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Análise de Circuitos Elétricos CA em Série

O documento apresenta uma investigação sobre circuitos elétricos de corrente alternada (CA) com elementos conectados em série, focando em resistores, capacitores e indutores. O estudo inclui fundamentos teóricos, metodologia experimental e análise dos resultados, destacando a importância da corrente alternada na distribuição de energia elétrica moderna. Os objetivos incluem a compreensão das correlações entre corrente e tensão, além da construção e análise de diagramas vetoriais.

Enviado por

Keymen Dino
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Análise de Circuitos Elétricos CA em Série

O documento apresenta uma investigação sobre circuitos elétricos de corrente alternada (CA) com elementos conectados em série, focando em resistores, capacitores e indutores. O estudo inclui fundamentos teóricos, metodologia experimental e análise dos resultados, destacando a importância da corrente alternada na distribuição de energia elétrica moderna. Os objetivos incluem a compreensão das correlações entre corrente e tensão, além da construção e análise de diagramas vetoriais.

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UNIVERSIDADE EDUARDO MONDLANE

FACULDADE DE ENGENHARIA

DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA

Licenciatura em Engenharia Eléctrica-Pós-Laboral

Unidade Curricular: Teoria de Circuitos

Tema:

L2: INVESTIGAÇÃO DOS CIRCUITOS ELÉCTRICOS DE C.A


COM LIGAÇÕES DOS ELEMENTOS EM SÉRIE

Discente: Docente:

Baptista, Quimen Fernando Prof. Zacarias Chilengue

Murrona, Felismina

Sitoe, Victor

Torcida, Raúl

Maputo, Abril de 2025


Índice
Capítulo I: Introdução ................................................................................................................ 3
1 Introdução ....................................................................................................................... 3
2 Objectivos ....................................................................................................................... 4
Capítulo II: Fundamentação Teórica .......................................................................................... 5
3 Corrente Alternada (CA) ................................................................................................. 5
4 Comportamento dos elementos passivos em CA ............................................................ 7
4.1 Resistor .................................................................................................................... 7
4.2 Capacitância............................................................................................................. 7
4.3 Indutância ................................................................................................................ 9
4.4 Impedância............................................................................................................... 9
5 Tipos de potência em CA .............................................................................................. 10
6 Correlações Entre A Corrente E A Tensão Num Circuito Em Série Alimentado Por Uma
Fonte Sinusoidal................................................................................................................... 10
6.1 Circuito RC série ................................................................................................... 10
6.2 Circuito RL série.................................................................................................... 12
Capítulo III: Metodologia ........................................................................................................ 14
7 Materiais usados na experiência ................................................................................... 14
8 Métodos e procedimentos ............................................................................................. 14
Capítulo IV: Resultados e Discussões ...................................................................................... 16
9 Circuito RC ................................................................................................................... 16
10 Circuito RL................................................................................................................ 19
11 Avaliação do Trabalho ............................................................................................... 22
11.1 Gráficos de RC ...................................................................................................... 22
11.2 Gráficos de RL....................................................................................................... 23
Capítulo IV: Conclusão e Referências ..................................................................................... 25
12 Conclusões ................................................................................................................ 25
13 Referências Bibliográficas ........................................................................................ 26
Capítulo I: Introdução
1 Introdução
A corrente alternada (CA) é a espinha dorsal da distribuição de energia elétrica no mundo
moderno, sustentando desde os sistemas industriais mais complexos até o funcionamento
cotidiano de residências.

É importante ressaltar que a forma de onda periódica mais importante e de maior interesse é a
alternada senoidal de tensão e de corrente, porque a energia gerada nas usinas das
concessionárias e a maioria dos equipamentos usam tensão e corrente alternadas senoidais. A
maior parte da energia elétrica consumida é gerada e distribuída na forma de tensão e corrente
alternadas para os consumidores que são as residências, o comércio e, principalmente, as
indústrias.

