial da pele ou até a própria derme, (dependendo da
concentração), fazendo emergir um novo tecido. Estimula a produção de fibras colágenas
substancias que garantem a elasticidade e a firmeza da pele.
Os peelings são classificados em quatro grupos de acordo com o nível de profundidade
danecrose tecidual provocada pelo agente esfoliante.
Muito superficial: Irão afinar ou remover o estrato córneo. Estimulação do crescimento
epidérmico mediante a remoção do estrato córneo.
Superficial: Produzem necrose de parte ou de toda epiderme em qualquer parte do estrato
granuloso até a camada de células basais.
A descamação inicia-se cerca de vinte e quatro a quarenta e oito horas após o
procedimento e perdura por cinco a sete dias. A aparência da pele é normal com uma leve
descamação, sendo que o paciente pode continuar seu dia-a-dia normal. O resurfacing
superficial é indicado para casos de acne, foto envelhecimento leve, eczema
hiperquerostático, queratose actínica, rugas finas e melasma.
Seu principal resultado é uma melhora na textura da pele, clareamento
das manchas e atenuação das rugas finas, além de estimular a renovação de colágeno,
assim dando melhor firmeza a pele.
Médio: Produzem necrose da epiderme e de parte ou toda derme papilar.
Tem ação na derme papilar e utilizam como substâncias ativas combinações de TCA com
CO2, TCA com solução de jessner, TCA com ácido glicólico ou somente o TCA e
resorcina. Possui a mesma indicação que o peeling superficial, além de ser indicado em
lesões epidérmicas.
Este provoca a destruição de camadas especificas da pele lesada. Ao destruir as
camadas e substituí-las por tecido mais normalizado, obtém-se um melhor resultado
estético.
Neste procedimento as descamações também costumam ser repetidas para que se
obtenham e se mantenham melhores resultados. São mais indicados quando a pele já
apresenta asperezas como as ceratoses (lesões pré-cancerosas) e rugas mais
pronunciadas.
Profundo: Produz necrose da epiderme e da derme papilar que se estende até a derme
reticular.
Tem ação na derme reticular. São utilizados como componentes ativos o TCA a
50% e o fenol (solução de Baker-Gordon), entre outros. São indicados para os casos de
lesões epidérmicas, manchas, cicatrizes, discromias actínicas, rugas oderadas, queratoses,
melasmas e lentigos.
Este induz no tecido uma reação inflamatória mais profunda que a necrose produzida
pelo agente esfoliante. procedimento exige uso de curativos e a recuperação deste pode
durar até um mês. Seus resultados são considerados muito bons, com renovação
importante da pele e diminuição até mesmo de rugas profundas como as rugas ao
redor da boca e dos olhos.
Este é indicado para os casos de lesões epidérmicas, manchas, cicatrizes, discromias
actínicas, rugas, queratoses, melasma e lentigos. São utilizados como componentes ativos o
TCA a 50% e o fenol (solução de Baker-Gordon), entre outros.
OBS: Logo após o procedimento é indicado recobrir a pele com pomada de corticóide para
aliviar o ardor. O corticoide evita o processo inflamatório que por sua vez induziria maior
pigmentação. É interessante associar um antiviral, como o aciclovir, quando tiver história
de herpes recente, assim como também utilizar prednisona 10 mg por dia, via oral durante
uma semana, quando apresentar probabilidade de hiperpigmentação da pele. Por ser um
processo muito invasivo, é preciso ficar alerta quanto a possíveis infecções secundárias e
escoriações.
Indicações: Os principais motivos estéticos para a utilização do peeling facial são:
clareamento da pele, envelhecimento da pele (rugas) por fatores extrínsecos ou intrínsecos,
hiperpigmentação ou pigmentação heterogênea, tratamento da acne, cicatrizes, lentigos
actínicos, queratoses solares, seborréicas, psoríase, melanoses, hiperpigmentação
pósinflamatória,estrias, efélides. Sendo que cada pele e cada caso necessitam de um
tratamento específico, em grau e em produto, para cada indivíduo.
Os peelings químicos são procedimentos relativamente simples – com exceção do peeling
profundo com fenol aplicado em toda a face, referidos na literatura desde 1962 e
consagrados pela prática.
