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Contra-razões ao Recurso Adesivo Trabalhista

FONTANA S/A apresenta suas contra-razões ao recurso adesivo interposto por Luiz Roberto Signori, defendendo a manutenção da sentença anterior. A empresa argumenta que o reclamante não apresentou provas suficientes para contestar as conclusões periciais sobre insalubridade e que a reivindicação de horas extras não se sustenta, pois inova a lide. Assim, solicita que o recurso adesivo seja negado.

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Contra-razões ao Recurso Adesivo Trabalhista

FONTANA S/A apresenta suas contra-razões ao recurso adesivo interposto por Luiz Roberto Signori, defendendo a manutenção da sentença anterior. A empresa argumenta que o reclamante não apresentou provas suficientes para contestar as conclusões periciais sobre insalubridade e que a reivindicação de horas extras não se sustenta, pois inova a lide. Assim, solicita que o recurso adesivo seja negado.

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Exmo(a). Sr(a).

Juiz(a) do Trabalho Presidente da MMª Junta de


Conciliação e Julgamento de Lajeado - RS.

Processo n.º 0480/95

FONTANA S/A, por seu procurador firmatário, nos autos da


RECLAMATÓRIA TRABALHISTA que lhe move LUIZ ROBERTO
SIGNORI, vem respeitosamente apresentar suas CONTRA-RAZÕES AO
RECURSO ADESIVO interposto pelo reclamante, requerendo se digne V.
Exa. recebê-las e determinar o seu encaminhamento à instância "ad quem".

Nestes termos, pede deferimento.


Porto Alegre, 20 de agosto de 1997.

Júlio Webber
OAB/RS nº 36.784

Gustavo Juchem
OAB/RS nº 34.421
CONTRA-RAZÕES DE RECURSO ADESIVO

Recorrida : FONTANA S/A

Recorrente: LUIZ ROBERTO SIGNORI

Egrégia Turma

Não merece acolhida o apelo interposto pelo reclamante, devendo ser


mantida a r. sentença atacada no que pertine aos itens adiante abordados,
como se demonstrará.

I – DO ADICIONAL DE INSALUBRIDADE

Completamente equivocado o autor.

A um eis que deveria ter-se feito presente na data da inspeção


pericial, eis que regulamente notificado para tanto.

A dois, eis que o reclamante não logrou produzir qualquer prova


capaz de infirmar as conclusões periciais, õnus que lhe incumbia, a fim de
provar suas alegações e impugnações ao laudo.

Por todo o exposto, não há que se falar em laudo falho, omisso ou


tendencioso, impondo-se manter integralmente as conclusões do Sr. Perito
de confiança do Juízo, e via de conseqüência a respeitável sentença de 1º
grau.

II - DAS HORAS EXTRAS

Descabe a pretensão do recorrente ao recebimento de horas extras,


motivo pelo qual deve ser mantida a r. sentença no que a este aspecto
respeita.

2
No item de nº 3 do exórdio o recorrente expressamente requer o
pagamento de duas horas extras diárias, em virtude de entender tratar-se da
hipótese de incidência do inciso XVI, art. 7º da CF/88.

Em seu recurso adesivo ao pleitear diferenças de horas extras quer


pela contagem dos cartões de ponto quer pelo alegado labor durante os
intervalos de descanso e alimentação está a inovar a lide, o que lhe é vedado
na atual fase processual.

Neste passo, absolutamente correta a decisão do MM. Juízo


colegiado, eis que observou estritamente os limites da lide.

Igualmente irretocável a MM. Decisão no que tange ao indeferimento


do pleito de ser considerada a jornada como de turnos ininterruptos de
revezamento. Notadamente eis que, como bem destacado, não houve o
“revezamento”, tendo laborado o autor em turnos fixos, conforme
comprovam os cartões de ponto carreados aos autos.

Quanto ao particular, destaca-se ainda que o próprio recorrente ao


declinar o horário de trabalho confessa que o horário do autor era fixo.

Face ao exposto, a r. sentença deverá ser mantida, no sentido de


indeferir o pelito ao pagamento de horas extras.

III - CONCLUSÃO

Isto posto, espera e confia sejam acolhidas as presentes contra-razões,


para que seja negado provimento ao recurso adesivo interposto, como
medida de Justiça!

Nestes termos, pede deferimento.


Porto Alegre, 20 de agosto de 1997.

Júlio Webber Gustavo Juchem


OAB/RS nº 36.784 OAB/RS nº 34.421

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