Portanto, dentro desse vasto campo, o estudo de circuitos elétricos com elementos conectados
em série oferece um panorama essencial para compreender como energia e informação são
conduzidas, transformadas e moduladas ao longo de trajetórias controladas. Este trabalho
propõe uma investigação aprofundada — teórica e experimental — dos circuitos de corrente
alternada compostos por resistores, capacitores e indutores ligados em série (RL e RC). Ao unir
análise matemática com observações práticas, busca-se revelar os efeitos das reatâncias
indutiva e capacitiva, o comportamento das impedâncias e a dinâmica de defasagem entre
corrente e tensão. Assim, esta exploração não apenas reforça conceitos fundamentais da
eletrotecnia, mas também aproxima o estudante da realidade aplicada dos sistemas elétricos,
onde teoria e prática se entrelaçam para dar forma ao funcionamento seguro e eficiente de
inúmeras tecnologias.

3
2 Objectivos
2.1. Geral
Investigar experimentalmente e teoricamente circuitos eléctricos de CA com ligações
dos elementos em série
2.2. Específicos
➢ Investigar as correlações entre a corrente e a tensão num circuito em série alimentado
por uma fonte sinusoidal;
➢ Adquirir habilidades na construção e análise dos diagramas vectoriais;
➢ Verificar na prática um dos métodos de determinação de parâmetros de uma bobina
real, isto é, L e Rbob.

4
Capítulo II: Fundamentação Teórica
3 Corrente Alternada (CA)
Corrente Alternada é aquela que inverte, periodicamente, o sentido no qual está circulando.
Ela também varia a intensidade continuamente no tempo.

Uma Tensão Alternada (VCA) é aquela que inverte, periodicamente, a polaridade da tensão. Já
Tensão ou Corrente Alternada Senoidal é aquela cuja forma de onda é representada por uma
senoide. Dizemos que é um sinal senoidal. A forma de onda periódica mais importante e de
maior interesse é a alternada senoidal de tensão e de corrente, porque a energia gerada nas
usinas das concessionárias e a maioria dos equipamentos usam tensão e corrente alternadas
senoidais. A maior parte da energia elétrica consumida é gerada e distribuída na forma de tensão
e corrente alternadas para os consumidores que são as residências, o comércio e,
principalmente, as indústrias.

Nos circuitos de corrente contínua, a resistência elétrica é a única grandeza que expressa o
impedimento a passagem da corrente elétrica. Em corrente alternada, existem outros efeitos
além do resistivo que influenciam a passagem de corrente no circuito: a impedância, composta
por três componentes:

• ZR: componente resistiva da impedância ou simplesmente resistência (R);


• ZC: componente capacitiva da impedância ou reatância capacitiva (XC);
• ZL: componente indutiva da impedância ou reatância indutiva (XL);

Uma outra grandeza importante na descrição de circuitos de corrente alterna é a frequência


das tensões e correntes do circuito. Seu símbolo é usualmente f. A frequência angular é medida
em rad / s e é igual a taxa de variação da fase da corrente; seu símbolo é normalmente ω. A
relação entre as duas é:

ω =2π f

Expressão Matemática do Sinal Senoidal

5
Todo sinal elétrico senoidal pode ter seu comportamento descrito de modo gráfico ou analítico,
através de uma função matemática senoidal, periódica, e variante com o tempo. Adota-se para
a representação dos sinais de tensão e de corrente alternada senoidal as seguintes expressões
gerais:
Onde:

Vmáx Ie máx - valores máximo, de pico ou amplitude

ω - frequência angular elétrica

θ - ângulo de fase

Na figura abaixo estão apresentados graficamente os principais parâmetros do sinal senoidal e,


na sequência, suas definições.

Fig. 1Parâmetros do sinal senoidal.

Ângulo de fase - θ [°]: É a posição relativa, expressa em grau, do sinal em relação a uma

referência ou a outro sinal.

Fig. 2 Relações de fase

6
4 Comportamento dos elementos passivos em CA
4.1 Resistor
Em corrente alternada senoidal, a tensão e a corrente se relacionam na forma:

Como no resistor a tensão e corrente estão em fase:

Graficamente

Fig. 3 Representação gráfica do comportamento do resistor em relação a I e U

4.2 Capacitância
O capacitor é um elemento de circuito que possui a característica de conservar energia através
do campo elétrico estabelecido entre suas placas, tendendo manter constante a tensão entre os
seus terminais.