Contra Indicações do Peeling Químico
É contra indicada de forma absoluta pele com ferimentos, cicatrizes de pós-operatório
recente, herpes zoster, alergia aos ácidos, dentre outros. Paciente com rosácea - Paciente com
câncer.. A exposição ao sol durante o tratamento com peeling, gravidez, na lactação,
estresse ou escoriações neuróticas, uso de isotretinoína (Roacutam) oral há menos de seis
meses, cicatrização deficiente ou formação de quinóides, história de hiperpigmentação pós-
inflamatória permanente. Não devem ser aplicadas sobre a pele inflamada, eczematosa ou
com queimaduras de sol. As relativas são para peles sensíveis, eritema solar ou após
depilação imediata.
Complicações
Algumas complicações podem ocorrer, em geral, essas estão relacionadas à indicação
incorreta do procedimento, orientações deficientes ou não obedecidas pelo doente e/ou má
técnica de aplicação, dentre estas podemos citar: carreamento do agente para áreas não
tratadas com risco de cicatrizes, diluição do agente pela lagrima, conjuntivite e ulcera de
córnea, escoriações levando a infecções e hiperpigmentação, erupção acneiforme,
hipopigmentação, linhas de demarcação, dermatite de contato irritativa ou alérgica, eritema
ou prurido persistente, cicatrizes atróficas ou hipertróficas e efeitos tóxicos (GUERRA,
2013).
As complicações mais comuns de um peeling químico são as lágrimas que escorrem pelo
pescoço (levando o produto químico junto), esfoliação prematura, infecção, erupções
acneiformes, equimoses, hiperpigmentação pós-inflamatória, hipopigmentação, reações
alérgicas, eritema persistente e fibrose. Na maioria dos casos estas complicações são
reversíveis (ALMEIDA DE SÁ, 2006).
As reações adversas ocasionais são bolhas, crosta, queimadura grave ou rubor, edema na
pele, escurecimento, ou clareamento da pele, sensação de calor ou urticante, descamação
da pele pode ocorrer depois de poucos dias de tratamento.
Tipos de Ácidos
Alfa-Hidroxiácidos (AHA)
Solúveis em água. Indicados Para pele Seca, Normal ou com Manchas.
Ácido Glicólico (C2H403)
Ácido glicólico (ácido hidroxietanóico, ácido hidroxiacético) é o AHA mais curto, com
apenas dois átomos de carbono. Extraído da cana-de-açúcar, é extremamente hidrofílico,
tem pH de 0,5,o pH de uma solução de ácido glicólico determina seus poder de
acidificação sobre a pele: uma solução de ácido glicólico a 3%em pH 3 é capaz de
acidificar as primeiras cinco camadas de corneócitos, em quanto a 10%e pH 3, causa
acidificação mais profunda e mais rápida da epiderme (DEPREZ, 2009).
O acido glicólico além de estimular a produção de colágeno, reduz a produção de
melanina, sendo úteis no combate as hiperpigmentações. O peeling de acido glicólico
mostra-se benéfico para peles com propensão à acne, pois ajuda a manter os poros livres do
excesso de queratinócitos e também para diminuir sinais e manchas da idade, bem como a
queratose actínica, em longo prazo demonstra melhora gradual na qualidade e no tônus da
pele, se tornando mais macia e uniforme; por se tratar de um peeling não toxico ao
melanócito, pode ser utilizado em peles escuras e em todas as estações, lembrando-se de
utilizar sempre o filtro solar (DEPREZ, 2007).
Ácido glicólico age no envelhecimento, promovendo melhoras em relação ao tratamento
de rugas superficiais, médias e profundas, manchas senis, flacidez de pele, pele seca, entre
outras. O acido glicólico age na atenuação das rugas, por aumentar a síntese de
glicosaminoglicanas, que tem capacidade de fixar a molécula de H2O nos tecidos,
aumentando assim o turgor da pele, melhorando o aspecto das rugas superficiais e médias,
entre outras substancias intercelulares da derme que aumentam sua síntese, estimulando
por exemplo os fibroblastos a produzir colágeno e elastina .É aplicado como peeling numa
concentração de 70%,concentrações mais baixas, usado no tratamento da
acne, queratose actínica, hipercromia e atenuação de rugas finas, como 2%, são utilizadas
em cremes faciais.