7
Em circuitos CC o capacitor funciona como um circuito aberto. Porém, em CA o capacitor
exerce oposição à variação de tensão, fenômeno denominado reatância capacitiva, designada
por XC, medida em ohm [Ω] e expressa por:

Para uma fonte senoidal a tensão no capacitor é expressa por:


V(t)=Vp sen(𝝎t)

A corrente no capacitor será:

O capacitor atrasa a tensão em relação à corrente, conforme pode ser visto pela ilustração
abaixo:

Fig. 4 Representação gráfica do comportamento do Capacitor em relação a I e U

8
4.3 Indutância
O indutor é um elemento de circuito que possui a característica de conservar energia através
do campo magnético entre sua bobina, tendendo manter constante a corrente entre os seus
terminais.

Em circuitos CC o indutor funciona como um circuito fechado (fio condutor). Porém, em CA


o capacitor exerce oposição à variação de corrente, fenômeno denominado reatância indutiva,
designada por XL, medida em ohm [Ω] e expressa por:

X L = 2 ⋅π ⋅ f ⋅ L [Ω]

Para uma fonte senoidal a corrente no indutor é expressa por:

i L (t)= I p ⋅sen(wt)

A tensão no indutor será:

O indutor atrasa a corrente em relação à tensão, conforme pode ser visto pela ilustração abaixo:

Fig. 5 Representação gráfica do comportamento do Indutor em relação a I e U

4.4 Impedância
A resistência total do circuito, neste caso, passa a ser denominada de impedância, designada
por Z e medida em ohm [Ω]. Neste caso a Lei de Ohm passa a ser expressa por:

V=Z⋅I

9
5 Tipos de potência em CA
Em virtude da possibilidade da associação dos elementos resistor, capacitor e indutor a potência
elétrica em um circuito pode ser de três tipos:

• Potência ativa: a potência dissipada por resistores, expressa em watt (W).

P = R ⋅ 𝑰𝟐 [W]

• Potência reativa: potência que retorna dos indutores e capacitores, expressa em volt ampere
reativo (VAr).

Q = X ⋅𝑰𝟐 [VAr]

• Potência aparente: a potência ativa e reativa combinada, expressa em Volt Ampère (VA).

S =V ⋅I [VA]

2.2.1. Triângulo de Potências

As três potências se relacionam pela seguinte expressão: 𝑺𝟐 = 𝑷𝟐 +𝑸𝟐

O ângulo da potência aparente será o mesmo ângulo da impedância. As


potências ativas e reativa podem ser calculadas a partir deste ângulo:

P = S⋅cosϕ =V⋅I ⋅cosϕ

Q = S⋅senϕ =V⋅I ⋅senϕ

Fig. 6 Triângulo de Potências

6 Correlações Entre A Corrente E A Tensão Num Circuito Em


Série Alimentado Por Uma Fonte Sinusoidal
6.1 Circuito RC série

Fig. 7 Circuito RC série

10
• Corrente no circuito:

• Forma de onda da corrente:

A tensão no resistor e no capacitor são respectivamente R𝑰𝟎 e XC𝑰𝟎 e os valores instantâneos


escritos como:

i. Tensão no resistor: 𝑈𝑅(𝑡) = R𝐼0 sen(ωt)


ii. Tensão no capacitor: 𝑈𝐶(𝑡) = XC𝐼0 sen(ωt − π/2)
iii. Tensão total: 𝑈𝑡= 𝑈𝑅(𝑡) +𝑈𝐶(𝑡)

Diagrama Fasorial (RC)

Fig. 8 Diagrama Fasorial de um circuito RC série

A impedância Z do circuito é dada por:

𝟐
• Z=√𝑹𝟐+ 𝑿𝒄

As equações acima mostram que existe uma uma defasagem (θ) entre a corrente e a voltagem
no circuito, a corrente adiantada em relação à tensão, esta defasagem depende da frequência
f. Além disso, em baixa frequência (ω → 0), temos θ → π/2 rad e o circuito se torna capacitivo.
Por outro lado, em alta frequência (ω → ∞), temos θ → 0 e o circuito é resistivo.