Ácido Mandélico (C8H803) Alfa-Hidroxiácidos
Ácido mandélico é considerado o AHA de maior peso molecular, com absorção lenta da
pele, favorecendo um efeito uniforme, indicado principalmente a peles sensíveis, é obtido
do extrato de amêndoas amargas, bastante utilizado para combater, hiperpigmentações,
além de ser utilizado como peeling, o acido mandélico é bastante utilizado em cremes
rejuvenescedores com combinações de vitaminas A,C e E, para tratamento de rugas finas,
linhas de expressão, melhora da textura da pele e para clarear manchas (agindo na inibição
da síntese de melanina, bem como na melanina já depositada); inclusive vantajoso para o
rejuvenescimento de peles mais morenas. (PIMENTEL, 2008).
O ácido mandélico é capaz de melhorar a textura da pele porque sua pequena molécula
penetra além da camada córnea, atingindo a derme, na camada mais superficial. O ácido
mandélico atua dissolvendo o cimento intercelular, promovendo a descamação e tornando
a superfície da pele homogênea, proporcionando um toque suave. Na camada mais
profunda estimula a produção de colágeno e inibe a formação de melanina, demonstrando
efeito no tratamento de melasma e cloasma. O ácido mandélico também tem atividade
bactericida, o que o torna eficaz no tratamento da acne, combatendo o Propionibacterium
acnes. Este ácido é uma opção entre os alfa-hidroxiácidos. Pode ser usado em formulações
a 5% uso diário e 20% para peelings no consultório.
Ácido Retinóico (C20H2802) Alfa-Hidroxiácidos
Ácido retinóico, tretinoína ou vitamina A ácida é um agente anti-acnéico e anti-psoríasico,
que atua estimulando assim a mitose e a renovação das células. Esta ação propicia a
formação de uma camada córnea menos aderente, que ao mesmo tempo facilita a
eliminação dos comedões existentes e dificulta sua aparição. É de primeira escolha para o
tratamento da acne e do fotoenvelhecimento cutâneo. Promove a esfoliação e estimula a
produção de colágeno, substância que é responsável pela firmeza da pele. Outra função
atribuída é a de reorganizar as fibras elásticas danificadas pela exposição solar e ainda
melhorar a irrigação da pele. Esse tratamento pode ser feito no rosto, pescoço, colo e mãos,
em concentrações diferentes.
A eficácia apresentada pelo ácido retinóico é explicada por algumas de suas
características, como facilita à eliminação dos comedões (cravos) e evita a formação de
outros. O ácido retinóico faz com que os queratinócitos no poro percam a coesão e soltem-
se uns dos outros à medida que atingem a camada córnea. Aumentando o fluxo sanguíneo
nas áreas onde é aplicado, aumentado o aporte de glóbulos brancos (leucócitos) para o local.
O seu uso em cosmiatria vem da observação de pacientes em tratamento de acne, em que
após certo tempo a pele se apresentava mais macia e menos enrugada, apesar da
vermelhidão e irritação causadas pelo ácido retinóico. Desde então, numerosas observações
vem sendo feitas com o uso do ácido retinóico a 0,05% para a redução de rugas e linhas de
expressão, para a prevenção do envelhecimento cutâneo e para o tratamento da pele
danificada pelo sol. Nessas observações, verificou-se melhora nas características da pele,
diminuição da queratose actínica, dispersão mais uniforme dos grânulos de melanina,
formação de novas fibras de colágeno na derme, aumento do fluxo sanguíneo e aumento da
permeabilidade da epiderme. No caso das rugas, o efeito mais evidente foi constatado em
rugas finas e em linhas de expressão. Depois de duas horas, o médico retira o produto
com água ou soro fisiológico.
Ácido cítrico – Alfa – Hidroxácido
É encontrado em laranjas, limões, toranjas, tangerinas, abacaxis, romãs, tomates,
marmelos, groselhas, framboesas, morangos e muitos outros, quer como um ácido, quer
combinado com sais alcalinos formando citratos. O ácido cítrico é absorvido no trato
digestivo e, após a decomposição no corpo, é eliminado pelos rins como carbonato de
sódio.
Ácido oxálico – Alfa-Hidroxácido: é talvez o mais amplamente distribuído de
todos os ácidos orgânicos, ocorrendo em frutas, vegetais, cacau, chocolate, café e chá.