11
A representação da impedância Z de um circuito RC como o módulo de um número complexo
é dada por: Z= R – jXc.

6.2 Circuito RL série

Fig. 9 lustração de um circuito RL série

Como em todo o circuito série, a corrente é única no circuito:

𝑰𝑳= 𝑰𝑹= 𝑰

Por esta razão, a corrente é tomada como referência para o estudo do circuito RL-série. A
circulação de corrente através do resistor dá origem a uma queda detensão sobre o componente.

• Corrente no circuito:

Onde:
• é o ângulo de fase, que mostra o atraso da
corrente em relação à tensão.

• Forma de onda da corrente:

A queda de tensão no resistor é dada por:

i. 𝑼𝑹 = 𝑹 × 𝑰, ou seja, está em fase com a Corrente.

Essa mesma corrente ao circular no indutor dá origem a uma queda de tensão sobre o
componente. Devido à auto-indutância, a queda de tensão no indutor:

12
ii. 𝑼𝑳=𝑿𝑳 ×𝑰 , useja, está adiantada 90º em relação à corrente do circuito

Diagrama Fasorial (RL)

Fig. 10 Diagrama Fasorial de um circuito RC série

A resultante do sistema de fasores fornece a impedância do circuito RLsérie, e pode ser


calculado pelo uso do Teorema de Pitágoras.

A impedância Z do circuito édada por:

𝟐
• Z=√𝑹𝟐+ 𝑿𝑳

A representação da impedância Z de um circuito RC como o módulo de um número complexo


é dada por: Z= R + jXL.

13
Capítulo III: Metodologia
7 Materiais usados na experiência
✓ 1 gerador de sinais
✓ 1 osciloscópio de 2 raios
✓ 1 painel de montagem-
✓ condutores de ligação
✓ 3 multímetros
✓ 2 condensadores (0,1;1)F
✓ 2 resistências (1;1,5) K
✓ 1 décadas de indutância 1H;

8 Métodos e procedimentos
Após reunir os materiais, equipamentos e ferramentas disponíveis, sucedeu-se o seguinte:

Circuito RC

1. Montou-se o circuito segundo a fig.11, um circuito RC em série:

Fig. 11 Circuito RC em série

2. Antes de ligar o circuito aos terminais do gerador, estabeleceu-se na saída do gerador:


f1=400Hz; U1=6V, valores estes que eram verificados a cada experimento (a cada mudança
do valor da capacitância ou resistência).
3. Mantendo o valor da Capacidade C=1uF e variando o valor da resistência R= (1;1.5) k𝛺
foram medidos os valores de U, UR, UC, I, 𝞥°, registando na tabela 1. Depois, mantendo

14
R=1K𝛺, variou-se o valor da capacidade: C= (0,1; 1) uF e mediu-se novamente os valores
de U, UR, UC, I e 𝞥°.

Durante a medição das grandezas em cada experiência eram observadas através do


osciloscópio as curvas de U(t) e UR(t) e medido o ângulo de desfasamento entre elas em
cada situação.

4. Terminando a primeira parte, foram estabelecidos novos valores na saída do gerador de


sinais, alimentando o mesmo circuito (RC em série): f2=200Hz e U2=6V;
Com os novos valores estabelecidos no gerador de sinais, repetiu-se o ponto 3,
registando na tabela 2.

Circuito RL

5 Montou-se o circuito segundo a fig.12 (RL em série):

Fig. 12 Circuito RL em série

6. Antes de ligar o circuito aos terminais do gerador, estabeleceu-se na sua saída: f3=200Hz e
U3=6V; tais valores eram verificando a cada experimento (a cada mudança do valor da
resistência).
7. Mantendo o valor da Indutância 𝐿 ≅ 1𝐻 e variando o valor da resistência R= (1; 1,5), foram
medidos os valores de U, UR, Ubob, I, 𝞥0, registando na tabela 3. Em cada experiência eram
observadas as curvas U(t) e UR(t) e medido o ângulo de desfasamento 𝞥 entre elas, por
meio do osciloscópio de 2 raios.
8. Foram estabelecidos novos valores na saída do gerador: f4=100Hz e U4=6V e depois
repetiu-se o ponto 7, registando os valores na tabela 4.