As opiniões diferem sobre sua disponibilidade para o corpo, mas, excesso,
provavelmente pode causar danos e é responsável pelo desenvolvimento de pedras nos
rins. A porcentagem deste ácido na maioria dos vegetais e frutas é tão pequena que há
pouco perigo de excesso. Uma dieta rica em espinafre, chá, café e cacau irá facilmente
introduzir um excesso no corpo. Na pessoa normal, o ácido oxálico entra no corpo como
um ácido livre ou como sal, geralmente um sal de cálcio, sofre oxidação em dióxido de
carbono e água, deixando suas bases à do corpo.
Ácido acético/ Etanoico– Alfa-Hidroxácido Componente do Vinagre: é
encontrado em muitas plantas. Combina prontamente com sódio, potássio, amônio e
outros álcalis, formando sais ou acetatos. Estes acetatos existem naturalmente nos sucos
de muitos vegetais. O ácido e seus sais são convertidos em carbonatos alcalinos no
organismo.
Ácido málico– Alfa-Hidroxácido: é encontrado em maçãs, damascos, cerejas,
groselhas, mangas, papaias, peras, pêssegos, abacaxis, ameixas, tomates, amoras,
framboesas, morangos, no estado livre ou em combinação com bases alcalinas, como
malatos.
Ácido tartárico– Alfa-Hidroxácido: é um dos ácidos orgânicos mais comuns.
Uvas, mangas e tamarindos e outras frutas contêm este ácido. À medida que as uvas
amadurecem seu ácido tartárico desaparece e o açúcar e outros carboidratos aumentam.
Ácido lático– Alfa-Hidroxácido: é produzido na fermentação do açúcar do leite
(lactose), quando o leite azeda. A fermentação de vários açúcares, amidos e outras
substâncias, na presença de proteínas, também dá origem ao ácido lático como
subproduto.
Àcido Fítico (C6H18O24P6) Alfa-Hidroxácido
O ácido fítico (hexafosfato de inositol) é um ácido orgânico componente natural da maioria
das sementes de leguminosas e cereais. Apresenta-se como um líquido viscoso a 50%
levemente. Tem ação inibidora sobre a tirosinase, apresentando ação despigmentante,
antiinflamatória,antioxidante, hidratante e agente quelante. É efetivo na prevenção da caspa.
O ácido fítico é um bom quelante para o cálcio e acelera o transporte de oxigênio,
facilitando o metabolismo celular. O tratamento médio de manchas hipercrômicas é de 3
semanas a 2 meses. Recomenda-se usar de 0,5 a 2,0 %.O pH de estabilidade é de 4,0 a 4,5.
É compatível com ácido glicólico, ácido kójico, ácido retinóico.
Este composto também vem sendo estudado por apresentar qualidades benéficas na
prevenção de doenças cardiovasculares, devido ao seu efeito hipocolesterolêmico e
antioxidante. É sabido, também, que fitatos são importantes na prevenção do câncer de
intestino grosso, devido a seu efeito complexante sobre os íons ferro, que parece inibir o
processo carcinogênico. O ferro geraria radicais livres, os quais estão associados ao
desenvolvimento de câncer. Porém, ao serem complexados pelos fitatos, inibiriam
produção destes radicais livres. Deste modo, o fitato atuaria como um antioxidante similar
à Vitamina C. Esse efeito antinutriente dos fitatos pode, no entanto, ser considerado como
protetor (DOMÍNGUEZ, 2002). Ácido fítico é obtido do farelo de arroz, aveia ou gérmen
de trigo. Tem ação inibitória sobre atirosinase (enzima importante na produção de
pigmentos melanínicos que dão cor à pele humana) e por isso é usado como
despigmentante. Tem também ação antiinflamatória, antioxidante e hidratante. É usado para
o clareamento de manchas hipercrômicas, eventualmente associado ao ácido glicólico, e no
“pós-pelling” como antiinflamatório. É um potencial clareador de pele por que além de
inibir a tirosinase. Pode-se usar o ácido fítico como clareador de peles com alto grau de
sensibilidade, como peles brancas e sensíveis ou peles que sofreram grandes agressões por
qualquer processo químico ou físico, pois ele tem um alto poder hidratante. O ácido fítico
substitui hoje a hidroquinona, substância utilizada nas últimas décadas como clareadora da
pele (NICOLETTI, 2002).
Ácido Kójico (C6H604) Alfa-Hidroxácido
Ácido kójico é uma substância produzida por um cogumelo japonês chamado koji,
utilizado também na fermentação do arroz para produção de saque.