15
Capítulo IV: Resultados e Discussões
9 Circuito RC
1. Montou-se o circuito conforme a fig.11, um circuito RC em série.

2. Antes de Ligar o circuito, estabeleceu-se na saída do gerador f1=400Hz e U1=6V


(verificando a tensão através de um multímetro na escala de tensão alternada, colocado
na saída do gerador). Tais valores eram verificados a cada alteração do circuito.
3. Mantendo o valor da Capacidade C=1uF e variando o valor da resistência R= (1;1.5)
k𝛺 foram medidos os valores de U, UR, UC, I, 𝞥°; Depois, mantendo R=1K𝛺, variou-
se o valor da capacidade: C= (0,1; 1) uF e mediu-se novamente os valores de U, UR,
UC, I e 𝞥°, e foram feitos cálculos das grandezas C, P, Q e S através dos dados
medidos, registando na tabela 1 que se segue.
Os parâmetros supracitados foram calculados recorrendo as seguintes fórmulas:
𝑃𝑛 = 𝐼 2 ∙ 𝑅𝑛 eq.1
𝑄 = 𝐼 2 ∙ 𝑋𝑛 eq.2
𝑆 = √𝑃𝑛2 ∙ 𝑄𝑛2 eq.3

𝐶𝑛 = 1⁄2𝜋𝑓 𝑋 eq.4
1 𝐶𝑛

𝑋𝑐 = 1⁄2𝜋𝑓 𝐶𝑛 eq.5
1

𝑅 = 1000𝛺 𝑅 = 1500𝛺 𝑅 = 1000𝛺


Onde o n: 𝑛 = 1 { ; 𝑛 = 2{ ; 𝑛 = 3{
𝐶 = 1𝜇𝐹 𝐶 = 1𝜇𝐹 𝐶 = 0,1𝜇𝐹

Conhecendo o angulo de fase inicial da tensão de entrada através da curva observada


no osciloscópio, determinou-se a corrente total do circuito, a impedância total do
circuito e com a corrente é a mesma em todos os elementos usou-se a mesma para
determinar a queda da tensão na resistência e obter o seu respectivo ângulo de fase
16
inicial e com isso foi possível determinar o desfasamento entre a tensão de entrada e a tensão na resistência, adiantes será demonstrado o
cálculo tomando como exemplo um dos casos do circuito RC do experimento (f=400Hz; U=5,77; C=1uF; R=1000𝛺):

Através da eq. 5, obteve-se 𝑋𝑐 = 398,87𝛺, daí, como

𝑍̅ = 𝑅 + 𝑗𝑋 eq.6 → 𝑍̅ = 1000 − 398,87𝑗;

Como 𝑢(𝑡) = 5,77√2sin(800𝜋𝑡 − 28,8°), os valores obtidos através do multímetro são eficazes, portanto para a forma instantânea é
̅ = 5,77⌊−28,8°;´
necessário converter para valores máximos, na forma polar tem-se 𝑈

̅
Usando lei de ohm, 𝐼 ̅ = 𝑈⁄ ̅ , foi possível obter 𝐼 ̅ = 5,77𝑚𝐴⌊−7,054°, logo:
𝑍

̅̅̅̅
𝑈𝑅 = 𝐼 ̅ ∙ 𝑅 = 5,36⌊−7,054° , e o desfasamento foi obtido fazendo a diferença entre os dois ângulos de fase (ângulo de fase da
tensão na resistência menos o ângulo de fase da tensão de entrada):

𝜑 = −7,054° − (−28,8°) = 21,75°;

O mesmo foi feito para os demais desfasamentos.

Tabela 1 f=400Hz; U=6V;

Estabelecer Medir Calcular


F,Hz C,µF R,Ώ U,V UR,V UC,V I,mA Ⴔ° Ⴔ° C,F P,W Q,VAR S,VA XC,𝛺
399,22 1,00 1000,00 5,77 5,16 2,10 5,20 28,20 21,75 0,0000010 0,0270 0,0108 0,0291 398,87
399,62 1,00 1500,00 5,85 5,52 1,50 3,75 18,80 14,88 0,0000010 0,0211 0,0056 0,0218 398,47
395,23 0,10 1000,00 6,00 1,47 5,81 1,48 83,52 76,06 0,0000001 0,0022 0,0088 0,0091 4028,94

17
Durante a medição das grandezas em cada experiência eram observadas através do osciloscópio as curvas de U(t) e UR(t) e medido o ângulo
de desfasamento entre elas em cada situação.

4. Terminando a primeira parte, foram estabelecidos novos valores na saída do gerador de sinais, alimentando o mesmo circuito (RC em
série): f2=200Hz e U=6V;
Com os novos valores estabelecidos no gerador de sinais, repetiu-se o ponto 3, registando na tabela 2.

Tabela 2 f=200Hz; U=6V

Estabelecer Medir Calcular


F,Hz C,µF R,𝛺 U,V UR,V UC,V I,mA Ⴔ° Ⴔ° C,F P,W Q,VAR S,VA XC,𝛺
199,27 1,00 1000,00 5,34 4,54 3,64 4,53 43,30 38,628 0,00 0,0205 1,64E-02 0,0263 799,10
199,27 1,00 1500,00 5,86 5,11 2,75 3,48 28,80 28,046 0,00 0,0182 9,68E-03 0,0206 799,10
199,64 0,10 1000,00 6,02 0,76 5,97 0,76 86,40 82,854 0,00 0,0006 4,61E-03 0,0046 7976,14

Observando os valores de ângulo de fase e a relação entre a tensão de entrada (U) e a tensão no resistor (U R), constata-se que UR está
consistentemente adiantada em relação a U, mesmo variando os valores das resistência e capacitância. Isso ocorre porque a corrente em
um circuito RC série adianta a tensão de entrada, e UR está em fase com a corrente. Quanto menor a capacitância ou a frequência, maior é
o adiantamento, devido ao aumento da reatância capacitiva. A tensão no capacitor, por outro lado, está atrasada em relação à entrada.

18
10 Circuito RL
5 Montou-se o circuito segundo a fig.12 (RL em série):

6 Antes de ligar o circuito aos terminais do gerador, estabeleceu-se na sua saída:


f3=200Hz e U3=6V; tais valores eram verificando a cada experimento (a cada mudança
do valor da resistência).
7 Mantendo o valor da Indutância 𝐿 ≅ 1𝐻 e variando o valor da resistência R= (1; 1,5),
foram medidos os valores de U, UR, Ubob, I, 𝞥0, registando na tabela 3. Em cada
experiência eram observadas as curvas U(t) e UR(t) e medido o ângulo de
desfasamento 𝞥 entre elas, por meio do osciloscópio de 2 raios.
Os parâmetros supracitados foram calculados recorrendo as seguintes fórmulas:
𝑃𝑛 = 𝐼 2 ∙ 𝑅𝑛 eq.1
𝑄𝑛 = 𝐼 2 ∙ 𝑋𝑛 eq.2
𝑆 = √𝑃𝑛2 ∙ 𝑄𝑛2 eq.3
𝑋𝐿𝑛
𝐿𝑛 = ⁄2𝜋𝑓 eq.7
1

𝑋𝐿 = 2𝜋𝑓1 𝐿𝑛 eq.8
𝑅 = 1000𝛺 𝑅 = 1500𝛺
Onde o n: 𝑛 = 1 { ; 𝑛 = 2{ ;
𝐿 = 1𝐻 𝐿 = 1𝐻

Conhecendo o angulo de fase inicial da tensão de entrada através da curva observada


no osciloscópio, determinou-se a corrente total do circuito, a impedância total do
circuito e com a corrente é a mesma em todos os elementos usou-se a mesma para
determinar a queda da tensão na resistência e obter o seu respectivo ângulo de fase
inicial e com isso foi possível determinar o desfasamento entre a tensão de entrada e a
tensão na resistência, adiantes será demonstrado o cálculo tomando como exemplo um
dos casos do circuito RC do experimento (f=200Hz; U=6,07; L=1H; R=1000𝛺):