O ácido kójico não
causa irritação nem fotossensibilização no usuário, possibilitando seu uso até mesmo
durante o dia. Além disso, o ácido kójico não oxida como muitos clareadores cutâneos e
pode ser associado ao ácido glicólico.
Propriedades: as hiperpigmentações são, em geral, distúrbios caracterizados pelo aumento
de melanina e outros pigmentantes na pele. Os principais desencadeadores são as radiações
solares, os hormônios sexuais e agentes externos, fontes de radicais livres.
O ácido kójico é
um dos despigmentantes naturais mais eficientes do mercado, por isso tem sido muito
usado com excelentes resultados; tem ocupado posição de destaque entre as substâncias
usadas para o clareamento de vários tipos de hipercromias cutâneas.
Indicações: Além do seu efeito despigmentante, o ácido kójico também atua como
antiséptico impedindo a proliferação de fungos e bactérias na pele. Ele também tem ação
anti-oxidante ajudando na prevenção do envelhecimento cutâneo e pode ser usado em
formulações junto com ácido glicólico, vitamina C, entre outros ativos.
Mecanismo de ação: ácido kójico age inibindo a formação da melanina. Ele quela os íons
cobre e bloqueia a ação da tirosinase, acabando com as manchas. O efeito do ácido kójico
ocorrerá após 2 a 4 semanas de uso contínuo. Algumas pessoas podem demorar um pouco
mais, especialmente aquelas com pele oleosa ou muito espessa. Os resultados vão
melhorando à medida que se continua a aplicação por até 6 meses.
Vantagens: a vantagem desse produto está na suavidade de ação sobre apele. O ácido
kójico não causa irritação nem fotossensibilização no usuário, possibilitando seu uso até
mesmo durante o dia. Além disso, o ácido kójico não oxida como muitos clareadores
cutâneos e pode ser associado ao ácido glicólico (BATISTUZZO, 2002).
Ácido kójico é um potente despigmentante natural. Ele inibe a ação da tirosinase como
quelante de íons, promovendo a diminuição da formação de melanina, acabando com as
manchas, principalmente as faciais, não são estéticas e causam alguns transtornos que
dificultam o bem-estar do indivíduo no âmbito psicossocial.
Nota-se que todas as partes do corpo não exibem a mesma cor. A espessura da pele, os
vasos sanguíneos superficiais (dependendo do número e estado de sua dilatação, bem como
a sua aproximação com a superfície da pele) e pigmentos como carotenóides afetam a
percepção da cor, a quantidade de melanina produzida pelos melanócitos determina a cor.
As hiperpigmentações são, em geral, distúrbios caracterizados pelo aumento de melanina e
outros pigmentantes na pele. Os principais desencadeadores são as radiações solares, os
hormônios sexuais e agentes externos, fontes de radicais livres. Por esta razão, pesquisas
para o desenvolvimento de produtos clareadores focam, principalmente, a redução da
produção de melanina nos melanócitos. São utilizados em concentrações compreendidas
entre 0,005 e 4% em cremes e loções não iônicas, géis, géis-creme e loções aquosas
clareadoras.
Como o ácido kójico é menos irritante, mais suave e não causa fotossensibilização no
usuário possibilita seu uso até mesmo durante o dia, além disso, o ácido kójico não oxida,
podendo ser associados com outros agentes despigmentantes como o ácido glicólico.
Ácido Tricloroacético (C2HCl3O2) Alfa-Hidroxácido
Ácido tricloroacético ou TCA é um produto orgânico, ocorrendo na forma de cristais
deliqüescente, solúveis em água, álcool etílico e éter. O produto tem ação cáustica. O ácido
em concentrações de até 30% é usado para o tratamento de cicatrizes da acne e do
envelhecimento cutâneo. Em concentrações maiores é usado no condiloma acuminado,
verrugas e “peelings”. O ácido tricloroacético como agente para peeling químico é uma
substância química cauterizante capaz de provocar necrose da pele causando uma
epidermólise profunda com um processo inflamatório residual que pode ter duração de até
oito semanas. É quando a lesão tratada adquire cor branca (frost) assim que aplicada na
pele. Quanto mais profundo for o peeling, mais intenso e mais rápido será a formação do
frost. Para o peeling médio, o frost ideal é o frost nível II (ZAMARIAN, 2011).