Através da eq. 8, obteve-se 𝑋𝐿 = 1252,86𝛺, daí, como 𝑍̅ = 𝑅 + 𝑗𝑋 eq.6


→ 𝑍̅ = 1000 + 1252,86𝑗;

19
Como 𝑢(𝑡) = 6,07√2sin(400𝜋𝑡), os valores obtidos através do multímetro são eficazes, portanto para a forma instantânea é necessário
̅ = 6,07𝑉⌊0°;´
converter para valores máximos, na forma polar tem-se 𝑈

̅
Usando lei de ohm, 𝐼 ̅ = 𝑈⁄ ̅ , foi possível obter 𝐼 ̅ = 3,79𝑚𝐴⌊−51,4°, logo:
𝑍

̅̅̅̅
𝑈𝑅 = 𝐼 ̅ ∙ 𝑅 = 3,78𝑉⌊−51,4° , e o desfasamento foi obtido fazendo a diferença entre os dois ângulos de fase (ângulo de fase da
tensão na resistência menos o ângulo de fase da tensão de entrada): 𝜑 = 0° − (−51,04°) = 51,04°;

O mesmo foi feito para os demais desfasamentos.

Para determinar Rbob, foi utilizada a seguinte equação: 𝑅𝑏𝑜𝑏 = 𝑅𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 − 𝑅𝑛 eq.10.

Onde: Rn é a resistência em série com a bobina, que aparece no diagrama. Considera-se RTotal como a resistência total do circuito que
contém a resistência da bobina e a resistência em série com a bobina, esse valor é encontrado na impedância total (módulo) do circuito que
2
pode ser determinada através da equação: 𝑍 = √𝑅𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 + 𝑋𝐿2 , isolando 𝑅𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 , teremos: 𝑅𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = √𝑍 2 − 𝑋𝐿2 eq.11

𝑈
Sabendo que Z pode ser determinada pela lei de ohm: 𝑍 = 𝑈⁄𝐼 , substituindo na eq.11, teremos 𝑅𝑇𝑜𝑡𝑎𝑙 = √( 𝐼 )2 − 𝑋𝐿2 , substituindo na eq.10

𝑈
teremos no final que: 𝑅𝑏𝑜𝑏 = √( 𝐼 )2 − 𝑋𝐿2 − 𝑅𝑛

Tabela 3 Dados Circuito RL Série: f=200Hz; U=6V

Estabelecer Medir Calcular


F,Hz L, H R,kΏ U, V UR, V Ubob, V I, mA 𝞥° 𝞥° L, H Rbob,Ώ P,W Q, VAr S, VA XL, 𝛺
199,5 1 1 6,07 3,62 4,52 3,65 57,8 51,404 1 1093,14 8,09E-05 2,14E-02 2,14E-02 1252,86
199,5 1 1,5 6,07 4,46 3,7 2,99 28,8 39,870 1 1596,92 5,43E-05 1,75E-02 1,75E-02 1252,86

20
8 Foram estabelecidos novos valores na saída do gerador: f4=100Hz e U4=6V e depois repetiu-se o ponto 7, registando os valores
na tabela 4.
Com os novos valores estabelecidos no gerador de sinais, repetiu-se o ponto 3, registando na tabela 4.

Estabelecer Medir Calcular


F,Hz L,H R,K𝛺 U,V UR,V Ubob,V I,mA 𝞥° 𝞥° L,H Rbob,𝛺 P,W Q,VAR S,VA XL,𝛺
99,8 1 1 5,99 4,87 2,95 4,71 36 32,077 1 1106,15 1,33E-04 2,62E-02 2,62E-02 626,744
99,8 1 1,5 6 5,22 2,194 3,5 36 22,677 1 1595,14 7,35E-05 1,99E-02 1,99E-02 626,744

Em um circuito RL série, a corrente está atrasada em relação à tensão de entrada, e como a tensão no resistor (U R) está em fase com a
corrente, ela também se atrasa em relação à tensão de entrada.