TCA tornou-se o ácido preferido para os peelings químicos de profundidade superficial e
média, apesar de que pode ser utilizado nos peelings mais profundos, mas existe um
consenso de que nesta ultima situação, é, geralmente um procedimento mais arriscado
do que o peeling profundo de fenol. O peeling de TCA pode ser considerado de superficial
e média profundidade se usado a 50 %. Esta indicada na ocorrência das seguintes
situações: melasmas, efélides, cicatrizes de acne, queratose actinicas, rugas finas,
hiperpigmentação pós-inflamatória, fotoenvelhecimento. Remove a camada superficial da
pele ou até a própria derme, (dependendo da concentração), fazendo emergir um novo
tecido. Estimula a produção de fibras colágenas substancias que garantem a elasticidade e
a firmeza da pele (ZANINI, 2007).
Ácido Carbólico (C6H5OH) Alfa-Hidroxácido
Ácido carbólico ou Fenol é derivado do coaltar. Trata-se de uma esfoliação química
profunda da pele, que utiliza o ácido carbólico (substância química conhecida como fenol),
o qual provoca destruição de partes da epiderme e derme, seguida de posterior regeneração
dos tecidos são inegavelmente os mais eficazes. É um peeling de exclusividade médica.
Possui um grande poder de esfoliação, pois penetra profundamente até a derme reticular,
sendo assim indicado para rugas profundas, peri-orais e para tratar as queratoses mais
severas (Zanini, 2007; Velasco, 2009).
Fenol quando aplicado à pele induz a uma queimadura química, que ao longo do tempo
resulta no rejuvenescimento da pele. A aplicação por período de tempo maior ocasiona sua
penetração na derme superior, resultando na formação de uma nova camada de colágeno
estratificado. A regeneração epidérmica inicia-se 48 horas após a aplicação da formulação
e se completa no intervalo de sete a 10 dias.
A formulação de Baker-Gordon utilizada no peeling pode causar hipopigmentação cutânea
permanente em alguns indivíduos, bem como levar à absorção do fenol, resultando em
arritmias cardíacas e danos renais. O fenol é tóxico para todas as células, penetra e permeia
a pele, sendo absorvido e excretado pela urina. Concentrações elevadas no sangue podem
ter efeito tóxico no miocárdio, provocando taquicardia, contrações e dissociação
eletromecânica. Por isso, ao utilizar o peeling de fenol, a face é dividida em pelo menos
cinco regiões. Assim, aplica-se o produto em cada região com intervalo de tempo de 15
minutos, de modo que a concentração absorvida seja eliminada pela urina, sem causar
problemas cardíacos.
Nas terminações nervosas da pele, age como anestésico local. Como composto químico, o
fenol é solúvel em óleos e gorduras, e pode ser removido rapidamente da pele com
glicerina, óleos vegetais ou álcool etílico a 50%, no caso de entrar em contato
acidentalmente. A formulação para peeling mais conhecida que utiliza o fenol é a de
Baker-Gordon (1962), em que o fenol é diluído à concentração que varia de 45 a 55%.
Ácido Salicílico (C7H603)
Beta-Hidroxiacido (BHA) Solúveis em Óleo, adequados para peles com
poros dilatados, acneica e pontos negros. Anti-inflamatório e
antibacteriana.
Ácido salicílico é um beta-hidroxiácido ou ácido 2-hidroxibenzóico, extraído do Salix Alba
(salgueiro branco), usado em concentração de no máximo 20% (PIMENTEL, 2006).
A ação esfoliante deste ativo induz a esfoliação da camada córnea provavelmente por
dissolução das lamelas (cimento celular) e/ou ao aumento da proteólise dos
corneodesmossomas (RIBEIRO, 2010).
Ácido salicílico em peelings, para os casos de queratose actinicas e seborreicas, lentiginoes
no dorso da mão e do ante-braço; na face utilizado em solução alcoólica a 35% por cerca
de 5 minutos, seguida de neutralização com água, neste caso indicado para clareamento da
pele, atenuação das rugas e tratamento de comedões. A descamação se inicia em torno
do 4-5º dia prolongando-se por cerca de 10 dias, com eritema mínimo podendo ser
repetidos entre 2 a 4 semanas. Alguns cuidados devem ser observados após o peeling
durante as primeiras semanas: Colocar compressas de água frias, Hidratações semanais que
ajudará a retirar as crostas residuais, diminuir o edema e facilitar a reepitelização.
Gluconolactona – Poli-Hidroxiacidos
Glutâmico obtido pela oxidação da glicose do milho. Um polihidroxiácido com alto
poder hidratante, mais suave que os alfa hidroxi ácidos (AHAs), podendo ser usada
em regiões sensíveis como a área dos olhos e dos lábios.
São novidade na indústria e ainda vêm sendo testados para minimizar os efeitos
colaterais dos demais hidroxiácidos. Com moléculas maiores, eles penetram mais
lentamente na pele.
Tratamento da acne, tão eficaz quanto o peróxido de benzoíla, sem os inconvenientes
dos produto. Contra o fotoenvelhecimento, rosácea, dermatite seborréica e dermatite
atópica. Indicado para formulações despigmentantes, formulações pré e pós solar,
revitalizantes e hidratantes. Devido a presença das hidroxilas, apresenta propriedades
umectante por atrair e fixar água. Possui ação antioxidante, por manter a integridade
dos produtos. A tividade antiinflamatória por reduzir as lesões inflamadas.
Não induz a fotosensibilização da pele;
Não é irritante e reforça a função de barreira da pele;
Foi bem tolerada e eficaz no tratamento dos sinais do fotoenvelhecimento em
diferentes grupos étnicos.
Qual finalidade de se realizar um preparo da pele antes do peeling
?????
Resposta : obter uma absorção uniforme do princípio ativo utilizado em cada preparação ,e
com isso reduzir os riscos de hiperpigmentação da mesma , bem como estimular sua
recuperação mais rápida.
Como preparo pele vamos iniciar com uma limpeza de pele bem completa.
A limpeza de pele é fundamental para as remoções de impurezas ,como sebo ,resíduos de
maquiagem e detritos celulares , e também auxiliar na absorção homogênea dos ácidos pela
mesma .
Depois da limpeza de pele conforme pele cliente iniciamos um peeling.
Peelings Mecânicos Combinados
Os peelings mecânicos combinados são os mais adequados para quem
deseja melhorar a aparência da pele, sem deixar de exercer suas atividades
diárias. A melhora da pele é percebida gradualmente desde o início
do tratamento.
A aplicação seriada do Peeling Ultrassônico, Crystal e Diamantado, acelera
o processo de renovação da pele e estimula a produção e reorganização do
colágeno, principal substância de sustentação da pele atenuando manchas e
rugas. Além de melhorar a textura, o brilho e a aparência da pele.
Peeling de cristal: É indicado para a melhora instantânea da textura da
pele e o fechamento dos poros dilatados. Promove uma abrasão mecânica e
suave. A descamação é mínima (praticamente imperceptível), não trazendo
riscos à exposição solar. Para resultados duradouros são necessárias sessões
semanais ou quinzenais, com manutenção mensal. É utilizado para o
rejuvenescimento facial, remoção de estrias, contra cicatrizes de acne e
no combate a peles flácidas e foto envelhecidas. Este tipo de peeling é
realizado com cristais de óxido de alumínio que possuem propriedades
desinfetantes e coagulantes. Além do tratamento facial, o Peeling de
Cristal pode ser utilizado nas mãos, pernas, coxas, costas e braços.
Peeling Ultrassônico: Elimina as camadas superficiais da epiderme,
proporcionando maior elasticidade e uminosidade à pele. Aumentando
a circulação sanguínea, gerando maior hidratação e melhora do tônus
dérmico. Após a Hidratação, fazemos uma tonificação com microcorrentes,
que aumenta a produção de colágeno e tonifica a pele. Para terminar Luvas
Condutivas que fazem um verdadeiro Lifting Facial.
Peeling Diamante: Consiste em uma microdermoabrasão superficial,
onde é usada uma caneta com ponteira de diamante, de várias
granulometrias, que desliza sobre a pele promovendo uma esfoliação. O
principal objetivo é refazer e nivelar a superfície da pele, atenuando as
cicatrizes de acne, reduzindo rugas finas e retraindo os ósteos. Em uma
mesma sessão podemos utilizar, dois tipos de peeling: Peeling Ultrassônico
mais Peeling de Diamante ou Peeling Diamante mais Peeling Crystal , que
podem ser feitos uma vez por semana ou a cada quinze dias.
Diamante Cristal Peeling Ultrassônico