Quanto maior a indutância ou menor a resistência, maior é esse atraso. Com menor frequência, a reatância indutiva (XL) diminui, reduzindo
a defasagem. Portanto, a defasagem depende diretamente da razão XL/R = ωL/R, disto pode se perceber que a defasagem depende do valor
da resistência podendo assim ser possível avaliar o mesmo conforme a resistência vai variando.

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11 Avaliação do Trabalho
Tendo em conta que a resistência no circuito varia podemos construir os gráficos das
funções U, UC, UR, 𝞥 e I em função da resistência considerando também a variação da
frequência, assim, obteremos:

11.1 Gráficos de RC

Para f = 400 Hz, observa-se que a tensão na resistência (UR) aumenta com a resistência,
enquanto a tensão no capacitor (Uc) diminui. A corrente do circuito também diminui, pois, a
impedância total cresce com o aumento de R. Com isso, a tensão no resistor se aproxima da
tensão de entrada, refletindo um comportamento cada vez mais resistivo.

Para f = 200 Hz, observa-se que a tensão na resistência (Ur) aumenta com a resistência,
enquanto a tensão no capacitor (Uc) diminui. A corrente do circuito também diminui, pois, a
impedância total cresce com o aumento de R. Com isso, a tensão no resistor se aproxima da
tensão de entrada, refletindo um comportamento cada vez mais resistivo.

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A defasagem entre a tensão de entrada e a tensão na resistência diminui com o aumento da
resistência. Essa defasagem é maior para menores valores de R, indicando maior influência do
capacitor. Em frequências mais altas (como 400 Hz), o efeito capacitivo é menos acentuado,
resultando em menor defasagem inicial.

11.2 Gráficos de RL

Para f = 200 Hz, observa-se que a tensão na resistência (UR) aumenta com o valor de R,
enquanto a tensão no indutor (UL) diminui. A corrente total do circuito também diminui, dado
que a impedância aumenta. O circuito se torna mais resistivo, e a tensão na resistência se
aproxima da tensão de entrada.

Para f = 100 Hz, observa-se que a tensão na resistência (UR) aumenta com o valor de R,
enquanto a tensão no indutor (UL) diminui. A corrente total do circuito também diminui, dado
que a impedância aumenta. O circuito se torna mais resistivo, e a tensão na resistência se
aproxima da tensão de entrada.

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A defasagem entre a tensão de entrada e a tensão na resistência diminui com o aumento da
resistência. Isso reflete uma transição do comportamento indutivo para um comportamento
mais resistivo no circuito RL. A frequência também influencia: quanto maior a frequência,
maior a defasagem inicial.

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Capítulo IV: Conclusão e Referências
12 Conclusões
No final, analisando todos os dados obtidos foi possível concluir o seguinte: num circuito RC
série: a corrente é maior para menores resistências e maior frequência, a tensão no capacitor
cai com o aumento da resistência, enquanto a tensão no resistor cresce; a defasagem diminui
com o aumento da resistência, indicando comportamento mais resistivo. Capacitâncias
menores resultam em maior defasagem e menor corrente.

Num circuito RL série: a corrente diminui com o aumento da resistência; a tensão no indutor é
maior em baixas resistências, mas cai conforme R aumenta; a defasagem aumenta com a
diminuição da resistência e frequência.

Ambos os circuitos apresentam defasagens que variam com R, mas em sentidos opostos e a
resposta em frequência é crítica: RC tende ao comportamento resistivo em alta R, RL em baixa
R, e o tipo de reatância (capacitiva ou indutiva) determina o sinal da defasagem.

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13 Referências Bibliográficas
✓ BOYLESTAD, Robert L., Introdução à Análise de Circuitos, 12ª Edição, São Paulo,
Sabrina Levensteinas, 2012.
✓ Guião de Trabalhos Laboratoriais Nº2 de Teoria de Circuitos, do Departamento de
Engenharia Electrotécnica da Faculdade de Engenharia da Universidade Eduardo
Mondlane

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